- há 5 meses
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No JP Ponto Final, o deputado federal Fernando Marangoni (União) abordou temas como a polarização política e a garantia de direitos básicos. Sua discussão também incluiu pautas específicas de gestão pública, como moradia, saneamento e políticas urbanas.
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NotíciasTranscrição
00:00Salve, seja bem-vindo. Nós vamos falar agora de política.
00:09Diretamente dos estúdios da Jovem Pan, aqui no Planalto Central do país,
00:13nós vamos agora destrinchar ali alguns pontos importantes e trazer aquelas
00:18entranhas de como se faz a política por aqui.
00:21Você sabe que este é o setor que decide a sua vida.
00:25A casa que você mora, a escola do seu filho, a projeção do futuro sem política não é nada.
00:29É a barbárie. É preciso saber exatamente quem é que está traçando os destinos de todos nós.
00:38Hoje o Ponto Final vai falar com o deputado Marangoni, Fernando Marangoni, de São Paulo.
00:43Deputado, muito obrigado por estar aqui nos estúdios da Jovem Pan.
00:47Eu que agradeço o convite, Zé Maria Trindade, a todos os telespectadores aqui do Ponto Final.
00:52Prazer imenso estar aqui, principalmente ao teu lado,
00:55que tem uma história rica na cobertura política do nosso país.
00:59É um prazer imenso.
01:00O senhor não vai falar que ia para a escola me escutando.
01:04Vamos cantar a música, não.
01:06Muitos dizem que eu ia para a escola com o pai escutando, vamos embora, vamos embora.
01:10Deputado, a política está muito tensa, até demais.
01:15A gente vê até a possibilidade de embates físicos ali no Congresso Nacional.
01:19E o senhor chega, sim, na política nacional, exatamente num momento assim.
01:25Você acha que esta é a tendência? É o sentido da política?
01:28Não, de forma nenhuma.
01:30Eu acho que a gente está vivendo um desequilíbrio muito grande no Brasil.
01:34A política saiu do seu eixo fundamental, que é a entrega de política pública.
01:42A gente hoje vê a política só com uma guerra de narrativa, de um extremo para outro.
01:49Essa polarização não está entregando nada para o Brasil.
01:54E eu acredito muito que o povo já cansou dessa guerra.
02:01E eu creio muito que a gente vai começar a ter um processo de normalização da política.
02:06Quando o senhor fala de entrega, o que seria?
02:08Políticas públicas, né? Políticas públicas.
02:11Eu costumo dizer o seguinte, a política sempre começa com uma narrativa.
02:15Cria-se sempre uma narrativa que faz parte do jogo democrático para se disputar uma eleição.
02:22Perfeito, uma mensagem.
02:23Eu percebo isso, deputado.
02:25Olha, nenhum deputado está aqui por acaso.
02:27Ninguém acorda de manhã, coloca um terno e diz, ah, eu vou ali na Câmara ser deputado.
02:32Não, tem que encontrar um partido político, uma narrativa e votos para finalmente estar aqui, né?
02:37Essa é a história.
02:38Quando a gente vai no gabinete de um parlamentar, você encontra tudo isso, um motivo, né?
02:43Uma instituição, porque ele está ali.
02:45Esta seria a narrativa para conseguir votos em nome de um processo.
02:50Exato.
02:51Agora, a partir do momento que você está eleito, que você ocupa um cargo público, né?
02:56Você trouxe para si uma grande responsabilidade.
02:59Uma responsabilidade pública.
03:00Uma responsabilidade de entrega de políticas públicas dentro daquela narrativa que o elegeu.
03:07Então, a política começa com narrativa, mas ela só vai se sustentar se tiver entrega.
03:13E o que eu vejo hoje é que a gente vive só a disputa de narrativa.
03:18E essa disputa de narrativa, e principalmente com essa agressividade que a gente está vendo de ambos os extremos,
03:24está levando o Brasil para esse buraco, não só de políticas públicas, mas também esse buraco de ameaça às instituições democráticas.
03:36Então, eu acho que é o momento agora de muito bom senso, de muita temperança, abaixar os ânimos.
