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O professor da FGV e cofundador da Decoupling Brasil, Leandro Guissoni, explicou ao Fast Money como o YouTube Shopping vai permitir que criadores de conteúdo ganhem comissões por vendas, ampliando o social commerce e impactando marcas e consumidores.

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00:00Fast Money de volta ao vivo com você e o YouTube Shopping chegou ao Brasil.
00:05O programa de afiliados que permite que criadores marquem produtos em vídeos, em shorts e recebam comissão pelas vendas
00:12já estava presente em mercados como Estados Unidos e Índia e abre uma nova forma de monetização para a plataforma de vídeos.
00:20O Brasil tem mais de 14 milhões de pessoas que se denominam criadores de conteúdo,
00:24então nem precisa dizer o tamanho do potencial desse mercado aqui é de fato muito grande.
00:30E a gente vai entender melhor como essa novidade deve impactar o mercado conversando ao vivo com o professor da FGV
00:36e cofundador da Decoupling Brasil, o Leandro Guissoni. Tudo bem, Leandro? Boa tarde, bem-vindo aqui ao Fast Money.
00:43Tudo bom, Natália? Prazer estar aqui com vocês novamente na CNBC e um assunto que ganhou as manchetes nessa semana.
00:50Exatamente, né? Que está bombando aí no mercado. O Felipe Machado, nosso analista, vai participar da conversa também.
00:56Para quem está por fora, vamos explicar de fato o que essa ferramenta faz, como é que ela funciona e quem que ela beneficia?
01:06Claro, Natália. Olha, de uma maneira bem simples, a gente está falando do social commerce, né?
01:10A gente está falando de uma estratégia de comércio eletrônico que integra a venda de produtos e serviços com plataformas digitais como o YouTube.
01:17Então, o YouTube, ao entrar com o shopping, com o modelo de shopping também no Brasil, além de outros países, como você já comentou,
01:24permite com que criadores de conteúdo, com que pessoas que estão lá no YouTube produzindo vídeos, sejam eles conteúdos mais diversos,
01:31ou até mesmo no reviews, né? Revisões sobre produtos, que tem muitas no YouTube, eles podem agora cadastrar também com a ferramenta de afiliados do YouTube.
01:40E dentro da ferramenta de afiliados, se eles fizerem uma venda daquele produto que eles estão mostrando por meio do conteúdo,
01:47eles ganham uma comissão.
01:49E isso facilita para quem compra o produto, isso facilita a monetização para o criador de conteúdo,
01:55e isso daí causa um barulho muito grande no ecossistema do e-commerce e das redes sociais, entre várias marcas e plataformas.
02:02Nossa, o tanto que dá para vender, hein?
02:04Exatamente. Oi, Leandro, boa tarde para você. Leandro, isso daí, essa entrada do YouTube Shopping aqui no Brasil,
02:11será que é um reflexo um pouco da entrada de outras redes de social commerce, por exemplo, como o TikTok?
02:17Como é que eles competem entre si, assim? E quais são as diferenças entre eles?
02:21Olá, Felipe. Ótimo ponto, ótimo ponto.
02:23De fato, o TikTok, numa analogia que hoje, até mais cedo, comentei numa palestra que eu estava dando,
02:29o TikTok, ele ensinou ao mundo que vídeo e comércio podiam se casar,
02:34e o YouTube agora está entrando no altar, essa que é a grande verdade.
02:38O YouTube, dentro do Google, a gente está falando em mais ou menos 13, 14% do total de receitas
02:44que o Google tem, com o mecanismo de busca, entre outros, 13, 14% está no YouTube.
02:51E o que eu vinha falando, já há algum tempo, é que é um grande potencial que o YouTube tem,
02:57porque ele tem a atenção de muitos usuários, a gente está falando aí de bilhões de usuários,
03:03mais de 144 milhões, por exemplo, só no Brasil, 3 bilhões no mundo.
03:08E comparado com o TikTok, ele tem uma participação na atenção das pessoas muito grande,
03:15só que pouco monetizada, perto de outras plataformas.
03:18Então, agora ele entra nessa briga.
03:20É, é um dinheiro que estava ficando na mesa, de fato,
03:23porque as pessoas já estavam ali falando muito de produto, como você bem disse, né, Leandro?
03:28E olha, a gente está falando, então, de 14 milhões, mais de 14 milhões de brasileiros
03:33que já se apresentam, se definem como creators, criadores de conteúdo.
