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A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) divulgou um estudo que aponta que o fim da escala 6x1 pode elevar em até 15% o custo da mão de obra no setor da construção civil, gerando um impacto adicional estimado em cerca de R$ 20 bilhões por ano. Em entrevista à Jovem Pan, a economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, explicou que o setor terá três possíveis caminhos para compensar os custos: reduzir o nível de atividade, contratar cerca de 288 mil novos trabalhadores ou arcar com aproximadamente R$ 20,3 bilhões em horas extras.

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Transcrição
00:00Tem um estudo inédito, novo, que indica que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais,
00:06ou seja, reduzir então a escala 6 por 1, pode, olha só esse dado, elevarem até 15% os custos
00:13com mão de obra.
00:14Esses valores podem chegar a pouco mais de 155 bilhões de reais por ano.
00:19Para a gente entender melhor esse assunto, esse estudo, a gente vai conversar agora com a Ieda Vasconcelos,
00:24que é a economista-chefe da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.
00:28Oi, Ieda, boa tarde, já está aqui no nosso telão, seja bem-vinda a essa edição do Fast News.
00:34Já começo te perguntando um pouco mais sobre esse entendimento, sobre esse estudo, 15% é um número relevante, né?
00:43Boa tarde, Beatriz, boa tarde a todos que estão nos acompanhando aqui na Jovem Pan.
00:50Beatriz, esse número, ele é muito relevante sim.
00:53E o que ele significa, com a redução da escala 6 por 1, ou seja, deixar de ser 44 horas
01:02semanais de trabalho
01:03e passar a ser 40 horas, na construção civil, isso significará menos 600 mil horas de trabalho por ano.
01:14E nós temos algumas opções mostradas nesse estudo para reverter esse cenário.
01:22Uma dessas opções seria o quê?
01:26Reduzir o nível de atividade, ou seja, não ter nenhuma alternativa, né?
01:32Reduzir o nível de atividade.
01:33A segunda seria contratar quase 300 mil trabalhadores que não tem hoje no mercado de trabalho
01:42para suprir isso dentro da construção civil.
01:45E o terceiro seria um pagamento de horas extras que, pelo volume, também não é possível.
01:52E o que é importante destacar, Beatriz, que no final de todo esse processo,
01:57o setor da construção, em nenhuma hipótese, é contra qualquer benefício ao trabalhador.
02:02O que nós avaliamos é que esse é um assunto que precisa ser discutido,
02:08mas tecnicamente com vistas ao aumento de produtividade.
02:14Mais de 190 países no mundo que adotaram algum tipo de redução de jornada de trabalho,
02:21eles adotaram mediante acordos coletivos, que são instrumentos de negociação
02:28entre os sindicatos das categorias profissionais e as entidades de classe.
02:35Então, isso é muito importante, Beatriz, porque no fundo,
02:39quando a gente analisa tecnicamente, não só economicamente, mas socialmente,
02:45isso vai prejudicar o lado social.
02:48Ao reduzir a atividade, por exemplo, nós vamos reduzir aí a entrega de obras,
02:55nós vamos construir menos, construir menos,
02:59e com esse impacto, nós vamos estar pagando com o mesmo número de horas
03:0510% a mais o salário do trabalhador que está aí com uma jornada menor.
03:11E isso, naturalmente, encarece aí, por exemplo, o custo da casa própria
03:17e acaba prejudicando, especialmente aí, a população mais de baixa renda.
03:24Ieda, pensando em outros lados, assim, do estudo,
03:28será que a gente pode dizer, por exemplo, que se a gente tivesse um avanço maior
03:31em tecnologia, os efeitos seriam menores, ou que daria, então,
03:35para reverter e ter as duas coisas ao mesmo tempo,
03:38ou o entendimento do estudo, mesmo é que nem dessa forma?
03:43Beatriz, isso tudo demanda tempo, né?
03:46O avanço da tecnologia, tudo isso é uma alternativa,
03:50mas ele não acontece da noite para o dia, como está sendo aí proposto, né?
