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O vereador Adrilles Jorge foi entrevistado no Papo Antagonista e não poupou críticas sobre a atuação de Flavio Bolsonaro, Erika Hilton e ainda detonou a lei que trata da misoginia.

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Madeleine Lacsko, Duda Teixeira e Carlos Graieb o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

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#AdrillesJorge #FlavioBolsonaro #ErikaHilton #LeiDaMisoginia #PoliticaAoVivo #DebatePolitico #DireitaBrasil #Polemica #LiberdadeDeExpressao #CortesDePodcast

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Notícias
Transcrição
00:00Agora eu quero mostrar o vídeo do que a Adriles fez na tribuna da Câmara Municipal de São Paulo.
00:10Tem aí produção o vídeo dele? Ele tá vendo junto com nós? Tá vendo! Ele vai ver junto com a
00:19gente! Vamos lá!
00:20Como o texto da lei é impreciso, senhora Silvia Feminista, eu posso em qualquer momento me colocar como uma mulher
00:32nessa casa.
00:34Eu posso em qualquer momento me julgar como uma mulher nessa casa, senhorita Silvia da bancada feminista.
00:44Você tá falando só pra mim?
00:47Em qualquer momento eu posso me colocar como uma mulher pra debater de igual pra igual, sem que eu seja,
00:56enquanto homem, criminalizado pelo fato de ser homem.
01:00Eu posso contestar a sua ideologia, eu posso fazer uma brincadeira com a senhora, eu posso me julgar mulher porque
01:08a lei é tão esdrúxula, porque ela não define o que é uma mulher.
01:11Então eu, enquanto homem, posso contestar a senhora, eu posso agredir verbalmente a senhora, porque aos homens nada é lícito
01:21segundo essa lei.
01:22As mulheres se colocam como vítimas preferenciais e infensas a qualquer crítica.
01:29Essa lei não resolve nada, vereadora.
01:32Essa lei apenas criminaliza homens.
01:35Essa lei vai fazer com que homens se afastem de mulheres.
01:39Essa lei vai impor um ressentimento.
01:41Essa lei vai fazer com que patrões, Silvia da bancada feminista, não contratem mulheres com medo de serem enquadrados numa
01:50lei estrúxula,
01:51que criminaliza qualquer crítica, qualquer demanda de trabalho, qualquer tipo de contestação ao trabalho de uma mulher.
01:58Mais uma lei progressista que criminaliza os homens.
02:03E existem várias denúncias, embora haja grandes feminicídios, existem várias denúncias falsas de mulheres contra homens
02:10e que não vêm à tona na mídia exatamente pelo medo de homens de terem suas reputações e suas vidas
02:16arruinadas.
02:17Então eu, como mulher, agora como Geórgia, posso falar como mulher porque a lei me permite assim, vereadora Silvia.
02:26A lei diz, não se define uma mulher, inclusive trans.
02:31Eu não sou trans, então eu posso debater com a senhora agora me colocando como uma mulher.
02:36Eu posso criticar, eu posso falar alto como uma mulher, eu posso interromper a senhora, eu posso contestar a senhora,
02:43porque a lei estrúxula de misoginia só dá essa liberdade às mulheres e criminaliza todos os homens em potencial.
02:52O progressismo é um câncer na sociedade que não só piora a vida das mulheres que ficam à mercê de
03:00criminosos soltos pelas leis de vocês
03:02e agora quer criminalizar todos os homens pela opinião, pelo humor, pela contestação e pela crítica.
03:09Não conteste a voz de uma mulher.
03:12Meu nome agora é Geórgia.
03:16Mas não é das que gesta.
03:21Comenta.
03:22Eu não faço a menor ideia do que ele falou.
03:24Não sei.
03:25Fiquei prestando atenção na peruca, fiquei prestando atenção na peruca que caía, não sei o que ele estava falando.
03:30Qual era o tema?
03:32O tema que ele estava falando é do PL, da misoginia.
03:35É, tem a coisa da peruca, tem não sei o que.
