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A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifestou preocupação com o impacto nas contas públicas. O governo federal anunciou subvenções para diesel e querosene de aviação. Reportagem Rodrigo Costa.

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Transcrição
00:00Estamos girando os nossos repórteres, contando que a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais
00:05afirmou que os impactos fiscais das novas medidas do governo para conter os efeitos das altas dos combustíveis
00:13devem ser acompanhados.
00:15O Rodrigo Costa é quem está de volta com mais informação, o mercado, a indústria, todos os setores
00:22com olhar de lupa sobre esse aumento, porque automaticamente eles vão repassar para o bolso do consumidor final.
00:28Qual foi essa declaração aí em Minas Gerais, Rodrigo?
00:33É isso, Bruno, a FIENG sempre também de olho nessa atualização, né?
00:39A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais afirma que o pacote anunciado configura uma resposta relevante
00:47no curto prazo a um cenário de crise, mas que os seus efeitos devem ser sim acompanhados com atenção
00:55em respeito, principalmente, ao equilíbrio fiscal.
00:59Nesta segunda-feira, o governo federal anunciou novas subvenções para evitar uma escalada nos preços de diesel,
01:07gás de cozinha e querosene de aviação.
01:10A medida que dá subsídio ao diesel em R$ 1,20 por litro, valor dividido entre o governo federal
01:20e o Estado,
01:21tem vigência prevista para os meses de abril e maio de 2026.
01:26O custo total está limitado a R$ 4 bilhões, no famoso meio a meio, R$ 2 bilhões da
01:33União e R$ 2 bilhões para os estados.
01:36A FIENG, ela afirma que reconhece a importância dessas iniciativas emergenciais voltadas à redução dos custos
01:44e à garantia do abastecimento, especialmente neste contexto de elevada volatividade internacional.
01:53Márcia Bruno.
01:54Rodrigo Costa, ao vivo de Minas Gerais, seguiremos de olho, em contato.
01:59Quero ouvir os nossos comentaristas.
02:01Mano Ferreira, a gente tem visto uma ginástica do governo, alguns chamando de ação eleitoreira,
02:06mas, na verdade, alguém vai ter que fazer alguma coisa, ainda que seja em ano eleitoral.
02:11Quando a gente fala que o Congresso está ouvindo a sociedade civil, as vozes roucas das ruas,
02:18isso tem efeito, de fato, essas entidades, associações, elas são ouvidas na hora de colocar sobre esta mesa de negociação
02:26o que fazer ou é o governo novamente jogando para os setores e tomando a decisão que lhe é confortável?
02:34Bruno, nós estamos presos num ciclo vicioso, em que o governo vende favores diretos para alguns setores
02:42e consegue, dessa forma, esquecer ou ignorar o interesse disperso da maior parte da sociedade.
02:50E esse é o caso agora.
02:51Nós que vamos pagar a conta do aumento dos combustíveis de qualquer jeito.
02:57Se a gente não paga diretamente na bomba de combustível ou nos impactos em cadeia que esse aumento gera,
03:05a gente paga por meio dos subsídios, que é o governo que está bancando.
03:09E, na prática, somos nós que custeamos o governo, o governo que é ultra-endividado.
03:14O governo não tem uma poupança, não é como se a gente estivesse vivendo uma situação fiscal
03:20de equilíbrio e de capacidade de investimento.
03:23A gente está ampliando a dívida para fazer isso, na prática, apesar do governo apresentar
03:29umas contas meio estranhas sobre como seriam as compensações por esses subsídios agora.
03:36E, na prática, a gente faz essa escolha sistematicamente como país há décadas.
03:44Todas as vezes que temos um choque na oferta de combustíveis e, portanto, um aumento de preços,
03:50o governo brasileiro, seja quem for que estiver no governo, foi assim com o Bolsonaro,
03:56foi assim com o Lula, foi assim com o Dilma, enfim, é assim há muitas décadas,
04:00a gente coloca uma enorme quantidade de dinheiro e rasga bilhões de reais que, na prática,
04:08não vão virar nada sustentável na frente, apenas para tentar diminuir o impacto imediato
04:14e eleitoral dessa situação econômica.
04:18Enquanto a gente segue sem ter uma transição energética efetiva, a gente segue sem ter um investimento
04:26em outros modais de transporte e mantemos o monopólio praticamente do modal rodoviário
04:33que aumenta a nossa dependência e o problema desses aumentos.
04:37Diego Tavares, então o que o governo está fazendo é reduzindo o impacto eleitoral e adiando o problema, é isso?
04:46Exatamente, Márcia Dantas, é uma pedalada, é jogar a bola lá para frente e lá no futuro nós vemos qual
04:51que é o resultado
04:52de despender, como muito bem disse o Mano Ferreira, uma quantidade colossal de dinheiro
04:57somente para manter no patamar razoável o valor dos combustíveis e todo o restante da cadeia
05:03que depende desses combustíveis no ano eleitoral.
05:06Agora, esse tipo de fenômeno que é sazonal aqui no Brasil, como muito bem lembrou o Mano,
05:11escancara algumas hipocrisias que são ditas diuturnamente aqui,
05:15a exemplo daquele papo de que o Brasil é alto o suficiente em petróleo
05:19ou de que é necessário manter o monopólio da Petrobras sobre o setor de combustíveis
05:24por se tratar de um setor estratégico.
05:26Se nós fizermos um comparativo mundial hoje dos países com o impacto no valor dos combustíveis
05:32em razão do fechamento do Estreito de Hormuz, países que têm um mercado de combustíveis
05:36mais abertos, mais competitivos, estão sofrendo muito menos esse impacto.
05:41E claro, evidentemente, os países que também investiram mais na sua infraestrutura de refino
05:46de petróleo para obtenção dos combustíveis também acabam tendo um impacto menos significativo,
05:52um impacto muito menor do que o do Brasil, que sempre que passa por uma dessas sazonalidades
05:57há aquela ameaça de quebra de diversos mercados,
06:00há sempre as ameaças de paralisação dos caminhoneiros, enfim,
06:04o Brasil inteiro colapsa quando o valor do petróleo sofre uma forte variação.
06:10É esse ciclo vicioso, como bem lembrou o Mano Ferreira,
06:12que nós precisamos com urgência interromper por aqui.
06:15E aí
06:15E aí
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