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O empresário Paulo Skaf, presidente da Fiesp, analisa a discussão sobre a escala 6x1 no Direto ao Ponto desta segunda-feira (30), em entrevista a Bruno Pinheiro.

Skaf afirma que “deve haver um amplo debate sobre o trabalho” e defende que mudanças busquem melhorar a qualidade de vida, mas com responsabilidade econômica.

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Transcrição
00:00Presidente, é uma discussão importante para a indústria, existe um meio termo ou esse assunto de fato não tem como
00:06ser aplicado na indústria brasileira?
00:08Na verdade a escala 6x1 é usada por aproximadamente 30% daqueles que tem carteira assinada no Brasil.
00:17Nós temos 45 milhões de brasileiros que trabalham com carteira assinada.
00:2230% desses aproximadamente, isso não são números exatos, trabalham na jornada 6x1.
00:28Então, naturalmente quando a gente pensa nas pessoas, o desejo de consumo de todos, é poder trabalhar de segunda a
00:37sexta e descansar o sábado e domingo.
00:39Isso daí, todos nós queremos isso aí.
00:43Mas o que precisa é ter uma ampla discussão da possibilidade disso acontecer, porque cada setor tem uma realidade.
00:53A realidade da saúde não é igual a realidade do agronegócio, que não é igual a realidade da indústria, que
01:00não é além da indústria, a realidade da siderúrgica não é igual a realidade de uma confecção de roupa ou
01:08calçados, enfim.
01:09Então, requer uma ampla discussão.
01:13Até porque quando se fala em 6x1, perdão, em 5x2, que seriam 5 dias trabalhados e 2 de descanso, e
01:206x1, 6 dias trabalhados e 1 de descanso,
01:22não significa obrigatoriamente que você vai trabalhar de segunda a sexta e descansar sábado e domingo.
01:27Você pode ter uma escala de quarta a domingo e o descanso vir durante a semana.
01:32Ou inclusive arrumar um outro emprego para complementar.
01:34Ou virar um bico lá no dia, enfim.
01:37Então, você pegar um vendedor de shopping que fatura bem no sábado, ele quer trabalhar no sábado.
01:43Ele não quer deixar de trabalhar no sábado.
01:45Então, essa discussão da escala de trabalho, eu não tenho nada contra ter um amplo debate.
01:52Acho que deve ter um amplo debate.
01:53Até porque se interessa as pessoas, tem que interessar o debate ao país.
01:57Só que não se pode fazer nada de forma abrupta, irresponsável e precipitada.
02:04Tem que ouvir os setores, tem que ouvir as regiões.
02:07A realidade de alguém que mora do lado do seu emprego é diferente daquele que pega 3 horas de condução
02:14para ir e vir.
02:15E tudo isso não é próprio para uma decisão ligeira em véspera eleitoral.
02:23Quer dizer, por que esse assunto surgiu assim e está aquecido pelo governo nesse momento?
02:29Não há dúvida que há um interesse eleitoral nisso.
02:33Então, nós não podemos permitir que assuntos que são ligados à vida das pessoas, ao interesse das pessoas, ao conforto
02:41das pessoas, à produtividade do país,
02:44seja tratado de uma forma, se alguma coisa que vem há décadas, de repente uma mudança de um mês para
02:50o outro.
02:51Então, o que eu defendo é se debater sim, se deve debater.
02:55Se deve encontrar caminhos sempre para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
02:59Se tem 30% que trabalham nessa escala 6 por 1, vamos analisar setor a setor, ver a realidade de
03:05cada um, ver o que pode ser feito
03:06e atender dentro dos limites e da possibilidade do país, sem um prejuízo maior.
03:13Lembrando que tudo tem um custo.
03:15Quer dizer, você tem um custo de reduzir o trabalho, aumentar preços, você tem um custo de deixar de ter
03:23uma rede de farmácias aberta,
03:26o restaurante em determinados horários, tem um custo para o consumidor também.
03:29Mas tudo isso tem que ser debatido, na minha opinião, a partir do próximo ano, sem o clima e a
03:36motivação eleitoral,
03:38que não é bem o interesse das pessoas.
03:40É interesse apenas daqueles que são candidatos.
03:42Vamos girar os assuntos.
03:44Nosso convidado, a pergunta do Greg.
03:46Eu queria continuar um pouco no debate da escala 6 por 1.
03:49Presidente, e se não der certo?
03:51A FESP já marcou posição.
03:53É contra.
03:53Porém, isso já avança no Congresso, inclusive, entre deputados e senadores da oposição.
03:59Se não tiver jeito e o projeto for apresentado, votado, aprovado nesse ano,
04:04a FESP tem alguma proposta, uma contra-proposta que seja, para atenuar esses efeitos temidos para a indústria?
04:09Na verdade, a FESP, eu repito, ela nunca se colocou contra.
04:14Ela se colocou contra uma decisão precipitada e não bem discutida.
