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ODONTOLOGIA GERAL - Todas as Aulas Organizadas de forma Didática na Playlists.
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AprendizadoTranscrição
00:00Então, terminou lá a sua operação e existem sempre aquelas questões de pré-operatório,
00:18pós-operatório, prescrição, o que prescrever, o que não prescrever, o que é correto, o
00:23que não é.
00:24Quanto ao uso de antibiótico sistêmico para cirurgias rotineiras e terceiro-molares inclusos,
00:31a gente tem a noção de que a infecção pós-operatória em cirurgia não contaminada, que é essa
00:37cirurgia do dente incluso em geral, ela está muito mais relacionada com a técnica operatória
00:43e aqui eu abro um parênteses, dentro da técnica operatória a quebra da cadeia séptica e quem
00:50executa isso, quem faz quebra da cadeia séptica, via de regra, nós mesmos, ou o cirurgião
00:58ou o seu auxiliar, ou os dois.
01:02Então é muito mais uma coisa de se policiar durante o procedimento e adotar a técnica,
01:09o rigor técnico correto.
01:11E a gente percebe também, pelos estudos e pelos grandes levantamentos que foram feitos,
01:21que a cirurgia do terceiro-molar impactado, ela é basicamente uma cirurgia limpa, uma
01:27cirurgia que não tem em si um potencial intrínseco de contaminação, embora a cavidade bucal
01:33seja habitada por diversas espécies patogênicas ou não, mas via de regra é considerada uma cirurgia
01:40limpa.
01:41Então, nesse caso, a gente espera que nas mãos de um cirurgião competente e aí competente
01:48e experiente, não necessariamente significa especialista, tá pessoal?
01:53Não necessariamente significa especialista, mas se espera que o especialista tenha competência
01:57e experiência o suficiente e que o índice geral de infecção nas cirurgias de terceiro-molar
02:03gira em torno de 1% a 5%.
02:06Também se sabe que diminuir índice de infecção abaixo desse índice de 5% é muito difícil,
02:16talvez até impossível, só pelo uso da antibiótico-profilaxia.
02:21Por que que se diz isso?
02:22Porque mesmo naqueles casos em que é feita uma profilaxia antibiótica adequada, muitas
02:27vezes a gente vê quadros de infecção, às vezes difíceis de tratar, que são independentes
02:33do antibiótico.
02:35A pessoa vai ter infecção quer queira ou não.
02:39Com tudo isso, chegamos à conclusão, considerando tudo isso, que não é necessária a profilaxia
02:48antibiótica naquelas cirurgias de terceiro-molar em que a gente consegue garantir uma cadeia
02:54séptica adequada no paciente imuno comprometido, paciente saudável.
02:59Não há relato de utilidade na prevenção de infecção após cirurgia de terceiro-molar
03:04do uso de antibiótico sistêmico-profilático, então não se indica de forma rotineira.
03:11Cirurgia de terceiro-molar em paciente imunocompetente, feita dentro do rigor técnico, não precisa
03:18de antibiótico antes.
03:22Tem um detalhe aí que é o detalhe da pericoronarite.
03:27Se há história de pericoronarite prévia, talvez seja interessante uma dose de antibiótico
03:32profilático.
03:33Isso foi provado que diminui a incidência de infecção pós-operatória e a incidência
03:38de alveolite.
03:42Outro ponto a ser debatido é o uso de esteroides pré-operatórios, uso de corticoides pré-operatórios.
03:49O objetivo é reduzir a morbidade pós-operatória de uma forma geral.
03:53Aí, nesse caso, pode-se usar os corticosteroides para auxiliar na minimização do que?
04:01Do edema, do inchaço, do trismo e da dor.
04:05Esse autor, esses autores, melhor dizendo, eles trazem pra gente a realidade americana.
04:12A maioria dos casos de cirurgia de terceiro-molar são feitos com acesso venoso periférico e, nesse
04:19momento que eles já estão instalando a via venosa, eles já fazem uma dose profilática
04:26de corticoide injetável, parenteral.
04:29Não é a nossa realidade aqui no Brasil.
04:32Aqui no Brasil, a gente costuma usar mais a via oral.
04:35A gente usa os corticoides também, pré-operatório, mas por via oral.
04:39Então, subsiste pouca dúvida de que uma primeira dose de esteróide na hora da cirurgia tem um
04:46grande impacto clínico.
04:48Só que, se essa primeira dose não for seguida de uma ou outra adicional, essa vantagem desaparece
04:54no segundo ou no terceiro dia do pós-operatório.
04:58Eu vou lembrar pra vocês, mais uma vez, essa literatura é uma literatura norte-americana
05:03e o que eles fazem lá, na maioria das vezes, é a extração dos quatro terceiros molares
05:08na mesma sessão.
05:10Então, aqui justifica você fazer a prescrição adicional do corticoide no pós-operatório.
05:17Não é rotineiro nosso, eu volto a enfatizar.
05:21Não é o que a gente costuma fazer aqui no Brasil de rotina.
05:25Embora, embora em ambulatório, quando a gente executa quatro extrações simultâneas
05:30do terceiro molares, quatro extrações na mesma consulta do terceiro molares,
05:34eventualmente a gente faz uma dose subsequente do corticoide no dia seguinte.
05:40No dia seguinte pra aproveitar o pico do cortisol que é secretado naturalmente pelo organismo
05:45por volta das oito, nove horas da manhã, de acordo com o ciclo circadiano.
05:52O controle do inchaço requer a administração do esteroide por um ou dois dias após a cirurgia.
05:58O esteroide, pra lembrar pra vocês, ele leva tempo pra agir.
06:06Ele envolve transcrição de proteínas no nível do núcleo da célula.
06:10Então ele precisa tempo pra atuar.
06:15Os mais utilizados são a dexametasona e a metilperinizolona.
06:19Aqui eu chamo atenção mais uma vez que essa literatura é estrangeira.
06:23No Brasil são a dexametasona e a betametasona, por via oral.
06:29Lá eles usam a via parainteral.
06:32Que são quase glicocorticoides puros com pequeno efeito mineral corticoide.
06:39E apresentam efeito diminuído na depressão da quimiotaxia leucocitária.
06:44Ou seja, interferem pouco com a imunidade do paciente.
06:47A dosagem comum da dexametasona é entre 4 e 12 miligramas pouco antes da cirurgia.
06:53Aqui no Brasil a gente costuma utilizar entre 4 e 8 miligramas uma hora antes da cirurgia.
07:00E suspende logo que termina a operação.
07:04Não faz uma dose suplementar a menos que a cirurgia tenha sido trabalhosa ou extensa.
07:09A metilperinizolona é mais usada intravenosa, na dosagem de 125 miligramas, seguida por doses mais baixas de oral.
07:23Por mais um ou dois dias.
07:27Sempre houve essa preocupação do uso de alta dose de esteroide.
07:31Mas elas utilizadas no curto espaço de tempo, ela é associada com o mínimo efeito colateral.
07:39Essa terapia com corticoides é associada com o mínimo efeito colateral.
07:43Ela não interfere no eixo hipofisário, hipotálamo, cortical.
07:49Não entra nesse eixo.
07:51Mas os corticoides podem ser contraindicados nos casos de úlcera gástrica, infecção aguda e alguns tipos de psicose.
07:59Mesmo em doses únicas.
