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  • há 18 horas
No JP Ponto Final, o deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF) analisa o debate ambiental e as mudanças climáticas, discute a redução da jornada de trabalho, a regulamentação dos aplicativos, os desafios da educação pública e o cenário político e de segurança no Distrito Federal, além de comentar a polarização ideológica e o avanço da direita em Brasília.

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Transcrição
00:00Salve, seja bem-vindo. Nós estamos aqui nos estúdios da Jovem Pan, no planalto central do Brasil,
00:12Brasília, e vamos falar aqui das entranhas da política, te mostrar como é a política
00:17propriamente dita. Você sabe que a política define a sua vida, a casa que você mora,
00:22a educação do seu filho e a projeção de futuro. Hoje o deputado Reginaldo Veras,
00:28ele é do PV, daqui do Distrito Federal, tinha uma convivência muito forte, professor,
00:33está na Câmara Federal, representando aqui o pessoal de Brasília, que é um quadradinho importante.
00:40Brasília já é a terceira cidade, a terceira maior cidade do país.
00:44Deputado, muito obrigado por vir aqui aos estúdios da Jovem Pan.
00:49Eu é quem agradeço o convite para participar aqui do programa Ponto Final,
00:53e sempre aqui trazendo essa visão plural da política e pronto para debater qualquer assunto.
01:00Muito bem. Deputado, o senhor convive aqui, sempre conviveu com políticos, né,
01:04por morar aqui no Distrito Federal, o senhor convive com a política local e com a política federal, né?
01:09É muito diferente, tem muitos, vamos dizer, altos e baixos entre a federal e a local,
01:14porque eu falo para muita gente que não conhece Brasília direito,
01:18de que aqui não é só político, né? Os políticos vêm aqui três vezes por semana, quando vêm, né?
01:26Mas no dia a dia ninguém conhece deputado, senador, não, né?
01:30Olha, eu fui deputado distrital, que é equivalente ao estadual,
01:35aí nas outras unidades federativas, por dois mandatos.
01:38E vereador, né?
01:39É, o deputado distrital exerce uma dupla função.
01:42É como se fosse o deputado estadual e como se fosse o vereador,
01:45uma vez que a gente não tem aqui a divisão em município,
01:49porque há uma proibição constitucional.
01:52Então, você já exerce uma função dupla.
01:54Quando você sai da Câmara Legislativa, da Câmara Distrital,
01:58para a Câmara Federal, é aquela mesma coisa ali de sair do quinto ano para o sexto ano.
02:03O menino só tinha um professor e de uma hora para outra, digamos assim,
02:07ele passa a ter oito disciplinas, cada uma com um professor diferente,
02:13é uma nova realidade que se impõe.
02:14A Câmara Federal, de fato, é muito mais complexa, muito mais plural,
02:20o embate é mais intenso.
02:23Na Câmara Legislativa, nós éramos aqui 24 deputados distritais.
02:27E, por mais que tenhamos divergências políticas e ideológicas,
02:31o convívio do dia a dia acaba estabelecendo uma relação quase que de amizade.
02:36Ainda que haja adversa agência política e ideológica,
02:39vira uma espécie de turma de quinta série.
02:40É verdade, todo mundo se conhece, todo mundo é obrigado a...
02:45Aí tem ali os embates políticos, mas no final das contas todo mundo se entende.
02:50Realidade que não é a mesma na Câmara Federal.
02:53O debate acontece e muitas vezes a coisa vai para o lado pessoal.
02:57É, a política é assim mesmo, a política tem emoções.
03:02Deputado, o senhor lida muito numa área assim, o senhor veio do PDT,
03:06e está no Partido Verde, e há um momento muito forte de debate sobre preservação.
03:15Evidências mostram de que o clima está mudando,
03:18mas alguns setores não acreditam, e há dúvidas sobre como evitar, né?
03:25É um debate forte, né?
03:26Olha, é um debate forte que, infelizmente,
03:29o mundo todo está passando por um processo de polarização,
03:33por um processo de bipartição de ideias, né?
03:37Ou você é tudo isso, ou você é tudo aquilo.
03:39Então, a temática ambiental, que até a década de 70 não era levada muito a sério
03:44dentro da geopolítica internacional, e ganha corpo ali depois da conferência de Estocolmo em 72,
03:51e se torna bem global mesmo depois da conferência do Rio, a EcoRio 92,
03:56quando surge ali, surge não, se populariza efetivamente o conceito de desenvolvimento sustentável.
04:02E todo mundo passa a ter essa ideia de que é possível, sim,
04:05gerar crescimento econômico com respeito ao meio ambiente.
04:08Mas o que o senhor observa nos últimos 15 anos
04:12é um movimento político e até um movimento baseado em movimento científico também divergente,
04:19principalmente ali.
04:20Toda a questão climática e das mudanças climáticas
04:22e da necessidade de se preservar o meio ambiente,
04:25tem lá centenas de cientistas dentro da estrutura da ONU,
04:29dentro ali do painel intergovernamental de mudanças climáticas,
04:32que diz, olha, o mundo está mudando, o clima está mudando,
04:35e isso vai trazer impactos sociais, econômicos e tudo mais.