03:43É, mas a tendência não parece ser essa, né?
03:47Eu vi uma pesquisa indicando que esse grau de tensão aumentou muito e as pessoas cobram.
03:54E aí, de que lado você está?
03:56Eu acho que esse ambiente de guerra e principalmente só dois lados, né?
04:01Esse flaflu que a gente está vivendo na política, acaba obrigando a população a escolher um lado.
04:08Até por hoje, a gente não ter posta ainda uma terceira via para as disputas eleitorais do ano que vem.
04:21É, eu acompanhei a política há muito tempo e vi que houve um momento que era realmente entrega.
04:28E às vezes uma entrega até que era lembrada.
04:32Eu devo dizer ao senhor que uma vez, conversando com o Paulo Maluf, ele me disse
04:35eu tenho eleição garantida para o resto da minha vida, porque o projeto Singapura me sustenta.
04:42O projeto Singapura é um projeto de habitação que foi bem sucedido em São Paulo, né?
04:45Na cidade de São Paulo.
04:45E as pessoas que receberam casas, ficaram muito felizes e, enfim, eram os votos em que ele seria eleito eternamente a deputado federal.
04:54O senhor atuou nessa área de habitação, né?
04:57Perfeito.
04:58Ainda é assim uma grande expectativa?
05:01Sem sombra de dúvida.
05:02Hoje, em especial na área de habitação, nós temos um déficit no Brasil de mais de 7 milhões de moradias.
05:08E a moradia, eu costumo dizer, Zé, que a moradia é a base de tudo.
05:14É a nossa casa.
05:16É onde a gente traz o conforto e a segurança para a nossa família.
05:20Então, quando você tem uma moradia digna, e quando a gente fala de uma moradia digna,
05:24é uma moradia com acessibilidade, com saneamento básico, com condições de salubridade
05:29e acessível do ponto de vista econômico.
05:32Ou seja, o Estado tem que entrar com uma política habitacional, não para dar simplesmente a moradia,
05:39mas criar uma moradia acessível do ponto de vista econômico.
05:42Aquela moradia em que o trabalhador consiga pagar...
05:46É o projeto Minha Casa Minha Vida, né?
05:47O projeto Minha Casa Minha Vida.
05:48É importante que esse projeto, ele tem participação do governo federal, do estadual e municipal, como vários projetos.
05:56Deputado, eu acompanhei debates aqui que mostram que isso não é comum em todos os países, né?
06:02Nós temos uma ideia, sei lá, colonialista, de posse da casa.
06:07Não precisaria, se houvesse, por exemplo, investimentos nessa área por fundações, grupos de aposentadorias e tal.
06:15Isso não poderia substituir a ideia de comprar a casa por um aluguel de 50 anos, por exemplo?
06:21Poderia.
06:21Eu acho que a habitação tem que ter um cardápio de soluções, né?
06:25Porque eu tenho hoje, por exemplo, dentro Minha Casa Minha Vida, três faixas, indo agora abrindo a quarta faixa.
06:31Eu tenho uma população muito vulnerável, que é aquela população que ganha aí até dois mil reais.
06:38Essa população tem que ter um índice, um nível de subsídio do governo maior, obviamente, pela sua capacidade de pagamento.
06:46Isso vai progressivamente avançando para as demais faixas de renda.
06:50Ou seja, aqui eu garanti um acesso a um financiamento imobiliário, uma casa de qualidade.
06:56Mas você tem programas de locação social, você tem programas de apoio, como nós fizemos no Estado de São Paulo,
07:03a quem não está na faixa de vulnerabilidade, ou seja, ele não vai entrar no faixa 1 do Minha Casa Minha Vida.
07:11Ele está adquirindo, por exemplo, a sua unidade no mercado privado, mas muitas vezes ele não consegue acessar porque faltou o dinheirinho da entrada.
07:21Nós criamos um programa, por exemplo, no Estado de São Paulo, Nossa Casa Apoio, em que o Estado de São Paulo complementava,
07:28dava até 18 mil reais, dependendo da região, por exemplo, para que essa pessoa pudesse ingressar no seu financiamento.
