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  • há 8 meses
ODONTOLOGIA GERAL - Todas as Aulas Organizadas de forma Didática na Playlists.

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Transcrição
00:00Entramos então em danos aos tecidos moles.
00:11Danos aos tecidos moles já vai fazendo mais parte do nosso dia a dia, da nossa vivência em odontologia.
00:19Devido a grande vascularização da face, a cicatrização das feridas não é afetada pelo intervalo entre dano e reparo.
00:30Se costuma dizer que para ferimentos de tecido mole existe também uma golden hour, uma hora dourada para se suturar.
00:39Então se diz que ferimentos, de uma maneira geral, após 6 horas são considerados ferimentos contaminados e eles não devem ser mais suturados por primeira intenção.
00:49Na face isso não é verdade.
00:52Na face você pode suturar lacerações dias depois.
00:56Horas, dias depois.
00:58Ela não é afetada pelo intervalo entre o dano e a sutura.
01:02Por quê? Porque a face é muito irrigada.
01:04Além da irrigação que vem unilateral, ainda existem anastomoses contralaterais que cruzam a linha média.
01:13Então a face não apresenta golden hour, um período ideal para a sutura.
01:21Porém, existe sempre a preocupação de ferimentos que possam estar contaminados e aí entra o tétano como uma das preocupações principais.
01:31Pacientes com imunização contra o tétano dentro de 10 anos não precisam de profilaxia,
01:36desde que a ferida não seja propensa à contaminação por tétano.
01:43Feridas predispostas ao tétano são aquelas contaminadas.
01:47Aqui adubo é o que está escrito no livro.
01:50Tá, pessoal?
01:50Mas adubo não é a palavra correta.
01:52A palavra correta é estrume.
01:56Estrume, animal.
01:59Terra, feridas perfurantes profundas e tecido desvitalizado, aquele tecido macerado, necrosado.
02:06Essas são feridas com predisposição ao tétano.
02:09Aí o paciente, mesmo dentro dos 10 anos, deve fazer um reforço.
02:15Porque eu corrigi.
02:16Feridas propensas ao tétano, mais o paciente sem reforço nos 5 anos anteriores ao dano,
02:24deve-se fazer meio ml do toxóide tetânico.
02:28E naqueles pacientes sem o reforço nos 10 anos anteriores ao dano,
02:32fazer uma dose de reforço da vacina antitetânica.
02:37Ainda sobre lesões, danos aos tecidos mortos.
02:41Uma lesão ao nervo facial, que é o par crâniano de número,
02:46que ainda mais?
02:51Falaram 7, aí está certo.
02:53O sétimo par crâniano é o nervo facial,
02:55e ele cruza por dentro da glândula parótida.
02:58Ele emite, ele subdivide dentro da glândula parótida.
03:03Existe um tronco importante do nervo facial,
03:06e pode ser danificado quando há uma lesão nessa área.
03:11A própria glândula parótida, quando ela é lesada,
03:15ela pode apresentar drenagem de saliva para dentro dos tecidos moles,
03:20quando há uma secção do duto excretor da glândula,
03:23ou do próprio parênquima da glândula.
03:26O tratamento é, se houver uma lesão proximal,
03:29proximal é aquilo que se aproxima da linha média,
03:33se faz o fechamento da cápsula da parótida,
03:35e um curativo compressivo.
03:37Mas ainda existe um risco de cialocele ou fístula salivar.
03:42Cialocele é um cisto, um pseudocisto formado por secreção salivar.
03:50E a fístula salivar é a drenagem na face,
03:54drenagem na parte externa da saliva.
03:57Se houver uma lesão na região média,
04:00é possível reparar o ducto.
04:02Em uma lesão terminal,
04:04se faz a canalização do ducto
04:06e drenagem para o interior da cavidade oral.
04:09O catéter é deixado em posição por 10 a 14 dias,
04:12até que aquela área sofra a epiternização.
04:15Então aqui a gente tem um exemplo
04:17de uma rafia,
04:19de uma sutura do ducto da glândula parótida.
