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  • há 3 semanas
Agro Business - Episódio 28

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Transcrição
00:14Olá, bom dia! No programa de hoje a gente leva até venda nova do migrante, capital nacional do agroturismo.
00:22Vamos te mostrar um pouco dos encantos e delícias dessa região.
00:27A gente faz a goiabada cascão, pé de moleque de macadâmia, geleias e compotas.
00:32Essa daqui é de laranja quincã.
00:34E vamos conhecer uma jovem de apenas 19 anos que tem se destacado em competições de laço.
00:41Uma história de coragem e dedicação.
00:44Estar ali é muito bom porque dá uma adrenalina, assim, laçar é uma adrenalina e isso eu gosto muito.
00:49E vamos conhecer uma família de Barra de São Francisco, noroeste do estado.
00:55Por lá, através de um financiamento e muito trabalho, eles realizaram um sonho.
01:01Isso aqui é minha paixão, aqui é meu lugar, meu cantinho da paz é aqui.
01:05E você, já ouviu falar do rambutã?
01:09Ela tem um sabor meio agridoce, meio azedinho e no tempo doce.
01:12Uma fruta diferente que atrai muita curiosidade na feira de Guarapari.
01:17Todo mundo acha estranho.
01:19Acha estranho porque, como diz, né?
01:21Eu falo assim, uma fruta cabeluda, não é estranho?
01:24A fruta cabeluda, então todo mundo acha estranho.
01:28Fica comigo, o agrobusiness está no ar.
01:47Quem vê essa moça de aparência frágil estudando, cuidando da casa e ajudando o pai?
01:54Não imagina a coragem dessa jovem.
02:00E é aqui nesse quarto que acontece a transformação.
02:05A Ana, que era só uma estudante, se torna aqui, então, uma grande laçadora.
02:10Ana, de onde surgiu essa paixão?
02:12Então, eu acho que, primeiramente, com os meus pais, porque eles já gostavam dos animais, assim, do cavalo e também
02:19da roça.
02:19A gente sempre vinha aqui para a casa da minha avó.
02:21E depois com meus padrinhos, que eles também laçavam e eu ia sempre na casa deles, gostava de andar a
02:27cavalo.
02:27E eu acho que eles também me inspiraram bastante a participar, né, dessa competição.
02:32E eu também acho que isso nasce com a pessoa, né?
02:35Gostar da roça, dos animais, isso nasce com a gente.
02:37Ana é do município de Afonso Cláudio e é apaixonada pela vida no campo e pelos animais.
02:46Com apenas 19 anos, ela tem se destacado em competições de laço.
02:59O que é que hoje, para você, é competir?
03:02Então, eu acho que a questão não é só ganhar, né?
03:06Porque, querendo ou não, uma competição tem a pessoa ganhar, alguém perder.
03:09Mas eu gosto de estar ali, amigos e música e animais também, que é o que eu mais gosto, mais
03:16lindo que o outro.
03:17E estar ali é muito bom, porque dá uma adrenalina, assim, laçar é uma adrenalina e isso eu gosto muito.
03:23No início, Kleber, o pai da Ana, ficou com receio.
03:27Mas hoje, essa é uma atividade para a família toda.
03:32Depois que a gente começou a acompanhar e ela gostando muito, a gente acabou, não cedendo,
03:39mas ajudando ela a poder estar praticando um esporte que ela gostava.
03:44Todas as vezes que a gente sai para laçar, a família está junto, é raridade a gente não está junto.
03:49Participa a família, amigos e todo mundo mesmo.
03:54Ana sempre participa de competições.
03:57E o concurso da Rainha do Rodeio em Afonso Cláudio ficou entre as primeiras colocadas com a sua égua flica,
04:04o xodó da família.
04:07Apesar da pouca idade, Ana já ganhou inúmeros prêmios de laço em eventos locais e regionais,
04:14incluindo, quatro vezes seguidas, uma competição em Cachoeiro de Itapemirim e na última exposição em Afonso Cláudio.
04:22Mas para conquistar tudo isso, é necessário cuidar bem do animal e ter uma conexão direta com ele.
04:30Me dá uma paz, entendeu? Estar com ela, talvez ter um dia ruim, estar com ela me dá uma paz.
04:35Eu acho que eles pegam isso da gente, né?
04:37E esse amor vem de família. A inspiração veio da tia que também participa de competições.
