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  • há 3 horas
Agro Business - Episódio 12

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Notícias
Transcrição
00:00Música
00:10Está muito frio e de repente chega o calorão.
00:15Assim tem sido os dias em São Mateus.
00:18A cidade tem as maiores variações de temperatura do país.
00:24Música
00:25Uma hora está frio demais, o outro está quente demais.
00:29Com isso você tem perca dependendo da florada, você tanto na pimenta quanto no café, nesse período você tem perca
00:36sim.
00:36Vitrine de forrageiras Vincapé ajuda produtores rurais na escolha do melhor alimento para o gado.
00:44Você conhece o capiaçu?
00:48Música
00:49Aqui dá pra gente ter uma noção de como o capiaçu cresce rápido.
00:53Desse lado tem 20 dias de cortado, já desse outro 60 dias e olha a diferença de tamanho.
01:00A união faz a força, lema das mulheres do Canaã.
01:05As produtoras se uniram e montaram uma associação que produz muitas delícias.
01:14O carro-chefe, que é a goiabada cascão, a cremosa, biscoito de creme de leite com recheio de goiabada, o
01:25casadinho, que é uma delícia também, e o grissine, que é salgadinho.
01:30Cachoeiras, aventura e história. O agroturismo em Matilde atrai turistas até de fora do país.
01:40Você topa com a cultura italiana, você topa com a cultura alemã, os cafés, os jantares.
01:48Você acaba entrando um pouco na vida daqueles que aqui moram.
01:52É um lugar extremamente cativante.
01:57Logro Business vai pro intervalo rapidinho.
02:00Então sai daí, eu volto já.
02:03Música
02:13Vitrine de forrageiras do Incapé ajuda produtores rurais na escolha da melhor forrageira para o gado.
02:20Em Cachoeiro, o produtor conta como o Capiaçu ajudou a aumentar a produtividade.
02:27Música
02:29Seu Jacinto produz leite há 25 anos.
02:32Criava o gado no piquete, mas após a seca de 2014, encontrou em uma forrageira uma grande aliada.
02:39Com o Capiaçu na alimentação das vacas, o custo de produção anual de um litro de leite diminuiu em cerca
02:45de 20%.
02:46Tive piquete retorcionado, de 2011 a 2014, mas por causa da seca, a gente não conseguiu ir em frente.
02:53Aí eu tive que voltar atrás.
02:55Aí foi aonde que apareceu o Capiaçu.
02:57Antes do Capiaçu, seu Jacinto tinha 17 vacas.
03:00E cada uma produzia 20 litros de leite por dia.
03:04Agora ele tem 7 animais.
03:06E cada um produz 25 litros de leite por dia.
03:09No começo, ele mesmo não acreditou que daria tão certo.
03:12Mas deu. Tanto que até já forneceu mudas para vários produtores do estado.
03:17Como era parceria com a Incapé, eu tive que auxiliar eles também na doação de mudas.
03:24Saiu da minha propriedade 78 produtores que panhou aqui em casa.
03:28E 2016 para 2017, quando foi o auge do Capiaçu que todo mundo queria, eu vi a possibilidade de ganhar
03:34dinheiro com ele.
03:35O apoio do Incapé foi fundamental para o seu Jacinto.
03:38Outros produtores também podem conhecer mais sobre as forrageiras em duas vitrines do Instituto.
03:44Uma em Linhares e nesta em Cachoeiro de Itapemirim.
03:46A gente está num campo agroestológico que foi implantado em 2016 em parceria com a Embrapa.
03:53O intuito da implantação desse campo foi da gente ter uma vitrine de forrageiras
03:59para mostrar aos produtores as diversas opções forrageiras que a gente tem no mercado
04:03e tentar caracterizar cada forrageira de acordo com o seu potencial, de acordo com a sua característica mesmo,
04:10seu habitat, onde ela vai se dar melhor, em que manejo ela vai se adaptar melhor.
04:14As forrageiras são as plantas utilizadas como fonte de alimento para os animais.
04:18Na fazenda de Bananal do Norte, a vitrine do Incapé tem cerca de 50 tipos.
04:23Com tantas opções, Renan indica como fazer a escolha.
04:26O importante é você saber escolher a forrageira que mais vai se adequar àquele perfil de produtor,
04:33aquela característica de solo, ao sistema adotado pelo produtor.
04:38A nossa maior preocupação é evitar o modismo.
04:41É aqueles produtores que vão muito na ideia de qual é a melhor forrageira.
04:45A melhor forrageira é X.
