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Agro Business - Episódio 10
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NotíciasTranscrição
00:01Música
00:11Insumos caem de preço. Alívio para o bolso do produtor rural e da dona de casa também.
00:19Música
00:20A dona de casa tem que ter lá um bom produto, num custo legal, que ela consiga colocar no orçamento
00:26dela.
00:27Mas ao mesmo tempo o produtor tem que ser remunerado por isso, para manter toda essa estrutura funcionando e ter
00:33sustentabilidade.
00:34Orquídea com até 10 metros de altura e que produz um alimento muito utilizado em sobremesas.
00:41Em São Mateus está um dos poucos plantios de baunilha do país.
00:48Música
00:48Nós estamos em expansão, nós devemos estar dobrando a produção nossa.
00:54A safra de café atrasou este ano. Especialista dá as dicas sobre o ponto de maturação para a colheita do
01:02Conilon.
01:04Música
01:05O produtor deve iniciar a colheita quando a maturação dos grãos estiver em torno de 70% a 80%
01:13de grãos maduros.
01:14Assistência gratuita traz mais conhecimento no campo e lucro para o produtor.
01:21Música
01:22O conhecimento hoje é tudo. Foi muito dia de campo, muita palestra e hoje eu tenho resultado.
01:30Café quentinho na xícara e com um toque especial.
01:34Em Muqui, no sul do estado, tem Conilon produzido por mulheres.
01:41Música
01:42Hoje a gente se sente igualdade no nosso trabalho. O reconhecimento nos trouxe isso.
01:48Música
01:51O agrobusiness volta em um instante só. Até já!
01:56Música
01:58Música
02:03Música
02:05Você sabe o que é isso aqui?
02:08Hoje eu estou em São Mateus para te mostrar uma cultura diferente.
02:11A baunilha. Visitamos produtor que foi pioneiro na cultura aqui no estado.
02:17E vamos te mostrar desde o cultivo até o beneficiamento.
02:21Música
02:23Essas são as vagens de baunilha.
02:26Elas vêm da única orquídea que produz frutos comestíveis.
02:31A vanila planifolia.
02:34Nome científico da planta cultivada dentro de uma estufa.
02:38Esse foi o primeiro plantio da espécie em São Mateus.
02:43A ideia surgiu de uma viagem ao Taiti.
02:46Vimos que a baunilha, que é a baunilha do Taiti, que ela é específica de lá,
02:50é uma baunilha conhecida, muito valorizada.
02:53Ela estava do lado da pimenta, da pimenta do reino.
02:57E como nós estamos plantando pimenta há muitos anos aqui na fazenda,
03:01nós tivemos, vamos fazer uma brincadeira de fazer um plantio menor.
03:05Fazer um teste, né?
03:09No começo, até os colaboradores da propriedade ficaram com receio.
03:14Ninguém conhecia a cultura.
03:16No início, que a gente começou a plantar,
03:20foi uma coisa que a dona Ana trouxe para nós e a gente não conhecia.
03:24Eu, geralmente, eu não conhecia.
03:26Ela chegou com três mudas aqui,
03:29pediu para a gente estar fazendo uma experiência.
03:32Ela me perguntou se eu fazia isso, eu topo, então vamos fazer.
03:37Desses três pés que ela trouxe, gerou isso aqui, que vocês estão vendo aí.
03:42O maior produtor do mundo é Madagascar, seguido da Indonésia.
03:48A baunilha tem origem no México e alguns países da América Central.
03:54Aqui no Brasil, mais especificamente em São Mateus, encontrou o clima adequado para produzir.
04:01Geograficamente, essa região aqui de São Mateus é uma região privilegiada.
04:06Se você traçar, é onde estão os coqueiros lá na Indonésia.
04:10O que tem aqui é o que tem nos locais onde tem baunilha.
04:13Então, eu tinha certeza desse sucesso que nós alcançamos aqui.
04:18O cultivo no Brasil ainda é raro e poucos produtores têm fazenda com mais de mil pés.
04:25A baunilha é uma orquídea trepadeira que pode atingir até 10 metros de comprimento.
04:31O interesse comercial está nos frutos da flor.
04:35Nós temos 600 pés.
04:37Agora, a produção, é muito difícil você fazer essa quantificação.
04:43Porque nós tivemos variações de safras de ano.
04:47E os volumes variam muito.
04:50Esse ano, nós estamos esperando uma boa colheita.
04:53E aí, vocês pretendem também expandir, né?
