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A Polícia do Rio de Janeiro declarou estado de prontidão na cidade. A decisão ocorre enquanto o Ministério Público Federal (MPF) pede mais informações sobre a recente megaoperação que resultou em 64 mortos. O comentarista Roberto Motta analisa a situação da segurança pública na cidade. Reportagem: Rodrigo Viga.

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Transcrição
00:00E Rodrigo Viga, eu quero voltar a falar contigo, porque o Viga acabou de compartilhar conosco aqui
00:04um documento que foi enviado pelo Ministério Público ao governador Cláudio Castro
00:08pedindo informações sobre essa operação, inclusive sobre a finalidade dela.
00:14Traga mais detalhes aí pra gente, Viga.
00:16Exatamente, é um trabalho conjunto de Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União.
00:23As duas instituições assinam esse documento questionando o governo do Estado
00:28sobre os resultados da operação desta terça-feira, que é considerada com o maior número de mortes, né?
00:35A mais letal de toda a história do Estado do Rio de Janeiro.
00:38Os números ainda serão atualizados, 64, 60 suspeitos, 4 agentes de segurança, 2 policiais civis e 2 policiais militares.
00:47O que que querem saber Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União?
00:52Se os preceitos, aqueles balizamentos, aquelas regras previstas na ADPF das favelas,
00:59eles foram seguidos como mando figurino, como se diz popularmente, né?
01:04Como está ali previamente estabelecido.
01:07Se houve uso excessivo da força, se a força foi empregada à medida da resistência por parte dos criminosos,
01:15dos traficantes de drogas ligados ao Comando Vermelho, se as câmeras de segurança foram utilizadas pelos agentes
01:21nessas incursões nas comunidades, nos complexos da Penha e também do Alemão na Zona Norte do Rio de Janeiro
01:28e pede também para que essas imagens sejam prontamente, né?
01:31Sejam rapidamente disponibilizadas para a devida análise do Ministério Público Federal
01:36e da Defensoria Pública da União.
01:38Esse é o pedido feito pelas duas instituições ao governo do Estado do Rio de Janeiro.
01:43Um pouco mais cedo, a Cúpula da Segurança disse que todas essas regras foram devidamente obedecidas.
01:49Rapidamente, Cine, atualizando as informações, porque ainda temos aproximadamente 20 pontos de bloqueio
01:55na cidade do Rio de Janeiro, numa retaliação, numa resistência do crime organizado
02:00a essa operação contra o Comando Vermelho, a principal facção criminosa do Rio,
02:04uma dos maiores do Brasil, que no ano passado decidiu dizer às quatro ventos a torta e direito
02:10que iria iniciar uma campanha de expansão territorial em nível local
02:13e também em nível nacional.
02:15Muita ainda confusão na volta para casa, nas estações de trem e também de metrô.
02:20Temos mais de 120 ônibus com os seus itinerários modificados
02:25por conta desses pontos de bloqueio.
02:27Tem gente voltando para quê?
02:29Para casa a pé, andando, caminhando quilômetros e mais quilômetros
02:33na cidade do Rio de Janeiro, uma das maiores metrópoles da América do Sul,
02:38fazendo lembrar aqueles brasileiros que, muitas das vezes, sem transporte no interior do Brasil,
02:43precisam caminhar também quilômetros e quilômetros para chegar no seu destino
02:49ou até mesmo em casa.
02:50Meu caro Cine.
02:51Meu Deus, Rodrigo Viga, que inferno que é passar por essa situação na cidade hoje
02:57com tudo parado, trabalho impactado, escolas impactadas, a vida de todo mundo extremamente em risco.
03:05Não só risco por conta do tiroteio nessas regiões, mas também o risco natural
03:12da pessoa ter que abrir mão de uma rotina trivial quase que todo dia
03:16e principalmente nos dias de operação por causa de uma situação como essa.
03:19E Zé Maria, quer acrescentar algo, Piperno?
03:22Eu não sei se o Viga está com a gente ainda.
03:24Tá, pode falar, ele está ouvindo.
03:25Ô, Viga, eu queria saber o seguinte sobre essa imagem do pessoal do Morro do Alemão fugindo
03:32e que isso claramente lembra aquela cena de 2010, né?
03:40Se dessa vez eles também foram bem...
03:43Enfim, eles também acabaram sendo bem-sucedidos, conseguiram de fato escapar ao cerco
03:48ou se foram alcançados aí pelas forças policiais.
03:53Piperno, você foi muito pespicaz ao analisar essas imagens.
03:56Tem duas imagens que me chamam bastante a atenção, infelizmente.
03:59Eu já estou inserido nesse locus, viu, Cine?