04:22Se canaliza o ducto proximal e distal,
04:25e se faz a sutura sobre o catéter.
04:28Isso a gente, eventualmente, pode até fazer
04:31na sala de emergência,
04:33desde que tenha os equipamentos adequados
04:35e a estrutura adequada.
04:38Não é fácil de fazer, é uma coisa difícil.
04:43É como se fosse um pseudocisto de saliva.
04:48É quando a saliva drena para fora da glândula,
04:51mas fica ainda contida pelos tecidos.
04:53A fístula salivar vai acontecer
04:56quando essa saliva externalizar,
04:58sair pela parte externa da face.
05:02E é tratada por curativo compressivo.
05:07Técnica de reparo dos tecidos moles.
05:09Sutura.
05:10Se anestesia, com anestésico local comum,
05:14injetado antes da limpeza da ferida,
05:16e se deve evitar de injetar diretamente na ferida
05:22para não haver distorção dos planos tecidoais
05:24e a gente não ter referência.
05:26Se você injeta diretamente na ferida,
05:29eventualmente o volume formado pelo anestésico
05:31distorce as linhas anatômicas
05:34e você perde a referência.
05:36Se injeta antes da limpeza para quê?
05:38Para que você possa limpar efetivamente
05:40a área ferida
05:42sem grande desconforto ao paciente.
05:45A menos que ele esteja sob anestesia geral.
05:48Ainda assim é indicada anestesia local.
05:50Menos que um paciente anestesiado já.
05:53Se prefere o bloqueio regional,
05:54anestesia à distância
05:55para que você tenha mais tranquilidade para trabalhar.
05:58E se faz o desbridamento das feridas.
06:00O desbridamento das feridas na face
06:03ele é extremamente limitado.
06:06Se deve remover apenas o tecido não vital
06:09de forma bastante conservadora.
06:11Por quê?
06:12Eu comentei com vocês
06:13que a face é uma área extremamente irrigada.
06:17É uma área extremamente vascularizada.
06:19Então, eventualmente,
06:21em outras partes do corpo,
06:23tecidos que não apresentariam viabilidade,
06:27na face eles acabam apresentando,
06:30acabam sendo mantidos.
06:33Aqui é importante.
06:34O peróxido de hidrogênio
06:35impede o fechamento das feridas
06:37e tem pobre atividade bactericida.
06:40Muito útil contra anaeróbicos.
06:42Peróxido de hidrogênio e água oxigenada.
06:44Tá, pessoal?
06:47Mas tem pobre atividade bactericida
06:49para aquelas feridas
06:50normalmente encontradas.
06:51E existem diversos métodos de estrutura,
06:56diversos métodos de fechamento,
06:57como adesivos, estruturas
06:59ou grampeamento,
07:00dependendo da extensão da lesão,
07:02dependendo da área em que ela ocorre.
07:04São grampeadores mesmo de tecido.
07:12Grampos metálicos
07:13que são aplicados com grampeadores de tecido.
07:17Não, não para feridas de tecido mole mesmo.
07:22Ferimentos de tecido mole.
07:24Geralmente, você faz isso muito
07:25na área maxilofacial,
07:26couro cabeludo.
07:28Grampeia mesmo,
07:29com grampo metálico.
07:30Não é muito utilizado
07:33em área estética,
07:36justamente porque fica
07:37uma cicatriz.
07:39Então, em área estética,
07:40se prefere
07:41fios de nylon bem finos,
07:436, 5, 0,
07:44para aproximar
07:45essas áreas.
07:47E se deve utilizar
07:48estruturas em plano
07:49para evitar espaço morto.
07:51Espaço morto é o quê?
07:52É aquela cavidade virtual
07:54que serve para acumular
07:55sangue e exudato
07:56que aumenta o risco de infecção.
07:58Então, o fechamento
08:00das feridas em planos,
08:02aproximando os planos
08:03mucoso, muscular
08:04e epiderme,
08:07reduz aí o espaço morto
08:09e diminui
08:09a probabilidade
08:12de infecção.
