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Daniela Graicar fundou sua primeira agência aos 19 anos. Hoje, com 11 empresas criadas e um M&A internacional no currículo, ela compartilha no quadro Protagonistas os aprendizados sobre intuição, resiliência e o papel estratégico da comunicação para líderes e marcas. Uma conversa inspiradora com foco em negócios.

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Transcrição
00:00Hora do quadro Protagonistas, que traz histórias inspiradoras de mulheres que transformam as áreas em que atuam.
00:07Hoje eu converso com uma empresária que começou a carreira aos 19 anos, com uma trajetória que une criatividade, coragem e causa.
00:15Ela mostra como é possível, com essa carreira que une isso tudo, como é possível usar a comunicação para transformar realidades.
00:31A protagonista de hoje é Daniela Graikar, jornalista, empreendedora, fundadora e co-CEO da agência PROS, reconhecida por campanhas criativas que fogem do óbvio e criam impacto real.
00:45Uma mulher que acredita na força das conexões entre marcas e pessoas, entre líderes e propósitos, entre mulheres e oportunidades.
00:54A Daniela abriu a sua primeira agência de relações públicas aos 19 anos.
01:00De lá para cá já fundou mais de 10 empresas.
01:03Além disso, é fundadora também do movimento Aladas, que tem como missão aumentar o número de mulheres em cargos de liderança no mundo corporativo.
01:14Dani, um prazer ter você aqui no nosso quadro.
01:17Muito bom que deu certo.
01:18A minha primeira pergunta é a mesma para todas vocês.
01:21Quem é Daniela Graikar?
01:22Difícil. Obrigada pela oportunidade dessa conversa.
01:27Bom, acho que eu sou uma mulher corajosa, que sempre sonha adiante.
01:33Sou mãe de três filhos, Caio, Théo e Thomas, casada, apaixonada pela liderança feminina, por conectar pessoas e por trabalhar marcas.
01:42Você começou a empreender muito jovem, aos 19 anos de idade.
01:46O que que te levou a dar esse primeiro passo?
01:50E o que isso te traz hoje?
01:53Daquilo que você fez lá atrás, o que você carrega?
01:56Acho que lá atrás era uma, talvez uma inocência, né?
01:59Talvez eu não conhecer toda a complexidade que está atrelada ao empreendedorismo, principalmente aqui no Brasil.
02:05Então, acho que era a minha vontade, inocência.
02:08E dessa inocência, acho que aos poucos eu fui ganhando corpo, entendendo um pouquinho como é que a gente trafega nesse mundo do empreendedorismo.
02:15Mas trago ainda essa ingenuidade, esse otimismo.
02:19Porque abrir uma empresa com 19 anos, acho que o que eu mais trazia comigo era o otimismo e a certeza de que ia dar certo.
02:25E por que você quis abrir essa empresa aos 19 anos?
02:28O que que de fato te levou a abrir essa empresa?
02:31Eu, estagiária, né?
02:32Desde os 16, olhava e falava, eu faria diferente isso, eu faria diferente isso.
02:37E uma vez eu pensei, já que eu faria tantas coisas de uma forma diferente, por que não ousar e ter o meu próprio negócio?
02:45Já que você me transferiu para o presente, hoje eu olho e entendo muita coisa que era feita de outra forma, né?
02:51Pelas minhas antigas chefes, assim, a gente vai aprendendo um pouquinho que as coisas não dão certo do jeitinho que a gente planeja quando é muito jovem, com 19 anos.
03:00Mas acho que essa ingenuidade, com toque de coragem, um pouco de otimismo, né?
03:05Tudo isso temperado foi o que me levou adiante ali na agência.
03:08Bom, depois disso você abriu umas 10 empresas.
03:12O que você traz de intuição e resiliência depois de 11 empresas abertas?
03:18E por que abrir tanta empresa assim?
03:20Por que você foi entrando, são mercados diferentes, são todas empresas nesse universo de relações públicas?
03:28Então, a primeira que eu abri foi uma agência de relações públicas institucional.
03:32Depois de dois anos, eu abri uma de conteúdo de marca.
03:35Aquele boom das revistas customizadas, os blogs e os sites nascendo, e eu oferecia recheio para eles, né?
03:42Depois uma agência de comunicação interna, endomarketing, cultura organizacional.
03:46Depois brand PR, social media.
