O regime iraniano caminha para anunciar seu novo Líder Supremo após a morte de Ali Khamenei, e os indícios apontam para uma linha ainda mais dura. O professor Marcos Vinícius de Freitas analisa o favoritismo de Mojtaba Khamenei (filho do ex-líder) e o dilema de Israel, que já declarou o sucessor como "alvo imediato". Entenda também como a China utiliza o petróleo iraniano para sua sustentabilidade e por que a estratégia de Trump pode se voltar contra ele nas eleições legislativas de 2026, ameaçando-o com um possível processo de impeachment.
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00:00E voltando a falar do cenário internacional, a escalada de ataques no Oriente Médio, a escalada no conflito ganhou inclusive
00:07novos contornos com ataques registrados em países do Golfo e autoridades religiosas afirmando ter chegado a um consenso sobre o
00:16sucessor do líder supremo, Ali Khamenei.
00:19A combinação entre expansão militar e transição de poder pode redefinir os rumos da guerra e ampliar o risco de
00:27internacionalização do conflito.
00:30E sobre esse tema, conversamos agora com Vinícius de Freitas, professor de Direito e Relações Internacionais. Professor, que prazer recebê
00:38-lo neste domingo. Uma boa tarde.
00:41Prazer conversar com vocês sempre.
00:44Bom, professor, agora está em jogo o futuro do regime iraniano, né?
00:50Temos a informação de que a Assembleia, formada ali por peritos, formou-se um consenso e tem um nome que
00:59ainda não foi anunciado.
01:01Ainda há um favorito a assumir esse regime? Tem um prazo máximo pra que eles possam divulgar o nome do
01:10sucessor?
01:12Existe uma preocupação com o anúncio do sucessor justamente porque o Estado de Israel anunciou que automaticamente este novo sucessor
01:23se torna um alvo para ação e decapitação.
01:29Então, isto é uma preocupação da liderança islâmica iraniana justamente porque sabe que o novo líder tem de assumir com
01:39esta espada, não é?
01:43Vigindo em suas costas. Então, é uma preocupação, mas obviamente nós vimos aí que o processo seguiu o rumo estabelecido,
01:54que apesar da intervenção e da interferência nas várias tentativas de fazer com que este tipo de situação não fosse
02:04adiante,
02:05com a decapitação da liderança de vários líderes do movimento, a gente nota ainda que o conselho que elege o
02:17sucessor do Khamenei
02:18continua existindo, continua resistindo e também vai utilizar muito o fato de que Khamenei morreu como mártir, não é?
02:29Quando o que nós vimos na última operação do Estado de Israel e dos Estados Unidos, quando culminou a eliminação
02:38do Ali Khamenei, do Ayatollah Ali Khamenei,
02:43ele estava no seu dia normal de vida, no lugar onde se esperava que fosse encontrado, já sabendo que isso
02:50seria uma forma também de martírio
02:54que é muito valorizado pelos chiitas. Então, o que a gente nota é esta preocupação com relação à nova liderança.
03:03Claro que existem aí três possibilidades que nós observamos. Em primeiro lugar, o próprio filho do Khamenei,
03:10que gera aí também algumas preocupações em razão desta possibilidade de ser interpretado como nepotismo,
03:17mas em razão do martírio do pai, pode ser que venha aí a ter uma relevância maior justamente porque vem
03:26a suceder
03:27aquele que é considerado hoje um mártir do Islã. Em segundo lugar, você tem aí um líder importante
03:36que é descendente do Ayatollah Khamenei e este justamente também seria aí uma continuidade,
03:45uma linha de continuidade da Revolução Islâmica iniciada em 79. E um terceiro candidato, que é importante
03:52indicar, é o que tem aí uma responsabilidade também pela própria atuação do Islã na vida dos iranianos.
04:03Então, são os três candidatos principais, mas o que parece, talvez, haja aí uma prevalência
04:09em razão do martírio do Ali Khamenei pelo próprio filho dele.
04:13Professor Marcos, Marcelo Favalli aqui desse lado, o que a gente já sabe e informações que vieram
04:20de canais oficiais do Irã, embora não tenha sido divulgado oficialmente o nome do novo Ayatollah,
04:27uma mensagem diz algo do tipo, abre aspas, não será alguém que o Ocidente vá gostar, fecha aspas,
04:35seguindo, então, que abre uma linha de interpretação nossa, alguém muito parecido com o Ali Khamenei,
04:42alguém que talvez siga os preceitos que ele adotava no Irã e talvez alguém que ele já tivesse manifestado
04:51o desejo de seguir a sua linha de sucessão. Isso é especulativo, uma especulação nossa aqui, principalmente minha,
04:58a gente vai ter de esperar a divulgação do nome, mas esse é um indício importante, o Ocidente não vai
05:05gostar.