07:37Isso é um modelo. Então, a locação social, como você colocou, a provisão direta de moradia, o acesso ao financiamento,
07:47a moradia passa por um cardápio de opções para que a gente possa atingir todos os estratos sociais com critérios justos.
07:55Não dá para quem tem maior condição de pagar, até porque a gente sabe que o funding hoje da habitação,
08:01ele vem fundamentalmente do fundo de garantia.
08:03Então, a gente tem que ter muita responsabilidade para que isso continue girando.
08:08Ainda é a grande inspiração, né?
08:10Ainda é a grande inspiração.
08:11Esse é o sonho, né?
08:12Quando a moradia...
08:13Quando você tem uma casa digna, uma moradia digna, tudo vai melhor.
08:18O seu emprego vai melhor, os filhos na escola, enfim.
08:22Então, é a base.
08:23A única dica é que se compra uma vizinhança, não é exatamente compra uma casa, né?
08:28E ao lado da moradia tem o transporte.
08:31Eu vejo uma dificuldade muito grande do transporte público no Brasil, né?
08:36Não há transporte público, porque o transporte público verdadeiramente dito é trens e metrôs.
08:43Perfeito.
08:43Os ônibus, vans e tal, são de ligação, ou deveriam ser.
08:49Deveriam ser.
08:49Deveriam ser de ligação.
08:51A gente vê, por exemplo, aqui o coração do poder brasileiro, que foi projetado para carro.
08:56Exato.
08:56Eles dizem que o brasiliense é composto de cabeça, tronco e rodas.
09:03A gente não precisa.
09:04Mas está errado, né, deputado?
09:05Com certeza.
09:06Eu acho que a mobilidade urbana...
09:08E vem passando por transformações, a própria micromobilidade.
09:10A gente falava um pouco do planejamento urbano.
09:14Quando você pega, por exemplo, a capital, hoje os estudos mostram que é uma cidade policêntrica.
09:19Antigamente a gente ficava...
09:22Olha, o comércio está no centro e a habitação mais periférica.
09:27Então você tinha...
09:28Todo mundo deslocando.
09:29Todo mundo deslocando.
09:31No mesmo horário.
09:32No mesmo horário.
09:33E hoje a gente já está entendendo que, primeiro, a gente precisa ter habitação no centro.
09:37E aí nós fizemos a primeira PPP de habitação da América Latina no centro de São Paulo.
09:43Que foi um grande sucesso.
09:45Para que as pessoas morem no centro, trabalhem no centro, trabalhem próximo ao seu trabalho.
09:51E isso é um novo conceito de planejamento urbano que tem impacto direto na mobilidade.
09:55E a verticalização também, né?
09:56E a verticalização também.
09:57Mudou.
09:57Antigamente todo mundo execrava a verticalização.
10:01Prédios, né?
10:02A ideia era expandir e tal.
10:04Hoje está comprovado que não, né?
10:06A verticalização pode ser melhor do que a horizontalização.
10:10Sem sombra de dúvida.
10:12Principalmente nas regiões metropolitanas, onde a gente já não tem mais oferta diária.
10:17Mas também por outro fator.
10:20Implantação da infraestrutura.
10:22Quando a gente vai espraiando e nessa horizontalização, como você bem colocou, Zé,
10:28eu não posso esquecer que o custo de infraestrutura fica muito mais caro.
10:33Não é só transporte, né?
10:34Tem toda uma estrutura.
10:36Drenagem, saneamento, o serviço público de gestão, por exemplo, de resíduos.
10:42O caminhão tem que andar mais.
10:43Enfim, então, encarece todo o custo de manutenção desse bairro, dessa comunidade,
10:52desse condomínio que você espraia, ele cresce sobremaneira.
10:58E aí, hoje, a verticalização vem como uma solução, principalmente para baratear o custo do solo.
11:06Porque eu tenho um aproveitamento maior.
11:08Onde eu iria construir quatro, cinco moradias, hoje eu tenho 20, 30 moradias numa verticalização,
11:15que barateia também o custo do solo.
