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O governo federal avalia a prorrogação do subsídio ao diesel devido aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado de energia. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que a União não obrigará os estados a aceitarem a redução no preço. Reportagem: Beatriz Souza.

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Transcrição
00:00Olha, o governo federal espera que a guerra no Oriente Médio acabe em dois meses,
00:05mas avalia prorrogar o subsídio ao diesel para reduzir os impactos no mercado.
00:09Beatriz Souza.
00:11O vice-presidente Geraldo Alckmin cumpriu a agenda em um evento do programa Carro Sustentável,
00:17em uma concessionária em Brasília.
00:19O fim da escala 6x1 é uma prioridade do governo Lula em ano eleitoral.
00:25Geraldo Alckmin disse que é uma tendência mundial,
00:27mas destacou que cada setor tem a sua particularidade.
00:32Essa é uma tendência mundial, né?
00:35No mundo inteiro a tecnologia permite você fazer mais com menos gente.
00:41Então essa é uma tendência do mundo.
00:43Eu fabrico mais, eu produzo mais com menos gente.
00:46Então é natural no mundo todo uma redução de jornada de trabalho.
00:52O presidente Lula respondeu bem a essa questão,
00:55dizendo, olha, não pode tratar todo mundo igual.
01:00Então tem setores que têm especificidade.
01:03A expectativa do governo federal é que a guerra no Oriente Médio acabe em 60 dias.
01:09Mas o governo não descarta a possibilidade de prorrogar o subsídio federal ao diesel
01:15para reduzir os impactos no preço do combustível.
01:18E além disso ainda vou dar um subsídio.
01:21Então eu vou dar um subsídio para tentar segurar o aumento de preço,
01:26porque isso tem impacto na inflação.
01:29E fez um apelo para os estados para ter uma sub...
01:33Não tirar o imposto, mas ter uma subvenção
01:35que o estado entraria com 60 centavos
01:41e o governo federal com mais 60,
01:44dando 1,2 reais.
01:48E tudo isso transitório, é por 60 dias.
01:53Esperamos que se resolva em 60 dias essa questão da guerra,
01:57que é uma tragédia.
01:59Então, se precisar, até pode prorrogar.
02:03Mas é transitório.
02:04A proposta do governo prevê a divisão do custo do imposto sobre o diesel importado.
02:0960 centavos pago pelo governo federal
02:12e 60 centavos pelos estados.
02:15Essa divisão foi alvo de críticas,
02:18mas segundo o ministro do desenvolvimento,
02:20o governo não vai pressionar os estados para aceitarem a proposta.
02:24O governo, corretamente, o que ele fez?
02:28Olha, eu vou tirar o imposto para o diesel.
02:32Então, zerou o imposto.
02:34Tirou o piscofins.
02:35Tem nenhum, nenhum imposto sobre o diesel.
02:39O governo não vai obrigar ninguém.
02:41O governo fez a sua parte, o governo federal,
02:45e está com bom entendimento com os estados.
02:48Bom entendimento.
02:49Apesar de ter inicialmente criticado a quebra de patentes de canetas emagrecedoras,
02:55Alckmin anunciou que o governo federal zerou os impostos em alguns medicamentos,
03:00entre eles, as canetas emagrecedoras.
03:03Nós aprovamos quase mil produtos, mil.
03:08Nós zeramos o imposto de importação, zerado o imposto de importação.
03:14Então, incluídos muitos medicamentos para patologias crônicas e para as canetas.
03:21Então, a canetinha que está em moda para emagrecer, as canetas estão incluídas aí com zero do imposto de importação.
03:30Geraldo Alckmin já havia confirmado que iria deixar o cargo de ministro até o mês de abril para se dedicar
03:37à campanha eleitoral.
03:38Mas ainda há indefinições se ele vai tentar a reeleição na chapa ao lado do presidente Lula.
03:45Obrigado, Beatriz.
03:46A Cássio Miranda, o vice-presidente diz que não enfiar água lá abaixo dos estados
03:52há necessidade de acatar essa decisão do governo federal.
03:56Mas num ano político, com algo que é tão sensível para a população brasileira, que é o combustível,
04:04é muito difícil algum estado se negar a encampar essa ideia e também fazer uma redução do seu próprio lado.
04:11O que prejudicaria todo mundo depois, porque a gente já viu essa história acontecer.
04:16Exatamente, exatamente.
04:18Quando a gente olha para uma política pública de forma imediatista,
04:22é óbvio que os efeitos positivos são amplos neste primeiro momento.
