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  • há 8 meses
ODONTOLOGIA GERAL - Todas as Aulas Organizadas de forma Didática na Playlists.

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Transcrição
00:00O espaço mastigador é igual à combinação dos espaços massetéricos,
00:13tergomandibular, temporal, superficial e profundo.
00:17Isso se chama de espaço mastigador.
00:20Quando todos esses espaços estão envolvidos, chama-se espaço mastigador.
00:26O arco zigomático é um limite anatômico natural que separa esses espaços.
00:29Os espaços massetéricos, temporal, superficial e o músculo pterigoide lateral
00:36separa os espaços ptergomandibular e o temporal profundo.
00:39Todos esses comunicam-se entre si.
00:44Então aí, uma infecção generalizada dos espaços, do que se chama de espaço mastigador.
00:51Além desses, a gente vai ter infecções de espaços faciais cervicais profundos,
01:03que envolvem o espaço lateral da faringe, o espaço retrofaringe e o espaço pré-vertebral.
01:10Todos esses são, quando existe acometimento desse espaço, todas essas infecções graves, muito graves.
01:20Não dá pra tratar isso no consultório.
01:23Tem que hospitalizar o doente, tem que drenar, tem que fazer antibiótico-terapia de amplo espectro e venosa.
01:30Então, é algo que a gente não trata no nosso consultório.
01:36Espaço lateral da faringe.
01:37Eu vou passar rapidinho, porque isso aqui não tem vindo com tanta frequência.
01:42Limite superior do espaço lateral da faringe.
01:45Superior à base do crânio, inferior ao ocioide.
01:49Ele é medial ao músculo pterigoide medial e lateral ao constritor superior da faringe.
01:55Limitado anteriormente pela rafpterigo-mandibular, que é o ponto anatômico que a gente usa como referência
02:02para o nosso bloqueio do nervo alveolar inferior.
02:07Então, aqui a gente vê, ó.
02:09Espaço pré-vertebral e o lateral da faringe aqui, ó.
02:14O espaço lateral da faringe tendo aí todas as estruturas anatômicas importantes envolvidas.
02:19Há o músculo no constritor superior da faringe.
02:21O músculo pterigoide fazendo o limite.
02:34Conteúdo do espaço lateral da faringe.
02:37Bainha carotídea, que tem o nervo vago, a veia jugular interna,
02:42as carótidas comum e interna, mais os nervos 9, 10 e 12.
02:48Glossifaringe, o vago e hipoglosso.
02:50Isso é importante.
02:58Trismo grave é uma das características clínicas por acometimento do músculo pterigoide medial.
03:05A gente viu que é um músculo que é envolvido frequentemente por trismo nessas infecções.
03:11E um aumento de volume na lateral do pescoço, inferior ao ângulo mandibular.
03:18Há um crescimento da parede lateral da faringe em direção à linha média.
03:22O paciente apresenta dificuldade para engolir, dificuldade para deglutir,
03:26e ele tende a deslocar a cabeça para o lado oposto,
03:30visando retificar a via aérea na tentativa de obter uma posição mais confortável para respirar.
03:35Então, aí vem a resposta à sua questão.
03:39O paciente tem, de fato, dificuldade para respirar.
03:44Há um acometimento de espaço faringeo lateral,
03:51evidenciado aqui nessa tomografia, nesse corte coronal da tomografia.
03:56Tem, a gente tem essa, tem esse risco sim,
04:17a gente vai ver mais pra frente como é que se trabalha com esse tipo de infecção.
04:20Outras complicações associadas ao espaço lateral da faringeo.
04:26São a trombose da veja jugular interna,
04:29erosão da artéria carótida externa em seus ramos, causando o que?
04:34Hemorragia.
04:35Hemorragia copiosa e, às vezes, incoercível, muitas vezes fatal.
04:40Interferência nos nervos 9, 10 e 12, nervos cranianos,
04:44glossofaringe, o vago e o acessório.
04:47Progressão para o espaço retrofaríngeo.
04:55E a questão de 2012, questão número 4.
05:00Segundo Miloro e colaboradores em 2008,
05:03qual espaço anatômico pode ser classificado como de alto risco
05:06para a permeabilidade das vias aéreas e para estruturas vitais quando infectada,
05:11sugerindo uma necessidade de abordagem direta das vias aéreas
05:14pela intubação, cricotireoidotomia ou traqueostomia.
