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NotíciasTranscrição
00:00Antagonistas, estamos aqui com o senador Álvaro Dias, pré-candidato à presidência da República pelo Podemos.
00:08Primeira coisa, muito obrigado aí pela presença, senador. Por que se candidatar à presidência?
00:15Olha, eu acho que é uma missão. Nós estamos vivendo um momento crucial para o futuro do país.
00:22O país, certamente, o intervalo de duas eras será, a meu ver, a eleição mais importante desde a redemocratização em razão das circunstâncias.
00:34Operação Lava Jato, mudando o cenário eleitoral, reabilitando esperanças de que é possível ver a justiça derrotando a impunidade.
00:45E o país em crise, uma crise monumental, país desarrumado. É preciso aprumar o país na direção do seu futuro.
00:55Então, as pessoas lúcidas da política ou fora dela não podem se omitir.
01:00Eu creio que, estando perto dos problemas, conhecendo de perto os problemas, eu não tenho o direito de me omitir.
01:06E, por isso, apresento uma proposta alternativa, um projeto de nação que quero discutir com o Brasil durante essa campanha.
01:17Proposta alternativa, quais são os eixos dessa proposta?
01:20Refundação da República é a denominação de um processo de reforma, de substituição do sistema atual.
01:29O sistema corrupto, a fábrica de escândalos de corrupção e matriz de governos incompetentes, institucionalizado em Brasília e transplantado para estados e municípios.
01:43Esse é um sistema fracassado, derrotado. É a causa dos grandes problemas que nós estamos vivendo hoje.
01:51Caixa do poder público esvaziado pela corrupção e pela incompetência, os problemas se avolumando sem solução.
02:01A solução desses problemas começa pela refundação da República, substituição desse sistema.
02:08Com a reforma do Estado, enxugamento, economia, qualificação técnica, eliminação de privilégios das autoridades,
02:16enxugamento também do legislativo, redução de senadores, deputados federais, deputados estaduais, vereadores,
02:23legislativo mais enxuto, mais econômico, mais qualificado.
02:27Uma relação republicana entre os poderes e uma relação direta com a sociedade.
02:36Comunicação competente para a apresentação das propostas de mudança,
02:41obtendo apoio da sociedade, que é o grande instrumento, a grande arma que tem um governante
02:48para convencer o Congresso a aceitar as mudanças.
02:53É, o senhor está falando de mudanças profundas, quase um sonho.
03:00À primeira vista, impossível.
03:01Impossível, né, refundar a República, reduzir privilégios, reduzir quantidade de parlamentares.
03:08Como fazer isso, se, obviamente, isso afeta o interesse desse parlamentar, desse Congresso.
03:17A gente, o senhor imagina que é possível que nessa eleição teremos um Congresso renovado o suficiente
03:24para compactuar com esse tipo de ideia?
03:29Se nós tivéssemos acabado com o foro privilegiado já, certamente a renovação seria maior, mais significativa.
03:37Com a prevalência do foro privilegiado, aqueles que estão sendo denunciados ou estão sendo investigados
03:45disputarão a eleição.
03:47Então, o índice de renovação será menor.
03:50De qualquer modo, eu acredito em um percentual bom de renovação.
03:55Mas, mesmo que não ocorra uma grande renovação, a sociedade mudou.
04:00Há no inconsciente coletivo esse movimento de exigência de mudança.
04:06E, certamente, esse movimento será avassalador.
04:11O Luiz Guimarães dizia, olha, só o povo mete medo em político.
04:15Neste caso, não é só medo.
04:18Eu creio que mais do que isso é sobrevivência.
04:20Ou os políticos mudam ou serão atropelados pelos fatos, pela realidade social, pela pressão
04:28popular.
04:29Então, eu acredito que a administração no Brasil passa a ser 50% gestão e 50% comunicação.
04:39O presidente tem que chegar com a credibilidade e legitimidade das urnas, com coragem para
04:45propor as mudanças e tem que ter competência para convencer os brasileiros de que essas
04:51mudanças são benéficas.
04:54Com isso, terá o apoio da sociedade.
04:57Com o apoio da sociedade, terá o apoio do Congresso que não rema contra a maré.
05:01Não pode remar contra a maré.
05:04Então, eu aposto nesta realidade.
05:07Eu aposto também na inteligência das pessoas.
05:12Imagino que seja possível, sim, promover reformas de profundidade.
05:16Mas isso passaria por uma Assembleia Constituinte?
05:21Como é que seria isso?
05:22Não.
05:22Nós teríamos, é claro, que promover reformas à Constituição, para dar guarida legal às
05:29mudanças.
05:30Algumas dessas propostas de reformas implicarão reforma constitucional, mas não há necessidade
05:39de se convocar uma constituinte.
05:41O poder executivo hoje, nesse presidencialismo forte, tem muita força sobre o Congresso também.
05:50Então, é possível promover essas reformas, modernizando a legislação vigente a partir
05:57da Constituição, para implantar reformas essenciais.
06:01Porque, olha, nós não vamos alcançar índices de crescimento econômico compatíveis com
06:06as nossas potencialidades se essas reformas não ocorrerem.
06:10Nós estamos mergulhados num oceano de dificuldades.
06:14As finanças públicas foram arrebentadas.
06:17E não há como deixar de fazer reformas importantes, de profundidade, que podem ferir interesses
06:25localizados, inclusive.
06:27E, para isso, tem que começar no andar de cima.
06:30Primeiro, eliminar privilégios no andar de cima, para ter autoridade e chegar ao andar
06:37de baixo com essas propostas de reformas para o país.
06:40Quando o senhor fala de andar de cima, o senhor está falando de dar o exemplo.
06:47Exatamente.
06:47É um pouco...
06:49Talvez esse seja o problema de não termos aí a reforma da Previdência.
06:57Porque você tem um governo que gastou muito dinheiro com outras coisas, inclusive para evitar
07:02denúncias contra o próprio governo, contra o próprio presidente da República.
07:06e isso abriu brecha para um discurso de, olha, se você não faz por onde, eu também
07:12não faço.
07:13Está dizendo que está faltando dinheiro, mas tem dinheiro para antecipar a emenda, para
07:19liberar, para comprar voto aqui, comprar voto ali.
07:21Então, é isso que o senhor está falando?
07:24Porque, de fato, toda vez, todo político que quer convencer a população de alguma coisa
07:29vem falar em reforma.
