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O economista Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Mundial, comentou sobre o impacto das guerras tarifárias, inteligência artificial, dólar desvalorizado, Mercosul e energia renovável no cenário econômico global e nas perspectivas para 2026.

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Transcrição
00:00Um ano marcado por guerra tarifária e retrocesso...
00:05...esperar de 2026.
00:06Eu converso sobre isso agora com o economista Otaviano Canuto,
00:10que é ex-presidente do Banco Mundial.
00:12Boa tarde, Canuto. Seja muito bem-vindo ao Radar.
00:16É um prazer estar aqui de volta.
00:18Um pequeno detalhe, você me promoveu a ex-presidente,
00:22eu fui ex-vice-presidente.
00:24Ex-vice-presidente, mas poderia ter sido presidente também,
00:26porque a competência para isso não falta.
00:27Como eu acabo de dizer...
00:29Hoje estou no Policy Center for the New South.
00:33Obrigado por pontuar.
00:35Eu queria falar mais uma vez sobre esse assunto que a gente trouxe agora,
00:38que é a guerra comercial.
00:40Isso dominou o noticiário econômico em 2025.
00:43Eu queria saber como o senhor vê o encaminhamento desse assunto agora em 2026.
00:50Olha, a verdade é que a exiliência da economia americana e da economia global
00:56aos choques tarifários surpreendeu positivamente.
00:59A rigor, aqueles níveis estabelecidos no dia 2 de abril acabaram na prática ficando bem mais baixos.
01:10E, embora haja sinais de que essas tarifas se transmitiram em certos preços nos Estados Unidos,
01:20a inflação não saiu muito da tendência e hoje está circulando em torno de 2,9%.
01:29Pois bem, o que surpreendeu também, de certa medida,
01:34e explica a exiliência da economia americana,
01:38foi o desempenho na área de inteligência artificial.
01:40Os investimentos associados à inteligência artificial, os data centers,
01:47a valorização das ações e inteligência artificial,
01:51que acabaram, digamos assim, aumentando muito o valor da riqueza
01:56nas mãos do topo das famílias dos Estados Unidos,
02:01e isso segurou o consumo em grande medida,
02:04acabaram explicando como é que a economia americana surpreendeu positivamente
02:08em relação às projeções que estavam sendo feitas ali por meados do ano.
02:14É como se a economia americana estivesse unhando numa forma de cá,
02:19se vocês me entendem da imagem.
02:21Tem um lado que vai para cima, associado à inteligência artificial e valorização acionária,
02:28e um outro, por exemplo, que se vê no mercado de trabalho,
02:30onde a geração de empregos tem ficado muito aquém,
02:34e houve até um pequeno aumento na taxa de desemprego,
02:37no período mais recente.
02:40Os salários não estão crescendo o suficiente na parte de baixo da perigo
02:45para compensar a própria inflação.
02:49Então, é como se a economia americana estivesse caminhando num K,
02:54mas com uma média que superendeu positivamente.
02:57Em 2026, a economia americana vai, certamente, ter um impulso positivo
03:04derivado dos cortes tributários, que vão começar a alterar.
03:11É claro que isso vai trazer no futuro dificuldades fiscais para os Estados Unidos
03:16e assim por diante, mas o fato é que o primeiro semestre do ano que vem
03:21deve ser um semestre favorável em termos de aumento de consumo
03:25por conta dessa redução de tributos pagos pelos consumidores.
03:31E quanto ao resto do mundo, a China também, digamos assim,
03:37conseguiu substituir as exportações para os Estados Unidos
03:42com exportações maiores para o resto do mundo,
03:45e isso segurou o crescimento chinês perto dos 5%,
03:51que é a média profissional,
03:53apesar, é claro, do mercado imobiliário ainda continuar em pandarecos
03:59e claramente se deslumbrar um exagido de dependência da China
04:06em relação ao saldo comercial.
04:09O saldo comercial chinês bateu récordes e, a longo prazo,
04:14a gente sabe que isso não é sustentável como forma de manutenção do crescimento.
04:18Mas, ainda em 2026, a gente deve assistir a um crescimento chinês
04:24entre 4,7% e 4,8%.
04:28Vocês estavam falando bem também sobre o mercado de emergência?
04:31A gente vai encontrar o seguinte, isso é bem diferenciado.
04:35Os emergentes da Ásia se beneficiaram bastante
04:39da mudança na configuração do comércio,
04:43do comércio das tarifas,
04:44e têm se beneficiar também, indiretamente,
04:47o com de inteligência social nos Estados Unidos,
04:50através da compra de equipamentos asiáticos
04:54por parte dos investidores nos Estados Unidos.