04:38Mas tem ali os chamados negacionistas do clima, né?
04:43Trump é uma figura, o ex-presidente Bolsonaro acabou indo nessa,
04:48o ex-ministro do meio ambiente, o Salles, acabou indo nessa.
04:52Por quê? Porque até isso o pessoal ideologizou.
04:55E a extrema-direita acabou abraçando essa ideia negacionista,
05:00muitas vezes para defender o agronegócio,
05:02muitas vezes para defender o crescimento econômico a qualquer preço.
05:05mas a realidade que se impõe é concreta, é material.
05:10Está lá o Rio de Janeiro hoje, chuvas torrenciais,
05:13São Paulo ontem, né?
05:14Chuvas torrenciais, gente morrendo.
05:16A Olimpíada de inverno vai ser uma curiosidade,
05:18ela começa agora essa semana lá na Itália,
05:21e para que as competições aconteçam efetivamente como deve ser feito,
05:26eles compraram um monte de máquina de fabricar gelo.
05:29Porque já que você observa que não tem na região de montanha
05:32onde ocorrerão as competições, não há gelo na mesma quantidade.
05:38O que mostra que o clima mudou,
05:40e tem que fabricar gelo, meio que um processo de fabricação artificial,
05:43para que as competições aconteçam com a devida qualidade.
05:47É verdade que o tempo está mudando, isso é inegável, né?
05:51Mas é que existem ciclos que a gente às vezes nem domina, né?
05:56O ciclo de uma hora, de um dia, de um mês, de um ano, de um século.
06:00Quer dizer, não pode ser um ciclo natural?
06:02Não é o que dizem os cientistas do IPCC.
06:05A gente está aqui sempre se baseando em ciência.
06:08O ciclo é natural quando ele é processual,
06:11e acontece na mesma velocidade histórica, geológica, que aconteceu antes.
06:16O que acontece hoje, o que aconteceu na era industrial,
06:20desde a Revolução Industrial para cá,
06:21mas principalmente nos 100 anos,
06:23mudou o clima em 100 anos,
06:25o que antes levava milhões de anos para que fosse mudado.
06:28O que mostra que está diretamente relacionado com a ação antrópica
06:32e que não é um ciclo natural,
06:34como defendem os negacionistas climáticos.
06:38Essa aqui é a verdade.
06:38Qual é o limite?
06:39Assim, tá, vamos obedecer as regras que estão sendo colocadas, né?
06:48Mas para reduzir essa rapidez de temperatura elevada no planeta, né?
06:54Qual é o limite entre produção, desenvolvimento e preservação?
06:59Olha, o Acordo de Paris estabeleceu limites, né?
07:02Para que a gente mantenha o nível de emissão de gases de efeito estufa na atmosfera,
07:07num nível considerado aceitável,
07:09que é até 1,5% que se tinha na época da Revolução Industrial,
07:13o que não gerará catástrofes climáticas de grande natureza.
07:17Então a gente vai ter que reduzir as energias poluentes por energias alternativas.
07:21Então é manter naquele padrão de pelo menos 1,5%.
07:24Acima disso, você começa a correr risco a médio prazo de catástrofes climáticas com altos danos.
07:31É porque quando se fala em catástrofes climáticas, o pessoal vem,
07:33mas essa é coisa de verdinho.
07:35Não.
07:35O primeiro lugar que é impactado é a atividade econômica.
07:40É a atividade econômica que, por sua vez, é impactada a atividade social.
07:44Então é isso.
07:45Quando a gente entende e fala dessa questão de desenvolvimento sustentável,
07:48não é pra defender o meio ambiente, a natureza por ela mesma.
07:52Não é o conservacionismo puro e simples.
07:54A gente está defendendo que haja produção, mas que haja com respeito ao meio ambiente.
07:59Porque senão você vai produzir muito agora,
08:01e aí os danos serão tão irreversíveis que amanhã você não vai produzir nada.
08:04Esse discurso é contrário aos interesses do Brasil.
08:08O agronegócio brasileiro é competitivo,
08:11ameaça outros países que produzem também alimentos.
08:15e isso acabou provocando um debate internacional.
08:20A preservação se transformou num aditivo ao produto.
08:24A reputação é muito importante para o mercado.
08:28Mas a ameaça agora é provocar um abalo nisso,
08:31e dizer, olha, isso não é tão importante assim.
08:34Não, aí é que mais uma vez vem pro debate.
08:37Se eu sou um ruralista e quero é ganhar dinheiro de qualquer jeito,
08:41dane-se o meio ambiente e eu vou defender a tese de que tenha que produzir a qualquer custo.
08:47Mas eles não é que seriam os principais interessados no clima?
08:51Aí é que está o problema.
08:53Deveriam ser os principais interessados.
