- há 6 meses
- #meiodiaembrasilia
Durante o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, advogados de defesa citaram possíveis abusos de Alexandre de Moraes e criticaram a forma como as acusações foram conduzidas.
No Meio-Dia em Brasília, analistas debatem se elogios feitos pelos advogados aos ministros do STF podem influenciar o resultado e quais os impactos políticos do processo.
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Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.
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NotíciasTranscrição
00:00Voltamos com o Meio Dia em Brasília, um programa do portal O Antagonista,
00:05exibido também na TV BMC e vamos direto para Brasília,
00:09onde está falando o defensor do general Braga Neto.
00:12Evidentemente, também naquela época, ministro Flávio Dino,
00:17essa corte debateu nos acordos que tinham sido celebrados na Lava Jato
00:22a falta de apresentação de provas.
00:24Neste caso, o Ministério Público instaurou um procedimento
00:27para que o réu colaborador apresentasse...
00:29O nome do advogado é José Luiz de Oliveira Lima,
00:32ele é o defensor do general Braga Neto,
00:34que está falando neste momento, ao vivo, na primeira turma,
00:38como você está conferindo aqui.
00:39O Ministério Público abraçou de todas as formas essa narrativa,
00:44que é uma narrativa bem colocada, bem escrita,
00:48mas absolutamente desprovida de provas.
00:51eu ouvi aqui atentamente a fala do eminente advogado do réu colaborador
01:05quando ele mencionou que o réu colaborador fez este acordo tranquilo,
01:14de livre e espontânea vontade.
01:16Leu aqui um trecho de um áudio dele,
01:20isso aqui não é nada, isso é uma divergência,
01:21é tão natural ter divergência.
01:25Voluntariedade é o requisito fundamental
01:28para a celebração de um acordo de colaboração premiada,
01:31e todos os operadores de direito sabem isso.
01:34Nestes autos, neste processo,
01:38o que menos existiu,
01:40respeitando entendimentos diversos,
01:43foi a voluntariedade.
01:44A revista Veja, de fato,
01:47publicou em 2024
01:48uma matéria com áudios
01:51do colaborador com o interlocutor,
01:55áudios esses que jamais foram desmentidos
01:57pela parte.
01:59Eu peço licença para ele, rapidinho.
02:05Queriam que eu falasse coisa que eu não sei,
02:08que não aconteceu.
02:12Eles não aceitavam e discutiam.
02:15Eles queriam só que eu confirmasse a narrativa deles.
02:20Eles estão com a narrativa pronta.
02:24Eles não queriam saber a verdade.
02:26Eles queriam só que eu confirmasse a narrativa deles.
02:30Entendeu?
02:32Disse ainda o réu colaborador.
02:35Eles são a lei agora.
02:37A lei já acabou há muito tempo.
02:41A lei é eles.
02:42Eles são a lei.
02:44O Alexandre de Moraes é a lei.
02:46Ele prende, ele solta,
02:48quando ele quiser.
02:49Com o Ministério Público,
02:51sem o Ministério Público,
02:52com a acusação,
02:54sem a acusação.
02:54e DFC 43609 e PET 11767.
03:03Se isso aqui não é coação,
03:05eu não sei o que é.
03:08Fala...
03:09Aí está a fala do advogado José Luiz de Oliveira Lima.
03:13E nós seguimos aqui,
03:15analisando as demais implicações do julgamento.
03:18Isso porque, ao longo de dois dias de manifestações,
03:21os advogados dos réus evitaram o enfrentamento
03:25e adotaram um tom elogioso
03:27aos ministros do Supremo Tribunal Federal.
03:30O símbolo disso foi o advogado Demóstenes Torres,
03:34ex-senador e defensor de Almir Garnier.
03:38Ele disse no julgamento
03:39que gosta tanto de Alexandre de Moraes
03:41quanto de Jair Bolsonaro.
03:43Agora, esse tipo de estratégia pode funcionar
03:47em um julgamento que tem resultado considerado previsível?
03:50Para nos ajudar a entender,
03:52estamos com o advogado Tiago Turbay,
03:55ele que é criminalista.
03:57Boa tarde, doutor Tiago.
03:59Esse tipo de, digamos assim, abordagem elogiosa,
04:03que ficou quase 15, 20 minutos,
04:05elogiando os ministros,
04:08funciona?
04:09Boa tarde.
04:12Boa tarde, boa tarde a todos,
04:14aqueles que nos veem ou escutam.
04:16Eu acho que isso é, talvez, um protocolo,
04:20mas vejo muito pouco efeito prático
04:23sobre o conteúdo substantivo que está em julgamento.
04:26Pode decidir isso a advogacia,
04:28realizar esse tipo de intervenção
04:30de maneira a valorizar o julgamento
04:34e valorizar aqueles que julgam.