05:19É assim que se trata a insuficiência respiratória aguda nesses casos, tá, pessoal?
05:23Por intubação, cricotireoidotomia ou traqueostomia.
05:27Diferença é, entre uma abordagem e outra, é o tempo disponível.
05:34Se você tem capacidade, condições e tempo, você pode tentar uma intubação.
05:40Não havendo, a saída é uma traqueostomia.
05:44Traqueostomia é um procedimento eletivo, tá, pessoal?
05:48Procedimento eletivo.
05:49Você vai lá, campinho estéreo, anestesia o doente, bonitinho,
05:53faz a incisão em planos, divulciona, posiciona a cânula, amarra ou sutura, enfim.
05:59É um procedimento eletivo.
06:00Agora, a cricotireoidotomia é um procedimento de emergência.
06:04Tá?
06:05É um procedimento simpônico.
06:09Diferença da crico pra tráqueo?
06:11Então, começa pela dinâmica.
06:15A crico é sempre emergência.
06:19Se você não fizer, o paciente vai morrer.
06:21A tráqueo, se você não fizer, pode até ser que o paciente morra,
06:25mas você tem tempo pra fazer.
06:28E a técnica de cricotireoidotomia e de traqueotomia varia completamente.
06:33Elas são diferentes.
06:35Começa que a cricotireoidotomia é uma incisão horizontal.
06:38A tráqueo, geralmente, é uma incisão vertical.
06:41Não é o objetivo da aula, mas depois a gente pode conversar sobre isso.
06:47Então, vamos lá.
06:49Nós temos cinco alternativas.
06:51Espaço de alto risco para a permeabilidade das vias aéreas e estruturas vitais.
06:56A gente acabou de ver.
06:58Submandibular, B submassetérico, C submentoniano, D tergomandibular e letra E o faríngeo lateral.
07:05Eu pedi pra vocês anotarem.
07:08Faríngeo lateral.
07:09No espaço de alto risco para a permeabilidade das vias aéreas.
07:14Letra E.
07:19E aqui, uma imagem, um diagrama mostrando os principais pontos de incisão e drenagem.
07:26Então, aqui na região anterior do pescoço, logo anterior ao músculo externo e clenomastóide,
07:33a gente vai ter aqui o ponto de drenagem do faríngeo lateral, retrofaríngeo e da bainha carótica.
07:42Temporal superficial e profundo e o submassetérico.
07:46Há uma incisão praticamente aqui já no couro cabeludo, na linha de inserção aqui dos músculos.
07:59O submandibular, submentoniano e sublingual são todas incisões extra-orais.
08:04Todas incisões na face, na pele.
08:07Perne e divulgação pelos tecidos profundos.
08:09Mais um espaço importante desses profundos é o retrofaríngeo.
08:16Ele fica atrás dos tecidos moles da faríngeo,
08:20localizado entre o músculo constritor superior da faríngeo e a face bucofaringe e face alar.
08:27Qual é o problema associado a esse espaço?
08:30A infecção pode estender-se desse espaço para o espaço potencial,
08:33que é um espaço mais profundo e associado a infecções de alta gravidade.
08:38Então a gente vai ter aqui as fásceas,
08:43que são espaços potenciais também que se situam ao longo da coluna.
08:48A gente vai ter a fáscia bucofaringe,
08:50a fáscia alar, que é essa que divide aqui entre as duas,
08:56a fáscia pré-vertebral,
08:59o espaço retrofaríngeo e o chamado espaço potencial.
09:03Do espaço potencial retrofaríngeo,
09:05as infecções podem tomar a via descendente e atingir o mediastino.
09:12E a gente vai ver como é que isso se processa.
09:17O espaço retrofaríngeo pode ser avaliado com radiografias laterais do pescoço,
09:22da coluna cervical,
09:23para determinar se ele está aumentado e, portanto, comprometendo a via aérea.
09:27E a imagem clássica é essa.
09:31Esse aqui é um paciente sem comprometimento,
09:34é um paciente rígido.
09:36Esse aqui é um paciente com o espaço retrofaríngeo acometido.
09:41Essa posição anteriorizada da cabeça,
09:45essa perda da chamada lordose cervical,
09:47lordose cervical é essa curvatura natural da coluna.
09:51O paciente perde na tentativa de quê?
