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O governo brasileiro convocou reunião de emergência para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e os possíveis impactos militares, econômicos e humanitários para o Brasil, que mantém fronteira seca com o país vizinho. A crise eleva riscos migratórios, pressiona o mercado de petróleo e reacende debates sobre soberania, comércio internacional e estabilidade regional.

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Transcrição
00:00O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência neste sábado
00:03para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela
00:06e os possíveis impactos na ação militar sobre o Brasil.
00:11Lembrando que os dois países têm fronteira seca na região norte brasileira.
00:16Quem chega ao vivo com as informações é o repórter Léo Valente,
00:21a quem eu desejo um ótimo dia, um ótimo sábado.
00:24Léo, mesmo diante dessas informações todas,
00:27te desejo um ótimo comecinho de 2026 e um excelente sábado.
00:34Oi, Favali, bom dia para você também, para todo mundo que está acompanhando a gente.
00:37É isso mesmo, como você falou agora há pouco,
00:39essa foi a primeira manifestação oficial do governo brasileiro
00:42em relação ao que aconteceu na Venezuela.
00:44Essa declaração do presidente Lula postada na rede social X
00:48com a posição do presidente em relação ao que aconteceu lá na Venezuela
00:53com essa operação que acabou com o sequestro de acordo com as autoridades americanas
00:57do presidente Nicolás Maduro e da esposa dele, que também é a primeira dama.
01:02Isso, então, há essa expectativa por essa reunião,
01:06que deve ter a participação do presidente, que está no Rio de Janeiro,
01:10por causa do fim de ano, de recesso do fim do ano,
01:13dessas comemorações, a passagem do ano novo,
01:15e também a participação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira,
01:20que está de férias, mas também deve participar dessa reunião de forma virtual.
01:25Essa, então, é a expectativa depois, então, dessa manifestação agora oficial do presidente Lula
01:31em relação ao que aconteceu no país vizinho, né,
01:34e que até então era considerado um país aliado,
01:37mas que nos últimos anos teve muitos atritos,
01:40tanto com a posição do Brasil em relação à situação atual da Venezuela.
01:47Favale.
01:48Obrigado pelas informações, Léo Valente.
01:50A gente continua aí pescando todos os fatos que chegam ao nosso alcance
01:55para tentar construir esse quadro.
01:57Como montar um quebra-cabeça, né?
01:59As peças ainda estão dispostas, dispersas,
02:03estamos montando aí, mas a gente já tem a primeira manifestação importante
02:06do governo brasileiro.
02:07Isso, obviamente, vai haver muitas outras, inclusive reuniões de emergência,
02:13manifestações do Itamaraty.
02:15Estamos de olho e contamos aí com a sua apuração.
02:17Léo Valente, nosso repórter, completando aqui o nosso plantão especial.
02:22Para continuar nossa discussão sobre o assunto,
02:25eu falo agora com o coordenador do Observatório de Negócios Internacionais
02:31da PUC Paraná, o João Alfredo Niegrai,
02:35a quem eu começo desejando um ótimo bom dia, Niegrai,
02:39diante dos fatos, prenúncio de guerra,
02:42desrespeito às leis internacionais e tudo aqui no nosso vizinho Venezuela,
02:47com quem nós temos uma fronteira seca, né?
02:50Então o Brasil é colocado na órbita desse conflito,
02:53mesmo diante dessas informações,
02:55te desejo um ótimo dia,
02:57um ótimo final de semana,
02:58que ainda está começando, muita coisa vai acontecer,
03:01mas Niegrai, puxando aí pela tua expertise,
03:03principalmente para o nosso DNA de cobertura aqui,
03:06negócios, finanças,
03:08eu sei que é um pouco cedo o desdobrar dos acontecimentos, né?
03:13O desfraudar das coisas ainda vai levar a conclusões mais sólidas,
03:17mas diante das informações que nós estamos tendo,
03:20olhando para a segunda-feira,
03:22que quando abrem as bolsas de novo,
03:24os mercados internacionais e, principalmente,
03:26quando se acelera a negociação de petróleo,
03:31a gente já pode esperar um impacto, né?