04:45Quando a gente tem gosto pelos animais, aí é desde novinha que já começa a despertar esse interesse, né?
04:51E como ela sempre viu a gente aqui mexendo com os animais aqui em casa, na roça,
04:56ela já cresceu vendo a gente aqui acompanhando desde novinha e eu acho que já está no sangue e pegou
05:01esse gostinho
05:01de também montar, de competir, de fazer esse esporte que a gente gosta.
05:05Nós demos animal para ela começar, um potro, né, que ela domou e fez ele virar cavalo, começou a laçar
05:12com ele.
05:13Demos arriamento para ela, dei até minhas roupas, dei por chapéu, tudo para ela nesse período que eu estava um
05:21pouco afastada.
05:22E graças a Deus, nesse meio tempo, eu pude voltar agora. Minha filha já está um pouquinho maior,
05:27porque quando está no sangue a gente gosta muito, a gente não fica muito tempo afastada.
05:31Ana não tem dúvida que o apoio da família foi fundamental para que ela conseguisse enfrentar os desafios e conquistar
05:38vários sonhos.
05:40Nossa elegância é do agro, né? A gente é da roça, gosta disso, então a gente mostra a elegância de
05:46uma mulher do agro.
05:47Eu acho que seria praticamente isso, né?
05:51E agora, como prometido, eu também vou ter, não é que cair no laço, eu posso falar assim?
05:56Pode falar assim.
05:58Me explica e explica para quem está em casa também, minimamente, como é que é uma competição de laço.
06:03O que é isso que eu estou fazendo? O que é esse movimento?
06:05É braço aqui do lado, mexer cotovelo, o puio para frente.
06:09Bem solto, né?
06:10Bem solto, ver a ponta do laço passando na frente da sua cabeça, entendeu?
06:14Seria basicamente isso?
06:16Gente, vamos embora para a prática? Bora, vai!
06:19Ah, essa aqui, boleira! Agora vamos de novo!
06:22Eita, que eu sou dura, gente! Não consigo mexer aqui!
06:26Quem acha que isso daqui é moleza, gente? Quem não tem as manhas não entra mesmo não, hein? Que isso!
06:31Como a Ana falou, tem que ter dom mesmo, tá, Ana? E muita paixão, gente, que eles daqui não trabalham
06:36fácil, não!
06:43Estamos em Venda Nova do Imigrante, nas Montanhas Capixabas, para mostrar para você mais uma opção de agroturismo.
06:51Ao longo das décadas, né? Venda Nova vem se destacando no conceito de agroturismo, que foi um conceito que foi
06:58criado em Venda Nova, né?
07:00Dos imigrantes italianos, uma visita que fizeram à Itália, né?
07:03Lá já existia essa exploração do agriturismo e a brasileirar como agroturismo em Venda Nova do Imigrante.
07:11Essa lojinha charmosa é de um casal muito acolhedor, o seu Aquilino e a dona Maria Dalva.
07:18Seu Aquilino, mostra para mim os produtos que vocês vendem aqui.
07:21A gente faz a goiabada cascão, pé de moleque de macadâmia, geleias e compotas.
07:27Essa daqui é de laranja quincã. Laranja quincã é uma laranjinha pequenininha que a gente come com a casca e
07:33tudo.
07:34E ela é muito gostosa.
07:36E é doce, azeda? Como é que é?
07:37Ela tem um ácidozinho gostoso.
07:40E qual que é a geleia que sai mais?
07:42A que sai mais é de morango e é de abacaxi com pimenta.
07:45E a goiabada cascão também vende muito, né?
07:47Vende muito. A goiabada cascão, pé de moleque.
07:50Gente, é muito bonita. Olha que coisa linda.
07:53E eles estão fazendo ali na cozinha e vão mostrar para a gente depois.
07:56Mas eu estou vendo que tem um negócio diferente. O que é isso?
07:59Isso aqui é matraca.
08:01Na Semana Santa, a religião católica não toca o sino para chamar as pessoas para rezar.
08:07Toca a matraca.
08:08E tem um ditado que fala da matraca?
08:11O ditado é que diz que quem fala muito, eles mandam falar.
08:15Fecha a matraca, porque eles falam demais.
08:17E por que que tem isso? Porque faz muito barulho?
08:20Faz muito barulho.
