- há 2 semanas
No verão, o calor pode ser perigoso para a saúde, especialmente para o coração. É importante redobrar a atenção e tomar medidas preventivas para evitar problemas cardíacos. O médico Diogo Barreto explica o que fazer para manter o coração saudável durante a estação quente. Além disso, o seu Antônio, que sofreu um problema cardíaco durante o verão, vai falar sobre a saúde pós ataque cardíaco.
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NotíciasTranscrição
00:00E olha gente, as imagens que nós vamos mostrar agora são de muita aflição.
00:05Olha isso, é o Antônio.
00:06Estava jogando bola, como faz todo domingão, e de repente começou a passar mal.
00:10Mas graças a Deus, tinham anjos ali bem pertinho dele.
00:14O seu Antônio infartou em campo, olha isso.
00:18E essas imagens mostram ele sendo atendido por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
00:23Ele estava em campo quando simplesmente caiu, apagado.
00:27Os amigos então resolveram levá-lo para o quartel dos bombeiros,
00:31que era bem perto ali, era na verdade mais perto do que o hospital, mais pertinho ali do campo.
00:37Os militares realizaram todo o trabalho de reanimação do seu Antônio.
00:42E nesse momento, uma equipe do SAMU já havia chegado também.
00:46Eles se uniram em um esforço conjunto para salvar a vida dele.
00:51E depois de muito esforço, gente, seu Antônio voltou.
00:54O seu Antônio teve alta do hospital há três dias.
00:59Ainda está se recuperando, mas ótimo.
01:02A gente vai bater um papo com ele agora, até porque ele renasceu.
01:06Não é verdade, seu Antônio? Boa tarde.
01:10Boa tarde, Roberta.
01:11Ó, o senhor está feliz da vida, né?
01:14Com certeza, muito feliz.
01:16Qual é a sua sensação quando o senhor assiste as cenas de reanimação,
01:22todo o processo que o senhor passou?
01:25Ah, fiquei muito feliz, né?
01:27Pelo trabalho, não só dos meninos que estavam lá no campo comigo,
01:32mas principalmente do corpo de bombeiro, né?
01:34Por prestar o serviço muito rápido.
01:37E depois, em seguida, com o SAMU também.
01:40Quer dizer, foi um conjunto, né?
01:42De obras que foram feitas que me levaram a voltar à vida
01:48e estar feliz da vida e me recuperando aqui, hoje, no dia a dia com a minha família.
01:52Vou pedir que o senhor apoie a imagem do seu celular em algum adorno,
01:57em algum adereço, para que a gente estabilize um pouquinho a imagem.
02:00Enquanto isso, vai me ouvindo e vai respondendo, viu?
02:03Fica à vontade.
02:04Queria que o senhor falasse, né?
02:06Como é que está sendo agora a sua recuperação?
02:09O senhor teve alta aí há três dias, mas eu conversei com o senhor nos bastidores,
02:13o senhor já estava trabalhando?
02:16Ah, tem que trabalhar.
02:18Nós, trabalhadores, nós não podemos perder oportunidade, não.
02:21A gente está sempre trabalhando.
02:22É lógico, eu estou em fase de recuperação, mas o meu trabalho me permite que eu fique no escritório
02:28e aí eu faço algumas coisas aqui dentro do escritório.
02:31Mas eu tenho feito só na parte da manhã e na parte da tarde,
02:34eu normalmente vou para casa para descansar e repousar, realmente.
02:38Isso aí, com muita cautela, né?
02:40Oi?
02:41Com muita cautela, né?
02:43Com muita cautela.
02:44Mas eu tenho...
02:45Minha motorista está me levando, me traz para o serviço, me busca, que é a minha esposa.
02:49Então, é bem tranquilo.
02:52O senhor tem noção, mais ou menos, de quanto tempo,
02:56tanto a equipe do SAMU, do Corpo de Bombeiros, seus amigos,
03:00ficaram ali naquele esforço, tentando te reanimar?
03:04Olha, eu acredito que tenha sido em torno aí de uns 30 minutos,
03:08porque do local do campo até o Corpo de Bombeiros, dá em torno de 10 minutos.
03:13E eles foram muito rápido para me levar até o bombeiro.
03:16E o Corpo de Bombeiros, automaticamente, já fez o serviço,
03:19já começou a fazer o serviço deles ali naquele momento, naquele minuto,
03:23naqueles segundos, na verdade.
03:25E pelo que eu tenho informações, é que eu fiquei em torno de 30, 40 minutos
03:30lá no Corpo de Bombeiros, eles me reanimando.
03:33Depois eu segui com o Carlos do SAMU para o hospital.
03:36E quando o senhor voltou, o senhor conseguiu entender o que estava acontecendo?
03:44A princípio, não, porque eu não tinha noção do que tinha acontecido.
03:48Eu lembro que eles me perguntaram algumas coisas, eu respondi ali, mas muito vago,
03:52e eu só fui dar conta de si mesmo depois que eu estava lá no hospital,
03:56já depois de alguns procedimentos.
03:59Quais procedimentos o senhor depois passou no hospital?
