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Transcrição
00:00E eu converso agora com a Rede de Investimentos Internacionais da Nomos, Bruna Allemann.
00:05Bruna, boa noite, sempre bom demais ter você aqui com a gente.
00:08Eu queria começar te ouvindo exatamente sobre essa sua avaliação da sinalização do presidente dos Estados Unidos
00:15e se esse otimismo do mercado deve mesmo se sustentar nos próximos dias. O que você acha?
00:21Boa noite, muito obrigada. É uma honra estar novamente aqui com você.
00:25Vamos lá, então na verdade assim, logicamente o impacto hoje relativamente positivo
00:31foi uma faísca dessa reaproximação diplomática, o que não quer dizer que ela possa se manter.
00:39Eu acho que é um cenário de cautela.
00:42Então o que mudou ali, o que pôde trazer uma determinada esperança foi o tom dessas relações bilaterais.
00:48Durante ali a reunião, antes um pouco, estava um pouco cercado de incerteza
00:54esse determinado encontro, ou até o que eles falariam ali,
00:58esse posterior encontro não saberia se iria acontecer ou não,
01:03teve alguns pontos ali que poderiam mexer.
01:06Mas existem coisas, ele pode ter sido um catalisador,
01:09então essa reação positiva do mercado, ela acabou sendo um catalisador,
01:13consequência dessa reaproximação diplomática,
01:16mas ela vai se manter agora com a consistência disso.
01:19A gente sabe que tem o cenário do Trump sempre através de uma incerteza.
01:24Dentro mesmo do discurso dele, ele já trouxe alguns aspectos negativos em relação ao Brasil
01:30e duras críticas mesmo com esse cenário positivo.
01:33Ao mesmo tempo que o Fed com corte de juros também acaba,
01:37e essa reaproximação acaba trazendo um pouco de capital para países emergentes como o Brasil,
01:43dando relativamente um sinal de trégua.
01:45Mas se vai se manter ou não, é praticamente cenas dos próximos capítulos
01:50e a gente olhar o mercado no curtíssimo prazo
01:53e não numa tendência aí futura de que isso se estabeleça.
01:58Bom, Bruna, vamos imaginar que esse diálogo aconteça entre os presidentes Lula e Trump.
02:03O que o Brasil pode levar para uma negociação comercial, na sua opinião?
02:08Bom, o principal ponto que o Brasil está levando é uma discussão
02:11que ninguém levou muito em consideração, mas é importante trazer,
02:16é a questão das terras raras, ou seja, determinadas commodities,
02:20principalmente na parte de extração, que são fundamentais para a evolução,
02:25tanto da questão da eficiência da inteligência artificial,
02:30também quanto eficiência energética e determinadas indústrias necessárias
02:35que os Estados Unidos precisam para desenvolver tanto a tecnologia
02:39que foi perdida ao longo do tempo, no efeito de não industrialização,
02:44que foi grande parte de toda essa inteligência, desenvolvimento,
02:47e também o fornecimento dessas terras raras, como em outros aspectos.
02:53Então, para o Trump fornecer isso, o Brasil precisa ser muito estratégico,
02:58o que ele pode levar na mesa de negociação.
03:00Isso foi falado pelo ministro Haddad há poucos meses atrás,
03:04ficou um pouco guardado, seria um dos pontos que ele estava nas tratativas de conversa,
03:10e isso relativamente pode ser retomado, pode ser um ponto positivo.
03:15Ou seja, as questões de moeda de troco que o Brasil pode fornecer,
03:19e também ser, não só do fornecer, de tirar a extração,
03:23mas como o Brasil também pode, nesse determinado ponto,
03:27ser um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos,
03:30que é o que o Trump quer muito, nesse sentido de exportação de determinadas commodities
03:36que possibilitam a industrialização e a tecnologia e os avanços tecnológicos
03:40dentro dos Estados Unidos, e também retirar um pouco o peso que a China tem
03:46em relação a essa demanda ali, não só a China, mas também como a Rússia,
03:51perder um pouco da dependência de países que são considerados mais instáveis do que o Brasil.