07:31A gente está com esse discurso anos e anos.
07:36Mas isso esbarra sempre no mesmo problema que é o Congresso Nacional.
07:41Olha, esse é um grande desafio, vencer a descrença.
07:46Nós, políticos, estamos no fundo do poço em matéria de credibilidade.
07:53Então, o primeiro adversário, grande adversário, é a descrença.
07:57Convencer as pessoas de que você está assumindo compromisso e não fazendo promessas vazias.
08:04E qual é o remédio para isso?
08:07É estudar o passado de cada um.
08:10Realmente, tem que ser uma espécie de São Tumé, ver para crer.
08:14Então, volta um pouco no tempo e veja o que eu fiz, como fiz, se fiz bem feito, se fiz mal feito,
08:21se tive uma experiência administrativa.
08:23Se, quando tive essa experiência administrativa, pratiquei esse discurso.
08:29Ou se esse discurso é só eleitoreiro.
08:31Eu acho que isso é fundamental.
08:33Estão falando de coerência.
08:34É isso que credencia para você apresentar essas propostas.
08:39Tudo isso que estou pregando aqui eu pratiquei lá, quando fui governador do Paraná.
08:43A eliminação desses privilégios, o fim das aposentadorias morais, inclusive a do próprio governador.
08:50Tanto é que, por coerência, eu vou completar 27 anos, agora em março, que deixei o governo do Paraná.
08:59Eu sou o único ex-governador do Paraná que não recebe essa aposentadoria.
09:03Hoje seriam mais de 11 milhões de reais na conta bancária.
09:06Se nós fizéssemos a soma de todos esses anos, eu nunca recebi nenhum centavo.
09:13Há 10 anos ou um pouco mais, eu não recebo auxílio-moradia, e não uso apartamento funcional,
09:19e não recebo a verba indenizatória.
09:21Porque eu acho o seguinte, se você fala em combater privilégios, primeiro acabe com os seus.
09:29E depois vai...
09:29Por isso que eu digo, tem que começar no andar de cima para ter autoridade, de mexer no andar de baixo.
09:34O senhor já está com o discurso treinado para entrar num debate com o Bolsonaro, por exemplo.
09:39Quando a gente fala de auxílio-moradia, de verba indenizatória, é isso?
09:44Não, não.
09:44Eu acho que, pelo menos por hora, eu tenho que, por uma questão de formação,
09:51não atirar pelas costas e aguardar o momento do embate, do debate.
09:57Então, acho que eu tenho que, elegantemente, defender as minhas teses, sem usar o adversário como referência.
10:07Bolsonaro, todas as pesquisas mostram que é o candidato com mais condições de chegar a um segundo turno.
10:16Está certo?
10:17Pelo menos é o que as pesquisas dizem.
10:20Bolsonaro também tem bastante tempo legislativo, o senhor conhece ele há bastante tempo.
10:27Mas, de repente, surgiu.
10:29As circunstâncias, essas circunstâncias que o senhor mencionou no início,
10:33colocaram o deputado Jair Bolsonaro no epicentro dessa disputa eleitoral.
10:42Qual a sua opinião sobre o discurso do Bolsonaro, sobre as teses ou a coerência, inclusive, dele nessa trajetória?
10:54E o que o senhor explica, como o senhor vê esse apoio enorme que ele tem recebido dos potenciais eleitores?
11:05Na verdade, o jogo não começou.
11:06Então, a análise de pesquisa, muitas vezes, ela é equivocada.
11:13Porque há que se valorizar mais o índice de rejeição do que o índice de intenção de voto.
11:19Por quê?
11:20Rejeição é a obra feita, é passado e presente.
11:25Isso já foi construído.
11:27Dificilmente isso será removido.
11:30Está já na história do candidato.
11:33A intenção de voto é coisa futura.
11:35E teremos percalços, teremos nuances estranhas durante a campanha eleitoral.
11:44O debate é revelador.
11:47Aqueles que conseguem construir personagem antes de começar o confronto,
11:53acabam sendo desmistificados pelo confronto.
11:56Então, eu não creio que sejam os números frios de uma pesquisa orientadores do futuro.
12:06Então, acho que vale muito mais você avaliar o potencial de votos que tem um candidato em função da sua rejeição.
12:14Quem tem a rejeição menor tem potencial de votos maior.
12:18No meu caso, felizmente, eu tenho menor rejeição onde sou mais conhecido.
12:24E a minha rejeição é a menor entre todos os candidatos.
12:28Então, eu tenho um terreno pela frente para progredir no debate da campanha eleitoral.
12:35Em relação a concorrentes, eu peço desculpa para não fazer qualquer análise hoje,
12:42qualquer observação, nem positiva nem negativa.
12:46Eu acho que cabe ao cidadão estabelecer parâmetros de comparação para fazer a boa escolha em outubro.
12:54Mas a minha pergunta, o senhor falou em personagem, né?
12:56Eu ia até ele perguntar.
12:57Então, o senhor está dizendo que o Bolsonaro criou um personagem para ele mesmo?
13:00Mas você não vai me responder isso.
13:02Mas o seu seguidor aqui é muito inteligente.
13:06Não há necessidade de desenhar, né?
13:08É, você falou em desmistificação, né?
13:12Exato.
13:12Enfim, mas eu lhe pergunto, reforço a pergunta, não em função do candidato,
13:17mas em função da escolha do eleitorado.
13:20O que faz com que esse candidato tenha, já neste momento,
13:28que a gente nem começou a campanha,
13:31esses percentuais tão altos de intenção de voto?
13:35O que o senhor acha que motiva as pessoas a buscarem nele essa opção?
13:40Há candidatos que já estão na estrada há muito tempo, né?
13:43Então, se apresentaram primeiro como opção para o eleitor.
13:48Alguns, inclusive, já disputaram a eleição de presidente, até mais de uma vez.
13:53Então, isso tem que ser considerado.
13:55É o tal recall, né?
13:56Que é a lembrança.
13:59E, obviamente, numa pesquisa em que o pesquisado não tem a grande responsabilidade de estar decidindo nada,
14:06para ele não custa dizer, ah, eu voto fulano, eu voto em sicando,
14:09depois muda o voto também, não há nenhum problema.
14:12Agora, o fenômeno que ocorre é que, em razão dos escândalos que explodiram no país,
14:20da enorme decepção em relação aos governos,
14:23que foram desgovernos, certamente, uma dose muito forte de indignação prevalece no primeiro momento.
