Um gabinete para analisar a segurança pública no Rio de Janeiro deve ser instalado após megaoperação na cidade. Familiares de vítimas da ação, que já soma mais de 120 mortos e é considerada a mais letal do país, comparecem ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer o reconhecimento dos corpos. Reportagem: Rodrigo Viga.
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NotíciasTranscrição
00:00A gente vai começar a edição de hoje trazendo mais informações e desdobramentos da operação, a mega-operação da polícia no Rio de Janeiro.
00:07Por isso, vamos conversar aqui com o nosso Rodrigo Viga, que vai trazer os detalhes.
00:11Como está a tarde desta quinta-feira, depois desses dias todos de tensão, de movimentações, de autoridades e de novos projetos,
00:21inclusive a criação de um gabinete para acompanhar de perto a situação da segurança pública no Rio de Janeiro.
00:26Hein, Rodrigo Viga? Bem-vindo, meu amigo. Boa tarde.
00:30Fala, Cine. Boa tarde para você, para a turma toda da bancada, para o nosso ouvinte, espectador e internauta do 3 em 1,
00:36mais um para a gente colocar na conta, né?
00:38Agora, batizaram de escritório.
00:41Mas certamente, né, Cine, sem outras oportunidades, ouviu força-tarefa, grupo de trabalho ou alguma coisa do gênero.
00:48O objetivo é aproximar essa distância que ficou muito clara essa semana durante todo o episódio envolvendo a operação,
00:57a mega-operação no conjunto de favelas do Alemão e também da Penha, em que houve uma disputa, uma guerra de versões e narrativas.
01:05Mas a gente tinha os documentos mostrando que pedidos foram feitos ao governo federal,
01:09mas aí esses pedidos chegaram ao Ministério da Defesa, que não se comunicou com o Ministério da Segurança Pública e da Justiça,
01:14e ficou esse ato, ficou todo esse vácuo.
01:16Então, a partir de agora, na verdade, a partir do momento em que houver aí uma comunicação entre o Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro,
01:26Victor Santos, delegado da Polícia Federal, e também o Secretário Nacional de Segurança Pública, o Mário Sarruba,
01:32enfim, teremos na prática o início dos trabalhos desse escritório emergencial,
01:38que visa, depois de aparar essas diferenças e arestas, agilizar todo o processo burocrático em torno da ajuda necessária
01:46que o Rio de Janeiro vem reivindicando para enfrentar o crime organizado, especialmente o comando do VMI.
01:52Para que fatores como aqueles, né, envolvendo os ofícios enviados ao Ministério,
01:57seja de conhecimento do governo como um todo, e não apenas de uma pasta que não entrou em contato com outra pasta no âmbito do governo federal.
02:04O meu caro síntese me perguntou como é que estava o dia hoje, está chuvoso, já deu para perceber, né?
02:08Mas não é chuva de bala, não é chuva de tiro, é chuva que vem do céu, é obra de São Pedro.
02:14Mas a situação ainda é muito distinta da normalidade nos conjuntos de favela da Penha e do Alemão na Zona Norte do Rio de Janeiro.
02:23Comércio fechado, escolas fechadas, centros educacionais também funcionando precariamente,
02:29unidade de saúde, enfim, vai ser difícil esses conjuntos de favela retomarem no curto prazo aquilo que é mais próximo da realidade, da normalidade.
02:39Até porque ainda há muitos traficantes de drogas do Comando Vermelho escondidos nessa região.
02:44Os números mais atualizados pararam ali naqueles 121 óbitos, né?
02:49Há quatro policiais, dois policiais serviços e dois policiais militares e 117 suspeitos de ligação com o tráfico de drogas.
02:57Houve nas últimas horas aí informações sobre o suposto vazamento da operação, o que a cúpula da segurança está rechaçando.
03:03Agora é natural, quando você mobiliza uma tropa com 2.500 homens, 32 blindados, qualquer movimentação como essa, chama a atenção.
03:10Não é pra entrar num bairro, num prédio ou num microcosmo, é pra entrar num conjunto de favelas em termos de conjuntos.
03:19Embora tenhamos somente na capital quase 850 comunidades, em termos de conjuntos são 5 ou 6 no máximo.
03:26O meu caro Cine, uma força-tarefa, já que falamos dela, né?
