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A taxa de desemprego no Brasil fechou 2025 no nível mais baixo da série histórica, com 5,1% no último trimestre e 5,6% na média anual. Rodrigo Loureiro analisa os números oficiais do IBGE, e explica como o setor de serviços e comércio impulsionou as contratações, apesar da Selic em 15%. A análise mostra ainda a expansão do trabalho por conta própria e a pejotização, e discute os impactos de programas sociais e benefícios fiscais sobre o mercado de trabalho.

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Transcrição
00:00E a taxa de dezembro fechou o ano no nível mais baixo da pesquisa do IBGE, tanto no último trimestre quanto na média de 2025.
00:10Vamos dar uma olhada então nos números de outubro a dezembro e o Rodrigo Loureiro me acompanha aqui enquanto a gente observa e comenta tudo isso, né Loureiro?
00:19Exatamente, Nath. Olha só, números muito bons, tá? Esse número aqui de 5,1 é o melhor número da história, menor taxa de desemprego da história de outubro a dezembro.
00:29Não só esse número aqui do trimestre, né? Como o número anual, né? O número anual, a gente vai mostrar daqui a pouquinho, mas ficou em 5,6. Também o melhor resultado da história.
00:41E aí tem muita gente perguntando assim, nossa, mas uma Selic alta não deveria frear as contratações, não deveria diminuir o consumo, frear as contratações?
00:50A gente tá com uma Selic em 15%, é uma Selic alta e o Copom manteve, né? Essa Selic na última quarta-feira.
00:56Bom, o que a gente tá vendo aqui são decisões que foram feitas antes, a decisão de contratação, ela foi feita antes desse ciclo de aperto monetário.
01:05Então, muita gente vai começar a reagir a Selic alta a partir de 2026.
01:11Tem sempre um delay mesmo entre essa reação, né Loureiro?
01:14Exatamente, demora um pouco, não é uma coisa imediata.
01:17Vamos supor, vamos pensar aqui que o Galípolo, se o Galípolo tivesse abaixado os juros agora, abaixado, vamos colocar ali, meio ponto percentual.
01:25Danilo.
01:26É, nessa última reunião, não aconteceu, mas vamos pensar.
01:29Isso ia se refletir no dia seguinte? Não, ia demorar ainda alguns meses para que a gente sentisse de fato o efeito dessa queda.
01:35E não é uma queda muito expressiva, mas ia demorar alguns meses.
01:38O que a gente tá vendo é o quê? Um sentimento de contratação maior, benefícios fiscais ainda estão fortes, programas sociais são muito fortes aqui no Brasil, isso aumentou muito, e aí ajudou o consumo a aumentar.
01:53Onde que tem mais emprego? No comércio, no setor de serviços, que é onde você depende mais desses benefícios fiscais, que é onde você depende mais dos programas sociais para você alavancar o consumo.
02:04E aí esse número reflete isso. Pode ser que daqui a um ano, um ano e meio, a gente comece a ver esses números um pouco piores, aí sim, reflexo de uma Selic que tá em 15% já há quase um ano, Nath.
02:18Ah, então aqui a gente olhando, né, para o recorte, o mesmo período do ano passado, 6,2%, um ano depois, 5,1% essa taxa.
02:26E agora a gente vai ver o comportamento da taxa anual, como o Rodrigo mencionou, né, e é um recorte mais amplo, Loreiro, desde 2019, então, véspera da pandemia, né, e aí aqui passando pelo auge da pandemia, que não por coincidência, né, tá aqui junto com o aumento da taxa de desemprego, e depois a gente vê uma escadinha ali descendo.
02:51É, quando a gente pega esses dois números aqui, né, 2020 e 2021, eles vão ficar muito fora da curva porque era pandemia.
02:58Não tem parâmetro.
02:58Ah, setor de serviços fecha, comércio fecha, não tinha para onde vender, os comércios para conseguirem sobreviver precisaram demitir.
03:07Restaurante, setor de serviço, serviço de rua, enfim, todo mundo precisou demitir para conseguir sobreviver.
03:12Os empresários precisaram fazer esses cortes de custos, se não a demissão exata, muita gente abaixou a carga horária, né, reduziu o salário, enfim, a gente lembra que teve muitos ajustes nessa época.
03:25Então, esses dois números ficaram fora da curva.
03:27Agora, quando a gente compara 2025 com 2019, é uma mudança drástica.
03:31É verdade, né, aqui ainda era um contexto normal, né?
03:34Normal, exatamente.
03:35Tá, e agora a gente tem mais uma arte para a gente conferir, né, para entender como houve uma série de recordes na média anual.
03:43Então, está aqui, né, a média de 2025, população ocupada 103 milhões de pessoas, nível de ocupação 59,01%, 38,9 milhões de brasileiros com carteira assinada, 26,1 milhões por conta própria, trabalhando por conta própria.
04:02O que te chama atenção?
04:03O que te chama atenção é que, assim, quando a gente olha esses números aqui, é 40% aqui, né, menos de 40% carteira assinada da população ocupada.
04:12É a pejotização que a gente está vendo no mercado, não tem para onde fugir.
04:17Hoje, muitas empresas contratam funcionários como pessoa jurídica e aí você tem esse número aqui da carteira assinada diminuindo.
04:24Esse número vem diminuindo cada vez mais.
04:26E conta própria, muita gente, né, atuando ali, sendo empresário, enfim, atuando no empresariado, tentando fazer a sua renda por conta própria, não depender ali de um patrão, não depender de um emprego de carteira assinada.
04:39Esse número aqui, ele tende a diminuir se a gente não tiver uma redução da carga de impostos para o empresário.
04:46Porque o empresário que paga imposto, ele olha para essa folha salarial dele e ele fala, eu pago X, mas o salário do outro trabalhador, ele não é só o X, é o X mais um, mais dois, mais três.
04:57Eu tenho muito imposto para pagar.
04:59E aí, ele opta por alguns modelos, modelos legais, não é nada proibido, mas modelos legais em que ele consiga diminuir um pouco a sua carga de impostos.
05:10É, isso aí.
05:11Então, são novos tempos, né, mas que tem que ter um cuidado.
05:14Então, quando a gente olha para essa taxa de desemprego, a gente está falando, entra ali quem não tem carteira assinada e não está trabalhando por conta própria.
05:24É isso, né, Loreira?
05:25É quem fala que está procurando.
05:26Exatamente, é quem está procurando.
05:28Não entra nessa conta, esses dois aspectos que a Nath trouxe.
05:33Certo, obrigada, viu?
05:34E você vai ver um QR Code na sua tela e ele é o caminho para todo o nosso conteúdo disponível no YouTube.
05:40Então, sempre bom lembrar que é muito fácil acessar tudo isso.
05:44Se você quer entender o que está movimentando o mundo dos negócios, dá uma olhadinha no canal do Times Brasil, Licenciado Exclusivo CNBC,
05:50porque lá você pode acompanhar de onde estiver essa nossa programação ao vivo e também rever análises exclusivas,
05:58entrevistas com quem toma decisão, também dá para você compartilhar com quem vai gostar desses conteúdos.
06:04Então, vai lá, aponta a câmera do celular para o QR Code e inscreva-se.
06:08E aí, vamos lá.
06:09E aí, vamos lá.
06:10E aí, vamos lá.
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