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As deputadas federais de direita resolveram ir para o enfrentamento com a colega parlamenta Erika Hilton, que presidia a Comissão das Mulheres nesta quarta (18).

Além dos gritos, acusações de bate-boca, houve manifestações por parte das deputadas do PL contestando a presenta de Hilton na cadeira da presidência.

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Madeleine Lacsko, Duda Teixeira e Carlos Graieb o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

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00:00E olha, Duda, você está falando isso?
00:02Wilson, eu queria que você esperasse mais um pouco
00:04para a gente colocar a sessão da Ericka Hilton,
00:06isso que o Duda está falando das pessoas mais velhas.
00:09Eu vou dar um exemplo, não sei se na família de vocês era assim.
00:13A minha bisavó, dona Angélica, católica, apostólica, romana, fervorosa,
00:21com todos os preconceitos que uma italianona tem,
00:26ela defendia a Roberta Close e a Rogéria...
00:29Exato, a gente tem...
00:30Como ninguém, a Rogéria, inclusive, se autodenominava
00:34o travesti da família brasileira.
00:38Pergunte a qualquer avó, a qualquer um sobre sua avó, sobre sua bisavó.
00:42Todas elas defendiam a Rogéria.
00:44Você ia falar qualquer coisa, não, porque a Roberta Close é homem.
00:46Não, não é, não.
00:48Ela é diferente.
00:50Olha ela.
00:51E assim, elas nem entendiam direito o que elas estavam falando.
00:56O que elas viam é o seguinte,
00:57ali existe uma experiência humana legítima.
01:02E essa pessoa só está tentando existir.
01:06No caso da Erika Hilton, é outra pegada.
01:09Não é que ela está tentando existir,
01:10ela está tentando substituir.
01:13E depois de toda a polêmica,
01:15teve a sessão da comissão,
01:16e vamos assistir juntos como é que foi a performance da deputada.
01:19Vamos lá.
01:20Eu não acho que cabe fazer essa colocação da presidência.
01:24Eu já disse quando a deputada Cristianieto colocou
01:27que esta declaração foi tirada de contexto
01:30e não havia nenhuma referência às mulheres.
01:32Quem dirá?
01:33As mulheres da Câmara.
01:34Até porque, se eu precisasse me manifestar com relação às mulheres da Câmara,
01:38faria do plenário, faria aqui das cadeiras do parlamento,
01:41não faria isso na rede social.
01:43Falei do esgoto da internet que me atacava.
01:46E segue atacando.
01:47Se V. Exª viu o meu pronunciamento,
01:49por óbvio, V. Exª também viu toda a onda de ataque, de transfobia.
01:53E para estas pessoas que vão para as redes sociais,
01:56para essas pessoas que me ameaçam de morte,
01:59para essas pessoas que dizem que vão arrancar a minha cabeça,
02:01para essas pessoas que dizem que eu não mereço estar no parlamento,
02:04para todo este esgoto, esgoto da sociedade.
02:08Alguém que se sente autorizado a me ameaçar,
02:11alguém que se sente autorizado a colocar imagens minhas na internet despida,
02:15alguém que se sente autorizado a fazer caricatices minhas
02:18e disponibilizar nas redes sociais,
02:20é esgoto da sociedade transfóbico e imbecis.
02:24Eu não me referi a mulheres, eu não me referi a deputadas,
02:28eu me referi a uma onda de ataque que estava acontecendo e ainda está.
02:31Eu, se eu quisesse falar das deputadas,
02:33se eu quisesse falar dos deputados,
02:35eu tenho a maior capacidade de vir aqui,
02:37sentar nessa cadeira e fazer o debate no mais ápice,
02:41da violência possível.
02:42Ao fato de usar cis em caps locks,
02:45e reafirmo, a deputada Cristonieto perguntou,
02:48Vossa Excelência reafirma?
02:49Reafirmo, deputada Cristonieto,
02:51com a tranquilidade de quem não o fez com referência a ninguém.
02:56E assim como a deputada Gisela,
02:57na posse de presidência,
02:58também reconhecia a maneira como Vossa Excelência
03:01sempre esteve aqui nesta comissão,
03:02sempre tratou esses debates,
03:04eu jamais, jamais, me referiria a Vossa Excelência,
03:08a ninguém, mesmo as deputadas que eu acho intragáveis
03:11do ponto de vista do convívio social,
03:13daquela maneira.
03:14Agora sim, aos agressores, aos misóginos,
03:17aos transfóbicos,
03:18e faço questão de dizer, deputada Gisela Simone,
03:21faço uma referência anterior à palavra cis, imbecis,
03:25faço uma referência direta aos transfóbicos e ao esgoto da sociedade.