03:29Foi montada no IML, Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, para o trabalho pericial em torno dos corpos das vítimas.
03:37Muitas dessas mortes são de criminosos traficantes de outros estados, principalmente do Pará.
03:42O que demora um pouco na identificação dessas vítimas fatais.
03:48O fato é que, até agora, 15 corpos já foram liberados do IML e 50 foram identificados.
03:56A expectativa é que, até o final desta semana, todos os corpos que lá estão no IML vão estar devidamente identificados e liberados para as cerimônias de velório e sepultamento.
04:08Hoje, inclusive, foram sepultados os corpos de dois policiais militares que morreram no confronto no Alemão e também na Penha.
04:15A gente tem falado muito sobre essa ação, que é considerada a mais letal de toda a história das polícias brasileiras,
04:21mas também é mais letal para as forças de segurança do Rio de Janeiro.
04:25Nunca antes, na história da polícia fluminense, morreram, em uma só operação, numa só incursão, quatro agentes de segurança.
04:32Repito, dois policiais civis e dois policiais militares.
04:37Na próxima segunda-feira, quem vai estar aqui no Rio de Janeiro é o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
04:45Mas vai ser apresentado a ele a realidade vivida, enfrentada e desafiadora das forças de segurança do Rio de Janeiro.
04:53Esse encontro vai acontecer no QG da Polícia Fluminense, que é o Centro Integrado de Comando e Controle,
04:59onde agora há pouco aconteceu um encontro de parlamentares federais, estaduais e municipais com a Cúpula da Segurança
05:06e também com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
05:09Castro saiu de lá rapidamente, veio aqui para o Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado,
05:14porque daqui a pouco nós teremos aí um encontro de Cláudio Castro, virtualmente e presencialmente,
05:20com governadores, mas do campo da direita.
05:22Romeu Zema, de Minas Gerais, talvez o Ratinho Júnior, lá do Paraná.
05:27Teremos Jorginho Melo, de Santa Catarina, Ronaldo Caiado, de Goiás, que vem aqui no ato de apoio,
05:33de manifestação de solidariedade ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro,
05:38que se por um lado está sendo elogiado, por outro está sendo bem criticado, inclusive, coincidentemente,
05:43só para fechar a Cine, nessa semana que já entrou para a história do Rio de Janeiro,
05:47o Tribunal Superior Eleitoral marcou para a próxima terça-feira o julgamento de uma ação
05:54movida pelo Ministério Público Federal, que pede a cassação de Cláudio Castro
05:57por conta de supostas irregularidades em contratações, ainda no âmbito das eleições do ano de 2022.
06:06Muitas notícias, muitas informações.
06:09Agora, a gente que é mais quilometrado, vamos dizer assim, macaco velho, como se dizia antigamente,
06:16está cansado de ouvir força de trabalho, força tarefa, grupo de trabalho, escritório.
06:24Queremos solução na prática, execução no bom sentido, né, meu caro Cine?
06:29Exatamente, Rodrigo Viga. Parece que esses escritórios, esses gabinetes, essas forças de trabalho
06:34funcionam iguais às CPIs, né? É muito discurso, é muita fala, mas pouca ação que provoque
06:43algum tipo de mudança na vida de quem realmente precisa, que é a população, que é o cidadão do Rio de Janeiro.
06:48Obrigado, meu amigo. Daqui a pouco a gente volta a conversar. Bom trabalho para você por aí.
06:52Vamos lá, vamos falar um pouquinho sobre esse gabinete, então, que vai ser montado pelas autoridades
06:55do Governo Federal e agora do Governo do Estado, para olhar de perto para a situação do Estado do Rio de Janeiro.
07:01Como se não fosse possível ter enxergado tudo isso há tantos anos, né?
07:08Não é nem a primeira e nem será a última operação que a gente acompanhará,
07:12mas é a mais letal da história do Rio de Janeiro e, por isso, há essa mobilização.
07:15Coincidentemente, também no ano anterior ao da eleição, é que está todo muito, muito preocupado com reputação.
07:23E, Alangani, adianta montar um gabinete se não houver nenhum projeto de estrutura mesmo
07:29de segurança pública no Rio de Janeiro?
07:30Não adianta, Evandro. Se for apenas para resolver o problema a curto prazo,
07:38a gente já viu esse filme no passado. O que vai acontecer?
