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O Rio de Janeiro viveu um "dia de guerra" com uma megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão. A ação policial mais letal da história do estado resultou, até o momento, em 64 mortes e 81 prisões.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/HIahpoaPFGI

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00:00Olá, muito boa noite. Está começando agora mais uma edição do programa Os Pingos nos Is aqui na Jovem Pan.
00:05Eu sou Nelson Kobayashi e a partir de agora continuamos aqui nessa cobertura da Jovem Pan em relação ao cenário de guerra no Rio de Janeiro.
00:12Conosco hoje estarão o delegado Palumbo, o Roberto Mota, o Luiz Felipe Dávila, o Cristiano Beraldo e alguns convidados
00:18para falar dessa situação que envolve a segurança pública no estado e na cidade, na capital do estado do Rio de Janeiro.
00:25A mega-operação nos complexos do Alemão e da Penha contra o crime organizado já deixou ao menos 64 mortos entre criminosos e policiais, além de 81 prisões.
00:37A ação mobilizou mais de 2.500 agentes, sendo considerada pelo estado a maior já registrada na história
00:44e teve como objetivo conter o avanço do Comando Vermelho e capturar chefes da facção.
00:50Além disso, os policiais cumpriram cerca de 100 mandados de prisão, com 30 desses alvos sendo criminosos de outros estados que se abrigam na capital fluminense.
01:01Imagens da operação que circulam nas redes sociais impressionam, lembrando um verdadeiro cenário de guerra,
01:08com diversos pontos cobertos por fumaças densas, ruas bloqueadas e barricadas de fogo.
01:13A gente já vai agora ao vivo para o Rio de Janeiro com o nosso repórter Rodrigo Viga,
01:18que acompanha a situação de momento, as informações que vêm chegando minuto a minuto.
01:24Rodrigo Viga.
01:25Tudo bem, Coban?
01:27Boa noite para você.
01:28É uma forma de falar, né?
01:29Boa noite para você, para todos os nossos debatedores, comentaristas.
01:34Falamos ao vivo aqui do Centro Integrado de Comando e Controle,
01:36que é uma espécie de central de monitoramento das forças de segurança do Rio de Janeiro,
01:41em relação a tudo o que acontece na cidade e no estado, na área da segurança pública.
01:47Pois bem, vou começar essa história um pouco de trás para frente, Cobaiache,
01:50porque esse horário de seis horas é hora da volta para casa.
01:54E está sendo literalmente caótica essa volta para casa,
01:58diante da retaliação do crime organizado, das facções criminosas,
02:03mediante a atuação das forças de segurança desde cedo,
02:07nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte e do Rio de Janeiro.
02:11Acabo de receber a informação, meu caro Cobaiache,
02:14que a operação não terminou, não tem prazo para terminar,
02:17inclusive há confrontos, novamente, nessas duas comunidades,
02:22e o número de óbitos, que agora continua sendo 64,
02:25fatalmente vai aumentar nas próximas horas, talvez nos próximos minutos,
02:30porque está havendo, neste momento, numa região de mata,
02:33uma área fechada, nesses dois complexos, um intenso confronto,
02:37um intenso tiroteio entre traficantes de drogas do Comando Vermelho
02:40e também policiais civis e policiais militares.
02:43O saldo até agora, quatro agentes de segurança,
02:46dois do BOP e dois da Polícia Civil mortos,
02:48e outros 60 suspeitos.
02:50E em retaliação a essa ação, que é considerada a maior de toda a história
02:53do Rio de Janeiro contra o crime organizado,
02:56inclusive, maior número de mortos de toda a história,
02:58os criminosos estão tocando, literalmente, o terror,
03:01promovendo um verdadeiro caos, criando um estado de guerra
03:05aqui na cidade do Rio de Janeiro.
03:06Nesse momento, segundo dados da Prefeitura,
03:08nós temos ainda oito pontos de bloqueio,
03:11mas durante a tarde foram mais de vinte pontos de bloqueio,
03:14ruas, avenidas, interditadas com veículos pesados,
03:18ônibus, caminhões e também com barricadas,
03:20aumentando ainda mais essa sensação de pânico, medo e insegurança
03:24nos cariocas e fluminenses.