04:02Infelizmente, você acaba aprendendo a conviver com essas cenas de violência e creme da unidade.
04:05Além das mortes, é claro que a gente lamenta a de eterno, né?
04:08De pessoas inocentes.
04:09Mas duas cenas me chamam bastante a atenção.
04:12A primeira delas, aqueles criminosos que foram presos, algemados, sem camisa, saindo de cabelo vermelho pintado.
04:19Remetendo, segundo alguns especialistas, algum personagem do mundo do entretenimento.
04:25Segunda imagem, essa que o Piperno bem mencionou, que remete também a 2010,
04:30naquele processo de pacificação de favelas, falamos naquela época bastante do Morro do Alemão,
04:35quando a bandeira do Brasil, do estado do Rio de Janeiro, foi fincada, né?
04:39Foram fincadas as duas bandeiras no topo do conjunto de favelas do Alemão,
04:42quando o Carioca e o Fluminense, aí a cena passando, os homens de cabelo vermelho,
04:46mas aquelas bandeiras fincadas, quando todos pensavam que ali começava uma nova história,
04:51uma nova página do Rio de Janeiro estava sendo escrita.
04:54Houve mortes dentre aqueles que estavam em rota de fuga, com armas de grosso calibre,
05:00com roupas camufladas, toca ninja, balaclava e também com coletes à prova de bala.
05:06Inclusive, a contabilidade desses mortos que eu citei agora há pouco seria justamente
05:12por conta de um confronto com esses criminosos em rota de fuga.
05:16E a estratégia dessa vez das forças de segurança, viu, Cine, foi a seguinte,
05:19para tentar expor o mínimo possível, impossível, você manter todo mundo em cólumbe
05:24dentro de uma área conflagrada, de uma favela, de uma comunidade onde há becos,
05:28vialas, as pessoas moram praticamente grudadas umas às outras,
05:31mas a estratégia da polícia foi o seguinte, ir cercando os criminosos,
05:35empurrando eles para a área de mata e os conflitos e confrontos aconteceram
05:39prioritariamente nessa área de mata para tentar, no mínimo, blindar e preservar
05:44a população de bem por aqui, viu, Cine?
05:45Além das informações do nosso Rodrigo Viga, também temos aqui no nosso 3 em 1 hoje
05:51o comentarista dos pingos nos is, Roberto Mota, que mora no Rio de Janeiro,
05:54não está conosco ainda?
05:56Ah, eu entendi que ele já estava preparado para falar conosco na tela dividida.
05:59Ok, então entendi a orientação da maneira errada aqui, mas daqui a pouco
06:03o Roberto Mota vai estar preparado para falar conosco, então vai trazer informações também,
06:07análise dele aqui no 3 em 1 e, claro, depois se aprofundar nos pingos nos is
06:12que chegam em meia hora. Mas, Zé Maria Trindade, eu queria falar um pouco contigo
06:17dessa briga de narrativas políticas que acontece agora e também dessa questão protocolar
06:22envolvendo o Ministério Público lá no Rio de Janeiro.
06:24O Rodrigo Viga estava falando sobre o envio de pedido de informações do Ministério Público
06:29e da Defensoria Pública da União sobre a operação que foi feita no Rio de Janeiro.
06:33Naturalmente, toda vez que a gente vê operações no Rio, as autoridades pedem depois detalhes,
06:38principalmente quando há mortes de pessoas, inclusive das forças policiais.
06:42Então, há o questionamento sobre as funções dessa operação e os motivos que levaram
06:48às mortes também dos oficiais ali no Rio de Janeiro.
06:52Mas o que a gente acompanha agora, diante dessas mortes, é uma briga entre algumas autoridades políticas
07:01dizendo ou criticando certa truculência do governador do Rio de Janeiro
07:05ao fazer uma operação que provoca mais de 60 mortes, aquela velha discussão.
07:10Seria possível resolver o problema da segurança pública sem pegar uma arma?
07:15Outros dizendo, isso é fora da realidade, você olhar para uma situação de domínio do crime organizado no Rio
07:21e pensar que você vai conseguir resolver a situação na paz.
07:25O quanto isso também atrapalha o debate que é necessário, que é da conjunção de forças para combater o crime organizado
07:36e não da divisão do debate político que, no fim das contas, não leva à prisão de nenhum integrante de facção
07:44ou de crime organizado ali no Rio de Janeiro.
07:46Olha, esse assunto tomou conta do Congresso Nacional, desde cedo, desde quando a operação foi iniciada.
07:56Todos sabem por aqui que a segurança pública tomou uma proporção muito grande.