08:20Então vamos ouvir? O senhor pode mostrar para a gente?
08:26Propriedades que trabalham com o conceito do agroturismo, seja ele de produto, seja ele de artesanato, em forma em geral,
08:33né?
08:33Que atende também nas propriedades. Ao todo, são 70 empreendimentos.
08:37Entre eles, pousadas, empreendimentos que trabalham com produtos e com artesanato.
08:45Aqui em Venda Nova, todos, é o nome do marido que prevalece, né? Então nós, aqui a gente vai fazer
08:52diferente.
08:53Somos nós dois que trabalhamos, então por que que só o marido, né? Tem que ter o nome dele.
08:57Então, por isso ficou. Pegamos a junção do primeiro nome dele e depois o meu, que é dele, é Andreão.
09:04Ficou An. E o Garcinha, que sou eu, ficou o Gar. Ficou Angar.
09:08E aqui atrás, sem a explicação, né? Quando a pessoa chega, já pode conhecer a história.
09:12Já pode conhecer a história.
09:13E tem muita gente que vem aqui por causa desse produto que é o fubá.
09:17Isso aí, o fubá de milho catetim, que a gente planta aqui no sítio, mói também no munho de pedra,
09:23aqui também no sítio.
09:24E tem pessoas que vêm aqui só para comprar o fubá.
09:27A polenta fica boa?
09:28Oh, uma delícia.
09:30Além do fubá, o turista vai ver uma fortuna do passado.
09:34Temos o cruzeiro, temos o cruzado novo, depois temos o real.
09:39Essa nota de um real aqui, ó, tem tempo que eu não vejo uma, viu?
09:42E aí eu tenho algumas guardadas ali.
09:44Tem até um bolo de dinheiro aí, conta a história dele para mim.
09:47Esse daqui, na época que converteu o dinheiro, o meu sou guardou debaixo do colchão.
09:53E ele esqueceu do dinheiro, aí quando ele foi ver, já tinha passado a época, ele não pôde trocar ele
09:58mais.
09:58Aí sobrou esse pacotinho.
10:01E eu acho que muita gente aconteceu isso, que aconteceu com o seu sogro.
10:04E esse tanto de dinheiro, o senhor tem ideia de quanto é, o que daria para fazer com ele?
10:08Aí eu acredito que daria para comprar uma casa até boa.
10:12Olha só, gente.
10:14Não, ó, não guardem dinheiro embaixo do colchão, né, seu Aquilina?
10:16Não pode guardar, tem que jogar com dinheiro.
10:19O Museu da Família também é uma atração do sítio, que funciona a semana toda, das 8 da manhã às
10:245 da tarde.
10:26É a máquina da minha bisavó, tem mais de 100 anos, né?
10:30Está em perfeito estado, pode costurar, tem muito boa.
10:35E aí, as crianças, quando chegam aqui, o que as pessoas falam? O que chama mais a atenção delas?
10:40Ah, as crianças ficam encantadas com o telefone.
10:42Tanto que eles brincam com o telefone, ligam para o pai, ligam para a mãe.
10:46E como se estivesse, para eles, parece que é mais interessante do que o próprio celular hoje.
10:52Dona Dalva, tem um móvel muito especial aqui.
10:55Ah, tem mesmo. A minha cama.
10:57Essa aí é a minha cama, o meu berço, né, de quando pequena.
11:00Hoje você tem os berços chiques, muitos bonitos e tal.
11:03Na minha época, não. Era a caminha que os próprios pais faziam para os seus filhos.
11:08E essa aí, meu pai fez e ela ficava no cantinho, entre a parede e a cama deles.
11:13E é lá que eu...
11:14Para a senhora ficar protegida ali.
11:18É muito amor, é história.
11:20É verdade.
11:20E aqui também tem muita comida boa.
11:22E a gente vai aprender a fazer uma receita agora.
11:25É dessa cozinha que saem as delícias vendidas na loja.
11:29Com produtos do próprio sítio, da região e até de fora do estado.
11:33Como é o caso da macadâmia.
11:35Nós chegamos na cozinha e o cheiro está maravilhoso, da goiabada que está aqui no fogo.
11:40Mas a gente vai aprender hoje a fazer um pé de moleque de macadâmia.
11:44Dona Dalva, quais são os ingredientes?
11:45Bom, nós temos aqui a água, o açúcar, o leite condensado e a macadâmia.
