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O sistema Cantareira inicia o ano no menor nível para o período desde 2013, com apenas 20,18% do volume útil e já em faixa 4 de restrição. A crise hídrica preocupa a região metropolitana de São Paulo e impacta agronegócio, indústria, energia, inflação e a atratividade do estado para investimentos como data centers. Análise com Léo Valente e Rodrigo Loureiro.

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Transcrição
00:00A água disponível para o abastecimento da região metropolitana de São Paulo
00:04entrou, esse ano novo, no menor nível para o período desde 2013.
00:10O sistema Cantareira, principal fonte de água da capital
00:13e do entorno da região metropolitana,
00:17fechou em dezembro com 20,18% do volume útil
00:21e vai seguir operando em janeiro na faixa 4 de restrição,
00:26segundo dados das agências reguladoras.
00:30Bom, a gente vai conversar um pouco mais, saber os detalhes,
00:34com o Léo Valente, que traz informações minimamente preocupantes
00:40para a maior cidade do país e reforço esse problema, né, Léo?
00:44Não é só para o morador da capital paulista, atinge cidades do entorno
00:48que também, dadas as devidas proporções, são bastante grandes, né?
00:53Menor em volume de pessoas, mas também tão importantes quanto a capital,
00:58a região metropolitana, a base paulista, regiões muito industrializadas.
01:04Boa tarde, bom início de dia, bom início de ano,
01:07espero que essa seja só uma má notícia,
01:11que ao longo de 2026 nós possamos compartilhar com o nosso público
01:15só ótimas informações.
01:17Prazer em te revê-lo, excelente ano de 2026 para você, Léo Valente.
01:21Obrigado, Favale, pra você também, pra todo mundo,
01:27e que assim seja, né, que seja só uma notícia, né,
01:31e que a gente continue seguindo nesse ano de 2026,
01:34trazendo boas notícias pra todo mundo,
01:35em todos os segmentos da economia,
01:38aqui pros nossos telespectadores, né,
01:41mas falando agora sobre esse ponto, né, que você citou,
01:45feliz ano novo pra você também, pra todo mundo, né,
01:47fazendo essa primeira saudação aqui no Fast Money,
01:50falando sobre essa questão da crise hídrica, né, de ser alerta.
01:55Como você estava falando, agora está na faixa 4 de restrição do consumo de água
02:00aqui na região metropolitana, no sistema Cantareira,
02:03que é o principal reservatório que abastece mais da metade da população
02:07da região metropolitana de São Paulo.
02:09Por isso que existe esse alerta, como você falou,
02:12fechou o dezembro com 20,18% da capacidade útil,
02:16do volume útil que pode ser utilizado para o abastecimento e consumo humano.
02:20Em novembro, esse índice tinha sido de 20,99%,
02:24então já houve uma redução.
02:26E se baixar mais que isso, pode entrar na faixa 5 de restrição,
02:31que é a mais rígida, a mais severa no controle do consumo.
02:35Nessa faixa 4, o que se prevê é a redução da pressão das torneiras
02:39no período noturno, entre as 7 da noite e as 5 da manhã.
02:43Então existe uma redução na água distribuída nas torneiras dessa região,
02:51principalmente atendida pelo sistema Cantareira,
02:53para evitar que o consumo acabe levando a uma redução ainda maior
02:58desse volume do sistema Cantareira
03:01e que outras medidas ainda mais drásticas precisem ser tomadas
03:04por causa dessa dificuldade de reabastecimento,
03:10principalmente em função do clima,
03:12já que se depende muito do volume de chuvas
03:14para que esses reservatórios possam ter uma capacidade adequada
03:18de segurança para o abastecimento da população.
03:21Então essas medidas foram tomadas,
03:23tanto a SP Águas quanto a ANA, a Agência Nacional de Águas,
03:26vem acompanhando e vem também pedindo a Sabesp
03:30para a tomada de medidas e também conscientização dos consumidores
03:34para que reduzam o volume de água utilizado nesse sentido.