03:37Aqui, olha, tem um monte de gente reclamando da performance, agora tem gente que odeia o Adrílis
03:43e que está reconhecendo que o que ele falou tem um ponto.
03:50Porque quando você flexibiliza a definição de mulher, por exemplo, hoje, no presídio da Colmeia,
03:59não sei quem aqui já visitou, eu já visitei, já fiz trabalho social lá, que é o presídio feminino do
04:06Distrito Federal.
04:07A Colmeia hoje tem 80 e poucas presas trans.
04:13As presas mulheres estão fazendo, fizeram uma reclamação que não foi nem levada em conta pelo seu Ministério Público,
04:24mas que organizações de defesa das mulheres estão levando em conta que
04:30essas presas trans, das 80 e poucas que tem lá, quase todas, acho que duas eram trans já.
04:37Todas se declararam trans quando foram para a cadeia.
04:39Foi para a cadeia de homem, virou trans.
04:42Tem algumas que são claramente travestis.
04:45Mas os namorados das travestis se declararam trans para ir para o presídio feminino e estão indo.
04:54Só que, muita testosterona, né?
04:59Sai briga, em presídio feminino tem muito menos briga do que no masculino.
05:04Sai briga, fazem sexo no banho de sol, fazem sexo no banheiro,
05:10as detentas, já tem detenta que teve tentativa de estupro.
05:16Por quê? É flexível.
05:18A pessoa foi presa, o cara é preso, está no presídio de homem,
05:23ele tem um namorado travesti ou namorada travesti, que eu sou velha, não sei como é que foi.
05:27Qual é o artigo que vocês decidiram usar hoje?
05:31Me avisa depois que eu uso.
05:34Notificação judicial, vai chegar por notificação.
05:36Não, mas já vai chegar pelo fato de eu existir, né?
05:39Mas agora nós vamos falar aqui com a Adriles.
05:41A Adriles voltou.
05:44Depois de uma falha...
05:46Só confirma para nós.
05:49É Adriles ou Georgia?
05:51Ou os dois?
05:53Depende da circunstância.
05:55Se eu for debater com você e discordar de você, ou falar mais alto que você,
06:00ou contestá-la, aí você pode me chamar de Georgia
06:03para não ter nenhum tipo de criminalização da minha fala, como misógina.
06:09Agora, como é que foi recebido isso lá?
06:12Porque você fez isso no mesmo dia em que o Nicolas foi inocentado
06:16pela performance da Nicole, né?
06:19Pois é, foi uma coincidência extrema.
06:22Mas se você olha a minha farda, eu sequer cito a questão da transexualidade.
06:27A questão é, para além do fato dessa lei ser completamente esdrúxula
06:30e criminalizar qualquer tipo de fala que qualquer homem
06:33se coloque no conceito de misoginia, que é extremamente fluido,
06:37ou seja, se eu disser...
06:39Isso não sou eu que estou falando.
06:40O próprio Jornal Nacional, o Abante falaram isso.
06:42Se eu interromper uma mulher, eu estou sendo misógino.
06:45A mesma equiparação, um crime de racismo, com dois a cinco anos de cadeia.
06:49Se eu falar mais alto, se eu criticar uma mulher,
06:52se eu disser que ela está com um problema emocional devido à alteração hormonal da TPM,
06:56eu também vou estar incorrendo na misoginia.
06:58Ou seja, subjetivamente, qualquer contestação, crítica ou desaforo
07:03ou piada que eu fizer com a mulher vai ter o mesmo peso de um ato de um racista
07:08ou de um estuprador ou de um criminoso que comete violências reais contra mulheres.
07:13Agora, o jabuti na lei, ele é muito simples.
07:17O jabuti de defesa para homem é que a lei não define de maneira precisa o que é uma mulher.
07:23É qualquer pessoa, note bem, inclusive, inclusive transexuais.
07:28Ou seja, para além da disponibilidade de gênero que alguém possa ter,
07:32qualquer pessoa que se identifique com mulher pode se sentir, de alguma forma,
07:36oprimido por homens que sejam interpretados como misóginos.