03:48Acho que eu sempre tive um olhar adiante do que está vindo e como eu posso participar dessa narrativa, né?
03:56Então, eu fui abrindo empresas de acordo com para onde o setor de comunicação caminhava.
04:01Depois eu abri uma de educação, me apaixonei por educação, abri o Aladas e abri a Mentorela.
04:07O que essas experiências te ensinaram, então, sobre resiliência e intuição?
04:14Eu respeito muito a minha intuição.
04:15Eu estudo, leio muito, sou uma obcecada por conhecimento, mas eu respeito demais.
04:22Se eu acordar achando que eu tenho que fazer uma empresa, o pessoal que está comigo há mais tempo já fala, ela vai fazer.
04:27É melhor a gente apoiar, é melhor a gente trazer subsídios para ela, porque ela vai fazer.
04:31Então, eu respeito demais a minha intuição e também eu sei a hora, eu vou insistindo em algumas empresas.
04:37Algumas você fala, gente, esse setor acabou.
04:39Está na hora, por isso que eu fui fechando também algumas.
04:41Esse setor acabou.
04:42Pega as melhores pessoas daqui, pluga em outro negócio, porque agora a gente tem que apostar em tal coisa.
04:48Então, eu sempre fui ampliando esse leque e depois chegou uma hora para criar a prosa.
04:52Eu juntei quatro, cinco empresas que eu tinha, eu juntei e criei a prosa.
04:58Então, eu não fui só abrindo também, eu fui afunilando um pouquinho e fechando esse leque.
05:01Teve um M&A aí no meio do caminho também.
05:04E você, hoje em dia, você tem só a prosa?
05:07Não, eu tenho a prosa.
05:09Bom, a Ladas, a Mentorella.
05:10Eu tenho a Ladas e a Mentorella.
05:11Eu piloto esses três, né?
05:13Sendo que a prosa eu vendi no ano passado, mas eu sigo à frente dela, então é meu bebê ainda.
05:19Como foi esse movimento de venda e você continuar à frente dela?
05:23Era um desejo antigo, né?
05:25Acho que todo mundo que abre um negócio, abre com esse sonho também, né?
05:30De vender.
05:31E eu, há uns quatro, cinco anos, comecei a planejar e meu sonho era fazer parte de um grupo internacional.
05:37Sabe, jogar um jogo...
05:38Não vou dizer que eu jogava a terceira divisão, mas acho que eu sempre sonhei em jogar a primeira divisão.
05:44Tá junto com estrangeiros, lidar com culturas diferentes.
05:49Então, eu venho planejando isso e eu sou uma pessoa que arquiteta mesmo esses planos, né?
05:53Então, há cinco anos eu comecei a planejar essa venda e no ano passado, concretizar, acho que foi um sonho mesmo.
05:59E tô vivendo esse sonho acordada, curtindo esse sonho.
06:03Claro que é diferente, uma governança é diferente, né?
06:06São regras novas, são chefes.
06:08Imagina, faz 27 anos que eu não tinha chefe.
06:11Chefe!
06:12Então, eu não sou muito boa de prestar contas, né?
06:16Não sou muito boa de perguntar se pode.
06:18Então, eu tô aprendendo ainda tudo isso, mas acho que eles me dão muita autonomia, muita confiança, muito espaço e me escutam bastante.
06:27Então, acho que eu fiz a escolha certa, né?
06:29Qual foi o grupo que comprou?
06:31Stegwell.
06:31É um grupo americano, então eu vinha negociando com culturas diferentes e eu encontrei ali, principalmente, a autonomia de gestão, que era o que eu buscava.
06:39Quando você é empreendedor na veia, eu não sou uma executiva nata, eu sou uma empreendedora.
06:43Eu acordo, mudo de gestão, eu acordo e contrato pessoas, adoro contratar pessoas.
06:50Acho que pra ter tantas empresas, do jeito que eu fui abrindo, a minha maior virtude é encontrar esses talentos.
06:56E com pouco tempo eu já consigo farejar, claro que eu já errei bastante, tá?
07:01Mas eu consigo farejar a confiança, essa pessoa vai me levar adiante, essa pessoa tem uma dor de dono, um perfil de dono e eu quero que seja meu sócio ou quero que seja meu diretor.
07:13Então, acho que esse é o faro principal.
