Pular para o playerIr para o conteúdo principal
A megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro registrou o maior número de mortes da história do estado, com 64 óbitos confirmados. Mais de 2,5 mil agentes foram envolvidos na ação nos Complexos do Alemão e da Penha.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/HIahpoaPFGI

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#OsPingosnosIs

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00O Roberto Mota, e como em toda guerra, há também a guerra de informação e de narrativas.
00:07E isso já começa a acontecer com tanto apoiadores do governador quanto com opositores,
00:13assim como com aqueles apoiadores do governo e da política de segurança nacional,
00:17quanto com os opositores também.
00:20Já temos aí uma nova fase desse conflito todo que é a guerra informacional?
00:27Sem dúvida, Coma.
00:29Sempre existem pessoas que apoiam a polícia e pessoas que ficam contra a polícia, do lado dos criminosos.
00:39As desculpas são ótimas, é defesa dos direitos humanos, mas a realidade é essa.
00:47Palavras matam.
00:49Toda vez que uma pessoa pública transmite a mensagem de que o crime é aceitável,
00:57de que a atividade criminosa é um trabalho como o outro qualquer.
01:02Toda vez que isso é feito, pessoas morrem.
01:05São vítimas de assaltos, de estupros, de sequestros.
01:11São policiais, como esses quatro policiais que morreram hoje, durante a operação.
01:16Toda vez que uma autoridade se mostra condescendente ou compreensiva ou encorajadora em relação a criminosos,
01:30as consequências são terríveis e diretas.
01:34As consequências estão nessas imagens que nós estamos vendo agora.
01:40E isso acontece há muito tempo no Brasil.
01:43Isso está acontecendo agora nas redes sociais e em entrevistas.
01:49Autoridades e pessoas públicas no Brasil já disseram que existe lógica no assalto.
02:00Que o assaltante só rouba o celular para tomar uma cervejinha.
02:05Não é nada demais.
02:06Autoridades já disseram que o tráfico é um grande gerador de empregos.
02:15Que nós não devemos ter raiva dos criminosos.
02:21Autoridades do Brasil já disseram que os traficantes, na verdade, são vítimas dos usuários.
02:29Essas declarações não são apenas asneiras, tolices sem nenhuma lógica, características ou indicativas de uma fraqueza cognitiva.
02:42Elas não são apenas isso.
02:45Elas também refletem uma opção política e ideológica.
02:51É evidente que um dia a fatura dessa opção acaba chegando.
03:00Esse dia é o dia de hoje no Rio de Janeiro.
03:04Agora são 18 horas e 27 minutos.
03:07Para você que nos acompanha pela nossa rede, a gente vai para um primeiro e rápido intervalo comercial.
03:12A gente já volta.
03:13Para você que segue conosco aqui na TV Jovem Pan News e nas demais plataformas,
03:17quero passar para o delegado Palumbo.
03:19Você que é um delegado de carreira, a gente tem aqui já os nomes, infelizmente, dos policiais que vieram a serem mortos nesta operação.
03:30São dois policiais civis e dois policiais militares.
03:33O Marcos Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos de idade, que era conhecido como Máscara,
03:38havia sido promovido recentemente a chefe de investigação do 53DP, que fica em Mesquita.
03:44O Rodrigo Veloso Cabral, de 34 anos, era do 39DP, que fica em Pavuna.
03:50E os outros dois, que são policiais militares, o Herbert, não temos o nome completo,
03:54e o Clayton Serafim, Searafim Gonçalves, dois policiais do BOP.
04:00É sempre muito triste quando a gente tem esse evento da morte de um policial,
04:04alguém que deixa sua família em casa para ir trabalhar pela segurança de pessoas que sequer conhecem
04:10e acaba não voltando para casa, deixando viúva, filhos, pais, mães.
04:16Muito triste, né, Palungo?
04:19É muito triste, é lamentável.
04:21Os policiais morrem muito aqui neste país.
04:23E os defensores de direitos humanos acabam falando que a polícia brasileira é muito letal.
04:30Não, a polícia brasileira não é muito letal.
04:32Acontece que os bandidos não respeitam as autoridades, não respeitam o poder judiciário,
04:37não respeitam os policiais, e aí eu corroboro com tudo que o Mota falou.
04:43Quando nós temos uma autoridade máxima, que tem algumas frases, como por exemplo,
04:48é para tomar uma cervejinha, por isso que roubaram.
04:51Eu não aguento mais ver jovens sendo mortos pela polícia.
04:54A polícia não sai matando, a polícia não sai executando.
04:58E os policiais que, porventura, se desvirtuaram e fizeram isso,
05:01respondem nos termos da lei.
05:03Eles vão para a cadeia, perdem a funcional, são expulsos da corporação.
05:09Quando a gente vê uma autoridade máxima desse país falando que o traficante é vítima do usuário,
05:16qual é a mensagem que se passa para quem está lá na linha,
05:21está lá no asfalto, enfiando o cano na cara da população,
05:26portando um fuzil, portando um .50?