04:47Depende.
04:48Depende do sistema que você vai adotar, depende do seu manejo.
04:54Algumas forrageiras têm aspecto diferente daquelas mais comuns de se encontrar no pasto.
04:59Nesta área, ficam as opções de forrageiras mais utilizadas no Norte do Estado.
05:03Por que, Renan?
05:04A palma forrageira, uma das principais características dela,
05:08é que ela se adapta bem em regiões com baixos volumes de chuva anual.
05:12Volumes inferiores a 800 milímetros por ano,
05:15ela consegue apresentar um bom potencial de produção.
05:19E isso é muito comum naquela porção mais Norte do Estado do Espírito Santo,
05:22como no Nordeste do Brasil.
05:24Então, lá, ela vem sendo muito utilizada com diversas formas.
05:28Pode ser utilizada em natura, cortando a raquete, fornecendo para os animais.
05:33Pode ser utilizada em sistemas de pastejo rotacionado.
05:36Recentemente, eu vi alguns trabalhos lá naquela região,
05:38até da produção de silage da palma forrageira.
05:41O manejo das forrageiras varia de acordo com a espécie e a produtividade também.
05:45Aqui nós temos um exemplo de uma espécie forrageira altamente produtiva,
05:50que é altamente exigente também em fertilidade do solo, em manejo,
05:55consegue ter altas produtividades, que é o quênia, entendeu?
06:00E do outro lado aqui nós temos o marandu, que é do gênero braquiara,
06:05que é um material um pouco menos exigente,
06:07que é o material mais plantado no Estado do Espírito Santo.
06:10Mas como a gente observa, os dois materiais foram submetidos no mesmo dia à roçada.
06:16Olha o volume de biomassa que já tem nesse rebrote comparado ao rebrote do marandu.
06:22Na propriedade do seu jacinto, ele leva muito a sério o manejo das forrageiras
06:27e sempre busca maneiras de aumentar a produtividade.
06:30Recentemente, começou a usar um novo sistema.
06:33O capiaçu sai da lavoura, é triturado e ele é colocado aqui no coxo para poder alimentar as vacas.
06:39E esse curral, ele tem um detalhe, ele é sustentável.
06:42O senhor Jacinto, o que é isso?
06:43É sustentável, o que a gente fala é que a gente aproveita o dejeto, né?
06:47Porque a gente lava duas vezes por dia, o dejeto vai para as caixas de decomposição
06:53e dali vai para a irrigação, que vai para a capineira, para o capiaçu.
06:58Então, é um ciclo, né?
06:59O capiaçu é plantado, aí depois ele é irrigado com o dejeto que sai daqui
07:03e o senhor economiza e ganha com mais produtividade.
07:06Isso, porque a nossa região aqui não tem muita água.
07:09E a gente, lavando aqui, a gente faz o reproveitamento da água e do próprio extrúmulo da vaca.
07:15O produtor que vende a produção de leite para uma cooperativa da região
07:19tem uma outra forrageira na propriedade, mas prefere mesmo o capiaçu.
07:24Quanto mais você cuida dele, mais ele te retorna.
07:27Então, a gente fala, o roxo que eu tenho, que é a variedade roxa,
07:32ele dá 4, 5 para o outro, o capiaçu dá 12, 14.
07:34Então, é grande a diferença.
07:39De olho na tecnologia, seu Jacinto não perde tempo e sempre quer aprender mais.
07:44Qualquer atividade não é fácil de você vencer ela.
07:50Atividade leiteira é uma das dificuldades que a gente tem hoje, é buscar alternativa.
07:55E o capiaçu, ele promoveu para a gente isso.
07:59Porque todo mundo fala que leite é ruim.
08:01Leite não é ruim.
08:02Você tem que saber produzir ele.
08:04E como que a gente vai produzir isso?
08:05É buscando alternativa para baixar o custo.
08:09Para os produtores que se interessaram no assunto,
08:12no site do Incapé tem uma lista de forrageiras e informações de como visitar as vitrines.
08:33Chegou a hora do quadro, o especialista responde.
08:36Muitos produtores têm dúvida em quem investir para diversificar a sua propriedade.
08:41Por isso mesmo, hoje eu estou numa lavoura de goiaba com o técnico Erli,
08:45com mais de 25 anos de experiência com goiaba.
08:48Erli, no Espírito Santo, a goiaba é uma boa opção?
08:51Sim.
08:52O Espírito Santo é plantador de café, né, Stephanie?
