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  • há 4 meses

Categoria

Pessoas
Transcrição
00:00Música
00:00Foi nesse cantinho aqui do Parque Bariguim, Curitiba, que nós encontramos o seu Roberto.
00:18Por boa parte da vida, ele foi oríveis e trabalhava manualmente nas peças, né seu Roberto?
00:24Eu sempre trabalho.
00:25Mas olha, quase que na última década a dedicação é exclusiva à escultura.
00:30Só escultou, vou trabalhar com madeira.
00:33Mas o senhor trabalhou com escultura a vida toda, mesmo que como hobby até.
00:39Isso, quando criança, com 12 anos eu fiz curso de Belas Artes, isso em Ribeirão Preto.
00:45Mas o senhor sempre teve essa habilidade manual?
00:51Sempre.
00:51Porque de criança na escola eu pegava giz, pedia para o professor, aquele giz branco.
00:59Então, estava sobrando na louça, eu ia levar para casa e eu esculpia.
01:03No giz?
01:04É, no giz. Eu fazia uma escultura.
01:06O que o senhor gostava de fazer? O que saia dali?
01:09Geralmente, eu fazia tudo. O que vinha na cabeça eu esculpia o giz.
01:13Isso. E a ferramenta que eu usava era um pedacinho de arame, que eu amassava a pontinha dele, fazia uma espécie de uma colherzinha bem pequenininha.
01:22Eu ia raspando, o meu giz era muito mole.
01:25Então, sempre formava uma pessoa com chapéu, sem chapéu.
01:30Olha, e o senhor virou Urives quando? Quando que aconteceu do senhor trabalhar com joias?
01:37É que eu fui trabalhar numa joalheria e eu entrei assim, qualquer Urives começa de baixo.
01:46Fiz todo o curso possível de joalheiro, fiz galvanização, fiz tudo.
01:51E quando que o senhor parou?
01:53Ah, já faz tempo.
01:55Parou por quê? O que que fez o senhor sair dessa produção?
01:58Porque a joia, aí entrou a fundição e a fundição não tem condições de...
02:03Hoje a fundição fabrica 200 anel por dia e eu fabricava um, um dia e meio pra fazer uma peça.
02:11Então, o negócio é complicado a gente competir com a máquina.
02:15Então, eu falei, eu gostava disso.
02:17E se dedicou?
02:18Quente na madeira e deu certo.
02:22Eu tenho peça minha quase que no mundo inteiro.
02:27Olha só, mas agora eu quero convidar o senhor, esse aqui é o espaço que o senhor trabalha, né?
02:31É, esse aqui é meu cantinho.
02:31É aqui nesse cantinho que o senhor já vai contar pra gente como que o senhor vem aqui.
02:35É conhecido aqui como a lojinha do Roberto.
02:37Olha lá, a lojinha do Roberto.
02:38Mas eu quero convidar o senhor pra gente ir pra um outro pedaço aqui do Parque Barigui,
02:43que tem uma vista que eu tenho certeza que o senhor também aprecia, não?
02:47Oh, demais.
02:48Ali pra frente.
02:49É lá que a gente vai fazer essa conversa.
02:54O senhor acha dessa vista pra gente conversar?
02:57Excelente.
02:57Gosta dessa vista?
02:58Excelente.
02:59A gente no painel gosta bastante também, tanto que gravamos várias vezes as aberturas do programa aqui.
03:04Boas vistas de Curitiba.
03:07É lindo, né?
03:08É, mas essa daqui é muito linda.
03:09Quanto tempo faz que o senhor tá naquele espacinho, naquele cantinho, na entrada ali do restaurante?
03:16Faz pouco tempo.
03:17Vai uns dois meses mais ou menos que eles me arrumaram esse espaço pra gente trabalhar.
03:21O senhor antes ficava onde?
03:23Aqui no Parque Barigui?
03:24Como eu mudei pra cá, eu tinha muita madeira pequena pra esculpir, eu comecei a esculpir ali na entrada do Parque Barigui, numa daquelas churrasquinhas.
03:32E o proprietário aqui, o pai dos moços, me viu lá.
03:37Ah.
03:38E ele falou assim, por que você não vai no meu restaurante, monta lá, lá tem espaço, tem tudo, é gostoso, tem tudo que você quiser lá.
03:46Me ofereceu espaço.
03:47Falei, cara do céu, né?
03:49Ganhei da bateria.
03:50E vim aqui, conversei com os rapazes.
03:54Escolhe aonde você quiser.
03:56Esse quadro da Santa Ceia, que o senhor esculpiu, quanto tempo o senhor levou nele?
04:04Dá 20 dias esculpindo.
04:05Porque eu não uso máquina pra esculpir, né?
04:08O meu trabalho é tudo feito na mão.
04:11Uma coisa que eu aprendi também na Belas Artes foi isso aí, fazer, aprender a perspectiva, isso é importante no quadro.
04:17A técnica que o senhor aprendeu na Belas Artes, mas e a habilidade?
04:20Ah, mas isso aí a habilidade a gente adquire.
04:23Agora eu adquiro, quanto mais você faz, mais você vai praticando, mais você vai aperfeiçoando por si mesmo de fazer.
04:30Eu gosto da arte, porque eu tenho essa mania de qualquer coisinha que eu pego, eu faço daquilo.
04:37Eu quero transformar aquilo em alguma coisa.
04:39Então a gente vai criando por si mesmo.
04:44A gente vai tendo uma profissão e nem sabe que essa profissão está escondida aqui.
04:48E ultimamente eu acho que eu abri as portas e lancei mesmo a escritura.
04:55Mas tem obra espalhada aí pelo Brasil todo?
04:58Tem obra todo no Japão.
04:59Eu tenho dois Buda que fiz, um por encomenda e uma outra pessoa comprou na exposição japonesa.
05:06Japão, Portugal e pelo Brasil afora.
05:10Portugal, Alemanha.
05:10Alemanha?
05:11O painel chegou ao fim, mas vamos continuar conversando.
05:26Grave um vídeo, faça um comentário do nosso programa de hoje e mande para o aplicativo Você na RPC.
05:33Nos vemos no próximo sábado e eu quero ver você comigo aqui no final do programa.
05:37O seu comentário pode ir ao ar.
05:40Tchau, tenha um ótimo fim de semana.

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