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00:00Governos do Brasil e da Espanha conversam sobre a escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e
00:07Ira.
00:07Os líderes também acertaram a realização de uma reunião bilateral no dia 17 de abril em território espanhol, a convite
00:15de Sanches.
00:16E quem chega com as informações é a repórter Fernanda Sete ao vivo de Brasília.
00:21Oi Fernanda Sete, seja bem-vinda aqui ao Prémarket, sempre bom tê-la aqui conosco.
00:26Fernanda Sete, temos aí um encontro então em vista entre Pedro Sanches da Espanha, o presidente Lula brasileiro e Pedro
00:35Sanches que tem batido de frente com Donald Trump, inclusive na guerra.
00:40Já bateu de frente em relação a financiamento de defesa do PIB, em relação ao tarifácio e agora também na
00:48guerra.
00:48Talvez possa ser mais um importante aliado aqui para o Mercosul também, não é isso minha amiga?
00:55É isso mesmo, Eric Clay, bom dia para você, para todo mundo que nos acompanha, uma excelente quinta-feira.
01:01Mas de fato o presidente Lula conversou por telefone ontem na quarta-feira com o presidente da Espanha, Pedro Sanches.
01:07E uma das conversas entre os dois chefes de Estado foi a crise no Oriente Médio que se intensificou após
01:13os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã,
01:17seguidos aí de retaliações do governo iraniano.
01:21Então, como você falou, Clay, o presidente espanhol tem sofrido uma certa pressão por parte de Donald Trump para apoiar
01:29a ação militar americana na região.
01:32Depois que a Espanha recusou autorizar o uso de bases militares americanas ali na região para operações ligadas ao conflito,
01:41Donald Trump chegou a ameaçar cortar relações comerciais com o país europeu.
01:48Então, nesta quarta-feira, a própria porta-voz da Casa Branca chegou a afirmar que os espanhóis concordaram em cooperar.
01:56Mas, imediatamente, o ministro das Relações Exteriores da Espanha negou essa afirmação feita pela porta-voz da Casa Branca.
02:06Ou seja, a Espanha não concordou em cooperar aí com esse conflito.
02:12Mas, de fato, está confirmado sim, viu, Clay?
02:15A presidência da República brasileira já confirmou que o presidente Lula, que o governo federal,
02:20aceitou esse convite para fazer uma visita oficial à Espanha no dia 17 de abril.
02:29Então, essa viagem do presidente Lula já está confirmada.
02:32E, como você falou, o presidente da Espanha segue resistindo ali essas pressões
02:38que estão sendo feitas pelo governo Donald Trump, pelo governo norte-americano.
02:43Eu volto com você, Clay.
02:45Obrigado, viu, Fernanda Sete, pelas suas informações.
02:48E, já, já, a gente volta a conversar.
02:50Fernanda Sete falando ao vivo da capital federal.
02:53Mariana Almeida, a gente tem um encontro, então, Pedro Sanches, da Espanha, com o presidente Lula aqui do Brasil.
02:58O Sanches, que ele está muito próximo aqui da América do Sul e do Brasil.
03:03A gente relembra que, no ano passado, Pedro Sanches veio a um encontro com o presidente Lula,
03:10Gustavo Petro, da Colômbia, o Orsi, do Uruguai, Boric, aqui no Chile, justamente como uma reunião de protesto ao Tarifácio
03:19e Pedro Sanches mostrando apoio aos países contra a sobretaxa de Donald Trump.
03:24E, agora, mais uma vez, me parece que Pedro Sanches se afasta de Donald Trump.
03:28Sim, aliás, ele foi muito enfático na questão de isolar a possibilidade de uso das bases espanholas
03:37para a frente de ação dos Estados Unidos contra o Irã.
03:40E criou ali um embrólio, do ponto de vista, primeiro, da visão que se tem da guerra em relação ao
03:45alinhamento da OTAN,
03:47ou seja, é uma guerra do Ocidente, que é algo que ajuda na construção da narrativa,
03:51no fortalecimento do apoio, algo que Donald Trump está muito de olho,
03:54quer dizer, como que está a população americana em termos de apoio ou não apoio a esse movimento dele
03:59na empreitada contra o Irã.