08:54E muitos jovens, às vezes, não ficam no campo,
08:57porque o café dá aquela oportunidade em um período do ano,
09:00em outro período.
09:01Ou você tem que ter estocado, senão você não tem dinheiro.
09:03E aí a goiaba é uma fruta que você produz ela praticamente o ano todo,
09:08ou o ano todo.
09:08Então tem esse faturamento semanal, né?
09:12Isso faz com que o produtor tenha o dinheiro para se manter
09:15e sobre lá no armazém o café, o cacau ou, quem sabe, a pimenta do reino, né?
09:20Que são culturas que podem ser estocadas com facilidade.
09:23Mas, Erli, eu preciso de muitos hectares, é de fato rentável?
09:27Como assim?
09:27Vamos calcular um pouquinho para o pessoal entender?
09:30Nós estamos num momento de dificuldade de mão de obra.
09:32Então vamos falar de mão de obra, né?
09:33Uma pessoa, uma pessoa caprichosa, ele cuida de dois hectares de goiaba.
09:39Só que ele precisa de ajuda no dia de colher.
09:41Então uma família que tem dois a quatro integrantes,
09:45pode ter sua roça de café e ter entre dois e cinco hectares de goiaba.
09:49Que é um módulo bom, né?
09:50Eu vou fazer uma matemática com você.
09:52Se você plantar hoje um hectare de goiaba no espaçamento aí de sete e meio,
09:57sete por três e meio, vai caber quatrocentas e poucas plantas por hectare.
10:01Isso vai dar em torno de sessenta e duas toneladas de goiaba por ano.
10:05Que dividido por semana vai dar mil e cem a mil e duzentos quilos por semana.
10:10O preço médio da goiaba está entre dois e três reais aí no SEASA.
10:14Se a pessoa faz feira, é mais alto.
10:16Se vende para a indústria de suco, é menor.
10:20Às vezes é um real em cinquenta, né?
10:22E se a gente considerar que o custo vai de oitenta centavos a um e cinquenta,
10:26você tem uma rentabilidade acima de cem por cento.
10:29Então, ou seja, um produtor pode ganhar aí entre dez e quinze mil bruto por mês
10:34plantando um hectare de goiaba.
10:35Imagina dois ou três.
10:36E aí, com isso, ele tem o dinheiro da semana.
10:38Eu acho fantástico essa cultura.
10:40Eli, queria te agradecer e dizer para o produtor que se vocês tiverem alguma dúvida,
10:44pode mandar para o nosso e-mail e que a gente responde.
10:46Basta mandar para stefani.com.br
10:53Hoje, vamos te contar uma história de mulheres que se uniram e formaram uma associação
10:59em São Roque do Canaã.
11:01O projeto deu tão certo que elas conseguiram aumentar a produção e hoje são referências.
11:11As mãos que hoje amassam biscoitos, antes trabalhavam na lida no campo.
11:20Joyce e o marido produziam goiaba e café, mas após os prejuízos, com enchentes e uma forte seca em 2014,
11:29foram em busca de uma alternativa de renda.
11:32A gente passou por enchente, seca e os desafios na agricultura, né?
11:37O café a gente acabou perdendo, né? Falta d'água.
11:39Como a goiaba é mais resistente, ela acabou sobrevivendo isso aí.
11:42Aí ela passou o período sem água, mas o café não resistiu.
11:45Aí agora a gente só está trabalhando com goiaba.
11:49Durante essa fase de dificuldade, eles viram que existiam outras mulheres de São Roque do Canaã
11:55que também precisavam de motivação e renda.
11:59A ideia em si era ter a renda, mas juntamente com o empoderamento, com a autoestima,
12:05que tem uma qualidade de vida, né? Para as mulheres.
12:08E aí não era só você que passava por isso.
12:10Como é que surgiu então essa ideia da associação?
12:14Então, menina, olha, eu até me emociono quando a gente conta a história,
12:18porque é uma luta, né?
12:20A gente vai fazer oito anos de associação e a ideia foi com as entidades, né?
12:26Que do município, um capé, sindicato, sentou, reuniu as mulheres.
12:31Olha, estamos passando de dificuldade na época seca, né?
12:35E que tal vocês fazerem uma associação de agroindústria, fazer um produto processado?
12:42No início, as mulheres não tinham condições e nem recursos para produzir.
12:48E ainda precisavam lidar com os preconceitos.
12:53Somente de mulheres, isso não vai dar certo, vocês são doidas, mas enfim.
12:59Mas teve, através dessa associação, várias outras oportunidades, né?
13:02Esse início não foi fácil mesmo, não.
