Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O que está acontecendo com a imagem do Supremo Tribunal Federal? Neste vídeo, Bruno Soller revela os detalhes da nova pesquisa que aponta que 55% dos brasileiros não confiam na corte.

Analisamos o impacto das decisões recentes na opinião pública e como o Real Time Big Data chegou a esses resultados.

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Madeleine Lacsko, Duda Teixeira e Carlos Graieb o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

🕕 Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.

Não perca nenhum episódio! Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações.

#PapoAntagonista

Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes?

Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás.

Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente.

Chegou a edição especial Crusoé impressa.

É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil.

Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé.

Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link:

https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa

🎧Ouça O Antagonista nos principais aplicativos de áudio, como Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music, TuneIn Rádio e muito mais.

Siga O Antagonista no X:

https://x.com/o_antagonista

Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.

https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344

Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br

#STF #Justiça #BrunoSoller #RealTimeBigData #PolíticaBrasil #Brasil #Pesquisa #Confiança #Judiciário #OpiniãoPública #Brasília #Notícias #Democracia #AnálisePolítica #Dados #Brasil2026 #Debate #Informação #Sociedade #PoderJudiciário

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00E agora nós vamos falar de uma pesquisa que está dando o que falar,
00:03pesquisa Real Time Big Data, apontando que 55% dos brasileiros não confiam no STF.
00:15O Bruno Soler, que é nosso parceiro da Real Time Big Data, já está na ponta da linha,
00:21mas eu quero colocar primeiro esse slide da pesquisa para a gente ver,
00:24para vocês verem do que a gente está falando, aí a gente dá boa noite para o Bruno
00:28e já começa a discussão sobre a pesquisa. Olha lá.
00:33Supremo Tribunal Federal. Eleitor do Lula é meio a meio, gente.
00:39Vocês estão achando o quê? Que lulista confia no STF?
00:43É 45% confia e 42% não confia.
00:48Do Flávio, 29% confia, 64% não confia.
00:53Do Caiado, 32% confia, 63% não confia.
00:56O eleitor que mais desconfia do STF é o do Renan Santos.
01:0313% confiam e 78% não.
01:06E depois do Zema.
01:07E depois do Zema.
01:08Que 15% confiam e 73% não.
01:12Mas assim, você não tem ninguém com eleitorado que metade confia no STF.
01:19Não é uma questão política.
01:21Isso que eu queria trazer aqui, porque a gente está trazendo número geral,
01:2455% não confiam.
01:26O que que na cabeça de muita gente pode passar?
01:30Os bolsonaristas não confiam e os petistas confiam.
01:34Só que não é isso.
01:36Não é.
01:37E por isso que a gente vai conversar aqui com o Bruno Soler,
01:40da Real Time Big Data, que é nosso parceiro no Lulômetro.
01:44Bruno, muito boa noite para você.
01:47O que que isso quer dizer para o STF, Bruno?
01:52Boa noite, Madá.
01:54Boa noite, Duda.
01:55Graeve, tudo bem com vocês?
01:57Sempre bom estar com vocês aí.
01:59Deixa eu dizer uma coisa.
02:01Na verdade, o que a gente percebe, Madá,
02:05é que o brasileiro, ele está cada dia mais,
02:11vamos dizer assim, desconfiado de tudo que for de instituição.
02:18Não é só a questão do STF.
02:21Você pega todas as instituições no Brasil,
