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O Documento JP investiga a terapia assistida por animais. A reportagem mostra como a interação com pets libera a oxitocina, o "hormônio do amor", trazendo benefícios reais para a saúde. Especialistas explicam como essa relação ajuda em diversos tipos de tratamentos.

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https://youtu.be/O-QrTJcKXUk

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Transcrição
00:00A relação entre humanos e animais está cada vez mais profunda e sua capacidade de cura se tornou o foco de um campo de estudo em expansão.
00:11Os serviços assistidos por animais promovem o bem-estar físico, emocional, social e cognitivo dos seres humanos,
00:20utilizando a interação com animais como parte do tratamento ou atividade terapêutica.
00:26No Brasil, essa prática tem raízes históricas, iniciadas pela psiquiatra Nise da Silveira nos anos 50.
00:35Ela foi a pioneira da terapia assistida por animais no Brasil, utilizando cães como coterapeutas para pacientes psiquiátricos.
00:44Atualmente, a modalidade é considerada um campo em desenvolvimento que ainda necessita de mais estudos para revelar todo o seu potencial.
00:53O documento Jovem Pan vai explorar esse universo e mostrar os benefícios que isso pode nos trazer.
01:00Há vários estudos que mostram que a contemplação em ambientes naturais,
01:21ela tem efeitos importantes, efeitos terapêuticos, efeitos educacionais para as pessoas que têm essa oportunidade.
01:32Inclusive, há algumas iniciativas nesse sentido, por exemplo, a Fundação Deverô nos Estados Unidos,
01:42que tinha uma oportunidade para determinadas escolas que ficavam na sua área para visitação dos animais sendo tratados,
01:56sendo cuidados em ambientes naturais.
02:00Já tem vários estudos que mostram que a interação com os cães faz com que a gente tenha redução de ansiedade,
02:13devido à liberação de alguns hormônios e neurotransmissores,
02:16que vão principalmente agir na redução de dor, redução de ansiedade, e na formação do vínculo.
02:21Então, por exemplo, um dos hormônios que é liberado quando a gente tem interação com um animal de estimação,
02:26é a oxitocina, que é o dito hormônio do amor.
02:31Então, a mãe, quando tem o seu filho, é inundada de oxitocina, quando ela amamenta,
02:36que é um hormônio que formula vínculo.
02:38E isso a gente já sabe, por diversos estudos científicos,
02:41que ao tocar, interagir e receber e trocar afeto com um animal de estimação,
02:46também tem a liberação disso.
02:47O que vai favorecer muito os tratamentos,
02:50porque um dos princípios que a gente tem dentro dos tratamentos
02:53é que haja um vínculo entre o animal de estimação e o indivíduo,
02:58e o paciente e o seu terapeuta.
03:01Fazer terapia com um cão e uma psicóloga na sala
03:05significa que eu tenho toda a possibilidade de expor o que eu sinto,
03:11o que eu penso, com a segurança, com a tranquilidade,
03:14e também com o carinho que eu possa receber de um ser que não me julga,
03:24que olha para mim com todo amor e todo afeto,
03:29sem nenhum tipo de preconceito,
03:33nenhum tipo de dúvida do amor que eu possa sentir por ele também.
03:37Então, o cão é um ser iluminado,
03:40ele olha para a gente sempre com amor.
03:45E isso dá segurança para a gente,
03:47de poder falar tudo o que a gente está sentindo,
03:52pôr para fora tudo o que a gente sente.
03:57Estou há 25 anos trabalhando com ecoterapia,
04:01e ainda me emociono muito com cada resultado.
04:07A relação do praticante com o cavalo
04:10é um momento único, mágico,
04:15e o respeito entre o cavalo e o praticante
04:20é uma coisa muito bonita de se ver,
04:23e o quanto ele é capaz de estimular o praticante
04:28a querer desenvolver, a querer se desenvolver,
04:31a querer melhorar,
04:33e a fazer participar desse processo
04:36de uma forma mais ativa e mais feliz.
04:40Então, eu acho que esse é o grande diferencial da ecoterapia,
04:44o lúdico, essa interação, essa troca,
04:48e esse respeito que existe entre o praticante e o cavalo.
04:52A terapia assistida por animais,
04:57ela é uma modalidade que a gente vê,
05:00e a gente vê com o coração cheio de amor,
05:02porque dá para ver,
05:05na hora que você aproxima um animal
05:08de uma criança que tem a neurodivergência,
05:10você vê a alegria,
05:13você vê a habilidade,
05:16que muitas vezes não passa pelo entendimento.
05:20é emocional, é uma coisa sentida,
05:24e a gente vê imediatamente
05:26a reconexão dessa criança com o animal.
05:29E aí a gente ganha o mundo,
05:32a partir do momento que você aproxima esse animal
05:35de uma criança que tem a neurodivergência,
05:38você percebe na hora que você conquistou ali a criança,
05:42que dali para frente você pode trabalhar
05:45e melhorar muito várias questões envolvidas.
