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No Visão Crítica, o presidente da ABCD, Marcelo Figueiredo, e o especialista em Direito Comercial Internacional, Ricardo Inglez de Souza, analisam as recentes sanções impostas por Donald Trump ao Brasil. Figueiredo e Inglez de Souza discutem os impactos dessas ações para o Brasil e as relações internacionais.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/lsH1KUyHvB4

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Transcrição
00:00Eu só quero passar a palavra para o doutor Ricardo, que em off, antes de a gente começar o programa,
00:06o doutor Ricardo compartilhou com a gente um pensamento, uma análise a respeito do objetivo,
00:14ou os objetivos dos Estados Unidos.
00:17Na avaliação do doutor, para além das questões jurídicas, tem muito mais a ver com ambições ou insatisfações de Donald Trump,
00:27que não tem a ver com o Alexandre de Moraes, com o presidente Lula.
00:31O que estaria por trás da motivação de Donald Trump?
00:35E aproveitando a analogia do nosso colega professor Gustavo de mares revoltos,
00:42eu tenho uma preocupação de a gente não ficar no abraço do afogado.
00:45E tentando salvar um marinheiro, a gente comprometa todo o navio.
00:51Nesse sentido, dividindo aqui a reflexão que eu comentei logo no começo,
00:56eu acho que a gente precisa, quando a gente vai sentar numa negociação,
01:00é entender qual é o real interesse do outro lado.
01:04E eu, sinceramente, acho que o Brasil anda discutindo muito o varejo
01:08e não vai atrás do real interesse dos Estados Unidos.
01:13A minha humilde contribuição para essa discussão é,
01:17quando eu vejo a geopolítica dos últimos 15 anos,
01:20houve, sim, uma deterioração do multilateralismo
01:23e um fortalecimento de economias que,
01:28se fortalecidas e se você tirar, por exemplo,
01:30a referência a dólar do comércio internacional,
01:33você quebra a economia americana.
01:36Essa é a razão pela qual,
01:37essa, vamos chamar assim,
01:39truculência do modelo de negociação norte-americano,
01:43que não é contra o ministro do STF,
01:45não é contra o Brasil.
01:46Foi assim com a União Europeia,
01:49foi assim com a Inglaterra,
01:50foi assim com países vários.
01:53Todos os últimos exemplos,
01:54a metodologia de negociação foi,
01:57ele anuncia um tarifácio,
01:59aí senta na mesa e discute como vai fazer.
02:02Então, eu acho que o que os Estados Unidos procuram
02:05é um sinal do Brasil,
02:08que, com certeza, como o professor Gustavo falou,
02:10o professor Marcelo,
02:11é um parceiro, é uma democracia importante,
02:13é um mercado importante,
02:14é um parceiro importante dos Estados Unidos.
02:17E ele não quer esse parceiro,
02:18nesse momento,
02:19fortalecendo outro eixo de poder,
02:23que não seja os Estados Unidos.
02:25Então, a gente precisa,
02:26eu concordo com o professor Gustavo,
02:28arrefecer a nossa narrativa pública,
02:33usar a nossa força privada,
02:35para procurar pontos de conexão com os Estados Unidos,
02:39e traçar essa agenda de construção
02:41de uma saída negociada,
02:44que o presidente Trump e o governo americano
02:47já demonstraram que tem total interesse.
02:49Fizeram isso com a União Europeia,
02:50fizeram isso com a Inglaterra,
02:51fizeram isso com vários outros países.
02:53Mas, enquanto a gente tratar, enfim,
02:55de uma agenda mais focada num ponto,
03:02ou numa discussão local,
03:04eu acho que a gente vai estar se perdendo no debate.
03:06Muito interessante.
03:07O Brasil entrou numa discussão do varejo.
03:09Muito bom.
03:10Agora, doutor Marcelo,
03:12queria também pedir sua reflexão.
03:14O Brasil não conseguiu capturar
03:16a essência dessa discussão,
03:18a essência desse problema?
03:19Porque, assim,
03:21os sinais foram emitidos,
03:22mas o Brasil continua esticando a corda, né?
03:25Não emite um sinal,
03:26não levanta uma bandeira branca.
03:28É, eu acho que tem havido, assim,
03:32de ambas as partes, né,
03:35uma falta de diálogo,
03:38de capacidade de resposta, né?
03:41Ao contrário,
03:42as sinalizações vêm de...
03:45ou não vêm,
03:46como é o caso do presidente Trump,
03:47que não se dispõe a conversar
03:49com o presidente Lula, por exemplo,
03:51e vice-versa.
03:52O presidente Lula
03:52dá alguns sinais de independência,
03:57digamos,
03:57ou de associação com regimes
04:01ou com pessoas
04:02que provocam o outro lado, né?
04:05Quando deve haver
04:06uma maior...
04:09comportamento mais diplomático,
04:11eu diria,
04:12do presidente da República,
04:13que deve ter a sua convicção,
04:15evidente,
04:16a sua plataforma,
04:17a sua ideologia,
04:18mas pensar que ele representa
04:19os brasileiros, né?
04:20Então, cuidado com essas pessoas
04:23que têm esse temperamento mais difícil,
04:25você tem que ter uma cautela redobrada.
04:28Agora, um ponto que eu acho
04:29que nós não falamos hoje aqui,
04:31que me ocorre,
04:32que é o seguinte,
04:33nós não podemos também esquecer
04:35que,
04:36nesse braço de ferro aí,
04:40um versus bancos,
04:43ou bancos versus...
04:45Nós temos um setor extremamente forte,
04:47que é o setor bancário brasileiro,
04:49não só forte,
04:50como extremamente moderno,
04:52tecnológico,
04:53é um exemplo para o mundo todo,
04:55o setor bancário brasileiro,
04:56a FEBRABAN, enfim,
04:57a capacidade tecnológica
04:59do setor financeiro brasileiro
05:01é muito grande,
05:02é muito forte.
05:02Então, pode ter certeza
05:04que os bancos não vão ficar
05:06esperando
05:07em berço esplêndido
05:09uma solução.
05:10Quer dizer,
05:10se eles forem afetados,
05:12se eles forem,
05:13de alguma maneira,
05:15constrangidos,
05:16os interesses deles
05:17não vão sucumbir
05:19simplesmente pela vontade
05:20de um ou de todos
05:21ou de uma Corte Suprema.
05:23Eles certamente vão mobilizar
05:25o Congresso Nacional,
05:26as suas bases,
05:27os seus representantes,
05:28a sua força econômica
05:30e vão tentar fazer prevalecer
05:32aquilo que eles acham
05:34que seja o interesse
05:35social, econômico,
05:37negocial deles,
05:39do setor bancário.
05:40Assim foi na Constituinte,
05:42em 88,
05:43o setor bancário,
05:44o agronegócio
05:46e uma série de setores
05:48fortes da economia nacional
05:49estiveram presentes
05:51defendendo seus interesses
05:53de forma bem agressiva,
05:55de modo que nós não podemos
05:56achar também que,
05:57desse lado,
05:58os bancos estão
05:59os coitadinhos da história.
06:01Não, eles certamente
06:02vão defender os seus interesses
06:04porque, claro,
06:05eles não vão perder mercado,
06:07não vão perder investimento
06:08em razão de uma decisão
06:10de um único ministro
06:12ou de uma vontade
06:14de um presidente da República,
06:16no caso do Trump.
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