07:42Tem uma ocupação policial que deve ser feita, sim, e aí depois, quando está tudo normalizado,
07:47a polícia, o exército vai embora, acionam lá uma GLO e tudo volta como era antes.
07:54E aí eu pergunto, Evandro, por que não uma ocupação permanente das forças armadas dessas regiões
08:01dominadas pelo tráfico de drogas?
08:03A literatura econômica, que estuda muito criminalidade, ela mostra que a presença policial reduz a criminalidade.
08:14Isso é provado com dados estatísticos.
08:16Então, por que não ter uma presença permanente da polícia nessas áreas e não apenas quando acontece uma tragédia?
08:24Fala, Piperno.
08:25Bom, Evandro, primeiro que quando a gente vai estudar e analisar tudo que esse gabinete ou esse comitê se propõe a fazer
08:36e quem serão os seus integrantes, acho que a pergunta mais óbvia que ocorre a muita gente,
08:44e foi inclusive aquela que ocorreu a mim, é o seguinte, opa, mas espera lá.
08:48Aqui não tem nada de mirabolante. Por que isso não foi feito antes?
08:55Onde foi que falhou essa interlocução?
08:59Porque o que ele está falando, o que esse gabinete basicamente está tratando é de oferecer ajuda e algum reforço em matéria de recursos humanos,
09:12e no Rio de Janeiro tem bastante, inclusive o pessoal das Forças Armadas lá, alguns recursos materiais,
09:19isso também não vai piorar a situação fiscal do país, porque são recursos que o país já dispõe,
09:27e principalmente aproximar todos esses lados para que a comunicação seja mais fluida.
09:37Então, qual era a dificuldade de se compor isso antes?
09:43Eu lamento muito que isso não tenha sido visto com maior antecedência.
09:47Sou de uma operação que beira aí, enfim, a tragédia, a despeito de ter afugentado, prendido muitos traficantes e tal,
09:57mas pelo menos eu acho que tem algo didático nisso.
10:00que esse comitê, que esse escritório, sirva de uma espécie de projeto piloto para que ele seja implicado em outras áreas do país,
10:10porque a violência não é uma questão exclusiva do Rio de Janeiro.
10:15Zé Maria Trindade, e aí a gente tem o governo federal agora também buscando um esforço que tente tirar dele a cobrança que se fez nos últimos tempos
10:24sobre um distanciamento dessa gestão em relação ao governo do estado do Rio de Janeiro,
10:29e que também mostre, de certa forma, que mesmo que os políticos estejam em espectros opostos,
10:36que há um diálogo que possa levar à solução, ou pelo menos à condução,
10:43de algo que modifique um pouco a vida do cidadão do Rio de Janeiro.
10:49Como é que você avalia esse gabinete que está sendo montado?
10:52Você acha que vai funcionar, ou é só mais uma encenação política próximo da eleição?
10:58Sabe que pode funcionar, porque há exemplos de que houve sucesso todas as vezes que se uniram forças na área de segurança pública.
11:08Mas antes eu queria colocar aqui um parêntese, apoiando totalmente a fala do meu amigo Gordani,
11:16que, olha, é o seguinte, não dá para fazer uma operação e voltar e liberar,
11:23aí outras pessoas ocupam a todo um sistema no crime de substituição e rápida,
11:29porque eles não precisam fazer concurso, eles não precisam escolher pessoas,
11:34está tudo ali e faz muito rapidamente.
11:36Aí depois tem que fazer de novo outra operação,
11:40e sai do lugar e eles enchem de novo.
11:43Então é preciso ocupar de uma vez por todas, mesmo que seja progressivamente.
11:50Agora, sobre esse escritório, eu sempre dou como exemplo em duas oportunidades
11:55em que a segurança pública do Brasil brilhou.
11:58Na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.
12:01Houve a criação de um escritório centralizando todas as informações e dados
12:07de todos os sistemas policiais.
12:10Penitenciário, policial rodoviário, policial penal, policial federal, as polícias,
12:20e montaram aqui em Brasília um grande sistema de interlocução.
12:25Cada um comandava a sua atividade,
12:27mas havia uma interlocução e um cruzamento de dados.
12:31Foi assim que, tempos depois, eu tive acesso a informações ali de bastidores
12:36de que houve a interceptação de criminosos que iam fazer atos terroristas aqui no Brasil.
