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O Congresso Nacional deve colocar a segurança pública no centro da agenda ao longo do ano eleitoral. Na Câmara, avançam a PEC da Segurança e o projeto antifacção, enquanto o Senado mantém em andamento a CPI do Crime Organizado, com previsão de ouvir governadores e secretários.
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NotíciasTranscrição
00:00Para começar, o Congresso Nacional deve priorizar a pauta da segurança pública ao longo deste ano.
00:06Tema que tende a ganhar centralidade no debate político em um ano eleitoral.
00:11Na Câmara dos Deputados, a expectativa é de avanço da PEC da Segurança Pública e também do Plano Antifacção,
00:18aquele IPL que a gente tratou várias vezes aqui, o projeto de lei que visa arrumar um dispositivo para enfrentar as facções criminosas.
00:28Ambos foram enviados pelo governo e considerados estratégicos, mas foram bem alterados.
00:33O projeto Antifacção já foi aprovado no Senado com alterações que endurecem penas e criam novos tipos penais ligados ao crime organizado.
00:43Já a PEC da Segurança Pública propõe mudanças estruturais na atuação integrada das forças de segurança e nos investimentos do setor,
00:52mas enfrenta resistência de governadores. Eles temem perda de autonomia dos estados.
00:57Além disso, o Senado mantém em andamento a CPI do crime organizado, que deve ouvir governadores e secretários de segurança no início do ano,
01:06reforçando o protagonismo do tema no Congresso em 2026.
01:11Os temas de segurança pública em destaque aqui na abertura de Os Pingos nos Is.
01:16Delegado Palumbo com a gente. Está ao vivo, delegado Palumbo?
01:19Se estiver, coloca em tela para mim.
01:21Delegado, seja bem-vindo. Ótima noite a você.
01:23O delegado Palumbo atuou muitos anos, nas ruas inclusive, representando a Polícia Civil de São Paulo, agora é parlamentar.
01:30Também trata de muitas iniciativas que discutem a segurança pública.
01:36Delegado, como avalia esses dois projetos?
01:39A PEC da Segurança Pública, o PL Antifacção.
01:43Há uma expectativa para a aprovação dos dois, né? Bem-vindo.
01:46Boa noite, Caniato. Boa noite, amigos da Jovem Pan e meus colegas de programa.
01:53Olha, eu vejo com bons olhos, desde que seja para endurecer leis, para prejudicar a estadia do bandido na cadeia.
02:03O bandido tem que entender que cadeia não é resort.
02:06O bandido tem que entender que tem punição, que deveria ao menos ter punição.
02:10O bandido tem que entender que se ele cometer o crime ele vai cumprir em regime integral, ou seja, a gente teria que acabar com a progressão de regime.
02:19Agora, o que não pode ter é nenhum projeto de lei por parte do governo federal, do Poder Executivo, com aquela roupagem de que, olha, agora vamos endurecer as leis, vamos agora combater o crime.
02:30E aí a gente vê a figura do faccionado privilegiado.
02:35Desde quando um membro de facção, seja ele do PCC, do Comando Vermelho, do Terceiro Comando Puro, ou de qualquer facção existente no Brasil,
02:43você tem que dar uma regalia, um benefício, ou falando a linguagem do povo, uma boiada para ele, dizendo que ele pode ser um faccionado privilegiado,
02:51desde que ele seja primário e tenha bons antecedentes.
02:54Não é porque a pessoa tem um bom antecedente que ela é uma pessoa boa.
02:58Às vezes, o que a gente costuma dizer no linguajar policial, eu fiquei nas ruas 20 anos como policial,
03:04trabalhando efetivamente nas ruas, em grupos de operações especiais, não é porque não tem passagem que é santo.
03:10Às vezes, ele nunca rodou.
03:12Às vezes, ele nunca foi preso em flagrante.
03:14Às vezes, ele conseguiu sair da polícia, conseguiu fugir de um flagrante e conseguiu se eximir da responsabilidade, da punibilidade.
03:22Afinal de contas, nem todos os crimes são investigados por uma série de fatores.
03:27O primeiro, e o mais importante, é porque todas as polícias civis de todos os estados estão sucateadas, falidas e mal pagas.
03:35Muitas vezes, os governadores, eles preferem investir na polícia militar e tem que ser investido na polícia militar, sim.
03:42Por quê? Porque ela aparece.