03:39Mas como a gente tem acompanhado,
03:41não é só a questão do abastecimento que acaba tendo essa preocupação
03:45e esse risco de diminuição e de falta de água
03:54caso se chegue a uma situação mais extrema,
03:57porque a mesma chuva que é esperada para abastecer os reservatórios aqui
04:02para o consumo humano é a mesma também,
04:03o mesmo ciclo é aquele que depende, por exemplo, o agronegócio.
04:07Esse é um setor que acaba sendo mais afetado.
04:11Outros também, industrial, como você estava citando,
04:14a questão do ABC paulista,
04:16existe também essa demanda por água do setor econômico,
04:20mas no caso do agronegócio a preocupação é ainda maior,
04:22porque, por exemplo, a cana-de-açúcar e a citricultura,
04:25que inclui tanto a laranja quanto o limão,
04:28dependem muito desse volume de chuvas,
04:31ainda mais agora, nesse período,
04:32que é crítico para o desenvolvimento da lavoura,
04:35tanto da cana-de-açúcar como também da produção,
04:38principalmente de laranja,
04:40no cinturão citrícola aqui de São Paulo
04:43e também do sudoeste e do triângulo mineiros.
04:47Essas são as regiões que dependem muito,
04:50porque ainda há pouca irrigação.
04:52Então, tanto o volume que é monitorado de chuvas
04:55para os reservatórios,
04:58também se espera que esse mesmo volume,
05:01que essas chuvas também colaborem com esse desenvolvimento.
05:04E a preocupação é que esse estresse hídrico,
05:07como os especialistas chamam,
05:08acabe dificultando tanto o desenvolvimento da cana-de-açúcar
05:12e prejudicando a capacidade, por exemplo,
05:15que poderia se ter de produção de açúcar com a cana,
05:20como também no desenvolvimento da laranja,
05:23que é o principal produto da citricultura
05:26aqui do estado de São Paulo,
05:29principalmente já que essa região aqui,
05:32o estado de São Paulo
05:32e essas outras duas regiões do estado de Minas Gerais
05:35são os principais polos produtores de laranja
05:38e, além disso,
05:39São Paulo tem o principal polo de produção,
05:43de produção tanto de suco como de congelado,
05:48em relação ao beneficiamento da laranja
05:52e isso tem um impacto,
05:54não só para quem está produzindo,
05:55mas também para a oferta no mercado,
05:58como também para a exportação
06:00e isso acaba tendo reflexos
06:02na arrecadação de impostos aqui também
06:04e na movimentação da economia de uma forma geral.
06:08Então, existe essa preocupação
06:09e a expectativa, a perspectiva não é tão positiva assim
06:14porque janeiro deve ter chuvas abaixo da média
06:17do que seria o esperado
06:18e, principalmente, do que é o normal
06:20para essa época e para contribuir com essas produções,
06:24no caso do agronegócio
06:26e também com relação à recuperação dos volumes,
06:29principalmente do sistema cantareira
06:32aqui na região metropolitana de São Paulo.
06:34Favale?
06:35Léo, você foi muito perspicaz em citar,
06:38claro, a questão do agronegócio
06:39e fazer um recorte específico da citrocultura
06:43porque o suco de laranja,
06:45uma fórmula ali a partir do extrato da laranja,
06:48é uma commodity,
06:50tem valor internacional
06:51e é um dos produtos de destaque
06:53na nossa cesta de exportação.
06:56Então, um efeito em cadeia,
06:57menos chuva, menos água,
06:59problema no agronegócio,
07:01neste recorte da citrocultura,
07:04isso mexe, inclusive,
07:05numa cadeia mais avançada
07:07na nossa balança comercial.
07:09Léo, obrigado.
07:11Daqui a pouco, obviamente,
07:12a gente volta a se falar com outros assuntos.
07:15Então, quando a gente fala de crise hídrica,
07:18estresse hídrico em São Paulo, capital,
07:21que é a cidade mais rica do país
07:23e um polo muito populoso,
07:26o estado de São Paulo,
07:27mais de 20 milhões de habitantes
07:29com uma cadeia de negócios,
07:31produção, indústria, agronegócio,
07:33importantíssimo.
07:34Para a gente entender os desdobramentos,
07:36porque isso vai afetar,
07:38interno e externamente,
07:39a economia do Brasil,
07:40o Rodrigo Loureiro,
07:41nosso analista de economia,
07:43negócios, mercado,
07:45está aqui de volta.