03:38E essa abertura do YouTube, como é que ela já bateu no mercado, já mexeu com as marcas?
03:45Como que elas têm que se preparar, tanto os creators quanto as marcas,
03:48para trabalhar e para se beneficiar?
03:51E já vou emendar mais uma pergunta.
03:53Isso mexe, de alguma forma, com concorrência e com regulamentação?
03:57Traz alguma demanda adicional nesse sentido?
04:00Eu vejo principalmente com concorrência, viu, Natália?
04:03E vou te explicar o porquê.
04:05Se você olhar o modelo tradicional de vendas de propaganda, por exemplo,
04:09de vendas de anúncios, a gente já tem plataformas que sugaram, né,
04:13que capturaram grande parte do valor nesse ecossistema.
04:17Então, a gente está falando mais ou menos do TikTok, com 23 bilhões de dólares,
04:22com Amazon Ads, né, que a Amazon também tem um modelo que a gente chama de retail media,
04:27que é quando o varejista, por exemplo, ele vende a mídia,
04:29ele vende o espaço para anunciar quando a gente está navegando na Amazon,
04:33ou no Magazine Luiza, ou em sites de e-commerce, mercado livre,
04:36a gente vê alguns anúncios, aqueles anúncios muitas vezes são pagos.
04:39Então, isso entra na receita.
04:41A Amazon Ads, por exemplo, a gente está falando em 56 bilhões de dólares em 2024.
04:46Então, a gente vê uma receita com um anúncio muito grande nessas plataformas.
04:51Mas aí que está o ponto na concorrência.
04:53Se você pensar em modelos como a Amazon, que são modelos mais puros do e-commerce,
04:57eles falaram, opa, eu tenho a atenção das pessoas,
05:00mais de 50% da primeira busca por um produto está no meu site,
05:03eu vou ganhar também em propaganda,
05:05e eu vou vender o produto também que está aqui.
05:09E aí, você tem TikTok entrando com o TikTok Shop,
05:12ou agora o YouTube, com o YouTube Shopping no Brasil,
05:16indo no outro sentido, falando,
05:17ó, eu já tenho muita atenção por causa dos creators,
05:20por causa das pessoas que criam conteúdos,
05:22e agora eu quero monetizar essa atenção
05:24oferecendo possibilidades que eles vendam por meio de afiliados,
05:28que eles se conectam, por exemplo, com o Shopify,
05:30predominantemente com outras plataformas do Google.
05:33Então, ao fazer isso, olha a mudança no mercado.
05:37Se eu, por exemplo, como um creator, estou fazendo um vídeo para o YouTube
05:40e estou falando, por exemplo, vou dar um exemplo mais diverso aqui,
05:44eu gosto muito de tocar instrumentos musicais,
05:47eu estou mostrando o estúdio da minha casa e estou falando,
05:49olha, olha esse microfone que legal, olha esse piano digital,
05:52olha essa guitarra, e aí eu coloco na legenda e na descrição do YouTube
05:56o link para o afiliado da Amazon.
05:58Então, tradicionalmente, eu colocava uma pessoa,
06:01colocaria para a Amazon, para o mercado livre,
06:03para o site dos fabricantes, uma TV,
06:05para o site da LG, para o site da Samsung e assim por diante.
06:08Com essa mudança na dinâmica,
06:11o YouTube vai passar a ter um potencial
06:13de conseguir conquistar parte dessa receita
06:16que ele ajudava a direcionar para a Amazon,
06:19para o mercado livre, para outras plataformas.
06:21Então, vai causar muita mudança no mercado.
06:24E para uma marca, causa uma mudança no mercado
06:27porque a marca precisa estar disponível
06:29para ser anunciada e para ser vendida também
06:32por essa plataforma do YouTube.
06:34Então, não basta estar no e-commerce ou sites de e-commerce.
06:37Se a sua marca está só em sites de e-commerce,
06:39precisa repensar.
06:41Entendi. Obrigada pela explicação.
06:43Mais uma sua.
06:44Muito legal. Leandro, e como é que você vê, por exemplo,
06:47a questão desse revenue share,
06:50dessa divisão de dinheiro entre o criador de conteúdo
06:54e as empresas?
06:55Como é que vai ser feito isso?
06:56Quer dizer, ele anuncia alguma coisa
06:57e depois ele ganha uma comissão em cima disso?
07:00O Google, por exemplo, no caso do YouTube,
07:02também vai ganhar uma comissão em cima disso?