08:01Isto diante da ameaça em várias regiões do país, em vários municípios.
08:06A gente está vendo muito aí no Rio de Janeiro, mas Minas Gerais também tem problemas.
08:11São Paulo também tem problemas.
08:14Aqui no Distrito Federal, na área fora aqui do eixo central, do chamado plano piloto,
08:20também tem problemas graves de segurança pública.
08:24No estado de Goiás, que é o estado ao lado aqui do quadradinho, que é o Distrito Federal,
08:29o governador Ronaldo Caiado resolveu o problema, sabe como?
08:33Fortalecendo e defendendo a polícia.
08:35Ele mesmo diz, ninguém fala mal da minha polícia.
08:38A polícia, ela tem uma proteção do estado.
08:44Isto é muito importante, que eu falava sobre o risco jurídico.
08:48Então, todos os estados têm muito problema com a segurança pública.
08:54Diante disso, esse assunto tomou conta do Congresso Nacional.
08:59A Comissão de Segurança Pública virou uma comissão permanente da Câmara dos Deputados,
09:04presidida pelo deputado, que é um coronel da Polícia Militar, Fraga, daqui do Distrito Federal.
09:11E aí ele conseguiu, com o presidente da Câmara, fazer um esforço concentrado,
09:17votando oito projetos, a urgência de oito projetos, sobre segurança pública.
09:23Para se terem uma ideia.
09:24Então, quando uma operação assim no Rio de Janeiro acontece e repercute,
09:30os deputados e senadores ficam tentando ali, cada um participar de um jeito
09:35e tentando, evidentemente, mostrar ao eleitor que estão agindo.
09:39Então, dois deputados já me mandaram aqui,
09:42comunicados de que vão pedir uma comissão externa do Congresso Nacional
09:48para acompanhar as investigações e saber exatamente o que aconteceu nesta operação.
09:55E o presidente do Congresso, do Senado e do Congresso,
09:58o senador Davi Alcolumbre, publicou agora há pouco uma nota oficial
10:02dizendo que chegaram a ele informações sobre o que está acontecendo
10:08e que ele vê com muita preocupação.
10:10Pelo visto, só não falaram para o Ricardo Lewandowski.
10:14Exatamente, Zé Maria Trindade.
10:15E nós acabamos de receber também aqui uma nota oficial do Ministério da Defesa
10:19e foi também o Igor Damasceno que compartilhou conosco,
10:22dizendo que, quando o governo do estado do Rio de Janeiro encaminhou o ofício
10:26solicitando o apoio logístico por meio de fornecimento de veículos blindados,
10:31o referido pedido foi submetido à análise da AGU, Advocacia Geral da União.
10:35O ofício estava relacionado ao episódio ocorrido em dezembro de 2024,
10:39quando uma capitã de mar e guerra, da Marinha do Brasil,
10:42faleceu ao ser atingida por uma bala no Hospital Naval.
10:45Naquele momento, a Marinha posicionou veículos blindados no perímetro do hospital,
10:49respeitando o limite legal de 1.400 metros em torno de instalações militares.
10:54Medida voltada à segurança da área e dos militares.
10:57A AGU emitiu parecer técnico indicando que a solicitação do governo do Rio de Janeiro
11:01somente poderia ser atendida no contexto de uma operação de garantia de lei da ordem,
11:07GLO, ou que demandaria decreto presidencial.
11:10Então, vejam o quanto essas informações agora têm repercutido também de maneira oficial.
11:16E eu quero conversar agora também com o Roberto Mota, que sim, está conectado conosco aqui no nosso 3 em 1.
11:21E, Mota, a gente recebeu aqui a informação de que a polícia declarou estado de prontidão no Rio de Janeiro.
11:28Seja muito bem-vindo ao nosso 3 em 1.
11:31Quais são as suas informações e análises, Mota?
11:33Boa tarde.
11:35Boa tarde, Cine.
11:36Boa tarde à nossa audiência.
11:38Hoje é um dia especialmente complicado aqui no Rio, Cine.
11:42Há quase princípio de pânico no ar.
11:47Muita gente deixando o trabalho cedo.
11:50O meu filho mesmo, eu pedi que ele saísse do trabalho mais cedo hoje, voltasse para casa.
11:56Há muitos relatos de vias sendo interrompidas.
12:00E tudo começou com uma operação realizada pela polícia em dois complexos de comunidades no Rio de Janeiro.
12:11Essa operação, isso é importante dizer, era uma operação autorizada pelo judiciário,
12:18de acordo com todos os protocolos impostos, ultimamente, às operações da polícia.
12:25E ela tinha como objetivo cumprir 150 mandados de busca e apreensão e mandados de prisão.