08:03E aqui um dado interessante.
08:05O corticoide isolado pode aumentar a incidência de osteite alveolar, de alveolite, após a cirurgia terceira molar.
08:13Embora ainda faltem dados na literatura para avaliar qual o grau dessa incidência, qual a magnitude desse aumento dessa incidência.
08:23E não se sabe também muito o porquê isso acontece.
08:28Mas pode ter a ver com essa quimiotaxia dos neutróficos.
08:33Falando sobre complicações.
08:36Todo cirurgião já se deparou, em um momento ou outro, com algum tipo de complicação.
08:42Seja transoperatória ou pós-operatória.
08:45Uma das mais alarmantes e mais sérias que a gente pode ter é o sangramento transoperatório.
08:51O sangramento transoperatório pode ser minimizado pela boa técnica cirúrgica e evitando a laceração ou esgarçamento do retalho cirúrgico durante a cirurgia.
09:04Aí não é só sangramento de tecido mole.
09:07O tecido ósseo também sangra.
09:10E às vezes sangra bastante.
09:11Vasos intraósseos são mais difíceis de controlar.
09:14Quando um vaso é seccionado, esse sangramento deve ser estancado para prevenir uma hemorragia secundária após a cirurgia e a formação de um hematoma.
09:25O hematoma é uma coleção sanguínea que forma uma espécie de um tumor na área lesada.
09:32Equimose não. Equimose é quando o sangue se difunde pela tela subcutânea.
09:39O modo mais eficaz de realizar uma hemostasia é colocar uma compressa úmida diretamente sobre o local da cirurgia e pressionar levemente por alguns minutos.
09:48A gente pode colocar uma compressa dobrada sobre o alvéolo sangrante e pedir ao paciente para que morda levemente sobre essa compressa.
09:57Isso geralmente resolve o problema do sangramento na maioria dos casos.
10:02Nos casos em que a hemostasia é difícil, a gente pode lançar mão de suturas excedentes, fazer mais pontos de sutura do que farinha normalmente.
10:15E a colocação de alguma substância hemostática na cavidade alveolar.
10:22Pode ser a trombina, numa pequena esponja gelatinosa absorvível e colocada delicadamente dentro do alvéolo, favorece a hemostasia.
10:32Mas, diferente da esponja de gelatina, a gente tem a celulose oxidada, que pode ser colocada dentro do alvéolo sob pressão e ela se molda as cavidades desse alvéolo.
10:44Ela se molda a superfície e faz uma hemostasia ainda mais eficaz.
10:50Em algumas situações, o colágeno microfibrilar pode ser utilizado para promover o tampão plaquetário.
10:56A única dificuldade do colágeno microfibrilar é o seu alto custo.
11:03Então a gente tem aí, questão 7 da Força Aérea em 2009.
11:07Qual a técnica de hemostasia indicada para hemorragias intraósseas após a remoção de dentes inclusos?
11:14Então a gente vai ter aí 4 alternativas.
11:17A alternativa A, pinçamento e ligadura.
11:20É uma alternativa válida, pessoal?
11:22Não intraósseo.
11:24Não intraósseo. Muito bem.
11:26É muito difícil você pinçar e que irá ligar um vaso intraósseo.
11:31É praticamente impossível.
11:33Letra B.
11:35Eletrocoagulação?
11:38Eletrocoagulação?
11:38Vaso sangrando intraósse.
11:40Responde ao eletrocautério?
11:43Até pode responder, mas pouco.
11:48O que acontece é que na maioria das vezes a energia se dissipa e você não vê mais a entrada do vaso sangrante.
11:56Então ele tende a se retrair quando queimar.
11:59Sutura com ponto simples para hemorragia intraósseo?
12:02Funciona?
12:04Isso é para tecido mole, né pessoal?
12:06Na verdade vai causar até mexer.
12:08É, exatamente.
12:10Compressão e tamponamento com gás e hemostáticos tópicos.
12:15Essa é a resposta, conforme a gente viu, é o meio mais simples de se obter hemostasia em alvéolos que estão sangrando.
12:23Tá pessoal?
12:24Questão 7, então resposta letra D.
12:29Letra D, tá pessoal?
12:33Vamos lá.
12:36Questão 8.
12:37Marinha em 2015.
12:40De acordo com Prado e Salim, era a bibliografia antiga, já não tá mais, em 2004.
12:46Dentre os materiais utilizados com o objetivo de cessar o sangramento em cirurgia oral menor,
12:51quando a hemostasia tradicional é difícil ou impraticável,
12:55qual material que, quando umedecido com sangue, torna-se levemente pegajoso,
12:59adere às cavidades, a preencher, expande-se e forma uma massa gelatinosa?
13:04Então, 5 alternativas.
13:09A gente vai ter aí, então, letra A, esponja de fibrina, cimento cirúrgico,
13:14C, cera para osso, D, celulose oxidada regenerada e letra E, esponja de gelatina absorvível.
13:21Na verdade, a esponja de gelatina absorvível, ela não é capaz de ser comprimida,
13:30ela não é compressível sobre as paredes.
13:34Aí não se molda a cavidade, ela acaba virando uma massa disforme.
13:39A que se molda a cavidade é a celulose oxidada regenerada.
13:44É, existe, chama merocel, se não me engano, surgicel.
13:51Ah, já usou.
13:54Então, nesse caso, a alternativa é a letra D.
13:59Cera para osso, ela também se molda a cavidade, também preenche a cavidade,
14:08só que ela não se torna umedecida por sangue e, na verdade, não forma massa gelatinosa nenhuma.
14:17Ela já é uma massa gelatinosa e ela funciona como uma barreira mecânica para o sangramento.
14:23Ela não tem outro efeito hemostático, tá?
14:26Ela não precipita a cascata da coagulação, nada disso.
14:29Ela só faz uma barreira, um tampão mecânico.
14:33E tem uma desvantagem grande da cera para osso.
14:35Você tem que abrir depois para tirar.
14:37Porque ela faz uma reação, um granuloma enorme de corpo estranho.
14:41Você tem que abrir para tirar.
14:45Outra complicação frequente é o inchaço, né?
14:49O nosso edema.
14:51É uma sequela esperada até certo ponto da cirurgia.
14:55A gente vai atuar sobre um organismo vivo.
14:58O mínimo que esse organismo pode fazer é responder da forma que ele sabe.
15:03Fazendo a cascata inflamatória.
15:09E dentro das inúmeras respostas orgânicas, o inchaço, o edema, é uma das mais comuns.
15:18Então, a gente viu que a administração parenteral ou via oral,
15:24isso é bem importante, a gente fala sobre parenteral, mas a gente subentende que aqui no Brasil a gente usa muito mais a via oral para corticoides.
15:33Ela ajuda a minimizar esse inchaço.
15:37E aqui, um ponto importante.
15:39A gente aprendeu a vida inteira, durante a graduação, depois na pós-graduação,
15:44a gente viu que o que?
15:46Recomenda ao paciente alimento frio ou gelado e aplicação de que?
15:49De compressa gelada na face.
15:53Isso não atua tanto quanto a gente pensava sobre a instalação do inchaço.
15:59É mais uma forma de você dar conforto para o paciente.
16:03O paciente se sente bem aplicando algo gelado na face.
16:06Mas isso não tem efeito sobre o inchaço.
16:10Juro.