07:40Então, eventualmente, se eu colocar uma peruca, colocar um batom,
07:43ou mesmo, com a minha figura masculina, me colocar como mulher, segundo a lei,
07:47eu posso me considerar uma mulher agredida por um homem misógino
07:50que vai falar da minha TPM ou da minha voz fina ou da minha fragilidade emocional
07:56ou qualquer tipo de coisa.
07:57Ou seja, a lei, além de ser esdrúxula, além de criminalizar potencialmente todos os homens,
08:02além de não resolver o problema de violência que é sério contra mulheres,
08:06que é devido a homens que ficam nas ruas, homens violentadores, homens abusadores, assediadores,
08:11que não ficam na cadeia, devido a leis brandas, a execuções brandas de penas
08:18locadas por leis progressistas, a lei, além de não resolver esse problema,
08:22a lei simplesmente se resume a criminalizar qualquer crítica, qualquer alteração de voz,
08:29qualquer diálogo com as mulheres, criminalização de todos os homens em potencial.
08:34É isso que diz a lei. Mas, se eventualmente esses homens se colocarem como as mulheres,
08:40está tudo tranquilo.
08:42Vereador, agora que o senhor falou, eu consigo entender qual é o seu ponto.
08:46Enquanto eu estava vendo o vídeo, eu não conseguia abstrair do aparato,
08:52da peruca, do negócio que o senhor pôs.
08:55Para quê? Para que os adereços?
08:59Se o senhor está querendo discutir uma questão séria, tem um ponto a respeito desse negócio,
09:05a peruca só atrapalhou, não ajudou em nada.
09:08Não.
09:09A meu ver, pelo menos, eu realmente não estava entendendo mais o que o senhor estava falando.
09:13Porque a peruca caía e tal.
09:15Foi um...
09:17Prejudicou a sua comunicação.
09:20Se não fosse a peruca, se não fosse o batom, se não fosse a minha cênica, eu não estaria aqui.
09:24Se fosse um discurso formal, sério, sisudo, eu não estaria aqui.
09:29Não haveria o tipo de reverberação.
09:31A dramaturgia...
09:33Não estou dizendo que eu tenha feito um espetáculo cênico artístico ali.
09:36A dramaturgia da arte é exatamente pelo efeito da catarse.
09:39Você atrair a atenção de outra forma, por um ensaio, por uma crônica, por um artigo,
09:45não atrairia tanta a atenção.
09:48Você percebe?
09:48Eu não tenho nada contra a espetacularização.
09:51Hoje, inclusive, uma transição falou que você não precisa fazer show para expor.
09:54Mas o show, a arte, o cinema, uma peça de teatro, uma novela, uma série,
10:00exatamente pela catarse de uma realidade.
10:03E a catarse surreal de uma realidade esdrúxula, de uma lei esdrúxula,
10:08escrita de maneira esdrúxula, e eu fiz um espetáculo cênico esdrúxulo,
10:13uma peruca, um homem que não sabe se quer usar uma peruca, não quer usar o batom,
10:18ou, eventualmente, se quer, sem usar uma peruca, pode ser considerado uma mulher,
10:22é fruto e é reverberação de uma realidade esdrúxula que está inserida,
10:27inserida dentro dos meandros da justiça e dentro dos meandros,
10:31de deputados e senadores, mesmo que sejam de direita, por exemplo,
10:35de uma direita liberal, que assinam esse tipo de lei estapafúdia,
10:39sem ler, ou sem entender, ou sem compreender o que a realidade está querendo mostrar
10:44e o que essa lei está querendo fazer com a realidade.
10:47Então, nesse momento, nesse sentido, eu fiz um espetáculo,
10:51uma dramaturgia patética para mostrar o patético de uma lei.
10:55É semiótica.
10:56O meio é a mensagem, já dizia McClung.
10:58Se, eventualmente, eu não tivesse usado a peruca e o batom de uma maneira esdrúxula,
11:02eu não poderia ter reverberado e mostrado a realidade esdrúxula
11:05de deputados e senadores que não sabem,
11:08simplesmente não sabem o que estão articulando,
11:11ou são adestrados, ou são mal informados,
11:14ou são manipulados por uma esquerda pseudo-progressista
11:17que não resolve o problema das mulheres,
11:20não resolve o problema do feminicídio,
11:21não resolve o problema da violência,
11:23e culpa inocentes como se houvesse um machismo estrutural endêmico no Brasil
11:28quando todo mundo sabe que não há.