03:44Então, você vê 10 viaturas da polícia militar na rua e a polícia civil, ela faz aquele trabalho mais escondido,
03:50de investigação, não aparece tanto, precisa de viaturas descaracterizadas.
03:55Você não sabe quando é um policial, quando não é, ele tem que entrar no meio da bandidagem, ele tem que se disfarçar,
04:01ele tem que passar, literalmente, batido.
04:04As pessoas não têm que saber quem é um policial civil.
04:07As pessoas têm que entender que a polícia civil faz o trabalho de bastidores,
04:11de investigação, de inteligência, para chegar nos grandes autores, dos grandes chefes das facções,
04:18como aconteceu com o André do Rap, onde a delegacia de roubo a bancos,
04:23que na época era comandada pelo delegado Fábio Caipira,
04:26dica-se de passagem, foi afastada de maneira injusta, não deveria ter sido afastada,
04:30porque não deve nada, era um excelente delegado.
04:33Foi ele com a sua equipe que investigou o André do Rap e não foi uma investigação fácil, não.
04:38Demorou muito e muito tempo mesmo.
04:40Depois pediu apoio para o grupo de operações, a divisão de operações especiais,
04:43quando eu fazia parte, foram lá e prenderam.
04:46E esse bandido, esse mesmo bandido, saiu numa canetada.
04:49Mas eu posso dizer com absoluta tranquilidade que eu conheço as polícias, né?
04:54O DEIC, que faz parte da elite da Polícia Civil de São Paulo,
04:57encontra-se sucateado.
04:59Para quem não acredita em mim, basta ir na porta do DEIC
05:02e vocês vão ver os investigadores saindo com uma blazer velha.
05:06Não é essa trem ou blazer nova, não.
05:08É uma blazer velha, com 15 anos de uso.
05:10Como é que você vai fazer um trabalho de excelência se você quer ter recurso?
05:14Sem contar o déficit de mais de 10 mil policiais, 20 mil policiais na Polícia Militária.
05:19Eu converso com oficiais em Ribeirão Preto, converso com o Praça, com o Soldado, Cabo e o Sargento.
05:23E a situação é, infelizmente, muito triste, porque não se tem o recurso.
05:27Então, eu vejo com bons olhos, sim, o Congresso Nacional, através de seus deputados e senadores,
05:32fazer leis mais pesadas, elaborar leis mais pesadas.
05:35Agora, será que o Poder Executivo vai vetar ou vai sancionar?
05:40O que será que vai acontecer?
05:42Quais são os interesses?
05:43Eu não vejo com bons olhos o Poder Executivo, a partir do momento que ele manda ali para o Congresso Nacional,
05:49para a Câmara dos Deputados, um projeto de lei que visa a PEC da Segurança, a PEC das facções.
05:54Vamos colocar a figura do faccionado privilegiado.
05:57Então, a gente tem que estudar esse projeto, se ele vier com alterações, seja do Senado, ele vota para a Câmara dos Deputados,
06:05e sempre pensar em vítima e cidadão do bem.
06:08O bandido teve o livre-arbítrio, ele cometeu o crime porque ele quis.
06:12Ninguém obriga ninguém a cometer crime, ele cometeu porque ele quis.
06:16Esse negócio de falar que condição social é um fator que faz com que as pessoas entrem no crime,
06:21é uma grande mentira, uma grande falácia.
06:23A maioria da população é gente pobre, gente humilde, gente periférica, que acorda 4, 5 horas da manhã,
06:31que vai para o seu trabalho com a marmitinha, arroz com ovo,
06:34trabalha 12, 13, 14 horas contando o transporte público.
06:38Muitas vezes São Paulo fica 2 horas para ir, 2 horas para voltar, e não é bandido, muito pelo contrário.
06:43São gente honesta, que detesta, odeia o crime, porque eles são as maiores vítimas dos roubos, dos furtos,
06:50e de todos esses crimes que acontecem no Brasil.
06:53Caneato.
06:54Pois é, o que as pessoas querem?
06:55Que os cidadãos querem?
06:56Que os bandidos compram a pena, que os bandidos fiquem presos.
07:01Chamar o Roberto Mota.
07:02Mota está ao vivo, também com a gente conectado.
07:04Mota, seja bem-vindo, ótima noite a você.
07:07Esses projetos, essas pautas que serão tratadas pela Câmara e pelo Senado,
07:12o Congresso Nacional, em vias de aprovar tanto a PEC da Segurança Pública,
07:16quanto o projeto de lei chamado de Antifacção.