14:31Então, é uma reação da revolta.
14:34É a reação da raiva.
14:37Nós diríamos, está raciocinando com o fígado.
14:41É um voto de protesto.
14:42Exatamente.
14:43Mas, depois, vai chegar o momento, durante o debate da campanha eleitoral,
14:46em que o cidadão vai fazer análise madura, dizendo, olha, eu tenho uma família,
14:53eu tenho um salário, eu tenho um emprego, ou não tenho e preciso ter,
14:57eu tenho um patrimônio e preciso preservá-lo.
15:00Então, aí vem a reflexão em relação ao futuro do país, o que é melhor para o seu futuro.
15:06Então, eu imagino que aí vai se votar com a inteligência e não com o fígado.
15:11Muita gente que fala, esses analistas todos de pesquisas eleitorais,
15:16sempre falam que o eleitor brasileiro é um eleitor, ele acaba sendo conservador no seu voto.
15:25E que isso beneficiaria um candidato mais ao centro.
15:30O senhor está aonde nesse espectro eleitoral tão confuso nosso, ideológico, político, tão confuso?
15:36E a pergunta se estende também em função da sua trajetória de diferentes partidos.
15:43O senhor já foi do PMDB, já foi de partidos pequenos, e também do próprio SDB.
15:50Teve uma passagem rápida pelo Partido Verde e hoje está no Podemos, que é um partido novo.
15:55Gostaria até que o senhor falasse um pouco do Podemos, tem muita gente que não conhece nem a sigla.
16:01Onde o senhor se situa dentro desse cenário?
16:04Em relação aos partidos, eu digo sempre, eu não mudei de partido.
16:10Aí você pode até se surpreender, como não mudou?
16:13Eu mudei de siglas.
16:14Partido nós não temos.
16:15No Brasil, nós não temos partidos verdadeiros.
16:19Temos siglas.
16:21Agora, a Operação Lava Jato diz que algumas são organizações criminosas.
16:25Lavanderias de dinheiro sujo.
16:27Por que eu mudava de sigla?
16:30Procurando um partido e não encontrei.
16:32Mudava por quê?
16:33Porque inquieto e insatisfeito, indignado às vezes, trombando na realidade que eu vivia de perto.
16:46Então, buscavam respirar um ar mais oxigenado.
16:50Por isso, mudava de uma sigla para outra.
16:53Eu cheguei, mudava para não negociar as minhas convicções.
16:59Então, mudava por coerência, para não mudar de lado.
17:03Ou eu mudava o discurso, portanto, mudava de lado, ou mudava de sigla.
17:08Preferi mudar de sigla e preservar a minha coerência e as minhas convicções.
17:14Hoje, eu me encontro no Podemos.
17:15Aí vem a explicação.
17:17O Podemos não é um partido ainda.
17:18É um movimento.
17:21Inspirado nesse movimento europeu.
17:24Se lá, nos países do primeiro mundo, já há insatisfação em relação às siglas antigas,
17:31e surge esse movimento, para ser diferente, para se afastar um pouco do establishment,
17:37aqui, imagine, se lá há razões, aqui muito mais.
17:41Por isso, nós aceitamos essa proposta do Podemos, que é um movimento que quer fazer a leitura correta das prioridades eleitas pela população.
17:52Portanto, não é um movimento estático.
17:54É um movimento, não é um partido, não tem um programa estático.
17:58Então, é um movimento que vai auscultar, vai fotografar as prioridades da população e tentar verbalizar e interpretar essas prioridades,
18:10que se tornam as causas do movimento.
18:13Um dia, esse movimento pode se tornar um partido, mas aí nós teremos que fazer uma reforma política, de amplitude,
18:22que vai reduzir essas siglas.
18:24Vamos falar de reforma agora, não.
18:28A gente está sempre voltando para essa questão da reforma.
18:30É verdade.
18:31Mas onde o senhor se situa nesse espectro ideológico?
18:35É uma outra discussão esquizofrênica no Brasil.
18:39Eu teria que perguntar, quando me indagam, você é do centro, da esquerda ou da direita?
18:45Eu teria que perguntar, o que você considera da direita?
18:49O que você considera da esquerda?
18:50Porque é claro que você sabe o que você quer dizer com isso.
18:55Mas muitas pessoas indagam sem saber bem o que é esquerda, o que é direita, o que é centro.
19:00Então, eu digo sempre, olha, eu apresento as minhas credenciais e você carimba se eu sou de esquerda, de direita ou de centro.
19:07Na verdade, o povo brasileiro não está preocupado com esses rótulos, com esses carimbos.
19:13Ele está preocupado com solução para os seus problemas,
19:16que nós podemos encontrar em ambos os lados, tanto na esquerda quanto na direita.
19:22Se você vai falar de reforma do Estado, você atende a pregação da direita.
19:30Se você vai falar em empreendedorismo, em liberdade de empreender e de consumir,
19:35você vai atender o discurso da direita.
19:39Se você vai falar em a exata relação custo-benefício da aplicação do dinheiro público, você está atendendo.
19:47Se você disser, por exemplo, menos Estado e mais sociedade, você está atendendo o discurso da direita.
19:53Se você disser, olha, a superação da pobreza, a melhor forma de superar a pobreza é valorizar quem produz.
20:00Você atende o discurso da direita.
20:02E eu acolho todas essas propostas, todos esses ensinamentos, todas essas teses.
20:07Mas se você disser, nós estamos em um país pobre, é preciso melhor distribuição de renda,
20:14aí podem dizer que esse é um discurso da esquerda.
20:17Reduzir as desigualdades sociais são imensas.
20:21Até no discurso da esquerda, então eu recolho essas propostas da esquerda.
20:25Agora é bom dizer, ninguém é proprietário de tese nenhuma, de conceito algum.
20:29O ideal é buscar aquilo que é correto, aquilo que é eficiente, aquilo que é eficaz, produtivo e trazer para o centro.
20:39E caminhar adiante.
20:40Eu acho que me encontro aí, nessa posição.
20:43Do centro.
20:44Essas são as minhas credenciais e você decide.
20:47Mas eu imagino ser este caminho que eu devo seguir.
20:50Buscando coesão nacional e rumo.
20:54O Cristóvão Duarte é que fala em coesão e rumo.
20:56Então vamos buscar coesão e destino.
21:00Vamos adiante.