07:47Loureiro, vamos fazer alguns recortes?
07:49Eu achei importantíssimo
07:50isso que o Léo Valente trouxe,
07:52citrocultura, agronegócio,
07:54cana-de-açúcar,
07:55que é importantíssimo no estado de São Paulo,
07:57é importante para a nossa cesta.
08:00A mais interna, menos externa,
08:02de menor exportação,
08:03mais importante,
08:04consome muita água.
08:06Daqui a pouco,
08:06a gente chega na indústria de transformação,
08:08que também bebe muita água.
08:10Mas vamos falar dos impactos
08:11no agronegócio.
08:13Vamos começar por aí.
08:14É óbvio que é uma questão de saúde,
08:16tem o conforto da população,
08:18mas vamos manter o nosso DNA aqui,
08:20falando um pouco também
08:21do negócio e o impacto
08:23dessa crise hídrica.
08:24São três impactos, Favale.
08:26Primeiro é o seguinte,
08:27quando você tem essa crise,
08:28a primeira medida
08:29é você começar a fazer
08:30um racionamento da água.
08:32Então, para você fazer
08:33esse racionamento,
08:34dentro da sua empresa,
08:35você precisa adotar
08:36diferentes protocolos.
08:37Você precisa mudar
08:38a forma como você está operando.
08:40seja uma empresa do setor de agro,
08:42seja uma empresa do setor industrial,
08:43de serviços.
08:44Enfim, essas empresas,
08:46com a demanda por água,
08:47seja uma demanda maior,
08:48como é, por exemplo,
08:49no setor de agropecuária,
08:52ela precisa readequar
08:53o seu negócio.
08:54Então, isso já gera custo,
08:56já aumenta o custo.
08:57Segundo impacto,
08:58sistema baixo,
09:00em um nível baixo,
09:02você gera uma inflação
09:04em preço de água
09:05e em preço de energia elétrica.
09:06elétrica.
09:08Então, o custo
09:09da energia elétrica
09:09tende a aumentar.
09:11Já é mais custo
09:12para essas empresas,
09:13empresas do agro,
09:14empresas do setor industrial,
09:16empresas de comércio,
09:17de serviços,
09:18e por aí vai.
09:19Terceiro impacto,
09:20aí,
09:21um impacto governamental.
09:22Por quê?
09:23Você começa a demandar
09:25por mais infraestrutura hídrica,
09:27novos sistemas,
09:29novos bolsões
09:30para você pegar mais água
09:32da chuva,
09:33fazer mais transposições,
09:34mais transposições.
09:36Enfim,
09:36isso custa dinheiro.
09:37Fazer essas obras
09:38custa muito dinheiro
09:40e o governo
09:41fica muito pressionado
09:42para que faça isso de fato.
09:45Só que vai ter dinheiro
09:46para fazer isso?
09:47A gente estava falando agora
09:47do orçamento,
09:48que o orçamento deve gerar
09:49um superávit para 2025,
09:51mas se você tem uma crise
09:53atrás de crise,
09:54se você tem crise
09:54atrás de crise,
09:55você começa a ter
09:56uma demanda muito alta
09:57para que você faça
09:58essas obras,
09:59para que você aumente
10:00a sua capacidade
10:01de produção de energia elétrica,
10:03sua capacidade
10:03de pegar mais água da chuva
10:05e por aí vai.
10:06Aí isso custa dinheiro.
10:07Então,
10:07são três impactos.
10:09E para o governo
10:09gastar dinheiro,
10:10ele precisa arrecadar.
10:12Então,
10:12você pode ter
10:12aquele impacto
10:13de imposto.
10:14O imposto
10:15para essas empresas
10:16pode ser um pouquinho maior
10:17devido à situação
10:18de uma crise hídrica.
10:20Só para a gente pensar,
10:21então,
10:22a gente tem esse primeiro
10:23de racionamento,
10:24custo aumento,
10:25energia elétrica
10:26vai aumentar,
10:27então,
10:27a inflação de energia elétrica
10:28e do custo da água
10:29e um possível imposto
10:31se nada resolver.