13:05Que começaram com essa ideia aí de montar uma associação e com produtos de goiaba.
13:11Aí colocaram eu para trabalhar um pouco a mais, né? Com essa ideia aí.
13:13No início, eu dava a goiaba, o produto, né? Para elas produzirem.
13:17Aí, depois de alguns anos, eu passei um preço mínimo e agora eu vendo ela no preço normal para elas.
13:25O projeto deu tão certo que, em 2016, elas resolveram criar a Associação de Agricultoras Familiares do Distrito de Santa
13:35Júlia.
13:35Ficaram mais conhecidas como Mulheres do Canaã.
13:39São sete ao todo, cada uma com a sua habilidade.
13:44Os produtos que a gente tem hoje não foram inventados assim do nada, né?
13:48Foi um jeitinho, cada uma com as suas qualidades, né? Criou aquela receita.
13:54Com as mãos ágeis que trabalham com amor, elas mudaram a realidade que viviam.
14:01Maria mesmo saiu de uma depressão.
14:03Surgiu essa oportunidade de encontrar essas meninas que já estavam fazendo alguns cursos, né?
14:10Aí comecei nos cursos com elas.
14:13Veio a ideia de abrir essa associação, né? Montar.
14:17E foram aparecendo outras mulheres.
14:19E a gente fundou a associação e, graças a Deus, elas me ajudaram muito, né?
14:24Eu melhorei. Agora eu trabalho mais aqui do que em casa, né?
14:29E, graças a Deus, a gente é uma família mesmo aqui, tá?
14:34Aqui, uma ajuda a outra.
14:37Carol é a associada mais nova, na idade e também no tempo de trabalho no projeto.
14:44A associação significa união, coletividade.
14:46Aqui, uma ajuda a outra.
14:48Não somente no trabalho, mas com os problemas, às vezes, em casa.
14:53O fato delas terem uma idade bem diferente da minha, eu acabo adquirindo vários conhecimentos,
14:59aprendendo muitas e muitas coisas com elas.
15:03Uma família que entende que ninguém faz nada sozinho.
15:08Elas procuraram ajuda, fizeram cursos, visitaram outras associações,
15:14fizeram visitas técnicas em outras propriedades
15:17e tiveram também ajuda com maquinários pela Secretaria de Agricultura.
15:22A gente conquistou o nosso primeiro equipamento, foi o forno, os armários,
15:29batedeira, cilindro, mesa de inox, né?
15:32E agora, que por último, veio o carro, o veículo, porque no início,
15:38no início não, esse tempo todo a gente pegava o veículo do marido, né?
15:42E aí, agora não, agora a gente tem o nosso próprio veículo.
15:47Com a ajuda, transformam a goiaba em vários produtos.
15:51Por mês, elas produzem, em média, 500 quilos de goiabada cascão,
15:56250 quilos de goiabada cremosa e 3 mil quilos de biscoitos.
16:01E o elemento principal das receitas por aqui é a goiaba.
16:06Janete, quais são todos os produtos que vocês fazem por aqui?
16:10Biscoito de creme de leite com recheio de goiabada,
16:14o casadinho, que é uma delícia também, e o grissine, que é salgadinho.
16:20E o carro-chefe é a goiabada cascão.
16:23Mas a receita dá trabalho.
16:26São necessárias 4 horas mexendo o tacho.
16:30E aí, ó, é só fazer...
16:32Gente, vocês acham que é leve, mas não é leve não, hein?
16:36Eu vou até deixar você voltar a sua...
16:39Negócio aqui pra não estragar esse ponto.
16:42E, Rubi, me conta uma coisa, tem algum segredo pra mexer?
16:46Ó, é assim, logo que tá no início, a gente pode mexer mais devagar,
16:51depois, quando começa a pular, tem que mexer um pouquinho mais rápido.
16:54E quando tá dando ponto, a gente tem que mexer devagarinho assim, ó.
16:57E agora tá quase na hora do ponto, né?
17:00Tá.
17:00Tá na hora de tirar aqui já.
17:04E o trabalho aqui não é somente no campo e na cozinha, não.
17:08Tem mais trabalho, né, Joyce?
17:10E como tem?
17:11As meninas produzem lá na agroindústria, né?
17:15Me mandam pra cá, tudo embaladinho, tudo certinho.
17:18Então a minha parte é administrativa e faz todo o processo do rótulo, né?
17:24Então a gente monta ele no computador, joga pra impressora,
17:29sai certinho com os lotes, dá de validade, fabricação e coloca na embalagenzinha.
