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O ano eleitoral se aproxima e levanta discussões sobre os principais temas que devem dominar o debate político no país.

No Visão Crítica, o cientista político Paulo Niccoli Ramirez afirma que a eleição será marcada por uma variedade de pautas e analisa os desafios enfrentados tanto pela esquerda quanto pela direita. O debate aborda estratégias, polarização e os possíveis caminhos para o cenário eleitoral.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/z4kFs49Rdyc

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Transcrição
00:00A análise inaugural, uma introdução ao tema, Paulo, diante de tantas notícias importantes que têm impactado o cenário político,
00:09o que devemos considerar em relação a esse processo eleitoral que poderá ser alterado por um lado ou para o
00:17outro,
00:18a depender das informações que vierem à tona? Bem-vindo mais uma vez.
00:21Primeiro, obrigado pelo convite, agradeço estar aqui com vocês, com os nobres colegas também,
00:27e todos os que nos acompanham aqui na Jovem Pan.
00:31Então, a eleição desse ano estará repleta de temas que podem gerar conturbações.
00:38Desde os temas do ano passado, começando pela questão do tarifácio, os bolsonaristas apoiando essa atitude do Trump,
00:45por outro lado, o Lula teve uma alavancagem da sua popularidade por conta dessa situação,
00:50mas também, no início desse ano, igualmente a popularidade do Lula caiu, foi tema de escola de Sama,
00:57inclusive, que gerou muita polêmica, há problemas relacionados também com a guerra no Irã,
01:02o risco de uma inflação iminente, consequentemente uma desestabilização da imagem do governo,
01:08por outro lado, índices de desemprego caindo, mas os salários não são suficientes também,
01:13e o caso mais bombástico que está por estourar, que é exatamente a delação do Vorcaro.
01:19Isso pode atingir todos os poderes, todos os partidos, então eu diria que essa é a zona mais obscura que
01:25nós temos
01:26em relação aos temas das eleições desse ano, mas vamos ter a continuidade dessa polarização entre o PT e o
01:33bolsonarismo.
01:34Tudo indica que boa parte dos votos, se não quase que a totalidade deles, serão direcionados para esses dois candidatos.
01:42Pois é, quero chamar a Nathalie Wendel para fazer uma reflexão, uma análise também, sobre o cenário econômico,
01:49o quanto a pressão, por exemplo, da guerra no Oriente Médio sobre o petróleo, o preço do petróleo em vários
01:57países,
01:57o quanto isso pode mexer com a estratégia, por exemplo, do governo que, ao que tudo indica, tentará a reeleição,
02:05Lula tentará um quarto mandato. Nathalie, claro, a gente fala da guerra no Oriente Médio,
02:10a elevação no preço do petróleo e dos combustíveis, passa por isso também, mas não é só disso
02:16que a gente precisa considerar em relação ao processo eleitoral.
02:20O que lhe chama atenção? O que a gente deve ficar atento em relação a essa campanha
02:24e o quanto a economia ou as alterações de uma condição de normalidade podem alterar esse processo? Bem-vinda.
02:32Muito obrigada pelo convite, agradeço aqui estar com todos os colegas aqui na bancada,
02:37agradeço também a você, Caniato. A gente tem realmente um balde de água fria,
02:42eu acredito que a gente pode colocar dessa maneira, o fato da gente ter, de um lado, justamente a questão
02:48da guerra
02:49como um principal impactante ali, tanto no preço dos combustíveis, por conta do estreito de Hormuz,
02:54de Hormuz está ali justamente bloqueado e a gente não ter tanta oferta ali de petróleo,
02:59que tem, de fato, pressionado os preços internacionais de todos os combustíveis.
03:04E isso, invariavelmente, do ponto de vista nacional, a gente tem um impacto muito grande em termos de IPCA,
03:09ou seja, a gente tem um aumento da inflação e, para um cenário eleitoral, justamente você ter um impacto
03:14na inflação, um aumento da inflação, você acaba tendo ali uma perda dentro dessa disputa,
03:19porque inflação em um cenário eleitoral faz com que você perca votos.
03:23Por outro lado, o governo também está olhando resultados positivos.
03:25Nós temos ali, de fato, um resultado positivo em termos de desemprego, a menor taxa de desemprego da história
03:32e a gente tem ali também um aumento, a projeção do PIB em torno de 2,3%.
03:37Então, um crescimento ali que o governo provavelmente vai tratar isso como uma projeção ali
03:43para poder buscar a sua reeleição.
03:45Por outro lado, a gente tem algo que a oposição provavelmente vai explorar com certeza,