16:12Juro.
16:12Não tem efeito sobre o inchaço.
16:16O edema atinge grau máximo no final do segundo dia,
16:19no final da 48ª hora do pós-operatório,
16:23e finaliza entre o quinto e o sétimo dia.
16:26Importante, o edema pode persistir por mais tempo,
16:30de acordo com o trauma cirúrgico executado.
16:34E uma das coisas que mais faz com que a pessoa inche,
16:38mais faz com que a pessoa desenvolve edema,
16:41é a manipulação traumática de tecido mole.
16:47Tá, pessoal?
16:48Tecido mole.
16:49Então, todo cuidado com o retalho é pouco.
16:52Bom.
16:53Trismo é uma outra complicação normal e esperada.
16:57Aquele trismo que eu comentei com vocês é o trismo antálgico.
17:01O trismo é que a pessoa não abre a boca porque está com dor.
17:04Está com medo de abrir a boca para não sentir dor.
17:07Então, esse trismo é normal e esperado em algum grau.
17:12A gente sempre vai suspeitar de que algo não vai bem quando o trismo for exagerado.
17:19A pessoa não abre, a abertura interincisal é menor do que alguns poucos milímetros.
17:24Isso tem que soar um alerta na nossa cabeça e a gente tem que desconfiar de alguma complicação infecciosa.
17:31Na maioria das vezes não é necessário.
17:46O trismo cede na medida em que o edema vai cedendo também.
17:51O ápice da dor pós-operatória acontece por volta de 12 horas.
17:58Então, na maioria das vezes, passadas as 12 horas iniciais, a pessoa já vai começando a abrir mais a boca.
18:08Se chegar para você uma semana depois, ainda com a imitação de outro dia de novo?
18:13Tem que avaliar.
18:16Tem que avaliar.
18:17Eventualmente o trauma cirúrgico foi maior do que esperado.
18:21Eventualmente aquela pessoa não teve os cuidados pós-operatórios necessários.
18:25Isso tem que ser avaliado também, tá pessoal?
18:27Mas assim, via de regra não se prescreve relaxante muscular.
18:33Não é uma prática comum.
18:36Eventualmente um ou outro caso pode se beneficiar dessa prescrição.
18:40Mas eu acho que nesse, num primeiro momento, é mais fácil você excluir outras causas.
18:48Eventualmente uma infecção, eventualmente algum abscesso tardio que possa estar acontecendo.
18:53Ou mesmo o próprio trauma cirúrgico pode estar ocasionando esse trismo prolongado.
18:59Não é comum.
19:01Não é comum.
19:01É o curso normal, vamos dizer assim, da reabsorção do hematoma, da equimose.
19:22Vai passando por essas fases de degradação do pigmento, na verdade.
19:29Essa fase verde, amarelo, roxo, verde, amarelo, são as fases de degradação da hemoglobina.
19:38Passa por biliverdina, depois vai formando hemociderina, até que aquilo se dissolve e é reabsorvido pelo organismo.
19:47É uma complicação mais feia do que grave, um hematoma.
19:54A gente deve informar o nosso paciente, sempre que for executar, que pode acontecer.
20:00Principalmente nos pacientes mais idosos e de pele mais clara.
20:05Por quê?
20:06Porque fica mais evidente.
20:08O paciente idoso, ele tem a tela subcutânea mais frouxa.
20:11Então existe a tendência daquele hematoma, daquela equimose se disseminar.
20:17Às vezes descendo até a altura da clavícula.
20:20Então, nesses casos, a gente deve orientar o nosso paciente.
20:23Olha, eventualmente pode ser que apareça uma mancha roxa.
20:27Isso não apresenta nenhuma gravidade.
20:29É uma complicação mais estética que tende a se resolver entre 7 e 14 dias.
20:35Não está indicada a aplicação de compressa quente, compressa úmida, nada disso.
20:42Dor.
20:43A dor começa quando o efeito da anestesia local diminui.
20:47Essa é uma das justificativas para a gente utilizar um regime analgésico antes da intervenção cirúrgica.
20:55E o corticoide auxilia nisso também, tá pessoal?
20:58Como eu comentei, a intensidade máxima acontece nas primeiras 12 horas.
21:02E aí a gente prescreve um medicamento analgésico também, mais frequente nessas primeiras 12 horas.
21:12E esses analgésicos comuns podem ser as combinações do AAS ou paracetamol barra codeína.
21:20Codeína a gente viu na aula passada que é um analgésico de ação.
21:25Quem estava na aula passada?
21:26A ação central.
21:28Ah, é um opióide.
21:30Ah pessoal.
21:31E os anti-inflamatórios não esteroidais.
21:35Por que que aqui não apareceu a dipirona?
21:37Por que não apareceu a dipirona?
21:41Mais uma vez eu volto a lembrar.
21:44Essa literatura é uma literatura norte-americana.
21:47Nos Estados Unidos você quase não encontra a dipirona.
21:50É muito difícil você encontrar.
21:52Mas é um excelente analgésico.
21:55E a gente usa muito aqui no Brasil, com muita eficiência.
21:59E os anos de uso comprovam a sua utilidade.
22:04Então a gente pode utilizar a dipirona.
22:08Mas para efeito de prova.
22:10Eu acho difícil que eles vão fazer alguma pergunta de farmacologia baseada nesse livro.
22:15Mas eventualmente tem outros livros melhores para perguntar farmacologia.
22:21Pensa só.
22:22Aqui tem um dado interessante.
22:28Mulheres podem ser mais sensíveis à dor pós-operatória do que os homens.
22:32E isso pode justificar...
22:34Polêmico, tá?
22:36Polêmico.
22:38Mas pode justificar mais analgésico nessa população.
22:42Tá, pessoal?
22:44O determinante mais importante na intensidade da dor,
22:51a gente já havia comentado, é a duração da cirurgia.
22:54A duração, o trauma cirúrgico em si, a manipulação dos tecidos moles,
22:58podem ser importantes aí na determinação da intensidade da dor pós-operatória.
23:05Tá bom, pessoal?
23:05Esse fato da dor em criança e a dor no ano de criança.
23:09Isso não é verdade.
23:12Isso não é verdade.
23:14A complicação de infecção, a gente já comentou, é uma complicação incomum,
23:18uma incidência muito baixa, a infecção pós-operatória.
23:22Entre 1,7 e 2,7.
23:26E a maioria delas, a metade delas, melhor dizendo,
23:30são abscessos superiosteais,
23:33que ocorrem entre duas a quatro semanas após a cirurgia.
23:37Ou seja, você já fez o controle pós-operatório,
23:40você já removeu as estruturas do seu paciente,
23:42ele volta dali a três, quatro semanas com um quadro de edema localizado
23:49e alguma drenagem de secreção purulenta.
23:52Você vai examinar esse paciente,
23:55quando você espreme, quando você aperta a área da operação,
24:00sai pus daquela área.
24:01Isso é um abscesso superiosteal.
24:03Muitos chamam também de abscesso tardio ou abscesso frio.
24:08Esses abscessos, eles respondem muito bem ao desbridamento cirúrgico,
24:14é a drenagem e irrigação com solução salina,
24:17sem a necessidade de prescrição antibiótica, tá pessoal?