02:25sofrem hoje com uma falta de confiança,
02:29uma falta de credibilidade.
02:31A gente está num momento de reflexão profunda no país, me parece.
02:35E quando você vai, principalmente para as entrevistas em profundidade,
02:41nas qualitativas, você vê que a população,
02:45ela entende que o Supremo Tribunal Federal
02:49virou o pai de um sistema injusto.
02:54É incrível, mas a sensação de que tudo pode,
02:59da impunidade no país,
03:01ela ganha força com uma figura de um Supremo Tribunal Federal
03:06avacalhado por denúncia de corrupção.
03:09Então, o sujeito, quando ele vai fazer uma análise sobre isso,
03:14sobre como que está o país,
03:15e quando ele olha para o instrumento principal
03:18de justiça do país,
03:20e esse instrumento está contaminado, de certa maneira,
03:23na cabeça dele,
03:24vem essa sensação de não confiar mais em absolutamente nada.
03:30Então, é um drama que eu acho que a gente está,
03:33a gente ultrapassa qualquer questão aí eleitoral mesmo.
03:37Não é o eleitor de A, o eleitor de B.
03:40É uma questão de sociedade.
03:42E a sociedade brasileira hoje está cada vez mais descrente
03:49do que essas instituições,
03:50que são as instituições da República, representam.
03:54Isso é preocupante.
03:56Mas isso eu tenho percebido
03:58que é um problema que a gente tem visto
04:01em vários países do mundo
04:03quando a gente pensa no que é a tal da democracia representativa.
04:09A gente está vivendo, talvez, um momento
04:11em que a democracia como um todo
04:14está passando por um...
04:17Está no divã.
04:18A gente está tendo problemas.
04:20A gente está tendo que analisar o que é essa...
04:22O que é a democracia...
04:24Qual o futuro da democracia no mundo.
04:27E no Brasil, com essa característica
04:30ainda mais exacerbada
04:32de você ter o patrono da justiça brasileira,
04:36que é o Supremo Tribunal Federal,
04:39o guardião da Constituição
04:41involucrado em denúncias de corrupção,
04:44daí aumenta ainda mais essa sensação
04:46de impunidade e de descrença na sociedade.
04:51E olha, para a pergunta do Graeb do Duda,
04:54vou trazer mais slides falando das instituições.
04:57Agora vamos ver o Congresso Nacional.
04:59Qual é o nível de confiança?
05:0362% não confiam e 32% confiam.
05:08Está pior que o Supremo.
05:10Os lulistas não confiam.
05:14O povo do Flávio não confia.
05:17Olha lá.
05:18Não confia de lulista, 60%.
05:21De flavista, de bolsonarista, 62%.
05:24De caiado, 60%.
05:25De Ciro, 61%.
05:27E, novamente, os que menos confiam.
05:30Renan, 80% dos dele não confiam no Congresso.
05:34E o Zema, 76% não confiam.
05:37E vamos em seguida à imprensa.
05:40A imprensa está pau a pau com o STF, gente.
05:44Não confia 52%, confia o 48%.
05:48E também, olha, os números que não confiam na imprensa.
05:54É curioso, porque não é esquerda versus direita.
05:57Metade dos lulistas, 58% dos bolsonaristas.
06:02O bolsonarista é quem menos confia na imprensa.
06:05Do Caiado, 48%.
06:06Ciro, 46%.
06:08Zema, 53%.
06:10E Renan, 55%.
06:13E aí, gente?
06:15Bruno, Zema e Renan são os dois candidatos que mais podem surfar numa onda de cansaço com as instituições?
06:24Porque dá para ver que eles é que concentram esse público, esse eleitor, que está mais cansado do que está
06:29aí, né?
06:30Não, não tem a dúvida, Duda.
06:32Principalmente o do Renan.
06:34Me parece que o do Renan, ele tem uma característica que é interessante,
06:37que é um eleitor também mais jovem.
06:40Quando você faz os cortes da pesquisa, você vê que do 16 aos 34 anos é onde o Renan cresce
06:47na intenção de voto.
06:48E agora tem uma coisa que chama ainda mais a atenção.
