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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificou as conversas dentro do partido para estruturar um programa de governo visando as eleições de 2026. O principal foco das discussões é a economia, com propostas que incluem redução do tamanho do Estado, corte de gastos e diminuição da carga tributária. O pré-candidato já passou a adotar o slogan “tesouraço” como símbolo das medidas defendidas.

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Transcrição
00:00Bem, ainda falando sobre bastidores da política, o pré-candidato à presidência pelo PL,
00:06o senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, ele intensificou as conversas no partido
00:11para a formatação de um programa de governo a ser apresentado nas eleições.
00:16A legenda já vem trabalhando há seis meses em várias ideias para as diretrizes sobre uma eventual vitória nas urnas.
00:24Porém, desde que Flávio foi anunciado por seu pai, Jair Bolsonaro,
00:28o senador começou a discutir mais diretamente quais delas poderão ser efetivamente incorporadas a um programa.
00:36Não há pressa para essa finalização e a orientação é de muita cautela,
00:41para evitar situações que possam gerar desgaste político.
00:44Um dos focos de discussão desse grupo que trabalha nas propostas de Flávio,
00:49que é coordenado inclusive pelo senador Rogério Marinho, secretário-geral do PL, é a economia.
00:56Esse parece o ponto mais importante, a economia.
01:00Alguns conceitos já começaram a ser incorporados em manifestações públicas,
01:05como a redução do Estado, que visaria a redução da carga tributária.
01:10O pré-candidato já adotou um slogan, tesouraço, uma expressão usada para cortar gastos.
01:17Vamos começar essa com o Roberto Mota, Flávio Bolsonaro e as discussões que tratam da política econômica,
01:25que muito provavelmente será anunciada quando a candidatura for oficializada.
01:31Mota.
01:33Meu palpite é que qualquer que seja o plano de Flávio para a economia, ele será melhor do que o
01:41atual.
01:42Na verdade, o melhor plano seria pegar quase tudo que é feito hoje no Brasil e fazer exatamente o contrário,
01:49né?
01:50Reduzir os impostos, reduzir o tamanho do Estado.
01:53Então eu vou dar aqui, Caniato, a minha colaboração.
01:57Vou dar algumas sugestões aqui para o Flávio.
02:00Reduza a carga tributária do Brasil em 10 pontos percentuais nos primeiros dois anos.
02:09Reduza o número de ministérios para 10.
02:13Reduza pela metade o número de cargos comissionados.
02:18Suspenda todas as viagens internacionais e eventos internacionais do governo durante dois anos.
02:26Suspenda toda a publicidade oficial durante quatro anos.
02:34Zero dinheiro gasto com propaganda.
02:37Venda a metade de todos os carros oficiais do governo e todos os jatinhos da FAB.
02:45Suspenda a contratação de novos servidores durante dois anos.
02:51Privatize todas as estatais, começando pelos Correios.
02:56E coloque um limite de dois anos para recebimento do Bolsa Família, com exceção óbvia dos doentes, idosos e daqueles
03:06que não têm condição de trabalhar.
03:08Desse jeito, o Mota vai ser chamado para o grupo de trabalho.
03:12Rogério Marinho vai chamar o Mota em breve.
03:14Você, Bruno Musa.
03:16Flávio e os debates com o PL sobre o plano econômico.
03:19Isso lhe interessa?
03:22Sim, sem dúvida. Vamos lá.
03:23Ele tem falado com nomes extremamente relevantes dentro do mercado.
03:27Por exemplo, Saxida.
03:28Ele tem falado com pessoas extremamente relevantes ali, com ideias realmente de trazer uma responsabilidade fiscal,
03:37como por exemplo o Mansueto Almeida, que eu já tive o prazer de estar com ele muitas vezes.
03:42E é talvez o maior conhecedor de contas públicas que eu conheço.
03:45Então, ele tem falado com pessoas extremamente relevantes para trazer ideias importantes para dentro do mercado.
03:50E eu concordo muito com o Mota.