04:02E Pedro Sanches bagunçando isso, falando, olha, eu não quero, então não é da OTAN, não é do Ocidente inteiro,
04:07tem aqui um posicionamento contrário.
04:10Quando ele, nesse sentido, essa primeira movimentação,
04:14aí Donald Trump responde dizendo, então eu vou cortar, de novo, né, política e vai na economia.
04:19Vamos cortar o comércio.
04:21E aí ele fala, não, mas e aí, é a União Europeia toda?
04:24E aí ele tem uma cartada importante, que a Espanha é a economia que mais cresce, né?
04:29A gente vive falando aqui que a Europa está às voltas aí com um grande problema, que é...
04:35Patinando, né?
04:36Patinando, crescimento baixo, crescimento baixo que gera receita baixa,
04:40e o que não cresce devagar, cresce rápido, é a estrutura toda de gastos europeus.
04:45Então, crescem os gastos, a economia não vai, fica o resultado negativo do ponto de vista fiscal,
04:52e a solução não está dada.
04:53Isso acontece na França, acontece na Alemanha, estão lá com essa realidade.
04:58A Espanha, não.
04:59A Espanha está no outro patamar, vamos dizer assim, está na contramão do que é a Europa, né?
05:04A Espanha que vem com índices importantes de crescimento por lá, né?
05:08Exatamente, então tem essa cartada na mão, e aí essa aproximação com o Brasil, né, a fala,
05:13tem uma questão então simbólica, porque, de alguma maneira, é uma aproximação que fala de economia,
05:20fala de protagonismo internacional, precisa ver em que medida bagunça a tentativa do Brasil,
05:25que até agora vinha sendo feita pela diplomacia, de deixar o país mais neutro,
05:30pelo menos neste período do conflito ira com os Estados Unidos,
05:33enquanto não se consolida a visita, a outra visita, que é de Lula...
05:38Lula a Washington.
05:39A Washington, exatamente.
05:41Então, é para ver se a Espanha também não está no movimento aí de colocar um pouquinho de pimenta nessa
05:46relação,
05:47embora, até agora, a posição do Brasil tenha sido de maior silêncio,
05:52ou mesmo, ficando só nas notas oficiais, o presidente Lula não se manifestou fortemente,
05:57para tentar garantir essa visita.
05:58Por isso que, nesse tabuleiro geopolítico e geoeconômico, é preciso pensar muito bem antes da próxima jogada,
06:05e é isso que o Brasil tenta fazer, né, um pezinho em cada canoa, se aproxima de Trump,
06:12mas também deixa portas abertas para adversários como Pedro Sánchez.
06:16É, reforçando quem tem amigos do outro lado, né?
06:19Claro, com toda certeza.
06:20E vamos continuar falando de guerra agora, Maria Almeida,
06:22porque explosões foram ouvidas há pouco em Doha, capital do Catar, e em Manama, no Bahrein.
06:27A informação partiu de jornalistas, olha, da agência France Press, sediados em Doha.
06:33Os países do Golfo têm sido alvo de repetidas ondas de ataques com drones e mísseis iranianos,
06:39em retaliação à maciça campanha aérea dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
06:45O Ministério da Defesa do Catar confirma ter conseguido interceptar um ataque de mísseis iminentes.
06:52Essas são imagens ao vivo de Doha no Catar, que a gente estava acompanhando.
06:56Por enquanto, neste momento, a gente percebe ali uma cidade até então tranquila, né?
07:02Não há nenhuma movimentação diferente nos céus da capital Doha, do Catar, e a gente acompanhou ao vivo.
07:09O conflito no Oriente Médio também é destaque no site da CNBC.
07:13Vamos dar uma olhadinha, então?
07:14Os Estados Unidos insistem que o conflito com o Irã não será uma guerra sem fim.
07:20Especialistas discordam.
07:21Os Estados Unidos afirmaram que a operação militar contra o Irã deve durar apenas quatro ou cinco semanas
07:28e não se transformará em uma guerra sem fim, como ocorreu em conflitos no Afeganistão, por exemplo.
