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A megaoperação policial que deixou 64 mortos no Rio de Janeiro, a mais letal da história do estado, gerou reações divergentes entre políticos e autoridades.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, se pronunciou, defendendo o trabalho da polícia e o enfrentamento ao crime organizado. Por outro lado, parlamentares de esquerda criticaram a alta letalidade da ação, classificando-a como uma "chacina".

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/THsnZlS1GQQ

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Transcrição
00:00Bom, e mais manifestações nas redes sociais, parlamentares de diferentes partidos se posicionaram sobre a operação considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro.
00:09Brasília, mais uma vez, repórter Lucas Martins, trazendo essa repercussão, quais parlamentares se colocaram nas redes sociais. Bem-vindo, Lucas.
00:18Oi, Tiago. Muito boa noite para você e para todo mundo que está na nossa companhia.
00:26Repercussões aqui no Congresso Nacional sobre essa mega operação que está acontecendo no Rio de Janeiro, já com parlamentares, líderes e também demais parlamentares.
00:37Isso porque o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco, culpou o governo Lula,
00:44após, segundo ele, o governador Cláudio Castro ter pedido apoio das Forças Armadas para combater o crime organizado.
00:53Ele também afirmou que a oposição se solidariza com os policiais mortos na operação e também com toda a população do Rio de Janeiro.
01:02O deputado Guilherme Derrite, também secretário de Segurança Pública de São Paulo, também se manifestou nas redes sociais,
01:11disse que esses criminosos devem ser tratados como terroristas e defendeu o projeto de lei que classifica organizações criminosas
01:20como organizações terroristas. Vamos assistir um trecho do que ele disse.
01:26Lamento muito a morte dos policiais civis e militares na operação do Rio de Janeiro na tentativa de resgate do território dominado.
01:34Um território que foi dominado há décadas por criminosos que sempre foram tratados pelo Estado brasileiro e pela nossa legislação como coitadinhos.
01:44Inúmeros benefícios e privilégios ao longo do tempo fizeram com que nós chegássemos hoje em verdadeiros territórios paralelos,
01:51não só no Rio de Janeiro, mas em outros pontos do Brasil.
01:53É por isso que esses criminosos têm que ser tratados como terroristas.
01:57E um dos motivos de eu estar aqui em Brasília hoje é discutir um projeto de lei que visa classificar organizações criminosas como organizações terroristas.
02:05Aliás, quem lança granadas nas tropas policiais não tem outra classificação a não ser classificá-los como terroristas.
02:13Outro para desmentir essa afirmação de que, olha, o governador Cláudio Castro, ele se posicionou contra a PEC da Segurança Pública.
02:22Essa PEC vai resolver o problema desses territórios dominados.
02:26Lendo o engano, na verdade, chega a ser desonestidade intelectual.
02:29A PEC não ataca em nada das organizações criminosas, só traz centralização de poder para o governo federal.
02:36O que o governo federal tem que fazer é classificar criminosos como terroristas,
02:40coisas que eles tiveram a oportunidade de fazer e não fizeram.
02:43E não classificar os traficantes como vítimas, como a gente viu recentemente, lamentavelmente.
02:48Então, fica aqui, mais uma vez, consignado o meu respeito, o meu luto a esses verdadeiros heróis que arriscam suas vidas no combate ao crime organizado e no combate a esses terroristas.
03:00Pois é, Tiago, manifestações também do líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados.
03:12Isso porque o deputado Sostenes Cavalcante publicou também em uma rede social que o pedido feito ao governo para atuação das forças armadas aí no estado do Rio de Janeiro.
03:26O texto solicita a cooperação, apoio logístico e veículos blindados para contribuir em operações e também para atuar em intervenções policiais em áreas conflagradas.
03:39Essa é a publicação de Sostenes Cavalcante.
03:42Já a oposição criticou a postura do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
03:48O deputado Lindbergh Farias, que é líder do PT na Câmara dos Deputados, afirmou que o governador Cláudio Castro tem uma postura vergonhosa e tem que vir a público se explicar o porquê que ele se posiciona contra a PEC da Segurança.
04:06Que de acordo com ele, dará força à inteligência e também integração de diferentes órgãos de segurança da União para atuarem aí nos estados e também nos municípios.
04:18Além disso, a líder do PSOL na Câmara dos Deputados, a deputada Talíria Petrone, também se manifestou em relação a toda essa situação que está acontecendo no Rio de Janeiro.
04:31Ela disse o seguinte, abre aspas, as operações policiais de Cláudio Castro tem um verniz de combate ao crime organizado com muita visibilidade na mídia.
04:43O que isso esconde?
04:45Escolas fechadas, prejuízo ao comércio local, moradores sendo atingidos e sem poderem ir ao trabalho e esconde acima de tudo a opção do governador,
04:56similar a de Tarcísio em São Paulo, por não combater os chefões do assalto, o que de fato comandam as organizações criminosas, fecha aspas.
05:09São essas manifestações, Thiago, de alguns parlamentares, é claro, a gente segue acompanhando toda essa repercussão,
05:17porque é claro, tudo isso, toda essa situação respinga aqui no Congresso Nacional.
05:23Volto com você.