03:52Um dos temas de algumas palestras que eu dou, inclusive uma que eu vou fazer segunda-feira em Belo Horizonte,
03:57é justamente sobre como a máquina pública poderia ser muito mais eficiente.
04:02Só para trazer uns dados aqui importantes rapidamente, o PIB hoje no Brasil, o Estado hoje, pesa por volta de
04:0840% do PIB brasileiro.
04:10Para contextualização, a França é o maior Estado do mundo, pesa 60% do PIB.
04:15Isso significa que nós tivemos ao longo dos últimos anos, especialmente pós Primeira Guerra Mundial,
04:22onde os PIBs pesavam, os Estados pesavam entre 5% e 10% do PIB.
04:25Hoje gira na casa dos 50% na média nos países avançados.
04:29A Argentina caiu de 38% para 31%, os Estados Unidos também na casa dos 30%, 29%, 28%.
04:35Por que eu estou falando isso?
04:36Porque uma correção do Brasil é muito mais fácil do que se imagina.
04:40Ela é mais fácil, mas é difícil achar alguém que tenha coragem de implantar.
04:44E em alguns pontos o Mota falou.
04:46Eu vou trazer alguns outros.
04:47Se você altera o que o PT trouxe agora, que é simplesmente absurdo,
04:53a correção do salário mínimo sem o incremento de produtividade,
04:57e consequentemente o salário mínimo corrigindo previdências e alguns programas sociais,
05:03só aí você já tem 3%, 4% do PIB mais ou menos de ajuste.
05:07Vale lembrar que o nosso déficit gira ali, real, na casa dos 3% do PIB,
05:11incluindo aqueles gastos que eles colocaram por fora do orçamento.
05:14Se você desvincular a aposentadoria do salário mínimo,
05:19corrija apenas pela inflação, mas não a inflação, mas o PIB como o PT fez.
05:23Se você ajusta o Bolsa Família, que cresceu mais de 120 bilhões de reais nos últimos anos,
05:28como o Mota também falou, tendo uma porta de saída e não apenas porta de entrada,
05:33e os gastos tributários, aqueles setores que deixam de pagar e que não fazem mais sentido,
05:39como por exemplo o programa de catering, que não pagavam durante a pandemia,
05:44mas que agora já poderia regularizar, você tem aí basicamente 8% do PIB de ajuste.
05:50Então, claro que eu estou falando aqui rapidamente, mas ele é facilmente ajustado.
05:56E lembre-se que o mercado, ele antecipa.
05:58Se você passa uma mensagem importante, o juro já cai, a moeda valoriza,
06:03o PIB começa a crescer, o ambiente de negócio se torna menos hostil.
06:06Tem jeito fácil.
06:08Basta ter coragem para implementar as ideias que estão bastante óbvias.
06:13Se o Lula continuar aí, realmente a situação complica.
06:16Rápida parada para você que nos acompanha pela rede.
06:19Mas nós seguimos aqui tratando dessa faceta da caminhada de Flávio Bolsonaro,
06:27os debates que tratam sobre um plano econômico, nomes já estão sendo aventados.
06:32Você, Davila, me lembro que lá atrás, quando nós falávamos sobre os temas que iriam ditar os debates
06:38para as eleições presidenciais de 2026, vocês falavam sem titubear.
06:43A economia, o bolso do brasileiro vai pesar demais, isso vai ser um ponto muito importante,
06:49e segurança pública.
06:51E aí, o que é preciso considerar no início dos trabalhos do UPL, Flávio Bolsonaro,
06:56nessa caminhada?
06:57Para desenhar um plano econômico e já pensar em nomes que poderiam, por exemplo,
07:03tocar o Ministério da Fazenda.
07:05Caniato, havia um presidente da comunidade europeia que se chamava Jean-Claude Juncker.
07:11Ele falou o seguinte, todos nós sabemos o que tem de ser feito.
07:16O problema é que a gente não sabe como ganhar a eleição.
07:20O diagnóstico feito pelo Mota, pelo Bruno Musa, é perfeito.
07:25Só que se falar isso, ele perde a eleição.