05:01E, agora, para 2026,
05:03a gente tem uma configuração que é de tendência de queda de juros
05:07nas principais economias.
05:12E isso, de certa maneira,
05:15a posição do dólar desvalorizado deve se manter,
05:19se não aumentar um pouquinho mais.
05:22E, como foi bem dito para vocês,
05:24dólar desvalorizado é bom para o mercado emergente.
05:29Falando em mercado emergente, Canuto,
05:32o Mercosul tem tentado recuperar o tempo perdido com acordos comerciais.
05:36O principal pode ser fechado agora em janeiro com a União Europeia.
05:39Agora, como é que o senhor vê essas negociações,
05:42esse novo momento do Mercosul?
05:44Eu também tenho a expectativa de que, no limite,
05:51a primeira-ministra italiana vai vir
05:54com algum pequeno aumento de algum tipo de salvaguarda
05:58para poder limpar a face, limpar a cara.
06:02E eu acho que a Itália vai se manter junto com a França
06:09sendo uma objeção ao acordo.
06:14E esse acordo é importante também para o próprio Mercosul,
06:18e para o Mercosul, obviamente, e para a própria União Europeia,
06:23porque ele é um sinal possível de reação dos demais países,
06:27que não são os Estados Unidos,
06:30ao isolacionismo tendencial colocado pela política do Trump.
06:35Então, é importante para a União Europeia, inclusive,
06:41que a sua maneira possa reforçar o integracionismo
06:47e, digamos assim, o mais próximo possível
06:50da configuração da economia mundial, do comércio mundial como é.
06:55A importância do acordo para a União Europeia
07:00vai muito além daquilo que está embutido
07:03na resistência francesa
07:06às nossas proporções agrícolas.
07:09Eu permaneço otimista a esse respeito.
07:13Vamos falar agora da agenda global de meio ambiente,
07:16que, como a gente sabe, se enfraqueceu um pouco
07:18com a chegada de Donald Trump a poder.
07:20Em Belém, agora, na COP30,
07:22a gente não conseguiu nenhum avanço significativo.
07:24A Europa acabou de adiar também o fim dos carros a combustão.
07:28A gente tem motivo para otimismo
07:30no combate às mudanças climáticas nos próximos anos?
07:34Eu ainda mantenho pelo seguinte.
07:37Está saindo, vai sair caro,
07:39está saindo caro para os Estados Unidos,
07:41essa opção.
07:43A queda nos custos de produção de energia renovável
07:47nos últimos anos tem sido extraordinária.
07:50E aí, mérito da evolução tecnológica
07:55na produção de energia renovável
07:57feito pela China.
08:00Então, a opção por mais biocombustível
08:03e menos energia renovável
08:05já está se colocando como um problema
08:09para a produção de energia nos Estados Unidos.
08:13E como nós todos sabemos,
08:15a economia com um peso grande
08:18da inteligência artificial
08:19tende a ter uma demanda brutal por energia.
08:27E é por isso que há essa onda de investimentos
08:30em centros de energia,
08:31em centros de dados
08:33associados à inteligência artificial
08:36com alta intensidade no uso de energia.
08:39E o fenômeno é que essa queda de custos
08:42na produção de energia renovável
08:44em relação às outras
08:46é algo que, digamos assim,
08:50vai ficar.
08:52É claro que o alcance de metas,
08:55é claro que
08:57se a agenda anterior do Biden
09:01tivesse sido mantida
09:02e a substituição de energia não renovável
09:05por renovável nos Estados Unidos
09:06fosse maior do que é que está sendo,
09:09isso seria bom para todo mundo
09:11por conta de redução
09:12no volume de emissões
09:14e assim por diante.
09:15Então, não é uma pena,
09:17mas o avanço na energia limpa
09:22não vai ser, digamos assim,
09:26demolido por conta da reação do Trump
09:30a esse movimento.
09:32Tá certo, eu falei aqui...
09:34Pois não, pode terminar, desculpa.
09:35Só para dizer que
09:37o custo,
09:38esse diferencial de custo,
09:40mesmo com a queda tendencial
09:42do preço de petróleo no ano que vem,
09:44ainda vai continuar sendo
09:45um movimento em favor
09:49da energia limpa.
09:52E, por último, vai Corinthians.
09:54Tá certo, tem que comemorar mesmo, né?
09:57Eu falei aqui com o economista
09:58Otaviano Canuto,
09:59que é ex-vice-presidente
10:00do Banco Mundial.
10:01Muito obrigado pela sua participação,
10:03boa tarde e boas festas.
10:06Boas festas e feliz Natal
10:07para todo mundo aí.
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