09:53De melhorar a respiração.
09:56Essa posição é na tentativa de abrir a via aérea
09:59para que ele possa respirar melhor.
10:02Então, esse é um quadro clássico.
10:05O doente se apresentou em pronto-socorro,
10:07nessa posição, desconfia.
10:10Desconfie de um envolvimento de espaço retrofaríngeo
10:13e aí se impõem as medidas de permeabilidade de via aérea.
10:17Traqueostomia, intubação ou cricotiroidostomia.
10:19O espaço potencial situa-se entre a fáscia alar,
10:26que a gente viu, a fáscia alar anteriormente,
10:28a fáscia pré-vertebral posteriormente,
10:31e se estende da base do crânio até o diafragma
10:34e continua com o mediastino posterior.
10:37Raramente é envolvido em infecções odontogênicas.
10:40Mais comum em osteomielite das vértebras.
10:43A pessoa tem uma osteomielite nas vértebras
10:47e evolui para a infecção do espaço potencial.
10:51E o que é o mediastino?
10:52A gente falou tanto sobre mediastino.
10:55Mediastino é o espaço entre os pulmões,
10:58que tem como conteúdo o coração,
11:00nervo frêmico e vago,
11:03traqueia, brônquio, esôfago e grandes vasos.
11:06Que grandes vasos?
11:07Arteia, aorta e as veias cavas superior e inferior.
11:11Por isso que é tão importante.
11:14A infecção que atinge o mediastino é séria.
11:17Por quê?
11:18Porque comprime o coração e os pulmões.
11:21Acaba fazendo um tamponamento cardíaco.
11:26Penetra no pulmão, traqueia ou esôfago,
11:29disseminando-se para a cavidade abdominal.
11:31Tem alta taxa de mortalidade.
11:34É isso que precisa ficar claro.
11:36Uma mediastinite, que é a infecção do mediastino,
11:39tem alta taxa de mortalidade.
11:41E pode ser ocasionada por uma infecção odontogênica,
11:44que tome a via descendente.
11:46A gente vai ver o que acontece quando a infecção toma a via ascendente.
11:49Questão 5, pessoal.
11:54Localiza aí, por favor.
11:55Vamos lá.
11:56Marinha, em 2014.
11:58De acordo com o Miloro e colaboradores em 2018,
12:03sobre a relação dos espaços profundos nas infecções de origem odontogênica,
12:07é correto afirmar que
12:09O espaço submentoniano comprometido tem como abordagem primária
12:15a incisão e drenagem intraoral.
12:19Lembra que eu falei pra vocês que geralmente o submentoniano é acesso extraoral, né?
12:24A incisão é extraoral.
12:27Letra B.
12:28Correto, tá pessoal?
12:29O acesso para incisão e drenagem quando o espaço submandibular está comprometido
12:34é intraoral?
12:37Submandibular?
12:39Não.
12:41É extraoral.
12:42Letra C.
12:44O comprometimento do espaço bucal tem como causas prováveis
12:49os pré-molares superiores e inferiores, além dos molares superiores.
12:56Comprometimento do espaço bucal tem como causas prováveis
13:00os pré-molares superiores e inferiores, além dos molares superiores.
13:04Certo ou errado, pessoal?
13:07Correto, né?
13:09Letra D.
13:10O espaço tergomandibular comprometido tem como causa provável
13:14os terceiros molares superiores.
13:18Não, né?
13:20Molares inferiores.
13:21E letra E.
13:23A infecção dos molares inferiores geralmente compromete os espaços
13:27infratemporal e temporal profundo.
13:29Contrário, né?
13:31Superior.
13:31Eu não entendi como é que vai causar os molares superiores.
13:36O quê?
13:37Bucal?
13:37Bucal é uma das possibilidades.
13:43Lembra que eu mostrei a figura da inserção do músculo bucinador
13:48abaixo do ápice dos molares?
13:51Tá, tá.
13:51Tem abaixo.
13:52E tem acima.
13:54Pode ser abaixo ou acima.
13:57Vai depender da inserção.
13:58Vai depender da inserção.
13:59Exato.
14:00O comprimento das raízes, da inserção do músculo, tudo isso.
14:04Ainda, na determinação da gravidade da infecção, a gente ainda está no primeiro tópico, tá pessoal?
14:13No primeiro dos passos.