11:51Isso vai ficar bom, hein?
11:52Isso vai.
11:54Vamos começar então?
11:54Vamos lá.
11:56Nós vamos começar pelo açúcar, né, que nós vamos queimar um pouquinho.
11:59O açúcar agora aqui, ele vai queimar um pouquinho, né, pra ficar aquela cor bonita, aquela cor bem amarelada.
12:07Dona Dalva tem todo um cuidado pra mexer, né?
12:09Sim, tem que ter todo um cuidado, porque senão ela pode queimar e aí fica um gosto muito ruim.
12:14Então tem que ter cuidado devagarinho.
12:16Tem que ter muito amor, muito cuidado mesmo.
12:20Agora chegou no ponto, né, Dona Dalva?
12:21Chegou no ponto.
12:22Agora nós temos que colocar água.
12:26E agora tem que esperar derreter, depois nós vamos colocar o açúcar.
12:29E a panela tem que ser boa, né?
12:31O que manda no doce é a panela.
12:33Não adianta colocar uma panela fina aqui, que não vai sair o doce direito.
12:36Aí agora nós vamos deixar o açúcar derreter aqui, tô mexendo pra derreter todo o açúcar direitinho.
12:40E depois nós vamos colocar a macadâmia e o leite condensado.
12:43Aí a macadâmia é gostosa.
12:46Então agora aqui, já derreteu todo o açúcar, segundo o açúcar.
12:50Tudo agora já tá no ponto já de fio, ó.
12:52E aí a gente coloca o que agora?
12:54Então agora nós já vamos colocar a macadâmia.
12:57Que é a nossa estrela aqui.
12:58Que é a nossa estrela aqui.
13:02E o leite condensado.
13:05Tem como ficar ruim isso não, gente?
13:06Não tem não, né?
13:07Olha que coisa linda.
13:09E aí depois do setapa, é o quê?
13:12E agora aqui é mexer mais uns 20 minutinhos.
13:15Uma pena que não dá pra sentir o cheiro pela televisão, porque esse negócio tá maravilhoso.
13:19Imagina o doce.
13:21Pronto agora?
13:21Agora 20 minutos depois.
13:23Prontinho.
13:24E é isso, gente.
13:25Pede no leque de macadâmia direto aqui de venda nova.
13:28Vai esfriar.
13:28Quanto tempo pra esfriar?
13:30Ah, uns 20 minutinhos.
13:32E aí a gente já tá prontinho pra comer.
13:35Chegou o melhor momento da matéria, que é a hora de experimentar.
13:38Isso aí.
13:39Fique à vontade.
13:41Muito gostoso, né?
13:44Delicioso.
13:45Como fica ruim o negócio desse?
13:46Não tem como ficar ruim.
13:47Uma delícia.
13:49Muito obrigada, viu, dona Adalva?
13:51Por nada.
13:51Nós é que agradecemos.
14:17Estamos em montanha na região norte do Espírito Santo.
14:21município onde Enzo e vários outros jovens participaram da primeira conexão digital de inovação agro.
14:28Uma ação promovida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional,
14:35por meio do Programa de Popularização da Inovação, Inova Pop.
14:40Nossa pauta da inovação no agronegócio, em um território onde se produz maçã, onde se produz soja,
14:46as pessoas já inovaram.
14:47Imagina tendo contato com todo esse conhecimento, com toda essa inovação, com todo o ecossistema,
14:52com tudo que vocês trouxeram, que nós apresentamos aqui.
14:55Então é fortalecer o ecossistema capixaba, com a participação da academia e de todos os atores importantes e necessários.
15:04Enzo é neto de produtores rurais.
15:07Ele faz parte de uma nova geração e não abre mão da tecnologia no setor agrícola.
15:14Eu acho bem importante porque, às vezes, tem umas tecnologias ali que quase nenhum produtor rural consegue conhecer
15:22e quando tem uma oportunidade dessas é muito legal, até porque, às vezes, se interessa.
15:28Quem tem uma plantação tem os drones lá também.
15:31Eu acho muito importante ter umas coisas dessas na cidade.
15:34O evento tem o objetivo de promover a inovação e a atualização no setor agrícola,
15:41fortalecendo a inovação, a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio no norte do estado.
15:47O mundo de possibilidades, perspectivas, são jovens que estão saindo do nível médio técnico
15:52e que, às vezes, ficam perdidos sem saber o que vão fazer.