03:33Vamos falar de comércio internacional,
03:35economia internacional,
03:37o petróleo aqui que opera na chamada Operação Futuro,
03:42ainda oscila pouco, ainda não sentiu muitos efeitos,
03:46por que eu estou falando tudo isso?
03:48Venezuela, a maior reserva de petróleo do mundo,
03:51Niegrai, quais são as primeiras impressões
03:54que você consegue ter diante desse cenário,
03:56olhando para o comércio internacional,
03:58olhando para a economia,
04:00passando, obviamente, pelo petróleo?
04:01Bom dia mais uma vez.
04:03Feliz 2026 a todos.
04:05Antes da gente chegar no impacto econômico,
04:08gostaria de ressaltar aí a questão humanitária, né?
04:11A Venezuela já foi, durante os últimos anos,
04:14o segundo país do mundo que mais enviou refugiados ao exterior,
04:17perdendo apenas para a Síria,
04:18que foi um país que teve uma guerra civil durante mais de uma década.
04:21Eu acho que aqui, em termos econômicos,
04:23os efeitos mais visíveis são migração e petróleo.
04:27Isso porque a situação venezuelana,
04:29a partir dessa incursão estadunidense,
04:32tende a produzir uma cadeia de impactos econômicos muito relevantes.
04:38O primeiro ponto, eu gostaria de ressaltar,
04:40a desorganização dos fluxos comerciais regionais.
04:44Mesmo fragilizada, a Venezuela ainda ocupa uma posição estratégica no Caribe,
04:48e a instabilidade política prolongada,
04:51com interrupções logísticas, importos e incerteza jurídica,
04:54afastam empresas de transporte, seguradores e operadores logísticos.
04:58O outro ponto, eu acho, é que a gente tem que olhar
05:01para a reprecificação do risco do país em toda a América do Sul.
05:06Investidores internacionais raramente distinguem,
05:08com precisão cirúrgica, cada economia,
05:11quando há choques geopolíticos regionais,
05:13e crises agudas tendem a contaminar a percepção do risco e do retorno.
05:17E aí, para fechar essa primeira resposta,
05:20eu vejo impactos relevantes no mercado financeiro informal
05:23e nas economias de fronteira,
05:25porque uma fragmentação do Estado venezuelano
05:28amplia economias paralelas, com contrabando de combustíveis,
05:32ouro ilegal, tráfico de mercadorias e lavagem de dinheiro.
05:36E esses fluxos distorcem preços locais,
05:39corroem a arrecadação tributária dos países vizinhos,
05:42e criam aí uma concorrência desleal para empresas formais,
05:46mostrando como a gente pode ter uma grande reconfiguração
05:49da região, das cadeias energéticas e das cadeias minerais.
05:55Agora, Negrai, tem uma...
05:59tem uma...
06:01vou colocar como curiosidade, né,
06:03mas é um dado relevante,
06:05que o Nicolás Maduro,
06:07diante de uma pressão militar evidente dos Estados Unidos,
06:10ocupação ali no Mar do Caribe,
06:13no litoral,
06:15em águas internacionais ainda,
06:16da Venezuela,
06:18o Nicolás Maduro começou a cenar a
06:20vamos negociar,
06:22vamos ampliar aqui
06:24a nossa amizade,
06:26ele inclusive usa esses termos, né,
06:28para uma relação mais próxima
06:30com os Estados Unidos,
06:32mais uma vez,
06:33ele havia sinalizado, inclusive,
06:36oferta de terras raras,
06:38a gente nem sabe se a Venezuela tem terras raras, né,
06:41não há uma prospecção sólida,
06:43o que se tem aí,
06:44público e notoriamente,
06:47é a maior reserva de...
06:49petróleo do mundo.
06:51Então, você fala de um risco internacional.
06:54Mesmo diante do Nicolás Maduro,
06:57que sempre teve um discurso muito belicoso
06:58contra os Estados Unidos,
07:00herança do chavismo,
07:01do Hugo Chávez,
07:02levantou uma bandeira branca da paz,
07:05falou,
07:05estou pronto a negociar,
07:07fala em amizade de Venezuela e Estados Unidos,
07:10sofre um ataque desses
07:12com o sequestro do presidente,
07:16retirada do presidente do país
07:18para ser julgado,
07:20provavelmente,
07:21nos Estados Unidos.