04:56Sim, nós estamos em expansão.
04:57Nós devemos estar dobrando a produção nossa com baunilha já sendo colheita em dois anos.
05:05A baunilha é a segunda especiaria mais valorizada no mundo.
05:10Atrás apenas do açafrão.
05:13E estando aqui, dá até para entender o motivo.
05:16Uma colheita produtiva e de alta qualidade que exige muito cuidado.
05:21Um trabalho feito especialmente pelas mulheres.
05:25A mulher tem mais delicadeza na mão.
05:27Para mexer aqui, a gente tem que consertar os brotinhos, que é mais delicadinho, que não pode quebrar.
05:33A gente tem que ficar mexendo e tem que ser muito delicado mesmo.
05:40Para a produção das favas, é realizada uma polinização manual das flores, que se abrem pela manhã.
05:49Somente depois disso, acontece a transformação.
05:53As favas maturam, acumulando vanilina, substância que dá o aroma.
05:59Esse processo leva aproximadamente nove meses.
06:03Vem 15.
06:0415 florzinhas.
06:06Só que a gente tem que fazer antes de 15 a 10.
06:0910 florzinhas para sair no formato bom.
06:14Aí tem umas que já tem que deixar.
06:16Aí a gente vai selecionando.
06:18Aí quando dá as florzinhas, a gente vai tirando uma.
06:20A gente tem que ir olhando.
06:24A cultura também atende critérios ambientais.
06:28Na fazenda, os produtores se preocupam muito com a sustentabilidade.
06:34Por aqui, tudo é orgânico e nada se perde.
06:37E o fato que me chamou a atenção aqui na fazenda é ser orgânico.
06:42Isso.
06:42Ana Paula, então quer dizer que nesse solo a gente tem de tudo?
06:45Tem de tudo.
06:46Aqui a gente tem esterco de boi, que a gente utiliza aqui na fazenda.
06:51É minhoca.
06:53Aí temos também de galinha, esterco de galinha, que vai aqui também.
06:57As folhas que a gente utiliza aqui da fazenda.
07:01Do cacau.
07:02Do cacau.
07:02Tem tudo.
07:03Tem tudo.
07:04Aí a gente prepara, leva para o canto.
07:05A gente espera lá uns três meses para depois a gente jogar aqui dentro.
07:09Faz toda a compostagem, né?
07:11Toda a compostagem.
07:11Aí depois a gente vem aqui para dentro para a gente ir espalhando.
07:17Quando a fava está verde, não tem cheiro nem essência de baunilha.
07:22Somente no ponto certo que elas apresentam seu sabor.
07:26E é claro que a gente também tinha que mostrar para vocês como é que colhe baunilha.
07:31Por isso mesmo, pedi para a dona Diana mostrar para a gente.
07:34Tem algum segredo na hora de colher a baunilha, dona Diana?
07:37Tem muita paciência na hora de colher, que é uma planta rara, né?
07:43É muito sensível, tem que ter cuidado na hora que for colher ela, para não cortar errado,
07:49para não dar problema no processo.
07:52Me fala então ali qual é o ponto.
07:54A gente vê aí várias baunilhas, mas qual que eu posso colher?
07:58Aqui, igual tem vários, né? Grandona.
08:02Mas a que mais está em conta, né?
08:04Nesse momento para colher é essa daqui, ó.
08:07Essa aqui.
08:08E aí eu não posso simplesmente arrancar, né?
08:11Tem qual... O que a senhora utiliza para poder colher?
08:14Sempre tem que ter uma tesoura em mãos.
08:16Cortar, atingir as outras que estão na época de colher mais para frente.
08:22E aí então, depois de colhido, coloca no cestinho e vai lá para baixo?
08:28Vai lá para baixo, para onde a gente sempre faz o processo dela.
08:32Que aí entra no processo que é da cura, né?
08:35Da cura dela.
08:37E aí essa fase também é muito importante, né?
08:39O trabalho bem feito aqui garante uma cura bem feita lá embaixo na fábrica.
08:43Com certeza.
08:45O cuidado que a gente tem que ter com a baunilha, carinho, tem que ter paciência e gostar do que
08:51a gente faz.
08:54Do campo direto para o beneficiamento.
08:58Ana Paula, essa etapa é muito importante, né?
09:00Isso. É muito importante.
09:01Que a gente tira de lá, colhe.
09:03A gente tem que lavar ela toda.
09:08E aí tem algum segredo? A água tem que estar quente, a água pode estar fria, não?