03:26Estações de trem lotadas, o mesmo para as estações de metrô
03:30e para evitar tumultos e confusões, viu meu Coraco Baiaz?
03:33Em algumas dessas estações, as catracas foram liberadas
03:36pelas concessionárias responsáveis pelos dois serviços.
03:41Mais de cento e vinte ônibus mudaram o seu itinerário
03:44nessa terça-feira por conta dos conflitos nos complexos da Penha
03:48e também do Alemão.
03:51E cinquenta, pelo menos cinquenta unidades de saúde e educação
03:54também não funcionaram nesta terça-feira
03:56diante dessa situação de caos.
03:58O que chama a atenção, além de tudo isso,
04:00é o número de armas de grosso calibre
04:01apreendidas pelas forças de segurança.
04:04Foram pelo menos setenta e cinco até agora.
04:06Agora, como eu disse, esses números vão ser atualizados daqui a pouco.
04:09O número de prisões são mais de oitenta,
04:11o número de mortos até agora é sessenta e quatro,
04:13e de apreensões de armas de grosso calibre setenta e cinco fuzis
04:18em poder da principal facção criminosa do Rio de Janeiro.
04:21Será que está passando agora chamou bastante a atenção, né?
04:24São bandidos algemados com cabelo vermelho,
04:27fazendo uma alusão, uma referência aí a um ídolo deles
04:29no ramo do entretenimento e também aquela cena dos criminosos
04:33de balaclava, toca ninja, de mãos dadas com roupas de guerra
04:37fugindo em uma área de mata e é justamente nessa área de mata
04:41onde está acontecendo um intenso tiroteio neste momento
04:45com as forças de segurança do Rio de Janeiro.
04:47Por aqui, há uma forte aclamação da parte do governador do Estado,
04:51da cúpula do segurança, com relação à negligência do governo federal
04:55que vem negando pedidos de ajuda no passado e, dessa vez,
04:59já sabendo que a negativa seria reiterada,
05:02as forças de segurança do Rio de Janeiro atuaram literalmente
05:05sozinhas contra esses narcotraficantes, esses narcoterroristas.
05:10Como é, acho.
05:11Muito obrigado, Rodrigo Viga.
05:13Viga volta a qualquer momento aqui com novas informações
05:16na programação da Jovem Pan.
05:18Se cuida aí.
05:18Viga, por aqui eu já quero acionar os nossos comentaristas.
05:21Vamos começar com o Roberto Mota,
05:23que já foi secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro,
05:26um especialista no tema da segurança pública.
05:28A gente tem falado todos esses dias, né, Mota,
05:30sobre combate a facções criminosas, a Comando Vermelho,
05:34PCC, enfim.
05:34E hoje, essa operação acontecendo aí no seu estado.
05:38Como você analisa essa operação que ainda está acontecendo?
05:41Acontecendo, Roberto Mota.
05:44Essa operação é uma tentativa de conter o avanço dessas facções
05:52de narcotraficantes, de narcoterroristas.
05:56Boa noite, Cobar.
05:58Boa noite, meus colegas de bancada.
06:00Boa noite à nossa audiência.
06:01Foi uma operação realizada em dois complexos de favelas
06:07aqui do Rio de Janeiro, o Complexo da Penha e do Complexo do Alemão.
06:12E a operação tinha como objetivo cumprir mandados de prisão
06:18e de busca e apreensão.
06:20Isso é muito importante ressaltar.
06:22Era uma operação autorizada pelo Judiciário,
06:27cumprindo todos os requisitos legais.
06:30Esses complexos da Penha e do Alemão têm várias favelas que os compõem.
06:37E as equipes policiais estavam realizando essa operação.
06:42Em determinado momento, conseguiram encurralar os traficantes.
06:47A operação, segundo informações, foi planejada justamente para levar os traficantes
06:54para uma área de mata desabitada.
06:58É uma área conhecida como Vacaria, que fica no Complexo do Alemão.
07:02E foi lá que aconteceu o confronto principal.