24:20Geralmente, o que causa esses abscessos superiosteais
24:24são aqueles restos de tecido ósseo cortado durante a osteectomia
24:28e resíduos, fragmentos de dente,
24:31que ficam embaixo do periósseo
24:34quando a gente não irriga e não aspira,
24:36não faz a toalete adequada do alvéolo após a cirurgia, tá pessoal?
24:41Então, por isso é importante irrigar e aspirar com critério,
24:45com cuidado, removendo todos os resíduos de osso e dente
24:50que possam ter permanecido sob o periósseo, tá pessoal?
24:55Porém, 50% dessas infecções
24:58são significativas o suficiente para justificar uma nova cirurgia,
25:02uma nova abordagem, antibiótico-terapia
25:05e, eventualmente, hospitalização do doente.
25:08Aí aconteceu alguma coisa que não...
25:11que fugiu do nosso controle,
25:14que não esteve no nosso controle
25:15e é mais ou menos a metade dos casos de infecção que aparecem.
25:22Esses casos se apresentam na primeira semana
25:24de 0,5% a 1% das vezes.
25:28Essa é uma taxa aceitável, tá pessoal?
25:32De 0,5% a 1% das vezes que você opera,
25:35você ter um caso de infecção é aceitável.
25:38E, provavelmente, isso não vai diminuir
25:41se você fizer a administração profilática de antibióticos
25:45como uma rotina no seu consultório.
25:47desde que você siga rigorosamente
25:51os passos cirúrgicos
25:53e mantenha a cadeia séptica intacta.
25:57Existe a necessidade de manter a cadeia séptica.
26:00Se você tem lá uma alta rotação
26:02que você usa para cirurgia,
26:04mas você não autoclava,
26:06é uma quebra muito clara da cadeia séptica.
26:09Nesse caso aí,
26:10talvez você tenha
26:11taxas de infecção maiores do que essa.
26:15não é justificável isso, tá pessoal?
26:19Hoje em dia, a gente tem tecnologia para isso,
26:21é possível esterilizar peças de mão
26:24de forma adequada em autoclave,
26:27então não há justificativa para quebras da sepsia.
26:31Ah, vou passar antibiótico mesmo,
26:34então eu posso fazer assim, dessa forma.
26:36Não é justificável, tá pessoal?
26:38É negligência.
26:41Outra complicação importante
26:44e que a gente deve discutir
26:46porque isso vem em prova
26:47é a fratura dentária.
26:49Nesse caso, a gente vai comentar
26:51sobre fraturas de raízes,
26:54fragmentos de raízes, tá?
26:56É um dos problemas mais frequentes em cirurgia,
26:58em cirurgia dento alveolar.
27:02Eventualmente, essas raízes
27:04podem ser deslocadas para o espaço submandibular
27:06ou deslocadas para dentro do canal mandibular,
27:09canal do nervo alveolar inferior,
27:11ou mesmo para dentro do seio maxilar.
27:14E elas devem ser recuperadas
27:17quando isso for viável,
27:18quando isso for possível, tá?
27:21Raízes não infectadas
27:23podem ser deixadas no seu local
27:25desde que elas estejam livres de patologia,
27:28sem complicações.
27:29A gente tem critérios
27:33para o abandono de fragmentos radiculares.
27:35Então, anotem aí quais são esses critérios.
27:39O primeiro,
27:41essas raízes têm que ser menores,
27:44esses fragmentos, melhor dizendo,
27:45têm que ser menores do que 5 milímetros.
27:48Menores do que 5 milímetros.
27:51Segundo critério,
27:53esses fragmentos devem estar livres
27:56livres de qualquer patologia.
28:00Não pode ter patologia peripical,
28:03não pode ter lesão associada.
28:07O terceiro critério,
28:09esses fragmentos devem estar
28:11firmemente implantados
28:13na profundidade do osso.
28:16Ou seja,
28:17devem ser cobertos no futuro
28:19por uma boa camada de osso.
28:26Profundamente implantados
28:27no osso alveolar.
28:31E tem mais dois critérios
28:33que não estão na literatura,
28:35mas que eu considero importantes.
28:36O primeiro é
28:38essa área em que o fragmento radicular
28:41vai ser abandonado
28:42não pode estar sujeito
28:44à movimentação ortodôntica,
28:45por razões óbvias.
28:47Você não vai deixar
28:47um fragmento de raiz de pré-molar
28:49na área em que vai ser movimentado
28:52o outro pré-molar adjacente.
28:54E
28:55a área
28:56em que o fragmento
28:58vai ser abandonado
28:59não deve estar sujeita
29:01à reabilitação
29:03com implantes osso integrados.
29:05Também por razões
29:06óbvias.
29:09Que eventualmente acontece.
29:11Tá, pessoal?
29:12Mas não deve acontecer.
29:14Então são esses os critérios.
29:16fragmento menor do que 5mm
29:18profundamente localizado no osso
29:20livre de patologia
29:22em áreas que não serão submetidas
29:24a implantes
29:24nem movimentação ortodôntica.
29:26Basicamente é isso, tá, pessoal?
29:30Nesses casos em que a gente
29:31abandona um fragmento radicular
29:32pequeno no interior da massa óssea,
29:36na maioria das vezes
29:37o tecido pulpar vai fibrosar
29:38e a raiz vai ficar incorporada,
29:41vai ficar soldada ao osso,
29:42vai fazer parte daquele osso
29:44e vai passar o resto da vida
29:45do paciente ali quietinho
29:47no leito ósseo, tá?
29:50A gente tem que levar em consideração também
29:51que tentativas agressivas e destrutivas
29:54vão causar mais danos
29:55do que trazer benefícios a esse paciente.
29:58O que é que vale você remover
29:59uma raiz profundamente localizada
30:02próxima ao canal do nervo alveolar inferior,
30:07remover a raiz,
30:08mas dar pra esse paciente
30:09uma parestesia permanente?
30:10Não é uma boa ideia,
30:12não é um bom negócio.
30:14Muitas vezes aquela raiz vai ficar ali
30:15sem causar nenhum dano
30:17e o paciente vai levar a sua vida
30:19normalmente com ela ali.
30:21Vai lá pro caju com o fragmento radicular.
30:25Pode ser indicado
30:26acompanhamento radiográfico
30:28de longo prazo, né,
30:29a preservação,
30:30como muita gente comenta, né,
30:32acompanhamento radiográfico
30:33de longo prazo
30:33pra verificar se aquela raiz
30:36não sofre migração
30:37ou não desenvolve
30:38processo patológico associado.
30:41Tá bom, pessoal?
30:43Questão 9, então,
30:44da Força Aérea, em 2008,
30:45aí pra gente treinar.
30:46Penúltima questão.
30:48Dentre as situações listadas abaixo,
30:51qual não sustenta,
30:52mais uma vez, ó,
30:53qual não sustenta
30:55a permanência de fragmentos radiculares
30:57pós-fratura
30:58em uma exodontia complicada?
30:59Pessoal, leiam
31:01o enunciado das questões.
31:03Percam tempo com isso.
31:05Às vezes,
31:06a resposta é tão óbvia,
31:08mas você não prestou atenção
31:10no enunciado,
31:11você erra a questão
31:12por não ler.
31:13Nesse caso,
31:13ele quer saber
31:14qual não sustenta,
31:16ou seja,
31:17aquele que não
31:17se justifica
31:19na manutenção
31:20de fragmentos radiculares
31:22após a fratura
31:22em uma exodontia complicada.
