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Especialistas alertam que a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL‑RJ), determinada por Alexandre de Moraes (STF), provocou reação dura de setores do governo do presidente Donald Trump que já condenam a medida e impõem tarifas de 50 % ao Brasil. A situação arrasta tensões comerciais e pode travar negociações bilaterais em curso.

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Transcrição
00:00O jornal americano The New York Times destacou a repercussão que a prisão de Jair Bolsonaro gerou no governo Trump
00:07e afirmou que a medida pode agravar ainda mais a relação com o Brasil e gerar a maior crise diplomática entre os dois países nas últimas décadas.
00:17Segundo a publicação, a decisão do ministro Alexandre de Moraes deve atrapalhar as negociações comerciais sobre as tarifas de 50% que começaram a vigorar hoje.
00:26O jornal lembrou que, ao impor as taxas contra o Brasil, Trump deixou claro que também buscava combater injustiças contra Bolsonaro.
00:35Criticou abertamente a postura e declarações do governo brasileiro, considerando uma ameaça à América.
00:43Olha, são vários aspectos que a gente precisa tratar, considerar, discutir.
00:47Chamar o Roberto Mota, tá ao vivo, conectado com a gente lá no Rio de Janeiro.
00:51Mota, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.
00:53Esse artigo que foi publicado pelo New York Times, é preciso olhar para a postura que, historicamente, esse jornal sempre adotou,
01:03mas esse artigo que foi publicado, que faz essa projeção de cenário,
01:07que a detenção de Jair Bolsonaro poderia agravar, gerar a maior crise diplomática em décadas, Mota.
01:14Me parece evidente que a prisão de Jair Bolsonaro torna a situação do Estado brasileiro mais complicada perante os Estados Unidos.
01:26Não era preciso ser nenhum gênio para prever isso.
01:30Agora é sempre bom lembrar, não existe crise entre o Brasil e os Estados Unidos.
01:36O povo americano e o povo brasileiro continuam se dando muito bem.
01:42Eu acabo de voltar dos Estados Unidos e, como sempre, fui muitíssimo bem tratado.
01:49A crise acontece entre o Estado brasileiro e o atual governo americano.
01:55Me parece que era evidente que a prisão de Bolsonaro iria piorar tudo.
02:03A carta de Donald Trump ao governo brasileiro foi bastante clara,
02:10mais clara do que isso só se ela incluísse um desenho.
02:14O primeiro parágrafo da carta é inteiramente dedicado a Jair Bolsonaro,
02:20que Donald Trump afirma ser vítima de perseguição política.
02:26Ele, Donald Trump, passou por um processo muito parecido.
02:31Ele sabe exatamente o que Jair Bolsonaro está passando.
02:37Pois é, e algumas leituras vêm sendo feitas por jornalistas e autoridades dos Estados Unidos
02:42em relação às medidas tomadas pela justiça brasileira.
02:45Chama o Luiz Felipe Dávila, vai trazer também seu diagnóstico, a sua impressão
02:49para esse artigo publicado pelo New York Times,
02:53indicando que essa prisão domiciliar de Jair Bolsonaro poderia agravar essa crise.
02:59Eles falam em crise diplomática, poderia ser a maior em décadas.
03:02Dávila, bem-vindo, ótima noite a você.
03:05Quais são os seus apontamentos?
03:06Porque há também quem entenda que a detenção, a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
03:12poderia indicar uma resposta magnítica.
03:15Enfim, queria que você trouxesse também suas ponderações.
03:20Caniato, boa noite a você, a Mota, o Beraldo e a nossa querida audiência.
03:24Caniato, a crise não é necessariamente por causa do julgamento do ex-presidente Bolsonaro.
03:31Trump sabe muito bem que no Brasil, assim como nos Estados Unidos,
03:37os poderes são independentes e que o poder executivo tem muito pouca influência
03:43sobre um caso que está sendo julgado na Suprema Corte do Brasil.