11:18Olha, nós estamos vivendo na política um momento diferente sobre partidos políticos.
11:24Hoje, as frentes parlamentares tomaram ali uma força muito grande no Congresso Nacional.
11:29São importantes.
11:30Funcionam ali, até às vezes, mais importante que partidos políticos.
11:34São lobbies, né?
11:36E aí, eu gosto de falar esse nome de uma forma muito positiva.
11:40Que são maneiras de levar ao deputado e ao senador informações que ele não tem
11:46e que o gabinete não é capaz de produzir.
11:48E as frentes parlamentares reúnem ali técnicos que vão convencer
11:53e não o que a gente chama aqui de lobby da mala, que é pagar a deputada.
11:59Então, assim, as frentes cumprem esse papel de convencer em vez de pagar.
12:03O senhor, por exemplo, participa de frentes, né?
12:07Existem várias frentes.
12:08O senhor é presidente de várias frentes, inclusive de...
12:11Eu presido quatro frentes.
12:13Participo de mais de 150 frentes, mas as frentes que eu presido
12:16é a frente do desenvolvimento urbano sustentável e habitação.
12:19Por isso que a gente está falando muito sobre isso, né?
12:22Exato.
12:23Presido a frente de saneamento básico, gestão de resíduos sólidos,
12:26economia circular e consórcios públicos.
12:28E eu vou te explicar o porquê.
12:30Porque me incomoda, e eu sei que você gosta muito de urbanismo e planejamento urbano,
12:36a gente estava vendo as discussões...
12:38São curioso disso.
12:40A gente estava vendo as discussões sempre acontecer de forma segregada.
12:44Então, você tinha um grupo específico discutindo soluções de saneamento.
12:48Você tinha um outro grupo discutindo soluções de gestão de resíduos.
12:51Você tinha um outro grupo discutindo habitação.
12:54Você tinha um outro grupo discutindo mobilidade urbana.
12:56Quando, na verdade, a gente precisa discutir a cidade.
13:01O planejamento urbano é uma política transversal.
13:04A gente tem que discutir isso junto.
13:05Por isso que a gente conseguiu encampar essas frentes,
13:09para que a gente tenha uma discussão integrada dessas políticas
13:13que são transversais e tão importantes.
13:15Eu tenho duas curiosidades sobre isso.
13:18A primeira, esse assunto não dá voto.
13:20Por isso que a frente parlamentar não é tão grande como a EFPA.
13:25A EFPA.
13:26Da saúde.
13:28Quando diz frente da saúde, não é querendo melhorar a vida da UPA, não.
13:33São as empresas, os hospitais.
13:35É esse pessoal que está na frente da saúde.
13:37Em primeiro lugar, eu acho dificuldades de voto.
13:41E, em segundo lugar, esse é um assunto tradicionalmente da esquerda.
13:46Por quê?
13:47Pois é, porque a política habitacional não deixa de ser uma política social.
13:53E, por ser uma política social, a política de habitação de interesse social
13:57sempre foi atrelada, muitas vezes, até só por levar o nome de habitação de interesse social,
14:05já atrelam ela ao campo da esquerda.
14:08Mas eu digo o seguinte, a gente tem que fazer, e é assim que eu penso,
14:11a gente tem que fazer política com ciência.
14:13Então, hoje os dados são alarmantes, o déficit habitacional no Brasil.
14:18E eu estou falando do déficit quantitativo.
14:20O déficit habitacional está crescendo o déficit?
14:22Ele não está reduzindo.
14:25Isso é que incomoda.
14:27Então, a gente teve um...
14:30No Minha Casa Minha Vida, na primeira versão, a gente teve uma grande produção.
14:34Depois houve aí uma paralisação dessa produção.
14:37E o déficit não para.
14:38A cidade é dinâmica.
14:39Você tem um crescimento demográfico natural.
14:44E isso vai demandar moradia.
14:47Então, a gente tem que fazer política com ciência.
14:51A gente tem um problema de déficit muito grave.
14:54Então, nós temos, independente do voto ou não, nós temos um problema sério no Brasil para resolver.