09:12Não. Tem que ser água corrente para lavar.
09:18Aí depois da lavada, a gente vai para a parte de separação.
09:22Aí vai a A, a B e a P.
09:25Aí depois que a gente faz todo esse processo de lavar, de tudo separado,
09:29a gente vai ferver elas, botar o tempo delas ali no fogo.
09:34Depois de tudo que a gente fez, a gente vai para o sol.
09:37E do sol vai... depende do sol.
09:39Se o dia estiver bom, vai umas quatro horas.
09:42Se o dia estiver sol muito quente, vai uma hora.
09:48Um trabalho minucioso e que dura somente na secagem de seis a nove meses.
09:54Um luxo em terra capixaba que vai para o Brasil todo.
09:58Hoje a abertura nossa é só produto de primeiríssima qualidade
10:04para os grandes gourmets de São Paulo, do Brasil, no modo geral.
10:11Que eu digo de Tocantins ao Pará, tem baunilha nossa hoje vendida
10:15nos grandes gourmets de sorveteria, de restaurante, de tudo.
10:21Esse produto, para ele chegar em condições de venda,
10:25ele precisa de seis meses.
10:27Nesses seis meses, é todo dia uma quantidade de sol restrita.
10:32Às vezes, um dia mais, um dia menos.
10:34Mas são seis meses com todo dia o mesmo trabalho.
10:38Tira, coloca, aguarda, segura a temperatura,
10:43esfriou, traz de volta para cá.
10:44É um trabalho bem complexo que vai trazer o produto de boa qualidade.
11:02Chegou a hora do quadro Especialista Responde.
11:05E hoje eu estou em Marilândia junto com a agrônoma Ana Paula.
11:09E a gente recebeu uma dúvida de um produtor
11:12que eu achei pertinente falar aqui com vocês.
11:14Ele perguntou, Ana Paula, que a gente já está aí com algum produtor escolhendo.
11:18Mas ele me perguntou, qual é o período certo de começar a colher?
11:23O produtor deve iniciar a colheita quando a maturação dos grãos
11:27estiver em torno de 70% a 80% de grãos maduros.
11:31E ele pode fazer isso de forma simples, coletando uma amostra em campo
11:36e fazendo a porcentagem de grãos verdes e maduros
11:40para estar iniciando o período da safra dele, a colheita dos grãos.
11:45Muita gente não consegue esperar essa maturação correta
11:48porque às vezes ou é pequeno produtor e não tem mão de obra
11:52ou às vezes é grande produtor e tem áreas muito grandes para a janela.
11:58O que a gente pode fazer aí de dica que a gente pode dar para o produtor
12:01para ele conseguir esse programa melhor?
12:03É fazer um planejamento para tentar pegar o mínimo possível de grãos verdes
12:10e o máximo maduro possível, mesmo que saia um pouquinho dessa margem ideal,
12:15mas que ele consiga ajustar essa janela de colheita
12:19para pegar o máximo maduro possível, para evitar perdas na hora da secagem.
12:24Quando eu colho o fruto nessa corzinha aqui, verde, como a gente está vendo aqui atrás,
12:29o que eu, como produtor, acabo perdendo?
12:33Vai perder em média uns 15% a 20% de rendimento na secagem,
12:39porque ainda está em água, vamos falar assim.
12:41Talvez ele não está completamente expandido, não encheu o suficiente.
12:45E aí, como eu falo, seria adiantar uma coisa e ter prejuízo no bolso?
12:50E ter prejuízo aí.
12:51E aí a conta não vai fechar?
12:52Isso que acaba a fazer cedo e a conta não fecha.
12:54E você de casa, tem alguma dúvida?
12:57Manda para a gente que a gente responde aqui no programa.
13:00Basta mandar para o meu e-mail stephanie.com.br.
13:04Eu aguardo a sua dúvida.
13:10Notícia boa para os produtores rurais.
13:12O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, SENAR, oferece assistência técnica sem custos.
13:19Nossa equipe foi até Marechal Floriano conhecer mais sobre o programa.
13:25Aumento do lucro, cuidados com o meio ambiente e muito aprendizado.
13:29Esses são alguns dos benefícios de uma assistência gratuita oferecida pelo SENAR aqui no Espírito Santo.
13:34Seu José Carlos, cafeicultor de Marechal Floriano, viu o custo de produção diminuir e o lucro crescer após a ajuda
13:41técnica.