03:56Por isso que a defesa é de estudar a questão mais tecnicamente,
04:02com um avanço de produtividade, e esse avanço de produtividade,
04:06inclusive, ele pode vir do maior uso de tecnologia,
04:11mas isso não é de hoje para amanhã, né?
04:14Isso é uma questão que está sendo construída,
04:17inclusive, dentro do próprio setor da construção,
04:20isso já está avançando, mas isso não é de hoje para amanhã.
04:25E no formato que está sendo colocado,
04:28o trauma será muito grande, não só na construção,
04:32mas em todos os segmentos da economia.
04:34E no final, Beatriz, o que será mais prejudicado
04:40realmente vai ser o trabalhador,
04:42que ao reduzir a sua hora de trabalho,
04:45nós temos aí consequências que nós mostramos, né?
04:48Inclusive, o estudo mostra, particularmente,
04:51no setor da construção civil,
04:53esse aumento aí do valor da casa própria.
04:56Então, nós temos consequências que precisam ser estudadas,
05:00e que com esse prazo rápido,
05:03ainda não temos estudos em todos os segmentos
05:08de como, qual será essa proporção.
05:11Na construção civil, em todo o país,
05:13serão 600 mil horas de trabalho a menos no ano.
05:19Isso significa quase 300 mil trabalhadores, Beatriz.
05:24E é importante, Beatriz, destacar que isso tudo está acontecendo,
05:28toda essa discussão,
05:31num cenário do país que está vivendo em pleno emprego.
05:35O país hoje tem uma taxa de desemprego
05:38de 5,1% no último trimestre.
05:43Isso significa que, atualmente,
05:46o país tem cerca de 5 milhões e meio
05:48de pessoas desocupadas procurando um trabalho.
05:52Esse é um do menor patamar de uma série histórica
05:55dos últimos 14 anos.
05:58Para você ter uma ideia,
05:59o tanto que esse número é pequeno,
06:01na pandemia nós tivemos 14 milhões de pessoas
06:04buscando um trabalho.
06:06Hoje nós temos 103 milhões de pessoas
06:09ocupadas, exercendo algum tipo de atividade econômica.
06:14Uma média de uma série histórica
06:16é cerca de 85, 88 milhões.
06:19Então, o nosso mercado de trabalho,
06:22nessa situação de pleno emprego,
06:24não tem condições de atender
06:26a todos os segmentos
06:28que precisariam fazer alguma compensação de horas
06:32em função dessa jornada de trabalho.
06:35Essa redução, quando acontecer,
06:38o ideal é que ela aconteça,
06:40como, igual eu comentei,
06:42igual aconteceu em mais de 190 países,
06:44que ela seja discutida entre as classes
06:47e que cada segmento tem uma particularidade.
06:51Ele não pode ser assim,
06:53entrar num conjunto
06:55e achar que todo mundo vai ter o mesmo impacto.
06:58Alguns certamente terão um impacto
07:01ainda maior do que os outros.
07:03E isso acabará prejudicando a economia,
07:07mas a economia é o segundo patamar.
07:11O primeiro patamar, o que interessa,
07:13mais ainda, é o patamar social.
07:15É o que não está sendo colocado.
07:18Quando se fala,
07:19olha, vai reduzir a carga horária do trabalhador,
07:22mas a que custo para o próprio trabalhador?
07:25Que vai ter um aumento de custo
07:27em várias outras questões
07:30oriundas desta redução?
07:33Perfeito.
07:34Nós conversamos, então,
07:35com Ieda Vasconcelos,
07:36economista-chefe da Câmara Brasileira
07:38da Indústria da Construção.
07:41Ieda,
07:41obrigada pela sua participação.
07:44Volte sempre aqui
07:45ao Fast News e à Jovem Pan.
07:49Obrigada.
07:49Boa tarde.
07:51A gente, então,
07:52continua acompanhando esse assunto.
07:53Claro que ainda está em discussão
07:55nas comissões,
07:56no Congresso Nacional
07:57e que deve realmente
07:59ganhar ainda bastante espaço,
08:02bastante movimento
08:04dentro do Congresso,
08:06principalmente nesse ano eleitoral.
08:07Uma discussão bastante política.
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