14:59E quando eu falo de déficit habitacional, eu estou falando da ausência, inclusive, de saneamento.
15:03Nós temos 100 milhões de brasileiros sem coleta de esgoto.
15:06Nós temos 50 milhões de brasileiros sem água tratada.
15:10Nós temos um quarto maior custo logístico do Brasil, o que emperra muito o desenvolvimento.
15:16Então, eu acho que a gente tem muitas questões estruturais para tratar no Brasil,
15:22ao invés de ficar nessa guerra de narrativa ideológica.
15:27Até porque nós estamos num país que alia a décima maior economia do mundo a uma das maiores desigualdades.
15:33Mas os dados mostram, conversando aqui com o diretor do IPL, me mostrando o seguinte,
15:39que em 58, a média de natalidade do Brasil era de 6 por casal.
15:47Uns mais, outros menos, lá em 1958.
15:50Isso foi diminuindo.
15:51Nós estamos hoje em 1,5 por casal, em média.
15:54E em 2035, chegaremos ali a 1 a 1 para 45 negativo.
16:02Ou seja, vai morrer mais gente do que nascer no Brasil.
16:06Isso muda tudo, inclusive essa demanda e as políticas públicas.
16:10Sem sombra de dúvida.
16:11Inclusive, outro dado que preocupa é que nós estamos no auge do bônus demográfico do Brasil.
16:16Então, a população economicamente ativa...
16:19Já está decrescendo.
16:20Já está decrescendo.
16:22Então, isso preocupa porque nós temos tanta coisa ainda para desenvolver no Brasil.
16:27E a gente perdendo a população economicamente ativa a cada ano, isso só vai se...
16:31O país está ficando velho.
16:32Está ficando velho.
16:34Então, a gente tem que agir e agir rápido.
16:37Por isso que eu insisto muito que o caminho não é essa polarização e esse extremismo que nós estamos vivendo.
16:45Aliás, as políticas públicas que deixaram o legato no Brasil foram todas feitas pelo Centro Democrático.
16:51Deputado, eu sinto falta de um projeto de Brasil que possa ser defendido por todos e tal.
16:58O que está acontecendo?
17:00Que não há uma...
17:01A gente vê um debate no Congresso ali, é sobre colocar um projeto na votação, mas por interesses próprios, de grupos.
17:10Está faltando debater e aprovar assuntos relativos ao Brasil.
17:17Como diz o Churchill, onde estão os homens de bem?
17:20Onde estão os homens de coragem no Brasil?
17:23Infelizmente, nos últimos anos, o que a gente vê na política é a ausência completa de propostas e guerra de narrativa.
17:31São raras as entrevistas em que a gente fala de conteúdo, como estamos falando.
17:35Exatamente.
17:36Vou te dar um exemplo, Zé Marcos.
17:38Pega as eleições da capital.
17:42Lembra dos debates?
17:44Cadeirada, soco na cara de assessor.
17:48Quando você assistia o debate para as eleições municipais, aquilo parecia um entretenimento.
17:58Eu não sei, um stand-up, comedy, alguma coisa nesse sentido, menos um debate sério com conteúdo e com propostas.
18:07O que a gente viu e quem a gente viu unicamente trazer propostas e etc.
18:10O prefeito, que foi reeleito.
18:15Mas, de resto, era entretenimento.
18:16Entretenimento.
18:17Você ligava a TV para assistir o debate para dar risada.
18:21É triste a gente ver o rumo que a pauta política, que o debate político no Brasil está tomando.
18:30Pois é.
18:31E nesses debates públicos, há um posicionamento muito importante, que é as PPPs, as parcerias público-privadas.
18:39Houve um momento em que o Estado tinha capital e, por isso, criou grandes empresas, como os Inguinas, a Rede Ferroviária Federal, Petrobras.
18:49Hoje, o Estado não tem mais dinheiro.
18:52Nem a União, nem o Estado, nem o município.
18:55Daí a necessidade do aporte de capital privado.
18:58Perfeito.
18:58Entram as PPPs, né?
19:00Perfeito.