08:13Utilizar fio absorvível
08:153, 0 ou 4, 0
08:17nas estruturas internas
08:18e 5, 0 ou 6, 0
08:20na pele.
08:21Reparem que
08:233, 0,
08:243, 0
08:25é mais calibroso
08:27do que o 6, 0.
08:30Então,
08:31à medida que aumenta
08:32o número de 0,
08:32diminui o calibre do fio.
08:36Para fios
08:37do mesmo material.
08:39Tá, pessoal?
08:40Porque, eventualmente,
08:41você pode ter
08:42um fio 3, 0
08:44de nylon,
08:45cujo calibre
08:46não corresponde
08:46ao fio 3, 0
08:47da seda, por exemplo.
08:48Tá?
08:50Então,
08:51isso não é
08:52um padrão
08:54para todos os fios.
08:56Varia de acordo
08:57com o material.
08:58Tá?
08:59A remoção das estruturas
09:01de pele é feita
09:02a partir dos 4 dias,
09:03entre 4 e 6 dias,
09:05e se pode colocar
09:06tiras adesivas,
09:08tiras,
09:09adesivas,
09:10geralmente a gente usa
09:11curativos adesivos,
09:14como um esparadrapo,
09:14para juntar,
09:18para unir
09:18as margens da ferida.
09:22Os tipos de danos
09:24aos tecidos moles.
09:25A gente vai ter, então,
09:26abrasões.
09:27Abrasão é o quê?
09:28É a remoção
09:28das camadas superficiais
09:30da pele.
09:30A famosa ralada.
09:32Tá?
09:33Daquela ralada,
09:34ralada é uma abrasão.
09:36Tá?
09:37É feita a limpeza
09:38com sabão
09:39e solução salina,
09:40soro fisiológico,
09:41e se verifica
09:42a presença
09:42de corpos estranhos.
09:44Existe sempre
09:44o risco de tatuagem.
09:46Quando a pessoa cai
09:47e rala
09:48no asfalto,
09:49eventualmente
09:50partículas
09:51ficam
09:51impregnadas
09:53naquela ferida
09:53e podem permanecer
09:55ao longo
09:55da vida da pessoa.
09:57Tá?
09:57Existe o risco
09:58de tatuagem
09:59por partículas
10:00que fiquem
10:01aderidas.
10:03Deve-se cobrir
10:04a abrasão
10:04com uma pomada
10:05antibiótica
10:06e se a abrasão
10:07for profunda
10:08pode ocorrer
10:09formação de cicatriz,
10:10mas geralmente
10:11não ocorre
10:12formação
10:13de cicatriz.
10:14Existem várias
10:16e o autor
10:18não cita
10:18nenhuma em especial.
10:20Você tem
10:20nebacetins,
10:22você tem furacin,
10:23você tem
10:23colagenase,
10:25cada uma
10:26aí com indicação
10:27tem antibiótico
10:29em alguns casos.
10:31A colagenase
10:33existe
10:34só a enzima
10:35e existe
10:36a colagenase
10:36com antibiótico.
10:37antibiótico.
10:39De preferência
10:43receita
10:44para antibiótico.
10:45Agora eu não estou
10:46bem certo
10:46se ela é
10:47retida.
10:48Não sei se ela
10:49precisa ser em duas
10:49vias para antibiótico
10:50tópico.
10:51Acho que não.
10:51é antibiótico
10:57tópico
10:57acho que não.
10:58Seria
10:58formado
10:59em colágeno
10:59com antibiótico
11:01com colágeno.
11:02É,
11:02embora,
11:03não,
11:03a colagenase
11:05na verdade
11:05ela não tem colágeno,
11:07tá pessoal?
11:07Ela é uma
11:07enzima,
11:09a colagenase.
11:11Em alguns,
11:11tem pessoas
11:12que não gostam
11:13justamente por isso,
11:14porque como ela
11:15degrada o colágeno,
11:16ela pode
11:17aumentar
11:18a disseminação
11:19da infecção.
11:21Tem gente
11:22que não gosta
11:23da colagenase.