05:54A sinoterapia é um tipo de terapia assistida por cães
05:58que usa a interação humana com eles
06:01para ajudar no tratamento de diversas condições,
06:05como ansiedade, depressão e autismo,
06:08além de auxiliar no desenvolvimento cognitivo
06:11e motor de crianças com necessidades especiais.
06:15A psicóloga Cristiane Blanco
06:17utiliza a sinoterapia desde 2009.
06:21Cristiane é também presidente
06:22do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais,
06:27o INATA.
06:29Então imagina que você abre a porta
06:31e tem um cachorro te recepcionando,
06:34fica muito mais fácil.
06:35O protocolo com eles,
06:37até porque os brasileiros são muito invasivos,
06:39o protocolo com eles é muito simples.
06:44Você vai, cumprimenta, brinca,
06:47já vem uma memória afetiva
06:48para quem tem essa relação.
06:51Por isso que é importante a gente perguntar antes
06:54se a pessoa não tem nenhum medo
06:56ou uma experiência negativa.
07:00Mas também é possível trabalhar a fobia.
07:03Mas quando a pessoa tem uma experiência negativa positiva,
07:08ela aciona todas essas memórias,
07:11eles quebram o gelo
07:13e a partir daí facilitam essa conexão.
07:17Os estudos falam exatamente isso.
07:19Quebra o gelo e facilita o vínculo.
07:23Então primeiro o paciente se vincula aqui,
07:26depois transfere para o profissional.
07:29A terapia foi praticamente o que construiu
07:35o que eu sou hoje.
07:39A presença do cão na terapia
07:44foi o que fez com que eu conseguisse fazer terapia.
07:48Eu passei já por três co-terapeutas,
07:54três cães diferentes ao longo da terapia,
07:58porque eu faço terapia desde 2008.
08:01E cada cão tem uma personalidade diferente
08:06e essas personalidades me ajudaram
08:08nesses anos todos.
08:10E, lógico, a Cris, a minha terapeuta,
08:17ela ajudou em todos os campos da minha vida.
08:20Porque quando eu fui buscar terapia,
08:23eu estava com problemas emocionais
08:26no campo afetivo,
08:28tinha as questões familiares,
08:30tinha as questões do trabalho.
08:31Eu era um jovem, né?
08:33Lá em 2008.
08:34E eu precisava reconstruir muitas coisas.
08:37Mas a presença do cão me acalmava.
08:41A presença do cão era o começo
08:44da tranquilidade
08:47para eu voltar a si
08:50e começar a terapia ali no consultório.
08:55Lógico que eu não tinha essa percepção
08:57lá no começo da terapia.
09:00Hoje eu tenho, né?
09:01Depois de tantos anos de fazer terapia.
09:03Do quanto era importante aquele cão ali do meu lado.
09:07Uma das coisas que a gente percebeu
09:10no hospital das clínicas, né?
09:12No atendimento à violência,
09:14é que eles suscitam coisas
09:17que a gente demoraria muito tempo
09:19para conseguir acessar,
09:21principalmente em transtorno mental grave.
09:25Pensa que são pessoas que já têm
09:27uma dificuldade de se conectar,
09:30de expressar o que sentem.
09:33E eles facilitam muito.
09:35Então, eu vou trazer um exemplo para vocês
09:37de uma paciente que a gente atendeu,
09:40eu e o Boris, lá no hospital das clínicas.
09:44E ela entrou na sala, é comum, né?
09:47Bem, assim, fechadinha.
09:50Vi o Boris, aceitou a gente fazer uma avaliação antes,
09:54mas vi que ela deixou ele ali quietinho,
09:57sem abrir muito para a interação.
09:59Aí a gente começou a conversar.
10:03Em determinado momento,
10:05eu via que ela olhava para ele,
10:07mas se contia.
10:09E eu perguntei se tinha alguma coisa incomodando,
10:13que ela poderia, assim, fazer um carinho,
10:15se ela se sentia desconfortável.
10:18E ela me perguntou se ela não poderia
10:20passar nenhuma doença para ele.
10:22É comum, né?
10:23Quem sofre violência se sentir sujo,
10:26muitas vezes doente.
10:30Isso demoraria muito tempo para eu descobrir,
10:33naturalmente,
10:34porque a gente respeita o espaço pessoal.
10:38E, então, ela nunca me faria essa pergunta diretamente,
10:44por exemplo,
10:44posso te passar alguma coisa?
10:48A partir dali que a gente conseguiu investigar
10:50e percebi, por exemplo,
10:52que ela estava separando os talheres em casa.
10:57Por isso que ela estava solicitando tantos exames,
11:01tinha muitas queixas.
11:05Justamente por essa fantasia.
11:07Então, sim, em muitos casos,
11:11eles vão suscitar coisas
11:13que a gente vai demorar mais tempo
11:15para descobrir.
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