19:01Isso é um sinal de futuro? Deve ser assim?
19:04Sem sombra de dúvida.
19:05É o que a gente... Primeiro, o que a gente prega e acredita.
19:08É um Estado cada vez mais eficiente, mais enxuto, cuidando das políticas públicas básicas.
19:14No ordenamento, né?
19:16No ordenamento e na regulamentação.
19:18E fiscalização.
19:18E aí eu vou te dar um exemplo, por exemplo, do marco regulatório do saneamento.
19:24O Brasil, para cumprir a meta de universalização do saneamento básico até 2033, precisa de investimentos da ordem de 780 bilhões.
19:35Não tem.
19:36Obviamente, o Estado não tem condição alguma de fazer esses investimentos e, veja, numa política pública de saneamento, que é básica, é o que dá dignidade para as pessoas.
19:47Então, aí, o novo marco do saneamento, que abriu para as concessões, para as PPPs, etc., é onde a gente está conseguindo captar recursos.
19:57Então, é o caminho, eu acredito muito nisso, e o Estado ficar como regulamentador e cuidando especificamente das políticas públicas de base.
20:06Da nossa segurança, da soberania, da saúde, da educação, das políticas de desenvolvimento social, que não tem como não vir do Estado.
20:15Mas, sem sombra de dúvida, é o caminho.
20:18A PPP, ela é importante, eu conheço algumas muito bem sucedidas, que dependem naturalmente de uma regulamentação, e isso é importante.
20:28A previsão é que, em 2027, o orçamento vai colapsar.
20:34É um orçamento de 5 trilhões e 400 bilhões, mas 2 trilhões e 200 bilhões para o pagamento da dívida.
20:42Aí vem os gastos obrigatórios, salário, manutenção da máquina e previdência, sobra muito pouco para investimento.
20:50Não pode continuar assim, né, deputado?
20:53De jeito nenhum.
20:54Acho que o governo atual erra muito na política fiscal, porque, vamos lá...
21:02A arrecadação tem alta.
21:03A maior arrecadação da história do Brasil.
21:05Mas não cai a despesa obrigatória.
21:07Aumenta.
21:07Aumenta só a despesa obrigatória.
21:09Vegetativamente.
21:11E aí o governo vem querer buscar recursos para atingir a meta fiscal onde?
21:15Hoje, elevando o imposto.
21:17Quer dizer, isso leva o Brasil, atrasa mais ainda o Brasil.
21:21Então, e o Congresso, acho que deu recados claros de que não vai aceitar mais aumento de imposto.
21:28A resistência está muito grande.
21:30Está muito grande, porque nenhum pacote do governo hoje veio com redução de gasto, com corte de gasto,
21:36com racionamento da máquina pública.
21:38Pelo contrário, as despesas obrigatórias estão aumentando.
21:41Aumentaram, acho que, quase 400 mil desde o início do governo.
21:44Então, não dá para você transferir a responsabilidade da eficiência da máquina para quem produz.
21:53E é isso que o governo está fazendo.
21:55Então, não é o caminho.
21:57Sem sombra de dúvida.
21:58A coisa é tão esquisita que o mercado aposta que o Brasil vai quebrar.
22:03O grande debate é quando isso vai acontecer.
22:06Porque as despesas aumentando e o problema fiscal do Brasil cada vez maior e chegando a pontos exagerados para 2027.
22:17Isso não é uma ideia minha.
22:18É da ministra do Planejamento, Simone Tebet, que fez essa projeção.
22:23Como não há como cortar, tem que aumentar a arrecadação.
22:25Mas é que chegou um ponto que não dá mais para aumentar o nível de imposto.
22:29O Congresso critica, e isso também é a maioria no Congresso, os gastos do governo e não cortes.
22:36Mas tem as emendas parlamentares, mais de 50 bilhões de reais.
22:40Mas representa muito pouco do orçamento.
22:43Quando você vê no valor global...
22:45Depende.
22:46É metade do orçamento de investimento.
22:49De investimento, justamente porque o governo não corta os gastos, para sobrar mais recursos para o investimento do orçamento geral da União.