07:07E nesse confronto, durante a operação, morreram, foram assassinados,
07:13dois policiais do BOPE e dois policiais civis.
07:18Até agora, foram presos 80 criminosos.
07:23E em represália, os traficantes do Comando Vermelho
07:28determinaram a sabotagem da cidade.
07:33Houve toque de recolher nas áreas dominadas por essa facção.
07:37Em muitos bairros, as escolas fecharam, inclusive escolas particulares.
07:44Os pais receberam ligação para ir buscar os seus filhos no meio dessa confusão toda.
07:51Vias expressas foram bloqueadas, com ônibus, com barricadas.
07:56Inclusive, vias estratégicas, como Linha Amarela, a Grajaú, Jacarepaguá.
08:01E há relatos de que os criminosos tentaram, até prejudicaram o trânsito para Niterói.
08:09O dado mais impressionante, até agora, é o número de fuzis apreendidos.
08:16Foram apreendidos, até agora, 75 fuzis novos.
08:2375 fuzis é praticamente o dobro da quantidade de fuzis que existe
08:29em um batalhão da Polícia Militar.
08:31Em muitas cidades do Estado, tem apenas um batalhão
08:35fazendo a proteção dos cidadãos, com 30, 35 fuzis.
08:40Então, só nesta operação de hoje,
08:44realizada em apenas duas comunidades,
08:47foram apreendidos 75 fuzis.
08:49Mas imagine multiplicar isso por 1.400 favelas
08:55que existem no Estado do Rio de Janeiro.
08:57Deixa eu já chamar também, conosco, o delegado Palumbo,
09:00sempre conosco aqui na Jovem Pan, nos Pingos Nuzis.
09:04O delegado Palumbo já participou de tantas operações da Polícia Civil
09:07aqui de São Paulo, dos grupos especiais, enfim.
09:10Como é que você analisa, meu amigo, essa situação no Rio de Janeiro,
09:13com quatro policiais já mortos, dois do BOPE, dois da Polícia Civil.
09:19E esses números todos alarmantes que a gente tem visto,
09:22não só em relação ao número de mortos,
09:24mais de 60 criminosos mortos também, 81 presos,
09:29esse tanto de fuzis que foram apreendidos,
09:31que nos trouxe aqui o Mota também,
09:33e é só um número desatualizado,
09:36porque como a operação ainda está em andamento,
09:38agora numa mata, inclusive,
09:40onde, nesse momento, a troca de tiros,
09:42daqui a pouco a gente vai receber as atualizações
09:44desses números todos,
09:46uma operação que já é tida como uma das maiores,
09:48se não a maior da história, no Rio de Janeiro.
09:50Delegado Palumbo.
09:54Boa noite, Kobayashi,
09:55boa noite a toda a nossa audiência,
09:57aos amigos da Jovem Pan.
09:59A gente não pode falar que está sendo,
10:02foi uma operação bem sucedida,
10:04porque tem mortes de policiais.
10:07Se só tivéssemos morte de bandidos,
10:09eu poderia afirmar e cravar aqui
10:11que é uma operação muito bem sucedida.
10:13O fato é, ou a sociedade se posiciona
10:17de termos tolerância zero contra o crime,
10:20ou a gente vai ficar refém da criminalidade
10:22o resto da vida.
10:24O Rio de Janeiro é um território,
10:27parte do território é dominado por facções,
10:30é dominado por grupos de criminosos
10:33que ficam o tempo todo se degladiando entre si,
10:36em buscas de território.
10:37A gente está vendo nas imagens aí,
10:39munição traçante de .50, provavelmente,
10:42uma munição que tem cerca de 14 centímetros,
10:46ou seja, ele vara um carro blindado
10:48como se fosse papel.
10:51Traficantes se utilizando de drone
10:52para jogar bomba na cabeça dos policiais,
10:55em carros dos policiais.
10:57É uma guerra do bem contra o mal.
11:00E a sociedade tem que se posicionar
11:02se ela quer ficar do lado do bem ou do mal.
11:04Nós estamos todos aqui ao lado,
11:06e a nossa audiência tem certeza disso,
11:08ao lado do bem dos policiais,
11:10das forças de segurança.