31:25Tá?
31:25Então, a gente vai ter aí
31:26as quatro alternativas.
31:28A letra A diz o seguinte.
31:30Possibilidade
31:31de ocasionar
31:32anestesia permanente
31:33ou mesmo
31:34temporariamente
31:35prolongada
31:36no nervo
31:37alveolar inferior.
31:38Sim ou não, pessoal?
31:41Sim.
31:42Letra B.
31:43Ausência de infecção
31:45e de áreas
31:46radiolúcidas
31:47ao redor
31:48do ápice radicular.
31:50Letra B.
31:51Perfeito.
31:52Letra C.
31:53Possibilidade
31:54de se remover
31:55excessivamente
31:56tecido circunvizinho
31:58à raiz
31:58fraturada.
32:00Sim ou não?
32:01Sim.
32:02E letra D.
32:04Um fragmento
32:04com mais de 5 milímetros
32:06de comprimento.
32:07Lembra que eu comentei
32:08com vocês
32:09que um dos critérios
32:09é o quê?
32:11Fragmentos menores
32:12do que 5 milímetros.
32:14Na marinha,
32:15hoje,
32:15hoje,
32:16na clínica de cirurgia,
32:18que é onde eu trabalho,
32:20a nossa conduta é
32:21até 5 milímetros,
32:24entre 3 e 5 milímetros,
32:26a gente ainda remove.
32:28A gente deixa
32:28menos de 3.
32:29mas é uma conduta nossa.
32:32A gente é ainda
32:33mais conservador.
32:36Questão 10,
32:37última questão,
32:39também da Força Aérea,
32:412014.
32:43Quando um ápice
32:44radicular fraturar,
32:45o método fechado
32:46de remoção
32:47não tiver êxito
32:48e o aberto
32:49for muito traumático,
32:50o cirurgião
32:51deve deixar
32:52a raiz no lugar.
32:53Como em qualquer
32:54outro procedimento
32:55cirúrgico,
32:56deve-se pesar
32:56os benefícios
32:57da cirurgia
32:58contra os riscos.
33:00Sobre as condições
33:01para permanência
33:02de raiz
33:02no processo alveolar,
33:04analise as afirmativas
33:05abaixo.
33:06Então,
33:06são 3 afirmativas.
33:08A primeira,
33:09o fragmento
33:10de raiz
33:10deve ser pequeno,
33:11em geral,
33:12não maior
33:12do que 8 milímetros.
33:14É isso, pessoal?
33:16Não, né?
33:17A gente acabou
33:17de comentar
33:18que são 5 milímetros
33:19de limite.
33:21A raiz
33:21deve estar
33:22profundamente
33:23inserida em osso?
33:24Aí sim.
33:25E,
33:253,
33:26o dente envolvido
33:27deve estar
33:27livre de infecção.
33:29Também.
33:30Então,
33:31a resposta
33:32que tem
33:32a alternativa
33:342 e 3
33:35é,
33:36as afirmativas
33:372 e 3,
33:38melhor dizendo,
33:39letra D,
33:42não é, pessoal?
33:432 e 3
33:43somente
33:44são verdadeiras.
33:46Resposta
33:46para a questão
33:4710,
33:48letra D.
33:49Ainda
33:54sobre
33:54complicações
33:55pós-operatórias,
33:57a gente já
33:57falou um pouco
33:57sobre isso,
33:58mas
33:58a osteite
34:00alveolar
34:00ou
34:01alveolite
34:02é uma
34:03complicação
34:04que acomete
34:05cerca de
34:053 a 25%
34:08de todas
34:09as exodontias.
34:11Por que
34:11essa variação
34:12tão grande
34:12de 3
34:13para 25%?
34:15É uma amplitude
34:16bastante
34:17considerável,
34:17né?
34:18depende
34:19da forma
34:20como ela
34:21é definida,
34:22depende
34:22do que
34:23é que
34:23define
34:24uma osteite
34:25alveolar.
34:26Então,
34:26os autores
34:27colocam
34:27na literatura
34:28a variação
34:29entre 3
34:30a 25%
34:31dos casos.
34:32Mas,
34:33geralmente,
34:34a osteite
34:35alveolar
34:35ou a alveolite
34:36é um distúrbio
34:37na cicatrização
34:38após
34:39uma formação
34:40e maturação
34:41do coágulo
34:42sanguíneo.
34:43A etiologia
34:44seria
34:45a fibrinólise
34:46excessiva,
34:47ou seja,
34:47a degradação
34:49precoce
34:50daquele coágulo
34:50sanguíneo
34:51que não é
34:52totalmente
34:53conhecida.
34:55Não se conhece
34:56a etiologia
34:57completamente,
34:58mas se supõe
34:59que as bactérias
35:00têm um papel
35:01importante
35:02nessa degradação
35:04precoce
35:04do coágulo
35:05formado
35:06sobre a alveola.
35:07Existem
35:08alguns fatores
35:09que alteram
35:10a incidência
35:12de osteite
35:13alveolar
35:14ou alveolite.
35:15um deles
35:15é o uso
35:16de antimicrobianos
35:18e aí
35:18entram
35:18tanto o enxagulatório
35:20bucal
35:20com clorexidine
35:22quanto
35:22os
35:23antimicrobianos
35:25inseridos,
35:26colocados
35:26no interior
35:27do alveolo.
35:28A gente
35:29também
35:29percebe
35:31em alguns casos
35:32que
35:33antibióticos
35:34administrados
35:35pré-operatoriamente
35:36tendem
35:36a diminuir
35:37a incidência
35:38de
35:39osteite
35:40alveolar.
35:40O tratamento
35:42geralmente
35:42é o
35:43debridamento
35:43mecânico
35:44suave
35:44e a abundante
35:45irrigação
35:46com soro
35:46fisiológico.
35:51Além
35:52disso,
35:53o bochecho
35:53com clorexidina
35:54uma semana
35:55antes da cirurgia
35:56irrigar a ferida
35:57com soro
35:57fisiológico
35:58e uma esponja
35:59uma gase
36:00com tetraciclina
36:01colocada
36:02no alveolo
36:02bem como
36:04a própria
36:04lavagem
36:04com clorexidina
36:05por mais
36:06uma semana
36:06tendem
36:07a diminuir
36:08essa complicação.
36:09E são
36:11medidas
36:11que podem
36:11ser utilizadas
36:12em vez
36:13do antibiótico
36:13profilático.
36:15É muito
36:15mais fácil
36:16você lavar
36:17a ferida
36:18com clorexidina
36:19e indicar
36:19o bochecho
36:20do que
36:20dar um
36:21antibiótico
36:22profilático
36:23para o seu
36:23paciente.
36:24O objetivo
36:24do tratamento
36:25da osteite
36:26alveolar
36:26é aliviar
36:27a dor
36:28porque a
36:28principal
36:29característica
36:30é uma
36:31dor muito
36:32forte
36:32que o paciente
36:33sente entre
36:34o quarto
36:34e quinto
36:34dia do
36:35pós-operatório.
36:37Nesses
36:38casos
36:39quando o paciente
36:39tem
36:40dor muito
36:41forte
36:41a gente
36:41pode
36:42além de
36:43irrigar o alvéolo
36:44e debridar
36:45colocar um curativo
36:46no interior
36:48do alvéolo
36:48à base
36:49de eugenol.