06:51é que tanto o eleitor do Renan quanto o eleitor do Zema estão mais concentrados nas classes mais altas do
07:00país.
07:01São eleitores que, em tese, têm nível de escolaridade maior do que o restante.
07:07E, portanto, você vê que é uma crise mesmo de representação, né?
07:12Não é só uma questão de posicionamentos, não.
07:16É uma crise de representação naquele público que talvez mais consuma esse tipo de informação
07:22e que mais entenda papel do legislativo, papel do executivo, próprio papel da imprensa.
07:29Até as forças armadas entram também numa crise também com esse eleitorado.
07:36É muito interessante.
07:37É um pouco de uma crise com a democracia e com as instituições republicanas.
07:42Eu acho que isso é a coisa mais perigosa que a gente está vivendo.
07:45O brasileiro tem tido uma relação conflituosa com a república.
07:52E isso, se de alguma maneira pode ensejar a que você tenha mudanças, rupturas e etc.,
08:02também você tem um processo de descredibilização que é muito ruim para o debate.
08:08Porque a gente começa a fugir das regras que a gente conhece do debate.
08:14As instituições...
08:15Porque por pior que o Brasil seja em vários aspectos, se tem uma coisa que funcionava
08:22ou pelo menos funcionou por algum tempo nesse país, foram as instituições.
08:26A gente passou por dois impeachments de presidente da república desde a redemocratização e a vida continuou.
08:34Do ponto de vista democrático, continuou.
08:37A gente continuou tendo eleição, a gente continuou tendo congresso,
08:40se a gente continuou tendo supremo, com seus problemas,
08:45mas as instituições, de certa maneira, elas funcionam.
08:49Agora, numa crise absoluta de representatividade popular.
08:54Esse é um drama que a gente vai viver.
08:56E acho que essa eleição, talvez, até pelo clima de rejeição a tudo
09:02e de insatisfação com o governo Lula,
09:05é capaz da gente ter uma radicalização no discurso,
09:10nesse processo eleitoral dos candidatos.
09:14A gente já tem visto um Zema fazendo um enfrentamento muito forte com o Supremo Tribunal Federal,
09:19naquelas montagens todas que ele tem feito e etc.
09:23Mas talvez isso comece a ter uma reverberação maior na sociedade
09:26e dentro dos eleitorados dos outros candidatos também.
09:31Bruno, boa noite, tudo bem?
09:34Me desculpe fugir um pouquinho, mas não é fugir muito,
09:38dos temas da pesquisa,
09:41para te perguntar sobre a preferência dos eleitores brasileiros pela democracia,
09:47que também é um tema que tem uma tradição de ser pesquisado no Brasil.
09:53Quando você põe essa desconfiança em relação às instituições,
09:59ao lado dos dados que você talvez tenha de cabeça sobre a confiança dos brasileiros na democracia,
10:10o que a gente consegue enxergar?
10:12E dá para perceber alguma tendência?
10:16Olha, Carlos, boa noite.
10:18O que a gente percebe, Carlos, é que o eleitor, com essa polarização muito forte,
10:25com essa radicalização de discursos que a gente tem vivido no Brasil,
10:30o que me parece, assim, a democracia boa é a minha.
10:34Sabe?
10:35O eleitor bolsonarista, tudo que for relacionado a alguma coisa que ele pode parecer antidemocrático do Lula,
10:43ele traz para fazer um combate e falar que ele é um democrata,
10:48assim como o eleitor do Lula faz o mesmo movimento
10:52quando ele olha para alguma coisa que possa parecer antidemocrática do bolsonarismo.
10:58Ou seja, não é a democracia pela democracia,
11:00é o meu entendimento, é o meu ponto de vista sobre a democracia
11:04que acaba se prevalecendo, tá?
11:08A gente percebe, e está aí talvez um pouco de,
11:12que eu imagino que seja talvez a grande questão nessa história toda,