11:26Então,
11:26aí o exemplo
11:27da abrasão
11:28ralada.
11:32A abrasão
11:34mais extensa
11:35ela pode resultar
11:36na formação
11:36de uma cicatriz.
11:40Contusões.
11:41Contusão é o que?
11:41É um trauma
11:42fechado
11:43que leva
11:44à formação
11:44de um edema
11:45e eventualmente
11:46hematoma
11:47nos tecidos
11:48subcutâneos.
11:49Qual a diferença
11:50entre hematoma
11:51e equimose?
11:56Então,
11:57o hematoma
11:57é realmente
11:58uma coleção
11:59de sangue
11:59que forma
12:00uma espécie
12:01de um tumor,
12:02um aumento
12:02de volume
12:03verdadeiro.
12:04A equimose
12:04não,
12:04a equimose
12:05ela se espalha
12:06pela tela
12:07subcutânea.
12:08A equimose
12:09é algo mais
12:10espalhado,
12:11o hematoma
12:11é algo mais
12:12localizado.
12:15Não,
12:15não necessariamente.
12:18Hematomas
12:18pequenos
12:19não necessitam
12:19de tratamento,
12:20mas aqueles
12:20grandes
12:21necessitam
12:22de drenagem
12:22para não
12:23pigmentar a pele
12:24ou causar
12:24atrofia
12:25subcutânea
12:26secundária.
12:28Então,
12:28os hematomas
12:29grandes
12:29têm que ser
12:30drenados.
12:30Geralmente,
12:30a gente usa
12:31uma agulha
12:31calibrosa
12:32e drena
12:33a coleção.
12:35Aqui,
12:35hematoma
12:36e edema.
12:39O aumento
12:40de volume
12:40associado
12:41a sangue
12:42e processo
12:43inflamatório.
12:45Uma contusão.
12:46lacerações.
12:49Lacerações
12:49são danos
12:50cortantes
12:50ou perfurantes
12:51aos tecidos
12:52moles
12:52e para isso
12:55está indicado
12:55fechamento
12:56em camadas.
12:57As margens
12:58de laceradas
12:59devem ser
12:59incisadas
13:00de forma
13:00conservadora,
13:01mais uma vez
13:02chamando a atenção,
13:03para prevenir
13:04a formação
13:04da cicatriz
13:05excessiva.
13:07Então,
13:07a gente sempre
13:08tiver margens
13:08de laceradas
13:09vai tentar
13:09alinhar,
13:10vai tentar
13:11deixar
13:11a ferida
13:12mais regular.
13:13Então,
13:14aqui mostrando
13:15a sutura
13:16de uma laceração
13:17com,
13:19eventualmente,
13:20o alinhamento
13:22dos bordos
13:23dessa ferida.
13:29Aqui um tópico
13:30específico
13:31sobre feridas
13:32de espessura
13:32total do lábio.
13:34Como é que se
13:35trabalha com ferimentos
13:36da espessura
13:37total do lábio?
13:38Se faz um ponto
13:39na junção
13:40mucocutânea
13:41alinhando a pele
13:42e a mucosa.
13:43Para quê?
13:44Para ter referência,
13:45para não ficar
13:46uma cicatriz
13:47visível
13:49ou muito visível.
13:51Em seguida,
13:52se faz o fechamento
13:53de dentro
13:54para fora,
13:54ou seja,
13:55o primeiro plano
13:56é a mucosa,
13:57com fio de seda
13:58ou um fio reabsorvível.
14:00Em seguida,
14:01o músculo
14:02orbicular da boca,
14:03pontos reabsorvíveis
14:04e interrompidos,
14:06se aproxima
14:07a parte muscular
14:07e, por último,
14:09a pele do lábio
14:09com nylon 5-0
14:11ou 6-0.
14:12Fio bem fino
14:13para a parte cutânea.
14:15A sequência é essa.
14:18Mucosa,
14:18músculo,
14:19pele.
14:21Fio seda ou reabsorvível,
14:24fio reabsorvível
14:25e fio de nylon.