07:15Mas e essa questão de você dividir agora, você ainda está na agência, mas como você disse, você tem chefe.
07:22Então, eu queria que você contasse pra gente o que mudou pra você em relação a isso.
07:27Mudou a questão de ter que ser mais planejada, né?
07:31Não dá pra viver só da intuição quando você tem um chefe.
07:36Então, eu faço esses planos de futuro, essas ousadias de investimento e eu entendo que eu não posso assinar mais as coisas sozinha.
07:44Então, eu preciso defender melhor as minhas ideias, não é pra mim mais que eu defendo.
07:47Antes, eu acordava e falava, tenho certeza que isso vai dar certo e eu apostava e apostava por dois, três meses.
07:53Se tivesse dando certo, eu continuava ou eu desligava certas apostas, né?
07:57Agora não, eu preciso defender mais os meus planos, dizer pra onde eu quero, bater meta e continência, né?
08:04Toda semana.
08:05Então, pra mim é diferente.
08:07Mas é muito sábio também, você ter que defender isso, você ter que se planejar pra uma reunião muito mais do que eu fazia no passado.
08:15É interessante.
08:16Eu queria esse frio na barriga, acho que aos 46, assim, eu tava querendo esse frio na barriga novo e tô muito feliz com essa vida de executiva.
08:25Tem gente que troca a vida de executiva pelo empresariado aos 50 e meu sonho era o inverso e tô gostando de viver.
08:32Como é que você define o novo papel das agências de comunicação hoje?
08:36Muito mais relevantes do que no passado, né?
08:39Acho que os líderes estão muito sujeitos hoje, muito expostos a dar suas opiniões nas redes sociais, a dar suas opiniões em reuniões.
08:49Acho que a gente vê um público cada vez mais ávido e muito respeitando também as opiniões dos líderes, né?
08:55Principalmente dos CEOs.
08:56Então, o que a gente vê é um público que precisa dizer o que pensa, precisa se posicionar.
09:01Muito mais do que antes.
09:03Muito mais do que antes.
09:04Antes ele falava do negócio dele, né?
09:06Falava da empresa dele e de vez em quando falava do mercado dele.
09:10E ele não precisava nem falar pro grande público, não precisava ser uma coisa aberta pra todo mundo.
09:15Hoje em dia ele tem que dar a cara dele, né?
09:17A empresa tem que ter a cara de alguém, concorda?
09:19É, concordo.
09:20Os funcionários esperam essas posições.
09:23Então, tanto de dentro você tem essa pressão dos funcionários quererem saber como você se posiciona em causas políticas,
09:28como você se posiciona em causas econômicas, em problemas sociais, qual é a bandeira que você asteia,
09:33qual é a causa que você, que te move, né?
09:36Que mexe com o seu coração.
09:37Então, os CEOs, eles estão sendo cobrados, líderes em geral, não só CEOs, né?
09:41Os diretores são sendo cobrados internamente e ao mesmo tempo são cobrados externamente.
09:46Então, mesmo pra imprensa ou pras redes sociais, eles são também extremamente cobrados.
09:53E eu acho que o que a gente tem hoje também são os recortes.
09:56Então, a pessoa fala por uma hora em um lugar e aquele recorte que é feito de dois minutinhos,
10:02ele tira do contexto e expõe os líderes em pequenas opiniões, que às vezes, é o que a gente sempre fala, né?
10:09Não dá mais pra você acreditar no contexto, porque com esses trechos colocados em outros lugares,
10:15as informações saem do contexto.
10:18A gente precisa acreditar que elas vão sair do contexto o tempo inteiro.
10:21É, e esses cortes, eles podem ser bons ou ruins, né?
10:23Depende da situação.
10:24Quando sai muito do contexto, é ruim.
10:27Exato.
10:28Você tá à frente da Proz, que é essa empresa que a gente falou, né?
10:32Que você vendeu, mas continua à frente.
10:33Você tem grandes clientes como Boticário, Amazon, Colgate, Mondelez.
10:39Como é lidar com essas grandes marcas?
10:41Acho que essa é a grande riqueza do trabalho de agência.
10:45É você acordar falando de batom, dali a duas horas você tá falando de bebida,
10:51depois você tá falando de pasta de dente, enfim.
10:53Chocolate.
10:54Chocolate, seguro.
10:55E eu gosto muito dessa diversidade, porque no fundo, a gente consegue ampliar o espectro, né?
