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Os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã elevam a incerteza sobre o fluxo global de petróleo e gás, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz.

Segundo o economista André Mirsky, no curto prazo o mercado já precificou parte do risco, mas uma escalada prolongada pode levar o Brent de cerca de US$ 72 para até US$ 100. A atuação da Opep pode conter a alta ao ampliar a produção, mas o escoamento segue como ponto crítico.

O impacto final dependerá da duração do conflito e da reação dos mercados a novas informações.

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Transcrição
00:00E os ataques de Estados Unidos e Israel contra Irã e o fechamento do Estreito de Hormuz impactam no mercado
00:07de petróleo e de energia.
00:09Para entender os possíveis desdobramentos desse cenário, eu vou conversar agora ao vivo com André Mirski, que é economista, consultor
00:16financeiro e já está aqui conectado com a gente nesse sábado.
00:20Tudo bem, André? Boa tarde, seja bem-vindo.
00:22Boa tarde, Natália. Boa tarde a todos.
00:24Obrigada por nos atender aí no meio do fim de semana, um fim de semana bem atípico e agitado, André.
00:32Trouxemos essa informação do fechamento do Estreito de Hormuz e eu queria te ouvir sobre isso, sobre o impacto, sobre
00:38o quanto isso afeta o fluxo global de petróleo, de gás natural.
00:44O que acontece? Nós acabamos de ouvir agora o pronunciamento do líder de Israel.
00:50Nós vamos viver nesse momento uma questão de informação e contra-informação e isso é que vai ditar um pouco
00:57os próximos dias.
00:58Esse conflito, esse ataque americano, ele tem dois caminhos, três caminhos, digamos assim.
01:04Um caminho curto, cirúrgico, objetivo, missão cumprida e a parte tanto do Estreito de Hormuz como a parte do fornecimento
01:13de energia, petróleo e inclusive comércio para o mundo,
01:17ela não é afetada. Por que não é afetada?
01:20Porque no curto prazo, estamos falando de dias, no máximo uma semana, o mercado já precificou o preço tanto do
01:29gás natural como do petróleo e os seus estoques.
01:33Até o próprio governo iraniano colocou todas as suas reservas de petróleo nos seus petroleiros fora do país para que
01:40o fornecimento não fosse interrompido num primeiro momento.
01:44E aí chegamos a um segundo viés desse conflito que é o conflito de ataque, escala para outros países vizinhos
01:53do Oriente Médio,
01:55começa a ter um prolongamento maior e sim com o fechamento do Estreito de Hormuz ou pior, abre, fecha, abre,
02:02fecha, interrompe, volta a fornecer.
02:04Isso cria aquilo que o mercado odeia, que é a parte da instabilidade. E aí a volatilidade de fato pode
02:13acabar.
02:14Nós temos previsão do Brent chegar a 80 dólares, ele fechou sexta-feira a 72, num curto prazo.
02:21Se esse conflito se estender muito mais, ele pode chegar no máximo a 100 dólares.
02:25E aí entra a terceira fase do conflito, que é o efeito para a economia real, para nós, para o
02:32nosso bolso.
02:33É o aumento do dólar, o aumento do petróleo, o aumento da energia, o aumento da inflação.
02:40Os bancos centrais interrompem as suas políticas de taxa de juros.
02:45Enfim, tudo vai depender do tempo que esse conflito vai durar.
02:49Agora, André, a gente tem OPEP mais nessa jogada, e tem fontes, segundo a Reuters aqui,
02:56trazendo a informação de que eles podem aumentar a produção de petróleo, elevar exportações,
03:04no fim, usar um mecanismo para elevar a oferta e conter a disparada nos preços.
03:09Exatamente.
03:10Então, do que depende para isso acontecer? Eles já podem fazer isso, e aí seguraria esse aumento.
03:16Eles já estão com esse plano B em ação, já aumentaram o seu nível de produção
03:23para poder continuar a manter a oferta, mas é como eu disse, tudo vai depender do tempo
03:28que esse conflito vai demorar, porque nós estamos falando de uma situação de curto prazo,
03:34é o que eu disse.
03:35No espaço de uma semana, nós provavelmente teremos o mercado financeiro abrindo,
03:38meio que volátil, na segunda-feira, e de acordo com os acontecimentos do fim de semana,
03:45ele vai ter uma tendência para poder lateralizar ou ficar com uma volatilidade mais agressiva.
03:52Mas em termos de energia, em termos de petróleo, não tem uma previsão de interrupção no curto prazo.
03:58Não é isso que vai fazer com que o mundo pare, digamos assim.
04:01A questão maior realmente é médio e longo prazo.
04:04E aí a OPEP é extremamente importante porque ela faz com que aumente a produção.
04:09Só que nós estamos falando de não é só o fato de aumentar a produção, é o escoamento dessa produção.
04:15Só o fato de você produzir, aumentar o nível de produção, não resolve o problema se ele não chegar ao
04:20destino final.
04:21E o destino final passa pelo estreito de Hormuz.
04:24Esse é o maior problema que a gente tem nesse conflito.