12:34Essa operação ocorreu no complexo da Penha e no complexo do Alemão.
12:39São complexos que incluem favelas de várias comunidades.
12:46E quando as equipes policiais chegaram nesses locais, elas conseguiram localizar um dos líderes do narcotráfico,
12:55que ficou em determinado momento da operação encurralado.
12:59E as informações que nós temos é que, nesse momento, os criminosos, os traficantes,
13:06começaram a abrir fogo contra a população local,
13:11que é uma tática que eles já vêm adotando há algum tempo.
13:15Não é atirar na polícia para se defender e tentar escapar.
13:19É atirar nas pessoas, na população, como forma de criar um tumulto.
13:24E, diante disso, os policiais avançaram.
13:29E, nesse momento, os traficantes, disparando de dentro de uma das residências na favela,
13:37atingiram um dos policiais.
13:40Então, as equipes policiais responderam ao fogo.
13:44E essa violência foi escalada nessa operação.
13:47O resultado disso tudo, até agora, é mais de 70 mortos,
13:54entre os quais dois policiais do BOP,
13:59do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar,
14:03e dois policiais civis.
14:06Pelas informações que nós temos, informações, nesse momento, extraoficiais,
14:11mais de 80 criminosos já foram presos.
14:16E aí vem o outro lado dos acontecimentos aqui no Rio.
14:21Em represália à ação da polícia,
14:24as comunidades dominadas pela facção Comando Vermelho
14:28receberam a ordem de sabotar a cidade.
14:33Então, em muitos bairros foram erguidas barricadas,
14:38ônibus foram atravessados nas ruas,
14:41escolas fecharam, inclusive escolas particulares.
14:44Você imagina os pais, no trabalho, recebendo uma ligação
14:48para ir buscar os seus filhos na escola com urgência,
14:53no meio dessa confusão toda.
14:56As informações são de que a facção determinou
14:59toque de recolher nas áreas dominadas por ela.
15:03Muita gente, nessas áreas e em outras áreas,
15:07retornou do trabalho mais cedo.
15:11Nós tivemos a informação de que o metrô,
15:13às três horas da tarde,
15:16estava congestionado,
15:18algumas vias da cidade,
15:20inclusive áreas em que não estão
15:22havendo nenhum tipo de conflito,
15:24mas as vias estão congestionadas,
15:28com a quantidade de gente voltando para casa.
15:30Um congestionamento que, geralmente,
15:32acontece por volta de seis, sete horas.
15:35As informações dão conta também de que quatro vias,
15:39pelo menos quatro vias expressas,
15:41foram bloqueadas com barricadas e com ônibus,
15:45entre elas, algumas vias estratégicas,
15:48como a Linha Amarela e a Grajaú-Jacaré-Paguá.
15:53E há informação também que houve uma tentativa
15:56de levar essa confusão para Niterói,
15:59tentando prejudicar o tráfego ali na Ponte-Rio-Niterói.
16:04Uma informação impressionante
16:07e que a gente precisa colocar em contexto
16:09é a quantidade de fuzis que foi apreendido.
16:13Foram apreendidos setenta fuzis.
16:18Armas novas.
16:20Para a gente colocar isso em contexto,
16:23geralmente um batalhão tem trinta fuzis.
16:26Então, há cidades no estado do Rio de Janeiro
16:30que têm um batalhão da Polícia Militar
16:32com trinta fuzis.
16:34Por exemplo, Teresópolis é uma cidade
16:36que tem duzentos e vinte mil habitantes
16:39e tem lá um batalhão com trinta, quarenta fuzis.
16:42Então, só nesta operação de hoje,
16:46em apenas dois locais,
16:49já foram apreendidos mais do que o dobro
16:53da quantidade de fuzis em um batalhão normal da PM.
16:58Então, isso mostra a capacidade, o poder de fogo
17:03que esses criminosos possuem
17:06e que os coloca em posição de desafiar o estado.
17:10O Rio de Janeiro, o estado do Rio de Janeiro,
17:13tem mais ou menos mil e quinhentas favelas.
17:17Então, se em duas operações, em dois complexos,
17:20foram apreendidos setenta fuzis,
17:22imagine a quantidade total de armas na mão dos criminosos.
17:26Ô, Mota, você tem uma atuação intensa
17:28e acompanha muito esse setor da segurança pública.
17:31Quando a gente coloca que a Polícia do Rio
17:33declara um estado de prontidão
17:35de maneira muito prática, Mota,
17:38como traduzir isso para a nossa audiência?
17:40Isso significa que os policiais
17:44permanecem à disposição
17:46de uma forma ativa,
17:49mesmo depois que acaba o serviço.