13:42Me ajudou bastante a questão de gerenciar a propriedade, os custos, os gastos, tudo que eu saber o que custou
13:51a saca de café para mim.
13:52Então isso aí foi uma coisa que eu aprendi que está me ajudando bastante.
13:57Além da parte técnica aqui na plantação, a assistência do SENAR ajuda o produtor a administrar a propriedade.
14:04Ele vai colocando tudo no papel e assim aumenta os lucros.
14:08O produtor vai saber o seu custo de produção.
14:10Então na nossa metodologia, essa assistência técnica é uma metodologia própria do SENAR, nível nacional.
14:17Todo o cálculo de custo de produção engloba até a depreciação da lavoura, depreciação de maquinários,
14:23pro labore do produtor.
14:25Então quando ele vê o custo de produção, ele vai falar assim, não, se teve lucro é porque teve uma
14:29sobra.
14:30Eu acho que o nosso principal objetivo é fazer com que o produtor tenha tomada de decisão.
14:34Onde que ele está tendo o maior custo de produção, qual que é a condução da propriedade, da lavoura no
14:39caso,
14:40para ele diminuir esse custo para ter maior lucro.
14:44O produtor reduziu em 300 reais por saca o custo de produção.
14:48Se comparados os anos de 2019, antes do programa, um alívio e tanto para o seu José,
14:54que vinha de uma perda de quase 50% na colheita.
14:57A assistência foi fundamental para que conseguisse passar por esse momento e ainda ter lucro.
15:02Teve um problema da foma, que é a região alta, montanhosa, quase mil metros de altitude.
15:09Aí chega os períodos frios, mesmo na época da florada, outubro a dezembro,
15:13que é a época de florada aqui, vem muita chuva e depois vem o frio e aí acaba atacando muito
15:19essa doença, que é a foma.
15:22Aí eu tive uma perca de quase 50% na colheita, mas assim mesmo eu consegui ter lucro ainda.
15:29E como o técnico ajudou o senhor durante essa perda?
15:32Indicou o que era para mim fazer para essa agora, uma pulverização preventiva,
15:36plantar uma banana no meio do café, que ajuda, tudo isso ajudou.
15:42Para quem tem interesse em participar, a Cristiane explica como essa assistência funciona.
15:47Ele tem como objetivo trazer para o produtor a consciência que ele é um empreendedor,
15:52ele é o dono de um negócio, no nosso caso aqui ele é o dono de uma propriedade de café.
15:58Então ele precisa saber o custo de produção para que ele tenha maior lucratividade na sua produção.
16:03E esse serviço é gratuito?
16:04Isso, é gratuito. O produtor pode procurar o cenário diretamente ou o sindicato rural do município,
16:11e aí ele recebe uma capacitação, um treinamento, e aí depois o técnico vem por dois anos e quatro meses
16:18e dá assistência técnica diretamente ao produtor.
16:21O modelo de atendimento do programa consiste em uma visita mensal de quatro horas em cada propriedade,
16:26de forma individualizada, e abrange diferentes atividades.
16:30Nós atendemos agroindústrias, nós atendemos cacau, pimenta do reino, ovinocultura, café.
16:36Então nós atendemos todas as atividades que vêm em demanda do produtor rural, o cenário atende.
16:44A sustentabilidade é um dos pilares do programa.
16:47E o seu José conseguiu aplicar na plantação de 26 mil pés de café arábica.
16:51Nem todo mundo conhece, mas atrás da gente tem uma caixa seca.
16:55Seu José, qual a importância de ter essa caixa seca na sua propriedade?
16:58Ela ajuda a não dar erosão, sair abrindo vala nas estradas, e essa água também você consegue captar ela
17:10e ela vai abastecer o lençol freático, ela não vai embora e vai acabar indo mais.
17:14Você tem ela aqui que vai ajudar nas nascentes.
17:17E o senhor passou até essa caixa seca depois que teve essa assistência, não foi isso?
17:21O pessoal do Senar passou e a gente está botando em prática e está dando resultado.
17:27Porque antes, quando vinha a água da chuva, agora está até chovendo um pouquinho, seu José.
17:31Essa água ia embora. E agora o senhor consegue guardar e alimentar o lençol freático?
17:36Isso. Ela fica aí na propriedade, que vai servir não só para mim, como para baixo, para as nascentes que
17:43estão abaixo da gente aqui.
17:47Além dos cuidados com o meio ambiente, o projeto se preocupa com a sucessão familiar no campo.