17:35E daqui vai direto pro consumidor.
17:37E aí hoje, aonde então as pessoas podem encontrar o produto de vocês?
17:42A maior parte vai pra Grande Vitória.
17:45E a outra parte vai pros municípios vizinhos, né?
17:48Santeresco, Latina, que também são pontos de vendas, né?
17:52E aí, quando vocês vão pra fora, leva também pras feiras.
17:56E leva pras feiras também, que esse ano a agenda tá só Jesus.
18:03Um trabalho que valoriza o município de São Roque do Canaã,
18:08abre novas oportunidades e leva o nome do Espírito Santo para fora.
18:14Desejamos vida longa a esse projeto.
18:18Música
18:26Hora de conferir o Giro de Notícias da semana.
18:31Música
18:35O produtor que quer vender mamão para a União Europeia agora precisa seguir novas regras.
18:42As medidas mais rigorosas na inspeção das frutas têm gerado a prensão entre os exportadores capixabas,
18:49uma vez que o mamão possui um período curto de prateleira.
18:53Além disso, a diminuição das chuvas a partir de setembro,
18:57nas regiões produtoras do fruto no Espírito Santo,
19:00cria condições favoráveis ao ataque de ácaros,
19:03o que torna o controle de pragas um desafio para a agricultura de exportação.
19:08Por isso, os produtores têm buscado práticas mais sustentáveis,
19:12como o uso de defensivos biológicos que não deixam resíduos nas frutas.
19:18O prazo de vigência de outorga de recursos hídricos no Espírito Santo foi ampliado.
19:24A divulgação foi feita na última terça-feira pelo governo do Estado.
19:28Com o anúncio, a validade das liberações passa de seis para até dez anos,
19:34principalmente para o setor agrícola.
19:36Outra mudança é referente à validade das declarações de uso de recursos hídricos superficiais,
19:43que tiveram prorrogação automática por mais três anos.
19:47As medidas devem beneficiar produtores rurais que utilizam, por exemplo,
19:52a água dos rios para irrigar as lavouras.
19:56Começou a quarta temporada da colheita da uva.
20:00Produtores de linhares abriram as propriedades neste sábado.
20:04Os turistas podem visitar os parreirais, conhecer mais sobre a cultura e colher as próprias uvas.
20:11A previsão é de que sejam colhidas em torno de sete toneladas da fruta no município durante a safra.
20:19O futuro da produção dos alimentos foi um dos temas debatidos no primeiro simpósio pelo Dia Mundial do Meio Ambiente,
20:27realizado nesta semana em Vitória.
20:30A Sociedade Espírito Santense de Engenheiros Agrônomos, juntamente com o CREA e outros parceiros,
20:36realizaram um evento que contou com a participação de engenheiros agrônomos,
20:41empreendedores da cadeia produtiva do agro e produtores rurais.
20:49Dias mais quentes e noites mais frias.
20:53Uma cidade do norte do Espírito Santo está entre as quatro do país,
20:57com as maiores ondas de calor e frio dos últimos 40 anos.
21:02O impacto desses picos extremos de temperatura afeta diretamente a produção rural.
21:13Na plantação de pimenta do reino, dá para ver o impacto da chuva do ano passado.
21:18O produtor tinha cerca de 4 mil pés de pimenta e acredita que a perda foi de 70% de
21:23toda a plantação.
21:24Com o nível de água que foi muito grande, o volume de água que foi muito grande, o lençol subiu
21:31muito.
21:32A terra não conseguia mais absorver. Com isso, foi dando encharcamento.
21:37A planta de pimenta, por exemplo, é uma cultura muito frágil para a questão da água.
21:42Com isso, faltou oxigênio na raiz e começou a morrer.
21:45Arlindo sente no campo os efeitos das mudanças climáticas no município.
21:49E as ondas de calor e frio têm se intensificado.
21:52Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo analisou as temperaturas dos últimos 40 anos
21:57em cinco cidades da costa brasileira. São Mateus teve os maiores impactos.
22:02Nós tivemos aumento da frequência de eventos de extremos de temperatura de calor,
22:10que também ocorreu no sudeste e sul, e está ali em São Mateus.
22:15Agora, o que só ocorreu na região de São Mateus e litoral Cachaba?
22:20Só nesta região está aumentando a frequência de dias muito frios.
22:23Ou seja, é cada vez mais comum que nós tenhamos dias muito frios no ano.
22:30Os pesquisadores analisaram os dados de temperatura por cerca de dois anos.