11:13Mas, quando a gente vê
11:14um pedido de apoio
11:16de um governador do Estado,
11:17pedindo apoio para o governo federal,
11:19e a gente vê um silêncio,
11:21ele completamente silêncio,
11:23a gente fica assim, perplexo,
11:25porque poderia ser, por exemplo,
11:27usado a garantia da lei e da ordem.
11:29Tem um decreto que está em vigor também,
11:32de muitos anos atrás,
11:34onde permite, em todos os locais,
11:37onde tem bases da marinha,
11:39do exército, das forças armadas,
11:40aeronáuticas,
11:42e pode ser feito um patrulhamento
11:44cerca de um quilômetro,
11:46320 metros,
11:47pode ser feito um patrulhamento,
11:48exatamente isso,
11:49um patrulhamento pelas forças armadas,
11:50o que iria ajudar a segurança pública.
11:53Mas não.
11:54Fizemos até uma indicação ao ministro
11:56para ver se ele coloca esse decreto
11:58em pauta,
12:01se dá efetividade a esse decreto,
12:03porque a situação do Rio
12:04é de calamidade pública.
12:06Se essas imagens
12:08que nós estamos vendo,
12:09e a nossa querida audiência está vendo,
12:11agora na Jovem Pan,
12:12não são atos de terrorista,
12:15eu realmente, eu não sei.
12:17Eu tenho informações
12:18vindas de policiais sérios,
12:21que me relatam
12:22que chegou o absurdo do policial
12:24entrar no morro
12:26onde tem uma UPP,
12:27ele tira uma barricada,
12:29passa com a viatura,
12:31sai da viatura,
12:31e coloca a barricada
12:33para assumir o seu posto
12:34na unidade de polícia pacificadora.
12:37Mas, mais ainda,
12:39o traficante chega nessa viatura,
12:42olha para o interior dela,
12:44vê quem são os policiais,
12:45vê se são os mesmos policiais,
12:47e aí, pasmem,
12:49permite a entrada
12:50destes policiais
12:52até a unidade de polícia pacificadora.
12:54Esse policial tem que ficar
12:55recluso dentro daquela unidade.
12:57E ele, para ir à padaria,
13:00ele tem que tirar o colete,
13:01levantar os braços
13:02e pedir permissão para o traficante.
13:05É a falência total
13:06da segurança pública
13:06e não é culpa do soldado,
13:08cabo, sargento, tenente, capitão,
13:10é culpa de quem está lá em cima.
13:13É uma operação
13:14que tem que ser feita, sim.
13:16Tem que ser feito isso
13:17todos os dias.
13:19O crime tem que entender,
13:21tem que ter uma resposta
13:22à altura,
13:23ele tem que entender
13:24que se ele enfrentar a polícia,
13:26ele vai acabar
13:27num caixão.
13:29Se ele não enfrentar,
13:30ele vai ser preso.
13:31Só que não adianta
13:32prender também
13:33um criminoso como esse
13:35e ele sair
13:36em audiência de custódia.
13:37Não adianta
13:38prender um criminoso
13:39que atira com uma .50
13:40e ele sair
13:42depois de alguns meses.
13:43Por isso que a gente
13:44é favorável,
13:45muitas pessoas
13:45são favoráveis,
13:46a colocação
13:47dessas organizações
13:48como terroristas,
13:50porque aumenta a pena,
13:52a punição é mais enérgica,
13:53você tem mais mecanismo
13:55de investigação,
13:56os outros países
13:57que acabam apoiando,
13:59que acabam fazendo
14:00convênio com o Brasil
14:01ou de tratados internacionais
14:03podem cooperar
14:04e muito,
14:05inclusive tirando
14:06o dinheiro
14:06dessas facções,
14:08mas infelizmente
14:09não se tem o apoio
14:11do governo federal,
14:12o que é lamentável,
14:13mudaria muito
14:14se fosse taxada
14:16como terrorista.