11:17é que o eleitor, como ele está muito cansado de uma vida que não melhora há bastante tempo,
11:24ele quer solução.
11:26E me parece que a solução, às vezes pelas vias democráticas,
11:32ela é um pouco mais demorada, ela é um pouco mais...
11:37O processo não é um processo tão simples, tão rápido, né?
11:41Você tem que aprovar um projeto de lei no Congresso, por exemplo, vamos lá,
11:44você tem um negócio que há um desejo gritante da população brasileira
11:49pela redução da maioridade penal para 16 anos.
11:5290% da população quer isso.
11:54Só que isso não caminha, você encausa as pétreas,
11:56você tem um Congresso que, apesar de eleito como um Congresso da bancada da bala,
12:02não consegue aprovar nenhum projeto que endureça um pouco mais as leis criminais no país.
12:08Você tem algumas coisas que a demora do processo vai fazendo com que o eleitor
12:12fique cansado dessa palavra democracia.
12:15E ela vira uma retórica para defender lados.
12:18Então, se o Lula se senta com o pessoal de Cuba ou da Venezuela,
12:25até pouco tempo atrás, ele é um antidemocrata.
12:28Se o Bolsonaro apoia um movimento, ele é um antidemocrata.
12:32E isso só fica dentro das bolhas que querem defender algum lado.
12:36É uma pena que não há um entendimento sobre o que é democracia de fato.
12:40E como você debater isso.
12:42E quando os dois têm arroupos, muitas vezes antidemocráticos,
12:46é como que a gente combate isso também na prática.
12:48Essa discussão não está posta.
12:51Porque o brasileiro também está um pouco de, vamos lá, de saco cheio,
12:56usando um termo bem chulo aí, mas da política como um todo.
13:02Quer resposta, quer resposta imediata.
13:04Eu não tenho dúvida que se você perguntar para um brasileiro hoje
13:07se ele preferia viver com algum cerceamento de liberdade,
13:12mas que um governo que funcionasse, talvez ele optasse por isso em algum momento.
13:18não é de se duvidar isso.
13:21Eu fiz uma vez um experimento mostrando coisas que aconteciam na China
13:25e coisas que aconteciam nos Estados Unidos.
13:29O brasileiro se identificava naquela época mais com as coisas que aconteciam na China
13:32do que nos Estados Unidos.
13:33é preocupante nesse sentido.
13:37E na realidade, Bruno, eu acho que você retrata também uma coisa
13:42que a gente vê quando inauguraram essa nova instituição nacional
13:47que se chama PET de Político ou Paquita de Político,
13:52que é o cara que não é que ele escolhe entre um dos dois.
13:54Não, é praticamente assim...
13:56A identidade afetiva dele é ser torcedor de tal político.
14:02O que a gente vê é que existe também uma grande porção de brasileiros
14:10que diz que é democrata, mas que não é.
14:15Que não é.
14:16Que gosta muito de calar a parte oposta.
14:19e eu vejo gente falando
14:21não, no governo Lula não tem censura
14:23ou no governo Bolsonaro não tem censura.
14:26Mas assim, a cara nem treme.
14:28A cara nem treme.
14:30Eu falo, não é possível que essa pessoa mereça um Oscar
14:33por essa atuação.
14:35Mas aí o que é que eu entendo?
14:36Se ele é lulista, calar quem é contra o Lula,
14:40pra ele é democracia.
14:41E se ele é bolsonarista,
14:44calar quem fala contra o Bolsonaro,
14:46pra ele é democracia.
14:47E isso se reflete no posicionamento
14:51que a gente tem hoje em dia dos governantes.
14:54Você acha que quem tá no comando das instituições
14:57já percebeu que o brasileiro não tem mais nem pudor
15:01de fingir que gosta de democracia?
15:05É verdade.
15:06Você tem toda a razão, Madá.
15:09Virou um negócio de torcida absoluta
15:12e a gente não entende o papel, inclusive,