08:56Mas o capitalismo brasileiro tem uma visão muito medíocre
08:59de lucro imediatista e a qualquer custo.
09:02Não é só o brasileiro, a gente vive em vários lugares.
09:04Mas o agronegócio, para você ter uma ideia,
09:06na década de 70, o conceito é que desenvolvimento é derrubar árvore.
09:10E o próprio Banco da Amazônia, que financiava a ocupação da Amazônia,
09:14tinha esse conceito.
09:15Desenvolvimento é derrubar árvore.
09:18Ou seja, era aquele, vamos desenvolver a qualquer custo.
09:20Esse pensamento foi questionado.
09:23Por quê? Porque os impactos vieram.
09:25Várias áreas que foram historicamente produtivas,
09:29devido ao mau cuidado, ao mau uso do solo,
09:32elas se tornaram improdutivas.
09:33Você pega ali, por exemplo, a região do sul do Rio Grande do Sul.
09:37As pradarias gaúchas ali, tudo mais, os campos gaúchos.
09:42Passando por um processo de desertificação,
09:45devido ao uso intenso e inadequado do solo.
09:47Aquilo que era lucro, para o futuro, o pessoal não produzir foi nada.
09:51Mas hoje é possível recuperar?
09:52Tudo é possível recuperar.
09:54Mas até para recuperar, você tem que adotar práticas sustentáveis.
09:58Eu acompanhei, deputado Veras, muito passo a passo,
10:02a elaboração do Código Florestal, a modernização, a atualização.
10:09Pude ver que poucos países têm um arcabouço legal de proteção à natureza,
10:14ao meio ambiente, tão forte como tem o Brasil,
10:16e principalmente num só documento.
10:19O Brasil está muito bem.
10:20Eu acho que o Brasil é acima da média mundial
10:24sobre legislação de preservação.
10:27Concordamos em relação a isso.
10:29O problema é o quê?
10:31Não adianta ter uma legislação moderna
10:33se a gente não tiver uma estrutura de Estado fiscalizatória equipada.
10:38Por exemplo, a gente observa, e aí é uma crítica mesmo,
10:41que no governo anterior, no governo Bolsonaro,
10:44órgãos como o IBAMA, órgãos como o Instituto Chico Mendes,
10:48eles foram absolutamente sucateados.
10:50Não houve a contratação de novos servidores,
10:52a estrutura maquinária de fiscalização não foi renovada,
10:58tanto que criou uma demanda reprimida.
11:00Então, assim, não basta ter uma legislação moderna
11:02se a gente não tiver órgãos fiscalizadores
11:05que possam levar as pessoas que degradaram o meio ambiente à justiça.
11:10De fato, concorda.
11:11Nossa legislação é moderna.
11:12Fiscalização, muitas pesadas.
11:14Falta fiscalização em larga escala.
11:18O senhor começou a falar ali sobre tendências de direita e de esquerda.
11:23O senhor colocaria, sim, qual o espectro desse debate ideológico?
11:26Eu sou esquerda.
11:27Eu sou, antes de pensar em fazer política,
11:29a minha família já tinha ali uma formação dentro da teologia da libertação.
11:33A gente é católico, mas aquele católico que já entendia
11:37que ser cristão é cuidar dos necessitados,
11:40ser cristão é ser solidário com quem realmente precisa e tudo mais.
11:44E a minha irmã, que é a mais velha,
11:46mas já sempre participou ali da pastoral da terra,
11:50da pastoral indígena, da pastoral da criança,
11:53e isso, de certa forma, acabou envolvendo a gente.
11:56E são correntes da esquerda da igreja católica.
12:00E durante a minha formação como professor
12:03e até no movimento estudantil,
12:05eu sempre tive uma postura progressista mesmo
12:08e sempre tive uma postura de esquerda.
12:09Você é professor aqui do Distrito Federal?
12:11Isso, eu sou professor da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal.
12:16Desde 1993, estou licenciado agora da Secretaria de Educação
12:21para o exercício de mandato legislativo,
12:23mas continuo dando aula,
12:25porque toda a vida, paralelamente,
12:27eu dei aula em escolas particulares
12:28e em cursos preparatórios para concursos.
12:31Então, ainda hoje, estou em sala de aula.
12:33Há um embate muito forte agora
12:36que eu acho que nesse ano eleitoral vai pegar fogo, né?
12:40Que é a proposta de redução da carga horária.
12:45Deputado, isso pode mudar completamente o mercado de trabalho
12:48em alguns setores, outros não.
12:49Já tem uma carga bem menor.
12:50É verdade.
12:52Olha, a defesa da escala 6x1
12:55não se trata só da defesa
12:59de que o trabalhador possa ter um pouco mais de tempo
13:01para se dedicar a si e a sua família.
13:04Nos países que reduziram a escala de trabalho,
13:07naturalmente, são outras culturas
13:09e a gente vai ter que analisar como isso avalia,
13:11nos países em que fizeram a redução da jornada de trabalho,
13:15houve um aumento da produtividade.