05:06Professor Marcos, eu vou aproveitar o privilégio de nós estarmos conversando com o senhor,
05:09que eu não sei se todo mundo aqui que nos acompanha, acompanha o professor Marcos Vinicius nas redes sociais,
05:14ele foi uma vítima indireta, distante do conflito, estava indo à China, teve de voltar,
05:22espero, eu não sei onde o senhor está agora, está no meio do caminho, conseguiu chegar na China,
05:26mas sabendo da sua expertise sobre China, eu queria colocar esse componente no xadrez geopolítico
05:34que a gente sempre comenta aqui. A China já fez manifestações, sempre no tom muito diplomático,
05:40condenando os ataques e tudo mais?
05:42Decidindo um cessar-fogo, inclusive, não é, Favali?
05:45E, professor, como é que a China pode vir a atuar no que deve ser algum tipo de futuro governo
05:53do Irã?
05:54Estou falando que o futuro governo é, ou as questões se mantêm como estavam,
05:59um novo Ayatollah como líder supremo, que vai manter uma linha dura contra o Ocidente,
06:05aquela imposta em 1979 com a Revolução,
06:08ou, eventualmente, maior flexibilidade, quem sabe alguém que entre nos acordos abrahâmicos
06:14de uma aproximação com o Israel?
06:16A gente tem essas duas hipóteses das mais claras,
06:19estou colocando eixos opostos, polos opostos de um mesmo eixo,
06:23mas a China nesse campo?
06:26E reitero a pergunta, geograficamente falando, o senhor está onde?
06:31Então, Marcelo, eu estou em Toulouse, na França,
06:35eu passo aqui uma semana dando aula antes de voltar para a China,
06:40na próxima semana passando ainda pela Inglaterra, nesse processo todo.
06:45Então, mas veja, há dois pontos importantes, né?
06:48E aqui a gente já fala sobre a questão chinesa.
06:52Se a manifestação é no sentido de que será alguém que não vai agradar o Ocidente,
06:59com certeza a possibilidade de ser o filho de Khamenei é elevada,
07:03porque ele é considerado um de linha mais dura.
07:07Entre os iranianos, eu conversei com alguns,
07:09havia aí a possibilidade de se querer alguém que fosse mais próximo do Ocidente
07:14ou que viesse a ter uma flexibilização maior.
07:17Mas se a linha é esta, a probabilidade maior é de que seja o filho dele,
07:22porque ele tem, além dessa questão da martirização do pai,
07:26um histórico de ser um líder teólogo e um líder mais duro
07:35na sua assertiva com relação à interpretação da regra e do Islã.
07:40Então, essa é uma característica.
07:42Agora, a China, que por muito está sendo qualificada como uma malhada,
07:47inclusive o Nicholas Burns, que foi secretário,
07:52foi embaixador dos Estados Unidos da Grécia
07:55e teve outras posições importantes do governo americano,
07:58dizia que a China era uma malhada,
08:00porque não estava ajudando o Irã nesse processo agora da guerra.
08:05Claro que tudo isso evidencia, primeiro, uma campanha sempre contrária à China
08:11nesse processo todo, mas uma miopia muito importante,
08:16porque o que é relevante de enfatizar é de que a China foi
08:20e tem sido há muitos anos um paluarte muito importante
08:25da sustentabilidade econômica do Irã,
08:28a despeito das enormes sanções internacionais que sofreu.
08:31Então, o Irã hoje é um grande fornecedor de petróleo para a China
08:35e deriva desta relação comercial ou a sua própria existência
08:41em meio de enormes dificuldades impostas pelas sanções
08:45que os Estados Unidos fizeram prevalecer sobre o Irã desde 1979.
08:49Então, esse é um aspecto importante a analisar,
08:52porque a China sempre acredita que, através do comércio,
08:55você pode ter avanços muito maiores do que qualquer tipo de ajuda bélica
09:02neste momento.
09:03Claro que pode estar acontecendo isso, mas nunca vai ser enfatizado,
09:08porque justamente, Marcelo, é aquilo que os chineses pretendem se distinguir
09:13dos Estados Unidos.
09:15Veja, a China procura e tem afirmado desde 1950
09:21os cinco princípios da coexistência pacífica no mundo,
09:25e um deles é não intervenção.
09:27E o que nós notamos aqui é que esta guerra
09:31perpetrada pelo primeiro-ministro de Israel, Netanyahu,
09:34e pelo presidente Trump é uma guerra de escolha,
09:36porque, afinal, não existe prova cabal
09:40de que o Irã estava fazendo armas nucleares.