07:34Analistas, porém, avaliam que o Washington pode acabar se envolvendo por mais tempo na chamada operação Fúria Épica,
07:42caso o regime iraniano se mostre mais resistente e diante dos ataques.
07:47O presidente Donald Trump, no entanto, acompanha de perto a opinião pública norte-americana,
07:52majoritariamente contrária a um novo conflito prolongado.
07:56A matéria completa você confere em www.cnbc.com
08:02E o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragish,
08:06acusou os Estados Unidos de cometerem uma atrocidade ao afundarem um navio da marinha iraniana perto do Sri Lanka.
08:14Ele alertou que o país lamentará profundamente o precedente estabelecido
08:19e que os Estados Unidos perpetraram uma atrocidade no mar.
08:23O ataque aconteceu a 3.200 quilômetros da costa do Irã.
08:28A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia e com quase 130 marinheiros a bordo,
08:33foi atingida em águas internacionais.
08:36Sem aviso prévio, publicou ele no X.
08:38Lembre-se do que eu digo, os Estados Unidos irão se arrepender amargamente
08:43do precedente que criaram, acrescentou Abbas Aragish.
08:48Mariana Almeida, a gente percebe que essa escalada do conflito,
08:52ou pelo menos nas narrativas, elas aumentam.
08:55Elas só ficam mais tensas nessas relações.
08:59A gente vê imagens ao vivo aqui.
09:02Imagens de onde aqui, se alguém puder me falar?
09:05Por enquanto, a gente viu Doha no Catar.
09:08A gente com uma aparente tranquilidade.
09:11Aqui, imagens de Jerusalém e Israel, também neste momento com aparente tranquilidade.
09:17Mas fato é, o navio é atingido, o Irã já responde,
09:21falando que os Estados Unidos vão se arrepender amargamente.
09:24Os norte-americanos dizem que tem prazo para terminar a guerra.
09:28Mas a guerra a gente sabe quando começa.
09:30Quando termina é muito difícil.
09:32A gente já viu as incursões no Afeganistão.
09:34Quanto tempo que duraram essas incursões?
09:38Ou a operação militar.
09:39No Iraque, lá nos anos 1980, 1990 também eram operações que não tinham tempo estabelecido.
09:48Ou tinham tempo estabelecido, mas as tropas norte-americanas
09:53acabaram ficando ali por muito mais tempo do que se esperava.
09:56Isso também tem custo.
09:58Então, quer dizer, essas operações militares, elas só têm data para começar.
10:04E aonde vai terminar e qual o custo disso, fica bem difícil.
10:08E o custo humano também, né, Mário?
10:09Isso sem falar de um fantasma importante lá para os Estados Unidos,
10:13que é a guerra do Vietnã também, né?
10:14Ah, Vietnã é verdade.
10:15Que é uma histórica e problemática no imaginário americano,
10:19em termos de perdas e de perda de uma visão de governo americano
10:23enquanto situação internacional.
10:24É claro, isso tem várias questões envolvidas no caso deste conflito em particular,
10:30porque se é verdade que muitas vezes a gente não tem, né,
10:33não é possível fazer uma previsão sempre de guerras,
10:36quando a gente conhece um pouquinho mais os objetivos militares
10:40e quais são as questões de interesse em jogo na atividade política que está acontecendo,
10:47fica um pouco mais fácil de debater a respeito.
10:49Aqui a questão realmente se complicou um pouquinho,
10:52porque os Estados Unidos, eles colocaram de maneira um pouco turva aí quais são os interesses,
10:58inclusive Donald Trump e Marco Rubio dando declarações diferentes em relação a...
11:02Qual que é o interesse?
11:03É o interesse dos Estados Unidos de desmantelamento do conjunto das forças militares iranianas,
11:09e em particular a parte toda do arsenal, seja de mísseis balísticos, seja da parte nuclear,
11:14ou é um apoio a uma ação de Israel com outros interesses também ali.
11:19Então, isso acaba deixando de lado, não tendo muita centralidade, o objetivo.
11:25O que se quer exatamente?
11:26Quando que vai poder dizer atingimos o nosso objetivo?
11:29Primeiro era não deixar o Irã ter um programa nuclear ou desenvolver um programa nuclear
11:34para ter uma bomba atômica.
