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Transcrição
00:00O setor produtivo está acompanhando justamente o debate no Congresso sobre o fim da escala 6x1.
00:05E em relação a esse assunto, o nosso entrevistado agora é o presidente da APAS,
00:08Associação Paulista de Supermercados, Erlon Ortega.
00:12Presidente, como vai? Boa noite. Muito obrigado por atender a Jovem Pan.
00:17Boa noite, Tiago. Boa noite a todos os ouvintes.
00:19É um prazer poder falar e agradeço o horário disponibilizado
00:24para passar aqui a posição da APAS sobre esse assunto tão relevante.
00:28Sem dúvida. A Câmara vai começar agora uma série de audiências,
00:33pelo menos 10 sessões, para discutir esse assunto com o setor produtivo.
00:37A gente sabe que no caso dos supermercados e o comércio em geral tem muita dificuldade,
00:43porque há o trabalho de fim de semana também.
00:46É algo inviável para o setor ou é possível uma adaptação,
00:51mesmo com essa possibilidade de um período de transição?
00:54Muito se fala da escala 5 por 2 antes da mudança efetiva,
01:00como prevêem essas PECs que estão em discussão no Congresso Nacional.
01:03Presidente.
01:05Tiago, nós, a posição da entidade da APAS e também da Abras,
01:10que é a Associação Brasileira que cuida disso diretamente no Congresso em Brasília,
01:15é uma posição mais moderna, uma posição de liberdade.
01:19Todos nós sabemos os benefícios que a redução da escala traz,
01:24como, por exemplo, mais tempo do colaborador, do funcionário com a família,
01:29mais tempo do trabalhador com os filhos, mais tempo para estudos.
01:33Mas todos sabem também que teremos um aumento de custo de vida,
01:39nós teremos um aumento da informalidade,
01:42nós teremos maior dificuldade ainda do que a gente tem de contratação hoje,
01:47que só no Estado de São Paulo, 35 mil vagas abertas no Brasil,
01:53350 mil vagas abertas no setor de supermercado.
01:57A nossa pergunta e a nossa provocação é a seguinte,
02:01por que o trabalhador não pode fazer sua própria escala?
02:05Por que o trabalhador não pode fazer a sua própria jornada,
02:10que é a liberdade?
02:11Hoje, um terço dos trabalhadores de supermercado são jovens até 25 anos.
02:18E esses jovens querem acelerar, eles querem liberdade, eles querem crescer,
02:25querem trabalhar num supermercado de manhã, ser empreendedor à tarde,
02:31trabalhar em um outro ramo na parte da noite,
02:34ou estudar durante a semana e trabalhar aos fins de semana.
02:38E, ao mesmo tempo, nós temos hoje 10% dos nossos colaboradores,
02:44são 50 a mais.
02:46São pessoas que querem horários mais compactos, querem desacelerar.
02:51Portanto, o nosso propósito é a liberdade,
02:55ou orista, ou diarista, ou jornada livre,
03:00mas que a gente modernize essa discussão
03:03e não fique em um horário engessado para todo tipo de trabalhador.
03:08Pergunta agora da nossa comentarista, Priscila Silveira.
03:11Priscila.
03:13Boa noite, uma satisfação falar com o senhor.
03:15O senhor acha que a escala 6x1 protege empregos
03:18ou perpetua uma lógica de desgaste com relação ao trabalhador?
03:24A jornada 6x1, ela trabalha, você basicamente trabalha 7h20 por dia
03:31com um dia de folga.
03:34Aí, hoje, já tem alguns exemplos da jornada 5x2,
03:41na qual você trabalha 8h40 por dia
03:44e folga dois dias da semana.
03:48Então, isso já vem sendo praticado de forma experimental
03:51em várias lojas no estado de São Paulo.
03:54Mas eu entendo que a discussão é outra.
03:57Ela é desgastante para alguns
03:59e ela é insuficiente para outros.