22:35De acordo com um estudo divulgado neste ano, a amplitude térmica também aumentou na cidade.
22:40É cada vez mais frequente esses dias muito doidos de temperatura,
22:44a hora é muito frio, a hora é muito quente.
22:46Eles estão aumentando em número de vezes que eles acontecem no ano.
22:50E o quão mais diferente ele é ao longo do dia, mais frio e mais quente,
22:55essa tendência só vai aumentar.
22:57Como o aquecimento global vai ser cada vez mais frequente ter esses tipos de dias ao longo dos anos.
23:04Se a gente olha para São Mateus,
23:06durante o verão, janeiro, fevereiro, março,
23:10qualquer temperatura abaixo de 20 graus,
23:13ela já é extremo frio naquela época.
23:16Claro que não vai ser tão frio, mas não seria esperado naquela época do ano.
23:20Quando a gente chega no inverno,
23:23períodos como a gente está chegando até agora,
23:26junho, julho e agosto,
23:27temperaturas abaixo de 14 graus de São Mateus,
23:31elas são consideradas extremas.
23:33Elas não seriam esperadas.
23:35O que está acontecendo nesse momento?
23:37Por que só São Mateus está aumentando a frequência de frio?
23:40Porque continua tendo extremo de frio para baixo,
23:44Rio de Janeiro, São Paulo, até o Rio Grande do Sul.
23:47Mas ele não está aumentando em frequência,
23:48porque aquelas massas de ar, elas vinham e continuam vindo.
23:52Só que com o aquecimento global, elas vêm com mais força.
23:56Como elas vêm com mais força subindo a costa brasileira,
24:00elas estão chegando cada vez mais frequentemente na costa do Espírito Santo.
24:04Isso faz com que aumente o número de vezes de extremos frios no Espírito Santo.
24:11Todas essas mudanças afetam os agricultores e a economia do município.
24:16São Mateus vem sendo atingido pelas adversidades climáticas durante muitos anos.
24:21Nós passamos por uma chuva torrencial em 2013,
24:24em 2016 nós passamos por uma seca drástica,
24:27e agora no final de 2022 nós somos o município que mais choveu,
24:31mais recebeu índices pluviométricos do Brasil.
24:34Só na cultura da pimenta do reino nós tivemos 400 mil plantas perdidas
24:39por conta da chuva de final de ano, no mês de novembro, dezembro e início de janeiro.
24:44E com isso, o prejuízo dentro do agro municipal é de aproximadamente 28 milhões de reais.
24:51Só com essa cultura, fora o café, as frutíferas que também tem no município.
24:57O seu Aurindo tem acompanhado como o tempo vem mudando no município.
25:01Ele é pai do Arlindo e também trabalha com a terra.
25:04Eu sou natural da Bahia, mas mora São Mateus, tem uns 40 anos que eu estou nessa região.
25:10Como é que o senhor percebe o tempo?
25:11Agora está chovendo mais, ou está chovendo menos, está mais quente, ou está mais frio?
25:16Sempre mais, né?
25:17E quando a gente chegou aqui, depois de uns 3 anos que a gente morava aqui,
25:22deu uma chuva aqui, a gente tinha uma lavoura de mandioca aqui,
25:26alagou, morreu a mandioca tudo.
25:28Mas não igual foi agora, né?
25:31Agora, essa foi a primeira e tem fé em Deus que é a segunda, a última, né?
25:35Para estragar o tanto que nós perdemos, né?
25:37Uma hora está frio demais, outra hora está quente demais.
25:40E com isso você tem perca, dependendo da florada,
25:43você, tanto na pimenta quanto no café, nesse período você tem perca, sim.
25:47Olhando assim, é até difícil de acreditar que essa lavoura de 10 anos
25:51era a mais produtiva da propriedade.
25:53Após a chuva em excesso no fim de 2022, a situação ficou difícil.
25:57E a perda da lavoura foi de quase 90%.
26:01Essa lavoura tinha uns 800, umas 800 plantas.
26:05Deve ter sobrado uns 10% só.
26:08A perca foi muito grande, pelo fato de que encharcou,
26:12faltou oxigênio na raiz e acabou morrendo.
26:14Aqueles 10% que ainda sobrou, está morrendo porque foi muita água
26:19e depois quando o sol veio no começo de janeiro, meado de janeiro,
26:23é meio que cozinhou, nós agricultores usamos esse termo, meio que cozinhou as raízes.
26:28Então mesmo aqueles 10% que sobrou, com isso está morrendo pelo fato do sol ter sido muito quente depois.