13:17Trabalho menos, trabalho de forma mais intensa
13:20e isso contribuiu para o aquecimento da economia.
13:22Naturalmente, mais gente inserida no mercado de trabalho também.
13:25Se mais gente está trabalhando,
13:27mais gente vai consumir,
13:28mais gente vai aquecer a economia.
13:31Há uma resistência natural do empresariado brasileiro
13:34que reclama que já tem uma alta carga tributária
13:37e que com isso terá que gastar mais contratando.
13:39Mas observe bem, a história nos mostra
13:42que toda vez que houve alguma conquista trabalhista,
13:45houve uma reação contrária a isso do empresariado
13:48e da elite brasileira,
13:50mas que depois se provou contrário.
13:51Foi uma reação contrária na época de instalar o 14º salário,
13:56vai quebrar as empresas.
13:58O 13º, perdão.
14:00Vai quebrar as empresas e elas não quebraram.
14:02O 14º é para alguns servidores.
14:03Quando criaram lá as férias remuneradas,
14:07vai quebrar o empresariado.
14:08Não vai.
14:09A economia se adapta e aumentando a produtividade.
14:12Fim da escravidão, a mesma coisa.
14:13Fim da escravidão, a mesma coisa.
14:15Aumentando a produtividade, as empresas vão faturar também.
14:17Mas é que a tendência do momento, deputado,
14:20é de que cada setor é específico.
14:23Por exemplo, o pessoal de comércio, de shopping,
14:28que trabalha sábado, domingo, trabalha até mais tarde,
14:32é diferente de outros setores.
14:34Não seria apostar nos acordos coletivos de trabalho,
14:37que não é uma negociação patrão e empregado.
14:41O acordo coletivo envolve esses casos.
14:42Olha, a escala 6x1 não é de todo impositiva.
14:46Ela não fere, por exemplo, os acordos coletivos poderão.
14:48Eu tenho uma escala 6x1.
14:50Vai ter que contratar gente para fazer...
14:51O nome já disse.
14:52Vai ter que fazer a escala.
14:53Eu trabalho de segunda a quarta, de segunda a quinta.
14:55Você vai trabalhar de quinta a domingo.
14:57Então, não impede que os sindicatos,
15:00que outros coletivos trabalhistas façam seus próprios acordos.
15:04O que não dá é para você impor.
15:06Todos os trabalhadores terão que trabalhar ali 6 dias por semana.
15:11Trabalha-se 5 e você vai contratar novas pessoas
15:15para suprir aquele vácuo trabalhista que vai ficar.
15:18É engraçado que o Vicentinho, deputado de São Paulo,
15:22tentou reduzir ali para 40 horas semanais e tal.
15:26E não conseguiu aprovar esse projeto.
15:29Porque é uma resistência muito grande mexer nisso.
15:31Mas eu me refiro, deputado, ao momento atual.
15:34Tudo mudou.
15:35O trabalhador é diferente.
15:36A atividade, né?
15:37As profissões estão mudando.
15:39Quer dizer, não era para ser mais aberto, mais liberal?
15:42Eu acho que não.
15:44Tem coisa que a gente tem que amarrar.
15:46Quem é, na balança, o lado fraco?
15:50No processo de negociação trabalhista.
15:52O trabalhador é o empregado.
15:54Depende do setor, né?
15:55É o empregado.
15:56Hoje tem muitos empresários nas mãos dos trabalhadores.
16:00Então aí vai ter que negociar.
16:03Mas o lado fraco, e isso mostra, é o trabalhador.
16:07A justiça trabalhista, que alguns querem até eliminar,
16:10no Congresso Nacional, inclusive,
16:12ela mostra que o lado trabalhador é sempre o lado fraco
16:15e ele tem que ser visto de forma diferenciada.
16:18Então, se eu deixo 100% livre,
16:21o trabalhador, na sua capacidade menor de negociação,
16:26ele sairá sempre prejudicado.
16:28Essa escala, inclusive, preserva finais de semana, né?
16:32Para o trabalhador descansar num domingo
16:36e fazer um acordo que possa fazer com que ele fique mais no final de semana com a família.
16:41É isso que nós defendemos.
16:43Quem defende a escala 6x1 defende exatamente isso.
16:47Que nós tenhamos tempo, nós trabalhadores em geral,
16:50tenhamos tempo para nos dedicar a nós e também a nossa família ao lazer.
16:55A gente tem que trabalhar, mas tem que ter lazer também,
16:59o chamado ócio criativo.
17:01Vamos descansar, mas vamos descansar produzindo também.
17:03É interessante, deputado, que eu pude ver na tentativa primeira
17:08e o presidente Lula disse que vai privilegiar agora
17:10a regulamentação dos aplicativos, né?
17:14Uber, 99 e assim por diante.
17:17E eu fiquei surpreso ao me deparar com trabalhadores,
17:22que seriam trabalhadores, né?
17:23Os motoristas, dizendo,
17:24não, nós não queremos essa regulamentação.