04:29Porém, o tempo passa e com ele vem as consequências.
04:35Neste caso, há consequências óbvias que virão daqui a alguns meses, que virão no próximo ano.
04:43Mas você bem disse também, nós estamos num ano eleitoral.
04:47E infelizmente, no ano eleitoral, me parece que os nossos políticos deixam a racionalidade em casa
04:56e saem dispostos a tudo, olhando somente e também para aquele resultado imediatista.
05:05Nós sabemos, e não há a possibilidade de fecharmos os olhos para isso,
05:12que a questão do Oriente Médio tem afetado o preço dos combustíveis
05:17e o Brasil, que é um país que tem uma infraestrutura vinculada e muito vinculada ao transporte rodoviário,
05:26é refém dos preços dos combustíveis, especialmente do diesel.
05:31Então, para a manutenção da nossa economia e para a manutenção da inflação, dos juros
05:37e de outros aspectos econômicos, há necessidade dessa intervenção.
05:42Mas eu disse, e acho que vale atentar a isso, essa intervenção precisa ser feita de forma muito racional,
05:51precisa ser feita de forma estudada, precisa ser feita de forma inversa ao populismo político.
06:01Porque se nós só pensarmos no caráter imediatista, esta conta virá e será paga duas vezes.
06:10Será paga agora e será paga lá na frente.
06:14É óbvio também, já respondendo o seu questionamento,
06:18que nenhum governador, seja ele de oposição, seja ele da situação,
06:24negará este tipo de ajuda.
06:28Mas é óbvio também que eles são sócios ou também são reféns do pagamento desta conta.
06:39Infelizmente, nós brasileiros, Evandro, não morremos de tédio, não morreremos de tédio,
06:46especialmente num ano eleitoral.
06:48Mas as pitadas e a receita utilizada para que essa confusão continue,
06:56é sempre uma receita cuja conta é paga por nós.
07:01Brigam lá no Oriente Médio, nós pagamos a conta aqui.
07:05São feitas manobras radicais pelos nossos políticos, nós pagamos a conta aqui.
07:11Então, a única certeza que se tem é, em algum momento, essa conta virá.
07:16Acácio, como é que você vê a saída de Alckmin do Ministério
07:20e uma possível chapa dele com o presidente Lula, ele sendo vice?
07:25Você realmente acredita que ele é o melhor nome,
07:27já que falávamos agora há pouco daqueles 10% que decidem a eleição?
07:31Alckmin ajuda a furar essa bolha?
07:34Ajudou em 2022.
07:38Em 2022, talvez ele não tenha trazido tanta musculatura eleitoral,
07:43porque mesmo o eleitorado raiz do Geraldo Alckmin
07:47não entendeu e não aceitou aquela movimentação.
07:52Em compensação, ele trouxe estabilidade política e estabilidade para o mercado.
07:58Neste momento, neste momento, ele já não tem a mesma penetração política,
08:05porém, porém, ele mantém o papel de adulto na sala.
08:11Vou dar um exemplo.
08:12Durante o tarifaço, quem foi o grande interlocutor do governo com os Estados Unidos
08:19para que fossem feitas todas as negociações, independentemente do calor dos fatos?
08:25Geraldo Alckmin.
08:26Então, mais uma vez, o governo Lula precisa olhar não para a sua capilaridade em termos de voto,
08:35mas precisa olhar para o perfil de Geraldo Alckmin,
08:39que é um vice que não dá trabalho,
08:41que é um vice que veste a camisa do governo
08:44e que é um vice que tem portas abertas em todos os setores do país.
08:51Se Lula entender que, neste momento, essa figura vale mais do que votos,
08:58ele será o vice ideal.
09:00E me parece, olhando de fora, que essa é a leitura de Lula e a leitura do petismo.
09:06Porém, há um fator que é impossível combinar,
09:10que é a ascensão de Flávio Bolsonaro.
09:13E se essa ascensão se mantiver, Lula precisará buscar votos fora da sua cesta.
09:22E aí, Geraldo Alckmin deixará de ter toda essa utilidade
09:26e haverá necessidade de uma aliança com um partido de centro.
09:31O MDB era o caminho natural.
09:35Esse caminho hoje não existe.
09:37Esse caminho hoje é o PSD de Geraldo,
09:42aliás, de Gilberto Kassab.
09:44Se esse acordo será concretizado, confesso que não sei.
09:49Mas, respondendo a sua pergunta, em termos de perfil,
09:53Geraldo Alckmin é o vice ideal.
09:55Mas a política não necessariamente caminha por algo que seja ideal.
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