17:52Ou seja, ninguém volta para casa,
17:56ninguém se dedica a nenhuma outra tarefa
17:59a não ser ficar esperando a qualquer momento
18:02o chamado para participar de alguma operação,
18:07de intervenção.
18:09Isso é muito importante, Sine,
18:10porque a natureza desse conflito
18:13é uma natureza assimétrica.
18:16É uma coisa que muita gente não se dá conta,
18:20mas os criminosos, especialmente esses narcoterroristas,
18:26eles não obedecem a absolutamente nenhuma regra,
18:29nenhuma lei,
18:31e eles sabem se valer do benefício
18:34que a lei dá a eles.
18:36É lógico, nem a polícia, nem o Estado
18:39pode fazer nada que seja fora da lei.
18:41Então, esses criminosos não têm problema nenhum
18:44em tomar um ônibus de assalto,
18:47colocar esse ônibus no meio de uma via pública,
18:49incendiar,
18:51como já aconteceu durante muito tempo
18:53aqui no Rio de Janeiro.
18:55Eles não têm problema nenhum
18:56em ferir pessoas inocentes.
18:58E o grande problema de uma situação como essa
19:01é a sensação de pânico
19:03que toma conta da cidade.
19:06Isso é uma coisa que precisa
19:09de uma resposta imediata,
19:10porque uma sensação de pânico
19:12se espalhando por todos os setores,
19:15isso pode trazer o caos.
19:16Então, isso é muito importante.
19:18A disposição da polícia
19:20de enfrentar essa situação,
19:23a liderança que foi assumida pelo governador,
19:27e a polícia, através dessa prontidão,
19:30mostra que não tem nenhuma prioridade hoje
19:33no Rio de Janeiro que não seja essa.
19:37Roberto Mota,
19:37só para a gente arrematar aqui,
19:39porque daqui a pouco também ele vai voltar
19:40nos pingos nos is com mais análises,
19:42diante dessa prontidão da polícia
19:44e de todos os efeitos que você contou
19:46para a gente de maneira muito detalhada
19:47que atingem a população aí no Rio de Janeiro,
19:50é completamente impensável
19:51que a rotina seria retomada,
19:56inclusive nessa quarta-feira
19:57e ao longo da semana.
19:59É um impacto que realmente,
20:02além de já ser muito antigo na vida
20:04de quem mora aí,
20:05se torna ainda mais duradouro
20:07e, digamos, preocupante
20:09diante dessas informações
20:10de que a operação, entre aspas,
20:14continua,
20:14porque a atuação dos criminosos
20:16também não parou.
20:19Infelizmente, Sini,
20:21isso de uma certa forma
20:23já faz parte da rotina
20:25de quem mora no Rio de Janeiro.
20:27A cidade do Rio de Janeiro
20:29é resiliente,
20:31as pessoas encontram uma forma
20:33de continuar com as suas obrigações,
20:35de viver a sua vida apesar disso.
20:37esse acontecimento
20:40teve um elemento novo
20:44que foi o que a gente pode chamar
20:46de covardia
20:47que os criminosos usaram
20:50em atacar a polícia.
20:52É um elemento cada vez mais frequente,
20:55mas eu acho que a polícia
20:58tem todos os instrumentos
21:00e a liderança para lidar
21:02com essa situação, Sini.
21:04a expectativa,
21:05se a gente for olhar
21:06para coisas que já aconteceram
21:07no Rio de Janeiro,
21:09é que, de uma forma ou de outra,
21:10a cidade vai encontrar
21:12o seu caminho
21:13para a normalidade.
21:14Rota, te agradeço muito
21:15por colaborar com o nosso
21:163 em 1.
21:17Bom trabalho daqui a pouquinho
21:18também nos Pingos nos Isos.
21:19Um grande abraço.
21:21Um abraço.
21:22Até mais.
21:23Agora, às 5h48,
21:24quem nos acompanha pela rádio,
21:25aquele último intervalo
21:26no 3 em 1.
21:27Daqui a pouco espero vocês.
21:28Nas outras plataformas seguimos.
21:29Antes de passar a palavra
21:30para o nosso amigo
21:31Rodrigo Viga,
21:32que também está
21:32num trabalho intenso lá no Rio,
21:33só quero dizer para vocês
21:34que houve também uma nota
21:35enviada pelo Congresso Nacional,
21:37assinada pelo presidente
21:38do Congresso,
21:39Davi Alcolumbre,
21:41de que o Congresso
21:42acompanha com preocupação
21:43a operação e a situação
21:44no Rio de Janeiro,
21:45que diante desse cenário,
21:46como item extra-pauta
21:48em sessão plenária,
21:49o Senado aprovou
21:50o projeto de lei
21:51número 226 de 2024,
21:53que segue agora
21:54para a sanção presidencial
21:55e que aperfeiçoa
21:57o marco legal
21:58de enfrentamento
21:58à criminalidade,
22:00reforçando os instrumentos
22:01de proteção
22:02aos agentes públicos
22:03e à população civil.