21:01Coesão não é pacificação, né?
21:04Andaram usando muito essa palavra pacificação nacional, não é pacificação.
21:08É convergência em relação àquilo que é essencial para o país.
21:11Nós temos hoje um grande problema, já que a gente está falando de economia, começamos a falar de economia,
21:15talvez até seja a melhor forma de reduzir desigualdades, que é gerar empregos.
21:21Como é que o senhor pretende gerar empregos, acabar com esse índice?
21:24O melhor programa social é o emprego.
21:26É o emprego.
21:26Isso é uma proposta da direita.
21:28Eu acolho inteiramente.
21:31Como reduzir?
21:32Como dar emprego para...
21:33Aí isso começa com a refundação da República.
21:37Porque o país afundou.
21:39A República, hoje, mais se parece um império, porque há um divórcio das instituições públicas com a sociedade.
21:50Nós precisamos aproximar a sociedade das instituições públicas com essas reformas que eu advogo.
21:56Vamos lá.
21:58Qual é a situação das contas públicas no país?
22:01A dívida, em 2008, era menor do que o que se paga de juros e serviços dela só neste ano.
22:11Um trilhão e oitocentos bilhões.
22:13A dívida era um trilhão e quinhentos bilhões em 2008.
22:1650% do orçamento vai embora com esse pagamento de juros e serviços.
22:24Então, eu diria, qual a pena para essa gente?
22:31O que fizeram com o Brasil?
22:33Prisão perpétua é suficiente para esses que afundaram o Brasil desta forma?
22:40A dívida é de 4 trilhões e 800 bilhões.
22:43Vai chegar logo a 80% do produto internacional.
22:46O senhor está propondo prisão perpétua para o Lula, por exemplo?
22:50Para a Dilma?
22:51Para todos os responsáveis por esse debate.
22:55Está começando a ganhar voto, hein?
22:57Eu acho que é um crime de lesa pátria que se praticou.
23:03O Brasil foi assaltado mesmo.
23:05Foi assaltado em nome de um projeto de poder de longo prazo
23:10e que possibilitou a abertura para aqueles que desejavam se enriquecer ilicitamente.
23:16E aí a incompetência prevaleceu, porque nesse sistema a incompetência é inevitável.
23:24Já que os partidos políticos, quando indicam esses partidos,
23:27essas siglas, quando indicam, não indicam mais competente, mais probo,
23:31mais qualificado tecnicamente.
23:33indica aquele que assume o compromisso de arrumar recursos para projetos que dizem partidários.
23:40Aí a Operação Navajato revela tudo isso.
23:42É o velho balcão de negócios.
23:43Então, na verdade, ou nós fazemos essa ruptura, é uma ruptura radical,
23:51é uma substituição de sistema,
23:53ou o país não vai alcançar os índices de crescimento econômico que a população merece.
23:58Bom, mas aí tem alguma coisa concreta que a gente possa falar para reduzir esse índice de desemprego?
24:10Aí nós voltamos nas reformas.
24:13E é claro que aí nós temos que trabalhar o apoio ao agronegócio,
24:19que é hoje a principal arma do emprego.
24:21Que é o espaço maior do emprego.
24:24Mais de 30% dos empregos gerados são gerados pelo agronegócio.
24:30E o Brasil vai ter décadas de prosperidade se o governo se tornar mais rural.
24:35Nós tínhamos governantes muito urbanos que nunca colocaram o pé descalço no barro do interior,
24:39nem lá no chão vermelho do Paraná.
24:44É evidente que não conhecem bem e não sabem valorizar a importância do campo,
24:48a força que vem do campo.
24:50É claro, é depois da porteira que vem a ação do governo.
24:55E é lá fora do país, inclusive, na relação com grandes nações,
25:00estabelecendo uma relação comercial mais civilizada,
25:06eliminando barreiras alfandegárias, não alfandegárias.
25:09O país será mais rico, os produtores rurais serão mais prósperos,
25:13se nós vencermos essas barreiras.
25:15Só um parênteses, só acha que o Brasil deve assumir a sua vocação de país agrário,
25:23de economia agrária, porque tem muita gente que usa aquele velho discurso,
25:29que é um discurso que é aceito e que tem coerência,
25:33de que sempre, assim, não, a gente, desde que o Brasil é Brasil,
25:37a gente está sempre exportando commodity.
25:40Exato, mas esse é o nosso...
25:41E a gente precisa produzir tecnologia, precisa ter um parque industrial,
25:45precisa investir, precisa ter um vale do silício aqui, precisa ter coisas.
25:50Mas a força motora para essa produção vem do campo.
25:55Nós sabemos, houve uma queda na produção industrial,
25:58os produtos manufaturados respondiam por 24% dos empregos gerados no Brasil,
26:05hoje respondem por 9%.
26:07Então, nós temos que adotar uma política de industrialização
26:12para recuperar essa capacidade de geração de emprego, de renda e de receita pública.
26:17Agora, a alavancagem vem do campo, é o agronegócio, é o ponto de partida
26:23também para o crescimento industrial e comercial.
26:27Em relação ao comércio, então, a nossa queda foi brutal.
26:33Aliás, a nossa renda per capita também sofreu uma queda de 10%
26:36nesse período de recessão, que foi a maior dos últimos 50 anos.
26:41E nós só vamos recuperar a nossa renda per capita lá por volta de 22,
26:45de 2022, portanto, no final do mandato do próximo presidente da renda.
26:49Com muito otimismo.
26:50Com muito otimismo, se as coisas forem feitas corretamente,
26:53se a lição de casa for feita, se as reformas forem realizadas.
26:57Eu sei que todo mundo fala em reforma,
27:00mas como você vai estimular a geração de emprego
27:04se nós não fizermos uma reforma tributária competente,
27:08modernizando o sistema tributário,
27:10para que a rota da economia gire com mais força,
27:14com a população pagando menos impostos,
27:16o governo vai arrecadar mais,
27:18porque a economia vai crescer mais.
27:21A reforma tributária que está no Congresso,
27:22eu já vi, já até assisti uma apresentação do deputado Auli,
27:26que ele faz uma série de modificações,
27:30mas que no final eu fiz uma pergunta,
27:32é o seguinte, bem, mas a carga tributária continua a mesma?
27:36Continua a mesma.
27:36Então, que reforma é essa?
27:38Mas menor distribuída, talvez.
27:41É o que ocorre com a Previdência.