05:24É isso, Lucas Martins, até daqui a pouquinho, deixa eu perguntar para a Dora Kramer,
05:28ouvindo essas repercussões dos parlamentares, pode entrar a Vilela também.
05:32Eu pergunto para você, é possível nessas questões, nesses posicionamentos,
05:38observar diretamente a polarização política, só que como o secretário de Ritchie, ele atira no governo federal, né?
05:47Criticando a PEC da segurança.
05:49Sim, isso é uma disputa, você faz disputa em torno desse assunto.
05:54E aí, antes da gente chamar isso de polarização, isso já existia. Por quê?
06:00Quando vem os governos da redemocratização, são governos, mas não são governos à direita.
06:06E aquilo, quando se sai da ditadura, havia um constrangimento que perdurou muito de se lidar com a questão da segurança como se deveria,
06:20porque isso era confundido com repressão.
06:23Isso durou muito tempo, isso culturalmente arraigado no centro e na esquerda, é uma leniencia, uma visão mais leniente,
06:35quando se poderia fazer esse enfrentamento sem ser na base da força bruta, com inteligência, como se diz, por aí.
06:43E esse assunto ficou em banho-maria um tempão.
06:47Bom, depois ele começa quando outras forças, que não mais de centro e da esquerda, mas à direita,
06:55começam a se manifestar, começam a surgir, vem com outro tipo de visão.
07:01E a esquerda ainda traz um ranço, do mesmo jeito que do lado há um ranço da força bruta,
07:08do outro há um ranço do coitadismo.
07:09E aí, isso já era algo, já era uma disputa ideológica que vinha muito antes desse nome de polarização.
07:20É que hoje tem esse nome, as coisas estão muito acirradas e que estão...
07:26O dificulta muito você ter um encontro de propósitos para que isso seja...
07:33Ou seja, você falou, acho, Thiago, no início, você fez uma pergunta, acho que para o Viga ou para o Fernando Capano,
07:41sobre um pacto, né?
07:43Você quer dizer exatamente isso.
07:45A sociedade toda se juntar a uma consertação em torno desse assunto.
07:50Acho muito difícil.
07:52Acho muito difícil, porque a aposta, como a gente está na véspera do ano eleitoral,
07:59o assunto é o principal e, infelizmente, vai haver uma disputa política que não é daquela disputa que do debate sai uma solução, né?
08:12Eu acho que vai ser uma disputa exatamente para dividir cada um do seu lado,
08:18tentando disputar aquela...
08:22O que dá mais impressão à sociedade, porque não tem nada de objetivo,
08:28de que vai apresentar uma solução.
08:31Aí o governo joga na PEC de segurança, no combate aí à antifacção,
08:37que já chamou antimáfia, mas não é mais antimáfia.
08:40A oposição deve apresentar projetos de segurança e isso fica aí, sabe?
08:48Não chega onde tem que chegar, que é em algo que possa realmente fazer com que o Estado
08:55use a sua prerrogativa do domínio da força para livrar o país dessa dominação crescente pelo crime.
09:06Não precisa se adivinhar, não é, Vila?
09:08Daqui a um ano, nos debates eleitorais, certamente essa discussão vai surgir
09:14e os políticos vão falar, vão fazer promessas para, a partir de 2027, mudar alguma coisa.
09:20E não vai mudar nada.
09:21E não vai mudar nada, Tiago.
09:22Você colocou bem.
09:24Infelizmente, a gente vive nessa discussão do sexo dos anjos,
09:28nessa enxugação de gelo no Brasil e nada disso avança.
09:32É um jogo de narrativas.
09:33A gente percebe que determinados setores, setores mais ligados ao governo federal,
09:38já estão colocando a narrativa, como foi pelo deputado Boulos, pelo deputado Lindbergh,
09:44de que, olha, a PEC da segurança apresentada pelo governo é o caminho.
09:49E não é caminho nenhum.
09:51Olha, houve um derramamento de sangue no Rio de Janeiro e não foi isso que aconteceu.
09:57É uma atuação ostensiva, forte, das forças de segurança pública.
10:01E o crime organizado, ele se utiliza muito claramente das pessoas, da sociedade,
10:08especialmente nessas comunidades que são dominadas pelo medo,
10:12justamente para se fazer a utilização dessas pessoas como um instrumento de escudo,
10:18como um instrumento de proteção.
10:20Não dá para a gente ficar fazendo com que o discurso, ele seja politizado,
10:27ele vá na linha de matança, ele vá na linha de que não pode subir nas comunidades,
10:32não pode subir morro, não pode adentrar nessas áreas dominadas pelo crime organizado,
10:38porque, sem isso, as estruturas criminosas apenas se fortalecem mais e mais e mais.
10:44O que o país precisa, de uma forma geral, é um discurso menos politizado.
10:49Agora, infelizmente, no contexto atual de polarização, de forte dominância das redes sociais,
10:55nós vamos ter cada lado falando para a sua bolha, criando a sua narrativa.
11:00E, seguramente, essas narrativas serão reproduzidas e teremos, mais uma vez,
11:06ao invés de uma consertação em torno de um tema importante como esse,
11:11mais um dissenso, que seguramente será bastante explorado nas eleições do ano que vem.
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