11:01Ampliar repertório.
11:03Os problemas até são parecidos, porque a gente começa a ver a interligação entre os problemas,
11:07entre as crises, então eu adoro trabalhar com múltiplos setores, assim, e acho que isso
11:13me enriquece, de certa forma, mentalmente rejuvenesce também, porque desafia, né?
11:18Você ter que entender de diversos assuntos.
11:20Acho que esse é o barato da nossa agência.
11:23E muitas vezes o que você aprende num setor, você acaba aplicando em outro?
11:27Com certeza.
11:27Até pra trazer um olhar diferente, porque os setores são viciados nas mesmas respostas
11:31para os mesmos problemas, e aí eu falo, olha, no setor de bebidas, foi feito assim,
11:37ou na área de alimentos, esse tipo de atitude deu uma crise que pode reverberar aqui.
11:43Então, eu acho que a gente traz um olhar de fora, mas ao mesmo tempo, imergindo, assim,
11:49ao mesmo tempo entrando naquela empresa para entender qual é o DNA dela, o que funciona
11:53e o que não funciona.
11:54Na sua opinião, o que uma marca precisa fazer, de fato, para criar uma conexão com
12:00as pessoas, com o consumidor?
12:02Ser menos autocentrada, falar menos de si e, de fato, ativar uma escuta para entender
12:11o que os seus consumidores, onde eles estão, o que eles falam, qual é o tipo de assunto
12:16que encanta essas pessoas.
12:18Quando você tem essa conexão, né, entre a mensagem da marca e o que os consumidores
12:24gostam ou estão afim de conversar naquele momento, é que nascem essas oportunidades
12:29de PR, que eu acho que são as mais relevantes.
12:32Você tem algum exemplo para dar para a gente?
12:34Claro que você tem vários, mas queria que você trouxesse aqui algum exemplo que tenha
12:37te marcado pelo propósito, pelo sucesso, pelo resultado final.
12:43Eu acho que o exemplo de botique que a gente lançou para a Boticário, a gente tinha que lançar
12:48um produto para 45 mais, mas produto pelo produto, acho que até que o Boticário que
12:54lança muito produto por ciclo, a gente morreria na paisagem.
12:58A gente pensou, vamos trabalhar a questão do etarismo?
13:01Então, poucas marcas falavam sobre etarismo quando a gente trouxe essa questão dessa bandeira,
13:07né?
13:07O nosso insight veio da busca de influenciadoras 50 a mais e a gente não achava nas redes,
13:13a gente achava celebridades, mas a gente não achava aquelas natas, influencers como a
13:18gente vê na Gen Z.
13:19E a gente falou, bom, vamos pegar essas mulheres, convocar essas mulheres que têm conteúdo
13:22de diversas áreas e convocá-las para se treinar, para ter maior audiência, para engajar
13:28mais as pessoas.
13:28Então, a gente fez um curso para elas se tornarem influenciadoras e capitalizarem mais os seus
13:33conteúdos.
13:34E acabamos criando uma rede, né?
13:35As Boticars, que é uma rede de embaixadoras da marca e a marca acabou abraçando a questão
13:40do etarismo de forma mais longa, uma conversa mais duradoura.
13:44A gente já conversou aqui também, no quadro protagonistas, com a Vanessa Gordilho, que
13:49é da Vibra.
13:50Sim, ia te contar esse caso.
13:51Então, vamos lá, porque eu achei que você fosse falar desse caso também.
13:55Esse caso, eu amo, assim, porque a gente tinha que colocar a luz numa conversa muito
13:59difícil, né?
14:00Que é o abuso de crianças, o abuso de adolescentes que acontece no Brasil, uma carga muito mais
14:05absurda do que a gente imagina.
14:07E é uma conversa difícil e a gente fez um insight, veio até de um estudo da Vibra,
14:12que mostrava que muitos dos casos aconteciam nos postos de gasolina.
14:15Então, você vai falar, nossa, é um tiro no pé?
14:17Uma rede como Vibra abraçar esse projeto?
14:19Não, eu acho que é um ato de responsabilidade, coragem.
14:23Então, a gente criou a loja da inconveniência, que ao contrário das lojas BR e Mania, que
14:27são as lojas de conveniência dos postos, a loja de inconveniência, ela era um verdadeiro
14:33passeio imersivo por problemas e por dados e números e produtos que a gente criou para
14:39pôr luz nessa questão.