07:23Quer dizer,
07:23a violação de vários artigos
07:25do direito internacional.
07:28Isso cria, obviamente,
07:29um clima de instabilidade.
07:31O Brasil pode estar de olho aí,
07:34um pouco arregalado,
07:36um pouco preocupado.
07:37Será que possamos ter uma reviravolta?
07:40Porque houve depois um encontro amistoso
07:42entre o presidente Lula
07:44e o presidente Donald Trump,
07:45retiradas de sanções,
07:47como a lei Magnitsky,
07:49aplicada a integrantes do judiciário brasileiro.
07:52Parecia ali uma lua de mel,
07:55uma relação mais harmônica
07:56entre Brasil e Estados Unidos.
07:57Será que a gente e outros países
08:00podem olhar agora
08:01um pouco mais
08:03com precaução,
08:05com preocupação,
08:07uma mudança de humor
08:09ou uma mudança de promessa
08:11de uma relação cristalina
08:13com os Estados Unidos?
08:16Aí, Favale,
08:17a gente tem múltiplas camadas
08:18para analisar.
08:19O primeiro ponto,
08:21porque esse ataque estadunidense
08:23não teria levado mais de duas horas.
08:25E nos vídeos que eu vi,
08:26a gente não via qualquer reação
08:29antiaérea dos venezuelanos
08:32mostrando um despreparo
08:34ainda maior do que o despreparo
08:36que a gente já imaginava ocorrer.
08:38O outro ponto é que,
08:40possivelmente,
08:41o Maduro e sua esposa
08:42sejam julgados em Nova York.
08:44E aqui o que me preocupa
08:45é que a primeira negação
08:47dos Estados Unidos
08:48para esses ataques
08:49é combater o narcotráfico.
08:51E isso, por direito internacional,
08:53é muito perigoso.
08:53Se a gente utiliza
08:55do combate ao crime
08:57como um argumento
08:59para violar a soberania
09:01de outros Estados,
09:02a gente gera aqui
09:03um precedente perigosíssimo.
09:05É claro que
09:06Nicolás Maduro
09:07não é nem um pouco democrático,
09:09que a situação na Venezuela
09:10vai de mal a pior,
09:12mas isso tudo
09:12não pode ser justificativa
09:14para um ataque militar.
09:16E, além disso,
09:19a gente tem que pensar
09:20que o pronunciamento recente
09:22do presidente Lula da Silva
09:24tentou colocar o Brasil
09:26como um eventual interlocutor.
09:29Porque aqui a Venezuela
09:30entra num vácuo de poder
09:33e democracia não se impõe
09:35pela via das armas.
09:37A gente tem agora
09:38a Maria Corina Machado,
09:40que teria sido
09:41a opositora de Maduro
09:43durante tantos anos,
09:44que é uma competidora
09:47pelo poder.
09:48A gente tem
09:48a vice-presidente da Venezuela,
09:50a gente tem
09:50o Edmundo Gonzalez,
09:52que teria ganho
09:53as eleições do ano passado,
09:55a gente tem aí
09:56o ministro da Defesa,
09:57então são múltiplos
09:59contendores pelo poder
10:00nesse momento
10:01e fica o vácuo
10:03nesse momento
10:04de instabilidade
10:06em que os venezuelanos
10:07prometem reerir,
10:08mas não fica claro
10:09como eles farão isso.
10:11Negrai,
10:12eu queria avançar
10:13um pouquinho
10:14para a gente tocar
10:16nessas manifestações
10:18agora internacionais.
10:20Obviamente que a questão
10:22de comunicação
10:23na Venezuela
10:24está muito complicada
10:25pelos ataques
10:27e obviamente
10:28que como a comunicação
10:29foi tomada
10:32pelo chavismo,
10:34a gente tem
10:35umas questões dúbias
10:38das informações
10:39que chegam por lá.
10:40porém,
10:41outros países
10:42de democracia,
10:44liberais,
10:44onde a liberdade
10:47de expressão
10:47é bem mais respeitada
10:49do que na Venezuela,
10:50a gente tem manifestações
10:52de venezuelanos
10:54comemorando,
10:55celebrando.