07:20Estão pendentes.
07:21Quais são suas expectativas?
07:23Eles resolvem muitos dos problemas que vocês apontam aqui,
07:27quando a gente fala sobre segurança pública, Mota?
07:30São dois projetos excelentes.
07:33O projeto Antifacção, de autoria, ou de relatoria, do deputado Guilherme Territi,
07:40é um projeto excelente.
07:42E a PEC da Segurança Pública, que veio do governo como uma PEC da Insegurança Pública,
07:51mas foi totalmente reformada, salvo engano, pelo deputado Mendonça Filho,
07:56e se tornou agora, sim, uma PEC digna desse nome.
08:01Boa noite, Caniato.
08:02Boa noite, meus colegas de bancada.
08:04Boa noite à nossa audiência.
08:06Agora a gente precisa fazer um alerta.
08:09As eleições estão chegando e o populismo vai ser elevado ao grau máximo.
08:17Na Segurança Pública, populismo significa falar muito e fazer pouco.
08:24É gente demais querendo lacrar, chamando bandido de vagabundo
08:29e não fazendo quase nada para mudar a situação.
08:34A verdade é que o pensamento marxista dominou o sistema de justiça criminal
08:41e a produção legislativa do Congresso.
08:45Esse pensamento tem que ser jogado no lixo, antes que a situação possa mudar.
08:53Pois é, Congresso Nacional, por meio dos seus representantes,
08:56diz que irá priorizar a pauta da segurança pública no início desse último ano desta legislatura.
09:03Alan Gani aqui com a gente no estúdio.
09:05Vamos ficar na dividida?
09:07Gani, seja bem-vindo, viu?
09:09Ótima noite a você.
09:10O Gani participou do 3 em 1, faz a dobradinha com o programa Os Pingos nos Is.
09:14Conta para a gente, quais são as perspectivas, em razão de 2026,
09:18ser um ano eleitoral?
09:19Isso pressiona os congressistas a darem uma resposta para a sociedade?
09:24Então as perspectivas são boas na sua avaliação?
09:26Bom, eu sigo otimista em relação a esse tema, as perspectivas são boas,
09:32porque o brasileiro não aguenta mais a situação da falta de segurança pública
09:38em todas as cidades brasileiras.
09:40Os altos índices de criminalidade, a gente chegou no limite, Caniato.
09:44Veja, desde que eu me conheço por gente,
09:48eu ouço aquele lenga-lenga sociológico de que as causas da violência são muito complexas,
09:57a gente precisa entender melhor.
10:00E esse discurso não dá mais, né?
10:03Esse falatório bonito, intelectual, não dá mais.
10:07A gente precisa de ações práticas.
10:10E claro que a resolução da diminuição da criminalidade
10:15passa pela redução da impunidade.
10:18A redução da impunidade significa leis mais duras,
10:23e aí o Congresso fazendo o seu papel, mesmo que seja num ano eleitoral,
10:28mas também a aplicação dessas leis.
10:31Ou seja, o poder judiciário tem que aplicar.
10:34E aí o Palumbo pode dizer melhor do que eu.
10:36Inclusive, eu lembro de uma história que ele contou
10:38que ele prendeu acho que oito vezes o mesmo bandido
10:41e a justiça soltou oito vezes.
10:43Então não adianta ter leis mais duras se a justiça não cumprir essas leis.
10:50Então passa por uma solução de Estado que envolve também não só o Congresso,
10:56mas também o poder judiciário.
10:58Pois é, deixa eu passar para o delegado Palumbo para trazer essa impressão,
11:02porque tem muita possibilidade disso acontecer, né, delegado Palumbo?
11:07Tantas vezes iniciativas foram aprovadas no Congresso Nacional,
11:11Executivo veta, volta para o Congresso, há a derrubada do veto,
11:15Lá na frente um partido ajuíza,
11:18uma corte acaba dizendo que tal parte do projeto é inconstitucional.
11:23Isso não é impossível de acontecer, né, delegado?
11:28O que os congressistas têm que entender é que,
11:30independente do viés político ideológico,
11:34se é de direita, de esquerda ou de centro,
11:36a segurança pública não é uma pauta que diz respeito nem à direita,
11:40nem à esquerda, nem ao centro, diz respeito à população.