04:02Então, nós temos que abrir novos caminhos
04:05para que as pessoas, principalmente os jovens,
04:09que querem empreender, querem acelerar,
04:11querem trabalhar mais, possam fazer isso
04:14dentro da lei, com todos os seus direitos na proporção.
04:18E as pessoas que, porventura, querem trabalhar menos,
04:21com jornadas mais compactas, também possam fazer isso.
04:25E tem um ponto que eu quero ressaltar.
04:28Hoje, nós temos 13 milhões de pessoas trabalhando informalmente.
04:33Quando a gente coloca os subutilizados juntos,
04:38esse número aumenta para 16 milhões.
04:41Portanto, temos 40 milhões de pessoas com carteira assinada.
04:4616 milhões estão no mercado informal,
04:50porque eles entendem que eles ganham mais
04:53trabalhando em vários empregos, fazendo bicos,
04:57do que o modelo engessado, o modelo rígido.
05:00A hora que eu dou a possibilidade de essas pessoas terem todos os seus direitos,
05:06podendo ter flexibilidade, uma grande parte dessas pessoas
05:10vem para a formalidade, podendo contribuir com a Previdência,
05:16podendo contribuir com a Seguridade Social,
05:19e realmente tendo seus direitos assegurados.
05:23Então, a liberdade, a produtividade é o caminho que a gente defende.
05:28Presidente, claro que o senhor fala muito dessa questão da modernidade,
05:33de ter algo mais flexível,
05:35mas eu pergunto, professor, o seguinte,
05:37se essa mudança na escala já estivesse valendo,
05:40começasse hoje,
05:42essa história do 4x3,
05:44ou seja, a pessoa trabalha 4 dias e folga outros 3,
05:47independente de período de transição, não,
05:49mas que fosse desse modelo,
05:51o que os supermercados fariam?
05:53Contratariam mais gente?
05:55Demetiriam gente?
05:56Como é que seria o dia a dia dessa escala numa mudança?
05:59Porque o supermercado vai de segunda a segunda,
06:02domingo a domingo, não tem jeito, né?
06:05É um setor abastecedor,
06:07é um setor que precisa funcionar todos os dias.
06:10Primeiro problema, aumento de custo.
06:12E isso seria repassado para o consumidor final,
06:17coisa que nós não queremos.
06:19Outro problema, contratar quem?
06:21Nós temos hoje já um déficit de 350 mil vagas, né?
06:26No Brasil, 35 mil vagas só em São Paulo.
06:31Então, nós temos que tomar muito cuidado,
06:33porque se a gente aumenta os dias de descanso,
06:38mas ao mesmo tempo aumenta o custo de vida,
06:41esse trabalhador, no dia de descanso,
06:44vai fazer um complemento para a sua renda.
06:46E aí, na informalidade, muitas vezes.
06:50Então, não é isso que é a proposta.
06:52A nossa proposta é a liberdade.
06:55Só assim a gente consegue modernizar e fazer
06:58que quem quer acelerar,
07:00possa acelerar,
07:02e quem quer desacelerar,
07:03possa desacelerar.
07:04Antes de passar para a Priscila,
07:06só mais uma questão,
07:07como que a Associação Paulista de Supermercados,
07:09junto com a Abras também,
07:10como essas associações vão discutir isso
07:13com o Congresso Nacional
07:14nessas sessões abertas a partir de agora?
07:18Congresso Nacional,
07:19a Abras fala,
07:20através do nosso presidente,
07:22João Galassi,
07:23que está em Brasília,
07:24a Apas é o maior mercado,
07:27só supermercados no estado de São Paulo
07:29são 27 mil lojas,
07:31então ela tem uma posição alinhada
07:33com a Abras nesse mesmo conceito.
07:35Nós precisamos de liberdade
07:37para poder fazer as escalas corretas
07:40e é uma demanda,
07:42não do supermercado,
07:43é uma demanda do jovem, principalmente.