14:40Então, por exemplo, o pano vinha com, vamos parar de passar pano nessa questão, 83% dos
14:47casos de abuso infantil acontecem no almoço de domingo.
14:50Nossa!
14:51Então, por familiares, né?
14:53Padrasto e tios.
14:54Então, assim, a gente pegou muitos dados, assim, centenas de dados e esses dados viraram
14:5922 produtos que a gente materializou.
15:01Então, o que mais marca para mim é uma boneca com um bebê.
15:05Então, dentro de uma caixa de boneca.
15:08Enfim, as pessoas participavam desse circuito, elas passeavam pela loja da inconveniência
15:14e elas iam tendo reações muito impactadas e saíram de lá extremamente impactadas.
15:19E a gente conseguiu mais de 500, 600 matérias e saiu do Brasil.
15:23Isso foi para o mundo.
15:24A gente conseguiu matérias incríveis sobre esse projeto e acho que vem daí a coragem da
15:30Vibra de abraçar junto com a gente essa ideia, dar a mão para a gente e falar, vamos fazer
15:34esse projeto.
15:35E o que eu acho interessante, quando ele acabou, outros estados começaram a pedir para levar
15:40a loja da inconveniência para lá.
15:41É, a Vanessa falou que estão fazendo isso agora.
15:44A gente está fazendo esse tour, levando para outros estados.
15:46A pedido das próprias prefeituras e governos, porque eles veem como uma forma de aterrissar
15:53um conceito.
15:53Porque você vê filme, você vê, às vezes, umas campanhas e você pensa, esse problema
15:58não é meu.
15:59Essa dor não é minha e eu não vou resolver.
16:01A hora que você entende, sente e visualiza isso, pega isso na mão, aí você começa a
16:07ver histórias reais e vê que sim, é um problema nosso.
16:10Acho que essa é a riqueza do PR, assim, é resolver problemas de marca, mas resolver
16:15problemas da sociedade.
16:17Quando a gente consegue fazer anos, eu me realizo muito, eu sei que o time se realiza
16:23muito, né?
16:23Então, acho que isso, para mim, assim, é o que coroa o trabalho no dia a dia.
16:28Vamos falar do movimento Aladas?
16:30Ele surgiu como um projeto social.
16:32Surgiu.
16:32E depois ele virou um movimento de mulheres.
16:35Como é que foi essa transição?
16:36Por quê?
16:38E como ele está nesse momento?
16:39Até tem um caminhar dessa narrativa.
16:41Eu sempre cobrava muito os meus clientes, líderes, para eles terem uma causa para chamar
16:47de sua.
16:48O que você está fazendo para a sociedade ser melhor, né?
16:50O que você faz no domingo?
16:51O que você faz enquanto você ainda não está trabalhando?
16:54E eu sempre cobrei isso.
16:56Chegou uma hora que eu falei, pera, e eu?
16:58O que eu estou fazendo?
16:59Eu tenho que eu me cobrar isso também, né?
17:00Além de eu colocar esses projetos na rua, que é o meu jeito de pôr luz em questões
17:04sociais e trazer, abrir o olhar dos clientes também para problemas que eles desconhecem,
17:09mas é pouco.
17:10Então, eu comecei a pensar e aí que eu trouxe a Fernanda, que é a co-CEO da agência
17:16hoje.
17:17Falei, Fernanda, cuida da lojinha que ela está precisando, a PROS está precisando aqui
17:21de um novo olhar.
17:22Eu já estava há 20 anos na agência e ela veio há seis anos, né?
17:26Eu falei, por favor, cuida da lojinha porque eu tenho um sonho, que é um sonho de criar
17:31um movimento para apoiar mulheres a liderar.
17:33Então, isso vinha justamente dessa minha autocobrança de entregar o que eu sempre pedi para os
17:40outros, né?
17:41Então, eu criei o Aladas.
17:41E tem quanto tempo isso?
17:42Cinco anos.
17:43Tá.
17:43Cinco anos.
17:44Então, o Aladas nasceu em 2000, foi assim, nascemos em...
17:482020.
17:492020.
17:492020.
17:50Tá.
17:51Imagina a pandemia, né?