10:56A partir dessa premissa,
10:57a gente consegue chegar
10:58numa conclusão prévia
11:00de que haverá
11:02um apoio popular,
11:05pelo menos
11:06de uma parte significativa,
11:07da população venezuelana,
11:09e aí eu estou falando
11:11daqueles que deixaram
11:13a Venezuela,
11:14do êxodo
11:15venezuelano,
11:16como você muito bem destacou,
11:17foi um dos maiores
11:18da nossa história
11:19contemporânea,
11:21por causa da miséria,
11:22por causa da repressão
11:24chavista,
11:25só comparável
11:26a países
11:27com guerra civil,
11:28a exemplo da Síria,
11:29mas é o maior
11:31êxodo
11:31da história
11:32das Américas
11:32que nós temos,
11:33pelo menos
11:34na nossa história
11:35contemporânea,
11:36então estes
11:37venezuelanos
11:38que acabaram povoando
11:39o resto das Américas,
11:41hoje,
11:42com maior liberdade,
11:44saem às ruas
11:44para manifestar
11:46o seu apoio
11:47a esta ação
11:48dos Estados Unidos
11:49e a eventual
11:50queda
11:50de Nicolás Maduro.
11:52Por enquanto,
11:53a gente está exibindo
11:54aí as imagens
11:55que foram gravadas
11:56ao longo da madrugada
11:57por venezuelanos
11:58dos efeitos
12:00dos ataques
12:01aéreos,
12:02bombardeio
12:02dos Estados Unidos.
12:04Depois a gente tem
12:04uma sequência
12:05de imagens
12:05de pessoas
12:06celebrando
12:07no Chile,
12:09na Flórida,
12:10sul dos Estados Unidos,
12:11onde existe
12:12uma colônia gigantesca
12:13de latinos,
12:16essas imagens
12:17ao vivo
12:17da Flórida,
12:19pessoas que são
12:20venezuelanos natos
12:22ou que são
12:23descendentes
12:24de venezuelanos
12:25na rua,
12:26com a bandeira,
12:28mas claramente
12:29num apoio
12:30à ação
12:30dos Estados Unidos,
12:32manifestando
12:32uma esperança
12:33do que pode vir
12:34a ser
12:34uma queda
12:35e o final
12:36do chavismo.
12:37Bom,
12:38indo um pouco
12:39além,
12:40a gente olha
12:40para a fronteira
12:42da Venezuela
12:44e o Brasil
12:44entra nessa conta,
12:46mas a gente também
12:47tem essas imagens
12:48agora,
12:48de um pouco
12:49mais cedo,
12:50de Chile,
12:51do Chile
12:52com uma enorme
12:53quantidade
12:54de imigrantes
12:57venezuelanos,
12:57desse êxodo
12:58que a gente falava,
12:59ali comemorando
13:01entusiasticamente
13:06uma suposta
13:08queda do Maduro,
13:09uma provável
13:10não continuidade
13:12do governo
13:12de Nicolás Maduro.
13:14Bom,
13:15e a gente também
13:17tem uma proteção
13:18na Colômbia,
13:20a Colômbia
13:21dá um passo
13:22aí em questão
13:24militar
13:24de segurança,
13:25coloca
13:26tanques urbanos
13:28na fronteira
13:29justamente
13:30para tentar
13:31evitar,
13:32coibir
13:32ou controlar
13:33melhor
13:33o que pode
13:34vir a ser
13:35um êxodo
13:36maciço
13:37de pessoas
13:38tentando sair
13:39da Venezuela
13:40e inclusive
13:41infiltrados ali,
13:42procurados
13:43por ordens
13:45internacionais
13:46de captura.
13:46Eu sei que eu criei
13:47aqui um enorme cenário,
13:49mas resumidamente,
13:50celebração
13:51de venezuelanos
13:51no exterior.
13:53A gente não tem
13:54ainda mais informações
13:55dessas manifestações
13:57dentro
13:57da Venezuela
13:59porque os meios
14:00de comunicação
14:01são majoritariamente
14:02controlados
14:03pelo chavismo
14:04já há alguns anos.