04:27Isso é uma pontezinha, entre aspas, de 40 quilômetros no território noniano, ao alcance de minas, ao alcance de mísseis.
04:38E que não é o fato que eles vão colocar uma cancela e vão fechar.
04:43É que simplesmente vai se tornar perigoso o trânsito.
04:47Então, aí nós temos outras consequências.
04:50O aumento do seguro do frete, o aumento do custo do transporte.
04:53Então, são várias coisas que dependem muito da questão do tempo que vai durar.
04:59André, você mencionou, né?
05:01Ah, segunda-feira, quando os mercados abrirem.
05:03Isso aqui no Brasil, então é na segunda-feira que a gente vai ter os impactos do que está acontecendo
05:09hoje,
05:10do que ainda vai acontecer amanhã, né?
05:13Nos mercados do Brasil e Estados Unidos, a reação vem segunda.
05:17Amanhã, fim do dia, a gente já começa a ver a abertura das bolsas asiáticas, né?
05:21Depois, bolsas europeias.
05:23Se tivesse aberto agora, como é que a gente ia estar vendo?
05:28Ibovespa, Petrobras, bolsas americanas?
05:31Natália, o único mercado nesse momento que está aberto,
05:33e a gente já pode ter uma ideia do que vai acontecer em termos de volatilidade,
05:36é o mercado cripto, que é 24 horas, 7 por 7.
05:40E o que acontece?
05:41Se você olhar no gráfico, tanto do Bitcoin, do Ethereum, como das principais criptomoedas,
05:46por volta das 3 da manhã, quando começou o ataque, eles despencaram, tá?
05:51Tiveram uma queda, quase em torno de 5%, comparado com 24 horas anteriores,
05:57mas nesse momento, se você entrar no mercado, ele já está a níveis de antes do ataque.
06:03Então, o choque inicial, que é aquela aversão ao risco, já está se estabilizando.
06:09E por quê?
06:10Porque está acontecendo exatamente aquilo que todo mundo já esperava.
06:13é um ataque cirúrgico ao Irã, para destruir o quê?
06:18Destruir a capacidade de resposta deles, destruir a capacidade de produção de armamento,
06:22não só míssel balístico, mas também a parte nuclear,
06:26acabar com a guarda iraniana, atingir os líderes supremos do Irã,
06:32e fazer com que o regime se autodestrua, por conta, depois, mais tarde,
06:37da população tomando conta, e aí sim, uma liberdade do Irã.
06:40É, de fato, aquilo que a gente está tendo, num primeiro momento,
06:44a resposta iraniana contra Israel, contra a Árabia Saudita, Bahrein, Catar,
06:49são bases americanas, seria o normal de se esperar que isso acontecesse.
06:54E aí a gente vai jogar com muita fake news, muitas imagens, muita coisa que vai acontecendo.
06:59Então, parece que, de propósito, que o mercado está fechado até amanhã à noite,
07:04para que isso possa se estabelecer, estabilizar, para que não haja um pânico muito grande.
07:10Então, nós vamos ter amanhã à noite, domingo à noite, já a reabertura do mercado de Forex,
07:15a reabertura do mercado do próprio ouro.
07:18A própria Ásia começa na Bolsa Chinesa.
07:24Então, já começa a ter, de fato, uma ideia.
07:28No Brasil, nós temos aqui duas situações.
07:32O primeiro momento é o momento de curto prazo.
07:34Nós estamos vivendo um pico da Bolsa Brasileira maravilhoso,
07:38suportado por boas avaliações das empresas brasileiras,
07:43entre elas a Petrobras, que ganha muito com o aumento do preço do petróleo.
07:48Ela tem essa vantagem.
07:50Porém, nós temos o risco do dinheiro estrangeiro que vem para o Brasil,
07:57de repente, querer sair, uma pessoa querer ficar mais em mercados mais seguros
08:01e não emergentes como o do Brasil.
08:04Então, esse é um risco que eu diria que é de médio e longo prazo, não de curto.
08:08O que não significa que segunda-feira não abra o pregão em baixa,
08:11com volatilidade, com ajustes.
08:13Mas, de fato, o que é importante são, é quase como a gente diz,
08:19hora a hora, de acordo com o andamento das informações
08:24e a confirmação dessas informações, o mercado vai reagir.
08:30Dólar tende a subir.
08:32Se fosse agora, ele estaria subindo, né?
08:34Vamos imaginar que a gente estivesse falando hoje do improvável.
08:38Vamos dizer que descobríssemos que o Irã, afinal de contas, tem bomba atômica,
08:43ele atacou outros alvos, explode alguma coisa fora dessa regionalização,
08:49nós teríamos uma queda muito grande das bolsas por aversão ao risco,
08:54que é uma situação normal em situações em que você não consegue ter previsibilidade
08:59de curto, médio prazo.
09:00Então, seria uma queda generalizada da bolsa,
09:03o aumento do dólar, o aumento do ouro, o aumento do petróleo,
09:07tudo que tem a ver com situações de refúgio, de estabilidade,
09:11por conta das incertezas que o mercado, nesse momento, não tem condições de confirmar.
09:18Agradeço muito, André Misk, economista,
09:21participando ao vivo aqui dessa edição especial, sábado à tarde.
09:26Até a próxima, obrigada e bom fim de semana.
09:29Obrigado, Natália.
09:30Continuação do bom trabalho, que a gente precisa.
09:32Obrigado, Natália.
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