17:53A gente lançou em 8 de março, Dia da Mulher e a pandemia estourou logo no dia 10, 13,
17:58né?
17:58Então, foi muito bom porque eu criei como um projeto para capacitar líderes que eram
18:02como eu, a Dani de 19 anos, que saiu da faculdade, super privilegiada.
18:08E, de repente, eu falei, gente, não faz sentido eu cobrar pelo curso que eu criei.
18:12A minha ideia era viver desse curso.
18:14Eu gravei 105 videoaulas com 27 pessoas incríveis que eu admirava demais.
18:20E esse curso, ele tinha hard and soft skills.
18:24Então, desde aulas de comunicação, coragem, até P&L...
18:27Isso, para o movimento, para o Aladas.
18:29Para o Aladas, para o Aladas.
18:30Então, 104 videoaulas gravadas numa plataforma, colocadas para as pessoas terem tudo o que
18:37elas precisam para abrir um próprio negócio e que ninguém te falou.
18:40Mas de graça?
18:41Ou as pessoas tinham que pagar?
18:43No começo, a minha ideia, antes da pandemia, era um business mesmo.
18:46Eu até vendi a primeira turma, porque eu vendi, eu nasci vendendo, né?
18:50Esse curso.
18:51E aí, eu vendi, fiz a primeira turma, foi um sucesso.
18:54Mas com a pandemia, começaram a me impedir.
18:56Gente que foi alçada ao empreendedorismo.
18:58Gente que não planejava entrar nessa jornada e que teve que empreender.
19:02Falei, gente, não faz sentido.
19:04Mundo totalmente mudado e eu faturando em cima do meu propósito.
19:11Então, eu acabei doando esse curso.
19:138.500 alunas fizeram essa jornada.
19:17E eu dando aulas toda semana e depois todo mês também ao vivo.
19:22Então, é um curso que me orgulhou demais.
19:25Foi um prazer.
19:26Que bom que a Fernanda, enquanto isso, foi repaginando ali a PROS.
19:30E eu também recuperei o meu prazer de trazer aquilo para dentro, aquele aprendizado para dentro da PROS.
19:35E esse curso está disponível ainda?
19:37Ele está disponível.
19:38Ele está online ali no aladas.com.br.
19:41E o Google Education colocou lá também como uma disciplina.
19:45Tem várias faculdades que usam como uma disciplina complementar.
19:50E aí, do aladas, só que eu apaixonada ainda pelo aladas, não ia abandonar.
19:54E aí, eu criei no ano passado com o Andréa Bisker o Clube Aladas.
19:58Que aí é um clube de alta liderança.
20:00Em que eu reúno CEOs, líderes como o Cris, líderes como outras aqui.
20:06E aí, o prazer lá é outro.
20:07E aí, isso é fato, porque eu faço parte do aladas.
20:10É verdade.
20:10E lá, o prazer é outro.
20:13Lá, o prazer é criar uma programação para elas, que seja semanal, mensal e trimestral.
20:19Então, toda semana temos encontros online.
20:22Todo mês temos um encontro presencial.
20:25E a cada dois, três meses, a gente faz uma viagem imersiva.
20:28Tanto de inovação e conhecimento, como de introspecção.
20:32Qual foi o maior desafio que você enfrentou até chegar no lugar mais tranquilo onde você está?
20:40Porque no cargo de liderança, como você diz, você não era uma executiva.
20:44Você sempre foi uma empreendedora.
20:45Então, você sempre liderou as empresas porque você fundou as empresas.
20:49Mas eu imagino que hoje você esteja mais tranquilo e confortável.
20:53Quais foram os principais desafios até chegar a esse momento de maior tranquilidade, digamos assim?
20:59Uma pergunta.
21:00Eu acho, Cris, que são desconfortos diferentes.
21:03Eu acho que hoje eu estou num desconforto grande de uma história completamente nova em que eu tenho que me provar.
21:12E eu sou uma pessoa que desde sempre adorou se provar e dar certo.
21:18Então, assim, eu estou num momento que se eu disser que eu estou confortável...
21:22Tá mentindo.
21:23É mentira.
21:24Eu estou super...
21:25Assim, eu não sei se é desconfortável porque eu gosto da minha cadeira.
21:28Mas é a cadeira mais desafiadora que eu já sentei.
21:32Nas 11 empresas pelas quais você passou e fundou.
21:36A minha sorte é que eu estou bem cercada.
