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Em entrevista à Jovem Pan, o pesquisador Paulo Rená, do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas (IRIS), criticou a falta de avanço do Congresso Nacional na discussão e implementação de políticas públicas para a regulação das redes sociais no Brasil.

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Transcrição
00:00Mas a gente segue nesse assunto, porque depois que a Câmara votar o PL da adultização,
00:04o governo pretende então enviar esses dois projetos ao Congresso para regular as Big Techs.
00:09O nosso convidado agora é o professor Paulo Renat,
00:12pesquisador do Instituto de Referência em Internet e Sociedade.
00:16Tudo bem, professor? Bem-vindo, como sempre, aqui à Jovem Pan. Muito boa noite.
00:21Tudo ótimo, Tiago. Uma ótima noite para você, uma ótima noite para quem nos assiste.
00:25Bom, professor, são duas questões que podem ser consideradas diferentes,
00:31ou seja, essa questão da adultização é um projeto já discutido no Congresso Nacional
00:36e deve ser aprovado, como a gente já falou aqui,
00:38mas também o governo está aproveitando esse momento para enviar ao Congresso Nacional
00:43essa discussão sobre as Big Techs.
00:45O senhor acha que o país deveria finalmente se debruçar em relação a isso?
00:49Recentemente tivemos a decisão do Supremo Tribunal Federal
00:53e os próprios ministros falaram que eles tomaram essa decisão
00:56porque o Congresso não o fez.
00:57De que forma o Brasil precisa discutir, nesse momento, essas questões, professor?
01:04Tiago, o Brasil já foi protagonista e esteve na vanguarda
01:09dessa questão da regulação da internet
01:11quando a gente aprovou o Marco Civil lá em 2014.
01:15Infelizmente, o nosso Congresso Nacional estagnou
01:18e está mais do que na hora de a gente dar os próximos passos.
01:21São muitos temas que estão relacionados às tecnologias digitais
01:25e que precisam de um debate democrático
01:27e da aprovação de regras legais por parte do Congresso Nacional.
01:32Acho que esse tema da proteção de crianças e adolescentes
01:35é um dos assuntos e que tem se mostrado recorrentemente urgente.
01:41A gente está falando de mortes de crianças em função de desafios,
01:45a gente está falando de exploração de crianças por meio do trabalho infantil
01:49e essa questão da adultização é uma questão que se mostra premente.
01:53Em paralelo a isso, não só esse possível texto do governo federal,
01:59mas também vários parlamentares apresentaram, literalmente,
02:03dezenas de projetos para outros aspectos, né?
02:06Não só ligados à tecnologia, mas também ligados à criança e adolescente,
02:10mas que aí devem ter uma tramitação paralela
02:13para a gente não atrasar a votação desse projeto
02:16que teve a urgência aprovada no dia de hoje.
02:19Professor, eu vou passar a palavra para os nossos comentaristas.
02:21A próxima pergunta é de Dora Kramer. Você, Dora?
02:25Boa noite, professor.
02:27Bom, claro que o senhor já acompanhou, acompanhou muito bem
02:31o que aconteceu lá atrás, quando aquele projeto,
02:34que era chamado Projeto das Fake News,
02:36não teve nem urgência aprovada, estagnou ali,
02:39depois não se falou no assunto.
02:41E essa história que o Tiago já nos contou aí,
02:44do Supremo, que teve que tomar uma decisão
02:48porque o Congresso omisso.
02:50Aí vem esse rapaz, esse felca,
02:53e faz essa coisa boa que foi
02:55dar aquele despertar nas pessoas de novo.
02:59O que o senhor acha que iria a sua opinião
03:01sobre a maneira como o governo resolveu encaminhar agora,
03:06dividindo em duas partes?
03:08Vamos deixar de lado esse projeto,
03:09que eu acho que é de amanhã,
03:11porque eu acho que ele tem unanimidade,
03:13eu acho que vai passar.
03:14E aí o passo seguinte é a regulamentação em si.
03:17Como é que o senhor vê essa maneira como o governo fez?
03:21Deixou as fake news de lado,
03:23não está citando isso,
03:25e divide em dois aspectos,
03:27o econômico, relativa à concorrência também,
03:31e o do conteúdo propriamente dito.
03:33O senhor acha que é uma boa ideia, uma boa estratégia?
03:35Dora, excelente questão.
03:40Eu acho que como estratégia,
03:42é muito inteligente, sim,
03:44que a gente trate os assuntos
03:46de forma diferenciada.
03:50Claro que a gente não pode perder a perspectiva
03:52de que tudo está relacionado,
03:54tudo está interligado,
03:56e a gente tem que manter a coerência.
03:58Não dá para aprovar um projeto que diga A
04:00e um outro projeto que diga B
04:01sobre o mesmo assunto.
04:03Mas acho que para as coisas andarem,
04:06para os debates poderem acontecer
04:08e a gente chegar a avanços e consensos,
04:11precisa ir um passo de cada vez.