11:36Depois, já não é mais, é a queda do regime, nós precisamos mudar esse regime.
11:41É isso que você falou.
11:42Quando entra esse tema, queda do regime, é sempre complicado, porque, de alguma maneira,
11:47Kamenei já foi assassinado, então Kamenei, que era o líder supremo então no Irã,
11:52já não está presente.
11:54Então, isso é a queda do regime?
11:55Não está reorganizado o regime.
11:57E aí tem que entender quais as bases políticas e sociais que estão estabelecidas ali.
12:01Isso sempre demora.
12:02Você não transita de um regime a outro num piscar de olhos.
12:06Exige uma ação complexa que pode envolver a ação militar, humana,
12:10e nesses vários casos que você citou, de fato, envolveu, nem sempre conseguindo entregar
12:13uma mudança de regime no final, diga-se de passagem, né?
12:16O Afeganistão continua sendo governado pelo Talibã.
12:19Exatamente.
12:20Retomou, né?
12:21Retomou.
12:21Quando os Estados Unidos disseram, o Talibã volta, e aí todo o problema que a gente vê ali
12:25é associado.
12:26Então, além da questão militar, tem uma inteligência de construção política social
12:32que precisa ser estabelecida, porque não existe um militar separado do resto da sociedade.
12:36É um ambiente.
12:37E isso é mais do que só poderia o militar.
12:40E não parece que os americanos querem, os Estados Unidos estão presentes nesses outros
12:44assuntos externos.
12:45Exatamente.
12:46E isso tem um reflexo, um impacto diretamente na economia.
12:50Não só na economia dos Estados Unidos, mas na economia global.
12:53Sabe por quê, Maria Almeida?
12:55Petróleo.
12:55Petróleo.
12:56Nós vamos ver agora a cotação em tempo real do petróleo, do barril, do Brent.
13:00Vamos dar uma olhadinha, então.
13:02O barril do Brent subindo 0,23% neste momento, a US$ 81,59.
13:09Deu uma arrefecida na alta, né?
13:10Mas continua ainda com um gap, uma tendência de estar ainda num patamar de elevação.
13:16Então, a gente tem aqui, a mínima já atingiu ali US$ 80 e a máxima se aproximando ali
13:22ou passando dos US$ 83, né?
13:25Então, a gente tem ali o petróleo, o barril do Brent, que serve como referência global.
13:30global estacionado, acomodado aí nessa cotação de US$ 81, mais ou menos, dentro desse patamar, né,
13:37Maria Almeida?
13:37E isso pode ter reflexo na inflação global.
13:41Sem dúvida.
13:42Aliás, é importante dizer que esses 80, no patamar acima dos US$ 80, é um patamar muito
13:49mais alto do que na semana passada.
13:50Por exemplo, que a gente estava trabalhando com um patamar de US$ 70, né?
13:53Então, é uma coisa que já deu um salto importante antes do conflito começar a ser debatido mais
13:58intensamente entre as negociações.
14:00Estados Unidos e Irã estavam no patamar de US$ 60, então, assim...
14:03Você ganhou 58 dólares o barril no final do ano passado.
14:06É, para a gente ter a dimensão.
14:07Agora, para falar sobre economia e como que as coisas vão se acomodando, porque esse cenário
14:13que a gente está vendo aqui agora, inclusive pegando as máximas do dia, é muito similar
14:18ao dia de ontem.
14:19E isso é importante, porque o salto que foi dado em termos de expectativa de aumento
14:23de preço, ele aconteceu e parece estar agora transitando em torno deste novo patamar.
14:30Então, efeito sobre preço já teve.
14:32Está mais caro.
14:32O mundo está mais caro do que estava antes do conflito.
14:35Isso é um dado para a economia.
14:37Agora, ele vai continuar encarecendo, porque a inflação é isso, é o carregar dessa mudança.
14:42Qual é o reflexo, o tamanho desse reflexo para a economia mundial?
14:45E como é que ele está ajudando agora a formar expectativas?
14:48Porque o encarecimento está posto, portanto, tem que considerar petróleo um pouco mais
14:52caro.
14:52A pergunta é, vai durar?