14:29Reabsorvível
14:30na parte que fica
14:32interna
14:33ou a parte
14:34que fica na mucosa
14:35e fio de nylon
14:37na perna.
14:38Aqui o diagrama
14:39mostrando
14:40a epiderme,
14:42o fio de nylon,
14:43a parte muscular
14:44e a submucosa,
14:45a mucosa
14:46com fio de seda
14:48ou absorvível.
14:51Primeiro ponto
14:52é esse,
14:52alinhando
14:53a junção
14:54mucocotânea,
14:57melhor dizendo.
14:59Para quê?
14:59Para guiar,
15:00para dar referência.
15:04Certo?
15:04Lesões avulsivas.
15:06Lesões avulsivas
15:07são aquelas
15:08em que há
15:08perda de substância,
15:10perda
15:10do segmento
15:12de tecido mole.
15:13Quando não existe
15:14possibilidade
15:15de fechamento primário,
15:16ou seja,
15:16aquela estrutura
15:17por primeira intenção,
15:18podem ser necessários
15:19retalhos locais
15:20avançando
15:21tecido
15:22de áreas doadoras
15:24ou então
15:26a cicatrização
15:27por segunda intenção.
15:29Se houver
15:29uma perda extensa,
15:30uma perda grande
15:31de tecido,
15:31pode haver necessidade
15:33de enxertos
15:34de pele.
15:35Se retira
15:35de uma outra área
15:36e se transplanta
15:37esse tecido
15:38para a área
15:40onde houve avulsão.
15:43Também é importante
15:44a gente
15:45observar
15:47mordidas humanas
15:48e mordidas de animais.
15:50Nesse caso,
15:52é feita irrigação
15:53abundante
15:53com solução fisiológica
15:55e um desbridamento
15:56da ferida
15:57para evitar a infecção.
15:58Mordidas humanas
15:59e mordidas de animais
16:00estão mais
16:01suscetíveis
16:02à infecção
16:03do que lesões
16:04e lacerações
16:05comuns.
16:07As mordidas
16:08contêm
16:08bactérias aeróbias
16:10e anaeróbias.
16:11Sendo que aqui
16:12existe um adendo,
16:13uma observação especial.
16:15A mordida de gato
16:16tem uma chance
16:17de infecção
16:18duas vezes maior
16:19do que a mordida de cão.
16:20Por quê?
16:22Por que o gato?
16:23Não é por isso.
16:33É pela anatomia
16:34do dente do gato.
16:36O dente do gato
16:37costuma fazer
16:38uma ferida
16:38puntiforme
16:39profunda.
16:41Então,
16:42quer dizer que
16:42ele inocula
16:43as bactérias
16:44na profundidade
16:45dos tecidos.
16:46Diferente da mordida
16:47do cão
16:48que costuma ser
16:48dilacerante.
16:50Então,
16:50o gato
16:51faz uma lesão
16:54puntiforme
16:55e inocula
16:55as bactérias
16:56na profundidade
16:57dos tecidos.
16:58E o patógeno
16:59frequente
16:59na mordida
17:00do gato
17:00é a pasteurella
17:02mutocida.
17:02Não quer dizer
17:03que não possa
17:03estar presente
17:04na mordida
17:04do cão também.
17:05Mas no gato
17:06geralmente
17:07é a pasteurella
17:08mutocida
17:08que é sensível
17:10ao quê?
17:11A amoxicilina
17:12mais clavulanato.
17:14A amoxicilina
17:15mais clavulanato
17:16para os casos
17:17de mordidas.
17:19E, claro,
17:20pode haver necessidade
17:21de profilaxia
17:22antirrábica
17:23aí no caso
17:24de animais
17:25que não têm
17:26imunização.
17:32Injeção na barriga?
17:33Um monte?
17:35É.
17:41Tá, pessoal.
17:44Um outro tópico importante
17:45ferimentos por arma
17:46de fogo.
17:47A gente deve avaliar
17:48as feridas de entrada
17:49e saída do projétil.
