00:00A comentarista Denise Campos de Toledo analisa a divulgação desse pacote de medidas do governo para conter a alta de
00:07preços.
00:08O governo segue na tentativa de conter os aumentos de preços dos combustíveis, as consequências para a inflação e a
00:14percepção quanto ao andamento da economia,
00:17não apenas para a população em geral, mas para categorias como os caminhoneiros.
00:21A subvenção acertada com estados no que se refere ao diesel e o cote de tributos federais também para o
00:27biodiesel combustível da aviação terá um custo estimado entre 3,5 e 4 bilhões de reais.
00:33Isso considerando vigência temporária das medidas, o que vai depender, claro, da duração da guerra e das consequências sobre a
00:40produção e oferta internacional do petróleo,
00:43já que unidades de produção foram atingidas em vários países.
00:47Fora o fato de o Brasil ter de importar parte do que consome, 30% no caso do diesel, tem
00:53de manter uma certa paridade em relação aos preços praticados no exterior,
00:57até para que os acionistas da Petrobras não tenham também de pagar a conta, tenham risco de desabastecimento e tenham
01:03efeito dominó de determinados aumentos, como do frete.
01:06Por isso, há dúvidas em relação ao quanto essas medidas vão surtir efeito no varejo, começando pelos preços exatamente dos
01:14combustíveis.
01:15Experiências anteriores mostram que ameaças de prisão, de multas e outras penalidades não conseguem conter de forma mais satisfatória os
01:24repasses em fases de maior instabilidade dos preços externos, como agora.
01:28Tanto que o mercado financeiro vem incorporando esse contexto nas projeções de inflação.
01:34A do IPCA deste ano já subiu para 4,36% no relatório Focus, se aproximando do teto da meta,
01:41que é 4,5%, e já acima do fechamento do ano passado, que foi de 4,26%.
01:48Condição que sabemos, pode segurar mais o ciclo de corte dos juros.
01:52Difícil que a percepção dos consumidores passe à margem dos efeitos, por mais que se tente minimizar da atual crise
02:00do petróleo.
02:01A pior, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022.
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