15:55O que é aí? O que eu vou fazer?
15:56Então é um evento que também fomenta, na cabeça desses jovens,
16:00um curso superior, engenharia, agronomia e por aí vai.
16:06Hércules, a criador de abelhas, já apresentou a sua startup do encontro.
16:11A Jardim de Mel é uma startup que traz como inovação,
16:15usando as abelhas nativas brasileiras como canal de sustentabilidade e geração de renda,
16:20dando oportunidade para produtores produzirem mel e própolis e pólen,
16:25um produto de alto valor de mercado.
16:27Viu a oportunidade de levar tecnologia para o campo.
16:33É importante porque traz uma nova visão para o agro,
16:39que aquela falácia que não é possível produzir sem agrotóxico,
16:44a gente prova que é possível sim produzir e ainda gerando grandes oportunidades.
16:51O agro movimenta nosso estado e ter palestras, workshops e mesas redondas
16:56com especialistas de renome para discutir temas cruciais para o setor
17:01é fundamental para a nova geração.
17:04As startups estão aí e nada melhor do que a agro dentro de um município
17:10tão cheio de agricultura para poder divulgar como nosso município.
17:13Os nossos estudantes merecem porque eles estão aí na porta do mercado.
17:17É a hora!
17:38Ele é diferente e faz muito sucesso na feira.
17:40E você, já experimentou o rambutã?
17:43Hoje a gente está em Guarapari para saber mais sobre essa fruta e qual é o sabor dela.
17:50Estamos na comunidade de Rio Claro, na zona rural de Guarapari.
17:54A propriedade do Seu José fica em um belo cenário, com muito verde e montanhas.
17:59E o que nos trouxe até aqui foi uma fruta exótica.
18:04A gente está chegando em um dos primeiros pés de rambutã aqui da propriedade do Zé.
18:09Zé, quando que você começou a plantar?
18:11Eu comecei a plantar em torno de 2012.
18:15Foi as primeiras mudas que eu consegui comprar, pedir através de um conhecimento meu de trouxe de Rondônia.
18:22Eu conheci através de um programa de televisão e pesquisei.
18:24E vi que era uma planta que dava para plantar aqui por causa do clima.
18:32Consegui 60 mudas.
18:33Veio através de caminhão.
18:35Já chegaram aqui bem machucadas.
18:38E eu fui cuidando dela, dando atenção.
18:42Água, muita água.
18:43Primeiro ano é muito difícil para ela se incorporar na terra.
18:48E aí, no segundo ano, já ficou.
18:51Apareceu o pé, já incorporou.
18:56A Isabelle foi a primeira a comercializar o rambutã.
18:59Como que você começou?
19:01Por o Zé Antônio ser amigo dos meus pais e eu ser feirante, ele uma vez me ofereceu.
19:06No encontro dele, num restaurante, por aí pra cima, no interior mesmo.
19:10E eu fiquei meio assim, receosa, mas levei de curiosidade para comercializá-lo.
19:15E quanto custa um quilo de rambutã?
19:17Em média, dependendo da demanda, a gente, na época, em falta, 20 reais.
19:24E contar a demanda muito alta, a gente consegue vender até 18.
19:28E o pessoal gosta na feira?
19:29Ama.
19:30Quem compra sempre volta.
19:32Porque a fruta, além de chamar a atenção pelo fato do formato dela, do jeito dela ser,
19:37ela é muito saborosa também.
19:39E ela é viciante.
19:40Ela tem um sabor meio agridoce, meio azedinho, e um tempo doce.
19:44Mas ela não é enjoativa.
19:45Então vamos experimentar essa fruta.
19:47Você corta pra mim?
19:47Você já tá aí com o canivete preparada.
19:52Eu vou do jeito mais assim, né?
19:55Cortando aqui pra experimentar.
19:57Você já tem seu jeito de comer, né?
19:59Olha, gente, que linda.
20:00Parece uma pérola, né?
20:01A gente tava conversando aqui antes.
20:09Você já vai no dente mesmo, né?
20:10Aham.
20:11Muito docinha.
20:12Uma delícia.
20:14Sandra, que também é feirante, conta o que as pessoas acham da fruta.
20:19Eles acham uma delícia.
20:22Aí eles falam que é lixia.