17:52Trazer os filhos, trazerem as esposas para fazer junto a gestão da propriedade.
17:57Isso engaja a família junto com o produtor.
18:00Infelizmente, a nossa população do meio rural, mais de 90% dos nossos produtores, não só no estado estadual, mas
18:09nível nacional, está envelhecendo.
18:11Então, se a gente for, a gente fez um levantamento nível nacional, 52% é de 60 a 80 anos.
18:19Então, se a gente for ver que está envelhecendo e não está renovando essa população no meio rural, nós precisamos
18:26tomar atitude.
18:27Então, nós, como Senar, que estamos ajudando o produtor, estamos tentando engajar a família também, junto com as tomadas de
18:34decisões.
18:37O Jean, que é um dos filhos do seu José, já fez um curso no Senar.
18:40Ficou animado com os estudos e entrou para a faculdade de gestão de agronegócio.
18:44Ele nem pensa em morar na cidade, gosta mesmo é da vida na roça.
18:48A propriedade é uma empresa, né?
18:49Você tem que cuidar dela, que é aquilo ali que te dá sustento.
18:53Você tem que chegar no final do ano e você vê que aquele ali, você teve os resultados que você
18:57queria, né?
18:58Isso é muito importante.
19:01Em relação ao manejo, a poda programada foi um dos aprendizados da família durante o programa, que ajuda o produtor
19:07a ter café todo ano.
19:09Você fica um ano fazendo a recepa, você fica um ano sem ter a colheita de café.
19:14E com a poda programada, você tem café o ano todo, né? Um ano, outro também.
19:20E essa lavoura aqui, como pode ver, ela já foi feita a poda.
19:23O ano passado eu retirei a última arte que ficava mais acima e já estou com os dois brotos aqui,
19:29né?
19:29Que agora eu vou conduzir ela desbarrando e mais à frente, quando eu ver que vai ter a necessidade,
19:36eu já vou fazer a recepa ali para vir um novo broto e eu dar continuidade no ciclo dela.
19:46O Senar iniciou o projeto de expansão da assistência técnica e gerencial.
19:50A meta é aumentar em 30% as ações em todo o Brasil.
19:54No país, mais de 220 mil propriedades são atendidas no programa.
19:58Aqui no Espírito Santo, são em torno de 3.800.
20:01O objetivo é chegar à marca de 5 mil propriedades atendidas desde o início do projeto.
20:06E seu José motiva outros produtores a participar.
20:10O conhecimento hoje é tudo. Foi muito dia de campo, muita palestra e hoje eu tenho resultado.
20:16Então é uma coisa que eu falo, o produtor tem que abrir a cabeça, buscar, aceitar a tecnologia hoje,
20:23que às vezes ele não tem coragem de fazer uma poda num pé de café, ele mantém aquela tradição antiga,
20:29né?
20:30Então hoje tem muita coisa de tecnologia que ajuda a produzir e você ganhar dinheiro na roça e viver feliz,
20:38que é um lugar maravilhoso.
20:44Vamos agora às cotações do café e da pimenta.
20:48O café Conilon Tipo 7 abriu a semana sendo negociado a R$ 650,00 a saca.
20:55Na sexta ficou em R$ 665,00, uma alta de 2,30% na semana.
21:02O Conilon Tipo 7,8 abriu a segunda-feira em R$ 645,00, subiu para R$ 660,00
21:10a saca na sexta-feira, alta de 2,32% na semana.
21:15A pimenta do reino preta B1 foi negociada na segunda a 14,50, manteve estabilidade e na quinta caiu.
21:24Encerrou a semana em R$ 14,00 a saca, uma queda de 3,44% na semana.
21:32Já pensou em um ano comprar um produto e no outro pagar 150% mais caro no mesmo produto?
21:41Foi isso que aconteceu com muitos produtores rurais nos últimos dois anos.
21:46Mas recentemente esse preço tem abaixado.
21:49Por isso, fomos até Linhares conferir como está o cenário nesse momento.
21:55Depois de atingir picos históricos de alta do preço de fertilizantes desde 2008,
22:02os produtores rurais começam a respirar um pouco mais aliviados.
22:07O insumo teve redução de até 60% e as contas começam a ficar um pouco mais equilibradas.
22:18Nos últimos anos, a vida do produtor rural não foi fácil.
22:23Pandemia, guerra entre a Rússia e a Ucrânia e escassez de produtos.