07:27Como é que vai transformar isso num discurso para ganhar a eleição?
07:32Não é uma questão de diagnóstico.
07:34Todo mundo sabe que a gente tem que investir ao meio de produtividade,
07:36tem que fazer o ajuste fiscal, tem que desvincular o salário mínimo,
07:39tem que fazer corte de tamanho do Estado, tem que reduzir a carga tributária.
07:42Tudo isso é correto.
07:44Só que você tem que olhar como isso vai ser explorado pelo outro lado.
07:47Você vai acabar com os povos, vão ser abandonados pelo Estado,
07:51ninguém vai dar mais dinheiro para os povos,
07:52se não for o PT, vocês vão todos morrer de fome.
07:54Então, assim, como é que nós vamos transformar isso num discurso político?
07:58Essa é a grande questão.
08:00Não é uma questão tanto de proposta.
08:02é uma questão de como embalar isso em uma narrativa política para ganhar a eleição.
08:07Eu entendo que é muito mais uma questão hoje de marketing,
08:13e esse é um desafio não para o Flávio, só para todos os candidatos de direita.
08:17como fazer as mudanças que o Brasil precisa,
08:21que está corretíssimo o que foi dito pelo Mota e pelo Musa,
08:24mas ganhar a eleição.
08:26Porque isso aí é ótimo para depois da eleição, uma vez eleito.
08:29Mas como é que ganha a eleição?
08:31Este é um enorme desafio.
08:33Como transformar isso num discurso que as pessoas vão entender
08:38que vai melhorar a vida delas,
08:40que vai melhorar o bolso delas,
08:41que o que elas vivem hoje é uma ilusão,
08:44cada vez mais vai empobrecê-las.
08:46Então, eu entendo, Caniato,
08:48hoje como uma estratégia de marketing muito mais importante
08:53do que o diagnóstico econômico.
08:55Hoje, como diz Jean-Claude Juncker,
08:58todo mundo sabe da direita o que tem que fazer.
09:00O problema é como ganhar a eleição.
09:03Pois é, essa é uma discussão muito interessante,
09:05porque alguém também pode questionar.
09:09Bom, mas se não disser exatamente o que vai acontecer,
09:11ele pode parecer pouco transparente durante a campanha.
09:15Não diz exatamente o que vai fazer,
09:19conquista o eleitor,
09:21e aí chega no dia 1º de janeiro,
09:23ou talvez o primeiro dia de gestão seja outro,
09:27acho que pretendem mudar,
09:29aí ele toma uma outra decisão,
09:30implementa uma outra agenda,
09:31enfim, deixa eu só receber a rede.
09:33Seja bem-vindo, você que prefere ficar bem informado aqui
09:38com a Jovem Pan,
09:39programas Pingos nos Is,
09:40Flávio Bolsonaro e os debates com os integrantes do PL
09:43sobre plano econômico,
09:45inclusive alguns nomes já estão sendo discutidos,
09:48nomes para sentar na cadeira de ministro da Fazenda
09:52ou ministro da Economia.
09:54Me lembro que na gestão de Jair Bolsonaro
09:56optaram em utilizar o nome Ministério da Economia,
09:59era o Super Ministério, quem não se lembra.
10:01Mota, eu acho que esse questionamento feito pelo Dávila
10:04é muito oportuno, né?
10:06O que fazer, mas como apresentar isso,
10:09como embalar isso durante uma campanha para não assustar?
10:12É preciso ganhar a eleição.
10:14E aí, como faz?
10:16Esse é o dilema clássico das campanhas políticas.
10:22E a resposta, que eu acho que é apropriada para esse caso, Caniato,
10:28é usar a habilidade de comunicação
10:32que Flávio provavelmente herdou do pai.
10:37a capacidade de passar mensagens complexas
10:41de forma bastante simples.
10:44O que o brasileiro quer?
10:46O que o eleitor brasileiro quer?
10:48Ele quer coisas muito simples.
10:51Ele quer poder encher a dispensa de casa e a geladeira.
10:55Ele quer poder pagar as contas no final do mês.