03:29Estas pessoas são esgoto da sociedade.
03:31Estas pessoas rebaixam o debate público.
03:33Está tudo bem.
03:34O ratinho é esgoto da sociedade, presidente.
03:36Eu estou falando e peço a Vossa Excelência que impere.
03:43A deputada Gisela,
03:46a outras deputadas que eu não tenho trato,
03:49até as deputadas que eu acho intragáveis,
03:52eu jamais me referiria a elas dessa maneira.
03:54Agora sim, há um esgoto da sociedade,
03:57há pessoas que não são possíveis de serem toleradas
04:02do ponto de vista do diálogo.
04:05Bom, cortou a fala de uma mulher.
04:10Isso é o que é o mansplaining.
04:13Mas não pode ser, tem que ser outra coisa.
04:15É, uma pessoa desavisada poderia dizer
04:18que esse é o jeito de agir
04:20de quem é criado na infância e na adolescência como homem,
04:23o que não é o caso, porque se trata de Erika Hilton.
04:27Só dizer que é o seguinte, a deputada mentiu.
04:31Tá?
04:32Ela mentiu.
04:33Ela está tentando fazer uma coisa que se chama gaslighting,
04:36que é fingir que não disse o que falou.
04:39Está escrito o que ela falou?
04:40E mentiu.
04:41Se eu quisesse me referir às deputadas,
04:43eu ia na tribuna e não na rede social.
04:46Vê na rede social quantas vezes se referiu a outras deputadas?
04:49Ah, pelo amor de Deus.
04:51Vamos ver um outro pedaço aqui.
04:53Representatividade das demais parlamentares dessa casa
04:56que estão aqui representadas.
04:59Presidente, outra coisa também, é um absurdo
05:01a gente ficar sendo chamado de transfóbico o tempo todo aqui.
05:05Transfobia é crime.
05:07Eu sou contra a transfobia.
05:08Todos os deputados aqui, deputados de direita,
05:11conservadores, nós somos contra qualquer tipo de violência,
05:15mas nós não podemos ser calados.
05:17A nossa opinião, ela tem que ser exposta aqui.
05:20Ela representa milhares e milhares de brasileiros.
05:23A gente entende a situação da deputada Erika Hilton.
05:27Ela fala um pouco da sua história,
05:29que ela sofreu muito na sua adolescência,
05:32quando ela quis caminhar pelo caminho que ela escolheu.
05:36E ela tem todo o direito.
05:37Agora está lutando pelos direitos no lugar errado.
05:42Está sentada na cadeira errada.
05:45Então é isso, presidente.
05:46A gente não vai ficar aceitando aqui ser chamado de transfóbico o tempo todo,
05:50por conta das nossas opiniões.
05:52...da comissão.
05:53Porque não deve ser fácil, deputada Erika,
05:57ser ameaçada de morte,
05:59ser atacada,
06:01ser...
06:02Enfim,
06:04ofendida.
06:06E ainda tem gente que vem aqui provocar,
06:09pedindo uma ponção de aplauso a uma provocação.
06:12E para obstruir os trabalhos,
06:14que fique claro para as mulheres brasileiras,
06:16que estão obstruindo um projeto que protege crianças de serem assassinadas,
06:21faz uma fala extremamente transfóbica.
06:24Porque o lugar da deputada Erika Hilton
06:27é bem colocada na presidência da Ser Mulher.
06:30Uma das mulheres mais votadas do Brasil.
06:32Que traz pluralidade,
06:34que traz diversidade,
06:35que traz um conjunto de pautas muito importantes para as mulheres brasileiras.
06:39E a sua fala, deputada,
06:42a sua fala...
06:47Eu adoro o leque.
06:49Eu adoro o leque.
06:50Muito obrigada, gente.
06:51A sua fala é a expressão da transfobia.
06:55A expressão da transfobia.
06:56Uma fala criminosa,
06:58que eu não vou aceitar que fique registrado no sentido...
07:02Bom, claro, as atas vão estar aí,
07:04mas que passe impune, pelo menos no discurso.
07:05Porque nós queremos trabalhar pelas mulheres brasileiras.
07:07Nós não queremos implodir essa comissão.
07:15Para o...
07:15Eu quero saber quem a deputada está falando.
07:17Se ela está falando, se ela está se referindo a mim.
07:20Estou me referindo a você.
07:22Você está me imputando um crime
07:24por eu, como mulher, ter a minha opinião.
07:27Não, porque você está sendo transfóbica.
07:29Qual foi a minha transfobia aqui, deputada?
07:33Qual foi o meu crime?
07:34Deputada, vamos...