26:34Então pode ser que a perda seja de 100%?
26:36Pode ser que a perda seja de 100%.
26:40Para ajudar produtores que tiveram prejuízos com a chuva, a prefeitura disponibiliza mudas.
26:45Aproximadamente 1.500 mudas para os pequenos produtores,
26:49para principalmente resgatar essas plantas que foram perdidas por causa da chuva,
26:55entre café, pimenta e algumas outras frutíferas,
26:57para que o município possa voltar a arrecadar e o produtor possa voltar a ter sua renda familiar.
27:06E tem uma explicação para tantos eventos extremos de temperatura na cidade?
27:11Cada vez que o planeta como um todo aquece, a Antártica sofre.
27:16E essas massas de ar e temperatura do oceano, tanto no ar quanto no oceano, variam,
27:21desregula o ciclo de chuva.
27:23Seria a mesma coisa que a gente pensasse que a nossa casa é o planeta.
27:27Se a gente fechar todas as janelas e portas, ligar o forno,
27:32ligar todas as bocas de fogão com panela de água evaporando,
27:36ligar todos os aparelhos eletrodomésticos, ele vai começar a esquentar.
27:39É assim que está ocorrendo no planeta.
27:41O planeta está ficando mais quente, não tem para onde vazar essa temperatura.
27:45Então a Antártica joga mais temperatura de ar frio.
27:50Isso muda o ciclo da chuva, porque o ciclo da chuva que o produtor rural tem ali na região B,
27:55ele depende de que a temperatura da água do oceano esteja como seria esperado para a época.
28:02E aí você tem um ciclo normal.
28:04Se está mais quente, mais frio, isso faz com que chova mais ou chova menos.
28:10Se está difícil contar com o tempo, o Arlindo se reinventou para aumentar a renda.
28:15A gente tem que se reinventar, né?
28:18Cortar alguns gastos, buscando outras alternativas.
28:21Igual agora a gente planta no quiabo, para suprir um pouco dessa perca da pimenta.
28:26Para esse ano a gente vai trabalhando devagar, tentando fazer essas alternativas aí com outras culturas,
28:33tentando replantar outras áreas, que a gente vai trabalhando devagar para poder recuperar,
28:38fazendo malabarismo para controlar a questão financeira.
28:45Vamos agora às cotações do café e da pimenta do reino.
28:49O café Conilon abriu a semana sendo negociado a 675 reais.
28:55Foi subido e encerrou a semana em 690 reais a saca, uma alta de 2,22%.
29:03O café Conilon tipo 78 abriu a segunda-feira em 670 reais.
29:10Na sexta, subiu para 685 reais, uma alta de 2,23% na semana.
29:18A pimenta do reino preta B1, de acordo com o levantamento da Coabriel,
29:23manteve estabilidade, 14 reais durante toda a semana.
29:28Na quinta-feira, não tivemos cotação por conta do feriado.
29:35Hoje eu resolvi trocar a botina pelo tênis e mostrar para vocês de casa
29:41que o Espírito Santo também é forte no agroturismo.
29:44Estamos na Cachoeira de Matilde, em Alfredo Chaves.
29:49E vou te mostrar que essa região é cheia de belezas naturais.
29:56Um paraíso no sul do estado.
29:59O distrito de Matilde, em Alfredo Chaves, é um dos destinos turísticos mais procurados do Espírito Santo,
30:06especialmente pelas belezas naturais e cachoeiras refrescantes.
30:16O agroturismo na região é forte.
30:20Atrai principalmente os adeptos do trekking, rapel e camping.
30:25João mesmo já fez várias aventuras por aqui.
30:29Fiz rapel aqui três vezes já.
30:33Estou vindo hoje fazer o camping com a minha esposa e já é minha quarta vez aqui.
30:39Se der, eu venho direto, porque aqui é muito bacana.
30:42O arborismo, a natureza, você carrega as energias aqui.
30:48Já a esposa do João veio a Matilde pela primeira vez e ficou surpresa com o que viu.
30:55Só a cachoeira aqui que eu vim ver a primeira vez, já amei, já amei, já amei mesmo.
31:01Superou minhas expectativas.
31:05Uma das cachoeiras mais famosas é a Engenheiro Rive, conhecida como Cachoeira de Matilde.
31:13Com 70 metros de altura, é considerada a segunda maior em queda livre do Espírito Santo.
31:19Um paraíso que encanta a todos que chegam por aqui, como esse turista de Brasília.
31:26Eu estou achando maravilhoso, porque você descansa a cabeça, você descansa os ouvidos.
