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A bolsa brasileira teve um dia de acomodação após a forte alta recente, enquanto investidores aguardam as decisões da chamada super quarta, com reuniões do Copom no Brasil e do Federal Reserve nos Estados Unidos.

Para analisar o movimento do mercado, as expectativas para a Selic, os juros americanos, o comportamento do dólar, do real e os possíveis impactos no fluxo de capital entre emergentes e países desenvolvidos, em conversa com Stephan Kautz, economista-chefe da EKI Asset. Também entram na análise os riscos políticos, a volatilidade cambial e os próximos passos da política monetária

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Transcrição
00:00movimentação na Bolsa e também a expectativa para a super quarta.
00:04Eu converso agora com o Stefan Kautz, economista-chefe da EKI Asset.
00:08Stefan, boa noite para você, sempre bom ter você aqui conversando com a gente.
00:14Boa noite, Cris, um prazer de novo estar aqui com você.
00:17O que a gente viu hoje na Bolsa foi uma movimentação de correção de lucros?
00:23Claro que eu estou me referindo à nossa Bolsa, à Bolsa Brasileira.
00:26Eu acho que, na verdade, é um compasso de espera.
00:31A gente teve um movimento muito forte na semana passada,
00:35altas bastante significativas, emergentes em geral também performando muito bem.
00:41E agora você tem tanto esse ponto que você mencionou,
00:44da divulgação dos resultados das big techs,
00:47quanto essas decisões de política monetária.
00:49Então o mercado resolveu, digamos, parar para respirar um pouco
00:53e ver, se preparar um pouquinho para o que vem para essa semana.
00:57Então não foi exatamente uma realização,
01:00foi mais uma parada técnica para se preparar para o que vem nessa semana,
01:05que potencialmente pode ser bem intenso.
01:07Vamos lá, então vamos falar do que vem nessa semana,
01:10vamos falar de super quarta.
01:12Expectativa é de que o Banco Central mantenha a Selic em 15% ao ano.
01:16Queria saber se você trabalha também com esse número, vai continuar em 15%.
01:21O que a gente vai ter que ficar de olho mesmo é no comunicado pós-copom?
01:26Exatamente, querida.
01:27A gente está com essa visão também de que o corte deve ser somente a partir de março
01:32e não essa semana.
01:34A gente teve os dados de atividade relativos ao mês de novembro,
01:38eles saem com uma defasagem, mas enfim, é o que o Banco Central olha também
01:41e tem à disposição, eles vieram bastante fortes, tá?
01:45A taxa de desemprego voltou a cair,
01:48tivemos dados bons no setor de serviços e vendas,
01:52no varejo também surpreendendo para cima,
01:54a FGV soltou o monitor do PIB deles mensal subindo mais de 1% no mês de novembro,
02:01então em geral a gente viu que os últimos dados disponíveis para o Banco Central
02:05são de uma economia crescendo, o que traz menos confiança para eles
02:09de embarcar ou de iniciar um ciclo de corte de juros,
02:14afinal com uma economia que cresce muito,
02:16a inflação tende a desacelerar menos do que eles gostariam.
02:20Vamos falar do FED também, falei que a Superquarta tem decisão aqui
02:23e tem decisão lá nos Estados Unidos.
02:25Eles também devem manter inalterada a taxa de juros?
02:30Sim, também, e ali eu acho que até a comunicação deve ser até bem neutra,
02:34diferente daqui do Banco Central brasileiro que pode sinalizar o corte para março,
02:39lá não, basicamente pelo fato de que os dados que têm saído nos Estados Unidos
02:44continuam bastante com ruído sobre o que aconteceu,
02:49lembrando no final do ano passado do government shutdown,
02:51quando o governo ficou parado e os dados não foram nem coletados,
02:55então estão sendo divulgados dados defasados e sem uma coleta estatisticamente apropriada,
03:02e a gente está correndo o risco de que agora, a partir do final dessa semana,
03:07ocorra um novo shutdown do governo americano.
03:10Então, o Banco Central lá, ele não sabe até efetivamente o que está acontecendo com a economia.