03:47Mas ele usa este episódio de Jair Bolsonaro para acirrar as negociações com o Brasil
03:55em torno das tarifas.
03:57O fato é que o presidente brasileiro reage muito mal às investidas dos Estados Unidos.
04:06Primeiro, porque não consegue separar uma postura pessoal de antipatia ao presidente norte-americano
04:16do seu antagonismo ideológico dos interesses do Brasil.
04:22Os interesses do Brasil, Caniato, hoje estão em jogo e nós não podemos perder esta negociação
04:31porque o presidente do Brasil acha que ele está sendo ofendido, que ele é uma questão pessoal.
04:39Não é uma questão pessoal, é uma questão de chefe de Estado.
04:42O chefe de Estado tem que zelar pelo interesse nacional.
04:45O interesse nacional, Caniato, hoje é muito claro.
04:49O Brasil vai perder mais de 130 bilhões de reais em negócio.
04:56A Bolsa de Valores já perdeu, só no mês de julho, o pior mês de julho dos últimos quatro anos,
05:0230 bilhões de reais.
05:05O Brasil vai perder 110 mil empregos.
05:08Então não dá para o presidente da República achar que ele está numa conversa de botequim
05:15que vai peitar o fortão, o grandão e vai para cima de qualquer jeito
05:20e não vai se dobrar e não vai negociar e vai mostrar que é um defensor da soberania do Brasil.
05:26Isso tem um custo e não é para ele na pessoa física, é para o Brasil, é para os brasileiros.
05:32Ele tem obrigação, como chefe de Estado, de sentar à mesa com o presidente dos Estados Unidos
05:39e negociar, como todos os chefes de Estado fizeram nas últimas semanas.
05:46Somente nós ignoramos a carta do presidente Trump, que foi enviada no dia 9 de julho,
05:53hoje é dia 6 de agosto, e nada foi feito de negociação concreta.
05:57O pouco que ocorreu ao ceder em alguns produtos nessa lista de exceção
06:04foi porque os Estados Unidos reconheceram que aqueles produtos, se taxados em 50%,
06:11afeitaria o bolso dos americanos.
06:14Por isso, o presidente do Brasil não pode se apegar aos seus preconceitos ideológicos,
06:21o seu antagonismo pessoal ao presidente Trump e rechaçar qualquer espaço para a negociação.
06:29Isto é imperdoável para um chefe de Estado que tem que zelar pelos interesses nacionais.
06:36A gente faz muitas análises e reflexões a respeito das decisões que são tomadas pela Justiça.
06:42Deixa eu só passar para tratar de um aspecto que envolve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
06:49e qual é o recado que é enviado para os Estados Unidos.
06:51Mota, claro que essa discussão foi feita nos últimos dias a respeito do que poderia fazer o governo brasileiro,
06:59quais são os mecanismos que o poder executivo teria para alterar o rumo, por exemplo,
07:06de uma pauta, de uma matéria que é de exclusividade da Justiça brasileira.
07:11Acho que esse é um aspecto.
07:13Mas tem uma leitura que jornalistas e até autoridades dos Estados Unidos fazem,
07:18que assim, ao determinar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro,
07:23essa ação acabaria sendo interpretada nos Estados Unidos como uma resposta, por exemplo, a Magnitsky.
07:31A separação não fica muito clara.
07:33Então, muitas vezes, uma ação tomada aqui ou tomada lá fica parecendo que é um recado a determinada instituição
07:40e acaba bagunçando, inclusive, as várias interpretações.
07:44Então, muitos falam, pode haver uma crise diplomática, sim,
07:47mas talvez uma crise que acaba se originando em algo que não faria sentido.
07:55Enfim, queria que você discorresse sobre isso.
07:58O que o Executivo poderia fazer?
08:00E a Justiça brasileira está enviando recados também ao governo dos Estados Unidos ou parece mais uma tese?
08:05Você tem razão, Caniato.
08:08Eu acho que há uma bagunça total, há uma confusão muito grande.