22:28Tudo isso encareceu o preço do fertilizante e, consequentemente, o custo de produção.
22:35Se não bastasse todos os desafios que o produtor rural tem que passar,
22:39tendo uma lavoura a céu aberto, nos últimos anos a coisa ficou um pouco mais difícil, né Fabrício?
22:45O que a gente teve que enfrentar por aí?
22:47Com certeza. Desde 2020, quando começou a pandemia, primeiro foi o desafio inicial de produzir, né?
22:55A gente não parou nem um dia a produção.
22:58É aquela missão de levar a comida para a dona de casa, para as famílias brasileiras.
23:04Na sequência, a gente começou a ter problemas de suprimento, né?
23:07Então, por exemplo, caixa de papelão, nosso volume de entrega com fornecedor foi reduzido a um terço.
23:14Fertilizantes, nós tivemos dificuldade de compras.
23:17E não só dificuldade de compras, mas também aumento de custo, né?
23:23Fabrício é um produtor de banana de Linhares.
23:27Ele conta que já sentiu no bolso a queda do preço do insumo,
23:32herbicida e fertilizantes esse ano.
23:35Em 2022, segundo o agricultor, alguns itens dobraram de preço,
23:41trazendo um grande prejuízo para os produtores rurais e para o consumidor final também.
23:48Em 2022, a gente teve um faturamento alto, mas a gente não ganhou dinheiro,
23:54porque os insumos estavam muito caros.
23:57Eles estavam sendo comprados acima de 150%, comparando com 2021.
24:04E aí, quando a gente fala também, além de não estar conseguindo ter uma rentabilidade no negócio,
24:10você tinha em cada produto também um aumento muito grande.
24:14Então, o preço da ureia, do cloreto, estava muito acima.
24:17Exatamente.
24:17O cloreto, por exemplo, em 2021, a gente comprava em média 2.400 reais a tonelada.
24:25Em 2022, a gente chegou a pagar 6.200 reais a tonelada.
24:30Hoje, o nosso produto está um pouquinho mais barato também,
24:33mas, em compensação, os insumos voltaram a uma realidade, a uma condição próxima a 2021.
24:40Não tão baixo quanto 2021, mas muito próximo.
24:46Para Fábio, que trabalha com a venda de insumos,
24:50a produção de alimentos será beneficiada com a redução.
24:54A gente tinha um dólar, naquela época, de 2.50, 3 reais, e ele chegou a quase 6 reais.
24:59Então, isso influenciou no preço do fertilizante.
25:02Como são todos importados, a ureia, por exemplo, a gente recebe da Rússia.
25:05O dólar aumentou, então o produto acabou subindo também.
25:10Com a queda, mesmo que pequena, a expectativa é que a conta volte a fechar,
25:16tanto para as empresas, quanto para os produtores rurais.
25:20As expectativas são excelentes para esse ano.
25:22A colheita esse ano vai ser maior, a gente acredita que vai ser maior do que o ano passado.
25:26No ano que vem, a gente acredita também que vai seguir nesse patamar aí.
25:30Os preços começam a se equilibrar, o que deixa o produtor menos preocupado
25:37e a dona de casa mais satisfeita também.
25:40Se depender do campo, o alimento vai estar mais barato na gôndola do supermercado.
25:46Tanto para quem produz, quanto para quem consome, é necessário equilíbrio.
25:51Então, a dona de casa tem que ter lá um bom produto,
25:54num custo legal que ela consiga colocar no orçamento dela.
25:58Mas, ao mesmo tempo, o produtor tem que ser remunerado por isso,
26:01para manter toda essa estrutura funcionando e ter sustentabilidade.
26:05Porque a vida não para, as coisas vão mudando, as tecnologias vão mudando,
26:11mas tem uma coisa que o ser humano vai sempre precisar, que é de comida.
26:15Então, a gente está aqui como produtor, somos felizes em sermos produtores.
26:20Já estou na quarta geração de produtor rural já.
26:23E a gente pretende alimentar esse país e o Brasil todo alimentar o mundo.
26:35Vamos agora ao Giro de Notícias da semana.
26:43O governo federal decretou o estado de emergência zoosanitária em todo o país
26:49após casos confirmados de gripe aviária.
26:53Sete no Espírito Santo, nos municípios de Linhares, Itapemirim, Vitória, Marataízes,
26:59Cariacique e Nova Venécia.
27:01O oitavo caso foi registrado no Rio de Janeiro.