07:35Qual foi o crime que eu cometi aqui?
07:36Outra coisa, presidente.
07:38Eu quero saber se eu posso trazer...
07:40Se eu posso trazer militância também,
07:42com instrumentos para estar fazendo barulho aqui.
07:45Isso é uma reunião que está tudo preso.
07:47Isso é uma reunião que está tudo preso.
07:48Isso é uma reunião que está em um voto no 8 de janeiro.
07:49Isso aqui está tudo preso na papuda.
07:51Eu vou trazer...
07:51Vai lá na papuda para fazer barulho, então, presidente.
07:54Vai lá na papuda buscar a militância golpista.
07:57Presidente, estou muito preso.
07:58Isso aqui é preso.
07:59O que está acontecendo aqui é muito grave, presidente.
08:03Vou orientar pelo PL.
08:03Presidente, se fosse...
08:05Presidente, se fosse o outro lado fazendo isso,
08:07você não vai parar.
08:08Contem, presidente.
08:09Eu sou tóxido.
08:10É muito grave, é isso?
08:11Eu preciso...
08:13Vou orientar pelo PL.
08:13Eu vou passar as orientações de bancada.
08:15Presidente, é muito grave o que está acontecendo aqui, presidente.
08:20Bom, eu só vi até agora atacando mulher.
08:23Tudo é transfobia, que é exatamente o que ela tinha reclamado.
08:27Eu vou falar do meu caso.
08:29Eu estou condenada por transfobia, estou recorrendo na STF,
08:32porque eu estava sendo atacada na internet
08:35e pedi à equipe que respondesse aos homens.
08:38Olá, caro, tudo bem?
08:40E uma resposta.
08:41E para as mulheres, olá, cara, tudo bem?
08:43E uma resposta.
08:44Uma dessas olá, cara,
08:46era uma mulher trans que alegou que eu a chamei de um cara
08:49e atentava contra a existência dela.
08:52E não só esse processo absurdo começou a ocorrer.
08:55Na primeira instância, que era uma mulher,
08:58eu fui absolvida.
08:59Na segunda instância, os homens me condenaram.
09:02E agora está lá no Supremo Tribunal Federal.
09:05Tudo se alega que é transfobia.
09:07E o ministro Gilmar já falou que falar a realidade biológica
09:10não é transfobia.
09:12Fato é que, gente, essa comissão virou um circo.
09:17Ali não está se defendendo o direito da mulher.
09:19Ali está sendo uma máquina de humilhar a mulher.
09:22A militância da Erika Hilton,
09:24eu ouvi aí a deputada falando,
09:25nossa, a senhora sendo ameaçada.
09:28Vai lá na minha rede social,
09:29a militância da Erika Hilton ameaça a gente de morte todo dia.
09:32Eles falam, como é que é?
09:34Transfóbica.
09:35Você devia ir de Charlie Kirk.
09:37Nunca vi a Erika Hilton mandar esse pessoal parar.
09:40Não manda parar por quê?
09:43Significa, né?
09:44É.
09:44Mas, Darcy, trouxe um termo aqui que é gaslight, né?
09:48É.
09:48E me lembrei de uma peça que eu assisti,
09:51que, aliás, foi o Jô Soares,
09:53que adaptou aqui para o Brasil,
09:56é que é, traz a origem desse termo, né?
09:59E eu acho que você tem toda razão ali.
10:01O que ela estava fazendo era gaslight, né?
10:03Que é essa coisa meio que de tratar a mulher
10:06como se fosse uma idiota, né?
10:08E de, olha, você não está sabendo das coisas,
10:11você não sabe nada, você é incompetente.
10:13Então, a peça mostra isso, né?
10:15É um personagem masculino que vai diminuindo
10:19cada vez mais a mulher
10:20para, no fim, conseguir manipular a mulher, né?
10:23O objetivo final é esse,
10:25é fazer com que a mulher faça tudo o que ele quer.
10:28E é um pouco, quando a gente assiste, né?
10:31Essa sessão da presidência da Câmara
10:35da Comissão das Mulheres,
10:37a impressão é exatamente essa, né?
10:39Que a Erika Reus não trata as mulheres
10:42como se fossem ignorantes,
10:45só que aí tem um problema, né?
10:47Que aí a gente tem deputadas
10:48muito bem preparadas,
10:51no jogo da política,
10:53sabem muito bem o que estão fazendo
10:55e aí é por isso que o Gaslight não dá certo, né?
10:58E aí dá essa briga enorme
11:01e aí concordo com você,
11:03dificilmente vão conseguir caminhar
11:05com essa comissão agora na Câmara dos Deputados.