08:12Primeiro, eu não acho que há uma crise diplomática, porque não há diplomacia.
08:17Onde é que está a diplomacia nessa história?
08:20Ela é inexistente.
08:22Eu acho que há duas questões aqui, pelo menos, que a gente pode separar para colocar na mesa.
08:27Uma questão, vamos dizer assim, institucional.
08:31Respondendo a pergunta, pessoas, entidades fora do Brasil podem influir na justiça brasileira?
08:40Essa é uma questão.
08:41A outra é, se você está no meio de uma crise, de um confronto com o país mais poderoso do mundo,
08:50o país que domina o comércio internacional, o mercado financeiro, a defesa,
08:55o que você faz?
08:57Você paga para ver?
08:59Você continua nesse confronto para ver se tem alguma chance de você ganhar?
09:04Então, vamos começar pela segunda questão.
09:07É óbvio que a resposta é não.
09:09Se você, por acaso, descobre que você está num confronto com o governo dos Estados Unidos da América,
09:16eu acho, é só um palpite, que a melhor opção para você é recuar desse confronto.
09:22Sai dessa situação.
09:24Não, escalar a situação, aumentar o confronto, não é uma boa opção.
09:31Mas essa é só a minha opinião.
09:33Vamos agora à primeira questão.
09:36Entidades de fora do Brasil podem influir na justiça brasileira?
09:41A resposta para essa pergunta aqui no Brasil sempre foi sim.
09:45É lógico.
09:46Como é que foi, que aconteceu, por exemplo, a determinação para o fechamento dos manicômios judiciais no Brasil?
09:54Ora, ela aconteceu, ela teve origem numa decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, uma corte que não é brasileira.
10:04É uma corte, um tribunal formado por estrangeiros que resolveu, tomou uma decisão.
10:10Aliás, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, ela recomendou que o Brasil melhorasse o atendimento a doentes mentais.
10:22Essa foi a recomendação.
10:24Essa recomendação foi interpretada no Brasil como uma determinação de fechamento de manicômios judiciais.
10:32Isso não é interferência na soberania nacional?
10:35Como não é?
10:36A gente tem um outro exemplo, que foi também uma decisão tomada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos,
10:44de que alguns presídios no Brasil, um presídio aqui no Rio de Janeiro e outro em Pernambuco, no Complexo do Jurado,
10:51tinham condições degradantes.
10:53Então, prestem atenção nisso, os criminosos presos nesses presídios deveriam ter o tempo de prisão que eles já cumpriram contado em dobro.
11:05Ou seja, as penas, as sentenças que eles receberam foram reduzidas à metade.
11:11Eu pergunto a vocês, caros espectadores, onde está a lei que autorizou isso?
11:17Não existe nenhuma lei.
11:20Isso foi uma decisão de um tribunal de fora do país, que foi adotada imediatamente aqui no Brasil.
11:27Pouca gente reclamou.
11:29Eu não vi essas pessoas que hoje estão preocupadas com a soberania nacional dando um pio.
11:36Pelo contrário, elas aplaudiram.
11:38Então, são questões que precisam ser encaradas com coerência.
11:44A postura que sempre foi adotada aqui no Brasil não pode mudar de uma hora para outra por conveniência política.
11:52E, acima de tudo, caniato, é preciso bom senso.
11:56Eu acho que é principalmente isso que está faltando nesse momento.
12:01Notícia em destaque, uma publicação, um artigo, um texto do New York Times,
12:05indicando que a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro poderia gerar uma crise diplomática
12:12e interferir, inclusive, nas negociações entre Brasil e Estados Unidos a respeito das tarifas impostas por Donald Trump.
12:19Cristiano Beraldo ao vivo com a gente também.
12:22Beraldo, excelente noite.
12:24Vários assuntos para tratar.
12:25No New York Times foi o jornal que fez uma entrevista, inclusive, com o presidente Lula no mês de julho
12:31e estampou a seguinte manchete nessa publicação.
12:36Ninguém desafia Trump como presidente do Brasil.