11:43Ou vocês acham que aquela senhora que está num ponto de ônibus,
11:47ou aquele trabalhador que está num ponto de ônibus,
11:49ele está preocupado com a polarização política?
11:52Não, ele não está preocupado com a polarização política.
11:55Ele está preocupado de ficar num ponto de ônibus
11:57e não vir duas pessoas numa moto e colocar um 38 na sua cabeça
12:02e levar um celular que às vezes não custa nem 500 reais.
12:07Essa é a preocupação dele.
12:08Ele está preocupado que quando ele for roubado,
12:11dele ir na delegacia e a delegacia não está fechada,
12:14porque não tem policial.
12:16Essa é a preocupação dele.
12:17Ou então, quando o seu filho, seu neto fica doente,
12:19a preocupação dele é ir num hospital e ter atendimento público.
12:23Eles não estão nem aí.
12:25Falando português, claro,
12:26eles estão um pouco se lixando para a polarização.
12:29A direita, ela atua muito mais na área da segurança pública.
12:33E a esquerda, ela atua muito mais,
12:35é triste falar isso, mas é a realidade.
12:37Eles atuam muito mais defendendo o bandido.
12:41E para quem não acredita em mim, basta pesquisar.
12:43Tem vários projetos de minha autoria,
12:45de autoria de outros colegas,
12:47com intuito de endurecer pena.
12:48E eles ficam romantizando,
12:50dizendo que a cadeia não vai resolver.
12:52Não, o que vai resolver então?
12:54Vai resolver o quê então?
12:55Vai dar livros para ele ler,
12:57soltar a pombinha, abraçar uma árvore?
12:58É isso que vai resolver para o bandido?
13:01É claro que não vai resolver.
13:02Ou o bandido entende que aqui no Brasil
13:05teremos tolerância zero?
13:07Tolerância zero.
13:08Se você cometer um crime,
13:10você vai cumprir a pena do começo ao fim.
13:12O que o Alan Gani falou é verdade.
13:14Eu prendi um mês o bandido,
13:15mais de cinco vezes ali na boca das motos.
13:19Ele já me chamava pelo nome,
13:20eu não precisava nem algemar ele.
13:21Eu abria o tampão da viatura,
13:23ele entrava.
13:24E ele falava para mim,
13:25eu vou sair na audiência de custódia.
13:27E antes de sair, ainda me dão a refeição.
13:30É isso que eles falavam.
13:31Porque eles já entenderam
13:32que a audiência de custódia
13:34só serve para dar voz para bandido.
13:38E já contei essa história aqui.
13:40Quando se começou a audiência de custódia,
13:42não se tinha a elaboração,
13:45não se tinha as audiências
13:46de sábado, domingo e feriado.
13:48O bandido, ele entendeu isso.
13:50Então, eu ouvi,
13:51ninguém me contou,
13:52de um sequestrador que nós prendemos,
13:55que ele falou que não cometia crime na sexta-feira
13:57porque no sábado não teria audiência de custódia.
14:00Ou seja,
14:01a capacidade intelectiva do bandido
14:03de entender o que é bom para ele
14:05é gigantesca.
14:07Só que como a gente
14:08tem leis frouxas
14:09que beneficiam bandido,
14:11eles deitam e rolam.
14:13Depois, a audiência de custódia,
14:14agora tem todos os dias.
14:15Tem sábado, tem domingo,
14:16tem feriado.
14:18O juiz, muitas vezes,
14:19fica na casa dele,
14:20aí manda desalgemar o preso
14:22e o coitado do policial penal,
14:24do policial civil,
14:25do militar,
14:26está lá com meia dúzia de preso.
14:27E o juiz lá da sala dele,
14:28tranquilão,
14:29no ar-condicionado,
14:30do jeito que nós estamos aqui,
14:31dá uma ordem,
14:32vai lá e desalgema.
14:34Aí o policial fala,
14:35não, mas eu não tenho segurança,
14:36porque tem outros bandidos que,
14:37não, não, não quero saber,
14:38desalgema.
14:39Então, esse juiz tem que ser punido.
14:40Se tiver algum tipo de fuga,
14:42ele tem que ser punido.
14:43Eu tenho um projeto de lei.
14:44Você está mandando soltar?
14:45Tudo bem.
14:46Mas se o preso fugir,
14:47atacar alguém,
14:48a responsável é a tua excelência.