09:44Então, inclusive, o Irã, acho que no Acordos,
09:47tem uma fatual, uma ordem do Ayatollah Khamenei,
09:51dizendo que o Irã não teria armas nucleares.
09:54E, ainda assim, Estados Unidos, a pedido de Israel,
09:57e até motivado por uma possível ação de Israel,
10:02como disse o próprio Marco Rubio,
10:04agiu nesta guerra de escolha,
10:06e o resultado é esse, que tem, de alguma forma,
10:12prejudicado até mesmo a atuação dos Estados Unidos,
10:14que achava que a guerra seria ali um passeio no parque,
10:18muito parecido com aquilo que aconteceu na Venezuela,
10:21e está descobrindo que, com a ação iraniana,
10:24o governo de Terán tem, aí, de alguma forma,
10:29enfraquecido muito da confiabilidade
10:32dos parceiros americanos da região.
10:34Afinal, a proteção não está se estendendo ali
10:38aos países que têm sido atingidos nesse momento de guerra.
10:42Agora, professor, só pegando esse gancho,
10:45e ainda falando de China,
10:46historicamente, a gente não vê o país
10:50apoiando tão intensamente,
10:54apenas, claro, pedindo ali o cessar-fogo como agora,
10:58então, historicamente, a gente não vê esse apoio.
11:00Seria a China a pedra no sapato de Washington
11:04e o petróleo pautando tudo isso?
11:07É óbvio, nesse sentido, senhora,
11:10que o presidente Trump entende
11:12que, como a China tem dependência de petróleo,
11:16que ela necessariamente vai sofrer as consequências
11:20por perder dois parceiros importantes no fornecimento de petróleo.
11:24Em primeiro lugar, a Venezuela,
11:25e agora o Irã.
11:27Mas os chineses vêm,
11:29isso é uma coisa que, às vezes, nós não entendemos no Ocidente,
11:32mas os chineses e a China faz a lição de casa
11:35nesse processo todo.
11:36Então, os chineses já vêm
11:39compreendendo essa questão
11:40da dependência do petróleo,
11:42e o próprio presidente Xi Jinping
11:44comissionou aí mais de 100 usinas nucleares
11:47a serem feitas.
11:48O carro elétrico.
11:49Há uma série de medidas
11:51que Beijing tem tomado
11:53no sentido de evitar a dependência do petróleo.
11:57Inclusive,
11:59todo o arsenal que tem sido utilizado pela China
12:02no sentido de aumentar
12:04o uso também
12:05de energias alternativas.
12:07O país hoje que mais fabrica moinhos
12:09e mais fabrica energia solar,
12:11painéis de energia solar,
12:13e as utiliza,
12:14é a China.
12:14Então, o governo de Pequim,
12:17o governo de Beijing,
12:18entende muito claramente
12:19que essa pressão
12:20vem dos Estados Unidos,
12:22mas esquece também
12:23que existem outros fornecedores
12:25que estão dispostos
12:26a vender petróleo para a China.
12:27Talvez não nas mesmas condições
12:29que você tem agora,
12:31tinha com a Venezuela e o Irã,
12:34mas temos aí Brasil, Angola
12:36e outros inúmeros produtores
12:38que veem aí no mercado chinês
12:40uma possibilidade muito grande,
12:42afinal,
12:42é, de acordo com a previsão estabelecida,
12:47de que é um país que vai crescer
12:48pelo menos 5, 5,5% neste ano.
12:52Então, por mais que Washington tente
12:54conter a China,
12:56a impressão que dá
12:57é que a diferença dos Estados Unidos,
13:00que tem o tic-tac eleitoral,
13:03que tem o relógio eleitoral,
13:04os chineses contam com uma perspectiva
13:06de longo prazo
13:07que lhes permite
13:09atravessar estes períodos
13:10com uma certa serenidade.
13:13E isto que é importante
13:14também enfatizar.
13:15Se a China pretende
13:17de alguma forma
13:21não substituir os Estados Unidos
13:24como potência hegemônica,
13:25mas ter um papel de ascensão
13:28com o declínio norte-americano,
13:29a China tem que ter uma postura
13:31completamente diferente
13:33dos Estados Unidos.
13:34Porque é isso que vai fazer
13:36com que se compreenda
13:37a liderança chinesa
13:39como uma liderança
13:39definitivamente diferente
13:41daquela que a gente tem observado
13:43desde 1945.