27:04As aves com influência são migratórias, das espécies 30 reis de bando, atobá pardo e 30 reis real.
27:13Aqui no estado, a Secretaria Estadual de Saúde ainda investiga três casos suspeitos em humanos.
27:19Inicialmente, o decreto de alerta é por um prazo de 180 dias.
27:25O Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura do Espírito Santo foi lançado nesta semana.
27:32Serão elaborados 36 projetos em diversas áreas com foco na tecnologia e sustentabilidade.
27:39Entre as ações, a Secretaria de Agricultura vai capacitar produtores para que eles produzam mais e melhor.
27:47A meta é que até 2030, a produção de café com nilon, por exemplo, aumente em 44%.
27:56A partir desse ano, por determinação do Ministério da Agricultura,
28:01alguns estados, entre eles o Espírito Santo, não precisam mais aplicar a vacina contra a febre afitosa no gado.
28:08Apesar da suspensão, os pecuaristas precisam ficar atentos à vigilância sanitária.
28:14Em caso de possíveis sintomas, por exemplo, é obrigatório que seja feita imediatamente a notificação no IDAF.
28:22Estamos num período de transição para atingir o status de livre de febre afitosa sem vacinação.
28:29Em outras regiões do país, o imunizante começou a ser aplicado nesse mês.
28:38Um café 100% conilon produzido por mulheres.
28:43A marca já ganhou até prêmios.
28:49História, cultura e café.
28:52Essas três palavras têm tudo a ver com o que no sul do Espírito Santo.
29:00A cidade tem muitas belezas.
29:07No alto da montanha, o visual é de tirar o fôlego.
29:11Mas o que nos trouxe até aqui foi o café.
29:14Um grão diferente porque tem no sabor a história de muitas mulheres, como a Eliane.
29:20Meus pais sempre foram produtores de café.
29:23Então, sempre ali, desde criança, via meus pais mexendo com o café.
29:28Às vezes eu mexia com o café também.
29:29Criança vai para a roça para brincar, desse jeito.
29:32Mas a gente se divertia.
29:34E sempre a gente, naquela brincadeira ali, você acabava pegando café junto com seus pais.
29:39E ali a gente foi apanhando gosto.
29:43Eliane faz parte do projeto Pó de Mulheres,
29:46criado para agregar valor aos cafés produzidos pelas mulheres da cooperativa Café Sul.
29:51E tem um detalhe.
29:52Ela estampa a embalagem do produto.
29:54É muito gratificante, sabe?
29:56Você vê o trabalho da gente sendo reconhecido.
29:59E a imagem da gente, né?
30:00Para quem me conhece, vê na embalagem assim, já sabe quem é.
30:04E não é embalagem de qualquer produto.
30:06Isso aqui representa o seu trabalho de muitas mulheres da região.
30:09Isso.
30:10É um trabalho reconhecido, né?
30:11De muito esforço.
30:12Porque antes a gente trabalhava.
30:14Sempre trabalhamos com nossos esposos.
30:16Mas a gente sempre ficava atrás, né?
30:18Hoje a gente se sente igualdade no nosso trabalho.
30:21O reconhecimento nos trouxe isso.
30:25A primeira reunião do grupo de mulheres aconteceu em 2012.
30:29E ao longo dos anos o projeto foi ganhando forma.
30:32Em 2016 o nome Pó de Mulheres nasceu.
30:35Dois anos depois veio o lançamento do café especial 100% Conilon,
30:40que é um sucesso.
30:41A Graziele é responsável pela venda do café.
30:44E o café é vendido para que lugar?
30:46O café é vendido para todas as regiões do Brasil.
30:51Na semana passada mesmo, nós tivemos venda para Santa Catarina,
30:56São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul,
31:00entre outros estados, aqui no Espírito Santo também.
31:03O Pó de Mulheres é o resultado de um trabalho desenvolvido com as mulheres produtoras de café com nilon,
31:10aqui do Espírito Santo.
31:12E o Pó de Mulheres, ele é o nome do pó de café que essas mulheres produzem.
31:17E ao mesmo tempo é o nome do grupo Pó de Mulheres,
31:20que representa o poder das mulheres, né?
31:22Pó de poder e pó de pó de café junto.
31:27Esse duplo sentido maravilhoso.
31:31Os cafés das mulheres chegam na cooperativa assim.
31:36Aqui eles vão ser re-beneficiados e os grãos selecionados vão para a Câmara Fria.
31:42Então vamos lá conhecer?