10:58Ele quer viver sem medo de ser roubado e morto todo dia.
11:04Ele quer poder criar a sua família em paz.
11:07E se não for pedir muito,
11:09ele gostaria de ver um pouquinho de justiça ao seu redor.
11:14É isso.
11:15Não é preciso prometer mundos e fundos
11:19para você atrair a atenção do eleitor.
11:23O que o eleitor quer são essas coisas.
11:25Elas são muito simples
11:26e parece para muita gente
11:30que o Estado brasileiro
11:31faz justamente o contrário de tudo isso.
11:35No Brasil, fica cada vez mais difícil você viver,
11:40você ir ao mercado,
11:42você pagar as suas contas,
11:43você criar seus filhos sem doutrinação
11:46e você ir na esquina comprar um pão
11:48sem ter medo de não conseguir voltar.
11:51Eu acho que Flávio entende
11:54esse dilema do brasileiro muito bem.
11:58Eu acho que no quesito campanha eleitoral,
12:03ele tem, como eu já falei aqui,
12:05uma vantagem gigantesca,
12:07que é o sobrenome Bolsonaro.
12:09Você, Musa, quer se arriscar também
12:13e refletir sobre esse desafio do candidato?
12:17Como seduzir o eleitorado,
12:19mas tentando ser o mais transparente possível,
12:23apresentando, enfim,
12:24de que maneira a medida vai impactar
12:26no dia a dia dessa pessoa,
12:28mas tentando apresentar
12:30sem afugentar, muitas vezes.
12:33Porque também tem uma oposição
12:34que pode tripudiar em cima daquela ideia.
12:38E falar em reformas muitas vezes
12:41parece tratar de um pesadelo para muitos.
12:45Sem dúvida.
12:46Eu concordo muito com o que foi colocado,
12:47mas eu vou trazer uma breve reflexão
12:49e até provocação aqui.
12:53Nós vimos o que o Millet fez.
12:54Ele não mentiu em nenhum momento
12:55durante a campanha.
12:56Claro que a Argentina estava
12:57num processo de deterioração,
12:58que talvez mais quatro anos
12:59de mentalidade atual,
13:01a gente chegue lá,
13:02de destruição de uma moeda
13:04que leva novamente
13:05à inflação e juros
13:06lá nas nuvens.
13:09Em algum momento,
13:10nós teremos que colocar
13:11os adultos na sala
13:12e lidarmos com o problema
13:14que está aí.
13:14E eu acho que uma mudança,
13:16ela simplesmente acontece
13:17quando a sociedade começa
13:19a perceber a necessidade
13:20de mudança.
13:21E talvez nós tenhamos
13:23poucos paralelos,
13:24se não nenhum na história,
13:25pelo menos do Brasil,
13:27em onde o governo consegue
13:29apresentar números
13:30que pelo menos parecem positivos,
13:32apesar de um crescimento
13:33impulsionado por um gasto público.
13:35Mas a economia já não é
13:37o que dita o principal
13:38das eleições.
13:39Se os números que ele divulga
13:41são tão impressionantes,
13:42apesar de paradoxal,
13:44como termos, por exemplo,
13:45a menor taxa de desemprego
13:46da história,
13:47mas o maior número
13:48de pessoas recebendo
13:49auxílio-desemprego.
13:50Algo não soa bastante,
13:52algo não soa razoável
13:53dentro de um mínimo
13:55dessa análise.
13:56Então, talvez a percepção
13:57econômica na ponta final
13:59não esteja chegando
14:00como realmente o governo
14:02diz que está,
14:03a economia voando
14:04como um foguete.
14:05Isso me parece
14:06que as pessoas
14:08começaram a amadurecer
14:09um pouco
14:09por uma necessidade
14:10de mudança.
14:11Até mesmo não querem
14:12mais um Estado interventor.
14:14Estou falando na média.
14:15Há um amadurecimento
14:16com relação a isso.
14:18Então, nós teremos
14:18que lidar com isso.
14:19Na minha opinião,
14:20terá que ser colocado
14:22na mesa.