14:53Vai aumentar mais ainda?
14:55E no início da semana, a gente estava com mais dúvidas em relação a isso e uma expectativa
14:59de disparada que poderia, inclusive, atingir...
15:03De 100 dólares.
15:03100 dólares.
15:03Alguns analistas, estrategistas falavam nesse patamar ali simbólico de 100 dólares,
15:12mas parece, neste momento, que não vai acontecer.
15:14A gente percebe que está bastante acomodado ali, quase no zero a zero, mantendo esse patamar
15:18de 81 dólares.
15:19O governo dos Estados Unidos entrou muito forte tentando justamente apaziguar essas expectativas
15:23de disparada, né?
15:25Seja Donald Trump dizendo que ia fazer a escolta dos navios se precisasse, que ia fazer a energia
15:30do mundo chegar onde precisava, que não ia ter esse efeito econômico.
15:33Scott Besson também deu entrevistas e fez declarações reforçando esse olhar aí do governo norte-americano
15:42para o cuidado em relação ao preço, inclusive tentando deslocar a análise de expectativas
15:47econômicas saindo só da questão de preço do petróleo e, de um jeito meio ali, um pouco
15:54torto, colocando, olha, mas no final do conflito, se tudo é certo, vai reduzir risco em geral,
15:58porque não vai existir mais a possibilidade de um certo risco de terror vindo do Irã.
16:04Isso, a ação econômica é mais indireta e a certeza sobre essa eficácia aí da ação
16:11norte-americana também é um pouco menor.
16:13É isso.
16:13E você aí de casa, você investidor, continue ligado então na gente que a gente vai continuar
16:17trazendo em tempo real a cotação do petróleo, também de ouro, vamos falar de dólar, daqui
16:23a pouco a gente vai falar sobre o pré-marketing nos Estados Unidos, tudo isso para ajudar você
16:27a tomar a decisão nesta quinta-feira, decisão de investimento, decisão dos seus negócios.
16:33O impacto da guerra no Oriente Médio sobre os preços de combustíveis no Brasil, como
16:37gasolina e diesel, pode levar algum tempo para chegar ao consumidor.
16:41A avaliação é do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis.
16:46O preço do petróleo subiu com força nos últimos dias após o início dos ataques de Israel
16:52e dos Estados Unidos contra o Irã, além das retaliações iranianas contra Tel Aviv
16:57e bases norte-americanas em países produtores de petróleo da região.
17:02E para falar sobre este assunto, eu vou conversar com o Léo Valente, né, Mariana Almeida?
17:06A gente estava falando sobre o petróleo, viu, Léo Valente?
17:09O petróleo que está acomodado num patamar aí de 81 dólares, mas isso já é uma alta,
17:16importante, que pode pressionar o preço do combustível aqui no Brasil, porque em determinado
17:22momento, se mantiver essa cotação muito elevada, a Petrobras não tem como segurar
17:27custo, né?
17:28Ela pode ter que repassar para os consumidores, não é isso, meu amigo?
17:34Exatamente isso, meu amigo.
17:36Essa é a situação que se vive agora, mas há um refresco, né?
17:41Um alívio, por enquanto, porque de acordo também com o Instituto Brasileiro de Petróleo,
17:46essa não vai ser uma mudança da noite para o dia, porque há contratos que precisam ser
17:51honrados, mesmo que o preço do petróleo tenha um choque, uma mudança muito drástica nos
17:56próximos dias, esses contratos que já foram firmados anteriormente vão ter que ser mantidos
18:02e até que se fechem novos contratos, o valor estabelecido é aquele que foi determinado
18:09nessa assinatura, na compra que foi feita anteriormente.
18:13Então, com o tempo é que essa alteração, essa elevação, essa possível elevação
18:19de preço deve chegar às refinarias e, consequentemente, aos postos de combustíveis e ao bolso também
18:26do consumidor, né?
18:27Mas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Petróleo, existe um prazo para que isso
18:33aconteça e não deve ser entre, no mínimo, né, entre 60 a 90 dias, isso não deve acontecer.
18:42Ou seja, há, então, um prazo aí, né, digamos, uma segurança de que, pelo menos nos próximos
18:50três meses, um aumento considerável no preço do produto aqui no Brasil não deve acontecer.