36:49E esse curativo
36:53deve ser trocado
36:53por vários dias
36:54no início
36:55e depois
36:56menos frequentemente
36:57até que a
36:57sintomatologia
36:58desapareça.
37:00Essa
37:00osteite
37:02alveolar
37:02dura entre
37:033 e 5 dias
37:04embora
37:05possa existir
37:05pessoas que
37:06apresentem
37:07osteite
37:07alveolar
37:07com sintomatologia
37:09que varia
37:09entre 10
37:11até 14
37:12dias
37:12casos
37:13mais sérios.
37:17Complicações
37:17comuns
37:18também são
37:18lesões
37:19em nervo
37:20e aí
37:20os nervos
37:21mais afetados
37:22são
37:22o lingual
37:23o alveolar
37:24inferior
37:25e alguns
37:26ramos
37:26da terceira
37:26divisão
37:27do nervo
37:28trigênio
37:28não se encontrou
37:38uma correlação
37:39positiva
37:40entre a higiene
37:41do paciente
37:41e a osteite
37:42alveolar
37:43pois é
37:44a gente observa
37:45o que?
37:46que mesmo
37:46pacientes
37:47que tem
37:47higiene bucal
37:48muito ruim
37:49às vezes
37:50não desenvolvem
37:51alveolite
37:51osteite
37:52alveolar
37:52e outros pacientes
37:53que tem
37:54higiene
37:54escrupulosa
37:55desenvolvem
37:57osteite
37:57alveolar
37:58o que acontece
37:59como existe
38:00uma degradação
38:01precoce
38:01do coado
38:02algumas pessoas
38:04são mais
38:05suscetíveis
38:06a esse tipo
38:07de complicação
38:07um exemplo
38:08claro
38:09paciente fumante
38:10o fumante
38:12ele tem
38:12dois fatores
38:13que contribuem
38:14para
38:15osteite
38:17alveolar
38:17o primeiro
38:18é o hábito
38:18de sucção
38:19que por si só
38:20tende a deslocar
38:22o coado
38:22e o segundo
38:23é
38:24que o fumo
38:26faz uma vasoconstrição
38:28portanto
38:28leva menos
38:29fatores
38:30de coagulação
38:30para a área
38:31e isso pode facilitar
38:32a degradação
38:33do coado
38:33um outro
38:34grupo de pacientes
38:35que é suscetível
38:36a osteite
38:37alveolar
38:37mulheres
38:38em uso
38:39de contraceptivo
38:41aí tanto faz
38:42oral injetável
38:43é um grupo
38:45de pacientes
38:45que não se sabe
38:46porque
38:46está mais sujeito
38:48a osteite
38:48alveolar
38:49então
38:50se suspeita
38:51que é uma
38:51desordem
38:53algumas pessoas
38:54tem alguma
38:54desordem intrínseca
38:55que favoreça isso
38:56além
38:57claro
38:57da contaminação
38:59bacteriana
38:59que precipita
39:00esse tipo
39:01de complicação
39:02mas a higiene
39:03não é um fator
39:05determinante
39:06a higiene
39:07sim
39:07é um fator
39:08determinante
39:08para a infecção
39:09quanto mais
39:12maior a carga
39:13microbiana
39:14maior a possibilidade
39:15de você ter
39:15infecção
39:16não
39:29a alveolite
39:30vou voltar
39:31ela
39:33muito mais
39:35do que uma
39:36infecção
39:36ela é
39:38aqui ó
39:39um distúrbio
39:41na cicatrização
39:42após a formação
39:43do quadro
39:43fibrinólise
39:45excessiva
39:46mais do que
39:47infecção
39:48embora
39:48as bactérias
39:50possam desempenhar
39:51um papel importante
39:52ainda a ser
39:53esclarecido
39:54tá
39:55ainda a ser
39:56alguns autores
39:59postulam que
40:01bactérias
40:02não comuns
40:04nessa área
40:05produzam
40:06metabólicos
40:07que favoreçam
40:08a fibrinólise
40:10e aí
40:11estaria
40:11uma das possíveis
40:12etiologias
40:13da costeide
40:14alveolar
40:14voltando então
40:21para a lesão
40:21dos nervos
40:22o nervo lingual
40:23é o mais
40:24frequentemente
40:24lesionado
40:25quando a gente
40:25descola
40:26o retalho
40:27do tecido
40:27mole
40:28intempestivamente
40:30na área
40:30lingual
40:31então
40:32todo o respeito
40:33deve ser dado
40:34a parte
40:35lingual
40:35do retalho
40:36e o nervo
40:37alveolar
40:37inferior
40:38quando as raízes
40:38do dente
40:39são manipuladas
40:40e removidas
40:41do alvéolo
40:41nem sempre
40:42a gente faz
40:43uma secção
40:43completa
40:44da bainha
40:47nervosa
40:48às vezes
40:48a simples
40:49compressão
40:50do nervo
40:51é suficiente
40:52para causar
40:53algum grau
40:53de alteração
40:55sensorial
40:55tá pessoal
40:56a incidência
40:58geral
40:59de lesão
40:59nervosa
41:00geralmente
41:01aceita
41:01é entre
41:023%
41:04e desses
41:053%
41:06apenas
41:06uma minoria
41:07vai evoluir
41:08para uma
41:09parestesia
41:10permanente
41:11então
41:12é
41:13mínima
41:14a incidência
41:15de lesão
41:16permanente
41:16em nervo
41:17e acontecendo
41:19aqui a gente
41:20vê
41:20um diagrama
41:21que mostra
41:22aqui o número 6
41:23é o nervo
41:23lingual
41:24repara como ele
41:25desce
41:25justaposto
41:26a cortical
41:27lingual
41:27e é muito
41:28facilmente
41:29lesado
41:30ou ele
41:30ou um
41:31dos seus ramos
41:31no momento
41:32do descolamento
41:34do retalho
41:34nessa área
41:35ou de uma
41:36ostectomia
41:36intempestiva
41:37esse é outro motivo
41:39pelo qual
41:40a odontossexão
41:41de um terceiro molar
41:42ela só vai
41:43até
41:442 terços
41:46ou 3 quartos
41:47da distância
41:48do estíbulo
41:49lingual
41:49e não
41:50toda a coroa
41:52é
41:54você fratura
41:55exatamente
41:55para não atravessar
41:57e não correr
41:58o risco
41:58de lesar
41:59o feixe
42:00do nervo
42:01lingual
42:02nessa área
42:02tá pessoal
42:03então esse diagrama
42:04mostra bem
42:05mas nos casos
42:06em que as
42:06parestesias
42:07são permanentes
42:09é necessário
42:13o tratamento
42:14multidisciplinar
42:16eventualmente
42:17esses pacientes
42:17devem ser encaminhados
42:18para um neurologista
42:19ou um neurocirujão
42:20para ter
42:21um tratamento
42:22mais adequado
42:24tá pessoal
42:24tem algumas coisas
42:26que levam a gente
42:27a suspeitar
42:28da proximidade
42:29da íntima
42:31relação
42:32relação de contato
42:33entre a raiz
42:34do dente
42:34e o nervo
42:35alveolar inferior
42:36uma delas
42:37é o aparente
42:39estreitamento
42:39do canal
42:40alveolar inferior
42:40à medida que ele
42:41atravessa a raiz
42:42ou se se observa
42:44uma grave
42:44dilaceração
42:45dessa raiz
42:46logo quando