14:18Isso seria um bem
14:19para a população,
14:20seria um avanço
14:21importante para a população,
14:22porque em um estado
14:23onde o traficante
14:25decide quem vai entrar
14:27no território brasileiro,
14:29isso é sim
14:30um ato de terrorista
14:31e significa
14:32que o Brasil
14:33perdeu o controle
14:33total do seu território
14:36aqui dentro
14:37do Brasil.
14:38Realmente as imagens
14:39são impressionantes,
14:40para quem nos acompanha
14:41por imagens,
14:41vamos colocar na tela
14:42essas imagens,
14:44cenas de guerra mesmo
14:45no Rio de Janeiro,
14:46barricadas pegando fogo
14:47ali por vários pontos
14:49da cidade,
14:50para quem vê de longe
14:51vê ali um céu
14:51com fumaças pretas
14:53em diversos pontos,
14:55o Mota trouxe aqui
14:56há pouco para a gente
14:57alguns desses pontos,
14:58estamos falando
14:58da linha amarela
14:59que são regiões,
15:00para quem é do Rio de Janeiro,
15:01regiões estratégicas ali
15:02de grande fluxo,
15:04principalmente dos trabalhadores
15:05retornarem para suas casas
15:06nesse fim de tarde,
15:07linha amarela,
15:09Grajaú, Jacarepaguá
15:10e também na rua Dias da Cruz,
15:12no Meier,
15:13entre alguns outros pontos.
15:14Eu quero chamar
15:15o Luiz Felipe Dávila
15:16porque essas barricadas,
15:18carros e tantas coisas
15:20que eles colocam ali
15:21em Túlios,
15:21pegando fogo,
15:22interrompendo o fluxo
15:23da cidade,
15:24ordem para que as pessoas
15:26voltem para suas residências
15:28nos territórios dominados
15:29pelos faccionados
15:32do Comando Vermelho,
15:33Luiz Felipe Dávila,
15:34demonstra também
15:35a grande força
15:37que tem o tráfico
15:39e o crime organizado
15:40no Rio de Janeiro,
15:40que com uma ordem
15:42a cidade toda
15:43é mobilizada
15:44para esse tipo
15:45de retaliação
15:46às ações
15:47da Polícia Militar,
15:50do BOP,
15:50da Polícia Civil
15:51e de toda a Segurança Pública
15:53do Estado.
15:53Luiz Felipe Dávila.
15:56Boa noite,
15:57Coba,
15:57boa noite,
15:58meus colegas
15:59e boa noite
15:59à nossa audiência.
16:01Infelizmente,
16:01mais um dia triste
16:03porque toda vez
16:04que vemos
16:05um conflito desse
16:06é um retrato
16:07da falência
16:08do Estado brasileiro.
16:10essas organizações
16:11criminosas,
16:12Coba,
16:13só tomaram
16:14o vulto
16:15do presente
16:16porque o Estado
16:18vem fracassando
16:19a cada passo,
16:21fracassando
16:22na legislação penal,
16:23fracassando
16:24em manter
16:24esses narcotraficantes
16:27presos na cadeia
16:29e cumprindo
16:30integralmente
16:31as suas penas,
16:32fracassando
16:33em recuperar
16:34território
16:35ocupado
16:36por facções
16:37onde reina
16:38a lei da facção,
16:40não a lei do Brasil.
16:42Preocupação
16:43com o crescimento
16:44do narcotráfico
16:46e cada vez mais
16:47ligação
16:48dessas organizações
16:49com entidades
16:50internacionais
16:52na venda
16:53de drogas
16:54e agora
16:55cada vez mais
16:56adentrando
16:57o comércio lícito
16:58em áreas
16:59como imobiliária,
17:01como a questão
17:02de distribuição
17:02de combustível,
17:04fintechs,
17:05betes
17:06e tantas
17:06outras atividades.
17:08Isto é a falência
17:09do Estado.
17:09Por que a falência
17:10do Estado,
17:11Koba?
17:12Porque é óbvio
17:13que nenhuma
17:14organização criminosa
17:15poderia vencer
17:17teoricamente
17:18a batalha
17:18contra o Estado.
17:19O Estado
17:20é o maior
17:21mobilizador
17:21de recursos,
17:23seja
17:23armas,
17:25movimentação
17:25financeira,
17:27capacidade
17:28de preparar
17:29a polícia,
17:30sistema penal
17:30com tudo.