18:58Um dos destaques também feitos é o aumento, né, da crescente importância que o Brasil
19:04vem tendo no mercado internacional com relação à produção do petróleo e, principalmente,
19:10né, aquilo que pode garantir o fornecimento aqui no país, né?
19:14A produção, por exemplo, já chegou a 3,8 milhões, 3,8 milhões de barris de petróleo
19:20por dia em 2025 e a exportação chegou a 1,7 milhões de barris de petróleo.
19:27E mesmo com essa situação toda de tensão lá no continente asiático, no Oriente Médio,
19:33principalmente, existem alternativas para que o Irã, por exemplo, possa seguir exportando
19:39o petróleo produzido por lá sem passar pelo Estreito de Hormuz, assim como também outros
19:45produtores da região.
19:46Então, o Iraque, por exemplo, poderia bombear a sua produção e vendê-la pela Turquia e
19:53a Arábia Saudita poderia, por exemplo, direcionar essa saída do petróleo local que passa pelo
19:59Estreito de Hormuz para sair pelo Mar Vermelho, né, e pelo Canal de Suez, que é outra rota
20:06que faz essa... que é usada também pela navegação internacional e que encurta muito o caminho
20:13entre a Ásia e a Europa.
20:16Então, existem alternativas.
20:18Há também essas sinalizações do governo dos Estados Unidos de que a guerra não deve
20:23durar muito, mas tudo isso ainda muito cercado de incerteza.
20:27O que é dito é que, pelo menos nos próximos meses, esse aumento, né, um aumento drástico
20:34no preço do produto aqui no Brasil não deve acontecer por causa dos contratos e também
20:39desse período, né, dessa cadeia que precisa ser cumprida até que esses aumentos sejam
20:45repassados ao consumidor, Eric.
20:47E um míssel no meio de um campo de ovelhas?
20:50Foi exatamente isso que apareceu em imagens que viralizaram nas redes sociais.
20:56Vídeos mostram um grande míssel iraniano não detonado, parcialmente enterrado no chão
21:02em um campo na região de Qamish, no leste da Síria.
21:06Ao redor do projétil, o cenário chama a atenção, ovelhas pastando tranquilamente enquanto jovens
21:13pastores se aproximam para observar o objeto, aparentemente sem perceber o risco que ele
21:19representa.
21:20Segundo relatos locais, o artefato foi encontrado nesta quarta-feira e pode fazer parte da onda
21:26de ataques lançados pelo Irã nos últimos dias, em meio à escalada militar com Estados
21:32Unidos e Israel.
21:33Enquanto isso, a escalada militar chega ao sexto dia, com impactos espalhados pela região.
21:40Teherã teria disparado dezenas de mísseis contra alvos de aliados nos Estados Unidos
21:45no Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Bahrein.
21:49Um projétil também teria sido interceptado após entrar no espaço aéreo da Turquia, enquanto
21:56outro ataque teria mirado a base aérea britânica em Akrotiri.
22:01Na própria Síria, autoridades decidiram fechar o espaço aéreo após relatos de destroços
22:07de mísseis caindo em áreas rurais.
22:10E o setor aéreo esteve paralisado no Oriente Médio pelo quinto dia consecutivo.
22:15No total, mais de 23 mil voos foram suspensos nos países próximos.
22:20Apenas a partir do Brasil, foram cancelados 22 voos com destino ao Oriente Médio desde
22:26sábado.
22:27Foram cancelados, desde o início da crise, 52% das decolagens previstas.
22:33Com origem no Brasil, o equivalente a 64% das decolagens programadas para a região foram
22:39canceladas.
22:40Os dados brasileiros levam em consideração os voos para a Turquia como parte do Oriente
22:46Médio.
22:46E agora vamos dar uma olhadinha como estão as bolsas na Europa neste momento, Mariana
22:52Almeida, porque por lá o pregão continua.
22:55A sessão já está ali no meio-dia.
22:57Vamos dar uma olhadinha, então, nos índices na Europa.
23:00Tudo verdinho, recuperando um pouquinho o otimismo, né?
23:03O trader lá no Oriente Médio.