22:04E eu tenho um bastidor
22:05aqui também
22:05que foi mandado
22:06pelo nosso André Anelli,
22:08repórter lá de Brasília,
22:09de que o presidente Lula,
22:11diante de toda essa situação,
22:12está no voo,
22:14passando pelo continente africano,
22:16e que está sem internet.
22:18Ou seja,
22:19nessa busca toda
22:21por uma operação
22:21para conter informações,
22:23narrativas, etc.,
22:25por enquanto,
22:25o presidente Lula
22:26está meio que à parte,
22:28diante da participação
22:29que ele fazia
22:30na Malásia
22:31e agora,
22:32na viagem de retorno
22:33a, digamos,
22:34esse ruído,
22:35esse problema
22:35na comunicação
22:36que precisará
22:37ser sanado também
22:39para que haja,
22:40de fato,
22:41a participação
22:41do presidente da República
22:43em relação à maneira
22:44como o governo
22:45vai se comportar
22:46diante da operação
22:47no Rio de Janeiro.
22:48Rodrigo Viga,
22:49quais são suas informações
22:50aí agora,
22:50meu amigo?
22:52Ah, eu tenho certeza
22:53que no Air Force One
22:54tem internet,
22:54viu, meu caro,
22:55assim,
22:56sem dúvida alguma.
22:58não é possível,
22:59sinceramente também.
22:59Pois é,
23:00essa foi a informação
23:01mandada aqui pelo nosso Anel.
23:02pelos investimentos que são feitos
23:02aqui no Brasil, Sine.
23:04Desculpa.
23:05Não, essa foi a informação
23:06enviada pelo Anel,
23:07que está o avião
23:08sem internet
23:09e que há
23:10uma previsão
23:11de atraso,
23:12um atraso
23:13considerável
23:13na agenda
23:14do presidente.
23:16É,
23:16com todo respeito
23:17ao vice-presidente,
23:18na figura
23:19de presidente
23:20ou de algum
23:21representante
23:21do Congresso Nacional,
23:23o país,
23:24seja quem for
23:24o presidente,
23:25não pode ficar
23:26com o presidente
23:26desconectado,
23:28né,
23:28através da tecnologia
23:29da ferramenta
23:30por conta
23:30de uma viagem
23:31internacional.
23:31Afinal de contas,
23:33o presidente do Brasil
23:33não é presidente do mundo
23:34nem de um outro país.
23:35Meu caro,
23:36Sine,
23:37reforçando
23:38e sublinhando,
23:39a volta para casa
23:40está sendo muito problemática,
23:41muito complicada
23:42aqui no Rio de Janeiro.
23:43O que se vê
23:44são ordens,
23:45borbotões de pessoas,
23:47romarias de pessoas
23:48andando
23:49por ruas e avenidas
23:50por conta
23:51desse bloqueio
23:52que ainda se faz
23:52presente
23:53atos de resistência,
23:55de retaliação
23:56por parte
23:56do crime organizado.
23:58Estações de trem
23:59lotadas
23:59e aí você tem
24:00problemas
24:01nos transportes
24:02urbanos,
24:03muita gente
24:03com o carro parado
24:04aí,
24:05como a gente está
24:05vendo nas imagens,
24:07literalmente esperando
24:08aí a situação
24:09desanuviar,
24:10melhorar
24:10para voltar
24:11para casa.
24:12É um 28 de outubro
24:13que vai entrar
24:14para a história
24:14do Rio de Janeiro.
24:15Espero que seja
24:16de símbolo,
24:17sirva de referência
24:18para que dias melhores
24:20venham para a resistente,
24:22resiliente também,
24:23cidade do Rio de Janeiro.
24:25Temos então ainda
24:2520 pontos de bloqueio
24:27na cidade do Rio de Janeiro
24:28neste momento,
24:29operações da polícia
24:30para desbloquear,
24:32a polícia já intervei
24:33em outras 10 oportunidades,
24:35mas não tem sido suficiente
24:35porque o Comando Vermelho
24:37tem mandado ordens,
24:39orientações
24:39para seus subordinados
24:41realmente criarem
24:42um cenário de pânico,
24:43de caos
24:44na cidade do Rio de Janeiro.