04:36Mas isso não tem grandes repercussões
04:38no resultado do processo,
04:39nem deve ter.
04:41Há um jurista a qual considero,
04:44meu mestre,
04:45que é absolutamente uma referência
04:47em direito probatório no mundo,
04:49que diz a convicção do juiz
04:51é irrelevante para o processo judicial.
04:54Ele quer dizer que os argumentos
04:57precisam estar calçados
04:58em fundamentos racionais.
05:01E o que ele está convencido ou não,
05:03não deve ser aquilo que vai pautar
05:06a resolução do processo.
05:08Portanto, aquilo que tenta convencer os juízes
05:11com estratégias que podem ser de intimidade,
05:15não me parece que podem afetar o resultado.
05:18É apenas um protocolo.
05:20Wilson Lima.
05:21Doutor, sobre esse tom elogioso,
05:26o que se fala muito aqui no Supremo
05:28é que foi uma técnica
05:30que os defensores utilizaram ontem
05:32para chamar a atenção
05:33da Suprema Corte,
05:36da primeira turma.
05:37Quase como eu falo,
05:38olha, olhem para mim,
05:39pelo qual,
05:40olhem para mim,
05:41olhem para os meus argumentos.
05:43Hoje, já vimos uma abordagem
05:46completamente distinta, né?
05:48Você teve ataques, né?
05:49O doutor Matheus Milianes
05:50atacou duramente o Alexandre de Moraes.
05:52Agora há pouco,
05:53o doutor Zé Oliveira Lima
05:54também criticou duramente
05:55o Instituto da Delação Premiada.
05:58O doutor Oliveira Lima,
05:59para quem não sabe,
05:59só relembrando,
06:00foi advogado do José de Seu
06:02em 2012, 2013,
06:03durante o julgamento do Mensalão.
06:06Eu queria lhe perguntar o seguinte,
06:07se o senhor
06:07estivesse no lugar
06:09de algum dos seus colegas
06:10aqui no Supremo,
06:11qual seria a sua postura?
06:15Como é que o senhor tentaria lidar
06:17com um julgamento como esse,
06:19que a gente sabe
06:20que o resultado é absolutamente previsível?
06:24Wilson, eu creio que
06:25ser respeitoso
06:27é uma obrigação do advogado,
06:28não só aos julgadores,
06:30quanto ao sistema de justiça
06:31como um todo.
06:33Isso está dentro
06:34do nosso arsenal obrigatório.
06:37Isso é um dever da advocacia.
06:39Ser respeitoso e ser elogioso
06:41mas eu entendo que são
06:42semanticamente bastante diferentes.
06:45Eu tenho adotado
06:46criticamente
06:47posturas
06:47incisivas
06:49contra as decisões
06:51do Supremo Tribunal Federal,
06:52quando eu entendo
06:53que elas não estão
06:54bem elaboradas,
06:56que não
06:56se avoraram
06:58nos melhores argumentos.
07:00Isso eu acho
07:00que seria a postura
07:01que eu adotaria.
07:03Eu focaria nos argumentos.
07:04Eu acho que as razões
07:05pelas quais a decisão
07:07deveria ser
07:07diferente
07:08no entender da advocacia
07:10precisariam ser
07:11protagonistas
07:12desse espectro.
07:13Mas eu
07:14respeito as estratégias
07:15que cada qual
07:16seguirá.
07:18Eu acho que são
07:19bastante
07:19individuais
07:21e elas partem
07:22também de experiências
07:23dos advogados
07:24nos processos
07:26que eles tiveram
07:26ao longo da vida.
07:27Mas não é assim
07:29que eu tenho
07:30me comportado.
07:31Eu tenho tentado
07:32enfocar nas ideias.
07:33Agora, é claro
07:34que o Juca,
07:36é claro
07:36que o Demóstine
07:37são absolutamente
07:39habilidosos
07:40naquilo que fazem
07:40e realizam
07:41o seu ofício
07:41com maestria.
07:43Se isso vai
07:44impactar
07:46o resultado,
07:47eu acho que
07:48precisaria
07:48de uma avaliação
07:49social
07:50sobre como
07:51decidem
07:52os juízes.
07:54E não me parece
07:55no campo prático
07:56que isso tenha
07:56sido
07:57a pedra de toque,
07:59aquilo que pode mudar
08:00o resultado
08:01de um julgamento.
08:03Ricardo?
08:07Boa tarde, doutor.
08:08Obrigado pela presença.
08:10Bom,
08:11se o senhor
08:12acabou de comentar
08:13que, na sua opinião,
08:15não faz muito
08:15efeito
08:16a bajulação,
08:18também não faria
08:19sentido algum
08:20os ataques,
08:21conforme o Wilson
08:22se referiu
08:23por parte de alguns
08:24advogados.