11:07Agora, Wilson, antes de eu passar a bola aí,
11:11produção, sabe aquele vídeo da vereadora?
11:15Vereadora não, onde foi?
11:16Na Lespe que ela fez a pintura do rosto?
11:19Quem que é ela?
11:21Vamos botar primeiro o vídeo?
11:23O Wilson, se liga o nível
11:26que o negócio está chegando
11:29na discussão da história da Erika Hilton.
11:31Porque quando uma coisa começa agressiva,
11:33ela sempre só escala.
11:35Vamos dar uma olhada.
11:36Eu sendo uma pessoa branca,
11:38vivendo tudo o que eu vivi como uma pessoa branca,
11:41agora, aos 32 anos,
11:42decido me maquiar,
11:45me travestir como uma pessoa negra,
11:49me maquiando e deixando só o fora aparecer.
11:54E aqui, eu pergunto,
11:58e agora?
11:59Eu virei negra?
12:01Eu senti o desprezo
12:03da sociedade por uma pessoa negra
12:06que jamais deveria existir?
12:08Eu te pergunto, você que está me assistindo,
12:11eu me pintando de negra,
12:14sinto na pele a dor
12:16que uma pessoa negra sentiu
12:19pelo racismo,
12:20por não conseguir um trabalho, um emprego.
12:24Eu tenho uma tia, inclusive,
12:26que antes dos anos 90,
12:27foi atrás de um emprego.
12:29E ela é negra.
12:30E ela disse que, na entrevista de emprego,
12:33ela foi ótima.
12:35Mas aí, o pessoal
12:38que estava fazendo a entrevista
12:40disse o seguinte,
12:41você é ótima,
12:43eu gostaria muito de contratar você,
12:45mas você é negra.
12:47E aqui, a gente não contrata pessoas negras.
12:49E aí, eu te pergunto,
12:52eu,
12:55eu estou negra agora?
12:57Eu estou sentindo as dores
12:59de uma mãe
13:00que tem um filho
13:02que sofre tudo que sofre na rua
13:04por ser negro?
13:05Não é isso?
13:06Não é essa a luta?
13:08Aqui,
13:09eu quero justamente mostrar.
13:11Não adianta eu me maquiar,
13:13eu não sei as dores
13:14que vocês passaram.
13:15Não adianta eu fingir algo.
13:18Eu não sei as dores
13:19que as mulheres negras,
13:21lá,
13:22naquele evento que tiveram,
13:24do governo federal,
13:26sentiram quando dormiram no estábulo.
13:29Mas agora eu não sou negra.
13:31Eu estou pintada de negra por fora.
13:34Poxa, eu me reconheço como negra.
13:36Por que eu não posso, então,
13:38presidir a comissão
13:39sobre racismo antirracista?
13:41Por que eu não posso defender isso?
13:45Por que eu não posso cuidar dessa pauta?
13:47E aí eu vejo,
13:49eu venho e falo para vocês,
13:50sabe por que eu não posso cuidar dessa pauta?
13:53Porque eu não sou negra.
13:55Eu não sei as dores da essência
13:57que essas pessoas tiveram,
13:59as lágrimas que caíram.
14:01Eu não sei o que passaram.
14:03Eu imagino,
14:04eu imagino com muita raiva
14:07o que passaram,
14:08a dor que viveram.
14:09mas eu não sei
14:11o que passaram
14:12na minha essência,
14:14porque eu não sou negra.
14:16E aqui,
14:17agora,
14:18tirando essa maquiagem,
14:21eu digo para vocês,
14:23como uma mulher,
14:25eu sou uma mulher.
14:28Não adianta
14:29se travestir de mulher.
14:32E não estou aqui ofendendo o transexual,
14:34muito pelo contrário.
14:36Eu estou dizendo,
14:36eu sou mulher.
14:37eu quero ser vista como mulher.
14:40A mulher do ano
14:41não pode ser transexual.
14:44Por que isso está tirando,
14:45por exemplo,
14:46a mulher que inventou a vacina
14:48para a pessoa andar
14:49depois de um acidente?
14:51ela é uma mulher.
14:52Bom,
14:53essa é a Fabiana Bolsonaro,
14:55do PL.
14:57Isso que ela está colocando aí
15:00é um conceito que surge pela primeira vez
15:03num especial de comédia
15:04que está na Netflix,
15:06muito polêmico,
15:07do David Chappelle,
15:08eu particularmente adoro,
15:10que se chama The Closer.
15:13Ele está na Netflix.
15:14E o que ele coloca
15:16nesse especial?