07:45O jovem quer essa liberdade
07:47para poder ter mais produtividade
07:50e mais modernidade.
07:52Priscila Silveira.
07:54Erlon, a gente pode então entender
07:56que o trabalho por hora
07:58seria uma saída
07:59sem prejudicar os direitos trabalhistas
08:01dessas pessoas?
08:03A Apas seria uma apoiadora dessa ideia?
08:06Com certeza.
08:08Você vai poder agradar,
08:12como eu disse,
08:13quem quer trabalhar mais,
08:14quem entende que está no momento
08:16de trabalhar menos,
08:17você vai conseguir preencher escalas
08:20que hoje a gente não consegue
08:21preencher as escalas
08:23e principalmente o que eu disse.
08:24Você começa a ter atratividade
08:27para essas pessoas
08:28que estão no mercado informal,
08:30que entendem que a liberdade
08:33ganha muito mais
08:34do que o trabalho engessado.
08:36Porém, a liberdade
08:37não tem previdência social,
08:40não tem seguridade social
08:41e eles estão na informalidade.
08:43Então, a partir do momento
08:44que você tem a flexibilidade,
08:47você atrai essas pessoas
08:48para o mercado de trabalho
08:49e para contribuir
08:50com a previdência.
08:52Ô, presidente,
08:53hoje o regime
08:54da maioria desses funcionários
08:55de supermercados,
08:57quase todos são o CRT
08:58ou existem pessoas
09:00com a figura
09:02de pessoa jurídica,
09:03tem todo o recolhimento
09:05de fundo de garantia
09:06e por que que há
09:07essa dificuldade
09:08de preencher as vagas?
09:11Os salários
09:12não são a contento,
09:13porque as pessoas
09:13muitas vezes ganham
09:14fazendo os bicos,
09:16talvez?
09:18Não, a maioria é CLT,
09:20a grande maioria é CLT.
09:23O salário já teve
09:24uma grande evolução.
09:25O salário em supermercado
09:27hoje, ele está
09:28nos mesmos patamares
09:29do comércio,
09:30com muitos benefícios,
09:31com muitos planos
09:32de incentivo.
09:34Tanto é que o ano passado
09:35nós fechamos
09:36com um saldo positivo
09:38no estado de São Paulo
09:39de 25 mil vagas.
09:41Então, é um setor atrativo,
09:42é um setor que ensina
09:43e é um setor que tradicionalmente
09:46é o primeiro emprego
09:47de muitos jovens.
09:48E agora, com a grata surpresa
09:50do retorno dos 50 a mais
09:52trabalhando em supermercados.
09:55Então, a falta da mão de obra
09:58é um problema não só
09:59dos supermercados,
10:00é um problema também
10:01da indústria,
10:02é um problema do agro
10:03e esta liberdade
10:04que estamos propondo
10:06traz com certeza
10:07uma grande ferramenta
10:09de melhoria disso.
10:10Quer mais uma questão?
10:12Mais uma pergunta, Priscila?
10:14Sim, eu queria saber
10:16como que poderia, então,
10:17conciliar a necessidade econômica
10:18das empresas
10:19com também a pauta
10:21da saúde mental
10:22e a qualidade de vida
10:23desse trabalhador
10:25que é o que se fala
10:26para fundamentar
10:27a mudança dessa escala?
10:30Olha, uma boa pergunta, Priscila.
10:32Eu acho fundamental,
10:33primeiramente,
10:34você permitir que ele faça
10:35a sua escolha.
10:36A sua escolha.
10:37Hoje, a gente tem
10:37um caminho engessado.
10:39Vamos abrir para ele
10:40uma estrada
10:41para quem quer trabalhar mais,
10:43uma estrada
10:44para quem quer trabalhar menos.
10:45Isso já é uma grande
10:47melhoria
10:48para que ele faça
10:49a sua escolha.
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