27:43400 bilhões de inadimplência.
27:47Mais de 200 bilhões de grandes inadimplentes,
27:50como o JBS, como o Arte Batista,
27:53grandes empresários, grandes bancos, etc.
27:55E o governo não cobra.
27:56Pois é.
27:56Nem mesmo quando empresta dinheiro através do BNDES,
27:59com juros privilegiados, não provisiona o que devem.
28:04Então, é um governo desleixado, é um desgoverno.
28:09Então, a Previdência, você vai analisar,
28:12tem 90 milhões de trabalhadores brasileiros.
28:15Só 30 milhões têm carteira assinada.
28:19Portanto, os outros não estão recolhendo para a Previdência.
28:2352 milhões de brasileiros estão abaixo da linha da pobreza.
28:27Então, estes também estão, provavelmente,
28:32ou desempregados ou na economia informal,
28:35sem recolher nada.
28:38Então, ficou pesado.
28:39Isso tudo tem que ser revisto,
28:42como os orçamentos todos devem ser revistos.
28:45Os orçamentos que devem ser revistos
28:48são dos três poderes para restabelecer
28:51a exata relação de prioridade no investimento realizado.
28:57Então, olha, o Brasil está desarrumado.
29:00E desarrumaram o Brasil.
29:03O sonho dos brasileiros de ver um movimento que chegou,
29:09surfou nas ondas da insatisfação popular
29:13e chegou ao poder,
29:15esse sonho se transformou em pesadelo.
29:18Hoje, o Brasil vive o pesadelo
29:21responsabilidade de um desgoverno.
29:25Quando o senhor fala de banco,
29:30tudo me vem à mente,
29:32obviamente, uma coisa que é um absurdo no nosso país,
29:38que é o custo do dinheiro.
29:41Então, até mesmo nas políticas de estímulo ao crédito
29:45que nós tivemos, inclusive, nesses governos passados,
29:48não conseguiu reduzir o custo disso.
29:52Você tem o dinheiro na mão de poucos bancos,
29:57grandes bancas que controlam o crédito no Brasil.
30:01Quando a gente vai falar de juros, de cheque especial,
30:04de cartão de crédito,
30:06é uma coisa inacreditável.
30:08Como é que a gente combate isso?
30:10É muito difícil encarar esse sistema, não?
30:17A propósito, o governo derrubou o juro para Cuba,
30:23para Angola, para Venezuela, para Equador.
30:27Realizou empréstimos privilegiados com taxas ínfimas de 5%, 6%.
30:31Enquanto o BNDES usava esse dinheiro,
30:36esse dinheiro veio da ONU,
30:37veio do Tesouro Nacional.
30:39Mas estava no Tesouro Nacional?
30:41Não.
30:41Estou dizendo, caixa raspada.
30:44Então, o governo foi no mercado buscar esse dinheiro.
30:46E pagou o quê?
30:4713%, 14% de juros.
30:49E repassou para Cuba, para Angola, para Venezuela,
30:52ou para o Ike Batista, para a JBS,
30:55para enriquecer empresários desonestos,
30:59repassou com taxa de 5%, 6%.
31:02E aí vem a equalização da taxa de juros,
31:05nessa diferença.
31:07Quem pagou?
31:08O brasileiro.
31:09Mas isso foi pouco?
31:10Não.
31:11São 716 bilhões retirados, 478,
31:17lá do caixa do governo,
31:19que foi buscar no mercado,
31:21e o restante dos trabalhadores,
31:23FGTS, PISPAZEF, FAT, não é?
31:29E agora, os contribuintes brasileiros vão pagar essa diferença.
31:33Isso significa o quê?
31:35320 bilhões de reais.
31:37E se nós formos somar tudo?
31:39400 bilhões devem para a Previdência.
31:42Só nessa equalização de taxas de juros,
31:45são mais 320 bilhões de reais.
31:47115 bilhões já foram pagos.
31:49O restante terá que ser pago até 2040.
31:52Aí, se nós chegarmos às desonerações,
31:58as desonerações,
32:00aí são mais de 250 bilhões por ano.
32:03Isso vai continuar.
32:05Tudo isso vai exigir as chamadas reformas.
32:09Me desculpe, mas a palavra...
32:10O Brasil é uma nação à espera de reformas.
32:14Então, nós temos que repetir.
32:15É claro que todos falarão em reformas.
32:19Agora, é preciso cobrar como fazer essas reformas.
32:21Eu tenho procurado colocar a forma que pretendo adotar
32:26para realizar essas reformas.
32:28O senhor fala de economia com muita propriedade.
32:31Eu entrevistei o Bolsonaro.
32:33O Bolsonaro disse que o presidente não precisa saber de economia.
32:37Precisa ou não precisa?
32:39É fundamental que saiba.
32:43O presidente tem que ter visão global.
32:45Então, é por isso que ele tem que ter experiência administrativa.
32:48Ele não pode chegar agora.
32:50Ele tem que vir de longe.
32:52Quando se fala em outsider, eu digo,
32:54eu fui outsider e discutei a Câmara de Vereadores de Londrina.
33:00Você tem que fazer o estágio.
33:02Você tem que fazer todos os cursos.
33:05Ensino fundamental, universitário,
33:08pós-graduação, mestrado, doutorado.
33:11Aí você chega e diz,
33:12olha, agora eu quero ser presidente.
33:14Mas tem que passar por esses estágios.
33:17Outro dia, uma jornalista me liga e diz,
33:19olha, quem é o economista que te inspira?
33:22Eu ia lhe perguntar isso agora.
33:23Eu disse, olha, a minha inspiração vem de 41 anos de mandato
33:28no contato diário com a realidade econômica do país.
33:31Não, mas você não conversa com economistas?
33:33Converso com muitos.
33:35Economistas da FGV,
33:36economistas do Instituto Fiscal Independente,
33:41outros economistas independentes
33:43e tento construir esse mosaico.
33:47Só não tem um guru na área de economia.
33:49E aí eu perguntei, mas e qual é o mais próximo
33:53que está colaborando mais?
33:54Eu disse, não, tem um jovem.
33:56Eu procurei buscar um jovem.
33:59Porque, olha, eu acho que isso...
34:02Que jovem? Como chama ele?
34:03Ele se chama Gabriel.
34:04Gabriel do quê?
34:06Gabriel Leal.
34:09Mas, olha, se nós formos valorizar tanto o economista,
34:14devemos lançá-lo candidato a presidente da República.