12:43Ninguém ficou sabendo, mas houve interceptação, houve prisões,
12:47e houve, inclusive, operações especiais para isolar algumas células
12:53que pretendiam fazer atos terroristas.
12:56Não é só isso.
12:58Houve todo um controle na segurança pública.
13:01Então, se houver a formação desse escritório com esse intuito
13:06de unir informações de forças...
13:08Por exemplo, ontem ficou muito claro que a Polícia Federal
13:12foi comunicada da operação, analisou e concluiu.
13:17Foi o seguinte, me avisaram aqui, me explicaram.
13:19Era ocupação de terreno.
13:22A Polícia Federal não trabalha nessa área.
13:26Não é polícia ostensiva e não faz ocupação de terreno.
13:30Tá.
13:31Mas se houvesse uma explicação e um pedido de que, olha,
13:34a inteligência da Polícia Federal nos interessa.
13:38A Polícia Federal sabe exatamente por onde andam os maiores traficantes do Rio de Janeiro.
13:43Lá tem uma superintendência muito grande e tem um sistema de inteligência.
13:47Aí a colaboração seria muito boa.
13:50Ninguém falou em colocar o Policial Federal com fuzil na mão para subir o morro.
13:55Mas daria uma força muito grande para as polícias militais civis do Rio de Janeiro
14:01e formações.
14:03Isso é muito importante.
14:04Então, um escritório montado assim seria eficiente.
14:09Por outro lado, outra informação aqui.
14:12O governo foi orientado a ter muito cuidado com isso.
14:16Isto é um debate que está no limite da ideologia.
14:21E há aquela história de colar na testa da esquerda de que defende bandido e defende traficante.
14:29E há agora uma tendência, já de alguns meses, do governo em tentar tomar a pauta da segurança pública
14:37para a esquerda.
14:39Isso ficou muito claro no envio da PEC, da segurança pública, ao Congresso Nacional
14:45e outras ações do presidente Lula, como por exemplo essa história de agir por meios mais eletrônicos
14:54e de inteligência para tirar o dinheiro das facções.
14:58Todo esse discurso foi exatamente em busca desta pauta.
15:01Então, o presidente Lula está pisando em ovos para falar ou agir aí nesta área.
15:08O escritório, portanto, daria certo se tivesse o intuito de troca de informações, não de comando.
15:15Exatamente, Zé.
15:16Eu quero também puxar o fio sobre essa história de você dizer que o presidente Lula está pisando em ovos
15:20porque a segurança pública não é, digamos, um tema muito confortável para a esquerda aqui no país.
15:26E o que dá para perceber também é que, diante dessa dificuldade de encontrar algum interlocutor,
15:31alguma voz no governo que possa representá-lo de uma maneira mais contundente e efetiva
15:37no discurso relacionado ao combate ao crime, a gente percebe que o presidente Lula adota
15:42um tom mais moderado em relação ao governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
15:45Mesmo tendo lados políticos opostos, digamos assim, o presidente Lula evita fazer críticas muito diretas ao governador.
15:57E o que ele tem buscado é colocar o governo numa posição de oferta, de que estaria à disposição
16:05para criar, então, um programa entre ambos os governos que possa alterar minimamente
16:13a situação que acontece no Rio de Janeiro hoje.
16:15E, Bruno Musa, como é que você avalia essa estratégia?
16:19Que você diminui um pouco a crítica ou a guerra de narrativas
16:23e tenta garantir um espaço de parceria, uma imagem de que há uma colaboração,
16:31de que o governo está disponível para tentar reduzir a crise que foi provocada
16:38pela dificuldade de diálogo entre o governo do estado do Rio e o governo federal?
16:43Evandro, tudo isso é estratégia política.
16:48Não é realmente porque acreditem que precisam combater o crime de verdade.
16:53É tudo pensando em voto.
16:54Veja bem, eu nunca mais me esqueço quando o presidente Lula tentou colocar
16:58a praticamente morta, digamos assim, no bem-estar das pessoas, CLT.
17:04Praticamente morta no sentido de novos trabalhadores quererem estar vinculadas a ela.
17:09Quando ele tentou colocar a CLT para aqueles entregadores de aplicativo.