04:02O primeiro deles foi colocar um stand em uma das veias do coração,
04:09que ela estava com entupimentos pequenos, mas tinha, foi o primeiro.
04:14Depois, dois dias depois, eles fizeram outro procedimento em uma das veias menores,
04:19mais finas, melhor não, mais finas.
04:21Essa não precisou de colocar stand, eles fizeram um trabalho que se chama balão,
04:27ele só limpa essa veinha do coração, a veia um pouco mais fina.
04:32E depois eu fiz um terceiro procedimento, que aí veio três dias depois, mais ou menos,
04:38que já foi na segunda-feira agora, três dias, na segunda-feira passada,
04:43onde eles colocaram, por baixo da pele, próximo do coração, o aparelho chamado CDI.
04:52E no passado, o pessoal chamava muito de marca-passo.
04:56Gente, essas imagens são impressionantes.
05:00Coloca mais uma vez aí, meu diretor.
05:02Mais uma vez, olha aí, são imagens reais, o momento exato em que o seu Antônio recebeu todo o socorro.
05:08A gente vê que não mediram esforços para salvar o seu Antônio.
05:15E qual é a sua sensação hoje, qual é o seu sentimento a todas essas pessoas que se uniram,
05:22o seu Antônio, para trazê-lo de porta?
05:26É, na verdade, é uma gratidão imensa, que não tem palavras para descrever.
05:37Ainda não tive oportunidade de ir até o Corpo de Bombeiros, agradecê-los.
05:41Mas, além deles, os meninos que estavam do meu lado lá, as pessoas que estavam do meu lado no campo,
05:47que faz parte da nossa pelada, a pelada Ninho do Urubu,
05:50eles foram muito eficientes também, com a imaginação na hora de levar para o Corpo de Bombeiros.
05:56Mas, o mérito maior mesmo foi do Corpo de Bombeiros, que me fez com que eu voltasse a me ver,
06:02e estar feliz aqui, junto com todo o povo de Colatina.
06:06Olha só, continua com a gente, que agora a gente vai receber aqui um cardiologista,
06:11o doutor Diogo Barreto, ele está aqui com a gente no estúdio.
06:13Até ele está impressionado com as imagens.
06:16Mas, aproveita aí para tomar um copo d'água, até porque o senhor se emocionou aqui com a gente.
06:20Vamos lá, vamos chamar a atenção, porque agora, quando chega nessa época do ano, gente,
06:23você sabia que o verão pode aumentar as chances de infarto?
06:29Por quê? Qual é a relação?
06:30Vamos bater um papo com ele, que entende tudo sobre o coração.
06:34Boa tarde, doutor.
06:35Boa tarde, boa tarde, Roberto.
06:37Boa tarde a todos.
06:38Prazer.
06:38Prazer novamente.
06:41Então, tem várias coisas que o senhor Antônio falou ali, que servem de alerta para a gente fazer as orientações,
06:46as orientações, e até mesmo algumas especificações que ele falou também,
06:50para a gente conseguir trazer para o público informações, né, vida e dignas.
06:55Uma delas é, fazer atividade física sempre é bom.
06:59A gente sempre fala aqui de fazer atividade física, né, de cuidar do coração.
07:03Só que, como tudo na vida, a gente tem que fazer com cautela e seguindo algumas orientações.
07:09Primeiro, fazer qualquer pessoa que for praticar atividade física, é ideal que faça uma avaliação clínica, né,
07:16e isso fica mais notório a partir dos 30 anos, mas...
07:20Ele tem 67, não é isso, senhor Antônio?
07:23Confirma aí.
07:24Ah, eu vou tomar uma água.
07:2660 e...
07:2764.
07:2864.
07:29Perfeito.
07:30E, assim, aí, a atividade esportiva de alta performance, a gente faz a avaliação até antes mesmo, né,
07:39mas a atividade, mesmo que for ali recreativa, como se apelar no final de semana, a gente orienta a fazer
07:47essa avaliação clínica,
07:49que consiste num exame físico, vai avaliar eletrocardiograma, geralmente, basicamente,
07:55e aí, dependendo se tiver alguma alteração, já uma avaliação com o teste biométrico, aí o médico vai definir.
08:03Por quê?
08:05Existem pessoas que não sabem que tem doença.
08:07Você, ah, mas eu nunca tomei medicamento e tudo, tem, a gente chama de doença subclínica, ou não diagnosticada ainda.
08:13E a questão do calor, e aí que chama a atenção, eu gosto de exemplificar quando você fala assim,
08:19ah, mas o calor pode alterar, aumentar o risco de infarto?
08:23Pode.
08:24Quem cozinha sabe que, para engrossar o caldo, o que a gente faz?
08:28Deixa a panela ali no fogo baixo.
08:30O que acontece?
08:31Evapora, diminui a água, e aí o caldo fica mais grosso.
08:36Então, não existe melhor maneira de explicar para a população que isso,
08:40quando a gente está sobre um calor intenso ou exposição solar, a gente começa a desidratar,
08:46e os nossos vasos sanguíneos, que também tem ali células, que é o sangue,
08:50são células sanguíneas, células vermelhas, células brancas, e plasma, que é a água,
08:56começa a perder também e começa a engrossar.