04:14Então espero que o seu otimismo esteja correto,
04:17que amanhã o PL 26, 28
04:19possa ser já aprovado na Câmara dos Deputados,
04:23e que na sequência,
04:25todos esses outros debates,
04:26um de cada vez,
04:28possam ser realizados.
04:29A gente tem uma crítica como sociedade civil
04:32que a gente acha que o governo federal
04:34perdeu diálogo com a sociedade.
04:36A gente não tem exatamente muita ideia
04:39de qual proposta vem aí,
04:40mas a gente acredita que é necessário
04:43uma proposta.
04:44A gente acha muito importante
04:46que ela venha do Congresso Nacional.
04:48Como você apontou,
04:49o Supremo Tribunal Federal
04:50resolveu uma questão premente,
04:53que se colocava ali como uma pressão
04:55em função dos acontecimentos,
04:57mas o mais adequado
04:59é a gente ter debate,
05:00a gente ter contrapropostas,
05:02e o melhor espaço para isso,
05:04sem dúvida,
05:04é o Congresso Nacional.
05:06Professor Paulo,
05:06agora Nelson Kobayashi.
05:08Professor, boa noite,
05:08é um prazer falar contigo.
05:10Professor, a minha pergunta
05:11é sobre o seio familiar,
05:13porque apesar de haver
05:14uma necessidade,
05:15um movimento até
05:16pela responsabilização das plataformas,
05:18não se tem dito muito
05:19a respeito da responsabilização
05:20dos pais, dos tutores,
05:23das pessoas que são responsáveis
05:24pelos menores.
05:25O senhor acha que em algum momento
05:27o Congresso também vai avaliar
05:28algum tipo de responsabilidade,
05:30até mesmo não só de responsabilizar
05:33do ponto de vista do ilícito,
05:34mas de propagar políticas públicas
05:36de conscientização, educação
05:38para as famílias dessas crianças envolvidas.
05:40Como é que o senhor vê
05:41as famílias envolvidas
05:43nessa discussão toda?
05:46Excelente pergunta também, Nelson.
05:47A gente, enfim,
05:49acho que o primeiro aspecto
05:50que eu posso colocar
05:51é que o PL 2628,
05:53ele prevê que as plataformas
05:55precisam oferecer aos familiares,
05:59aos pais, às mães,
06:01mecanismos para poder fazer
06:03essa supervisão de uma forma efetiva,
06:06para controlar a privacidade,
06:08para controlar o conteúdo
06:10que os seus filhos podem acessar.
06:12Tudo isso de uma forma
06:13muito cuidadosa,
06:14muito respeitosa,
06:15estabelecendo que a família
06:17tem que ter protagonismo
06:18nesse tipo de decisão
06:20do que acontece dentro de casa.
06:23Claro que a gente ainda depende
06:25de uma educação,
06:27não só em relação a pais e seus filhos,
06:30mas uma educação para a mídia
06:31de maneira geral.
06:33Acho que o Brasil tem um grande passivo,
06:35até em relação à mídia tradicional,
06:36acho que pouca gente entende
06:38como funciona um índice de audiência,
06:42como funciona a produção
06:43de uma notícia jornalística,
06:45e a diferença do trabalho importante
06:47do jornalismo profissional
06:49e de pessoas que eventualmente
06:51realizam algum trabalho jornalístico,
06:54como foi o caso do Felca, por exemplo,
06:55que não é um jornalista,
06:56ele trouxe algo de jornalismo,
06:58mas precisa de toda essa máquina
07:01mais importante para poder alimentar
07:04as pessoas de notícias.
07:06Então, para além disso,
07:07as pessoas precisam aprender
07:08as mídias digitais,
07:10toda essa nova tecnologia,
07:11e o governo tem, de certa forma,
07:14pecado um pouco,
07:15foram lançadas algumas cartilhas
07:16recentemente,
07:18mas tem muita coisa para fazer
07:19em termos do que a gente chama
07:21de literacia digital,
07:23é de as pessoas poderem se apropriar
07:25dessa tecnologia,
07:26cientes do que ela é capaz
07:27e de quais são os seus riscos.
07:30Esse, sem dúvida, também é um ponto futuro
07:33a ser implementado,
07:35com um detalhe importante,
07:36o Estatuto da Criança e do Adolescente
07:38já prevê hipóteses para que pais e mães
07:42que sejam negligentes,
07:44que, enfim, falhem e violem direitos
07:47de crianças e adolescentes,
07:49possam ser responsabilizados
07:50com a preconização de que essas crianças
07:54mantenham os laços familiares,
07:56que elas se mantenham no seio
07:57da sua família natural,
07:59mas já há, sim, previsões
08:00de que pais e mães
08:02devam respeitar e proteger
08:04os direitos de seus filhos.
08:05Professor Paulo Renat, pesquisador do Íris,
08:08muito obrigado mais uma vez, professor,
08:09e volto sempre aqui a Jovem Pan.
08:11Um abraço.
08:13Um abraço, Tiago.
08:14Boa noite.
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