03:57Então, a gente tem um cenário ali de negociação bem interessante,
04:01e que pode ser bom para ambas as partes.
04:03Eu vou passar para as perguntas dos nossos analistas, começando pelo Vinícius.
04:08Bruna, você falou que, obviamente, que essa animação do mercado
04:16com essa possibilidade de diálogo nos Estados Unidos,
04:19depende, obviamente, do que vai ser esse tipo de conversa.
04:22Agora, vamos supor que tenha conversa, que não seja uma cilada.
04:27Quanto pode tirar, quanto essa negociação real pode tirar, por exemplo,
04:32do peso, pode tirar de peso do dólar?
04:36A gente viu hoje umas quedas de centavos, mas isso aí é tudo que a gente pode ganhar,
04:40por exemplo, no caso do dólar, se der certo a negociação com os Estados Unidos,
04:44se ela for adiante?
04:45Ou tem mais peso aí, tem mais gordura para queimar no dólar
04:49por causa desse conflito do Brasil com os Estados Unidos?
04:53Vamos lá.
04:54Acho que dá para dividir em partes.
04:56O Brasil, por si só, e essa negociação, não tem um peso tão relevante,
05:01a não ser essas quedas marginais que nós vemos,
05:05são essas pequenas reduções e essas oscilações diárias que acontecem,
05:09mas mantendo uma linha média, uma linha tênue ali de um determinado valor.
05:15Então, em relação às negociações, porque o Brasil em si,
05:19em relação a trânsito de capital por uma questão de influência,
05:23somente por essa questão diplomática, não tem um volume muito grande.
05:27O que vai nesse determinado ponto, caso, sendo um cenário positivo
05:32e tendo outros fatores que possam acontecer, como um corte de juros mais rápido
05:39por parte dos Estados Unidos, onde o fluxo de capital e a taxa de juros
05:44ainda relativamente alta aqui no Brasil, onde o fluxo de capital
05:47acaba indo para os países emergentes, ou seja, então a gente enxerga um cenário,
05:52o cenário ideal seria para que tenha mais margem para que o dólar caia.
05:56Fluxo de capital estrangeiro com um cenário do Brasil de juros relativamente alto,
06:01uma estabilidade em relação a essa guerra comercial junto com os Estados Unidos
06:06e os Estados Unidos tendo o corte de juros relativamente mais rápido do que o esperado,
06:11visto ali que o FED está trazendo que determinados, principalmente em relação
06:16às posições de emprego, talvez esses cortes aconteçam um pouco antes do esperado.
06:22Então, são um conjunto de fatores que pode dar mais peso.
06:25Em contrapartida, é exatamente o que o Trump quer.
06:28Então, o dólar baixo, não só aqui no Brasil, mas em relação às outras moedas,
06:32é exatamente o que o Trump precisa para ter o seu alívio fiscal.
06:36Não só o corte de juros para a redução do seu déficit fiscal,
06:39que a sua dívida pública também está grande, um cenário em relação a todos,
06:44praticamente todos os países que sofreram ali com a pós-pandemia,
06:48e também toda essa movimentação.
06:51Então, assim, a gente não pode enxergar que apenas essa negociação tem um peso grande,
06:56mas essa negociação em meio a outros fatores que estão acontecendo
07:00pode dar um peso maior, e aí sim a gente vê uma trégua no dólar
07:04durante um determinado tempo.
07:06A não ser que, trazendo um ponto relativamente negativo,
07:09que a gente tenha um impacto ou uma influência um pouco mais pesada
07:14por conta da instabilidade, principalmente judiciária, aqui no Brasil,
07:18que também tem peso para fluxo de capital.
07:21Uma taxa de juros alta, ela precisa pagar o risco que aquele país tem.
07:25Então, a gente vai precisar também controlar todas as questões internas
07:29que estão acontecendo.