13:45O professor Marcos Vinícius,
13:47vou dar as credenciais corretas,
13:50ele leciona na China,
13:51por isso que ele conhece
13:52tão bem a estrutura chinesa,
13:55inclusive eleciona
13:55para futuros diplomatas
13:57que queiram trabalhar
13:59nas Américas,
13:59em especial na América Latina.
14:01Mas antes disso,
14:02foi um enorme americanista,
14:05um estudioso dos Estados Unidos
14:06com um olhar especial
14:07para o Partido Republicano.
14:08Eu vou pegar
14:09essas duas premissas
14:11do senhor professor Marcos
14:12para perguntar um pouco
14:13sobre Estados Unidos.
14:15O senhor deu a letra aí,
14:16ano eleitoral.
14:17O Donald Trump é um presidente
14:19muito longe de ter
14:21uma alta aprovação dos americanos.
14:24Ele tem uma rejeição crescente
14:27e isso, claro,
14:30afeta indiretamente a eleição,
14:32pode contaminar o Partido Republicano
14:34que tem uma tendência já
14:36a perder tamanho
14:37na Câmara Baixa,
14:39deputados e na Câmara Alta
14:40dos Senadores.
14:41Guerra é sempre
14:43um movimento curioso
14:44quando a gente olha
14:46a popularidade dos partidos
14:48dos presidentes.
14:49Num primeiro momento,
14:50aquilo mexe com o ufanismo
14:52da população,
14:53os americanos têm
14:54um enorme respeito
14:55pelos veteranos,
14:55pelas Forças Armadas,
14:57têm um grande orgulho,
14:58isso está no inconsciente
14:59coletivo dos americanos,
15:01mas a partir do momento
15:02em que o custo aumenta
15:04e os soldados começam
15:05a ser devolvidos mortos
15:07para as famílias,
15:08isso vai mexendo
15:09na popularidade do partido,
15:10do governo,
15:11pum,
15:11e do presidente.
15:12Como é que o senhor acha
15:13que essa questão guerra
15:15pode afetar ao longo do ano,
15:18até a gente chegar no dia 5 de novembro
15:19quando são as eleições legislativas
15:21nos Estados Unidos,
15:22e também colocando
15:24uma outra variável
15:25nessa equação.
15:25O Donald Trump
15:26havia dito
15:27que o resto do mundo
15:29era problema
15:29do resto do mundo,
15:30the America first,
15:32let's make the America great again,
15:34olhar para dentro,
15:35e ele diz
15:36que é um presidente pacifista,
15:38vai tirar
15:39os Estados Unidos
15:40das guerras,
15:41acabar com as guerras,
15:42almeja o prêmio Nobel
15:44da paz,
15:44e nesse episódio
15:45ele está se portando
15:46de uma maneira
15:47diferente
15:48do discurso dele.
15:49O quanto esse fator
15:50guerra
15:51pode contribuir
15:52negativamente
15:53com popularidade
15:54e a eleição
15:55legislativa
15:56no final do ano
15:57sob a ótica
15:57dos republicanos,
15:58professor?
16:00Existem três fatores
16:02importantes
16:03a enfatizar,
16:03viu,
16:04Marcelo,
16:05nessa história toda.
16:06Em primeiro lugar,
16:08eu acho que a gente
16:08não pode deixar
16:09de levar em consideração
16:10um certo
16:12messianismo
16:12de Trump.
16:13Desde que houve
16:14o atentado
16:15à vida dele,
16:16ele assumiu,
16:18inclusive,
16:18aquela foto
16:19que nós tivemos
16:20na Casa Branca
16:21de vários líderes
16:22evangélicos
16:23abençoando
16:23o presidente
16:24dos Estados Unidos,
16:25nada mais
16:26do que enfatiza
16:28esta expectativa
16:31messiânica
16:31de Donald Trump
16:32como aquele
16:33enviado
16:34nesse processo
16:35todo
16:35para ajudar
16:36Israel
16:36no seu processo
16:37de eventualmente
16:39retomada
16:40completa
16:41da Terra Santa
16:42e de Israel.
16:44Então,
16:45existe esse aspecto
16:47messiânico
16:47na figura de Trump
16:48que você não tinha
16:50anteriormente
16:50de uma maneira
16:51tão forte
16:52nos Estados Unidos.
16:53Claro que
16:54todo presidente
16:55americano
16:55sempre se acha
16:57que foi ali
16:59escolhido
16:59por Deus
17:00para assumir
17:00aquela posição,
17:01mas o que nós
17:03vemos com Trump
17:03é isso de uma forma
17:04um pouco mais acentuada.
17:06Então,
17:06esse é o primeiro
17:06aspecto
17:07a levar em consideração.