20:23Eu falo, não, não é.
20:24A gente brinca até que é prima da lixia.
20:26Que é bem mais gostosa do que a lixia.
20:28O pessoal também fala que parece urucum?
20:30É, parece urucum.
20:32Às vezes tem gente que passa na banca, que eu levo assim, um mostruário e penduro na minha banca, né?
20:36Igual tá aqui mesmo, né?
20:38Isso aí.
20:38Aí o pessoal fala, olha, urucum.
20:40Eu falo, não, não é urucum.
20:41Aí eu corto, a pessoa experimenta e fala, é realmente, não é mesmo.
20:46Vende tudo.
20:47E qual a quantidade que você vende?
20:49Olha, eu quando eu pego com ele, eu pego o quê?
20:52Quarenta, trinta quilos.
20:55E aí por feira você vende essa quantidade?
20:57Direto, toda feira.
20:58E já teve alguma história curiosa que aconteceu lá na feira quando o pessoal viu o rambutã?
21:03Todo mundo acha estranho.
21:05Acho estranho porque, como diz, né?
21:06Eu falo assim, uma fruta cabeluda.
21:09Não é estranho, é uma fruta cabeluda.
21:11Então todo mundo acha estranho.
21:14Fruta experimentada, vamos aprender mais sobre ela com a Nelcimar, que é pesquisadora da Embrapa e estuda o rambutã.
21:20Atualmente, ela é plantada tanto na região norte como na região nordeste.
21:28O rambutã é uma fruta muito parecida com a lixia, porque ela é da mesma família da lixia.
21:35Ela é uma fruta que tem características agradáveis, uma combinação de açúcares com acidez muito equilibrada.
21:47Então ela tem um sabor muito delicado, ela pode produzir de 500 a 1.000 frutos no primeiro ano.
21:55E é um fruto que alcança bons preços no mercado.
21:59Isso é uma fruta exótica, lógico.
22:01As frutas exóticas, geralmente, elas têm um preço maiorzinho.
22:08De volta à plantação, o Zé conta que ao todo colhe cerca de 800 quilos por ano, em dois períodos.
22:14Mas sempre procura ter um pé em produção, para quem sabe realizar o desejo de alguma mulher grávida.
22:20Zé, o rambutã dá quantas vezes por ano?
22:22Eu consigo colher ele aqui de janeiro a maio, e depois de agosto até setembro, outubro, novembro agora.
22:33E aí a gente consegue colher um?
22:35Pô, vamos tirar esse cacho aqui que está desenvolvendo.
22:42Quase, quase.
22:45Olha só, gente, direto aqui do pé.
22:48E aí, Zé, você estava me contando que você dá de presente também, né?
22:52Às vezes, em vez de levar flores para o aniversariante, eu faço vários cachos desses.
22:57Várias coisas, adoraram, me falaram que foi um presente menor que eles receberam.
23:04Junto assim, quatro, cinco cachos.
23:06É um buquê de rambutã.
23:07É um buquê, em vez de dar um buquê de rosa que vai ser jogado no lixo.
23:11Adoro presente.
23:12Ah, adoro presente.
23:13Você me contou também que tem mulher grávida, né?
23:15Que às vezes você tem que vir aqui fora de hora para pegar rambutã para mulher grávida.
23:19Muitas, as filhas ficam grávidas e dão desejo de mulher grávida.
23:24Aí eu sempre tenho os pés aqui que dão umas temporões.
23:27Eu já evito tirar.
23:29Constantemente tem isso acontecendo.
23:33Sem exageros, por conta do açúcar, vou experimentar mais uma.
23:37O Zé vai me mostrar uma variedade que tem até um apelido.
23:39É, esse daqui eu chamei o polpo posuído, porque ele tem mais polpo.
23:43Olha só.
23:44Gente, que coisa linda, né?
23:46Experimenta.
23:52Tem muita polpa mesmo.
23:57Bom demais, gente.
24:00Serviço bom é fazer matéria no campo.
24:02E vem cá, qual é a origem dessa fruta?
24:04Ela é asiática, né?
24:05Ela é da Ásia, da Indonésia.
24:09Para quem se interessou pelo cultivo, a pesquisadora dá algumas orientações.
24:14É uma ponta que é rústica, mas que se adaptou muito bem
24:19nas condições de sol e clima do Brasil, principalmente nas regiões norte e nordeste.