04:20Ela se colocou contra tomar qualquer decisão sem antes avaliar e discutir com todos os setores envolvidos,
04:27com todas as regiões envolvidas.
04:30Então, uma situação dessa não pode acontecer de uma forma assim, de repente, por interesse eleitoral.
04:37Eu não acredito que haverá essa irresponsabilidade.
04:41O Congresso, ele também ficaria sem alternativa.
04:46Porque você pega um projeto mal explicado, sem mostrar os custos e os problemas que possam gerar,
04:54e coloca no momento eleitoral, você tira a liberdade dos representantes do povo,
05:00que são os deputados, os representantes dos estados, que são os senadores,
05:03e terem uma votação consciente daquilo que eles realmente enxergam ou acreditam.
05:09Então, seria uma coisa assim, aproveitar o momento e haver uma motivação eleitoral.
05:15O que seria muito ruim.
05:17E pode ter um custo muito alto, em última análise, para as pessoas.
05:21Porque tudo que se aumenta de custos, você aumenta nos preços, você pressiona a inflação.
05:25Então, quer dizer, tem um custo.
05:27Você não tem como você fazer um churrasco, chamar mais gente, mas não mudar a quantidade de carne.
05:34Mas a FESP tem uma proposta, um meio termo?
05:36A proposta nossa é que essa discussão vá para o ano de 2027, sem o calor eleitoral.
05:44A proposta nossa é que haja uma discussão, sim.
05:47Como eu já disse, eu não sou contra discutir o tema, debater o tema.
05:52Agora não, às vésperas da eleição, com motivação eleitoral, que é o que está acontecendo.
05:58Todos os deputados, eu converso muito na Câmara, no Senado,
06:01todos os deputados reconhecem que há uma pressão do governo eleitoral.
06:07E que isso tiraria todo o conforto deles, deles fazerem uma coisa consciente.
06:12Imagine só você impor o Congresso Nacional, votar em uma mudança,
06:17uma quebra de uma, até uma, diria até quase uma tradição.
06:23Uma diferença entre todos os países, em nenhum país do mundo,
06:27você tem na Constituição do país, escala de trabalho, um limite de escala de trabalho.
06:33Você tirar a liberdade das pessoas de negociar o que lhe convém.
06:38Você obrigar de uma forma horizontal para todo mundo.
06:42E isso tudo sem dar liberdade que os deputados, que os senadores votem,
06:46dentro da sua consciência, dentro do conhecimento.
06:49Eu tive várias reuniões e vi um total de conhecimento.
06:53Um total.
06:53Quando você conversa e debate, você vê que as pessoas saem e falam,
06:58nossa, o tema é complicado, precisa ser bem debatido.
07:02Isso é a realidade.
07:03Então, nós não podemos permitir que temas, seja a escala 6x1,
07:08sejam outros temas de interesse do país e das pessoas,
07:12seja aproveitado um embalo eleitoral.
07:15Tem que ser com mais responsabilidade.
07:17E tem a questão também da jornada de trabalho.
07:19E talvez vocês vão tocar, porque a escala, 6x1 é a escala de trabalho.
07:24É uma coisa.
07:25E a jornada de trabalho, hoje na Constituição brasileira, prevê 44 horas.
07:30Pois bem, e a realidade nossa, a média de jornada brasileira é de 38 horas.
07:38Isso significa que a maior parte das pessoas trabalham menos que 40 horas.
07:42Senão, não daria uma média de 38 horas.
07:45E tem a liberdade de negociar dentro do teto de 48 horas.
07:52Perdão, de 44 horas.
07:54Por exemplo, na Alemanha, o teto são 48 horas.
07:59E eles trabalham 34, aqui é 38.
08:02A Argentina, o Paraguai, que nós estamos perdendo indústrias para o Paraguai,
08:07a jornada é 48 horas.
08:09Está certo?
08:10Então, essa questão da jornada, se está na...
08:13Isso sim, está na Constituição, um teto de 44 e a realidade é 38,
08:17a negociação, as pessoas têm a liberdade de fazer dando a conveniência de cada um.
08:23Você quer ver?
08:24Eu repito, eu converso muito com as pessoas.
08:27Eu me preocupo muito com as pessoas.
08:29Tem muita gente que fala, eu pego duas horas para ir para o meu trabalho,
08:34duas horas para voltar.
08:35Para mim não importa se eu tiver que trabalhar um pouco mais naquele dia.
08:39Aí vai ter uma determinação legal, fala, não, você tem que ganhar menos
08:43e não vai poder trabalhar mais.
08:45E se a pessoa quiser trabalhar mais e ganhar mais?
08:47Por que vai estar proibida disso?
08:49Então, nós temos que ir com calma com essa questão da discussão,
08:52tanto da escala de trabalho como da jornada de trabalho,
08:55que é a questão do 6 por 1 e a questão do teto de 44 horas constitucional.
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