08:58Se a pessoa tem ali já uma obstrução, uma placa de gordura,
09:04aquele sangue mais, vamos dizer assim, mais espesso, mais grosso, ele pode entupir.
09:09E tem uma outra coisa ainda que acontece com as pessoas que estão ainda praticando atividade física.
09:15Eles estão fazendo um esforço ainda, geralmente extra, principalmente o pladeiro de final de semana.
09:22O pladeiro de final de semana, não sei se é o Carlos Santona, às vezes ele fazia atividade mais irregular,
09:26mas às vezes o jogador de futebol ali, que pratica recreativo, faz uma vez por semana só.
09:31Então, ainda não tem irregularidade, faz um esforço extenuante e não tem aquela...
09:35Então, assim, é todo substrato para poder passar mal.
09:38Deixa eu voltar a falar com o senhor Antônio para saber se, de fato, é só os domingos que ele
09:43joga a pelada dele ali?
09:44Como é que é o nome do time? Do Urubu?
09:47Pelada Niu do Urubu.
09:49Ah, Niu do Urubu.
09:50É só todo domingo ou vocês se reúnem mais vezes?
09:53O senhor faz outra atividade durante a semana?
09:56É, na pelada lá é só no domingo, mas durante a semana eu tenho outras atividades.
10:02Eu, normalmente, eu jogo bola três, quatro vezes por semana, durante a semana.
10:07Eu, às vezes, pedalo, às vezes eu faço alguma corrida também.
10:11Apesar que no final do ano, com o Natal e o Ano Novo, eu acabei não fazendo essas atividades.
10:17Então, eu voltei na primeira semana já de janeiro, já joguei bola durante a semana e fui jogar no domingo
10:24novamente.
10:25Agora, tem um detalhe muito importante que o senhor conversou comigo antes nos bastidores,
10:30é que o senhor fez o exame regularmente, há um tempo atrás.
10:35Fez recente, né?
10:37Os exames.
10:37Tem um check-up geral?
10:40Tem um check-up geral, isso.
10:43Mas tinha dado, realmente, uma arritmezinha, mas pouca.
10:47E a gente, conversando com a médica, ela foi e me orientou que só com remédio dava para resolver.
10:53Não precisava de a gente fazer outros procedimentos.
10:56Mas, assim, foi tudo muito em cima também.
10:59Eu acho que não foi culpa dela, não deu direito nenhum.
11:01Foi uma coisa que tinha que acontecer comigo realmente.
11:04E, graças a Deus, aconteceu no momento certo, na hora certa, no lugar certo.
11:09E, quer dizer, a gente está tocando agora, para frente.
11:13Acredito que daqui para frente os cuidados vão ser maiores.
11:17E, inclusive, o senhor também me relatou que tem histórico na família, né?
11:21Tem, sim.
11:23Eu tenho uma irmã que teve problema também no coração, há uns anos atrás.
11:28Ela até trocou há pouco tempo, já, por um dos procedimentos dela lá,
11:33nos aparelhos, mas vive normalmente, sem problema nenhum.
11:37Deixa eu voltar, então, aproveitar aqui a presença do doutor Diogo Barreto.
11:41Já volta, fala mais uma vez com o senhor.
11:42Fica aí, me espera.
11:44Então, nesse caso, ele pratica, então, atividade física regularmente, né?
11:49Mas, por outro lado, ele relatou ali uma pequena arritmia.
11:53É, tem que avaliar o que foi feito de prevenção, né?
11:56Quais são os cuidados, doutor, que a gente precisa ter quando tem esse diagnóstico?
12:01Para a prática de atividade física, a gente simula, né?
12:04Na situação monitorizada, que, essencialmente, é o teste egométrico, que é o teste de esteira.
12:10Para quem faz a atividade, principalmente, a partir dos 40 anos, que tem ou história familiar,
12:13ou tem comorbidade, a gente faz o teste egométrico, que é um exame básico.
12:17E, dali, a gente consegue simular a pessoa fazendo, praticando uma atividade física ali, né?
12:23No estresse, né?
12:24O teste de agométrico é um eletrocardiograma de estresse.
12:27E, ali, a gente tem...
12:28E, dependendo do resultado, a gente vai para exames mais complexos.
12:32Qual que é o objetivo?
12:33A gente simular uma situação de estresse, de extenuante, e ver, avaliar a resposta do coração.
12:40E, a partir dali, é que a gente consegue definir algumas condutas.
12:43Tá certo, doutor.
12:44Muito obrigada pela sua participação.
12:45A gente está aqui fazendo esse alerta, né?
12:47A importância da gente fazer nossos exames e seguir as recomendações médicas.
12:51Deixa eu deixar um abraço, então, para o seu Antônio.
12:54Muita saúde para o senhor.
12:56Um abençoado 2024, viu?
12:59Que o senhor aí renasceu.
13:01Essa é a verdade.
13:02Obrigada, viu?
13:04Estou adorando.
13:06Beijo.
13:06Dá um beijo na família.
13:07Até mais.
13:08Beijo.
13:09Beijo.
13:10Beijo.