14:49Porque é muito fácil
14:50ficar ditando regras
14:51do ar-condicionado.
14:52O bandido caniaco
14:53só vai entender isso aí.
14:54Se ele enfrentar a polícia,
14:56ele vai morrer
14:56e vai parar no cemitério.
14:58Se ele resolver se entregar,
15:00ele vai ser preso
15:01e vai cumprir a pena dele
15:03em regime integral.
15:05Não adianta a gente
15:06ficar romantizando.
15:07Um exemplo também
15:08que eu posso dar para vocês
15:09é o do feminicídio.
15:10Quatro mulheres morrem por dia
15:12vítima de feminicídio.
15:13Quatro.
15:14É muita coisa.
15:15A pena do feminicídio
15:16chega a 40 anos.
15:18O autor deste crime,
15:20quando ele é condenado,
15:22ele fica 10, 12 anos
15:24e vai para o semiaberto.
15:25Semiaberto, ele pula
15:25para o aberto.
15:26Ou seja,
15:27ele entende um indivíduo,
15:29um criminoso de 20 anos,
15:30de 25 anos,
15:31falar, vale a pena,
15:32eu vou cometer esse crime
15:33porque eu vou sair com 35.
15:35Jovem,
15:36vai arrumar outra mulher
15:36e vai matar novamente.
15:38Agora, eu duvido
15:39que se ele soubesse
15:39que ele ia ficar preso
15:40em jaulado
15:4150, 60, 70 anos,
15:44ele ia pensar 10 vezes
15:45antes de cometer
15:46esse tipo de delito.
15:47Então, a sociedade
15:48também pode nos ajudar
15:49pressionando esses deputados
15:51que ficam romantizando o crime.
15:52E muitos deles,
15:54eu fico até um pouco nervoso,
15:55revoltado,
15:56eu vejo eles
15:57nas redes sociais falando,
15:58na TV falando.
16:00Mas aí,
16:01quando tem que votar,
16:02por exemplo,
16:02o fim da saidinha,
16:03eles se omitem,
16:04não votam.
16:05Ou então,
16:06eles inventam uma doença aí
16:07e apresentam um atestado
16:09para não votar.
16:10É covardia.
16:12É covardia
16:12para não dizer outra coisa.
16:14Eles não querem
16:15bandido na cadeia.
16:16Por quê?
16:16Porque é voto.
16:17800 mil presos,
16:18multiplica isso por 5,
16:19que são os familiares dele.
16:20Quantos votos
16:21não dá isso daí?
16:22Eu não vou atrás
16:23de voto de preso,
16:25mas tem muito político
16:26que vai, Caniato.
16:27Agora,
16:27Mota,
16:28tudo bem.
16:29Vários especialistas
16:30indicam em vocês mesmos,
16:33chegaram a comentar
16:35que há ideias
16:36muito importantes
16:37que poderiam ajudar
16:38no enfrentamento
16:38ao crime organizado,
16:40caso esses dois projetos
16:41sejam aprovados.
16:42Mas eles
16:43não resolvem
16:44todos os problemas, né?
16:45Muito se fala
16:46sobre uma revisão
16:47ampliada
16:49do Código Penal,
16:50mudanças importantes
16:51na lei de execução penal,
16:52enfim,
16:53o que é preciso considerar?
16:55O que para você
16:55é necessário
16:56olhar com lupa
16:58e promover
16:59uma alteração
16:59muito em breve?
17:01Se não for possível
17:01esse ano,
17:02talvez nos próximos
17:03dois anos.
17:06Seu microfone
17:07está fechado.
17:08Checa, por favor.
17:10Caniato,
17:10eu tenho
17:11uma listinha aqui,
17:13minha listinha
17:13de estimação,
17:15que é acabar
17:16com a progressão
17:17de regime,
17:18acabar com a audiência
17:19de custódia,
17:21acabar com a saidinha
17:22já neste momento,
17:25reduzir a maioridade penal,
17:28acabar com as visitas íntimas,
17:30acabar com o auxílio-reclusão,
17:33acabar com o limite
17:34de tempo de prisão,
17:36acabar com a separação
17:37dos criminosos presos
17:38de acordo com as facções.
17:40E, por último,
17:41era o dinheiro
17:42que foi investido
17:44na refinaria Abreu e Lima,
17:46uma mesma quantidade
17:47e começar
17:48um programa nacional
17:50de construção
17:51de novas vagas
17:53em presídios.