17:31Então assim,
17:32quando o crime
17:33organizado
17:34toma a postura
17:36que chegou no Brasil,
17:37tanto o Comando Vermelho
17:38como o PCC
17:39e demais organizações,
17:40mostra a total falência
17:41do Estado.
17:42Ou seja,
17:42o Estado é incapaz
17:44de reagir.
17:46Então,
17:46atitudes como essa
17:47do governador
17:48Cláudio Castro
17:49mostra,
17:51evidentemente,
17:51uma reação do Estado.
17:53Mas é uma reação
17:53que isoladamente
17:55não vai acabar,
17:57não vai desmantelar
17:58o crime organizado.
18:00É preciso haver
18:01coordenação,
18:02inteligência,
18:03é preciso haver
18:04punição dura
18:06com essas pessoas
18:07e nada de cumprir
18:08um sexto da pena,
18:09nada de transformar
18:10os presídios
18:12em verdadeira
18:13escola de faccionados.
18:15O brasileiro
18:16está vivendo
18:17sob o terror
18:18do crime organizado
18:19em vários lugares
18:20do Brasil.
18:21Hoje mesmo
18:22nós tivemos
18:22uma outra notícia
18:23do Comando Vermelho
18:24e PCC
18:25fazendo acordo
18:26na região norte
18:28justamente
18:29com traficantes,
18:30com narcotráfico
18:31colombiano
18:32para a venda
18:33de drogas
18:34e transporte
18:35de drogas
18:35no Brasil,
18:36cocaína principalmente.
18:37Então,
18:38é uma luta
18:38em glória.
18:40Foi uma atitude
18:41corajosa,
18:42planejada
18:43do governador
18:44Castro,
18:45mas isto não
18:46significa
18:46que estamos
18:47a caminho
18:48de desmantelar
18:49o crime organizado.
18:51Isto só mostra
18:52o Estado reagindo
18:53e a ousadia
18:55do crime organizado
18:56em contra-atacar
18:58forças do Estado
18:59e mostrar
19:00enorme resistência.
19:01para resistir
19:03mostra que
19:04precisamos repensar
19:05a segurança pública
19:06e o papel do Estado
19:08no combate
19:08ao narcotráfico.
19:10Chegando conosco
19:11também nessa edição
19:12do programa
19:12Os Pingos nos Isos,
19:13o Cristiano Beraldo
19:14falando ao vivo
19:14dos Estados Unidos
19:15sobre essa situação
19:17que aflige
19:17o Rio de Janeiro,
19:18o cidadão,
19:19principalmente da capital
19:19fluminense,
19:21um cenário
19:22de guerra.
19:22Cristiano Beraldo.
19:23Boa noite,
19:26Kobayashi,
19:26Dávila,
19:27Mota,
19:28boa noite,
19:29delegado Palumbo
19:29e audiência
19:31dos Pingos nos Isos.
19:32Kobayashi,
19:32é curioso
19:33porque essas imagens,
19:35isso que se viu
19:36hoje no Rio de Janeiro,
19:38no fundo,
19:39é parte do cotidiano.
19:40Somente as pessoas
19:41que não conhecem
19:43o Rio de Janeiro
19:43ou aquelas que vivem
19:45em negação
19:46não compreendem
19:49que isso ali
19:49é quase que uma rotina,
19:53é algo que está ali
19:54para acontecer
19:55a qualquer momento.
19:56O Rio de Janeiro
19:57que quando foi anunciado
19:59como sede
20:00dos Jogos Olímpicos
20:01teve um helicóptero
20:03da polícia abatido
20:04por armas
20:06que foram utilizadas
20:08pelos traficantes
20:10que tinham essa capacidade
20:13a bater aeronaves.
20:15Então,
20:15essa realidade
20:16do crime organizado
20:19que foi depois
20:20complementado
20:21pela atuação
20:22das milícias
20:23consolidando
20:24uma cidade
20:25e também um Estado
20:26absolutamente entregue
20:28nas mãos
20:29do crime organizado
20:30é esse lugar.