22:58Mas você pega aí os parlamentares, hoje tem 37 milhões das emendas impositivas,
23:04e que é um recurso para dar apoio aos municípios.
23:09E temos sempre uma crítica que eu faço, Zé Maria, porque hoje os municípios estão tão sufocados.
23:14Que emenda parlamentar que deveria vir para investimento, hoje é complemento orçamentário.
23:18A salvando, eu converso com prefeitos aqui, que diz o seguinte, se sem emenda não dá para acontecer.
23:23Não fecha uma conta.
23:25É verdade.
23:26Se paga salário e tal, acabou o dinheiro, né?
23:30Exatamente.
23:31Então, os municípios estão em colapso.
23:34Recentemente eu fiz parte da comissão, nós aprovamos a PEC 66,
23:39que é muito importante, isso para recuperar o fôlego financeiro dos municípios e dos estados.
23:46Também com a reclassificação fiscal dos precatórios, isso dá também um fôlego para a União e sem aumento de imposto.
23:55Então, acho que o reparcelamento das dívidas previdenciárias, o reescalonamento dos pagamentos de precatórios vai dar um fôlego maior para os municípios.
24:05Mas a realidade dos municípios é exatamente essa.
24:08Ele depende da emenda parlamentar para fechar a conta.
24:11Então, se eu disser para você, assim, sem medo de errar,
24:16eu tenho de pedidos, de recursos de emenda no meu gabinete,
24:24mais de 500 milhões de pedidos para, assim, 37 bilhões de emenda.
24:3137 não é um valor pequeno.
24:33Deputado, eu vou te contar um segredo aqui.
24:36Eu tinha uma conversa com um deputado, eu não vou revelar o nome dele,
24:39e aí marcamos no gabinete dele, e aí teve aquela marcha de prefeitos.
24:45Aí ele me ligou, não, não vai no meu gabinete, não.
24:49Lá está cheio de prefeitos, está impossível.
24:51Eu falei, mas você não vai receber os prefeitos?
24:53Eu falei assim, Deus, que milívio.
24:56É muito dinheiro.
24:58Virou mesmo, meio de sobrevivência.
25:01Antigamente procurava aqui a esplanada dos ministérios, dos ministros, né?
25:04Agora procura exatamente o Congresso Nacional.
25:06Eu, recentemente, eu vi que São Paulo, além das emendas parlamentares,
25:11que são as individuais, tem as emendas de bancada, que para os estados, né?
25:15São Paulo fez um acordo que é segurança e saúde, né?
25:19Os hospitais, investimento na segurança.
25:23Então, nós unimos a bancada paulista.
25:25Isso todos os deputados, né?
25:27Todos os deputados.
25:28O coordenador é o Arnaldo Jardim.
25:29O Arnaldo Jardim foi um grande acordo, capitaneado pelo Arnaldo,
25:33e junto com o governador Tarciso.
25:35Então, a gente, hoje, entrega todas as emendas da bancada paulista
25:39para que o governador invista tanto em saúde como em segurança pública.
25:45Nós estamos agora vivendo um momento, deputado, muito tenso ali em vários setores da economia,
25:51que é essa nova relação de tarifas com os Estados Unidos.
25:55Me disseram que o governo não foi hábil e que poderia fazer uma grande frente de proteção
26:02às indústrias nacionais e, em vez disso, tentou surfar.
26:06Não tem nada que não entre a política no meio.
26:08O senhor acha que o governo fez bem em fazer esse discurso
26:12e publicar esse programa aí de socorro às empresas que serão atingidas?
26:18Bom, foi publicado o Plano Soberania Brasil Soberã, onde o governo, eu fiquei feliz de...
26:27Tenta garantir empregos.
26:29Exatamente.
26:30Então, contrapartida de manutenção de emprego, obtenção de crédito,
26:33são 30 bilhões disponibilizados para financiamentos.
26:36Um pouco mais de 30 bilhões.
26:37Isso.
26:38E com mais os aportes nos fundos garantidores, mais 4 bi e meio, mais ou menos.
