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Novas pesquisas sobre a disputa eleitoral apontam Lula e Flávio entre os nomes mais bem posicionados, acirrando o cenário político.

No Visão Crítica, especialistas analisam os dados e discutem as forças de cada candidatura. O doutor em ciência política Marcelo Pimentel avalia que Flávio pode ter uma melhor desenvoltura em determinados contextos, destacando diferenças de estratégia e comunicação entre os candidatos.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/BdoQRpbj7Fk

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Transcrição
00:00Com pesquisas eleitorais que vêm sendo realizadas e uma divulgada no dia de hoje, chama a atenção, viu Marcelo,
00:09Atlas Intel, em parceria com a Bloomberg, coloca Flávio Bolsonaro à frente, numericamente à frente do presidente Lula
00:18em um cenário de segundo turno. Eu até quero compartilhar com a nossa audiência.
00:23Nesse cenário, nessa simulação feita pelo Instituto, Flávio registra 47,6% das intenções de voto frente a 46,6
00:34% de Lula.
00:35Claro, a diferença é muito pequena, ínfima, dentro da margem de erro.
00:39Mas, curiosamente, indica uma inversão aí quando a gente olha para os levantamentos anteriores.
00:46Talvez alguém diga, poxa, mas é uma situação de um instituto, um levantamento específico.
00:53É, de fato, a gente poderia pegar vários levantamentos, o Lula aparece à frente, por diferença pequena, na maior parte
01:02deles.
01:02Mas é preciso considerar uma elevação de Flávio Bolsonaro em todos os institutos, em todos os levantamentos, nas últimas semanas.
01:13O que é preciso considerar, o que pode explicar essa elevação de Flávio Bolsonaro?
01:20É a questão do sobrenome? É o apoio do eleitorado do pai?
01:24Ou a adoção de um discurso mais moderado, um Flávio mais ao centro, um Bolsonaro mais centrão?
01:31Isso poderia ajudar no convencimento do eleitor?
01:37Boa noite. Eu acho que existem vários fatores que a gente precisa avaliar.
01:42O primeiro deles é que, nessa corrida, você tem, nas pesquisas, por volta de 30% consolidado com Lula,
01:5430% consolidado com Bolsonaro, com o nome Bolsonaro, não necessariamente o Flávio.
02:00E você tem, no meio desse caminho, 40% que é considerado de independentes.
02:05São eleitores que estão observando e que vão flutuar muito até a eleição,
02:12para que a gente possa ter um quadro melhor delineado de quem vai ganhar esse eleitor independente.
02:19As pesquisas, elas, de fato, estão mostrando uma realidade.
02:23É importante que o telespectador perceba que as pesquisas mostram um retrato que já é passado,
02:30porque o tempo que ela fez, até a sua divulgação, você tem um delay.
02:35Mas elas trazem, de fato, um retrato de um momento político que é real.
02:42O governo Lula tem patinado numa série de setores.
02:47A crise internacional intensifica isso, porque a questão econômica, ela é fundamental,
02:53mexeu no bolso das pessoas.
02:55A tendência é você rejeitar o governo.
02:59E o Flávio tem trabalhado sozinho nesse campo político.
03:02Ele está com uma desenvoltura muito grande.
03:04Ele, como você refletiu, ele tem falado mais ao centro,
03:09ele é mais equilibrado, inclusive, do que o pai.
03:12Ele tem um perfil mais moderado, mais conciliador.
03:17E essa tendência desse crescimento, se vai continuar,
03:22depois do fechamento da janela partidária,
03:24a gente vai ter que avaliar.
03:26Mas, de fato, ele hoje tem tido uma desenvoltura bem melhor do que o presidente Lula.
03:30Pois é, deixa eu chamar o Flávio, o Fábio, perdão, o Fábio Andrade,
03:35já nessa temporada em que eu estou apresentando,
03:38é que é a segunda vez que ele participa do Visão Crítica.
03:41Fábio, reforçando o meu agradecimento, viu?
03:44Obrigado pela gentileza.
03:45Também queria, nessa introdução ao tema,
03:48uma reflexão sua a respeito dos últimos levantamentos.