17:09E segundo,
17:09ele tornou
17:11esta guerra
17:12e esta parceria
17:13com Netanyahu
17:15numa coisa
17:16muito pessoal.
17:18Geralmente,
17:19quando o presidente
17:19dos Estados Unidos
17:20vai entrar
17:21num cenário
17:22assim de guerra
17:23e nós podemos
17:24voltar aqui
17:24à nossa cabeça
17:26aquela guerra
17:27fatídica
17:28do Iraque
17:29também baseada
17:30numa falsidade
17:32que era a existência
17:32de armas de destruição
17:34em massa,
17:34mas nós vimos ali
17:35que o governo
17:36dos Estados Unidos
17:37tentou convencer
17:39vários países,
17:40inclusive na Assembleia
17:41Geral das Nações Unidas
17:42e o presidente
17:43norte-americano
17:44foi ali
17:45e tentou convencer
17:46republicanos,
17:47governadores
17:48e alguns líderes
17:50democratas
17:51no sentido
17:51de apoiá-lo
17:52na ação militar
17:54contra o Iraque.
17:55E o fez?
17:56Trump não.
17:57Trump chega
17:58nessa decisão
17:59de uma guerra
18:00de uma maneira
18:00muito unilateral
18:02e muito sozinha.
18:03Não é claro
18:04que ele conta
18:05sempre ali
18:06com a base
18:06do Partido
18:08Republicano
18:09porque ele tem
18:10ali controlado
18:12o Partido Republicano
18:13já há mais
18:14de uma década
18:15e tem aí
18:16de alguma forma
18:17também
18:17atendido
18:18as demandas
18:19do movimento
18:19magra
18:20que vê no entanto
18:21esta guerra
18:22como sendo
18:23algo fora
18:24daquilo que
18:25Trump havia prometido.
18:27Em terceiro lugar
18:28as eleições
18:29de meio de mandato
18:30que acontecem
18:31este ano
18:33para que Trump
18:34tenha um sucesso
18:36grande
18:36nessas eleições
18:37ele precisaria
18:38de um resultado
18:39muito positivo
18:41nesta guerra
18:42do Irã.
18:44Nós sabemos
18:45que Trump
18:45é um presidente
18:46midiático
18:47nós sabemos
18:47que Trump
18:48além de midiático
18:51ele é hiperbólico
18:52gosta muito
18:53de uma hipérbole
18:53e obviamente
18:54que se ele sentir
18:55o cheiro
18:57de que pode
18:57de alguma forma
18:59ser de alguma maneira
19:00ser prejudicado
19:01claro que ele vai inventar
19:02aí uma saída
19:03dizendo que ganharam
19:05ou conseguiram ali
19:07eliminar
19:08a cabeça do regime
19:09e óbvio
19:10que ele vai tentar
19:11reverter isso
19:12num resultado
19:14político
19:15importante
19:16para ele
19:17mas o fato
19:18é
19:18de que a popularidade
19:20dele tem caído
19:21os americanos
19:22não veem razão
19:23para ter esta guerra
19:24no Irã
19:25e o que tem
19:26acontecido
19:27também
19:27Marcelo
19:29é que é importante
19:29falar
19:30é que tenha
19:31ocorrido
19:32uma diminuição
19:35substancial
19:36até
19:36no apoio
19:37ao Estado
19:38de Israel
19:39dentro dos Estados Unidos
19:40e isso é problemático
19:42também para
19:43a própria existência
19:45do Estado de Israel
19:46no longo prazo
19:47porque conta
19:48com a parceria
19:49dos Estados Unidos
19:51como elemento
19:52essencial
19:52da sua existência
19:53então
19:54estes são os problemas
19:56que você começa
19:57a notar
19:58em razão
19:59dessas ações
20:00de Trump
20:00e essa preocupação
20:01de que
20:02se ele se torna
20:03um pato manco
20:04a partir de novembro
20:06aí nós temos certeza
20:07de que haverá
20:08um impeachment
20:09e se ele perder
20:10ali
20:10a presidência
20:12se ele perder
20:13o controle
20:13do Senado
20:14dos Estados Unidos
20:15inclusive
20:16a possibilidade
20:17de ser afastado
20:18do poder
20:18e agora ele está
20:20de fato
20:20indo para o tudo
20:21ou nada
20:22conversamos com
20:23Marcos Vinícius
20:24de Freitas
20:25professor de Direito
20:26e Relações Internacionais
20:28professor mais uma vez
20:29agradeço demais
20:30a tua participação
20:31por aqui
20:31uma boa tarde
20:33e bom comecinho
20:34de semana
20:36obrigado
20:36eu que agradeço
20:37o porto a dar sempre
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