14:14É importante estimar a duração e progressão da infecção.
14:24São coisas distintas.
14:25Duração e progressão.
14:28Pra isso, a gente deve levar em consideração alguns sinais clínicos relatos do nosso paciente.
14:33Por exemplo, presença de trismo, disfagia, dispineia.
14:38Dispineia o que é, pessoal?
14:40Lembra o que é dispineia?
14:42Dificuldade respiratória.
14:43Um trismo com abertura máxima de 20 milímetros, interencisal, abertura interencisal de 20 milímetros,
14:52indica infecção no espaço mastigador.
14:56Se esse trismo for leve, abertura máxima interencisal entre 20 e 30 milímetros,
15:02a gente ainda consegue inspecionar e visualizar a cavidade bucal do nosso paciente.
15:09Um trismo moderado seria considerado entre 10 e 20 milímetros.
15:13E um trismo grave menor do que 10 milímetros.
15:16Não cabe um dedo entre os incisivos do paciente.
15:20Então isso é pra gente ter aí uma gradação desse sinal clínico importante, que é o trismo.
15:29Só por curiosidade, quanto seria a abertura bucal, a média da abertura bucal do paciente ígido, do paciente são?
15:38Tem uma ideia?
15:39A gente atende gente todo dia, nunca parou pra medir, né?
15:45Atende paciente todo dia.
15:46Mas vamos dizer, vamos fazer uma média ampla aí, entre 30 e 40 milímetros, tá?
15:51Entre 30 e 40 milímetros pode ser considerada uma abertura bucal normal, tá?
15:56E um outro sinal importantíssimo pra gente é o facis tóxico, né?
16:08O paciente que chega com aquela cara de doente.
16:11O sujeito chega com olheira, cansado, geralmente com a boca entreaberta.
16:16Isso indica o quê?
16:19Mal-estar, fadiga, febre, infecção, entre moderada já tendendo pra grave.
16:25Já tá mostrando o quê?
16:27Um organismo espoliado, um paciente já sofrido.
16:32E pra que a gente tenha um registro também, possa se basear pra duração e progressão da infecção,
16:39é importante registrar os sinais vitais.
16:42Temperatura, frequência respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial.
16:47Temperatura é o principal sinal aí que altera com a infecção.
16:53Um aumento de temperatura é chamado de febre.
16:56E a temperatura acima de 38,3 graus Celsius é uma indicação de infecção grave, tá pessoal?
17:05Grave.
17:06Quando a gente observar a frequência cardíaca, ou pulso, aumentada acima de 100 batimentos por minuto,
17:14isso nos indica uma infecção grave.
17:18Tá pessoal?
17:19Infecção grave, frequência cardíaca acima de 100 batimentos por minuto.
17:25Pressão arterial talvez seja o sinal vital que menos varia com a infecção.
17:33Mas varia pouco.
17:34O que pode elevar a pressão arterial é a dor e a ansiedade do paciente.
17:39Mas a infecção por si só, ela altera muito pouco a pressão arterial.
17:45E a taxa respiratória.
17:47O normal é entre 14 e 16 movimentos respiratórios por minuto.
17:51Quando existe infecção com risco de obstrução das vias aéreas superiores,
17:56essa frequência tende a ser aumentada, ou, desculpem, diminuída.
18:06Na infecção branda ou moderada, a gente vai ter uma taxa respiratória maior do que 18 respirações por minuto.
18:15Não, aquela questão estava baseada no livro do Eduardo Dias de Andrade.
18:29De acordo com o Andrade.
18:31Se não me engano era do paciente pediátrico, não tenho certeza.
18:37Mas no paciente pediátrico sempre as taxas são mais altas.
18:40Tanto a respiratória quanto a cardíaca.
18:42É só imaginar.
18:43Se você tem um cachorro pequeno em casa,
18:46repara, um gato,
18:47ele respira numa taxa muito mais alta do que a gente.
18:50Porque o organismo é menor.
18:51E o batimento cardíaco também é mais alto.
18:53Bebê é a mesma coisa.
18:56Criança é a mesma coisa.
18:57Quanto menor o volume corporal,
19:00maiores as taxas.
19:05Infecções de baixa gravidade, então,
19:07aí tem um quadro também.
19:10Envolvem espaço bucal,
19:12infra-orbitário ou canino.
19:15Superiorcel.