12:39Agora, o Brasil volta à capa do New York Times com essa reflexão sobre a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
12:47Beraldo, bem-vindo.
12:50Foi uma piada do New York Times, né?
12:51Porque a manchete correta é ninguém desafia o Brasil como o próprio presidente do Brasil.
12:56Boa noite a você, boa noite ao Mota, ao Dávila, boa noite à nossa audiência que prestigia diariamente os pingos nos lixos.
13:03Olha, Caniato, o New York Times tem uma relação muito antiga com o Brasil,
13:08mantém no Brasil correspondente já há décadas.
13:11Inclusive, teve aquele episódio em que o presidente brasileiro,
13:15à época, no seu primeiro mandato,
13:17ficou chateado com uma matéria escrita por um jornalista do New York Times
13:20e resolveu, de forma muito democrática, que ele iria caçar o visto do americano repórter do New York Times
13:28e, democraticamente, expulsar o repórter do Brasil.
13:33Porque, afinal de contas, o presidente Lula é sempre democrático
13:38e ele até tem uma forma autoritária de ser democrático,
13:43de tanto que ele ama a democracia.
13:45E agora o New York Times vai revelando, enfim, os detalhes de uma situação
13:52que chega um ponto que ele não consegue mais passar pano,
13:56ele não consegue mais ser tenencioso na defesa de coisas que são indefensáveis.
14:02Estados Unidos lida com os acontecimentos de uma forma diferente do que no Brasil se lida.
14:10Diante de absurdos, no Brasil, há vários veículos que ficam aí soltando foguetes
14:17e aplaudindo as suas fontes, aqueles que são amigos,
14:22aqueles que, de alguma forma, o veículo tem algum interesse.
14:26Não importa a obrigação que existe de cada um dos jornalistas,
14:30o juramento feito na conclusão do curso, nada disso importa.
14:35O que importa é o interesse de momento.
14:37Portanto, no Brasil, é muito difícil você manter a sua independência,
14:43mas nos Estados Unidos, por mais que haja esse tipo de demonstração
14:49de que o veículo está de um lado ou de outro, porque isso é declarado,
14:52ninguém esconde a posição que possui diante das situações políticas,
14:58mas há um limite ético para que isso aconteça.
15:02E o Brasil, de fato, ele está numa situação em que as relações diplomáticas
15:09começam a ser afetadas de forma mais ou menos explícita,
15:14mas o mundo inteiro está observando o que está acontecendo no Brasil.
15:17Quando o governo brasileiro, o Caniato, manda um jato oficial do governo
15:22resgatar uma ex-primeira-dama condenada por corrupção num país vizinho,
15:28isso está sendo observado.
15:31As pessoas não estão achando que isso é um ato de heroísmo,
15:34de grandeza do governo brasileiro.
15:37Isso está sendo visto mundo afora como um ato de conivência
15:42do atual governo brasileiro com práticas de corrupção.
15:46E para chancelar de forma definitiva essa postura,
15:51lá foi o presidente brasileiro, a Argentina,
15:53defender a soberania da Argentina, defender o judiciário argentino
15:57com a sua independência, não, levantar a plaquinha dizendo que era
16:03para liberar, para livrar a Cristina Kirchner da punição pelos crimes
16:08que a justiça argentina concluiu que ela cometeu.
16:14Portanto, a postura do Brasil, que todo mundo vê,
16:19é muito diferente desse discurso que o governo brasileiro adota
16:25diante das circunstâncias que ele quer aproveitar politicamente.
16:30A cara de pau é uma situação dada e aceita com naturalidade no Brasil.
16:37Mas quem está de fora, Caniato, está vendo exatamente o que está acontecendo.
16:44Aquela entrevista feita com o presidente brasileiro
16:47e publicada em julho no New York Times.
16:50Agora, para esse artigo em destaque, viu, Dávila?