11:30Existem criminosos pontuais que matam e agridem mulheres,
11:33como matam e agridem pessoas de ambos os gêneros.
11:36Agora, essa lei, da maneira esdrúxula como foi concebida,
11:40a ponto de não sequer definir uma mulher,
11:43que é uma reverberação realmente da ideologia de gênero,
11:46homens e mulheres são papéis socioculturais construídos artificialmente,
11:50é isso que diz basicamente a ideologia de gênero,
11:53é uma lei esdrúxula, é uma teoria,
11:56aliás, uma lei esdrúxula baseada em uma teoria esdrúxula.
11:59Então, se tudo e qualquer coisa pode ser uma mulher,
12:01inclusive eu, que nem sequer posso usar uma peruca de uma maneira certa,
12:05nem sequer consegue passar um batom de maneira esdrúxula,
12:08posso ser considerada uma mulher, semiótica, meu amigo.
12:11A realidade esdrúxula tem que ser representada
12:13por uma atitude cênica esdrúxula
12:16para que essa atitude chegue aos olhos e ao ouvido do povo, é isso.
12:20No meio aí da sua fala,
12:23o senhor falou da direita que está votando a favor disso.
12:28E isso é algo que a gente tem visto muito.
12:32É a direita que vota a favor desse tipo de coisa
12:35e a direita que cala com tentativas de silenciamento dos outros.
12:40O senhor, por exemplo, já foi demitido de uma emissora por dar tchau
12:46e taxado de nazista.
12:48Era isso aí.
12:50É, foi demitido por isso.
12:53Como é que o senhor vê agora essa sua fala?
12:57Será que não vão tentar lhe calar de novo
13:00alegando transfobia, misoginia, coisas do gênero?
13:05Mas o problema, o sério do debate público no Brasil é esse.
13:09Você tem que lutar contra uma, pelo menos, boa parte da justiça
13:13aparelhada por um tipo de ideologia.
13:16Você se sentou bem, eu fui demitido e fui processado,
13:19o LP veio aqui, depois eu realmente voltei para a Jovem Pan,
13:21isso tudo se dirimiu.
13:22Mas foi um constrangimento total.
13:24Por ter dado um tchau num programa em que eu falo meia hora contra o nazismo.
13:27Aí você dá um tchau, aí você é considerado nazista.
13:30Você percebe?
13:31É uma semiótica obtusa de gente,
13:34tanto da mídia quanto, porque a mídia me chamou de nazista.
13:37O antagonista, inclusive, flertou com a ideia de que eu era nazista.
13:40Então, você tem uma mídia aparelhada,
13:44ideopatizada, para massacrar e perseguir,
13:47e silenciar quem eles não concordam que você fale,
13:52e você tem uma justiça, essa sim, aparelhada de maneira ideológica,
13:57ideopata, por gente que pensa de um determinado modo.
14:00E se você não se adequa a esse modo de pensar,
14:03a justiça vai te calar.
14:05Eventualmente alguém poderia dizer,
14:06tá, mas é uma ideologia que eventualmente está protegendo
14:10transexuais ou mulheres de preconceito.
14:12Mas o que eu estou dizendo é,
14:14essa ideologia é perversa em si.
14:16Essa ideologia pseudo-progressista,
14:19que dá saidinhas, audiências de custódia,
14:23progressões de pena,
14:24indultos de Natal para criminosos,
14:26hediondos que matam, torturam, estupam mulheres,
14:29essa é a causa.
