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O Senado argentino deu o primeiro aval à reforma trabalhista do governo Javier Milei após 14 horas de debate. Do lado de fora do Congresso, protestos violentos deixaram mais de 40 detidos e seis policiais feridos. A proposta flexibiliza contratos, reduz indenizações e limita o direito de greve. Sindicatos criticam as medidas, enquanto o governo defende que as mudanças podem estimular a formalização do emprego em meio à crise econômica.

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Transcrição
00:00E o Senado argentino dá sinal verde à reforma trabalhista em meio a protestos violentos.
00:06Depois de 14 horas de debate, a Argentina deu nessa madrugada o primeiro passo para transformar em lei
00:13a primeira reforma estruturante do governo do presidente Javier Milley.
00:17Do lado de fora do Congresso, a jornada foi marcada por protestos violentos,
00:21que resultaram em mais de 40 pessoas presas e seis policiais feridos.
00:27Um grupo de manifestantes lançou pedras e coquetéis Molotov nesta quarta-feira contra policiais em frente ao Congresso argentino
00:34e os agentes responderam com gás e canhões de água,
00:37enquanto milhares de pessoas protestavam contra uma reforma trabalhista que está sendo debatida no Senado.
00:42Os manifestantes quebraram calçadas e lançaram pedras contra os policiais que cercaram o Congresso, no centro de Buenos Aires.
00:49O Senado argentino começou a debater, nesta quarta-feira, uma reforma trabalhista impulsionada pelo governo do presidente Javier Milley,
00:56em um cenário de fortes embates com a convocação de uma mobilização da principal central sindical.
01:02O projeto, para o qual o governo acredita ter apoio suficiente para aprovar em primeira instância,
01:07flexibiliza os contratos trabalhistas, reduz indenizações, facilita a demissão, limita o direito de greve
01:13e permite pagamentos em espécie, além do fracionamento das férias, entre outras mudanças.
01:18A Confederação-Geral do Trabalho, a CGT, considera as propostas regressivas.
01:24O governo argumenta que esses pontos, somados à redução dos encargos sociais para o empregador,
01:29são estímulos à formalização em um mercado de trabalho com 40% dos trabalhadores na informalidade.
01:35As mudanças também permitirão reduzir os custos com litígios trabalhistas.
01:39A oposição e os sindicatos questionam que não há criação de empregos,
01:44porque a economia apresenta sinais de estagnação, queda do consumo e da produção industrial.
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