03:51O presidente Lula mantém uma certa estabilidade,
03:56em alguns institutos uma oscilação para baixo,
03:58mas nada muito substancial.
04:00Mas a elevação de Flávio é sentida, acho que, em todos os levantamentos.
04:04E nesse levantamento, nessa pesquisa da Atlas Intel,
04:10ele aparece, inclusive, numericamente à frente,
04:12em um cenário de segundo turno.
04:14Isso quer dizer alguma coisa?
04:16É preciso elencar quais ingredientes que podem ajudar a explicar esse cenário?
04:22Boa noite, Caniato.
04:24Boa noite, Marcelo.
04:25Boa noite, Rubens, à distância.
04:27Prazer estar com o Rubens de novo aqui, já tive uma vez.
04:31Eu analiso da seguinte forma.
04:33Eu tenho um pouco de receio de chamar o Flávio de moderado,
04:37acho que é muito cedo ainda.
04:40Tem impactos...
04:42A gente olha muito os benefícios de apresentar o Flávio como moderado,
04:46mas, levando em consideração o eleitorado típico do pai ou do sobrenome,
04:52ele se apresentar como muito moderado pode ser um risco.
04:55Acho que isso é um ponto importante pra gente pensar.
04:58Mas, eu tenho as datas na cabeça,
05:04no dia 6 de dezembro de 2025,
05:08a despeito de muitos colegas ficarem,
05:11não, o Flávio não é o candidato, o candidato é o Tarcísio,
05:15isso daí é balão de ensaio.
05:17Eu lembro que eu fui no próprio dia 6,
05:19eu estava num outro CNPJ,
05:21e me perguntaram, e eu falei, não, ele é o candidato.
05:23E a campanha começou da família Bolsonaro,
05:26e a corrida agora do Flávio é pra ir consolidando o máximo de votos do pai.
05:31Então, eu vou me permitir remar um ponto um pouco contra a maré
05:35e não dizer que, nesse momento do tempo,
05:38a gente possa atribuir esse crescimento do Flávio
05:41a uma suposta moderação.
05:43Eu acredito que ele está no movimento de puxar os votos do pai.
05:46E se a gente olhar pras eleições de 2022,
05:51foi um percentual muito pequeno
05:54que fez, basicamente, o presidente Lula ser eleito.
05:59A família Bolsonaro tem um capital político acumulado muito grande.
06:06Então, eu leio o resultado, não da Atlas Intel,
06:10mas esse crescimento que o Flávio vem registrando
06:13nas diferentes pesquisas,
06:14como fruto de uma campanha antecipada
06:17que começou no dia 6 de dezembro.
06:20É bem verdade que, quando você tem um governo,
06:23o governo, de certa forma, disputa...
06:26Ele também é um candidato natural
06:27e também está fazendo campanha antecipada.
06:31Também é verdade, como o Marcelo falou,
06:34em torno de 30...
06:35Aí varia um pouco.
06:37O Instituto...
06:38O Quest fala em 33%,
06:41outros institutos falam em 40%
06:43de eleitores que não se apresentam nem como Bolsonaro,
06:49nem como Lula.
06:50Mas eu sempre tenho uma curiosidade da seguinte pergunta.
06:53Tá, nas últimas eleições você votou em quem?
06:55Porque isso quer dizer muita coisa.
06:56Você pode, basicamente, falar que é independente,
06:59mas você sempre votou no Lula.
07:01Ou, ao contrário, você pode se apresentar como independente
07:03e ter sempre votado no Bolsonaro.
07:06E aí eu acho que um tema que eu quero deixar
07:09levantar essa bola só é o seguinte.
07:12Tem espaço...
07:13Você me perguntou do Flávio,
07:14mas eu vou lançar uma outra.
07:15O Flávio, então, ele está acumulando capital político...
07:18Ele está tentando maximizar,
07:20chegar no 100% do capital político do pai.
07:22Esse é um ponto.
07:23E aí os 33%, eles vão ser voláteis.
07:26Entrando uma terceira via,
07:28capta automaticamente esses 33%?
07:30Eu tenderia a dizer que não.