14:31E se essa ideologia está incrustada,
14:33desde o Ministério Público,
14:34quer dizer, o Ministério Público é um celeiro dessa ideologia,
14:36até o Supremo Tribunal Federal,
14:38até outras escalas de justiça,
14:39que vai criminalizar e vai prender,
14:42inclusive, senhoras com bíblos e batons na mão,
14:44que são consideradas golpistas,
14:46até pessoas, como o Nicolas,
14:48que foi processado,
14:49mas foi realmente, como você disse,
14:51inocentado hoje, ontem, na verdade,
14:53por ter usado uma peruca para falar de ideologia de gênero,
14:56que um homem não é necessariamente uma mulher,
14:58e deixa pedófilos, traficantes,
15:01verdadeiros criminosos,
15:03que matam, que estupram,
15:04que violentam mulheres à solta,
15:06o problema é essa ideologia.
15:08É uma ideologia que está incrustada
15:09em boa parte da grande mídia brasileira,
15:12e um tipo de ideologia que está sendo incrustada
15:14dentro do próprio judiciário.
15:16Eu, como pessoa pública,
15:18eu, como jornalista de formação,
15:19como escritor,
15:20e agora, como vereador,
15:21como pessoa pública mesmo,
15:23como político,
15:24eu sou obrigado a denunciar isso,
15:26senão não tem mais função.
15:28Eu posso, sim, ser processado,
15:30talvez o MP venha atrás de mim,
15:32talvez o STF venha atrás de mim,
15:34talvez advogados,
15:35quer dizer, promotores venham atrás de mim,
15:37mas eu tenho que denunciar.
15:39É uma mídia em consonância com o judiciário,
15:42o judiciário é pior,
15:43porque vai e te prende,
15:44te processa,
15:45arranca a sua conta bancária,
15:46arranca a sua liberdade,
15:47arranca o seu meio de sustento.
15:49Se você for viver num país
15:50em que a justiça fica do lado
15:52de pessoas ruins,
15:54aliás, é complacente com pessoas ruins,
15:56e em causa dessas pessoas ruins,
15:58lá na ponta,
15:59que cometem crimes,
16:00começa a culpar homens inocentes
16:02por terem feito uma piada
16:04ou uma contestação legítima.
16:06Por exemplo,
16:06hoje eu falei para uma transexual
16:08que, eventualmente,
16:09uma mulher biológica
16:10não é uma mulher trans,
16:11ela quase que me empateu.
16:12Talvez ela vá me processar,
16:14talvez ela vá me colocar
16:14no Ministério Público.
16:16Uma coisa que era óbvia
16:17há 10, 15 anos atrás,
16:19ou seja,
16:20uma mulher transexual
16:21é um homem biológico
16:22que se traveste de mulher.
16:24Hoje, se você disser isso
16:26de maneira pontual,
16:28você é criminalizado,
16:30você é colocado
16:31praticamente atrás das barras.
16:32E eu não estou fazendo exagero retórico.
16:34A nossa querida Érica Hilton
16:36ela processou,
16:38colocou no Ministério Público,
16:39inclusive,
16:39uma líder feminista,
16:41porque ela disse
16:41que uma mulher biológica
16:42não é exatamente
16:43uma mulher real.
16:44Então, qualquer coisa
16:45que você disser,
16:46qualquer coisa que você falar
16:47em favor de pessoas inocentes,
16:49como homens que estão fazendo
16:50ou piadas,
16:51ou contestando,
16:52aí de maneira vulgar
16:53ou eslústria,
16:54uma pessoa que faz
16:54uma piada com uma mulher
16:55não é um homem
16:56que está estuprando,
16:57ou torturando,
16:58ou matando uma mulher.
16:59Qualquer pessoa inocente
17:01está exatamente
17:02com o risco
17:03de ir para a cadeia
17:04caso essa lei seja aprovada.
17:06E eu, eventualmente,
17:08se eu não disser isso,
17:09se eu não disser isso
17:10de maneira clara,
17:11no momento em que
17:11até o senhor Flávio Bolsonaro
17:13e outras pessoas da direita
17:14votam numa lei populista,
17:17talvez até com medo
17:18de perder o eleitorado feminino,
17:20ou seja,
17:20você não pode ter medo.
17:21É esse o ponto
17:22que eu quero te falar,
17:23Madreira.