15:20Nos Estados Unidos,
15:22a história do blackface,
15:23de uma pessoa branca
15:24se pintar
15:25como se fosse uma pessoa preta
15:28para fazer um personagem,
15:29é uma grande ofensa,
15:31é uma questão cultural deles,
15:33e é uma pauta importada
15:34dos Estados Unidos
15:35pela elite urbana progressista
15:38do Brasil
15:39e de outros países.
15:41O blackface não está
15:42no imaginário popular brasileiro,
15:45está no americano,
15:46mas está na elite urbana
15:47progressista brasileira.
15:50E lá,
15:51o Chapéu fala o quê?
15:53Que a pessoa que se traveste
15:57falar para uma mulher
15:58que é uma mulher,
16:00ele, como negro,
16:02acha que é a mesma coisa
16:03de quando aparece
16:04um blackface para ele.
16:05É uma piada
16:06que ele faz
16:08num especial de comédia.
16:10e que a deputada
16:12Fabiana Bolsonaro,
16:13do PL,
16:14ali na Alespe,
16:16traz isso para a realidade.
16:19Eu prefiro a versão
16:20do Dave Chappelle.
16:22Não sei vocês,
16:23não sei se todo mundo viu.
16:25Mas, enfim,
16:25o que ela traz ali
16:27é algo que eu me questiono,
16:28porque a gente tem
16:29essa discussão na Câmara.
16:30Não,
16:30não é a biologia
16:31que define o que é mulher.
16:33E o que define?
16:35O estereótipo
16:36mais machista
16:37que a gente tem de mulher
16:38é o quê?
16:39O que define mulher
16:40é peruca,
16:41unha e maquiagem?
16:43É isso?
16:44Então, assim,
16:45é uma discussão válida, né?
16:47E uma discussão que, assim,
16:50ela está tão acalorada
16:53que eu desconfio
16:55que não vai fazer bem
16:56para nenhuma pessoa
16:58que precise lutar
16:59por direitos, Duda.
17:00Sim, é um problema
17:04que a Erika Hilton criou
17:07para as pessoas
17:07que ela diz representar,
17:09não só para as mulheres,
17:10mas também para as pessoas trans.
17:12E eu, Madá,
17:13já conheci homem trans,
17:15mulher trans,
17:17e quando essas pessoas
17:18vêm e se identificam para mim
17:19como homem trans
17:20ou mulher trans,
17:21eu entendo
17:22que é um homem trans
17:23ou uma mulher trans, né?
17:27Eu entendo que, por exemplo,
17:28para uma mulher trans,
17:29ela adoraria menstruar,
17:31ela adoraria ter filhos,
17:33mas a questão biológica
17:35não permite, né?
17:36Assim como os homens trans
17:37adorariam ter um pênis
17:39e fazer xixi de pé, né?
17:40Eles falam isso claramente,
17:42mas não tem...
17:45Para eles,
17:45isso é uma tristeza, né?
17:47O ponto da Erika Hilton,
17:49que eu acho que é um problema,
17:51não é ela só,
17:53ela se afirmar como mulher trans,
17:55porque isso ninguém está discutindo, né?
17:58O ponto aí é ela se colocar
18:01como representante das mulheres.
18:04E aí as mulheres têm todo o direito,
18:07principalmente ali porque ela é uma representante
18:08das mulheres da Câmara dos Deputados,
18:11de dizer que não se sentem representadas, né?
18:14A questão aí é se ela tem condições
18:17de assumir esse papel político
18:20que ela está se propondo ou se não, né?
18:25E aí é uma questão de representatividade.
18:27As pessoas que estão ali,
18:31em nome das quais ela está falando,
18:33têm todo o direito de falar assim,
18:34você não me representa, né?
18:37Você é uma mulher trans e eu sou uma mulher,
18:39nossos interesses são diferentes,
18:41não faz sentido você ser presidente
18:43aqui da comissão, né?
18:46Então, em relação a Fabiana Bolsonaro,
18:49eu acho que ela atrapalha um pouco
18:52essa discussão, né?
18:54Para mim, uma questão aí de humanidade
18:57é conhecer que as mulheres trans são mulheres, né?
19:00Tudo bem que uma mulher trans
19:02é diferente de uma mulher,
19:04mas essa pessoa vai te agradecer muito
19:07se você reconhecer ela como um ser humano
19:11que ela é com as suas peculiaridades, né?
19:14O diferente é assumir um papel político
19:18de representação
19:19e aí tem que combinar com quem está sendo representado,
19:23porque se tem quem está sendo representado
19:24não aceitar que você os represente,
19:27aí tem um problema pela frente.
19:28E aí
19:29E aí
19:31E aí
19:40E aí
19:42E aí
19:44O que é isso?
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