21:38Eu estou com pessoas muito interessantes, muito completas e muito determinadas a cumprir essa minha meta de entregar esse...
21:47Porque imagina, eu estou agora entregando meu bebê daqui a 3, 4 anos, né?
21:52E honrando 27 anos de história.
21:54Então, eu...
21:56Porque a combinação é essa, você sai em 3, 4 anos.
21:58É, não sei se saio porque espero que queiram que eu fique.
22:01Mas eu estou honrando essa história de 27 anos nos próximos 3.
22:07Então, tem gente que fala, ah, e agora?
22:08Você está jogando tênis, você está livre, está...
22:10Não, está trabalhando mil vezes demais, imagina.
22:12Nunca trabalhei tanto na minha vida.
22:12Eu imagino, não tem a menor dúvida disso.
22:15Assim, acho que primeiro essa é a cadeira mais desconfortável.
22:17Mas acho que eu tive também momentos, acho que a primeira maternidade foi um desconforto muito grande.
22:24Porque eu era uma pessoa onipresente nos clientes.
22:27Eu não tinha um time tão sênior, ao contrário da minha segunda maternidade, né?
22:32E todos os meus clientes começaram a ir embora.
22:35Quando eu falei que eu estava grávida...
22:38Ai, Dani, então, né?
22:39Eu não sei se você vai voltar.
22:42Clientes homens em geral?
22:43Você sentiu machismo?
22:45Os dois?
22:46Eu acho que os dois, assim.
22:47Claro, eu tinha mais clientes homens.
22:49Mas não foi uma coisa...
22:51Ou pelo menos eu não percebi essa questão.
22:53Para mim, não foi...
22:54Foi uma coisa que me deixou assim...
22:56Com um bate.
22:56Me tirou o chão.
22:57Porque eu era ali, né?
22:58Eu arrimo de família, programando uma maternidade com 24 anos.
23:04É, jovem.
23:05Nova.
23:05Sim.
23:05Cheia de energia, tanto que eu não saí de licença.
23:08Eu saí por uma semana.
23:10Aliás, eu nem saí.
23:10Nossa!
23:11Eu nem saí.
23:12Os clientes falavam, não vai nascer nunca?
23:13Eu falei, já nasceu, está aqui.
23:14Mas eu não morri, né?
23:15A criança nasceu e eu estou viva.
23:18Então, eu nunca consegui sair efetivamente.
23:21Eu não sou uma pessoa que desliga e sai.
23:23Então, aquela vez foi...
23:25Eu sou parecida com o outro.
23:26Eu gosto do que eu faço.
23:28Então, quando você gosta do que você faz, não é hipocrisia.
23:30Não, não mesmo.
23:31Eu gosto, eu preciso, é meu, é visceral.
23:35Não é uma coisa contratual, é visceral.
23:37Mesmo eu tendo vendido, é meu.
23:38Sim, óbvio.
23:39É 100% meu.
23:40Eles que lutam.
23:42É meu.
23:42Então, eu acho que eu saio, mas a alma fica.
23:45E eu vou me conectando com a alma o tempo inteiro ali, né?
23:48Fala pra gente do programa Mentorella.
23:50O que é o programa Mentorella em parceria com o Pacto Global da ONU?
23:54Sim.
23:54A Mentorella nasceu praticamente um ano depois do Aladas.
23:58E era também um sonho.
24:00Eu acho que a liderança, ela é muito solitária.
24:03A gente não tem muito com quem dialogar.
24:04Os problemas que a gente tem na empresa, a gente não dialoga com pares,
24:08a gente não dialoga pra baixo, porque passa em segurança.
24:10E nem todo mundo tem um coach ou um mentor pra chamar de seu.
24:14Eu aprendi a pedir ajuda, porque a mentoria parte desse princípio, né?
24:19De que alguém tá pedindo uma ajuda pra alguém.
24:22Eu aprendi muito tarde.
24:23E eu gostaria muito de ter aprendido cedo.
24:25Eu tinha um pai empreendedor, eu podia ter pedido muito mais coisa pra ele
24:28do que eu queria me provar.
24:29Como eu disse pra você, eu sou uma pessoa que gosta de se provar.
24:31E aí eu criei a Mentorella justamente pra mentorar elas.