10:32Vamos amarrar o restinho
10:34de 2025,
10:35esse começo de 2026,
10:36onde que eu quero chegar.
10:37Loureiro,
10:37é o seguinte,
10:38houve uma corrida
10:39clara,
10:40pública e notória
10:41aqui no Brasil
10:42de diferentes estados,
10:43diferentes governadores
10:45para puxar a questão
10:47da inteligência artificial,
10:49onde serão os data centers.
10:51Isso é muito importante
10:51porque daqui para frente
10:52a gente vai ouvir
10:53cada vez mais
10:54essa questão
10:54da inteligência artificial,
10:56os data centers,
10:58os enormes storages
10:59de informação
11:00que precisam
11:01de muita água
11:02para o resfriamento
11:04das máquinas.
11:06O Estado de São Paulo
11:07está sinalizando
11:07a capacidade
11:08de ter
11:08estes grandes data centers,
11:10assim como o Ceará,
11:12tem uma briga interna,
11:13no melhor sentido
11:13da palavra,
11:14para puxar
11:15esses grandes,
11:17essas big techs
11:18aqui para essas regiões
11:19diferentes do Brasil.
11:21Com essa crise hídrica,
11:22como é que fica
11:23então essa projeção?
11:24Opa,
11:25o Estado de São Paulo
11:26talvez possa ser
11:27menos favorável
11:29ou menos competitivo
11:31para eu instalar
11:32o meu data center.
11:33Uma das big techs
11:34talvez fique com o pé atrás.
11:36O quanto isso pode vir
11:37a atrapalhar
11:38os planos de avanço
11:40nesse setor
11:41da indústria
11:41de alta tecnologia
11:42aqui em São Paulo?
11:44É um caso caótico ali.
11:46Por quê?
11:46Porque você começa
11:47a afastar investidores estrangeiros.
11:49Eles olham para essa crise
11:51e enxergam o quê?
11:52Um problema.
11:53Olha,
11:53se está tendo esse problema
11:55hoje,
11:55daqui a um ano,
11:57pode ficar ainda pior.
11:58E aí,
11:58o que vai acontecer?
11:59O meu custo vai aumentar?
12:00Então,
12:01a minha conta de lucro
12:02já não fecha.
12:04Então,
12:04será que vale a pena
12:05realmente eu investir,
12:06fazer um data center
12:07aqui no Brasil?
12:08Ou será que é melhor
12:09eu fazer um data center
12:10em outro mercado,
12:12em outro país,
12:13num país vizinho do Brasil?
12:14Ou num mercado asiático?
12:17Enfim,
12:18os investidores
12:18vão começar a pensar.
12:20Quando eu falo
12:20os investidores,
12:21não só as gestoras
12:22de investimento
12:22que estão por trás
12:23das startups
12:24e das grandes empresas,
12:26mas também as próprias
12:27big techs americanas,
12:28que estão vindo para o Brasil,
12:30já têm estruturas fortes
12:31e que estão pensando
12:32em fazer cada vez
12:33mais investimentos.
12:35Só que,
12:35se o custo aumenta,
12:37aí é lei de mercado.
12:38Se o custo
12:38para fazer um investimento
12:39aqui é mais caro
12:40do que para fazer
12:41num país vizinho,
12:42eu vou operar
12:43num país vizinho
12:44e eu vou tentar
12:44ganhar mais dinheiro
12:45lá do que eu poderia
12:46ganhar aqui no Brasil.
12:47a solução ideal,
12:49qual que seria?
12:50Ter investido mais
12:51em infraestrutura hídrica
12:52décadas atrás.
12:54Isso não foi feito.
12:55Agora,
12:55a gente tem que fazer
12:56a lição de casa
12:56para que isso não gere
12:58um problema no futuro,
12:59porque senão
13:00a gente vai ficar
13:00sempre assim
13:01enxugando o gelo,
13:02né, Favale?
13:03Tá certo.
13:04Rodrigo Loureiro,
13:04nosso analista
13:05de mercado,
13:06daqui a pouco volta
13:07com outras informações
13:08e outras análises,
13:10obviamente.
13:10a gente.
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