17:51As feridas de saída
17:52geralmente produzem
17:53destruição acentuada
17:55de tecidos
17:55e necessidade
17:56de um desbriamento
17:57mais agressivo.
17:59Geralmente,
18:00o orifício de entrada
18:01é pequeno,
18:01mas o orifício de saída
18:02é maior.
18:05Pode ser necessário
18:06retalho local
18:07para fechamento
18:08dessas feridas.
18:09E se recomenda
18:10a reconstrução definitiva
18:12imediata
18:12com fixação
18:13das fraturas faciais.
18:14Isso diminui
18:15também a possibilidade
18:16de infecção.
18:21Considerações especiais.
18:22Couro cabeludo.
18:24Couro cabeludo,
18:25por ser muito
18:25vascularizado,
18:26tem índice
18:27de infecção baixo.
18:28Porém,
18:29as hemorragias
18:29associadas
18:30a lacerações
18:31do couro cabeludo
18:31às vezes
18:32podem representar
18:34risco
18:35porque o volume
18:37de sangramento
18:38é muito grande.
18:39Nunca se deve
18:41raspar as sobrancelhas
18:42porque o crescimento
18:43desses pelos
18:44da sobrancelha
18:44ele é
18:45imprevisível.
18:47Então,
18:48naquelas lacerações
18:49que envolvam
18:50um arco
18:50superciliar
18:51a gente
18:52tenta
18:53manter
18:54os pelos
18:55da sobrancelha.
18:57Até porque
18:58serve de referência.
18:59A gente vai fazer
19:00a anticepsia
19:00na área
19:01e vai alinhar
19:02observando
19:04o crescimento
19:05dos pelos.
19:08Pálpebra
19:08e o aparelho
19:09naso lacrimal.
19:11Para feridas
19:12de pálpebra
19:13está indicado
19:13também
19:14como no lado
19:15o fechamento
19:15em camadas.
19:16O primeiro
19:17passo é
19:18o fechamento
19:19da conjuntiva
19:20e do tarso
19:21que é uma estrutura
19:22fibrocartilaginosa
19:23uma estrutura
19:24fibrosa
19:25e eles devem ser
19:26fechados
19:27com estruturas
19:27absorvíveis.
19:29Depois
19:29o músculo
19:30orbicular
19:30e por último
19:31a pele
19:32é estruturada
19:32com fio fino.
19:36Se deve
19:37verificar
19:38lesões
19:38ao duto
19:39naso lacrimal.
19:40Se houver
19:40lesão
19:41do duto
19:41deve-se
19:42colocar um
19:42catéter
19:43de silicone
19:43e manter
19:44por 8
19:45a 12
19:45semanas
19:46até
19:46esse catéter
19:47epitelizar.
19:49E se o paciente
19:50apresentar
19:50epífora crônica
19:52no pós-operatório
19:53uma
19:54dacriocisto
19:55rinotomia
19:55é indicada.
19:58Dacriocisto
19:58rinotomia.
20:02Epífora.
20:03Anota.
20:06É a
20:06drenagem
20:07da secreção
20:08lacrimal
20:08para fora
20:10do duto
20:11naso lacrimal.
20:15A lágrima
20:16está sendo
20:16constantemente
20:17produzida
20:18e ela
20:18constantemente
20:19é drenada
20:20através
20:21do duto
20:22naso lacrimal.
20:23Que vai drenar
20:24para onde?
20:24Para dentro
20:25da cavidade nasal.
20:26É por isso
20:27que quando a gente
20:27chora
20:28a gente sente
20:29um gostinho salgado
20:30lá na
20:31rinofaringe.
20:32Porque a lágrima
20:34é drenada
20:34para dentro
20:35da cavidade nasal.
20:35para fora
20:38externamente
20:39na face.
20:41Fora
20:41do duto
20:42do canal
20:43naso lacrimal.
20:44E a operação
20:45que corrige
20:46a epífora
20:47que faz
20:49a recanalização
20:49chama-se
20:50dacriocisto
20:51rinotomia.