31:45Tales, essa aqui é a área nobre dos cafés?
31:48Isso mesmo, Laila.
31:52A gente vai entrar aqui na Câmara Fria.
31:57Uma saca dessa aqui custa R$ 1.500?
31:59Isso.
32:00Aqui estão os micro-lotes, ganhadores de concursos nacionais,
32:04e os cafés aqui estão aptos para qualquer mercado do mundo inteiro.
32:09E o que tem de especial nesse café?
32:11Aqui nós temos café de altíssima qualidade,
32:14desde o processamento, a qualidade na produção,
32:17com a preocupação sustentável e social,
32:20a inclusão das mulheres nesse quadro de cafeicultura.
32:25E esse café é produzido em uma região que está muito preocupada com essa questão ambiental,
32:30que é a Muqui.
32:3328 mulheres fazem parte da marca em 7 municípios do estado.
32:37Além de Muqui, tem cafeicultoras em Mimoso do Sul, Cachoeiro, Alegre, Anchieta,
32:44Atílio Viváqua e Jerônimo Monteiro.
32:46Nós temos mulheres que fazem todo o processo no terreiro,
32:50tem mulher que faz no terreiro e na lavoura,
32:53tem mulheres que administram pessoas para fazer isso,
32:56então nós temos todos esses perfis de produtoras de café.
33:00Foi numa rapidez tão grande que aconteceu, né?
33:02A procura pelo café pó de mulheres.
33:04Eu acho que é a história da mulher, porque antes não se via falar café de mulheres,
33:10não se via.
33:11Então as pessoas, por procurar mais,
33:14acho que sentiram o interesse de ver a história das mulheres que trabalham com café,
33:20que foi fazendo com que o nome pó de mulheres fosse sendo reconhecido.
33:24E o gostinho desse café é muito especial,
33:26porque tem muito trabalho e muito amor envolvido na produção desse café.
33:30Muito amor, muita dedicação.
33:34O café já ganhou prêmios e chamou a atenção de uma empresa francesa.
33:39Eu fui lá, fiz uma palestra, falei do projeto durante a feira,
33:44e nós montamos o nosso stand e vendemos todos os cafés pó de mulheres, né?
33:49E ainda recebemos esse cheque de 4.500 euros
33:53para ser comprado kits de qualidades para mulheres, né?
33:57Esses kits são terreiros cobertos, terreiros suspensos, medidor de umidade.
34:06Para quem gosta de praticidade,
34:08esse café aqui do pó de mulheres é uma ótima opção, né, Nathércia?
34:11Sim, Lália, porque ele tem muita facilidade de transportar,
34:16então a gente pode fazer ele em qualquer lugar, na verdade, né?
34:19Como é o nome dele?
34:20Drip bag coffee.
34:21Então vamos fazer, gente.
34:22Deixa eu mostrar como é simples, olha.
34:26Ele já vem com umas alcinhas, né?
34:28Aí você vai...
34:30Aí abre aqui assim?
34:32Isso.
34:33Ah, super rápido.
34:34Aí depois só...
34:39Os admiradores de café adoram, né?
34:41E quem também admiro que a gente fala que a gente, no café, a gente não vende só café.
34:46A gente vende história.
34:48Então a pessoa degusta um bom café e também vai, viaja, né?
34:53Nesse café que é feito por mulheres.
34:55Então essas histórias dessas mulheres ficam representadas aqui, né?
34:59Nesse café.
35:01E agora é só tomar?
35:02Só tomar.
35:03Já tá pronta pra tomar.
35:04Capa de 100% conilon feito por mulheres aqui do Sul do Espírito Santo.
35:14Delicioso.
35:14Delicioso.
35:15Bom, maravilhoso.
35:16Muito bom.
35:21Um brinde, Nathércia?
35:22Um brinde.
35:23As mulheres.
35:33Está aí mais um exemplo que mostra a força da mulher do campo.
35:37Eu fiquei até com vontade de tomar esse café especial.
35:41E você?
35:42É uma boa pedida pra começar bem o domingo, né?
35:45Então bora tomar um cafezinho?
35:47O AgroBusiness de hoje fica por aqui.
35:50Semana que vem eu tô de volta.
35:52Tenha um excelente dia e obrigada pela sua companhia com a gente.
35:56Até semana que vem.
35:57Para saber mais sobre o mundo agro, confira a coluna AgroBusiness no folhavitoria.com.br
36:04E no nosso canal no YouTube e Instagram, arroba Folha Business.