08:24Não ataques,
08:25palavras mais incisivas.
08:28Entre tapas e beijos,
08:30ter um advogado
08:31como o doutor
08:31José Oliveira
08:32Lima,
08:34um advogado
08:35estrelado,
08:35um advogado
08:36como o Wilson
08:37falou,
08:38que já representou
08:38José de Seu,
08:39já representou
08:40aquele doleiro
08:41Alberto Youssef,
08:42recentemente o Pedro
08:43Guimarães,
08:44ex-presidente da Caixa
08:45Econômica,
08:45um advogado
08:46muito influente,
08:47muito respeitado
08:48nas Cortes Superiores.
08:49Isso seria
08:50uma maneira
08:51de atrair
08:52a atenção
08:53dos ministros
08:53advogados.
08:54Neste campo,
08:55neste segmento,
08:56os ministros
08:57tendem a prestar
08:58mais atenção
08:59nas alegações
08:59de um advogado
09:00com esse renome?
09:03Creio que sim,
09:05creio que sim.
09:06O Juca não só
09:07é respeitável
09:08pela história
09:09que tem na vida,
09:10o exercício
09:10da advocacia
09:11já a longo,
09:13isso é reconhecido
09:14pelos tribunais
09:15como tem
09:15domínio técnico,
09:17tem a cabedal
09:18teórica
09:19para fazer
09:19uma defesa
09:20equilibrada,
09:21uma defesa
09:22correta,
09:23uma defesa
09:23que pode
09:25mudar
09:26o resultado.
09:27Aí sim,
09:28eu acho
09:29que todo
09:30esse acervo,
09:31esse ferramental
09:32que tem o Juca
09:33pode influir
09:34nos julgamentos.
09:35Os advogados
09:35são imprescindíveis
09:36à realização
09:37da justiça.
09:39No vídeo
09:39que nós ouvimos,
09:41ele chama a atenção
09:41para um ponto
09:42fundamental,
09:44o critério
09:45adotado
09:46pelo Supremo Tribunal
09:47para inferir
09:48a voluntariedade
09:49de um colaborador
09:51para fins,
09:53para efeitos
09:54de validar
09:55a colaboração
09:55premiada.
09:57Portanto,
09:57o critério
09:57de validade
09:58da delação
09:59exige a realização
10:01de provas
10:02em razão
10:04da voluntariedade.
10:06O que o Supremo
10:07não me parece
10:07nesse caso,
10:08ou pelo menos
10:09é o que argumenta
10:10a defesa,
10:11é que não há provas
10:12de que há
10:13voluntariedade.
10:14Em contrário,
10:15há provas
10:16de que o acordo
10:16pode ter sido
10:17coagido.
10:18isso a doutrina
10:20chama de
10:21drive seat,
10:22são ferramentas
10:23que aqueles
10:23que estão
10:24sentados no volante,
10:26aqueles que estão
10:27conduzindo
10:28a colaboração
10:28premiada,
10:29ou a polícia
10:30ou o Ministério
10:30Público,
10:32usam de
10:32estratégias
10:34a impedir
10:35que a voluntariedade
10:36se expresse
10:37de maneira
10:37válida
10:38nos acordos.
10:39Isso é
10:39absolutamente
10:40relevante.
10:41O Supremo
10:41teve que enfrentar
10:42essa questão.
10:43É preciso que o Supremo
10:44argumente
10:45contrário
10:46se entender
10:47que a voluntariedade
10:48está presente.
10:49E se não
10:50entender que isso
10:51impacta a voluntariedade,
10:52quais são as inferências
10:54em favor
10:54dessa hipótese?
10:56É isso que precisa
10:57ser discutido
10:58e parece que
10:58esses temas
10:59são relevantes
11:00ao julgamento.
11:01Não só para
11:02esse caso,
11:03mas sobre o que
11:04nós queremos que o
11:05Supremo Tribunal Federal
11:06faça com a justiça
11:08criminal brasileira.
11:09Isso afeta
11:10o povo brasileiro.
11:11não afeta
11:12só os réus,
11:13afeta o povo brasileiro,
11:14porque isso é um modo
11:14de decidir
11:15que afeta
11:16a vida daqueles
11:17que são submetidos
11:18ao sistema
11:18de justiça criminal.
11:19o povo brasileiro,
11:20abençoa,
11:22abençoa...
11:23Ok!
11:24Zapata
11:24Madeira
11:24Não sei
11:25Seja
11:25No
11:26É
11:26No
11:27No
11:28No
11:29No
11:29Pro
11:32Po
11:33No
11:33No
11:36No
11:36No
11:36No
11:37No
11:38No
11:38No
11:39No
11:40No
11:41No
11:43No
11:43No
11:43No
11:45No
11:45No
11:46No
11:47No
11:48No
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