00:00Notícias vindas dos Estados Unidos. O secretário de Estado, Marco Rubio, publicou o seguinte nas redes sociais.
00:05Eu não sei se a gente tem arte para colocar na tela. Temos aí, ó.
00:08Ele diz o seguinte.
00:09As perseguições políticas do violador de direitos humanos, Alexandre de Moraes, continuam,
00:15já que ele e outros membros do Supremo Tribunal Federal, STF, decidiram injustamente pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
00:24E aqui o tema de maior relevância, né? De maior atenção.
00:28Os Estados Unidos responderão de forma adequada a essa caça às bruxas.
00:35Deixa eu repercutir com os nossos comentaristas aqui, Dora Kramer, Cristiano Vilela.
00:39Expectativa de mais sanções a partir do julgamento de hoje, Dora Kramer.
00:46É, já era esperado. Acho que novidade nenhuma, né?
00:49Eu vi também uma notícia de que o presidente Trump se declarou surpreso com o resultado.
00:55Ué, não foi ele que estava fazendo, acusou de caça às bruxas, portanto ele previa uma possível condenação.
01:05Ou ele imaginou que o tarifácio iria fazer o tribunal recuar.
01:11Se imaginou, é porque estava mal informado, porque todo mundo já estava careca de saber que isso não ia acontecer.
01:19Então agora é esperar, porque contra o resultado não há mais nada que o Marco Rubio, que o presidente Trump, que a Casa Branca, que o Pentágono, que o Capitólio possam fazer.
01:33Não há nada, está tomada a decisão.
01:35Os condenados vão cumprir as penas e pronto, agora é aguardar, ver o que eles vão fazer e de que maneira o Brasil vai reagir.
01:46Espero que não seja desta maneira de tentar se valer das agressões do presidente do governo americano para o governo brasileiro fazer disso um mote de campanha eleitoral.
02:02Porque aí não vamos ter nada a ganhar.
02:04Cristiano Vilela, qual a expectativa dessas sanções que podem chegar agora contra o Brasil depois desse anúncio?
02:10É um recado dado pelo secretário do Estado norte-americano, o Marco Rubio.
02:14Isso pode ter a ver com taxação, questões econômicas, como foi o primeiro anúncio lá atrás do Donald Trump?
02:20Ou pode ter mais a ver com a aplicação de lei Magnitsky a outros membros da Suprema Corte?
02:24Olha, Kobayashi, eu vejo que em primeiro ponto nós temos Donald Trump, através dos seus assessores, no caso de Marco Rubio,
02:34e de outros que têm dado declarações bombásticas, eles se constituem no maior cabo eleitoral que o presidente Lula poderia ter.
02:41Porque o fato é que o presidente Lula, ele tem se aproveitado politicamente dessas falas, dessa controvérsia com os Estados Unidos,
02:49e tem feito política, que é o que ele sabe fazer, que é o que ele gosta de fazer, e tem inclusive colhido resultados do ponto de vista de uma melhora na sua aprovação.
02:58Honestamente, eu vejo que esse tipo de fala, ela poderá acabar ensejando algum tipo de aplicação mais ampla da lei Magnitsky,
03:07que é algo que já foi sinalizado num primeiro momento para determinadas pessoas,
03:12mas talvez agora isso possa ter uma amplitude maior, especificamente para outros ministros da corte, o estabelecimento de sanções mais significativas.
03:21Eu não vejo algum outro tipo de sanção de caráter militar, como foi falado pela porta-voz do governo americano já nessa semana,
03:29ou algum outro tipo de medida como essa.
03:31Eu vejo que os Estados Unidos devem seguir ou restringindo o papel de autoridades brasileiras,
03:37ou então, eventualmente, mantendo ou restringindo ainda mais no aspecto econômico.
03:43Algo que eu vejo que talvez seja um pouco difícil, porque já ficou estabelecido realmente um rol de elementos que terão essa taxação superior,
03:51e eu vejo que até para a própria organização americana ficaria muito difícil fazer alguma mudança nesse sentido.
03:57Odora, quando a gente teve a aplicação da lei Magnitsky lá atrás ao relator, ao ministro Alexandre de Moraes,
04:03se cogitou na sequência da aplicação da mesma sanção aos familiares dele,
04:08em algum momento se falou, inclusive, até em membros do Poder Legislativo,
04:12mas agora, na mensagem do Marco Rubio, ele cita outros membros do Supremo Tribunal Federal que acompanharam o ministro Alexandre de Moraes.
04:21Então, sem citar os nomes, a gente sabe quem são.
04:24São o ministro Flávio Dino, Carmen Lúcia e Cristiano Zanin, são os três que acompanharam o relator.
04:29Você acredita que, a partir de amanhã, a atenção esteja justamente na possibilidade de aplicação de sanções para estes ministros?
04:36Pode ser, porque já vinha sendo falado isso.
04:39Daí eu acho que isso aí já está no preço, já botaram no preço, entendeu?
04:44Ninguém mais está apavorado com essa história.
04:47Se houver essa aplicação, que é sobre o cerco financeiro, ok, não há o que fazer.
04:54Os Estados Unidos têm o direito de aplicar, pode se contestar na justiça e tal, mas têm o direito de aplicar.
05:02Têm o direito de estar visto para quem quiser, de vetar visto para quem quiser, de caçar visto para quem quiser.
05:10Agora, sabe o que vão fazer impossível a gente saber?
05:15Porque tanto pode ser um agravamento disso que já foi feito na área econômica, seja de maneira individual, na área financeira, para as pessoas, seja para prejudicar o Brasil.
05:30Não dá para saber o que mais poderia.
05:34Pode ser, porque a ameaça, o Marco Rubio foi o primeiro que falou na possibilidade de haver sanções ao Brasil.
05:41Lembra? Lá atrás, quando o Eduardo Bolsonaro começou a conversar com ele, ele foi o primeiro que falou.
05:48E as sanções vieram.
05:50Então, eu acho que a gente não pode menosprezar o fato, não pode ignorar essa ameaça, achar que é só uma gravata.
06:00Provavelmente vai ver alguma coisa mesmo, mas não dá para saber.
06:04Só uma coisa não dá.
06:06Os Estados Unidos não vão declarar guerra ao Brasil.
06:08Então, eu acho que, não sendo assim, é aguardar para ver o que vem e como a gente vai reagir.
06:16Eu continuo repisando desse ponto, porque eu acho super importante.
06:21Porque, embora concordo com o Vilela, quando o Vilela diz que o Trump é um cabo eleitoral do presidente Lula,
06:27mas caberia ao presidente Lula não fazer disso uma bandeira eleitoral.
06:31Porque é algo que afeta e interessa a todo o país.
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