17:27Queremos ficar livres para trabalhar da maneira como a gente quer.
17:31Quer dizer, isso já é um sinal de que não é bem assim.
17:35É, o sistema de aplicativo é diferenciado.
17:37Ele é outra forma de debater essa temática trabalhista
17:42que se dá na Câmara dos Deputados.
17:44O problema é que à medida que não tem regulamentação nenhuma,
17:48esses trabalhadores são semiescravos modernos
17:51das empresas de aplicativo internacionais.
17:54E eles reclamam das empresas de aplicativo,
17:57porque não tem nenhum direito.
17:58Quando se acidenta, não tem nenhuma garantia.
18:01Então, assim, vai trabalhar de acordo com sua carga horária?
18:05Vai, mas tem que ter alguma regulamentação
18:07para dar o mínimo de garantia a esses trabalhadores.
18:11Quando um entregador de aplicativo se acidenta na moto,
18:14vindo para cá, um acidente no meio do caminho,
18:16uma moto lá no chão.
18:18Quem é que vai cobrir os prejuízos previdenciários
18:21e de saúde pública dele?
18:22As empresas de aplicativo não entram com nenhum real nesse sentido.
18:26Por isso que a gente tem que estabelecer
18:27mínimos mecanismos de regulamentação.
18:29Carga horária de trabalho ficará por conta dele,
18:33porque nesse caso não dá para você amarrar jornada.
18:36Pois é, mas nesse caso, o aplicativo,
18:39ele se considera como um aproximador
18:42de quem quer o serviço e quem está prestando serviço.
18:46É tipo uma plataforma,
18:48e não um prestador de serviço
18:50no sentido de realizar o serviço.
18:54Isso que o senhor falou é muito cruel,
18:55me disse um profissional dessa área,
18:58de que caiu, aí a empresa mandou outro
19:01para pegar o produto que ele ia entregar,
19:05e ia entregar e deixou ele lá,
19:07só pegou o produto.
19:08Mas quando alguém entra nessa rede,
19:11sabe que a história é assim,
19:13sabe que as regras são assim,
19:15e muitos têm seus empregos e fazem bicos.
19:18Sabem.
19:19É um processo novo no mercado de trabalho,
19:23mas é para isso que existe o regramento.
19:26É para isso que existe o próprio Estado,
19:28é para isso que existe o Congresso Nacional.
19:31Para a medida que entende
19:33que determinada situação da sociedade
19:35precisa de um regramento,
19:37a gente tem que fazer lei.
19:38Porque se deixa tudo solto,
19:40aí, ou seja, vamos extinguir o Estado,
19:43vamos fazer uma sociedade
19:45anárquica e cada um
19:46age de acordo com o que quer.
19:48Então, mais uma vez, eu volto a enfatizar.
19:52Quando esse trabalhador
19:53precisa realmente do mínimo de assistência,
19:56quem é que vai assisti-lo?
19:58É o Estado.
20:01Para o Estado assisti-lo,
20:02o Estado tem que arrecadar alguma coisa.
20:05À medida que não tem nenhum regramento,
20:08o Estado, nesse sentido,
20:09está cobrindo um custo
20:10que parcialmente deveria ser coberto
20:12pela empresa que o contratou.
20:13Porque fica dizendo,
20:15ah, eu sou uma plataforma,
20:16a gente não tem vínculo trabalhista.
20:17Como não?
20:18O cara de aplicativo,
20:20ele recebe duas estrelas,
20:22cinco estrelas,
20:23ele tem,
20:24se ele recusa,
20:25X corridas,
20:26aí ele diminui a nota,
20:27ou seja,
20:28a empresa estabelece com ele,
20:30sim,
20:30uma relação de hierarquia,
20:32contratante e contratado.
20:34O que mostra que não é tão livre
20:35assim.
20:36Logo,
20:37a gente entende
20:37que precisa de um mínimo de regramento.
20:39Qual é esse regramento?
20:40O Congresso Nacional tem debatido,
20:42eu já recebi no meu gabinete
20:43representantes de aplicativo,
20:45uns defendem uma coisa,
20:46uns defendem outra,
20:47mas vai ter que sair sim
20:48o mínimo de regra
20:49para esse serviço.
20:51É interessante que as regras trabalhistas
20:53foram iniciadas na França,
20:55na Revolução Industrial,
20:57quando se falava em jornadas extenuantes de trabalho,
21:02as pessoas morriam,
21:03literalmente,
21:04de trabalhar,
21:05e ali foi preciso fazer as primeiras regras.
21:08mas a história da humanidade
21:10é muito incrível,
21:11que muda,
21:12tudo muda muito rapidamente.
21:14Agora,
21:15eu,
21:15deputado,
21:16tenho resistências em entender
21:17por que não muda a educação.
21:20O senhor é um professor
21:22e trabalha como o seu professor
21:24trabalhava,
21:26com o quadro negro,
21:27que foi uma grande evolução.
21:29Acabou o quadro negro,
21:30agora o quadro branco,
21:31em vez do giz,
21:32é um pincel.