19:16Abscesso superiorcel.
19:17Baixo risco de comprometer vias aéreas e estruturas vitais.
19:20Essas são infecções de baixa gravidade.
19:25Espaços primários.
19:27Gravidade moderada já envolve espaço mastigador.
19:30Aquele que é a combinação do perimandibular,
19:33submacetérico e os temporais.
19:35E os espaços perimandibulares.
19:37Submandibular, sublingual e submentonendo.
19:39Também chamado de espaços submandibulares.
19:44E a infecção de alta gravidade envolve o espaço lateral da farínge,
19:47o reto do farínge,
19:48o chamado danger space,
19:50ou espaço de risco,
19:53ou espaço perigoso, em alguns livros também.
19:56E o mediastino.
19:57Essas são infecções de alta gravidade.
20:00Aí o quadro que vocês têm também.
20:03A gente não vai ficar
20:04descrevendo exaustivamente isso.
20:07Depois vocês deem uma olhada com carinho isso aí.
20:09Vocês viram quantas questões apareceram já nas provas relacionadas só a esse primeiro passo.
20:19Só a localização da infecção.
20:21Então, se eu fosse dar uma recomendação para vocês hoje, eu daria a recomendação de estudar o que?
20:28Espaços faciais potenciais.
20:30Porque já caiu tanto, que pode muito bem ser que caia novamente.
20:35Uma vez que é um capítulo bastante extenso dedicado a isso.
20:40E a gente vai ter ainda, na avaliação da nossa infecção, a evolução da infecção odontogênica.
20:49A gente tem que entender que ela ocorre de forma dinâmica.
20:53E ela começa com o que?
20:54Com a inoculação inicial nos tecidos mais profundos.
20:57Essa fase de inoculação dura entre 0 e 3 dias.
21:02Do dia 0 até 3 dias.
21:06Como é que se apresenta?
21:07Se apresenta inconsistência amolecida e de forma difusa.
21:16Vai aparecer.
21:18Nessa fase, a infecção se constitui por streptococcus aeróbis.
21:25Que dão início ao processo infeccioso do tipo celulite.
21:29Entre 3 e 7 dias.
21:33Só que o que acontece?
21:34Eu não falei pra vocês que a infecção é dinâmica.
21:37A flora vai mudando à medida que a tensão de oxigênio nos tecidos diminui.
21:44Ou seja, muitas bactérias disputando pouco oxigênio fazem com o que?
21:49Com o que as bactérias aeróbicas morram naquela área e predominem aquelas que não precisam de oxigênio pra se multiplicar.
21:59Então a infecção vai alterando, vai mudando a flora.
22:04E a partir de 7 dias, 5, 7 dias, começa a predominar as bactérias anaeróbicas.
22:12E a infecção se torna crônica, no estágio de abscesso, quando passa de 5 dias.
22:20Com o predomínio, então, das bactérias anaeróbicas.
22:25Lembrem sempre, gravem, anotem, não só para a prova, mas para a vida.
22:32Infecção antiga.
22:35Processo infeccioso antigo.
22:38Predomínio de anaeróbicos.
22:40Anaeróbicos.
22:42Processo infeccioso.
22:442, 3 dias.
22:48Bactérias aeróbicas.
22:50Celulite.
22:51Se continuar, se progredir, vai predominar o germe anaeróbico.
22:59Por que isso é importante?
23:01Porque a terapêutica é diferente.
23:03De um quadro para o outro.
23:05Tá bom, pessoal?
23:05E a gente vai ver isso.
23:06A evolução, então, da infecção, celulite, infecções estreptocócicas, aeróbias ou mistas.
23:15E no abscesso, infecções anaeróbicas.
23:20Vamos ter aí as características de inoculação, celulite e abscesso.
23:27O que varia é a duração, a dor, o tamanho, localização e a palpação.
23:35Agora eu chamo a atenção de vocês aí por um erro crasso.
23:40Para um erro crasso.
23:41Eu liguei, inclusive, para a editora do livro.
23:44Não me atenderam.
23:45Porque traduziram nessa edição nova, aqui ó, levemente macia, tender, em inglês.
23:55Traduziram como macio.
23:57E tender, em português, significa sensível, dolorido.
24:03Então, aqui onde tiver escrito macio, ponham sensível, por favor.
24:08Corrijam aí.