24:36São homens e mulheres na Mentorella disponíveis pra dar o seu repertório,
24:41pra ajudar na tomada de decisão, pra ouvir, pra dizer, pra ampliar networking.
24:47Então é muito legal, porque você entra no site e você fala,
24:50eu gostaria de uma mentoria sobre, eu vou demitir alguém e eu não sei demitir alguém.
24:55Ou eu tô fechando uma sociedade, eu tô em dúvida se eu fiz todas as perguntas que eu precisava.
24:59Qual é o site?
25:00Mentorella.com.br
25:01Mentorella.com.br
25:03Mentorella com L ou com dois?
25:04Com L só.
25:06E aí você entra lá e você pede ajuda, olha, meu tema é esse, a gente pluga,
25:11tem uma inteligência lá e a gente pluga com os mentores corretos, ajusta a agenda.
25:17E por exemplo, eu mentoro direto lá.
25:19E tem os meus mentores lá também.
25:21Então, por exemplo, você tem Cris Achei, você tem Paula Pupi, você tem Andréa,
25:25você tem homens que são os meus mentores, porque cá entre nós também,
25:29devo muito.
25:30Há muitos homens que abriram o seu caminho, que me colocaram em lugares que eu nem imaginava
25:34que eu podia estar.
25:36Então, esses meus mentores da vida estão lá.
25:38Então, acho que pra mim é uma realização enorme.
25:41É reduzir a solidão, é ampliar o repertório, é suavizar a tomada de decisão,
25:48que pra quem tem um negócio é todo dia, né?
25:50Sim, sim.
25:50Eu demito ou contrato, invito ou retiro o investimento, eu fecho a empresa ou abro,
25:55eu conto pro meu marido tal coisa.
25:57Tem dúvidas assim, eu quero abrir um negócio, como é que eu falo com o meu marido?
26:01E eu vejo os maridos entrando na sala, enfim, o desconforto no ar, aquela coisa.
26:06E eu falo, você não fala em, você não dá dica, né?
26:09Você fala, ó, comigo?
26:10Aconteceu assim, assim, assim.
26:13Comigo, com uma pessoa.
26:15Então, é legal porque você traz experiências de vida e eu teria errado muito menos.
26:20Assim, já nesses 20 e poucos anos, 11 empresas, já contratei muito errado.
26:26Já fiz contratos péssimos que eu não dediquei o tempo certo a revisar ou não tinha noção.
26:33Já postei em negócios que deram certo, já postei em negócios que deram errado.
26:36Enfim, gabaritei.
26:38Gabaritei.
26:38Isso é uma prova, eu errei.
26:41Ah, já acertei muito, mas eu errei bastante.
26:44Mas você acertou mais do que você, Dani.
26:46Não sei.
26:46Com certeza.
26:47Os acertos foram grandes, mas os acertos foram muito.
26:50Não estaria onde você está.
26:52Bom, o nosso tempo acabou, infelizmente, mas eu sempre encerro também com a mesma pergunta para todas vocês.
26:57O que significa para você ser protagonista da sua vida?
27:01A responsabilidade de olhar para as pessoas que estão ao meu redor,
27:05com sensibilidade e um olho no olho para tentar trazer mais pessoas comigo.
27:12Acho que mais mulheres comigo e pessoas em geral, porque eu tenho um olhar muito humano e responsável.
27:18Dani, muito obrigada.
27:19Obrigada, é um prazer te receber aqui.
27:21Obrigada.
27:22Obrigada, passou voou.
27:23Obrigada.
27:24Obrigada a você.
27:25Obrigada.
27:26Obrigada.
27:26Obrigada.
27:26Obrigada.
27:26Obrigada.
27:27Obrigada.
27:28Obrigada.
27:29Obrigada.
27:29Obrigada.
27:29Obrigada.
27:29Obrigada.
27:30Obrigada.
27:30Obrigada.
27:31Obrigada.
27:31Essa é a decisão.
27:33E aí
27:35si você não teve uma decisão.
27:36Cana?
27:37Não anxious, eu pode colocar um olhar para a sua mente.
27:40Eu acho que tá entender como para a sua mente.
27:45ается a sua mente e mee bit consta muito mais rosa kilometres nem
27:48nicea.
27:49A sua mente o motivo é sério?
27:50Não apenas muitas muitas Mask tuas preocupações.
27:51Amém.
27:52É muito importante tomou para a gente.
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