03:50que é justamente a questão do déficit fiscal.
03:52As contas públicas têm que caminhar ali justamente para uma redução dos gastos
03:58para que a gente possa ter superávit primário, para que possamos colocar ali a casa em dia.
04:02E existem dois caminhos claros.
04:04O primeiro deles é justamente ou reduzir gastos ou a gente mexer na meta de inflação do Banco Central,
04:11que hoje está em torno de 3% para poder conseguir ali abarcar justamente o que nós temos ali
04:16como cenário político e como cenário dentro do Ministério e da Fazenda em luta com o próprio Banco Central.
04:24Bons pontos tratados pela Nátaly, mas a situação poderia ficar pior ainda
04:30caso o conflito, por exemplo, perdure mais tempo do que os analistas indicam.
04:36E aí, o que faria o governo?
04:37Muitos pensam, bom, o pacote de bondade seria estendido para outras categorias?
04:44Há um bom percentual de brasileiros que recebem algum tipo de benefício.
04:48E a oposição costuma dizer que isso, inclusive, influencia o processo eleitoral.
04:53A gente vai tratar disso daqui a pouco.
04:55Eu só quero dar boas-vindas ao Márcio Coimbra, cientista político,
04:58já participou de vários programas aqui da Jovem Pan.
05:00Márcio, mais uma vez, muito obrigado pela gentileza em nos atender.
05:04É preciso olhar com bastante cuidado para o cenário político atual,
05:08sobretudo quando a gente abre os portais de notícias e os jornais impressos
05:13e lemos tanto o nome de Daniel Vorcaro e a possível delação.
05:19Há uma dúvida exatamente com quem Daniel Vorcaro e a sua defesa fecharão a delação premiada,
05:25se com a Polícia Federal ou com o Ministério Público, na figura da Procuradoria-Geral da República.
05:30Mas há indicações de uma delação inédita, uma delação conjunta com as duas instituições.
05:38Para além disso, a dúvida é, será uma delação do fim do mundo ou uma delação parcial ou seletiva, meu
05:46amigo?
05:46Bem-vindo.
05:48Obrigado pelo convite, Caniato, para estar aqui.
05:51E estendo aqui a minha saudação aos colegas de bancada, Paulo e Nátaly,
05:57e toda a audiência que nos acompanha.
05:59Eu acho que você foi no ponto, é muito importante a gente saber
06:03que tipo de delação Daniel Vorcaro está disposto a fazer.
06:07E se será uma delação que vai abarcar conjuntamente o Ministério Público Federal e Polícia Federal.
06:14Por que a gente precisa tocar nesse assunto?
06:17Porque uma delação geral de Daniel Vorcaro seria uma delação do fim do mundo,
06:24porque ela abarca todos os poderes, a gente está falando de poder executivo, legislativo e judiciário.
06:31Nós estamos falando de ministros do Supremo Tribunal Federal,
06:35de senadores da República, que em última instância são órgão de controle
06:39e podem votar impeachment de ministros do Supremo.
06:42E também a gente está falando de envolvimento do governo federal,
06:49especialmente ali no Crede Sexta, quando a gente está falando do embrião de todo o processo,
06:55no PT da Bahia, com Jacques Wagner e Rui Costa,
06:58que são dois pontos centrais, dois pilares desse governo,
07:02um líder no Senado e também o chefe da Casa Civil,
07:07ou seja, o núcleo duríssimo do governo Lula.
07:10Então a gente vê que Centrão pode se envolver,
07:13Direita pode se envolver, Esquerda também,
07:17STF também, ou seja,
07:20senadores, deputados, nós temos uma delação que ela pode alterar
07:25as placas tectônicas da eleição presidencial,
07:28porque nós não sabemos em qual medida esses agentes serão envolvidos nessa delação
07:34e se essa delação, ela será aceita na íntegra,
07:39especialmente se a gente estiver falando do Ministério Público Federal,
07:42de Paulo Gonê, que já se mostrou simpático ao corporativismo do Supremo Tribunal Federal.
07:49Ou se a Polícia Federal, que tem apresentado uma postura mais independente,
07:55ela vai ter uma posição de preponderância
07:59a trazer de forma muito mais clara aspectos que precisam ser descortinados
08:06para a gente entender esse processo todo.
08:09O fato é que, se essa delação envolver postulantes à Presidência da República
08:15ou pessoas muito próximas a esses grupos,
08:19pode ter manchas na biografia desses candidatos.
08:24e abrir a possibilidade, eventualmente, de uma terceira via.
08:28Eu concordo com o Paulo, quando ele coloca que nós estamos diante de uma polarização,
08:33certamente, mas em condições normais de temperatura e pressão.
08:37Nós precisamos ver se essas condições mudam com a delação de Daniel Volcaro.
08:42Exato.

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