21:33Quer dizer,
21:33é uma grande evolução.
21:35Quer dizer,
21:35é preciso entender
21:36que não há como não mudar
21:38a prática do dia a dia da educação.
21:40O senhor concorda?
21:41Concordo plenamente.
21:43A educação,
21:44ela é reflexo da sociedade.
21:45Ela é reflexo e reflete,
21:47impactando também a sociedade.
21:49É transformada por ela
21:50e transforma também essa sociedade.
21:52Eu sou professor formado em geografia.
21:55E dou aula de geografia
21:57e de outras temáticas correlacionadas.
22:00Então, a verdade é que,
22:01como a sociedade vai se adaptando
22:04às novas realidades,
22:05a educação também
22:06tem que se adaptar
22:08a essas novas realidades.
22:09O problema é que,
22:10muitas vezes,
22:11você tem uma educação
22:15tão cartorial,
22:16tão balconista,
22:18tão sequenciada,
22:19que o próprio professor
22:20demora a desapegar
22:22de conceitos
22:22e de práticas antigas.
22:24Mas, deve lá,
22:25para o professor se adaptar,
22:27e é o professor que se adapta rapidamente
22:28para ele também mudar
22:30os modelos educacionais,
22:31a gente precisa de formação continuada,
22:33a gente precisa de investimento continuado.
22:35E aí, me permita,
22:37durante a pandemia,
22:38tu imagina que os professores
22:39tiveram que se virar no 30,
22:41porque eles tiveram que dominar
22:43a tecnologia de fazer vídeo,
22:46eles tiveram que dominar
22:47o computador,
22:48um monte de professor.
22:50Eu vou pegar o Distrito Federal,
22:51a capital da República.
22:52Um número significativo
22:54de professor sequer tinha computador.
22:56e teve que comprar
22:58para poder fazer as aulas online.
23:00O Estado não preparou
23:01o professor para isso,
23:02o Estado não deu o equipamento.
23:04Tu imaginas,
23:06Zé,
23:07se tu tivesse que vir para cá
23:08e trazer as câmeras,
23:10trazer todo o material tecnológico
23:12para você fazer esse programa.
23:13É isso que acontece
23:14com a boa parte
23:15do professorado brasileiro.
23:16Para ele trabalhar,
23:17ele acaba tendo que comprar
23:19o seu próprio material
23:20de trabalho,
23:21quando isso deveria ser
23:22oferecido,
23:23e oferecido com qualidade
23:24pelo Estado.
23:25Mas é fato,
23:26a educação brasileira
23:28precisa se modernizar.
23:29Agora,
23:30o conceito de modernização
23:31não é entrega rápida.
23:33Olha um avanço
23:33que nós aprovamos recentemente
23:35no Congresso Nacional,
23:36que é a limitação
23:38do uso de celular
23:39em sala de aula.
23:40O pessoal falou em proibição,
23:41não é bem proibição,
23:42porque ele está liberado
23:43para o uso pedagógico.
23:45E eu vejo professores
23:45fazendo bons usos
23:46pedagógicos
23:47dessas tecnologias.
23:49Mas olha,
23:49lá na Europa,
23:51alguns países,
23:52a Noruega
23:53e países ali do norte
23:54da Europa,
23:55chegaram a abolir
23:56o livro de papel.
23:58E eles perceberam
23:59que o rendimento,
24:01a produtividade do aluno
24:02caiu drasticamente.
24:04Pararam com isso
24:05e voltaram.
24:06Então a educação
24:06tem muito disso,
24:07ela vai se modelando
24:09de acordo
24:09com essas mudanças
24:11da sociedade.
24:12Agora tem que se modelar
24:13cada vez mais rápido,
24:14principalmente
24:15com a incorporação
24:16desses avanços tecnológicos.
24:18Eu fico imaginando
24:19o senhor,
24:19professor de geografia,
24:20que tem muito
24:22de imagem,
24:23de vídeos,
24:23para mostrar
24:24locais,
24:26acidentes naturais,
24:27que a geografia
24:28trabalha muito
24:29com localização
24:30sem um aparato
24:32tecnológico.
24:33Pois é.
24:33Imagina que
24:34quando eu dava aula,
24:35na primeira vez
24:36que eu fui dar aula
24:36na escola pública,
24:37na periferia
24:38aqui do Distrito Federal,
24:39na periferia da periferia,
24:41era a expansão
24:41do Setoró
24:42lá na Ceilândia.
24:44Eu não tinha nem
24:44quadro na sala,
24:45era uma parede
24:46que a gente teve
24:47que pintar ali,
24:48teve que pintar de verde
24:50para usar o giz,
24:51aí tinha que molhar o giz
24:52para que ele pudesse
24:53pegar na tinta ali.
24:55Então eu virei um craque
24:56de fazer mapa,
24:57porque eu tinha que fazer
24:58os mapas tudo
24:59à mão.