14:22Será duro
14:23o próprio governo
14:24e usar a mensagem
14:25do governo que assumiu
14:26que a partir de 2027,
14:28final do ano de 2027,
14:30não haverá mais dinheiro
14:31para investimentos
14:32dentro do orçamento
14:33e colocar essa verdade.
14:36Vai ser duro,
14:37precisaremos cortar,
14:39porque o que foi feito
14:40foi uma tremenda
14:42irresponsabilidade
14:42no meio do caminho.
14:43Será fácil?
14:44Não,
14:45não será fácil.
14:46Mas há paralelos.
14:47Talvez usar a própria imagem
14:48do que Milley fez,
14:50do que outros candidatos
14:51fizeram,
14:52como no Chile,
14:52como na Bolívia,
14:53para usar números reais
14:55e falar.
14:56Precisaremos,
14:57cedo ou tarde,
14:58enfrentarmos a realidade.
14:59Pois é,
14:59o Dávila trouxe
15:00essa problemática.
15:02Dávila,
15:02vou pedir para você
15:03discorrer,
15:04se aprofundar nisso,
15:05porque me parece
15:06um desafio
15:07para qualquer tipo
15:08de candidato
15:10que tente implementar
15:11uma agenda
15:12liberal,
15:13mas eu colocaria
15:15uma dificuldade
15:16adicional
15:17no Brasil,
15:18porque temos
15:20dezenas de milhões
15:21que ganham cheques
15:22ou benefícios
15:23do governo federal.
15:24e possivelmente
15:25o candidato
15:26da situação
15:28adote um discurso
15:29em que tente vender
15:31uma situação
15:33em que essas pessoas
15:34continuariam
15:37recebendo,
15:38digo,
15:38os benefícios
15:39do governo.
15:40Enfim,
15:40aquela história
15:41que a gente sempre trata,
15:42do pacote de bondades
15:44e ele sempre se renova
15:45a cada quatro anos.
15:48Esse é o grande desafio.
15:50Eu só quero pegar
15:51um gancho
15:51no que o Bruno diz
15:52que é a história
15:52do Milley.
15:53o Milley
15:54é um produto
15:55de um país
15:56que tinha mais
15:56de 400% de inflação.
15:58Estava numa crise
15:59total.
16:00A gente está com quatro.
16:02A gente está recebendo
16:0290 milhões,
16:03recebe dinheiro.
16:04É outro tipo
16:05de coisa.
16:06Então,
16:06se adotar esse tom,
16:08acho complicado
16:09vencer uma eleição
16:10no Brasil.
16:11Acho que o caso
16:12da Argentina,
16:13o tamanho
16:14da crise
16:14na Argentina
16:15é uma coisa
16:16que exigia o Milley.
16:17No Brasil
16:18é complicado.
16:19você acabou de falar
16:20que vai mostrar
16:21o número de emprego
16:22pleno.
16:22Tudo bem que tem
16:23essa contradição
16:24com o número
16:25de seguro-desemprego.
16:26A economia cresceu
16:27ano passado
16:27três e pouco.
16:2990 milhões de brasileiros
16:30recebem benefícios
16:31do governo.
16:32agora,
16:33qual é o ponto
16:35mais importante?
16:36Aí tem a ver
16:36com tudo que o Mota...
16:37Por que o brasileiro
16:38não tem nada
16:39do que o Mota mencionou?
16:40Boa justiça,
16:41boa segurança
16:42e conseguir encher
16:43a sua geladeira
16:45com comida decente.
16:46O que acontece?
16:47Existe um enorme
16:49apetite do eleitor
16:50por mudança.
16:51E isso está claro.
16:53O eleitor
16:54não quer o que está aí.
16:55Mas o eleitor
16:56não pode se assustar
16:57com uma proposta
16:59que fala
16:59não quero que está aqui
17:00mas também isso aqui
17:01eu sei lá onde é
17:01que isso aqui vai me levar.
17:02Então,
17:03é uma questão
17:04de narrativa importante.