24:26Quando você for comprar as mudas, você tem que comprar mudas preferencialmente enxertadas,
24:34que você terá um sucesso e garantia de que você está comprando uma muda que vai produzir os frutos.
24:41Então, assim, a recomendação é que você consiga mudas enxertadas,
24:48que, com certeza, ela vai repetir as características da planta mãe, né?
24:54Que deu origem no enxergo.
24:56Ela é uma planta perene, quer dizer, ela vai produzir aí até 20 anos, 25 anos.
25:04Já que estamos na plantação, dei uma forcinha para o Zé na colheita.
25:08Depois do trabalho no campo, é só embalar o produto para a venda e fazer a alegria dos clientes.
25:17Chegou a hora de conferir as cotações do café e da pimenta do reino.
25:22O café Conilon Tipo 7 abriu a semana em R$ 620,00 a saca.
25:28Na sexta-feira, estava R$ 617,00, queda de 0,48%.
25:34O Conilon 7.8 começou a segunda-feira em R$ 615,00 a saca e fechou a semana em
25:41R$ 612,00.
25:42Queda também de 0,48%.
25:45A pimenta do reino B1 não teve variação e fechou a semana em R$ 13,20.
25:59Você tem um sonho?
26:00Hoje a gente vai conhecer a história de uma família que lutou pela terra,
26:04conseguiu um financiamento e, com muito trabalho, mudou de vida.
26:08E, claro, realizou o sonho.
26:13Nós estamos em Barra de São Francisco, no noroeste do Espírito Santo.
26:17No Cafézau, a dona Arlete vai nos contar a transformação que eles viveram
26:22a partir de um projeto feito pelo Incapé.
26:25Antes da gente ter a plantação de café, a nossa lavoura aqui,
26:28a gente vivia trabalhando, lutando, trabalhava a dia para um lado, para o outro.
26:34Era muito difícil, mas aí depois a gente plantou o café, graças a Deus as coisas melhoraram.
26:38Não precisou mais meu esposo trabalhar para fora, a DJ que trabalhava.
26:41A gente trabalha só aqui em casa, nós dois juntos.
26:44E a Arlete, aqui onde a gente está nessa plantação, ela faz parte de um projeto, é isso?
26:48É um projeto que tem a pupunha, tem o cacau e tem o mogno.
26:52São plantados consorciados juntos.
26:54E deu certo?
26:55Graças a Deus está dando certo, né?
26:57O café a gente já está colhendo, o cacau também a gente já está colhendo,
27:01a pupunha também e o mogno só daqui a 15 anos que vai dar para o corte, né?
27:12A propriedade de 5 hectares tem mais de 10 variedades de culturas,
27:17mas o carro-chefe é o café.
27:19Qual é o tipo de café que vocês plantam?
27:21Aqui nós temos o A1, o LB1 e o verdinho.
27:24É tudo café conilon, né?
27:26É tudo café conilon, três clones diferentes.
27:28Aqui o clone é plantado assim, é com associado, não é de um clone só.
27:34A subida continua e o visual do sítio fica ainda mais bonito.
27:40O cacau é uma cultura que contribui para a renda da família durante todo o ano.
27:47Aqui lá, ele é o nosso cacau plantado.
27:51Agora não tem cacau no pé, né?
27:53Mas geralmente dá em que época do ano?
27:55Esse cacau nosso aqui dá praticamente o ano todo.
27:58Agora que a gente acabou de catar há poucos dias e ele já está começando a dar um monte de
28:02florzinha.
28:02Tem alguns cacau, mas o cacau dá o ano todo.
28:05E qual o benefício do cacau aqui junto com o café?
28:07O cacau beneficia no meio da lavoura, que eles falam, plantar com associado,
28:11por causa igual o...
28:12É esterco, né?
28:13É um adubo orgânico o cacau.
28:15É um reflorestamento e um adubo.
28:16Então ele ajuda a lavoura por isso.
28:18E para vocês é bom, porque vocês têm a renda do café e têm a renda do cacau.
28:22Tem a renda do café e do cacau.
28:23E a do cacau é mais que assim, um ano todo, né?
28:26De 15 dias, de mês em mês, a gente está levando o cacau para vender.
28:30E é um dinheiro que ajuda.
28:31A colheita do café é de ano em ano.