24:45A gente fica aqui
24:45no Centro Integrado
24:46de Comando e Controle
24:47aguardando as novidades
24:48por parte da Cúpula
24:50da Segurança Pública
24:51que ainda não se pronunciou,
24:52mas promete fazê-lo
24:53no começo da noite
24:54desta terça-feira
24:56inesquecível
24:57para cariocas,
24:59fluminenses e brasileiros.
25:01A minha conexão aqui
25:01está ok, viu, Cine?
25:03Muito obrigado,
25:04Rodrigo Viga.
25:05A gente volta contigo ainda.
25:06Agora, Bruno Musa,
25:07essas várias versões
25:08e notas
25:09que estão sendo divulgadas
25:10pelas autoridades,
25:12sejam as autoridades
25:14do governo federal
25:15ou do governo estadual,
25:17elas são muito sintomáticas
25:18porque elas expõem
25:20numa tentativa
25:21de explicar
25:21a cada um
25:22o seu lado
25:22que o diálogo
25:23realmente não aconteceu.
25:27Mais uma vez
25:28a gente vê
25:28bateção de cabeça,
25:29falta de estratégia,
25:31agora essa informação
25:32aí que a gente falou
25:33do avião
25:35estar sem conexão,
25:36alto lá,
25:37é o que eu venho falando,
25:38a burocracia estatal,
25:39foi a sua pergunta
25:40anterior a mim,
25:41parece que nos quer
25:42passar como eternos infantis,
25:44eternas crianças
25:44que temos que acreditar
25:45em absolutamente tudo,
25:46o mundo não é mais o mesmo.
25:48Ora,
25:49hoje eu estava fazendo
25:49aqui um atendimento
25:50de um cliente,
25:51fazendo a realocação
25:52da carteira dele,
25:52ele estava voando para a Europa
25:53e a gente realocou
25:54a carteira de investimentos
25:55dele aqui,
25:56ele sobrevoando o oceano.
25:57Agora vai me falar
25:58que no avião presidencial
25:59não tem internet?
26:00Pelo amor de Deus,
26:01até que ponto
26:02nós vamos continuar
26:03tolerando esse tipo de coisa?
26:05Veja,
26:05o Mota mencionou aqui,
26:07pediu para o filho
26:07voltar antes
26:08e ele ainda tem
26:09a oportunidade
26:10de voltar para casa
26:11e aqueles que não conseguem
26:12voltar para suas casas
26:13no Rio de Janeiro
26:14e, portanto,
26:15a gente vê de novo
26:16bateção de cabeça,
26:17transferência de responsabilidades,
26:20discursos de polarização novamente.
26:23Pelo amor de Deus,
26:25será que isso
26:25não fica nítido?
26:27Que a população
26:28independente
26:29da classe social
26:30sofre demais?
26:32Sofre demais
26:32no dia a dia,
26:33fugir de investidores,
26:35nível de vida cai,
26:36qualidade,
26:37perspectiva de vida,
26:38enfim,
26:39tudo isso
26:39é um grande caos
26:40exposto para o mundo.
26:42Mais uma vergonha
26:43nacional
26:44e, mais uma vez,
26:45a administração pública,
26:46obviamente,
26:47como sempre,
26:48deixa de ser desejado.
26:49Fala,
26:49Piperno.
26:51Não,
26:51é um outro dia
26:53muito triste
26:54para a história
26:55recente do país,
26:57como muitos outros,
26:58né?
26:58Como aqueles,
26:59por exemplo,
27:00de 2010,
27:01que a gente citou há pouco,
27:02aquelas imagens
27:03que rodaram o mundo
27:04dos bandidos
27:05saindo correndo
27:06lá para a mata,
27:07aquele monte de criminoso
27:08aí fugindo.
27:09Isso é muito triste.
27:11Agora, veja,
27:13a gente vai buscar
27:15na memória
27:16fatos que ocorreram
27:1815, 20, 30,
27:2050 anos atrás
27:21e lá no Rio de Janeiro
27:22a impressão
27:23é que a todo momento
27:25o país está
27:27enxugando o gelo,
27:29né?
27:29Não acontece nada.
27:30Tem uma operação hoje,
27:31uma outra amanhã e tal,
27:33impactante,
27:34que deixa dezenas
27:35de mortos,
27:36mas amanhã
27:36a vida volta ao normal
27:38para a população
27:39de bem
27:39e, infelizmente,
27:41para a bandidagem
27:42também.
27:43Eles vão voltar a agir,
27:44eles vão voltar
27:44a, enfim,
27:45a cometer seus crimes,
27:46né?