05:28Eles pensam assim, e eu converso com bandidos,
05:33acompanho até hoje os trabalhos das polícias aqui no estado de São Paulo.
05:37A mensagem que se passa é, estamos blindados.
05:42E aí, eu já falei isso diversas vezes, segurança pública não se faz só com polícia.
05:46É a junção do poder judiciário que tem que ter a caneta um pouco mais pesada.
05:52Não dá para soltar uma pessoa, um indivíduo, um criminoso,
05:56que tem 86 passagens criminais e fundamentar dizendo que não tem certeza que ele vai voltar a cometer crime.
06:05O que esse juiz pensa?
06:06Que esse bandido vai pegar a carteira de trabalho e vai procurar emprego com 86 passagens criminais?
06:12É tão claro quanto a Luiz Solar, que ele vai voltar a cometer o crime de roupa e furto.
06:17Aí, não sei se coincidência ou não, esse mesmo juiz, casado com uma socióloga,
06:24que já falou, filhado a um partido político, que já falou que vê lógica no assalto.
06:29Aí fica difícil.
06:30Quer dizer, o policial prende 86 vezes uma pessoa, se tem uma decisão como essa.
06:35Como já foi dito aqui várias vezes, ou então coloca um casaquinho,
06:38perguntando para o preso se ele está com frio.
06:41Dá um cafezinho.
06:43Ninguém serve café para a vítima.
06:45Eu nunca vi ninguém, nenhum juiz, servir cafezinho para a vítima.
06:51Você quer um cafezinho, vítima?
06:52Não, mas para o criminoso ele serve.
06:55E aí nós temos o legislativo aqui em Brasília.
06:58É uma dificuldade tremenda.
07:01Na tarde de hoje teve um embate entre direita e esquerda,
07:05porque alguns defendem os bandidos.
07:09Eu não preciso nem falar quem que é.
07:11E aí a gente fica aqui com os nervos à flor da pele, porque a gente não se conforma.
07:15Esse policial, esses policiais que você falou,
07:18Kobayashi, tem família, alguns têm filhos, vivem dignamente,
07:22recebem um salário pequenininho e acabam morrendo nas mãos de criminosos.
07:28E aí vem a autoridade massa desse país e fala que o traficante é vítima do usuário.
07:36E esses policiais que morreram são vítimas de quem?
07:39São vítimas do poder judiciário, são vítimas dessa legislação pífia
07:45e são vítimas também de governadores, que não dão o apoio suficiente para suas forças de segurança.
07:55Viaturas sucateadas, revezando colete, não tem um equipamento à altura,
08:01não tem treinamento, desafio aqui quem falar que eu estou mentindo.
08:06É só você perguntar para o policial civil do seu estado,
08:09quando foi a última vez que ele treinou com o recurso ofertado pelo estado.
08:12Mas não é o policial civil que está naquela viatura da elite,
08:16é o policial civil que está na periferia,
08:19é o policial militar que está na periferia,
08:21aquele policial que reveza o colete.
08:23Então, se não tiver a junção do Poder Executivo,
08:26do Poder Legislativo e do Poder Judiciário,
08:28nós vamos ver cenas corriqueiras como essa.
08:30E concordo também com o Beraldo,
08:33uma pessoa que está com uma .50,
08:36uma granada que é capaz de comandar um drone,
08:39que solta uma granada de livre e espontânea vontade na cabeça,
08:44uma bomba na cabeça de um policial,
08:47eu acho que um indivíduo como esse não tem ressocialização.
08:51Para ele, ele tem que entender o seguinte,
08:52se ele enfrentar a polícia, é vala, é vala mesmo.
08:56Se ele se entregar, ele vai ser preso.
08:58É assim que tem que ser.
09:00Sem cafezinho, sem casaquinho,
09:02sem audiência de custódia e sem progressão de regime.
09:04O indivíduo que está cometendo um crime como esse
09:07não pode ficar dois anos na cadeia e ir para a rua.
09:11Compensa, porque dois anos aqui é ir para a rua.
09:13Ou então sair na audiência de custódia em menos de 24 horas.
09:16Ou então pegar uma pena de 40 anos de cadeia,
09:18que é muito bonito no Poder Penal.
09:2040 anos de cadeia é muita coisa.
09:22Não é, porque aqui nós temos a progressão de regime.
09:25Ele cumpre uma parte da pena, vai para o semiaberto,
09:27cumpre outra parte, vai para o semiaberto,
09:28não acontece absolutamente nada.
09:30Nem quem mata uma criança como o Alexandre Nardone,
09:33que pegou lá 32 anos, ficou mísero aos 16 anos.
09:37Você acha que esse bandido entende o quê?
09:40Que o crime neste país compensa.
09:42Enquanto a gente não se posicionar no intuito de ter tolerância zero.
09:47Tolerância zero.
09:49Defesa da sociedade de bem.
09:51E para o crime, nada.
09:53Para o crime, absolutamente nada.
09:56Sem progressão, sem saídinha, sem regalia.
10:00Sem auxílio reclusão, que a gente quer transformar em auxílio vítima.
10:04Sem nada.
10:05E digo mais, tem que ter visita íntima.