14:05As emissoras
14:07opositoras
14:08inclusive foram
14:08fechadas,
14:09perseguidas
14:10pelo regime.
14:11E a gente tem
14:11um controle
14:12de fronteira
14:13mais forte
14:14por causa
14:15da Colômbia.
14:16Vamos tentar,
14:16eu sei que a gente
14:17ainda precisa
14:19de mais informações
14:19sólidas,
14:20mas olhando
14:21ali
14:22essa parte
14:24da América do Sul
14:26consequências.
14:27Você falou
14:27dos efeitos
14:28migratórios.
14:30Relações também
14:31vão ficar complicadas.
14:32Há exemplo
14:32da Colômbia,
14:33que é a maior fronteira
14:34de um país
14:35com a Venezuela.
14:36Queria ouvir
14:36a tua opinião
14:37nesse sentido.
14:38Cavani,
14:40eu vejo que
14:41um ponto
14:41mais delicado
14:42agora
14:43é que a captura
14:44do Maduro
14:44pode ser interpretada
14:46como o fim
14:47do problema
14:47por alguns,
14:49especialmente
14:49pelos seus opositores,
14:51mas na prática
14:52ela pode ser
14:53apenas o começo
14:54de um período
14:55ainda mais instável.
14:56Então,
14:57transversões
14:57que começam
14:58sob choque externo
14:59frequentemente
15:01sofrem
15:02com déficit
15:03de legitimidade
15:04doméstica
15:04e com
15:05apontação
15:06de revanche.
15:06e isso abre espaço
15:08para resistência,
15:09para sabotagem,
15:10para disputas internas.
15:12Ao mesmo tempo,
15:13se a oposição
15:14e setores
15:15do Estado
15:15venezuelano
15:16conseguirem
15:17coordenar
15:18uma transição
15:19com mínima ordem
15:20e algum arranjo
15:22de garantias,
15:23a captura
15:24de Nicolás Maduro
15:25pode funcionar
15:26como um gatilho
15:27para reorganizar
15:29o sistema político
15:30e desbloquear
15:31reconstrução.
15:33Mas esse é o caminho
15:34mais difícil
15:34porque exige
15:35coordenação
15:36constitucional
15:37que a Venezuela
15:38perdeu
15:38há muitos anos.
15:41Além disso,
15:42os impactos
15:43disso tudo
15:44são muito
15:45profundos
15:46e tem a questão
15:47como você comentou
15:48da Colômbia.
15:50O Gustavo Petro
15:51quando esteve
15:52em Nova York
15:52para a Assembleia Geral
15:53das Nações Unidas
15:55ele chegou
15:56a informar
15:56os estadunidenses
15:58a desobedecerem
15:59o seu próprio
15:59presidente
16:00e por isso
16:01foi tornado
16:02aí persona
16:03não grata.
16:03Eu lembro-me
16:04que Donald Trump
16:06disse para
16:06Gustavo Petro
16:07você é o próximo
16:09e Gustavo Petro
16:11a gente não pode esquecer
16:12ele é aliado
16:13ideologicamente
16:14de Nicolás Maduro
16:15tal qual
16:16em muito menor medida
16:18o presidente
16:18Lula da Silva
16:19no Brasil
16:20e tal qual
16:21o Gabriel Boric
16:22do Chile.
16:24Então a gente vai ter
16:24na América do Sul
16:25especialmente
16:26múltiplas manifestações
16:28muitas de apoio
16:29com certamente
16:30virar de Javier Milley
16:32da Argentina
16:32e outras tantas
16:34de repúdio
16:35como já veio
16:36aí em certa medida
16:37de Gustavo Petro
16:38mas a questão
16:39é que a partir de agora
16:40esses países todos
16:42vão ter que conseguir
16:43coordenar uma resposta
16:45ao grande fluxo migratório
16:46que virá da Venezuela
16:47e os choques econômicos
16:50que a gente ainda vai ter.
16:51O choque que a gente vai ver
16:52em petróleo
16:53o choque que a gente vai ver
16:55em ouro
16:55o choque que a gente vai ver
16:56no valor dos minérios
16:58isso tudo tende a agravar
17:00a já combalida
17:02economia venezuelana.
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