17:14E eles fizeram, tanto a iFood quanto a Uber, fizeram uma pesquisa com os seus colaboradores
17:19no país inteiro.
17:21Não apenas se gostariam de serem regidos pela CLT ou não, mas quais instituições
17:26o brasileiro mais confiava.
17:28E as que vieram, as três primeiras, eram família, igreja e polícia.
17:35Mostrando que o brasileiro tem em si um sentido conservador dentro dele.
17:41Determinadas pautas são importantes.
17:43Veja, família, igreja e polícia.
17:46Pesquisa feita pela Uber e pela iFood com os seus colaboradores.
17:50Tudo isso que a gente está falando agora aqui tem a ver, no meu entender,
17:53com a reação que as pessoas tiveram, em grande parte, e há, sim, análises a serem
18:00feitas importantes nas redes sociais, de movimentos apoiando o que aconteceu lá no
18:05Rio de Janeiro.
18:06A população não aguenta mais.
18:09Ontem eu fiz um vídeo, hoje, aliás, eu fiz um vídeo para o meu canal, explicando
18:12os fundamentos econômicos, os problemas econômicos que essa violência traz.
18:17As empresas investem, na média, R$ 170 bilhões por ano no Brasil em segurança
18:23privada.
18:24Isso dá 1,5% do PIB brasileiro.
18:27Nós estamos falando de dinheiro que poderia ser muito bem reinvestido dentro das
18:31empresas, que aumentaria a produtividade, que contrataria mais pessoas, mas não.
18:37Tanto empresas como pessoas físicas precisam gastar o seu dinheiro que poderia ser
18:40reinvestido na sociedade, gerando emprego, gerando conhecimento, gerando produtividade, para
18:45se proteger daquilo que o Estado, mentirosamente, diz que está lá para suprir a necessidade
18:50do cidadão.
18:51E não está.
18:52Hoje nós vimos, mais uma vez, a arrecadação do governo cresceu, a receita líquida cresceu
18:570,6%, as despesas cresceram quase 6%.
19:00Quase 6%.
19:02O déficit no ano já está em 100 bi.
19:04Ou seja, eles aumentam os impostos, aumentam as receitas e o déficit só aumenta.
19:09E os serviços simplesmente declinam a cada dia que passa.
19:13E o brasileiro, que pode, contrata serviços de quem?
19:17Prifados, para suprir aquilo que o Estado supostamente deveria entregar.
19:22Portanto, tudo é um discurso político, é uma grande mentira e uma grande retórica
19:26para angariar votos em caminho de uma eleição que o Brasil vai viver.
19:32Ele poderia bater de frente, como você muito bem colocou, no governador do Rio de Janeiro,
19:37uma vez que eles estão em oposições aqui, de espectro político ideológico.
19:43Mas não, ele percebe que as pessoas não estão mais aguentando.
19:48Vale a pena olhar alguns discursos, inclusive de pessoas da esquerda.
19:51O prefeito de Maricá, a gente lembra muito bem do áudio do Eduardo Paes, se não me engano,
19:56falando o que representava Maricá.
19:58É a cidade que tem o maior PIB per capita do Brasil, muito parecido à Suíça.
20:02Muito parecido à Suíça, só que 70% dos eleitores vivem de Bolsa Família,
20:08porque o dinheiro não chega nas pessoas, fica onde?
20:11Nas barreiras políticas.
20:13Prefeito de Maricá, Coacoa, que é do PT, apoiando o que foi feito no Rio de Janeiro.
20:18Faz as suas ressalvas, usa palavras duras contra os bolsonaristas e etc.,
20:23mas apoia o que foi feito.
20:26A esquerda está percebendo que essa famigerada pauta de defender bandido não aguenta mais.
20:31Hoje pela manhã, e passo minha palavra tomando café com a moça que trabalha na minha casa e meus filhos,
20:36ela olhou e falou, semana passada eu fui assaltada no ônibus, indo para minha casa.
20:41Eu não aguento mais o que está acontecendo aqui.
20:44Palavras dela.
20:45Então, ela veio me contar, você viu o que aconteceu no Rio de Janeiro?
20:49Tinha que ter sido o dobro.
20:51Palavras dela.
20:52A população não aguenta mais.
20:53O Brasil passou de todos os limites.
20:55O Brasil passou de todos os limites.
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