20:32Por isso que eu fico
20:33tão indignado,
20:34eu que vivi no Rio de Janeiro
20:3520 anos,
20:36fico tão indignado
20:37das pessoas se manifestarem.
20:39O bando de coxinha
20:40fica se manifestando
20:41sobre a faixa de Gaza.
20:42a faixa de Gaza
20:44que estão cometendo
20:46genocídio.
20:47Isso é coisa
20:48de quem nunca foi
20:49ao Rio de Janeiro
20:49ou se recusa
20:50a reconhecer
20:52a realidade
20:52do Rio de Janeiro.
20:53Essa gente
20:54que fica ali
20:54no Leblon
20:55passeando em Copacabana,
20:57vai no Pão de Açúcar
20:59e aí acha
21:00que o Rio de Janeiro
21:01é isso.
21:02Vai se iludindo,
21:03olha para o outro lado,
21:04o Rio de Janeiro
21:04é muito lindo.
21:06Aí olha
21:06para o prefeito
21:07da cidade,
21:08está lá
21:08chapéuzinho de malandro
21:10tomando um chopinho
21:12na rodinha de samba,
21:13todo malandrex.
21:14Por quê?
21:15Porque ele tem
21:15o melhor emprego
21:16do mundo.
21:17É isso que ele fala,
21:18enche a boca
21:18para dizer.
21:20A cidade está assim.
21:22Essa é a rotina
21:23do Rio de Janeiro.
21:24mas o prefeito não.
21:27O prefeito vai convivendo
21:29na malandragem,
21:30na piadinha,
21:31porque é o Vascão,
21:32está sempre aí
21:33falando o Vasco da Gama
21:34nas redes sociais.
21:36E a população?
21:38Pão e circo.
21:39Vamos dar um circo.
21:41Vamos fazer
21:42um show da Madonna,
21:43vamos fazer o show
21:44da não sei quem
21:46e vamos fazer
21:47um entretenimento
21:48para essas pessoas
21:49saírem das suas zonas
21:51de guerra
21:52e irem ali
21:53dar um pouco
21:54de risada,
21:55achar que eles
21:55são respeitados.
21:57Aí o carnaval,
21:59vamos fazer o carnaval,
22:01que é para todo mundo
22:02ir para a rua sambar,
22:03para bebê esquecer
22:05que existe
22:06esta realidade
22:07em todo o resto
22:09do ano.
22:10O Rio de Janeiro
22:12está na situação
22:13que está
22:14porque isso
22:15foi construído
22:17ao longo
22:17de décadas.
22:18O Rio de Janeiro
22:20é um efetivo
22:22narco-estado.
22:24E aí o que faz
22:25o poder público?
22:27A polícia
22:27não pode atuar
22:28porque o Supremo Tribunal
22:29Federal diz que
22:30não pode entrar
22:32em favela, não.
22:34Para entrar em favela
22:35tem que avisar
22:3620 órgãos diferentes.
22:39E como é que você vai
22:40restabelecer
22:41e manter a ordem
22:42numa cidade
22:45onde milhares
22:48de pessoas
22:48precisam ser
22:49eliminadas?
22:50não adianta aprender.
22:51Não venha com essa
22:52conversa de
22:53ressocialização.
22:54Tem que ser eliminado.
22:56É na vala
22:57e vai lá comum.
22:58É para não ocupar espaço
22:59porque essa gente
22:59é irrecuperável.
23:01Eles só produzem
23:02o mal
23:02para a sociedade.
23:04Eles
23:04destroem
23:05a imagem
23:06do Brasil,
23:07destroem a vida
23:08do cidadão de bem
23:08que ainda
23:09ousa morar
23:10no Rio de Janeiro.
23:11portanto,
23:12essas imagens
23:13não me chocam
23:14nem me impressionam.
23:16Simplesmente
23:17deixam cristalino
23:18o resultado
23:19não da incompetência
23:21mas da conivência
23:22do poder público
23:23e esse esforço
23:24brutal que se faz
23:26para tirar
23:27das forças policiais
23:28a capacidade
23:29de combater o crime
23:30para valer.
23:30E aí
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