24:09Isso é um erro de tradução.
24:10Então, como é que a palpação, pessoal, pode ser dura e muito macia?
24:24Existe isso.
24:25Então, a palpação é dura, porém muito sensível, muito dolorosa.
24:31O abscesso, a palpação, é flutuante, porém dolorosa.
24:35Coloração, normal na inoculação, avermelhada na celulite e avermelhada na periferia, com o centro mais amarelado ou mais esbranquiçado no abscesso.
24:50A pele pode estar normal na inoculação, espessada na celulite e debilitada e brilhante no centro, no abscesso.
24:58Temperatura da superfície, inoculação ligeiramente aquecida, na celulite é quente e no abscesso ela é moderadamente quente.
25:10A celulite realmente é a temperatura da pele, realmente a gente consegue sentir mais quente.
25:17Outro sinal interessante é o mal-estar.
25:25Na inoculação, ele pode ser leve ou até nem existir, fase de inoculação.
25:30Na celulite é quando o mal-estar se apresenta na forma mais proeminente.
25:39Então, o paciente com celulite é o que vai apresentar geralmente a face tóxica, aquela cara de doente.
25:47Geralmente é na fase de celulite.
25:49E no abscesso já está mais moderado ou pode ser intenso também, dependendo do espaço envolvido.
25:57Gravidade.
25:58Gravidade é um sinal interessante também, é um indicador interessante.
26:02Na fase de inoculação, a gravidade é baixa.
26:04Você extrai o dente ou faz o acesso endodôntico e não evolui.
26:11Já na celulite, a gravidade é alta. Por quê?
26:13Porque é um processo que está em franca disseminação.
26:17Você não tem uma localização da coleção como tem no abscesso.
26:24O abscesso, a tendência é ser menos grave do que a celulite.
26:29Embora no abscesso predomine a aeróbicos.
26:34Entendido isso, pessoal?
26:38Infecção é dinâmica.
26:39São três estágios.
26:41Inoculação, celulite e abscesso.
26:47Aqui então as diferenças.
26:49Uma celulite e um abscesso localizado.
26:53Tá, pessoal?
26:56Uma infecção disseminada, uma infecção localizada.
27:00Menor, maior.
27:05Certo?
27:09Questão dois, então.
27:12A infecção odontogênica tem como sequência correta no seu curso natural.
27:17A.
27:23Abscesso, celulite e fístula.
27:28Não.
27:30Celulite, abscesso e fístula.
27:33Sim.
27:34Ah, Fabiano, você não falou sobre fístula.
27:36A fístula não é propriamente uma fase da infecção, uma fase de evolução.
27:43A fístula é a esterilização do conteúdo infeccioso, o conteúdo pulo lento, ou na face, ou na pele, ou na mucosa.
27:53Letra C.
27:55Fístula, celulite e abscesso.
27:56A gente pode considerar a fístula como uma parte final, mas nem sempre isso é verdade.
28:01E odontalgia, incisão e fístula.
28:05Não, né, pessoal?
28:06Não tem nada a ver.
28:07A resposta...
28:08Ah, ainda tem mais uma.
28:09Edema, odontalgia e erupção.
28:12Sempre tem as bancas que colocam alguma coisa nada a ver pra desorientar a pessoa.
28:17Então, nesse caso, a resposta correta é, como a gente viu, a celulite, o abscesso e exterioriza como uma fístula.
28:29Tá bom?
28:29Correta a letra B.
28:30Questão número 7, da Força Aérea, em 2009.
28:36São características clínicas das infecções odontogênicas na fase de celulite.
28:42Então, vamos lá, pessoal.
28:43Celulite.
28:44São quatro alternativas que nós temos.
28:47Letra A.
28:48Dor intensa e evolução aguda, ou seja, um processo rápido.
28:54Letra A, correta?
28:55Dor intensa e evolução aguda?
28:57Correto, né, pessoal?
28:58Vamos ver as outras alternativas.
29:00Bem delimitado, sem dor intensa.
29:02Isso é característica de quê?
29:05Abscesso.
29:06Quadro crônico, com secreção purulenta, bem delimitada e sem dor.
29:11Não, né, pessoal?
29:12A celulite é um processo agudo.
29:15Agudo e doloroso.
29:18Difuso.
29:19Menor repercussão sistêmica, deglutição e respiração normal.
29:24Não, né, pessoal?