16:52A manchete foi a seguinte, prisão domiciliar de Bolsonaro lança sombra
16:57sobre negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
17:01E aí algumas pessoas da nossa audiência, Dávila, fazendo essa pergunta,
17:05se você entende que a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
17:10pode, de alguma maneira, interferir, mexer com as negociações
17:15entre Brasil e Estados Unidos.
17:16E eu nem estou citando aquela reclamação junto à OMC, viu?
17:19Daqui a pouco a gente vai tratar disso.
17:21Você acha que a prisão, propriamente, interfere de alguma maneira?
17:25É possível conectar essas duas coisas, Dávila?
17:28Não é possível, não.
17:30A negociação não acontece porque o Brasil não quer negociar.
17:34E por uma questão de postura.
17:37A posição do presidente da República
17:39é mostrar para a sua tribo, para os seus seguidores,
17:43que ele é o grande líder da esquerda latino-americano,
17:48que ele não se dobra ao imperialista Donald Trump,
17:53que ele não vai negociar com um país autoritário
17:58que quer impor as condições das tarifas goela abaixo dos brasileiros,
18:03que ele é um defensor da soberania nacional.
18:06Isto é uma posição política.
18:10E ele está explorando isso desde o dia 9 de julho
18:14para dizer que ele é o grande defensor da soberania nacional
18:18e, por isso, não está disposto a negociar.
18:21É um absurdo essa atitude.
18:24Porque, na verdade, em negociação,
18:26você tem que separar esta posição que ele quer jogar pela plateia
18:30e explorar politicamente dos interesses do país.
18:33Os interesses do país, Canhato,
18:37são justamente querer ver um presidente
18:40que ligue para o presidente dos Estados Unidos,
18:44que negocie de maneira objetiva,
18:47que mostre, inclusive, como algumas dessas tarifas
18:51vão prejudicar o consumidor americano
18:54e, por isso, elas deveriam ser revistas,
18:57que explique ao presidente Donald Trump
18:59que o Brasil tem um déficit e não um superávit comercial
19:03como é o caso dos demais países.
19:06Ou seja, deveria estar negociando de forma objetiva
19:10e dizer claramente ao presidente da República
19:12para a gente tirar de lado um pouco os assuntos políticos.
19:15Porque, assim como nos Estados Unidos,
19:18o presidente da República não tem nenhuma ingerência
19:20do que está acontecendo na Suprema Corte norte-americana.
19:24E, assim como o presidente brasileiro
19:25não tem nenhuma ingerência
19:26de um julgamento que está acontecendo
19:27na Suprema Corte brasileira
19:29sobre o ex-presidente.
19:31Mas nada disso foi feito.
19:34Como bem lembrou o Mota,
19:36a diplomacia inexiste no Brasil.
19:38É um silêncio absoluto
19:40desde o dia 9 de julho.
19:42E o governo diz que vai continuar
19:45mantendo de boca fechada.
19:47E isso, Canhato,
19:48como eu disse no último comentário,
19:50tem um efeito direto no Brasil.
19:53na perda de empregos,
19:55na queda de investimento,
19:57no fechamento de alguns negócios.
19:59Nós estamos falando aqui
20:00110 mil empregos estão previstos a serem fechados.
20:03Nós vamos perder mais de 135 bilhões de reais
20:06de negócios.
20:08O mercado deixou a Bolsa de Valores
20:10de receber 30 bilhões de reais.
20:13Esses são os números.
20:14Esses são os fatos.
20:16Este é o preço que o Brasil está pagando
20:19por um presidente
20:21que reluta em negociar
20:24para defender os interesses do Brasil
20:27e usa o episódio político
20:29só para explorar politicamente
20:32a sua posição
20:33de um líder de esquerda latino-americano.
20:37Pois é, a partir dessa reportagem
20:39do New York Times,
20:41passei para o Dávila
20:41perguntando se a prisão
20:43poderia interferir nas negociações.
20:45O Dávila disse, não,
20:46não dá para conectar.
20:49A negociação não avança
20:50porque o país não quer negociar.
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