20:56Aí mostrando
20:58então
20:58a canulação
20:59do duto
21:00naso lacrimal.
21:02Isso é difícil
21:08de fazer
21:08na emergência
21:09principalmente
21:10se você não
21:10tem uma lupa
21:11disponível.
21:17Aqui
21:18são ganchos
21:20de pele.
21:24Isso aqui
21:25são pontos
21:29de estrutura.
21:29aqui
21:33é
21:33fio de estrutura.
21:35Tarso
21:35rafia
21:36que se chama.
21:37Se passa
21:37o fio pelo tarso.
21:41Não,
21:41não fica não.
21:42Essa área
21:42não
21:43é sujeita
21:44a sujeita.
21:48Nessa
21:48parte
21:48da pálpebra
21:49não.
21:50Não.
21:51Não.
21:52Só abaixo
21:52do músculo
21:53na parte
21:54periorbitária.
21:55Nessa parte
21:56não tem
21:56tecido de coro
21:57praticamente.
21:58Essa pele
21:58da pálpebra
21:59inferior
22:00é a pele
22:01mais fina
22:01do corpo
22:02humano.
22:04Então
22:05ela cicatriza
22:05muito bem.
22:07Quase
22:07imperceptível.
22:08Se você
22:08faz uma incisão
22:09acompanhando as
22:10linhas de tensão
22:10ela fica
22:11imperceptível.
22:17Exatamente.
22:17É essa
22:18área
22:18que remove.
22:18Remove
22:19uma fatia
22:19de tecido
22:20e cicatriza
22:20quase
22:21sem.
22:21sangra.
22:40Principalmente
22:41o orbicular
22:41do lado
22:42que tem
22:43as artérias
22:44orbiculares
22:44cujo nome
22:45diz
22:45que são
22:46ramos
22:47da artéria
22:47facial
22:48mas
22:48que elas
22:49respondem
22:49muito
22:50bem
22:50a compressão
22:51à distância.
22:57Não.
22:59Não.
23:00Se faz
23:01o garroteamento
23:02das artérias
23:04à distância
23:05com o próprio
23:05fio de sutura
23:06mesmo.
23:08Se passa
23:09um fio
23:09de sutura
23:09grosso
23:10se amarra
23:10e ela faz
23:11uma espécie
23:12de um
23:13tourniquete
23:13à distância.
23:15E aí
23:15permite você
23:16trabalhar
23:16com o campo
23:17mais
23:17enxuto.
23:19Mas isso
23:19se faz
23:20na parte
23:21labial.
23:21Na parte
23:21orbicular
23:22do olho
23:22isso não
23:23acontece.
23:26Nariz.
23:28Hematomas
23:28do sépto
23:29nasal
23:29devem ser
23:30drenados
23:30porque
23:31hematomas
23:31não tratados
23:32podem levar
23:33à infecção
23:33e necrose
23:35da cartilagem
23:36do sépto.
23:36O sépto nasal
23:37é formado
23:38por cartilagem
23:39e osso.
23:40Se o hematoma
23:41não for tratado
23:42ele faz
23:43compressão
23:44sobre a cartilagem
23:45e essa cartilagem
23:46ela se torna
23:47desvitalizada
23:48em necrose.
23:49E existe
23:50a destruição
23:51do sépto nasal.
23:52Orelha.
23:53Mesmo
23:54raciocínio.
23:55Hematomas
23:56devem ser
23:57drenados
23:57com agulha
23:58ou com incisão
23:59porque previne
24:00a fibrose
24:01e a formação
24:01da orelha
24:02em couve-flúr.
24:03Aquela orelha
24:04deformada.
24:07Tipo.
24:08Dreno
24:09deve ser colocado
24:10para evitar
24:10o ressurgimento
24:11do hematoma.
24:11Um pequeno
24:12dreno de borracha
24:13colocado
24:13para evitar
24:14a formação
24:17do novo hematoma.
24:19do novo hematoma.
24:20Tchau.
24:21Tchau.
24:22Tchau.
24:23Tchau.
24:24Tchau.
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