17:54Pelos meus cálculos,
17:55dá para construir
17:56quase um milhão
17:58de vagas
17:59com o dinheiro
18:00que foi gasto
18:01na Abreu e Lima.
18:03É o suficiente
18:03para acomodar
18:04todos os criminosos
18:06condenados hoje
18:07e ainda deixar
18:09espaço sobrando.
18:11O problema
18:11não é dinheiro,
18:12né, Gani?
18:12É preciso ter vontade,
18:14o que muitos chamam
18:15de vontade política.
18:16Exatamente, né?
18:18Governar
18:18é estabelecer
18:19prioridades.
18:21E aí,
18:22aproveitando um gancho
18:23da fala do Palumbo,
18:24da visão ideológica
18:26da esquerda
18:28em relação
18:28ao combate
18:29à criminalidade,
18:30a esquerda
18:31dissemina
18:32uma falácia
18:33que, evidentemente,
18:34não é verdade.
18:35Ah,
18:36que não adianta
18:37essa política
18:38de repressão
18:39porque ela foi
18:40adotada no Brasil,
18:41ela é adotada,
18:42veja-se,
18:43prende-se muito
18:44aqui no Brasil
18:45e não resolve.
18:46É uma mentira isso.
18:47Por quê?
18:48Porque eles usam
18:49números absolutos
18:51e você,
18:52evidentemente,
18:53tem que normalizar
18:54pelo tamanho
18:56da população,
18:57ou seja,
18:57relativo ao tamanho
18:58da população.
18:59Quando a gente
19:00normaliza
19:01pelo tamanho
19:02da população,
19:03o Brasil vai lá
19:04para
19:04trigésimo
19:06quinto lugar
19:07em relação
19:08à quantidade
19:09de bandidos
19:10presos.
19:11Mas, mesmo assim,
19:12eu faço uma ressalva.
19:13É errado também
19:14normalizar
19:15pelo tamanho
19:16da população.
19:16O que é o correto?
19:18O que é a estatística
19:19correta?
19:20Seria
19:20eu prendo
19:21em relação
19:22aos crimes
19:23cometidos.
19:25E aí,
19:25o Brasil
19:26prende muito pouco,
19:27porque
19:27há muitos crimes
19:30e,
19:30diante dos crimes
19:31que são cometidos,
19:33prende-se muito pouco
19:35e o bandido
19:36fica preso
19:37durante pouco tempo,
19:39que é o que o Mota
19:40trouxe.
19:41Tem uma série
19:42de subterfúgios,
19:43progressão
19:44de pena,
19:45enfim, etc.,
19:47que acabam
19:48soltando o bandido.
19:49Então,
19:49este que é um
19:50grande problema,
19:51essa política
19:52mais repressiva
19:54ao crime,
19:55ou seja,
19:56manter
19:56o bandido
19:58preso,
19:59nunca foi testado
20:00no Brasil.
20:01E é o que,
20:03pelo menos,
20:03é o que a literatura
20:04especializada,
20:06científica,
20:06tem uma área
20:07de economia
20:07do crime
20:08e mostra
20:08que,
20:09quanto maior
20:10o enforcement
20:10da lei,
20:11uma palavra bonita,
20:12o que é esse enforcement
20:13da lei?
20:14É o policial
20:16prender,
20:17a justiça
20:18manter
20:19o bandido
20:20preso.
20:21Quando esse enforcement
20:22da lei,
20:23o conjunto
20:23de policiais
20:25e a justiça
20:26trabalhando em sintonia
20:28e mantendo
20:28o bandido
20:29preso,
20:30isso é provado
20:31que reduz
20:32a criminalidade.
20:33Tem um meta-estudo
20:34que mostra exatamente isso.
20:35Pegou lá
20:35800 artigos científicos
20:37e a maioria
20:38mostra que o enforcement
20:39da lei
20:40é o que reduz
20:41a criminalidade.
20:42O problema
20:42é que o enforcement
20:43da lei aqui no Brasil
20:44é capenga,
20:45porque só a polícia
20:46faz o trabalho.
20:48Mas as leis
20:48são frágeis
20:49e aí abre brecha
20:51para soltar o bandido
20:52com audiência
20:53de custódia,
20:54com progressão
20:55de pena, etc.
20:56Enfim,
20:56isso nunca foi testado
20:58de verdade
20:59no Brasil.
21:00E aí
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