17:07Eu entendo
17:08que um dos
17:09um dos problemas
17:10que nós da direita
17:12temos
17:12nós sempre acreditamos
17:14que o argumento
17:15racional
17:16é capaz de convencer.
17:17Então a gente mostra
17:18planilha,
17:19dados,
17:20números,
17:21estatísticas
17:21como se isso fosse
17:23virar voto.
17:23E não vira voto
17:25porque é a questão
17:26do coração.
17:27Então a gente vai ter
17:28que fazer aqui
17:29uma mágica
17:31de transformar
17:32todas as planilhas
17:33e dados
17:34que nós temos
17:35para fazer com que
17:37tenhamos um discurso
17:38capaz de tocar
17:39o coração das pessoas.
17:40Eu faço as pessoas
17:41falarem assim
17:41eu realmente quero mudança
17:43e eu realmente quero
17:45apoiar essas propostas
17:46do que esse candidato
17:47está falando.
17:48Então nós precisamos
17:49ter muito cuidado
17:50nessa hora
17:51para calibrar
17:52o acerto
17:53na narrativa.
17:54porque a meu ver
17:55o grande risco
17:57da direita
17:58é a gente
17:59não conseguir acertar
18:00esse discurso
18:01e perder a eleição
18:03mesmo tendo
18:04as ideias certas
18:05o diagnóstico correto
18:06sabendo o que tem
18:07que fazer
18:08e sabendo como melhorar
18:09a vida das pessoas
18:10do brasileiro
18:10como o Mota falou.
18:11Agora qual é o discurso?
18:13Qual é o tom?
18:15Essa é
18:16a grande questão
18:18de todos os candidatos
18:19de direita.
18:21Pois é.
18:22Quer fazer um complemento
18:23Mota?
18:23Me lembro daquela
18:24aquela analogia
18:26que certa vez
18:27você fez
18:28falando do
18:29da retirada
18:30do pirulito
18:31da mão da criança.
18:32A depender
18:34de como as coisas
18:34forem apresentadas
18:36pode dar essa impressão.
18:39Aí Flávio
18:41mais uma vez
18:41leva vantagem
18:43por duas razões.
18:45Primeiro
18:45porque o Brasil
18:46já teve uma experiência
18:48de governo Bolsonaro
18:50e logo a seguir
18:52um outro governo
18:53do PT.
18:54Então é muito fácil
18:55meus amigos
18:56comparar uma coisa
18:57com a outra.
18:58A maioria dos brasileiros
18:59não vai ter dificuldade
19:01de lembrar
19:01quando você
19:03listar
19:04o que aconteceu
19:05no governo Bolsonaro
19:06e o que aconteceu
19:07nesse governo agora.
19:08A outra vantagem
19:10que Flávio leva
19:11é o momento.
19:14Essa
19:15receptividade
19:16do eleitorado
19:17acabou de acontecer
19:18na Argentina
19:19com a eleição
19:20de Milley
19:21e acabou de acontecer
19:22nos Estados Unidos
19:23com a eleição
19:24de Donald Trump.
19:25Então um candidato
19:27neste momento
19:28num país
19:29como o Brasil
19:30não precisa
19:31dourar a pílula.
19:33Ele tem
19:34a favor dele
19:35a realidade.
19:37Ele pode fazer
19:38por exemplo
19:38aquela pergunta
19:39que ficou famosa
19:41se eu não me engano
19:42agora eu não me lembro
19:43qual foi o presidente
19:43americano que fez
19:44campanha usando isso
19:45se foi Bill Clinton.
19:47mas é perguntar
19:48para a pessoa
19:48você está vivendo
19:49melhor agora
19:51ou há
19:53seis anos atrás?
19:55Então eu acho
19:56que Flávio
19:57não vai ter
19:59dificuldade
20:00na sua campanha
20:01as dificuldades
20:03de Flávio
20:04são de outra
20:05natureza
20:06e tem a ver
20:07com o momento
20:08de insegurança
20:09jurídica
20:11e política
20:12que o Brasil
20:13está vivendo
20:14no qual
20:15absolutamente
20:16qualquer coisa
20:17pode acontecer.
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