23:06Não, na Europa.
23:07Oriente Médio não tem bom humor, não.
23:09Está todo mundo preocupado, ainda tenso lá, a região tensa.
23:13O FTS 100, Reino Unido, 0,37% de alta.
23:17DAX na Alemanha, 0,24% de ganhos, assim como o CAC 40, o índice francês, também com
23:23valorização de 0,36%.
23:26Isso continua sendo reflexo da melhora ou do investimento, da entrada de investidores
23:34nas empresas de defesa, né, Mariana Almeida?
23:36Sim, acho que as empresas de defesa estão crescendo, mas não só elas.
23:39Isso que está curioso hoje na Bolsa Europeia, porque os setores mais tradicionais, também
23:43aí pegando farmacêuticas, as empresas financeiras, todas elas subiram também.
23:49No caso do Reino Unido, importante ali um olhar dos investidores e uma aposta nas empresas
23:53de energia, e ali tem algumas significativas ali cotadas dentro do FTS 100.
23:59Então, tem um movimento, Eric, que é interessante, porque é uma recuperação de olho, certamente
24:05no conflito, mas também trazendo um movimento aqui europeu, que já vem de algumas semanas,
24:12que é essa migração lenta, um pouco silenciosa, mas de reaposta em setores estruturantes aqui
24:18da economia europeia.
24:20O que pode ser interessante, inclusive, para o Brasil, porque assinamos aí o Mercosul União
24:25Europeia.
24:26Vai, o senhor Wunderlein já disse que vai colocar isso em movimento.
24:29O Senado aprovou ontem, o Senado Brasileiro aprovou ontem o acordo, a gente vai ver daqui
24:33a pouquinho também mais informações sobre isso.
24:36Então, saber como estão agindo os investidores e que existe ainda espaço, mesmo com conflito,
24:42para esse investimento nas empresas é importante.
24:45E até um detalhe importante, viu, Eric, mais um.
24:48Se, num primeiro momento, a gente trouxe aí a questão de que o conflito aumenta petróleo,
24:53aumenta energia, traz aí o fantasma do que foi o início da guerra da Ucrânia, com possibilidade
24:58de uma coisa mais permanente, parece que a Europa tem, segundo os analistas e o que
25:03tem circulado por lá, serviu como aprendizado o primeiro processo, nesse segundo tem estoques
25:11maiores, tem custo, óbvio, dos fretes, da circulação ali de mercadorias que está
25:16pegando, mas a sensação é que mesmo com o conflito perdurando, a capacidade de reagir
25:22e de ter menos impacto nos estímulos econômicos internos deve ser maior.
25:26Então, vai mais lento e a Europa deve continuar com algum estímulo, como eu falei, o que
25:31acaba espalhando para cá também.
25:32E o que tem limitado os ganhos, pelo menos hoje aqui na Alemanha, são alguns resultados
25:37de empresas alemãs.
25:39Por exemplo, a Adidas reportou ali números não tão bons ou esperados pelo mercado.
25:45DHL também.
25:46DHL também, que é uma importante empresa de logística, então limita os ganhos.
25:51Se não fosse por isso, talvez o DAX na Alemanha, por exemplo, estaria subindo um pouquinho
25:54mais.
25:55A gente teve também na semana Friedrich Merz, o premier alemão, em encontro com Donald
26:00Trump na Casa Branca e ficou aquela dúvida sobre a tarifa, porque teve o tarifácio global
26:05depois da derrubada do tarifácio de Donald Trump pela Suprema Corte norte-americana.
26:11Donald Trump colocou 10%, agora fala em 15%.
26:14Inclusive, nesse encontro com o Merz, ficou aquela dúvida e ele falou, não, vai ser
26:18de 15%.
26:19Então, a Europa também se prepara e tenta entender se vai ser realmente 10% ou 15% essa
26:24nova taxa e isso acaba limitando, neste momento, os ganhos lá na Europa.
26:29Mário Almeida, já já então a gente volta a conversar, porque ainda hoje a gente vai
26:32falar sobre a Bolsa Brasileira e também o Wall Street, o pré-marketing lá nos Estados
26:37Unidos.
26:37Até já, já.
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