31:32Essa natureza aqui é extremamente pródiga.
31:36Então, para mim, está sendo uma experiência muito gostosa.
31:40E quando a gente vai chegando aqui perto da cachoeira, barulho das águas, faz um bem imenso para a gente.
31:50O acesso à cachoeira é feito por essa escadaria, localizada à beira da estrada, pouco antes do centro de Matilde.
32:00O turista compra o ingresso na lanchonete e passa na catraca eletrônica, tudo de forma autônoma.
32:07A cachoeira de Matilde aqui atrai muitos visitantes, não só do Espírito Santo, mas fora do país também.
32:13Também já veio o pessoal do Egito, da Colômbia, Finlândia, da Grécia e também do Japão.
32:20O caminho é por um trecho de mata preservada.
32:24Uma delícia de caminhada.
32:26Aqui no município de Alfredo Chaves, são sete cachoeiras aqui da região.
32:31Essa é a cachoeira da Piripitinga, da Vovó Lúcia, a de Matilde, Engenheiro Rive,
32:36que é a segunda maior do estado, com 70 metros de queda livre.
32:39Tem também a cachoeira do Darós, a da Iaracema e Iaraceminha, que é linda, tem uma caminhada bastante agradável.
32:46Também tem a cachoeira da Isa e a do Pasto, que são todas muito agradáveis.
32:54Mas o distrito não tem apenas cachoeiras.
32:57Aqui, a história da imigração, a cultura e tradição se misturam.
33:02Um importante patrimônio histórico capixaba.
33:07Por esses trilhos, passava um antigo trem da Estrada de Ferro Leopoldina.
33:13Hoje, um roteiro de caminhada dos turistas até a Estação Ferroviária de Matilde.
33:19Ela foi construída no início do século XX, para ligar Cachoeiro Estapemirim, no sul do Espírito Santo, à capital Vitória.
33:28É um dos postos turísticos mais visitados aqui na região.
33:31Há muitos turistas, finais de semana, feriado, né?
33:35E ela já foi muito importante na época também que não existia carro, né?
33:39Porque aqui vinham os produtos, aqui escoava os produtos para fora.
33:44Tinha vendas aqui, aí eles compravam tudo, vinha no trem.
33:47Foi bastante importante, hein?
33:49A estação foi restaurada recentemente e funciona como um espaço cultural.
33:55Aqui, o turista encontra diversos produtos locais.
33:59Bananada natural, biscoitinho, tudo aqui da região de vocês?
34:04É, tudo daqui da região. Essa bananada, ela é sem açúcar mesmo.
34:10A construção é tombada pelo Conselho Estadual de Cultura.
34:14Uma pequena exposição conta a história dos imigrantes da região.
34:19É, aqui na época, né? A maioria da imigração é italiana que veio, né?
34:24Vieram para Anchieta, né? E de lá vieram de barco até Alfredo Chaves.
34:28Aí tem outra história aqui, não sei se você conhece, do nome de Matilde, né?
34:32Por que o nome de Matilde?
34:33Me conta!
34:33Então, aí aqui tem a história, porque essa é uma das filhas do engenheiro que veio na época para demarcar
34:40o lote de terra, Adolfo Pinto Paco.
34:43Ele tinha três filhas, era Matilde, Guiomar e Virgínia.
34:47Então, colocaram o nome de Matilde em homenagem a uma das filhas dele.
34:53Um destino cheio de história, aventura e belezas naturais, que vale a pena conhecer e explorar.
35:01Você topa com a cultura italiana, você topa com a cultura alemã, os cafés, os jantares.
35:09A culinária daqui é maravilhosa, sabe?
35:11Então, cada cantinho que você vai é muito mimoso.
35:15Muitos sítios na região, próximos às estradas.
35:19Então, você acaba entrando um pouco na vida daqueles que aqui moram.
35:23É um lugar extremamente cativante.
35:32Um passeio tão pertinho da capital que vale a pena a visita.
35:36E o nosso estado é cheio de lugares assim.
35:39Por isso mesmo, ainda vamos conhecer muitos lugares do agroturismo juntos.
35:43Semana que vem, eu volto com mais histórias de produtores e notícias sobre o campo.
35:48Eu te espero, hein?
35:49Muito obrigada pela sua companhia e tenha um ótimo dia!
35:52Para saber mais sobre o mundo agro, confira a coluna Agro Business no folhavitoria.com.br
35:59E no nosso canal no YouTube, Instagram, arroba Folha Business.

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