34:16Eu sempre falei isso.
34:17Eu concordo plenamente.
34:19Ele tem que ser o candidato, então.
34:21Se ele sabe tudo, vai resolver todos os problemas.
34:23Eu acho que o candidato a presidente tem que ter visão global.
34:26Tem que entender de agricultura, sim.
34:28Tem que saber do serviço de saúde pública, de segurança.
34:32Tem que saber de tudo.
34:32Tem que ser um especialista em generalidades, né?
34:36Mas, evidentemente, com os seus assessores técnicos qualificados,
34:40eliminando dúvidas em relação a questões pontuais de natureza técnica, especialmente.
34:47O senhor falou de segurança.
34:49Minha pergunta é a favor dessa intervenção, do modelo da intervenção no Rio de Janeiro.
34:53Modelo esse que já está sendo cogitado para implementação em outros estados da federação,
34:59sem ao menos termos um resultado no Rio de Janeiro?
35:02É decorrente da incompetência e da corrupção que empurrou o país para esse caos, para essa tragédia.
35:08É evidente que eu não posso ficar contra a intervenção,
35:11porque eu ficaria contra uma aspiração da população do Rio de Janeiro
35:15que quer mais segurança.
35:17Essa aflição diante da violência, né?
35:21Que leva as pessoas a imaginar que isso pode ser uma solução, mas não é solução.
35:26Isso pode ser atenuante, né?
35:30Transitoriamente, de forma até mais psicológica do que real,
35:35reduzir a violência.
35:36Mas vai até quando?
35:38E a que preço?
35:39Veja, a reforma da Previdência não está mais sendo discutida.
35:43Não pode ser.
35:44Ficou para o próximo governo.
35:46O governo atual talvez tenha tido essa motivação também para decretar a intervenção.
35:53Mas tem uma outra questão que eu considero essencial.
35:59Talvez a força motora dessa inspiração a favor da intervenção tenha sido o foro privilegiado.
36:06Porque nós estávamos próximos de votar o fim do foro na Câmara dos Deputados.
36:13Seria inevitável essa votação.
36:16E colocado em votação, seria aprovado, porque ninguém tem coragem de votar contra o fim do foro privilegiado.
36:23Porque é um projeto de minha autoria, de 2013, que foi aprovado pelo Senado,
36:27que está na Câmara desde junho.
36:29E veio devagar.
36:31Agora, o governo encontrou uma forma de não votar.
36:35Porque o decreto de intervenção impede a votação de emenda constitucional.
36:41Então, ficou para o próximo ano.
36:43E todos esses políticos com mandato, que estão sendo denunciados ou estão sendo investigados,
36:50poderão disputar as eleições.
36:52O seu nome foi citado no início da Lava Jato, naquela operação dos 10 milhões,
36:56envolvendo Sérgio Guerra, etc.
36:58Foi citado positivamente.
36:59A situação foi positiva.
37:03Porque houve uma gravação em que se comentou e o meu nome surgiu,
37:07exatamente dizendo que eu estava criando dificuldades.
37:11E aí o Sérgio Guerra disse, olha, eu vou tentar resolver isso.
37:15Eu vou tentar.
37:15Que era, só lembrando, para quem não acompanhou,
37:19se tratava de um recurso que seria para tentar abafar a CPI da Petrobras de 2009.
37:27Tivemos uma outra depois.
37:28CPI que eu fui autor e que protocolei 19 representações
37:33com todas as principais denúncias de corrupção,
37:36agora reveladas pela Operação Lava Jato.
37:3918 em 2009 e depois sozinho em 2012 eu protocolei a representação
37:45pedindo investigação dessa negociata de Passadina.
37:49Aí em 2013, em fevereiro, houve a instauração do inquérito.
37:54Então realmente eu estava criando dificuldades.
37:57Por isso meu nome apareceu.
37:58Não como acusado, mas como alguém que atrapalhava.
38:03E nós produzimos esse trabalho paralelo com todas essas representações
38:09que foram protocoladas na Procuradoria-Geral da República.
38:12A Petrobras, o Petrolão, mostrou justamente esse problema que a gente falou
38:16no início da entrevista do aparelhamento do Estado.
38:19Estado inchado, estatais, cabides de emprego e máquinas de corrupção.
38:26A Petrobras virou uma grande máquina de corrupção
38:28para a sustentação de um projeto político dos partidos de então,
38:34inclusive o PMDB, que continua no poder.
38:37O senhor privatizaria a Petrobras?
38:40Nós temos 149 empresas estatais federais.
38:4530% delas foram criadas pelos governos do PT como cabide de emprego.
38:50Então teremos que realizar uma grande privatização no país.
38:54Mas há setores estratégicos que dizem respeito à segurança nacional
38:59e à soberania nacional.
39:02E, obviamente, há também instrumentos de fomento que são fundamentais.
39:07Você não pode ficar refém do sistema financeiro.
39:10Aí você tem Banco do Brasil e Caixa Econômica,
39:12que são intocáveis do meu ponto de vista.
39:14E a Petrobras também.
39:16Por quê?
39:17Esse é um patrimônio nacional que foi desvalorizado.
39:20Imagine você privatizar a Petrobras agora,
39:24quando ela perdeu metade do seu valor em razão da corrupção.
39:29Nós teríamos um leilão em que certamente seria vitoriosa
39:34uma estatal chinesa ou norueguesa.
39:37Então a Petrobras continuaria estatal,
39:39só que falando outro idioma.
39:40Ao invés de falar português, falaria chinês, falaria norueguês.
39:43Então, não creio que seja adequado
39:48batizar um patrimônio dessa importância,
39:53que pode, inclusive, contribuir com recursos
39:56para programas importantes de saúde, de educação,
40:00se ela for recuperada na sua essência,
40:04na sua competência técnica,
40:06porque possui know-how imbatível,
40:09principalmente na exploração de petróleo em águas profundas,
40:11e certamente é uma empresa que se recupera rapidamente,
40:15se tornará de novo poderosa.
40:17Se nós retirarmos, evidentemente,
40:19das mãos daqueles que a assaltaram
40:21e recolocar nas mãos dos brasileiros,
40:24com uma gerência técnica qualificada,
40:27profissional experiente, não é?
40:31Então é evidente que a Petrobras não deve ser privatizada,
40:36deve ficar sob controle do Estado brasileiro.