10:08Porque assim ele vai pensar, opa, eu vou ficar 20 anos,
10:11não vou poder me relacionar com o meu companheiro, com a minha mulher.
10:14Não sei se o crime compensa.
10:15Mas do jeito que está, cadeia o resort,
10:17ele vai lá e faz ainda uma poupança cometendo um crime com o celular.
10:22Fica muito fácil ser criminoso nesse país aqui, Kobayashi.
10:25Daqui a pouco, inclusive, a gente vai ter uma entrevista especial
10:27com um representante aí do sistema de justiça.
10:30Você que estava no intervalo da rede, estava acompanhando aí o comentário do delegado Palumbo
10:33a respeito de tudo que vem acontecendo no Rio de Janeiro
10:35e as reflexões todas a respeito da nossa lei, do sistema penitenciário,
10:39da situação dos criminosos hoje em dia.
10:42E aí eu quero chamar o Luiz Felipe Dávila,
10:44porque Dávila, o Palumbo falou algo interessante, né?
10:46Essa coisa do bandido que troca tiro com um policial
10:51está assumindo o risco, naturalmente, de perder a vida, né?
10:54Porque se a gente pega aí como essa operação começou,
10:57foram 2.500 agentes da Segurança Pública do Rio de Janeiro
11:00que saíram de casa não para trocar tiro,
11:02saíram de casa simplesmente para cumprir 100 mandados de prisão.
11:06Se a gente pega a proporção aqui, dá 25 agentes para cada um mandado de prisão
11:12que deveria ser cumprido hoje.
11:15Mas a gente chegou nesse cenário de guerra,
11:18nessas imagens que a gente está vendo,
11:20simplesmente porque eles não aceitam a autoridade do Estado,
11:23não aceitam a autoridade da polícia,
11:25não aceitam o cumprimento de uma ordem judicial de prisão.
11:29Há retaliação mesmo, barricadas, fogo, ordem,
11:33toque de recolher nos territórios em que eles se sentem
11:36e são, de fato, os comandantes maiores daqueles territórios,
11:40regiões inteiras do Rio de Janeiro.
11:43Isso mostra uma falência do Estado na Segurança Pública, né, Luiz Felipe Dávila?
11:48Exatamente, mostra uma total falência do Estado.
11:51E eu concordo com os meus colegas de bancada,
11:53essa indignação com a falência do sistema judiciário,
11:58com a impunidade que estimula o crime,
12:02com a morte de policiais que não são bem treinados,
12:06tudo isso eu estou de acordo.
12:07Mas eu gostaria de trazer aqui para um zoom out
12:10para entender o cenário maior.
12:13Porque esse tipo de ação precisaria estar coordenado
12:17com várias outras atitudes.
12:20Por exemplo, como é que acaba com rotas de tráfico de droga?
12:25Como é que vai bloquear bens e dinheiro dessas organizações?
12:28Como é que vai ter uma política de recuperação da autoridade dos territórios?
12:32Porque se você faz uma incursão dessa,
12:36morrem 60 pessoas até agora.
12:39Pode ser que nós tenhamos ainda mais conflitos aí ao longo da noite.
12:44E não tem uma mudança efetiva,
12:48ou seja, em controle de território,
12:50em desmantelamento do comando,
12:53ou da questão do enfraquecimento financeiro.
12:56Nada muda, a realidade continua a mesma.
12:59Ou seja, houve hoje uma primeira batalha,
13:02como bem disse o Beraldo,
13:04uma fase de Gaza,
13:05nossa faixa de Gaza,
13:06amanhã tem outra.
13:07Mas isso tem que estar debaixo de uma grande estratégia
13:11do combate ao crime organizado.
13:13Porque senão nós temos ações como esta,
13:17que na verdade as coisas voltam ao normal
13:20daqui a alguns dias.
13:22E isso é péssimo.
13:23Então, eu entendo que ações desse tipo
13:27precisam estar bem coordenadas
13:29para que nós possamos realmente
13:32desmantelar parte da atuação do crime organizado.
13:36Porque senão é uma tragédia atrás da outra.
13:39E agora, nós, pelo menos essas ações,
13:43mostram aquilo que a sociedade tenta encobrir.
13:48Este controle de território,
13:50este domínio do crime organizado,
13:51que aterroriza a população todos os dias,
13:56cada vez mais com sua ousadia,
13:59com seus atos criminosos,
14:00com a impunidade da justiça
14:02e com o não cumprimento pleno das penas.
14:05Mas nós precisamos olhar
14:06qual é a estratégia por trás dessas ações
14:09para desmantelar as redes do crime organizado.
14:13Caso contrário, é uma batalha na trincheira.
14:17Hoje, ganhamos uma batalha,
14:19amanhã tem um outro ataque,
14:20e aí a gente não evolui.
14:23Precisa evoluir.
14:24O Estado precisa recuperar a sua capacidade
14:29de vencer a batalha contra o crime organizado,
14:32restabelecer sua autoridade sobre território
14:36e começar a ter uma política nacional
14:38para desmantelar o crime organizado.
Comentários

Recomendado