27:47Fala, Zé Maria Trindade.
27:49Fala, Zé Maria Trindade.
27:51Sempre que acontece
27:52algo de extraordinário
27:54é preciso
27:55que o governo
27:55tome também medidas
27:57mais extraordinárias.
28:00Este é um fato
28:01que deve ser analisado
28:03por vários governadores
28:05para mostrarem
28:06a força do crime organizado
28:08e como eles agem.
28:10Isso que o Mota falou
28:11da bandidagem
28:12atacar a população,
28:14isso já está acontecendo
28:15no Rio de Janeiro
28:16há muito tempo,
28:18né?
28:18Isso atrasa
28:19a progressão da polícia
28:20e joga ainda
28:21desconfiança
28:22em alguns incautos
28:23que caem
28:23na história
28:24de que a polícia
28:25entra atirando a esmo.
28:27Não!
28:27A polícia é treinada.
28:29Por isso que
28:29morrem mais
28:30bandidos
28:32do que polícia
28:32em toda operação,
28:34pela lógica,
28:35porque são treinados,
28:36porque têm objetivo.
28:37mas os efeitos colaterais
28:39infelizmente
28:40morreram policiais,
28:41não deveriam.
28:43Eu fico,
28:43eu lamento muito,
28:45sinto pelas famílias,
28:46né?
28:47Pela perda
28:48de alguém
28:49que está representando
28:50o Estado.
28:51E aí,
28:52é o seguinte,
28:52não tem jeito.
28:53Eu estou convencido
28:55de que
28:55esta exigência
28:57de medidas
28:57excepcionais
28:58passam por mudanças
29:00na Constituição.
29:02Paccionados,
29:02esse pessoal
29:03que participa
29:04do crime organizado,
29:05não tem que ter direitos.
29:07individuais
29:08os direitos
29:08de todos,
29:09porque eles
29:10ultrapassaram
29:10a barreira.
29:12Isto é terrorismo.
29:13Se não for terrorismo
29:14matar uma pessoa
29:15que está passando
29:17a rua só
29:17para segurar
29:18a polícia,
29:19eu não sei mais
29:19o que é.
29:20Então,
29:20é preciso ter
29:21um tratamento
29:22diferenciado
29:23contra essa
29:25bandidagem
29:26organizada.
29:28Alangani.
29:28Concordo,
29:29Zé.
29:30Absolutamente,
29:31é uma situação
29:31clara de terrorismo
29:33e para enfrentar
29:34o terrorismo
29:35você precisa
29:36de outras ações.
29:38E aí eu pego
29:38uma carona aqui
29:39também no que o Piperno
29:40propôs,
29:42você precisa
29:42utilizar o exército
29:44brasileiro
29:45e talvez de uma maneira
29:46muito mais
29:46permanente
29:47no Rio de Janeiro.
29:49E é claro,
29:50aperfeiçoar
29:51a nossa justiça,
29:52porque enquanto
29:53houver impunidade,
29:54haverá
29:55incentivos
29:56para cometer
29:56o crime.
29:57Rodrigo Viga,
29:58eu tenho um último
29:58minutinho aqui,
29:59o minuto final
30:00no nosso 3 em 1,
30:01eu só quero saber
30:02se há expectativa
30:03realmente de mais
30:04uma fala
30:04das autoridades
30:06aí no Rio de Janeiro,
30:06principalmente do
30:07governador Cláudio Castro.
30:09Já mandei mensagem
30:10para Deus e o mundo,
30:11para o governador,
30:12para o comandante
30:12da PM,
30:13para o chefe
30:14da Polícia Civil,
30:15para o assessor
30:16de imprensa,
30:17estou aguardando aqui
30:18de prontidão também
30:19como as forças
30:20de segurança
30:21nessa terça-feira
30:23histórica,
30:24infelizmente,
30:25para o Rio de Janeiro
30:26do ponto de vista
30:27negativo.
30:27Só fechando,
30:28Cine,
30:28um,
30:29dois,
30:29três,
30:30quatro,
30:30cinco,
30:31seis,
30:31sete,
30:31oito pontos
30:32de interdição
30:33e bloqueio ainda
30:34na cidade do Rio de Janeiro
30:35neste momento
30:36e muitas vias
30:37já foram liberadas
30:38fruto dessa intervenção
30:40da Polícia Militar
30:41e da Polícia Civil
30:42liberando vias,
30:44ruas e avenidas
30:44bloqueadas pelo crime
30:46organizado em ações
30:47claras,
30:48nítidas e evidentes
30:49de narcoterroristas
30:50por aqui,
30:51viu, Filipe?
30:51Sim.
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