40:39Você pode privatizar ações no entorno da Petrobras.
40:43Você pode estabelecer a competição da empresa privada
40:47com a empresa pública,
40:49entre empresas privadas,
40:51no entorno, na exploração do petróleo.
40:55Mas o Brasil não pode abrir mão do controle
40:59de uma empresa estratégica
41:01que diz respeito, inclusive, à soberania do nosso país.
41:05Bom, eu sou sócio da Petrobras,
41:08como cidadão, como todos os outros brasileiros.
41:10Exatamente, eu.
41:11Você também.
41:13Mas não gosto de pagar R$ 4,50 por um litro de gasolina.
41:21Como mudar isso?
41:22Olha, primeiro...
41:23Ainda mais sabendo que, às vezes,
41:25você vai, cruza a fronteira do Paraguai,
41:27na Bolívia,
41:28e você compra a gasolina da própria Petrobras,
41:29muito mais barato.
41:31Na verdade, hoje, estão tentando tapar um buraco
41:33que foi aberto pela corrupção,
41:35colocando a mão grande no bolso
41:37do consumidor do combustível.
41:39Isso não é correto.
41:40O que fez o presidente?
41:42Assinou um decreto
41:43autorizando o presidente da Petrobras
41:45a aumentar o preço dos combustíveis
41:48a hora que bem entender.
41:50O que eu faria?
41:52Revogaria esse decreto.
41:54O presidente da República
41:56tem que estar ligado aos reajustes de preços,
42:01porque dizem respeito ao interesse nacional.
42:05Quer dizer, o desdobramento,
42:07o preço do combustível, da gasolina,
42:10do óleo diesel, do gás de cozinha,
42:13diz respeito à vida de todos os brasileiros.
42:16Então, cabe ao presidente,
42:17que tenha visão global,
42:20comandar esse processo.
42:21Mas isso não significaria...
42:22Tem que passar pelo presidente.
42:23Agora, como reduzir esse preço?
42:26Há questões administrativas, sim,
42:29de gestão, etc.
42:30Mas há também aí o peso dos tributos.
42:34Por isso que a reforma tributária é importante.
42:37Como é que nós vamos reduzir
42:38o preço de produtos que nós consumimos?
42:42Como é que nós vamos reduzir
42:44o custo da produção?
42:46Porque 30% do custo da produção
42:49é transporte,
42:51decorrente, essencialmente,
42:54dos combustíveis,
42:56dos preços dos combustíveis.
42:58Uma reforma tributária
43:00ajusta isso.
43:02Porque se nós reduzirmos
43:04a carga tributária,
43:05a incidência do imposto
43:07sobre o preço dos produtos
43:09que nós consumimos
43:10será menor.
43:11Tem que melhorar a logística também, né?
43:13Exato.
43:13E com isso,
43:14nós vamos reduzir o preço
43:16dos produtos que consumimos, sim, senhor.
43:18Que não pode reduzir na mão grande
43:20como o governo do PT fez, né?
43:22Controlava os preços da petrobras.
43:24Arrebentou o setor elétrico.
43:25Arrebentou o setor elétrico.
43:27E o povo está pagando a conta até hoje.
43:29O setor elétrico é importantíssimo.
43:30Quando a gente fala de produção industrial,
43:33da necessidade de reindustrializar o país,
43:35você precisa ter uma energia barata.
43:38Exatamente.
43:38Quando nós falarmos
43:40na dessalinização das águas
43:42para atender o Nordeste,
43:45por exemplo,
43:45temos que ter energia barata.
43:47Senão, inviabiliza o projeto
43:49de dessalinização.
43:50Eu fui lá em Israel
43:51verificar esse projeto.
43:53Lá é PPP, né?
43:55Participação público-privada.
43:57As empresas se interessam.
43:58O sistema financeiro
44:00está disposto a financiar.
44:02Nós podemos fazer isso no Brasil.
44:04Mas temos que ter energia mais barata.
44:07Tem candidato a vice já na sua chapa?
44:09Não.
44:10Eu acho que ainda não é o momento.
44:13Falaram da Marina.
44:15Feliciano.
44:16São pessoas de destaque
44:19na política brasileira.
44:21Mas, na verdade,
44:22não há cogitação nenhuma
44:23sobre vice.
44:25O senhor não seria vice de ninguém?
44:27Não.
44:27Eu tenho essa missão
44:28de ser candidato a presidente
44:29e isso é irreversível.
44:31Irreversível.
44:32É irreversível.
44:33O candidato a vice
44:34tem que ter que característica?
44:35Ele tem que complementar o quê?
44:36O que lhe falta
44:37para atingir aquele eleitorado
44:39que o senhor não tem?
44:40O senhor pensa no vice como...
44:41Eu resumo no seguinte.
44:42O eleitor olha para o vice e fala
44:45se o outro faltar,
44:47esse tem condições de governar o país.
44:50É isso.
44:51Não precisa ter muito voto,
44:52não precisa ter voto nenhum.
44:54Só não pode tirar voto.
44:56mas precisa ter conceito.
44:59Tem que passar a ideia
45:02da competência,
45:04da honestidade,
45:05que são os critérios básicos,
45:07e da aptidão para o cargo executivo.
45:11Eu não posso colocar de vice
45:12alguém que não tem jeito
45:14para o executivo.
45:14Quer dizer, tem que ser
45:15alguém com experiência.
45:16Tem que ter alguém,
45:17exatamente,
45:18que tenha que ter
45:18uma certa experiência.
45:20não vamos exigir também demais,
45:23mas tem que ter notoriedade
45:25em relação
45:25à sua atividade.
45:28Vamos imaginar,
45:29se fosse alguém
45:30da área judiciária,
45:32também,
45:33pode não ter tido
45:34experiência administrativa,
45:36mas hoje,
45:36no Brasil,
45:37esta é uma área
45:38de grande influência
45:40em razão do momento
45:41que nós estamos vivendo.
45:42Isso poderia surgir
45:43alguém também
45:44com conceito,
45:46com respeitabilidade.
45:48Estou achando que o seu vice
45:49virá do judiciário?
45:51Não, eu não tenho...
45:52Um ex-ministro do Supremo?
45:54Não tenho noção ainda
45:55de onde pode vir,
45:57porque não depende
45:58só da minha vontade.
46:00Vai depender das circunstâncias,
46:02da composição partidária.