25:00Então tinha mapa mental,
25:02fazia tudo à mão ali,
25:03bonitinho,
25:03porque sequer mapa
25:04a gente tinha.
25:05Aí tu imagina
25:06essa dificuldade
25:07em larga escala.
25:09Minimizou o problema
25:10em muitos lugares
25:10do Brasil, sim,
25:11mas ainda falta
25:12muita,
25:13muita condição
25:14de trabalho
25:14para que o professor
25:15possa dar uma aula
25:17plena
25:17e levar essa relação
25:19de ensinar aprendizagem
25:20com mais efetividade
25:20com a aula.
25:21Ô deputado,
25:22Brasília tem uma fama
25:24de ser um local seguro
25:26e de ter uma segurança
25:27pública e eficiente,
25:29isso vem de vários governos,
25:31não é só desse,
25:32e principalmente
25:33de se livrar
25:35de organizações
25:37criminosas.
25:40O senhor vê assim,
25:41como é que o senhor vê
25:41a segurança pública
25:42de uma maneira geral
25:43o Brasil?
25:43O Brasil está na frente
25:44ou atrás?
25:45Olha,
25:45quando comparado
25:46a outras unidades federativas,
25:48a gente tem
25:49uma visão positiva
25:51dessa questão
25:52de segurança pública.
25:52Aqui você anda
25:53com o celular na rua?
25:54Eu ainda ando
25:55em alguns lugares,
25:55eu ainda ando
25:56em alguns lugares,
25:57eu sou da rua,
25:57sou do mundo, né?
25:59Então, assim,
26:00claro que a gente
26:01foi criado em periferia,
26:03tem toda aquela
26:04chamada malandragem
26:05para saber onde eu posso
26:07usar, onde eu não posso,
26:08mas em geral,
26:09você tem uma situação
26:10melhor do que em outros lugares.
26:12Aqui você tem
26:12uma polícia militar
26:13muito bem qualificada,
26:16são profissionais formados,
26:18todos com nível superior,
26:20que estão, inclusive,
26:20agora 1.200 policiais
26:22militares novos,
26:23estão passando pelo curso
26:24de formação,
26:25um curso pesado.
26:27Então, você tem
26:27uma polícia civil
26:28das mais modernas
26:29do Brasil,
26:31com tecnologia,
26:32com avanço
26:33tecnológico.
26:33A polícia civil
26:34do Distrito Federal
26:35é referência,
26:35ela é referência.
26:36Não é à toa
26:37que eles estão sempre aí
26:38querendo manter
26:38essa tradição histórica
26:40de se equiparar
26:41salarialmente
26:42com a Polícia Federal,
26:43porque faz, de fato,
26:44um trabalho de excelência.
26:45Então, o fato
26:47de nós termos
26:47duas corporações
26:48muito bem qualificadas,
26:51isso contribui
26:52para que as taxas
26:53de criminalidade
26:54no UDF,
26:55em geral,
26:56em geral,
26:56sejam menores
26:57que em outras
26:58unidades federativas.
27:00Agora, nós estamos
27:00no paraíso?
27:01Claro que não.
27:03Vamos para o outro lado.
27:04Há muitas áreas
27:05periféricas
27:06do Distrito Federal,
27:07São Sebastião,
27:08Paranuá,
27:09Planaltina,
27:10Sol Nascente,
27:11Água Quente,
27:12essas ainda têm
27:13uma carência enorme
27:14de policiamento
27:15ostensivo.
27:16E isso explica
27:17até pelo próprio efetivo.
27:18Hoje, você tem
27:1910 mil policiais
27:21a menos
27:21do que o que deveria
27:23ter nas ruas
27:23de acordo
27:24com o histórico
27:25que sempre teve
27:26aqui no Distrito Federal.
27:28Agora,
27:28está uma maravilha?
27:29Não.
27:30Pontos positivos,
27:30crime organizado
27:31nunca conseguiu
27:32se instalar aqui plenamente,
27:34Polícia Civil age
27:35com muita eficiência,
27:37ponto negativo,
27:38falta policiamento
27:39ostensivo
27:40em larga escala,
27:41principalmente
27:42nas áreas periféricas.
27:44Além de outro dado
27:45extremamente negativo
27:46para o Distrito Federal,
27:47que são os altos índices
27:48de feminicídio.
27:50É, é isso mesmo.
27:51Aqui é um desequilíbrio
27:51muito grande.
27:52Deve estar só para
27:53encerrar aqui
27:54a nossa conversa,
27:54uma conversa muito boa,
27:55um papo muito bom.
27:58Por que que Brasília
28:00tomou essa,
28:02vamos dizer,
28:02esse posicionamento?
28:03É hoje uma cidade
28:04de direita,
28:05os políticos de direita
28:07estão muito otimistas
28:08com relação
28:09às eleições
28:09desse ano.
28:10O que aconteceu?
28:11Não era assim, né?
28:13Elegeu deputados
28:15de esquerda
28:15e governadores.
28:17Olha, historicamente,
28:18Brasília sempre foi
28:19um pouco mais endireitada,
28:21vamos dizer assim, né?