03:16Como é que essas decisões do FED e do Banco Central aqui do Brasil
03:20devem impactar o fluxo de capital entre mercados emergentes e mercados envolvidos no curto prazo, Stefano?
03:26Acho que o diferencial de juros, que aqui está em 15, lá está próximo de 4, um pouco abaixo de 4,
03:34mantém a atratividade para a nossa moeda,
03:37então o real vem performando muito bem e deve continuar com essa toada daqui para frente.
03:43Ainda mais que com esses riscos geopolíticos todos, que vocês mencionaram agora há pouco,
03:48também o dólar deve continuar perdendo valor ao longo desse ano em termos gerais.
03:54E tem uma decisão muito importante ali a partir de maio,
03:58que é a substituição do presidente do Banco Central americano.
04:01O mandato dele vence e tem a possibilidade de que entre uma pessoa ali com viés de continuar cortando juros
04:08ainda mais forte no segundo semestre.
04:11Vou passar para a pergunta do Vinícius. Vinícius, por favor, fica à vontade.
04:15Boa noite, Stefano. Sei que essa pergunta é meio marota, mas a gente está pensando agora,
04:20você disse também que, dada a situação americana, dada a fuga do risco americano que hoje existe,
04:28é possível que o dólar continue caindo, mas câmbio dá susto.
04:33Dá para pensar num dólar caindo no mundo inteiro e no Brasil também,
04:37porque ao longo do ano, de maneira mais ou menos tranquila, fora choques aleatórios, etc.,
04:42porque se for assim, a gente vai ter um panorama melhor para, não que o Banco Central se oriente por isso,
04:49mas a gente vai ter um panorama melhor para o corte acelerado de juros,
04:53que era uma coisa que parecia difícil no final do ano passado.
04:56Não era tão seguro que o BC pudesse cortar três pontos de março até o final do ano.
05:01Bom, vou falar com você de novo, Vinícius, prazer.
05:07Eu acho que a questão aqui é de que, como a gente viu em dezembro,
05:11aquele impacto no câmbio e nos ativos domésticos do lançamento da candidatura do senador Flávio,
05:17a gente acha que ao longo do ano, esse tema político vai voltar novamente a afetar os preços de mercado.
05:23Então, em algum momento, o real deve se descolar um pouco das outras moedas de emergente,
05:29ter uma volatilidade maior e talvez não se apreciar tanto quanto o movimento de depreciação do dólar
05:37em termos globais poderia sugerir.
05:39A gente acha que a incerteza política deve, sim, afetar os mercados aqui
05:45e deve, na verdade, pelo contrário, dificultar o trabalho do Banco Central,
05:49porque quando você vê em 2025, a taxa saiu de praticamente 6 para 5,30, 5,40
05:56e isso ajudou a puxar a inflação de bens importados para baixo.
06:00Com volatilidade maior agora em 2026, a gente acha que esse benefício vai ser menor do que foi em 2025.
06:09Existe risco de aumento de volatilidade na Bolsa e também nos juros futuros aí,
06:14especialmente se houver uma surpresa em apenas um dos lados, o Fed ou o Copom?
06:19A taxa de juros brasileira já vem, a curva como um todo, na verdade, vem sendo bastante estável,
06:27na verdade, porque o mercado já precifica esses 200, 250 pontos de corte
06:32e não espera que possa haver muita novidade agora.
06:36Mas nos Estados Unidos, sim, qualquer novidade que a gente tenha dessa decisão
06:40pode ter um efeito relevante aí, como a curva americana se comporta e afetar o dólar.
06:47Lembrando que o risco fiscal, ele voltou para os Estados Unidos já desde o ano passado,
06:53então a gente tem uma curva de juros nos Estados Unidos que mostra que no futuro
06:57os juros, ele será mais alto do que ele vai ser ao longo desse ano.
07:02Stefan, muito obrigada mais uma vez, prazer falar com você.
07:05Até a próxima, que seja em breve.
07:08Prazer o meu, assim espero.
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