42:47chega próximo
42:47do canal
42:48isso leva a gente
42:49a suspeitar
42:49de que haja
42:50um contato
42:51muito íntimo
42:52entre essas estruturas
42:54mas o mais importante
42:56aqui
42:56são os desvios
42:58do caminho
42:58do canal
42:59um canal
42:59que vem
43:00seguindo
43:00seu trajeto
43:01e abruptamente
43:02sofre um desvio
43:03ou o escurecimento
43:06do ápice
43:07da raiz
43:07na altura
43:08do canal
43:08isso indica
43:09que a raiz
43:11está dentro
43:12do canal
43:12mandibular
43:13tá pessoal
43:13além disso
43:16a interrupção
43:17da linha branca
43:18radiopaca
43:18do canal
43:19quando a gente
43:19observa
43:20uma radiografia
43:21panorâmica
43:21ela é muito
43:23sugestiva
43:24de que essa raiz
43:25esteja dentro
43:25do canal
43:26no caso
43:28de a gente
43:29perceber
43:29essas alterações
43:30deve-se tomar
43:31precauções
43:32extraordinárias
43:33por exemplo
43:33aumentar
43:34o número
43:35de odontosexões
43:37tirar o dente
43:37em pedaços
43:38em maior
43:40número
43:41de fragmentos
43:42e a gente
43:47tem aí
43:48um capítulo
43:48de complicações
43:49raras
43:50que complicações
43:51raras
43:51seriam
43:51essas
43:52por exemplo
43:52um terceiro
43:53molar
43:54deslocado
43:55para dentro
43:55da fossa
43:56infratemporal
43:57isso pode
43:58acontecer
43:58naqueles
43:59terceiros
44:00molares
44:00superiores
44:01altos
44:02ou então
44:03com pouca
44:04raiz formada
44:05ou então
44:06aqueles
44:07terceiros
44:07molares
44:09superiores
44:09altos
44:10posteriormente
44:12localizados
44:13e com pouca
44:14raiz formada
44:15em que
44:16seja
44:17difícil
44:17de colocar
44:18um afastador
44:19fazendo
44:20um batente
44:21posterior
44:22para que
44:22evite
44:23esse deslocamento
44:24no caso
44:25de acontecer
44:25o deslocamento
44:27do dente
44:27para a fossa
44:27infratemporal
44:28a gente
44:29tenta manipular
44:30o dente
44:30novamente
44:31de volta
44:32para o alvéolo
44:33com pressão
44:34externa
44:34na região
44:35temporal
44:35o paciente
44:36com o dedo
44:38a gente tenta
44:39devolver
44:40o dente
44:41para o alvéolo
44:41às vezes
44:42é possível
44:43mas nem sempre
44:44isso funciona
44:45nesse caso
44:50a gente tenta
44:52resgatar
44:53o dente
44:54colocando a ponta
44:55do sugador
44:56dentro do alvéolo
44:57tentando aspirar
44:58nem sempre
44:59isso funciona
45:00se isso tudo
45:01não funcionar
45:02ainda existe
45:04a possibilidade
45:05de fazer
45:05uma única
45:06tentativa
45:07com uma pinça
45:07Kelly
45:08de as cegas
45:09tentar
45:10pinçar
45:12o dente
45:13na fossa
45:14infratemporal
45:14embora isso
45:15não seja
45:15recomendado
45:16em todos os textos
45:17tá pessoal
45:18não se deve
45:20fazer mais
45:20do que uma tentativa
45:21se não conseguir
45:22a gente
45:23para por aí
45:25se permite
45:27então
45:27sutura
45:28a área
45:28certinho
45:29e permite
45:30que o dente
45:31sofra fibrose
45:32pedindo ao paciente
45:33para retornar
45:34entre duas e quatro
45:35semanas depois
45:36o dente já vai estar
45:37fibrosado
45:37e aí sim
45:38se tenta
45:39remover
45:40novamente
45:41existem casos
45:42que não é viável
45:44a remoção
45:44desse dente
45:45ambulatório
45:46e o paciente
45:47precisa ser
45:47hospitalizado
45:49para fazer a remoção
45:50por via cirúrgica
45:52em ambiente hospitalar
45:53importante
45:55nesses casos
45:56é a localização
45:58do dente
45:58e para isso
45:59a gente pode
46:00lançar a mão
46:00de uma tomografia
46:01computadorizada
46:02outra complicação
46:06rara
46:07seria
46:07um dente
46:08ou um fragmento
46:09dentário
46:10uma raiz
46:10deslocada
46:11para o interior
46:12do seio maxilar
46:13a recuperação
46:14geralmente é feita
46:15com a manobra cirúrgica
46:16conhecida como
46:17operação de
46:18caldo euluc
46:18ou acesso
46:19do tipo
46:20caldo euluc
46:22esse acesso
46:24de caldo euluc
46:25é feito
46:25na altura
46:26do pilar canino
46:27e é obtida
46:28uma janela
46:29óssea
46:30no seio maxilar
46:31e eventualmente
46:33por transiluminação
46:34às vezes com a luz
46:35de um fotopolimerizador
46:36a gente consegue
46:37iluminar a área
46:38e pinçar
46:39o dente
46:40por dentro
46:40do seio maxilar
46:41ou o fragmento
46:42radicular
46:43a maior parte
46:46das vezes
46:46a gente consegue
46:47recuperar o fragmento
46:48por via transalveolar
46:49também
46:50sem abrir
46:50o acesso
46:52de caldo euluc
46:53radiografia simples
46:58podem ser usadas
46:59mas preferencialmente
47:01uma tomada
47:01tridimensional
47:02ou uma tomografia
47:04computadorizada
47:05para localizar
47:06com precisão
47:06o dente
47:07são de bom
47:08de bom
47:10ouvir
47:11fratura da mandíbula
47:14é uma ocorrência
47:15rara
47:16pessoal
47:17eu tenho 20 anos
47:17de profissão
47:18eu nunca vi
47:19nunca vi
47:21nem soube
47:22de colegas
47:22que tenham
47:23fraturado a mandíbula
47:24mas
47:25já
47:26já
47:27vi vários casos
47:30em congresso
47:31na literatura
47:32é uma ocorrência
47:34bastante rara
47:35e acontece
47:35principalmente
47:36naqueles dentes
47:37profundamente impactados
47:38em indivíduos
47:39idosos
47:40e com osso denso
47:41geralmente
47:42se
47:42vê esse tipo
47:44de complicação
47:45quando o dente
47:45ultrapassa
47:46a altura
47:47do corpo
47:49mandibular
47:50o dente
47:51ocupa todo o espaço
47:52do corpo
47:52mandibular
47:53então a gente
47:54supõe
47:55que sejam
47:56os casos
47:57mais suscetíveis
47:57a fratura
47:58se o cirurgião
48:00tem experiência
48:01tem material
48:02e facilidades
48:03ele pode
48:04fazer a redução
48:05e fixação
48:06da fratura
48:07de forma imediata
48:09lembro mais uma vez
48:10a vocês
48:11que os cirurgiões
48:12norte-americanos
48:13eles executam
48:14essas cirurgias
48:15muitas vezes
48:16em hospital
48:16em ambiente hospitalar
48:17com todo o material
48:18de fixação
48:19à disposição
48:19aqui no Brasil
48:21a gente tem