28:22Se você pegar aí,
28:23vamos pegar
28:24que nossa primeira eleição,
28:25Brasília só teve
28:26autonomia política
28:27a partir da Constituição
28:29de 88,
28:30o que só se concretizou
28:32em 1990
28:33com a primeira eleição
28:34do Distrito Federal.
28:36Então, primeiro governo,
28:36vamos fazer um histórico
28:37rápido aqui?
28:38Primeiro governador eleito,
28:40Joaquim Roriz.
28:40de direita.
28:41Que virou uma lenda.
28:42Que virou uma lenda na cidade.
28:44Não havia reeleição,
28:45em 94,
28:46ele não pôde concorrer,
28:47um governador de esquerda
28:49entrou,
28:49professor Cristóvão Buarque,
28:51eleito naquele contexto
28:52pelo PT.
28:53Ele era meu professor
28:55na Universidade de Brasília,
28:56no NB, né?
28:56Quando saiu
28:57para poder se candidatar.
28:59Aí, 98,
29:00uma nova eleição,
29:01o Cristóvão perde
29:02para o Roriz.
29:042002,
29:05o Roriz ganha novamente,
29:06exercendo seu terceiro mandato
29:08eletivo e ele já tinha sido
29:09governador indicado antes.
29:12Sai o Roriz,
29:13entra o Arruda,
29:14que era braço direito do Roriz,
29:15secretário de obra,
29:17também de direita.
29:18Com o escândalo da Caixa de Pandora,
29:20um dos grandes escândalos
29:21de corrupção do Distrito Federal,
29:23que talvez seja superado agora
29:25por esse escândalo do BRB Master,
29:27que está aí em voga,
29:28aí a esquerda voltou
29:30com a eleição do Agnello,
29:33continuou a esquerda
29:34com outro viés
29:35com o Hollenberg
29:37e de lá para cá
29:38só deu direito.
29:39Então, historicamente,
29:40Brasília já teve
29:41uma postura mais endireitada.
29:43Agora,
29:44mais recentemente,
29:46houve aqui,
29:47com a onda do bolsonarismo,
29:50houve um fortalecimento
29:51significativo da direita
29:53e da extrema direita,
29:56que, de certa forma,
29:58é explicado também
29:59pelo grande avanço
30:00das igrejas evangélicas
30:02aqui no Distrito Federal.
30:03Elas fazem muito
30:04esse trabalho local,
30:05geográfico, de bairro
30:07e acabam também
30:08fazendo esse trabalho político.
30:10Isso é uma pequena análise
30:12que eu estou fazendo aqui.
30:13Agora, historicamente,
30:15a mesma direita
30:16não mostrou
30:16grandes resultados
30:18para a sociedade brasileira.
30:20Essa é que é a verdade.
30:21Você pega aqui,
30:22nós estamos agora
30:23concluindo o segundo governo
30:25Ibanez.
30:26A cidade está com
30:27uma crise fiscal gigantesca,
30:29um escândalo de corrupção
30:30gigantesco aqui no BRB Master.
30:33Esse escândalo é nacional,
30:34mas o Distrito Federal
30:35é o epicentro disso.
30:3712 bilhões de reais
30:38do BRB.
30:40Foram investidos
30:41nesse processo de fraude,
30:42papéis podres e tudo mais.
30:44Aparentemente,
30:45hoje,
30:46hoje,
30:46que nós estamos gravando
30:47isso aqui,
30:48a Polícia Federal
30:49abriu investigação
30:50para a específica
30:52do caso BRB
30:52e vai em cima
30:53do governador
30:54Ibanez Rocha,
30:56que no meu entender
30:56está até o talo
30:57envolvido nisso tudo.
30:59Então, assim,
31:00à medida que a esquerda
31:02não deu grandes respostas
31:04para a sociedade brasileira,
31:06fazendo algo muito diferente
31:07daquilo que tinha sido
31:09feito pela direita,
31:10é que fez se fortalecer
31:11a direita aqui,
31:12ainda mais com a chegada
31:14do bolsonarismo.
31:15Mas o que a gente quer
31:16é justamente isso,
31:17combater esse extremismo
31:19de direita
31:19e mostrar
31:20que nós temos aqui
31:22gestores políticos,
31:24administradores competentes
31:25no campo progressista.
31:28Muito bem,
31:28uma conversa muito boa aqui
31:30sobre Brasília,
31:31sobre política nacional.
31:33Queria agradecer
31:33muito ao deputado
31:34e foi bom
31:36estar aqui com você.
31:37Continue aqui
31:38na Jovem Pan.
31:39A opinião
31:45dos nossos comentaristas
31:47não reflete necessariamente
31:48a opinião
31:49do Grupo Jovem Pan
31:50de Comunicação.
31:55Realização Jovem Pan
31:57Jovem Pan
31:58Jovem Pan
31:59Jovem Pan
32:00Jovem Pan
32:01Jovem Pan
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