07:04A marca que vender, ela vai ganhar uma parte da venda?
07:07Como é que está esse ecossistema da parte financeira?
07:11Como é que vai ser dividido esse bolo?
07:14É super importante a gente entrar nessa discussão, Felipe.
07:17Essa discussão é a seguinte.
07:19A gente tem, obviamente, o criador de conteúdo
07:21que, ao anunciar um produto e vender esse produto,
07:24ele ganha de duas maneiras.
07:25Uma, ele ganha uma participação na propaganda,
07:28que tradicionalmente já acontece no YouTube e outras plataformas.
07:32Isso já é bem sabido.
07:34Só que ele também passa a poder ganhar uma comissão
07:36por meio de afiliados diretamente com o Google,
07:39diretamente com o YouTube.
07:40Então, se eu, por exemplo, estou navegando no YouTube
07:43e eu clico num determinado produto para comprar
07:45que um creator está comunicando no YouTube,
07:49aí eu vou pagar um determinado preço por aquele produto,
07:52opa, comprei.
07:53O creator, ele vai ganhar uma comissão em cima desse produto,
07:57só que isso não influencia o preço.
07:59Por que não influencia o preço do produto,
08:01o preço final que eu estou pagando como consumidor?
08:04Porque é o que as plataformas já gastariam
08:07no que a gente chama de custo de aquisição de um cliente.
08:10Então, é um canal de aquisição de clientes.
08:12E está tudo bem, já é uma verba sabida
08:14que as empresas gastam.
08:15Então, não influencia o preço final do produto,
08:18mas o creator vai ganhar um percentual.
08:20Por exemplo, ele pode variar por categoria de produto
08:23e tudo mais, indo de 8%, 10%, 12%,
08:27mais ou menos nessa faixa, nas plataformas.
08:30E, obviamente, a marca, ela ganha a venda.
08:33Só que ao ganhar a venda,
08:34lembrando que é uma venda pelo e-commerce,
08:36então existe o que a gente chama de take rate.
08:37Existe uma comissão que ela paga,
08:39que a marca paga para os marketplaces
08:42operarem e venderem os seus produtos.
08:45Então, existe uma divisão muito grande aqui
08:48de comissionamento para conseguir vender para o consumidor
08:51e todos ganharem de uma certa maneira.
08:53O Leandro, e você aposta que essa ferramenta,
08:56ela vai fazer sucesso, bombar,
08:58ser mais usada por pequenos, médios criadores,
09:02ou a gente está falando de varejistas tradicionais,
09:05e-commerces.
09:05Quem que vai se beneficiar mais?
09:07Isso, de alguma forma, traz uma dose extra
09:11de profissionalização,
09:14eu escolhi uma palavra difícil,
09:16da economia criativa?
09:20Sim, sim, sim, sim.
09:21Eu vejo, olha, eu vejo à frente
09:23um caminho que alguns vão conseguir ganhar de imediato.
09:27Imagina o seguinte, dentro do YouTube,
09:29você tem um monte de perfis e de contas
09:33especializadas em fazer revisões de produtos.
09:36Por exemplo, você quer comprar uma air fryer,
09:37você quer comprar uma TV, um celular,
09:40qualquer produto, um ferro de passar roupas.
09:43E aí, tem alguns, já existem, né,
09:45alguns portais com muitos vídeos.
09:48Só para citar um exemplo, escolha a Segura,
09:50se eu não me engano, tem mais de 2 milhões, né,
09:54de inscritos no canal deles.
09:56Então, se você pegar esse bolo aqui,
09:59eles vão conseguir colocar e conectar
10:01os produtos que eles estão revisando
10:03e falando características com o comissionamento.
10:06Então, eles saem ganhando, né, muito rapidamente.
10:09Agora, se você pensar na possibilidade
10:11de outros criadores de conteúdos
10:13que são especializados,
10:15alguns são muito conhecidos
10:16em setores dos mais diversos, né,
10:19alguns de produtos eletrônicos,
10:20outros de carros, outros de...
10:22Eles também podem ganhar
10:24ao gerarem aquele lead,
10:27gerarem aquela pessoa
10:28que possivelmente irá converter.
10:30Então, eu diria que, para as empresas,
10:34a mensagem fica, se você é uma marca
10:36e você vende produtos por meio do e-commerce,
10:38você não pode estar longe dessas redes sociais
10:40e aí é importante você testar TikTok,
10:43testar YouTube,
10:44e elas vão poder ganhar muito
10:47e redistribuir a verba do marketing digital.