15:15que a oposição, por exemplo, tem numa democracia.
15:20Eu vou te dar um exemplo de algo que aconteceu
15:22que às vezes a gente vai até esquecendo, né,
15:25com o passar do tempo.
15:26Mas o PSDB, em determinado momento,
15:30lá em 2014,
15:32quando o Aécio Neves foi ser candidato
15:33à presidência da República,
15:35fez uma pesquisa qualitativa
15:37e as pessoas achavam que ser oposição
15:40era uma coisa muito ruim.
15:42Ser oposição.
15:43Então, o partido que tava na oposição,
15:45por quê?
15:46Por que é oposição?
15:47Por que ele não trabalha junto?
15:48Porque as pessoas acham que você não tem que ter direito
15:51de discordar, pensar diferente.
15:53Tem que todo mundo pensar por mais ou menos do mesmo jeitinho, né?
15:56Porque se tem um jeito,
15:57tem que todo mundo estar junto,
15:58tem que todo mundo fazer o bem
15:59e não sei mais o quê.
16:01E o papel da oposição é fiscalizar,
16:03é cobrar, é dar o contraditório.
16:05E isso não era bem visto no Brasil.
16:08Tanto é que o PSDB muda a sua peça publicitária
16:13e começa uma campanha.
16:15Oposição a favor do Brasil.
16:17A campanha do Aécio Neves começa em 2014 com esse tema.
16:21É uma oposição a favor do Brasil.
16:24Ou seja, eu tinha que explicar pras pessoas
16:26o que era ser oposição.
16:27E eu tava sendo a favor do Brasil
16:29porque eu tava combatendo alguma coisa
16:31que aquele governo não entregava bem.
16:37É até meio infantil a gente pensar
16:40que tem que se explicar isso,
16:42mas na cabeça do brasileiro,
16:43quando você tá indo contra alguma coisa que tá posta,
16:46às vezes parece que você tá fazendo só pra prejudicar.
16:49E daí vem isso que você tá me dizendo.
16:50Se eu sou contra o governo Lula
16:53e eu tô fazendo um contraponto àquilo,
16:57parece pra esse nulista
17:00que isso é um antidemocrata,
17:02ele quer destruir o governo,
17:05ele quer derrubar o governo,
17:06ele é contra o funcionamento das coisas.
17:09E assim, vice-versa,
17:10quando se pensa pro bolsonarista.
17:12Ou seja, não é sobre democracia,
17:15usando a linguagem do chat GBT.
17:17É sobre a minha democracia, né?
17:19É sobre aquilo que eu penso de democracia.
17:22Isso é um problema,
17:25porque democracia não é muito de pensar.
17:28Ela é uma...
17:30Tá lá, tá posta, né?
17:31E a gente tem que viver na regra democrática.
17:35Não é o que eu acho sobre democracia,
17:37é um pouco do que ela é.
17:38E às vezes a gente tem dificuldade em aceitar isso.
17:42Bruno, na pesquisa de vocês,
17:44dá pra ver que o Lula,
17:45ele sai bem na dianteira,
17:47principalmente ali entre as mulheres
17:50e no Nordeste.
17:53Isso mostra que, por exemplo,
17:55Flávio Bolsonaro,
17:57Zema,
17:57na hora que forem escolher o seu vice,
17:59é melhor pegar alguém ali do Nordeste,
18:01alguma mulher,
18:02é por ali que eles têm que investir?
18:06Olha, Duda,
18:07vamos lá,
18:08se a gente for olhar
18:09pra questão pura e simples
18:12da matemática eleitoral,
18:16talvez fosse isso, né?
18:18Vamos buscar uma vice nordestina
18:20porque eu vou tentar
18:21equilibrar o jogo lá
18:23ou pelo menos tentar dialogar
18:24com esse público.
18:25O que que me parece, no entanto,
18:27quando a gente vê?
18:29Eu acho que tem duas coisas
18:30nessa pesquisa,
18:31uma favorável ao Flávio
18:34e uma favorável ao Lula,
18:36que os dois podem comemorar,
18:38de certa maneira,
18:39do resultado dessa pesquisa.
18:41Do ponto de vista do Flávio,
18:43o que que é comemorável aí?
18:44É o fato de
18:46o segundo voto
18:48da grande maioria
18:49desses candidatos
18:50que estão no centro hoje,
18:51que estão entre,
18:53querendo disputar contra eles,