46:04O judiciário hoje
46:05está tão,
46:06vamos dizer assim,
46:08na boca do povo,
46:09e com a credibilidade
46:10tão baixa
46:11quanto, talvez,
46:13a política também.
46:15As instituições,
46:16de modo geral.
46:16O legislativo,
46:18o executivo
46:18e as instituições,
46:19de modo geral.
46:22Há uma demanda
46:23muito grande
46:24de que se mude
46:25a indicação,
46:27a fórmula de indicação
46:29dos ministros,
46:31dos tribunais superiores,
46:32até dos desembargadores.
46:34O que o senhor pensa disso?
46:35Eu concordo
46:36com a necessidade
46:37da mudança.
46:38Alguns projetos
46:39já tramitam
46:39lá pelo Senado
46:41e que valorizam
46:44a meritocracia.
46:45Eu acho que
46:46essa indicação política
46:47é deplorável
46:49porque é desgastante
46:51no primeiro momento
46:52e mesmo
46:53que o indicado
46:55convença
46:56pela competência
46:58no exercício
46:59da função,
47:00sempre fica
47:01a dúvida
47:02quando ele decide.
47:04Fica a suspeição
47:05de que ele está
47:05decidindo politicamente.
47:07Isso é muito ruim.
47:09O Supremo Tribunal Federal
47:10não pode ser um aparelho
47:12de natureza política.
47:14A meritocracia
47:15deve ser instituída.
47:17E são várias
47:18as propostas,
47:20várias as sugestões,
47:21mas eu acho
47:22que nós temos
47:22que buscar inspiração
47:23exatamente
47:24entre aqueles
47:25que convivem
47:26nesse ambiente
47:27do mundo jurídico.
47:28Certamente,
47:29as indicações
47:30através da magistratura
47:33com uma lista
47:34que pode ser
47:35triplice
47:36que chegue ao presidente
47:37e o presidente
47:38encaminhe ao Senado
47:40para a sabatina.
47:42Eu imagino
47:43que há também
47:44propostas
47:45de mandato,
47:46de ministro
47:49do Supremo Tribunal Federal.
47:50Mas eu creio
47:51que o fundamental
47:52é o processo
47:53de escolha
47:53para eliminar
47:55a influência
47:57de natureza política.
47:59E também
47:59a própria qualificação
48:00que eu acho
48:01que precisa.
48:01A gente tem hoje
48:02ministros
48:02que nem passaram
48:04no concurso
48:05para juiz,
48:06como é o caso
48:07do topo.
48:07Nós temos que valorizar
48:08o talento,
48:09o estudo,
48:10a pesquisa,
48:11o preparo.
48:13Por exemplo,
48:13o Tribunal de Contas.
48:15É outro que também
48:16há uma briga grande
48:17para que haja menos
48:18interferência política
48:19em virtude
48:20de todos os escândalos
48:20que a gente tem visto.
48:20Eu consegui aprovar
48:21no Senado
48:22um projeto
48:23que institui
48:24o concurso público
48:25para o preenchimento
48:26de cargos
48:27de conselheiros
48:28dos tribunais de contas
48:29dos estados
48:30e dos municípios.
48:31E tem um projeto
48:32em andamento
48:32que diz respeito
48:33também ao Tribunal de Contas
48:34da União.
48:35Mas é difícil aprovar.
48:37Então,
48:38nesse presidencialismo,
48:39um presidente da República
48:40tem condições.
48:42Eu creio que esse
48:43é o compromisso
48:44que tem que se assumir.
48:46Quem quer ser
48:46presidente da República
48:47tem que assumir
48:48esse compromisso.
48:50Que é exatamente
48:51isso que se chama
48:52refundação da República.
48:54Que são mudanças
48:55essenciais
48:56que valorizarão
48:58a qualidade
48:59dos agentes públicos.
49:01prefeito.
49:01Só para finalizar,
49:03o tema do desarmamento,
49:05da revogação
49:05do Estatuto do Desarmamento
49:06é um tema
49:07hoje
49:07bastante discutido
49:10nas redes,
49:11enfim.
49:11O senhor a favor?
49:12Olha,
49:13eu acho que nós
49:14temos que flexibilizar
49:15a legislação.
49:16Já tivemos
49:16uma experiência
49:17suficiente
49:18para adotar
49:20uma legislação
49:20mais competente
49:22a respeito.
49:23e como eu sou
49:25democrata
49:26e respeito
49:29a liberdade
49:30das pessoas
49:30decidirem
49:32sobre a sua
49:32própria vida,
49:35eu acho que nós
49:35temos que liberar
49:36a possibilidade
49:37do uso da arma,
49:39mas com uma
49:40legislação responsável.
49:41Claro.
49:42Uma legislação responsável.
49:44Mas isso
49:44não é o essencial.
49:47Liberar a arma,
49:48sim.
49:48Se você quer usar
49:49a arma,
49:50vai usar,
49:51atendendo os critérios
49:52da legislação,
49:54que vai permitir
49:55que você use a arma
49:56como cidadão.
49:58Agora,
50:00quantos brasileiros
50:01podem comprar
50:01uma arma?
50:03A maioria não pode,
50:05porque muitos
50:06estão aí desempregados,
50:08não podem comprar
50:08nem alimento,
50:09nem medicamento,
50:10vai comprar arma.
50:11Esse é um problema.
50:12Então,
50:13nós temos que armar
50:14é o Estado.
50:15Quem está
50:15efetivamente armado
50:17é o Estado brasileiro.
50:19Ele tem a obrigação
50:21de se armar
50:22com competência
50:23para proteger
50:24a sociedade.
50:25A responsabilidade
50:27é do Estado.
50:27Concorda com esse
50:28Ministério da Segurança Pública
50:29que foi criado?
50:30Nesse momento,
50:31não.
50:31Me parece mais
50:32uma obra de marketing
50:33político.
50:34Legalização das drogas.
50:36Contra.
50:37Contra.
50:37Contra.
50:38Perfeito.
50:38Contra.
50:39Gente,
50:40um pouquinho do pensamento
50:41do senador
50:42Álvaro Dias,
50:43pré-candidato
50:43à presidência da República.
50:45Muito obrigado,
50:46senador.
50:46Eu que agradeço.
50:47Foi uma satisfação.
50:48Parabéns,
50:49um antagonista.
50:50Legal.
50:52Obrigado.
50:54Obrigado.
50:55Obrigado.
50:56Obrigado.
50:57Obrigado.
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