17:23A gente,
17:24enquanto pessoa pública,
17:25não pode ter medo
17:25de dizer quais são
17:26os podres da sociedade.
17:28E não são os podres
17:29da sociedade,
17:30são os podres
17:31de um judiciário
17:32que está perseguindo
17:33pessoas inocentes.
17:34São os pontos
17:35de uma classe política
17:36que, em nome
17:36de populismo eleitoral,
17:38está distorcendo
17:39a realidade,
17:40não resolvendo
17:41os problemas reais
17:42da sociedade
17:43e, eventualmente,
17:44perseguindo
17:44quem não tem nada
17:45a ver com os problemas reais
17:47do feminicídio,
17:48por exemplo.
17:49A gente está aqui,
17:50olha,
17:51se é jornalista,
17:52você sabe,
17:53eu estou com um minuto e meio
17:54para encerrar aqui na TV.
17:57Adriles,
17:58mas até a direita votou.
18:01E agora estão xingando
18:03o Nicolas
18:03porque apontou.
18:05Eu não me conformo
18:06com isso.
18:06Como é que a pessoa
18:07se elege pela direita
18:08e vota assim
18:08num negócio desse?
18:09Você está bravo
18:10com o Flávio?
18:13Eu estou.
18:14Eu estou.
18:14Eu acho que o Flávio,
18:15nesse momento
18:16que a gente tem
18:17que ter um candidato
18:18específico
18:18à presidência da República,
18:19tem que abraçar.
18:20Isso não é uma causa
18:21de direita,
18:22tá, Madeleine?
18:22Isso é uma causa humana.
18:24Se você, eventualmente,
18:25percebe a realidade
18:26como alguém
18:27que faz uma piada
18:27sobre TPM
18:28ou alguém
18:29que altera o tom de voz
18:30ou interrompe uma mulher
18:31e coloca essa pessoa
18:32no mesmo patamar
18:33de um estuprador,
18:35de um torturador,
18:36de um assassino
18:37de mulheres,
18:38essa pessoa realmente
18:39está no lugar errado
18:40ou tem uma percepção
18:42muito distorcida
18:43ou muito confusa
18:45ou muito demagógica
18:46do que é a política.
18:48Volto a dizer,
18:49é para além
18:49de direita e esquerda.
18:50A esquerda faz
18:51essa situação
18:51propositadamente.
18:52Por isso que eu estou
18:53clamando os políticos
18:54de direita
18:54a acordarem
18:55para a realidade.
18:56Talvez ele não tenha
18:57lido direito,
18:58talvez ele tenha
18:59dado uma explicação
19:00absolutamente insuficiente
19:02para ele.
19:02Estou falando dele,
19:03mas estou falando
19:03de todos os outros senadores
19:04que votaram.
19:0567 senadores.
19:07Votar nessa estrovenga
19:09desse Frankenstein,
19:10nesse projeto
19:11absolutamente sórdido
19:13de criminalizar
19:13os homens
19:14e não resolver
19:15os problemas das mulheres
19:16que vai gerar
19:17ressentimento,
19:18divisão,
19:19perda de emprego
19:20de mulheres
19:20que os patrões
19:21não vão começar
19:22a contratar mulheres
19:23com medo
19:23de caírem
19:24na lei de misoginia
19:25se eles cobrarem
19:26algum tipo de trabalho.
19:27O que eu falei
19:27lá na tribuna,
19:28você tem uma obrigação
19:30enquanto pessoa pública,
19:31enquanto senador,
19:32de ter uma percepção clara,
19:34de uma consciência clara
19:35da realidade
19:36para não causar
19:37e não gerar leis
19:39que prejudiquem
19:39todas as pessoas,
19:41homens e mulheres,
19:42e causem
19:43imagens piores
19:44do que os que já existem
19:45na sociedade.
19:46Então,
19:47é um puxão de orelha
19:47não só ao Flávio Bolsonaro,
19:49mas como de todo jeito.
19:49Talvez eu até perca a vota
19:50por isso,
19:51mas o que eu posso fazer?
19:52Eu tenho que dizer
19:52o que são as coisas
19:53que eu percebo como são.
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