18:55o segundo voto
18:55é mais propenso
18:58a ir pro Flávio.
18:59Isso é um ponto.
19:00E pro Lula,
19:01o que que é mais importante
19:02dessa pesquisa?
19:03É que aonde você tem
19:04a maior concentração
19:05de indecisos,
19:06nulo e branco,
19:07é na classe mais baixa
19:10da população brasileira,
19:11é no até dois salários mínimos,
19:13que é um público
19:14que o Lula tem de histórico
19:16uma boa conversa,
19:18uma boa entrada.
19:19No caso,
19:20quando a gente,
19:21se a gente for pensar
19:22nesse ponto,
19:23talvez colocar
19:25uma vice nordestina
19:26só pra tentar agradar
19:28uma parte do eleitorado,
19:30talvez não seja a grande coisa.
19:31Pode ser que pro,
19:33pra conquistar um eleitor
19:34que hoje tá votando no Zema
19:36ou que tá votando no Caiado,
19:37talvez seja mais importante
19:39pro Flávio conversar com alguém
19:41que dialogue com esses públicos mesmo.
19:44É, tentar trazer alguém
19:45que vá,
19:46alguém do agro,
19:47por exemplo,
19:48pode ser alguma coisa interessante,
19:49que dê consistência econômica
19:52ao que o Flávio pensa,
19:54né,
19:54eu vejo o nome da Tereza Cristina
19:58como um nome interessante
19:59a ser observado
20:00pela campanha do Flávio,
20:02e talvez o efeito
20:05seja melhor
20:06pra você buscar
20:07esse eleitor
20:08que poderia vir
20:09pro Flávio Bolsonaro.
20:10E do ponto de vista do Lula,
20:12é insistir
20:13ainda mais,
20:14me parece,
20:15que nesse diálogo
20:16com as taças mais baixas
20:17e que talvez
20:18esse desenrola Brasil 2.0 aí
20:20possa ser o caminho
20:22das pedras
20:23pro Lula
20:24ser,
20:25pelo menos,
20:26esse público
20:28voltar a querer conversar
20:29com o Lula,
20:30querer ouvi-lo novamente.
20:31porque é um público
20:32que votou no Lula
20:33na eleição passada,
20:34mas que desgarrou
20:35porque não viu
20:37a vida melhorar.
20:38Então,
20:38talvez o governo
20:39agora fazendo concessões
20:40e olhando pra esse público
20:42com mais afinco
20:43possa fazer com que ele
20:45venha de novo
20:46a se somar
20:47com o presidente Lula
20:49e ele buscar
20:50essa reeleição
20:51pro quarto mandato.
20:54Bruno,
20:55surpreendeu também
20:55o desempenho
20:56do Ciro Gomes
20:57na pesquisa de vocês,
20:58né?
20:59É,
21:00o Ciro aparece
21:01começa aí com 4%
21:02das intenções de voto,
21:03Quando ele é testado
21:05e empata aí,
21:07fica ele,
21:07Caiado,
21:08Izema
21:08e o próprio Renan
21:10com 3%,
21:11todo mundo ali
21:11embolado.
21:13O que é interessante
21:14é que quando o Ciro
21:15entra,
21:15até pelo um pouco
21:16da trajetória
21:18política do Ciro,
21:19ele acaba prejudicando
21:20um pouco o Lula,
21:21porque o Lula
21:21não tem
21:22nenhum adversário
21:23à esquerda.
21:24E quando o Ciro
21:25entra,
21:26o Ciro acaba
21:27dialogando um pouco
21:28com esse público,
21:29principalmente uma esquerda,
21:31vamos colocar assim,
21:32uma esquerda
21:32mais de classe
21:33mais alta,
21:35né?
21:35Vamos brincar,
21:35a esquerda caviar.
21:37Essa esquerda caviar
21:38é a que consegue
21:39olhar um pouco mais
21:40pro Ciro Gomes,
21:42não é no eleitor
21:43mais pobre.
21:44O eleitor mais pobre
21:44ainda segue indeciso,
21:46mesmo com o Ciro
21:47presente na pesquisa.
21:50E a gente tem
21:52na realidade,
21:54Bruno,
21:54ao fim,
21:55ao cabo,
21:57algo que é um paradoxo
21:58que na minha cabeça
21:59eu não consigo
22:01entender.
22:03O povo brasileiro
22:05desconfia cada vez mais
22:07das instituições,
22:09mas vai escolher
22:11votar
22:12em um político
22:13que faz parte
22:15das instituições,
22:16primeiro sindicais
22:17e depois políticas,
22:19há quase 50 anos
22:21e do outro
22:22que não basta