07:31Mas eu acho que está aí lançado
07:33para os colegas debaterem também.
07:35Sem dúvida alguma.
07:36Inclusive, eu quero destacar a saída de Ratinho Júnior.
07:40Hoje, Gilberto Kassab anuncia a saída do governo do Estado de São Paulo.
07:44Era secretário.
07:45Ele, o cacique do PSD.
07:47E é preciso jogar luz também sobre o PSD.
07:50Tem dois nomes que são aventados como possíveis candidatos.
07:55Eduardo Leite e também o Ronaldo Caiado.
07:58Mas eu vou pedir que os nossos convidados
08:01reflitam também sobre a figura do PSD,
08:03esse partido e o quanto a saída de Ratinho Júnior
08:06ajuda Flávio Bolsonaro
08:09ou abre caminho para um outro nome.
08:13Um nome, talvez, de terceira via.
08:15Mas antes disso,
08:16saudação inicial do Rubens Figueiredo.
08:19De volta aqui na programação.
08:20Professor, seja sempre bem-vindo.
08:22Obrigado pela gentileza
08:23em atender ao convite da nossa produção.
08:26Também queria pedir uma reflexão
08:28sobre esse cenário pré-eleitoral.
08:32Alguns pré-candidatos já cumprindo agendas,
08:36fazendo visitas pelo país.
08:38E a gente observa uma elevação
08:40no percentual adquirido ou conquistado
08:44por Flávio Bolsonaro em diferentes pesquisas.
08:47Nessa que eu destaquei aqui na abertura,
08:49ele aparece até numericamente à frente.
08:51Não sei se isso quer dizer alguma coisa,
08:53mas eu acho interessante
08:54quando o Fábio menciona aqui
08:57a adoção de um discurso moderado
09:01talvez não ajude em 100%.
09:04A depender do quão moderado
09:06pode até prejudicar.
09:07Bem-vindo.
09:10Boa noite, Daniel, Marcelo, Fábio.
09:14O que o Brasil não está demonstrando
09:17é moderação.
09:19Eu vejo aí três grandes eixos
09:24dessa campanha até agora.
09:28Uma é a aprovação do presidente Lula,
09:32que é uma aprovação
09:33que a gente pode considerar modesta
09:35pelos padrões das administrações anteriores.
09:41E outra, quando o Marcelo fala
09:43que existe um eleitorado independente,
09:48na verdade a gente tem uma rejeição
09:52nos dois candidatos,
09:54que é algo que vem mais ou menos
09:56de 18 para cá,
09:58que é algo que tem que ser levado em conta.
10:01Grosso modo, a gente pode falar
10:03que quase metade do país rejeita o Lula
10:07e quase metade do país rejeita o Bolsonaro.
10:11Então é aqui 44, 45 para um, 43, 46 para o outro.
10:18E essa rejeição é uma rejeição
10:21que ela é qualitativamente diferente
10:25das rejeições que a gente tinha no passado.
10:28Quando você rejeitava, por exemplo,
10:31o Fernando Henrique,
10:33era uma rejeição porque ele tinha um tom
10:35professoral, porque ele privatizava
10:40empresas estatais.
10:42Era algo nessa linha.
10:44Hoje você tem uma rejeição
10:46que é muito parecida com raiva,
10:49com ódio.
10:50A pessoa não pode ouvir falar
10:52no outro candidato.
10:54Então, eu acho que...
10:56Eu acho não, as pesquisas mostram
10:59que quando foi definido
11:01quem era o grande adversário do Lula,
11:05aquele que imantava essa rejeição ao Lula,
11:09o Flávio começou a crescer.
11:12E você tem um aspecto simbólico
11:14que você colocou, Daniel,
11:19que pela primeira vez, numericamente,
11:21pelo menos o candidato Flávio Bolsonaro
11:28superou o presidente e o presidente Lula.
11:31E você tem um contexto daqui pra frente
11:35que não parece um contexto muito
11:37confortável pro incumbente
11:39que tá disputando como representante
11:42do governo que tá na defensiva.
11:45O governo Lula tá claramente na defensiva,
11:48embora sempre tenha buscado protagonismo.
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