00:00A pesquisa do Instituto Ideia mostra que o presidente Lula lidera o primeiro turno da eleição com 40,4%.
00:08Flávio Bolsonaro do PL aparece em seguida com 37%.
00:14Ronaldo Caiado do PSD tem 6,5%.
00:18Na sequência, Renan Santos do Missão e Romeu Zema do Novo tem 3%.
00:24Aldo Rebelo do Democracia Cristã soma 0,6%.
00:281% declara voto em branco, nulo ou em ninguém.
00:33Já 8,5% não sabem em quem votar.
00:37Em um cenário de segundo turno, o levantamento aponta um empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
00:44Em seguida, sobre as rejeições dos pré-candidatos.
00:48A pesquisa indica que 44,2% respondem que não votariam no petista, contra 37,5% do parlamentar do
01:00PL.
01:01Em terceiro, na rejeição, está Ronaldo Caiado com 20,4%.
01:06Romeu Zema tem 17,5%, Renan Santos, 16% e Aldo Rebelo, 11%.
01:13E um último recorte que a gente traz aqui na Jovem Pan, 51,4% dos eleitores afirmam que podem
01:21mudar de voto.
01:22Já quase 49% respondem que estão decididos já em quem vão votar na eleição desse ano.
01:31Deixa eu chamar os nossos comentaristas mais uma vez.
01:35Denise Campos de Toledo e o professor Acácio Miranda.
01:38Denise, destacando as rejeições, mas também essa opinião aqui de pessoas que podem mudar o voto.
01:45Claro, tem muito tempo para a eleição, mas são pessoas que não estão com o martelo batido.
01:50Denise.
01:50Exatamente, mas isso diverge um pouquinho daquela pesquisa da Quest.
01:54Acho que a última que foi divulgada e que mostrava que havia um percentual maior do eleitorado já com o
02:00voto consolidado,
02:01que não mudaria mais de opinião.
02:03Mas chama atenção a rejeição e a piora da avaliação do atual governo.
02:08E a gente percebe que o presidente Lula vai tentando lançar uma série de medidas para reverter essa situação.
02:13Claro que ele é vitrine por enquanto.
02:16Quando começar a campanha para valer, Flávio também vai ser alvo de muitos questionamentos, de acusações.
02:22Isso é normal na época eleitoral para valer.
02:25Mas a gente percebe que o governo, que geralmente leva uma vantagem em relação aos demais,
02:31porque pode mostrar o que está fazendo, na situação atual está em desvantagem.
02:36A gente tem várias situações adversas da economia.
02:39O endividamento que o presidente tem citado muito, o aumento da inadimplência,
02:43juros ainda elevados, novas pressões inflacionárias até em decorrência da guerra no Oriente Médio.
02:49Tem a questão fiscal que foi colocada desde o início contra o governo,
02:53que acaba colaborando em parte para a situação referente à política monetária.
02:57Tem uma certa pressão de manutenção da alta dos juros por conta das desconfianças fiscais.
03:03E o governo vai tentando lançar medidas populares.
03:06Ele apostou muito no aumento da faixa de isenção do imposto de renda,
03:09não surtiu o impacto esperado, fala muito da queda do desemprego,
03:14que também não foi suficiente para conter o endividamento e a inadimplência.
03:18Agora partiu para a briga em torno da jornada, da redução da jornada 6 por 1,
03:22acabar com essa jornada e reduzir a carga horária de trabalho.
03:26Tem a questão dos aplicativos, mas nada disso está colando no eleitorado.
03:30Então a gente percebe que ele vai agindo de um lado e de outro para tentar produzir algum resultado,
03:37até agora tentando segurar o aumento de combustíveis.
03:40O Acácio, é claro, de novo os números mostram que vai ser uma campanha das rejeições,
03:46e com essa questão do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
03:52Ele chega, se posiciona, se coloca, mas mesmo sendo do mesmo campo de Flávio Bolsonaro,
03:58a porcentagem dele ainda é baixa.
04:02É importante nós observarmos.
04:04Primeiro, Ronaldo Caiado é uma terceira via que não tem cara de terceira via.
04:12Portanto, por não ter cara de terceira via, não empolga aquele eleitor de centro,
04:18muito menos aquele eleitor pêndulo.
04:21Ele simplesmente abocanha um pouquinho dos votos do Flávio Bolsonaro.
04:26Em segundo lugar, como a Denise bem disse,
04:29essa será uma eleição decidida, mais uma vez, pela rejeição,
04:36e não necessariamente por uma escolha pessoal,
04:39por uma aproximação ideológica do eleitor com o candidato vencedor.
04:47Fosse ou fossem as eleições de dois mil e vinte e seis um jogo de futebol, Tiago,
04:54seria aquele jogo de futebol que termina em zero a zero,
04:57prorrogação zero a zero, e ele é decidido nos pênaltis,
05:01com um pênalti de diferença pro time vencedor.
05:05Isso por quê?
05:06Por mais que a rejeição do governo nesse momento esteja nas tampas,
05:11e Flávio viva um bom momento,
05:15é importante nós observarmos que o governo ainda não fez qualquer ataque a Flávio.
05:20Me parece que o governo está segurando para fazer os ataques no momento oportuno.
05:27Se eles tiram efeito ou não, são outros quinhentos,
05:30mas fato é que parece ser essa a estratégia do governo.
05:36independentemente do que aconteça, uma coisa é fato,
05:39nós teremos segundo turno em dois mil e vinte e seis,
05:43e o vencedor do segundo turno não terá mais de três por cento de diferença
05:48pro seu adversário, sendo o menos rejeitado,
05:53seja ele quem for, o vencedor.
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