22:23o pai dele
22:24fazer parte
22:25das instituições
22:25há quase 50 anos,
22:27ele não teve
22:27um emprego na vida
22:28que ele só mamou
22:30no serviço público
22:31a vida inteira
22:32e enfiado pelo pai ainda.
22:35E é isso
22:36que o brasileiro
22:37vai escolher
22:37para se colocar
22:38contra as instituições.
22:40Como é que fecha
22:40essa conta?
22:43É,
22:44essa é a conta
22:45que não fecha
22:46e daí a gente volta
22:46para as torcidas,
22:47né?
22:48me parece
22:49cada vez mais,
22:50se a gente for fazer
22:51um recorte
22:53sociológico,
22:53antropológico
22:54do brasileiro,
22:55é interessante
22:56a gente perceber
22:57que hoje
22:59fazer parte
23:00de um time,
23:01seja do time Lula
23:02ou do time
23:03Bolsonaro,
23:05é até
23:06uma coisa
23:07de reconhecimento
23:08social.
23:09É interessante isso,
23:11quando você vai
23:11em grupos,
23:12tem gente que nem
23:12presta muito atenção
23:14na questão da política,
23:15política,
23:15mas como aquele
23:16meio que ele convive
23:18é todo bolsonarista,
23:20ele acaba virando
23:21bolsonarista também.
23:23Ele vira uma coisa
23:24de torcida mesmo,
23:25de pertencimento,
23:27né?
23:27Eu quero pertencer
23:28a um grupo social.
23:29E isso também
23:30para um lulista
23:31de classe mais baixa,
23:32que olha,
23:33fala para as pessoas,
23:34pô,
23:34eu não posso
23:35votar
23:36num candidato
23:37que representa
23:38o meu patrão
23:39ou que representa
23:40as elites
23:41desse país.
23:42Eu tenho que olhar
23:43para o cara
23:43que defende
23:44os mais pobres.
23:45Então,
23:45eu vou ficar
23:46com o Lula
23:46porque é uma questão
23:47até de pertencimento
23:48a esse povo.
23:49E como você não tem
23:51nenhuma outra candidatura
23:52que consiga dialogar
23:54com o brasileiro,
23:55é uma tristeza isso
23:57do ponto de vista
23:58democrático mesmo,
23:59né?
23:59Porque seria importante
24:00você ter
24:01candidaturas mais afirmativas
24:03que representassem
24:04alguma coisa
24:04de diferente
24:05para o eleitor,
24:07que me parece
24:08que quem está fazendo
24:09um pouco desse movimento
24:10é um renançante,
24:12mas ainda muito desconhecido
24:13da maioria do eleitorado.
24:16Você vê o Zemo e o Caiado
24:17ainda muito dentro
24:18do que representa
24:19o bolsonarismo,
24:19né?
24:20Muito dentro
24:21desse eleitorado,
24:22mas vamos colocar assim
24:24um eleitor de classe
24:25mais alta,
24:26um pouco mais esclarecido,
24:27que tem dúvidas
24:28sobre o Flávio ainda.
24:31Mas você tem esse,
24:33talvez o que aparece
24:34de mais disruptivo aí
24:36é o renançante,
24:37mas que ainda é muito
24:39pequeno
24:39no processo político
24:40brasileiro.
24:41Pode crescer
24:42durante a eleição,
24:43como vai se comunicar
24:45e tudo mais.
24:47Mas me parece
24:48que a gente está
24:49fechado em clusters,
24:51em grupos,
24:52em nichos sociais.
24:53E pertencer
24:54a esses nichos
24:56acaba valendo mais
24:57do que qualquer
24:58outro discurso.
24:59Então,
25:00eu tenho que ser
25:00uma coisa ou a outra
25:01para ser respeitado
25:02dentro do meu
25:03quadrado ali
25:05de convivência.
25:07Bruno Soler,
25:08nosso parceiro
25:09da Real Time Big Data.
25:11A Real Time Big Data
25:13faz o Lulômetro
25:14aqui no Antagonista.
25:15São 400 entrevistas
25:17por dia.
25:18A gente mede diariamente
25:18a popularidade
25:19do presidente Lula.
25:20Fica na capa
25:21do site do Antagonista.
25:23Bruno,
25:24valeu.
25:24Uma boa noite
25:25para você.
25:27Obrigado,
25:28Madá.
25:28Um abraço
25:28para vocês
25:29e até a próxima.
25:30Bom dia,
25:35do sábado,
25:35do sábado.
25:35Eu preciso
25:41para vocês.
Comentários

Recomendado