29:26A maior repercussão...
29:28Lembra que eu falei que é a fase em que o doente se apresenta com faces tóxicos.
29:36Tá?
29:36O paciente se apresenta com cara de doente.
29:40Então, resposta correta.
29:41Letra A.
29:42Questão 7, letra A.
29:44Tudo bem por enquanto, pessoal?
29:46Tá indo muito rápido?
29:48Não, tranquilo.
29:49Tá bom.
29:50Questão 8.
29:52Marinha, em 2013.
29:54Segundo Milor e colaboradores, 2008.
29:57Com relação à taxa de progressão das infecções odontogênicas, assinale a opção incorreta.
30:04Mais uma vez, pessoal, gasta tempo lendo o enunciado da questão.
30:09Leia, porque às vezes é uma palavrinha que te faz errar toda a questão.
30:14Aqui é pra assinalar a opção incorreta.
30:18Então, vamos lá.
30:18Na fase de abscesso, a localização da infecção é circunscrita, de pequeno tamanho, e apresenta
30:28consistência flutuante e sensível à palpação.
30:32Tá certo ou errado isso?
30:34Certo.
30:35Tá certo.
30:35No estágio de celulite, o conteúdo do fluido tessidual é predominantemente pus, a maioria
30:42das bactérias são anaerólicas e a dor é de moderada a severa.
30:49Não.
30:50Então, a gente já achou a resposta da questão, certo?
30:54Letra B.
30:54Vamos ler o resto.
30:56Por que a letra B está incorreta?
31:01E também o conteúdo do fluido tessidual é predominante pus.
31:05Não é, tá?
31:06Ainda não tem localização, loculação de pus, tá?
31:10A maioria das bactérias são aeróbicas e a dor é moderada a severa, a citaria é correta.
31:15Letra C.
31:16O período de inoculação dura até três dias e a temperatura da superfície infectada
31:20é ligeiramente quente com localização difusa.
31:23Correto, né?
31:25É isso mesmo.
31:26E D.
31:27A faciite necrosante, a gente vai ver o que é isso depois, é uma infecção de disseminação
31:32rápida que segue o músculo platismo na direção do pescoço e da parede anterior do tórax.
31:36É isso mesmo.
31:37A faciite necrosante é isso.
31:39Tem mais uma alternativa aí, não tem?
31:41Desconfigurou aqui minha apresentação.
31:44Lê pra mim, por favor.
31:44Entre os sinais precoces da faciite necrosante, estão em dúvida de pequenas musícolas
31:49e a distorção púrpura sem medo da pele e do ovo.
31:54Tá correto também.
31:55A faciite necrosante é isso.
31:57A gente vai ver depois os sinais da faciite necrosante.
32:00Resposta correta.
32:01Letra B.
32:02Ou melhor, incorreta.
32:03Tá legal?
32:05Então, pessoal.
32:07Um outro dado que a gente deve levar em consideração, e isso para as infecções graves, é lógico,
32:15é o comprometimento das vias respiratórias, as vias aéreas do nosso paciente.
32:20Por quê?
32:21Porque é a causa mais comum de morte relacionada com infecção odontogênica.
32:24Muito dificilmente o nosso paciente vai morrer de sepsia ou vai vir a óbito por uma falência renal.
32:33Pode acontecer.
32:34Mas, geralmente, o doente de infecção odontogênica vai a óbito por uma insuficiência respiratória aguda.
32:44Uma obstrução da via R.
32:48Nesses casos, se a gente tiver incondições, se a gente tiver experiência,
32:53a gente pode tentar entubar por via endotraqueal.
32:57Ou, então, a crico-tireoidotomia ou traqueostomia, dependendo aí da estrutura e do tempo disponível.
33:06Lembrar que o paciente com a postura da cabeça projetada para frente, com um aumento elevado,
33:12como tentando cheirar uma rosa ou tentando capturar o aroma de alguma coisa,
33:17é um sinal importante que nos deve levar à suspeita de obstrução da via aérea
33:23ou, no mínimo, uma dificuldade muito grande para respirar.
33:27E aqui um dado importante.
33:29Espaço lateral da farinha infectada, o paciente desvia o pescoço para um lado não afetado,
33:36com o intuito de melhorar a permeabilidade da via aérea e tentar respirar com mais conforto.
33:41Uh-huh.
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