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O avanço do calendário eleitoral tem acelerado as movimentações partidárias em todo o país, com trocas de partidos e redefinições estratégicas.

No Visão Crítica, o cientista político Paulo Niccoli Ramirez comenta a oficialização da pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência e analisa como o prazo eleitoral pressiona alianças, reposicionamentos e articulações no cenário político.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/ivSi7xP-vII

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Transcrição
00:00de estratégias para as eleições e é preciso também jogar luz para os palanques estaduais.
00:07Muitas vezes uma definição no âmbito nacional tem de estar conectada também com as estratégias estaduais.
00:15Nem sempre isso é possível.
00:17Quero pedir para o Paulo fazer a reflexão inicial nessa abertura do Visão Crítica.
00:24Talvez uma das notícias mais divulgadas quando a gente trata de articulações
00:28trata da definição do PSD, que virou quase uma novela quando diziam
00:33bom, tem três grandes nomes, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.
00:38Três governadores.
00:39Em algum momento o partido iria decidir sobre qual nome seria o candidato à presidência da República.
00:46À época, me lembro que Gilberto Kassab dizia
00:49aquele que performar melhor nas pesquisas será o nosso candidato.
00:54No fim das contas, aquele que performava melhor, Ratinho Júnior,
00:58desistiu.
00:59E aí o partido toma a decisão por Ronaldo Caiado, que, convenhamos,
01:04não é uma novidade na política.
01:06Disputou a eleição em 1989.
01:10Ele, à época, um jovem representante do movimento ruralista,
01:15não performou bem.
01:16Mas eu quero só a reflexão sobre essa decisão do PSD e qual é o tamanho do desafio para Ronaldo
01:24Caiado,
01:24uma vez que já sabemos que, em vários estados, o PSD apoiará outro candidato,
01:32inclusive o que está na cadeira da presidência da República.
01:35Bem-vindo.
01:36Primeiro, boa noite.
01:38Agradeço o convite, junto aos colegas aqui.
01:41Boa noite aos telespectadores.
01:43Bom, o PSD, do Kassab, a grande liderança do partido, tem um objetivo muito claro,
01:49que é fortalecer o próprio nome do partido, visando o segundo turno e também eleger mais políticos
01:57para o Senado e para a Câmara, assim como também governadores.
02:03Desde o seu surgimento, assim como qualquer outro partido de centro,
02:07a vocação do PSD não é ser o governo, mas estar no governo, seja lá qual for,
02:12por isso apoiou, em boa medida, o governo de Bolsonaro, governos petistas,
02:18inclusive até um certo limite o da Dilma, esteve com o Lula, de certa forma, também.
02:23E, ao mesmo tempo, a candidatura do Caiado visa atender uma exigência pessoal dele,
02:30que é tentar nacionalizar o seu nome, já que, claro, ele é um nome forte em Goiás,
02:34mas não no nível nacional, assim como aconteceu com o Eduardo Leite, o próprio Ratinho.
02:41Então, me parece que a grande disputa desses nomes,
02:45que hoje a gente pode dizer que são coadjuvantes nessas eleições,
02:48me parece que eles estão visando mais o ano de 2030,
02:51quando o Lula não será mais candidato.
02:53A gente vai ter, todos os candidatos, certamente, nunca foram presidentes também
03:00ou tiveram cargos mais elevados, não que o estado de Goiás não seja, obviamente,
03:07mas tem a impressão que essa é um pouco dessa perspectiva do Caiado,
03:11ou seja, criar um nome nacionalmente, visando saltos superiores do futuro.
03:17Agora, ele vai ter que passar por várias barreiras dentro do partido,
03:21um partido que não necessariamente está unificado em torno do seu nome.
03:25Durante as cogitações sobre se o PSD deveria ou não ter um candidato,
03:31uma parte do partido foi contra, inclusive,
03:34e dizia que seria melhor apoiar um candidato ou outro,
03:37mas também é uma estratégia do PSD não apoiar ninguém no primeiro turno,
03:42exatamente para ver quem seria mais vantajoso apoiar eventualmente no segundo turno,
03:47ou talvez não apoiar ninguém oficialmente no segundo turno,
03:50esperando que qualquer um que seja o vencedor,
03:52e com a quantidade de deputados e senadores que o PSD venha a ter,
03:59ocupar espaços no próximo governo,
04:01seja lá quem for, com mais ministérios,
04:05cargos e empresas estatais, segundo, terceiro escalão.
04:08Então, a decisão do PSD visou agradar não só a cúpula do partido,
04:14meio que se retirando diretamente de um apoio explícito
04:19ou a Bolsonaro, o Flávio Bolsonaro ou o Lula,
04:22e principalmente a ideia do Caiado de buscar saltos maiores no futuro.
04:29Mas eu gostaria de dizer aqui que ele começou largando,
04:34queimando a largada, literalmente,
04:36porque ao anunciar que o seu primeiro ato,
04:40ele disse isso ontem, seria anistiar todos os presos
04:43condenados pelo 8 de janeiro...
04:46Ele fala em uma anistia ampla, geral e restrita.
04:51Primeiro ato com o presidente.
04:53Então, ele antecipa algo que se esperava de Flávio Bolsonaro
04:56e que não foi dito ainda.
04:57Então, isso pode gerar confrontos
04:59entre os próprios grupos de direita.
05:01O Flávio Bolsonaro é uma figura mais tímida,
05:05não tão agressiva do ponto de vista político como o próprio pai,
05:09mais moderado, inclusive.
05:11Então, isso pode gerar algumas dúvidas
05:12sobre quem, de fato, é mais bolsonarista,
05:14o Flávio ou o próprio Caiado.
05:16Interessante.
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