26:42Então, está na beira de 35 bilhões, que eu tenho certeza ajuda muito, sem sombra de dúvida.
26:52O governo começa a investir numa política que eu acho que o Brasil perdeu muito tempo com isso,
26:57que é o multilateralismo.
26:58A gente conversava sobre isso há pouco.
27:01Então, o Brasil tem condição.
27:03Pelo país produtor que é de abrir muitos mercados e está fazendo isso agora,
27:10na minha visão, tardiamente, acho que o Brasil já deveria estar fazendo essa política há muito tempo,
27:15e para se tornar cada vez menos dependente de grandes economias.
27:22Então, o Brasil já iniciou bons acordos com a União Europeia, está trabalhando em Vietnã,
27:28já fez Canadá.
27:30Então, eu acho que o governo agora, independente de narrativa política,
27:36acerta nessa política multilateral, nesses investimentos, os regimes de drawback, enfim.
27:44Então, o governo criou mecanismos ali para tentar amenizar os impactos do tarifácio.
27:54Mas parece que deixou meio de lado o Congresso, os partidos políticos.
27:59Não deveria ter uma união em defesa da indústria?
28:02Eu acho que, assim, foi criado aquele comitê interministerial,
28:06que quem hoje está tocando é o vice-presidente Alckmin.
28:12Aliás, você saiu muito bem, né?
28:13Muito bem.
28:14Tem tido um diálogo constante com o setor produtivo,
28:18tanto o brasileiro quanto o setor produtivo americano.
28:24O que o governo hoje diz é que o diálogo está aberto.
28:28O governo brasileiro quer manter sempre o diálogo com os Estados Unidos.
28:31Então, a diplomacia brasileira não fechou a porta em momento nenhum para os Estados Unidos
28:35e trabalhando as outras frentes.
28:39Então, é cuidar do setor produtivo aqui dentro do Brasil,
28:42é continuar abrindo mercados e estar sempre em diálogo aberto com os Estados Unidos.
28:48Eu acho que esse é o caminho e me parece que o governo está indo nessa direção.
28:52Fala em parecer, toda a impressão é que o governador de São Paulo,
28:58Tarcísio de Freitas, será mesmo candidato à presidência da República, né?
29:02Bom, eu acho que o Brasil hoje, o momento que o Brasil vive,
29:11nós precisamos sair desses extremos.
29:12Então, eu acho que a gente precisa de um líder que tenha bom senso, temperança,
29:19que converse com todas as instituições,
29:21que tenha um olhar para a realização de política pública.
29:26Então, na verdade, um olhar de um estadista hoje que nós precisamos no Brasil
29:30até para baixar essa fervura, reequilibrar as instituições democráticas,
29:34colocar cada uma no seu papel constitucional.
29:37Então, eu acho que o Tarcísio é uma pessoa que reúne essas condições,
29:47assim como outros políticos, outros governadores.
29:51Mas aí é uma decisão muito pessoal dele.
29:56Eu acho que tem muita coisa para acontecer ainda até o período eleitoral.
30:00Eu ouvi falar que tem um bloco partidário, um leque partidário muito grande aí,
30:04apoiando ele e catapultado por empresários, principalmente do agronegócio.
30:10É uma candidatura que vem forte.
30:12O Tarcísio está no campo da direita, do centro-direita, moderado,
30:18que eu acho que é o caminho que o Brasil precisa.
30:25Mas nós temos ainda que aguardar o desenrolar de tudo o que vai acontecer
30:31com o ex-presidente Bolsonaro, como vai ser a resposta da população
30:37às ações do governo com relação ao tarifácio.
30:42Enfim, então acho que a gente ainda tem, apesar de parecer pouco tempo,
30:46muita coisa para acontecer, para a gente conseguir enxergar com clareza o cenário de 2026.
30:52Muito bem.
30:53Conversamos aqui com o deputado Marangoni, de São Paulo, União de São Paulo.
30:57com essa boa, para você entender aqui como é que os processos andam aqui em Brasília.
31:05É isso aí.
31:06Muito obrigado e fique aqui na Jovem Pan e continue.
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