07:31Vou passar agora para o nosso analista Eduardo Gair em Brasília.
07:34Gair.
07:36Oi, Bruna. Boa noite.
07:38Eu sei que você disse que é difícil prever o que vai acontecer
07:41nos próximos capítulos, que é preciso aguardar,
07:44mas como diz o vice-presidente Alckmin, tem dois tipos de pessoas ansiosas,
07:48os políticos e os jornalistas.
07:49Então, vou insistir mais um pouco nisso.
07:51Seria no seguinte ponto, considerando que não tem nenhum tipo de negociação,
07:56pelo menos à vista, a respeito do tarifácio,
07:59essa reação de hoje não foi um pouco exagerada do mercado?
08:03O quanto a Bolsa subiu, o quanto o dólar caiu, o que mexeu na curva de juros?
08:07O mercado foi com muita sede ao pote ou não?
08:10Considerando o histórico das relações entre o Brasil e os Estados Unidos
08:13nesses últimos tempos e a fala de Donald Trump, que foi muito afável,
08:17foi uma reação esperada e é difícil prever como é que essas posições
08:22que foram montadas hoje vão se desfazer daqui para frente.
08:27Vamos lá. Não, não tem problema nenhum e a gente também vai insistir aqui
08:31em alguns pontos, mas acho que é bem interessante a forma como você trouxe
08:34essa pergunta e eu vou complementar.
08:37Ou seja, essa instabilidade, ou seja, para ela ficar ou para ela sair,
08:42também vai depender de determinados fatores, assim, essa reaproximação
08:47ou essa questão do tarifácio, caso ela seja relativamente positiva,
08:52ela vai se estender por um tempo um pouco maior.
08:55Mas assim, o que aconteceu hoje foi uma movimentação devido a incertezas
08:59que estavam sendo acumuladas e um conjunto de fatores.
09:03O mercado financeiro sempre se antecipa, ou seja, pode ser que seja muito esperado,
09:09já estava essa volatilidade sendo considerada dentro do mercado
09:13por conta de N fatores que foram acontecendo ao longo de duas semanas.
09:17Ou seja, esse encontro relativo, ele não aconteceu do dia para a noite,
09:21ele estava relativamente premeditado a ocorrer.
09:25Ao mesmo tempo que tivemos os cortes de juros dos Estados Unidos,
09:28a reavaliação principalmente dos postos de emprego dos Estados Unidos,
09:32a taxa de juros do Brasil começou a aumentar.
09:34Então, são fatores em que o investidor, olhando aqui para o Brasil,
09:39ele já estava de olho para um cenário positivo ou relativamente negativo
09:44para que acontecesse essa movimentação de curto prazo.
09:48Mas o cenário daqui para frente ainda vai ser,
09:51quando a gente fala em incerteza, é de volatilidade.
09:54Ou seja, ele vai mexer naquele viés que a gente mais fala,
09:58que é a movimentação do efeito manada.
10:01O que acontecer em determinadas notícias vai impactar positivo ou negativamente,
10:06mas não se mantendo à constância.
10:08Logicamente, com determinados eventos que estão premeditados a acontecer.
10:13Mas foi uma nuance muito interessante que o mercado já estava prevendo,
10:17de certa forma, que se fosse positivo isso,
10:20um fluxo de capital poderia entrar e poderia ter essa movimentação relativamente positiva.
10:26Agora, em relação a preço mesmo, era um pouco esperado.
10:30Determinadas empresas, elas já se movimentaram,
10:33tanto antes quanto depois,
10:35antes em relação às taxas de juros, relativamente às suas quedas.
10:39E também, ao longo dessas duas últimas semanas,
10:43elas foram acontecendo para que isso tivesse uma oscilação um pouco maior hoje.
10:47Bruna, muito obrigada.
10:48É sempre bom demais ter você aqui.
10:50Boa noite.
10:51Boa noite.
10:52Obrigada a vocês.
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