48:21o costume
48:22de atuar
48:23mais em ambulatório
48:24mas se a gente
48:25tem facilidade
48:26conhece um amigo
48:27buco
48:27ou é buco maxilo
48:29e trabalha
48:30em contato
48:31com o hospital
48:32é aceitável
48:33que se transporte
48:33o paciente
48:34e faça
48:34a redução
48:36em ambiente hospitalar
48:37a fixação
48:39intermaxilar
48:39com barras
48:40de eric
48:41e fio de aço
48:42também é aceitável
48:43nos casos
48:44de fraturas favoráveis
48:45tá pessoal
48:46e podem ocorrer
48:48também fraturas tardias
48:49o que são
48:50fraturas tardias
48:51são aquelas que acontecem
48:52entre 4 e 6 semanas
48:54após a cirurgia
48:56naqueles pacientes
48:56com mais de 40 anos
48:58de idade
48:58e que eventualmente
48:59foram fazer
49:00um esforço
49:00mastigatório excessivo
49:02ou num acidente esportivo
49:04e acabam fraturando
49:05a mandíbula
49:06após a extração
49:07dentária
49:08então eu trouxe
49:09aqui pra vocês
49:10não sei se dá pra enxergar
49:11mas uma fratura
49:12que corre
49:14pela área
49:15do alvéolo
49:15de um terceiro molar
49:17que foi extraído
49:18tá pessoal
49:19pode ficar
49:24pode ficar
49:25pode ficar
49:27ou não
49:27na maioria dos casos
49:28não
49:29ficou ou não
49:32não
49:32e aqui
49:35os métodos
49:36de fixação
49:37então pessoal
49:38as placas
49:39parafusos
49:40utilizados mais
49:41rotineiramente
49:42e a fixação
49:43intermaxilar
49:44com barras
49:45de hélique
49:46e elásticos
49:47ou fios de aço
49:49intermaxilares
49:52tá bom pessoal
49:52uma outra preocupação
49:56com extrações
49:57de terceiros molares
49:58é sobre a cicatrização
49:59perinatal
50:00como é que se processa
50:02isso
50:02e em que influência
50:03tem a extração
50:04do sismo
50:05naqueles pacientes
50:07com menos de 19 anos
50:08a gente observa
50:09que a remoção
50:10de dentes
50:11completamente impactados
50:12não causa
50:14comprometimento
50:15no grau de inserção
50:16ou na profundidade
50:17de bolsa
50:18então pacientes
50:19com 19 anos
50:20com menos de 19 anos
50:23não tem impacto
50:25significativo
50:26quando o dente
50:27terceiro molar
50:28é removido
50:29na cicatrização
50:30periodontal
50:31e essa cicatrização
50:32ela continua ocorrendo
50:34a longo prazo
50:35por mais 4 anos
50:37depois da extração
50:39de forma progressiva
50:40tá pessoal
50:41já no momento
50:44da remoção
50:45o cirurgião
50:46pode tentar fazer
50:47uma tentativa
50:48de debridar
50:48aquela área
50:49distal
50:50do segundo molar
50:52na tentativa
50:52de criar
50:54algum leito
50:55em que o osso
50:56volte a se formar
50:57nessa área
50:58mas isso
50:59não tem
51:00um resultado
51:01garantido
51:02e nem é
51:03algo que possa
51:04ser mensurado
51:05tá pessoal
51:06muitos estudos
51:07mostraram
51:07que o uso
51:08de técnicas
51:09de regeneração
51:09óssea
51:10nesses alvéolos
51:11de terceiro
51:12molares
51:12extraídos
51:13não é justificado
51:14hoje em dia
51:16não existe
51:17evidência científica
51:19suficiente
51:19que sustente
51:20você colocar
51:21enxertos ósseos
51:23membranas
51:24substitutos ósseos
51:25ou implantes ósseos
51:27nessas áreas
51:28com o intuito
51:29de melhorar
51:30a cicatrização
51:31periodontal
51:31simplesmente
51:32não é conclusivo
51:34tá pessoal
51:34então se perguntarem
51:36na prova lá
51:37hoje em dia
51:37não é justificado
51:39o uso
51:40de enxertos
51:40ósseos
51:41em alvéolos
51:42de extração
51:43de terceiros
51:44molares
51:44pelo menos
51:45não com o intuito
51:46de melhorar
51:47a cicatrização
51:48periodontal
51:49tá
51:49resumindo
51:51a cicatrização
51:51periodontal
51:52ela é claramente
51:54melhor
51:54quando o dente
51:55é removido
51:55antes de ele ficar
51:57exposto na boca
51:57ou seja
51:58impactões ósseas
51:59completas
51:59são melhores
52:00antes que ele consiga
52:03reabsorver o osso
52:04antes que ele tenha
52:05tempo de reabsorver
52:06o osso
52:06na distal
52:07do segundo
52:07molar
52:07e quando o paciente
52:09é o mais jovem
52:09possível
52:10se fala
52:12muitas vezes
52:12assim
52:13ah mas você vai
52:14remover
52:15você removeu
52:16o dente
52:16incluso
52:17removeu o terceiro
52:18molar incluso
52:19e ficou com uma
52:20bolsa periodontal
52:21não gente
52:22não ficou com a
52:23bolsa periodontal
52:24a bolsa periodontal
52:25já estava ali
52:26em função do
52:27terceiro molar
52:28que estava ocupando
52:29aquele espaço
52:29então você
52:31remove o dente
52:32para dar saúde
52:33para aquele periodonto
52:34e não
52:35ocasionar
52:36a manutenção
52:37do estado
52:38de doença periodontal
52:39não é a remoção
52:41do siso
52:41que causa a bolsa
52:42a bolsa
52:44já está lá
52:45bom pessoal
52:47e
52:49uma consideração
52:50sobre cicatrização
52:51periodontal
52:52é que a remoção
52:53de um terceiro molar
52:54totalmente
52:55impactado
52:56e assintomático
52:57em pacientes
52:58mais velhos
52:58e aí mais velhos
52:59é acima
53:00de 35 anos
53:01tá pessoal
53:01resulta
53:04numa profundidade
53:05de bolsa
53:05que pode ser
53:06significativa
53:07e potencial
53:08perda do osso
53:09nessa região
53:10posterior
53:10do segundo molar
53:11então
53:12eventualmente
53:14não é uma boa
53:15ideia
53:16se remover
53:17dentes
53:17nessa faixa
53:18etária
53:18da população
53:19principalmente
53:20se não
53:20estiverem
53:21sintomáticos
53:22talvez seja
53:24mais prudente
53:25mais inteligente
53:26fazer a
53:27preservação
53:28o controle
53:29a longo prazo
53:31tá pessoal
53:32boa sorte
53:33pra vocês
53:34mais uma vez
53:34eu espero que o edital
53:35abra ainda
53:36nessa semana
53:37mas se não abrir
53:39a gente vai continuar
53:40estudando
53:40tem mais duas
53:46tem mais duas
53:47mas eu tô falando
53:48vamos continuar estudando
53:49porque
53:49a marinha precisa
53:51de vocês
53:52conversa aí
53:53tchau
53:54tchau
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