10:50Então, passa a ser o investimento
10:51que elas já faziam em vários outros lugares
10:53que elas passam a direcionar para o Google Shopping.
10:55Agora, se você tiver...
10:58For uma marca grande,
10:59já conhecida, por exemplo,
11:01então, obviamente,
11:03que aí tem que calibrar.
11:04Isso daí faz sentido na sua estratégia?
11:06Você acessar esse público
11:07por meio do YouTube Shopping,
11:08faz sentido na sua estratégia?
11:10Então, precisa se questionar,
11:11porque é mais um canal de vendas
11:13e os muros caindo
11:14entre e-commerce e redes sociais.
11:16Show.
11:17Felipe, mais uma sua para fechar.
11:18Vamos lá.
11:18Legal, Leandro.
11:19Leandro, agora você falando disso,
11:21me veio uma coisa à cabeça aqui.
11:22Como é que esse social commerce,
11:25a evolução e o avanço desse social commerce,
11:28como é que ele vai influenciar
11:29na credibilidade desses criadores de conteúdo?
11:31Porque essas marcas que você...
11:33Alguns canais que você citou
11:34são canais que baseiam as avaliações
11:37meramente na qualidade do produto,
11:39enfim, pensando um pouco no público.
11:41Quando entra um social commerce
11:42e aí um dinheiro maior envolvido,
11:46você acha que pode mexer um pouco
11:47com a credibilidade,
11:48mudar um pouquinho esse mercado?
11:49Tipo esse,
11:50clica aqui para conhecer esse produto?
11:51É, já entra uma avaliação
11:54um pouco mais tendenciosa, talvez, né?
11:57Olha, Felipe e Natália,
11:58eu estou adorando essa discussão.
11:59Essa questão é realmente importante,
12:02porque os criadores de conteúdo
12:04que conseguirem transmitir,
12:06serem transparentes,
12:07transmitirem maiores níveis de confiança,
12:11sem dúvida vão ser os que vão ganhar o jogo.
12:13Não adianta nada eu virar para vocês agora
12:15e falar,
12:15olha, pessoal,
12:16dentre os fones de ouvido
12:18que eu revisei,
12:20eu gosto muito aqui desse,
12:21da marca XYZ, etc, etc,
12:24e fazer uma propaganda
12:25de uma maneira muito forçada,
12:27porque daí as pessoas podem falar,
12:28opa, peraí,
12:29esse criador de conteúdo
12:30está, de repente,
12:31ganhando dinheiro da marca
12:33para ser patrocinado
12:34por essa marca,
12:36ao mesmo tempo,
12:36ele está tentando me vender um produto
12:38e não sei se o que ele está falando
12:39é, de fato, verdadeiro,
12:41porque será que é a melhor marca mesmo?
12:43E, ao mesmo tempo,
12:45o YouTube,
12:47por meio do afiliados,
12:48podendo ganhar uma comissão
12:50no YouTube Shopping,
12:52e assim por diante.
12:52Então, a transparência
12:54e também ganhar confiança
12:57do público
12:58por meio de alguns sinais
12:59que os criadores de conteúdo
13:00vão ter que aprender a fazer
13:01é super importante,
13:03é super importante,
13:04é o que vai diferenciar
13:05os criadores de conteúdo
13:06que realmente conseguem vender,
13:08mas eles são bons,
13:09eles fazem boas revisões
13:11para o cliente,
13:12benefício máximo do cliente
13:14em relação a outros
13:15que vão ganhar dinheiro
13:17por serem patrocinados
13:18por marcas,
13:19mas os consumidores vão falar
13:20olha, será que eu confio?
13:23É, reputação, credibilidade,
13:25essa construção, né,
13:26da influência mesmo
13:28e da confiança dos seguidores.
13:30Muito obrigada, Leandro Guiçona,
13:32a gente poderia passar a tarde inteira
13:33aqui falando que o papo
13:34estava bom demais,
13:35mas o Leandro é professor da GV
13:38e cofundador da Decoupling Brasil.
13:40Volto sempre.
13:41Boa tarde para você.
13:42Obrigado, Zitália.
13:43Obrigado, Felipe.
13:44Grande prazer.
13:44Valeu.
13:44Valeu.
13:44Valeu.
13:44Valeu.
13:45Valeu.
13:45Valeu.
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