28:33A gente acabou de colher o café agora, agora é só ano que vem de novo.
28:35Ah, enquanto isso o cacau vai vindo, as outras coisas vão vindo.
28:39O cacau, as polpas de fruta que eu vendo, vem e vai ajudar durante todo o ano.
28:47Já em outra parte do sítio, o seu natalino mostra o cacau no pé.
28:51Ao todo, são mil pés da fruta na propriedade.
28:54Vou chegar aqui perto do seu natalino numa plantação que ele gosta muito, que é de cacau, não é isso?
28:59Isso.
29:00É uma planta muito boa, tem o cacau, tem a banana, tem as mandioca.
29:06E uma planta que eu gosto, trabalho com prazer mesmo.
29:11E conta pra mim, como é que é a rotina do senhor para trabalhar aqui com o cacau, na propriedade?
29:16Ah, eu... é mês inteiro, a gente, no meio dessa lavoura, eu e a Arlete.
29:22Nós trabalha e serviço não cabe, não.
29:25É muito prazeroso.
29:26E é tudo nosso agora. Agora nós trabalha em cima do que é da gente.
29:32Por aqui são muitas variedades.
29:35Inclusive, tem criação de peixes na barragem que foi construída em 2019, com dinheiro do crédito rural.
29:41Os peixes que a gente tem aqui agora é o tambaqui, a tilápia e a carpa.
29:46Que a gente daqui no futuro, vamos fazer um divulgamento pra gente vender eles.
29:51Que por enquanto está no crescimento.
29:54E a gente também tem as plantas, por exemplo, as frutas, que a gente usa pra tratar dos peixes.
30:00Cana, mandioca, os abacates, que a gente tem bastante abacate aí pra cima.
30:04Na época eles ajudam na ração.
30:06Você é o braço direito do seu pai?
30:08Sim, sou o braço direito dele.
30:10Tanto na lavoura do café, quanto no cultivo do cacau também.
30:14Que precisa de bastante mão de obra, então eu estou aqui com ele.
30:17E você estudou, Tiago?
30:20Sim, estudei. Fiz uma formação no IFES, em administração.
30:25Mas preferi ficar aqui na roça.
30:28E o que você aprendeu lá? Você ajuda a administrar aqui também?
30:31Ajudo. Coloco em prática, né? A gente sempre o conhecimento fica, né?
30:36Então eu ajudo aqui nos orçamentos, em fazer uma administração dos orçamentos do pai.
30:41E você gosta de trabalhar na roça, de viver aqui nesse visual lindo?
30:45Gosto. Aqui é minha paixão. Aqui é meu lugar, meu cantinho da paz. É aqui.
30:50Perto da barragem, a Arlete explica melhor como conseguiu realizar o sonho da família,
30:56de viver do cultivo da própria terra.
30:59João Marco, lá da Incapé, fez o projeto, apresentou pra dona Sônia e ela aprovou o meu projeto
31:04e foi onde eu consegui ir pra trabalhar, fazer essa barragem, plantar a lavoura.
31:09E ela veio aqui na sua propriedade?
31:11Dona Sônia veio, visitou minha propriedade e viu assim, falou comigo que dava pra realizar o sonho que eu tinha.
31:17E o que você falou pra ela?
31:19Ah, que no dia que fizesse tudo eu ia ser a pessoa mais feliz desse mundo, poder trabalhar, né?
31:24Aí graças a Deus ela pediu que eu procurasse o João Marco da Incapé, que foi um engenheiro que acompanhou.
31:28E acompanha nós até hoje, fez o projeto da barragem, fez o projeto da lavoura.
31:31E a gente fez, plantou direitinho, ela aprovou, a gente plantou e estão aqui trabalhando até hoje.
31:37E quanto vocês conseguiram?
31:3953 mil.
31:40Que aí foi esse dinheiro importante pra fazer essa barragem, né?
31:43A construção da barragem e a plantação da lavoura.
31:45Porque a lavoura de café ela é mais cara.
31:47Se não fizesse o financiamento eu não tinha condição de plantar o café.
31:50Eu tava conversando com a Arlete, o que eu achei interessante é assim,
31:54ela ainda não tinha o dinheiro pra fazer a plantação do café.
31:56Mas não foi o motivo pra ficar parada, né Arlete?
31:59Nem um minuto.
32:01E realmente eles tinham uma dificuldade de se estabelecer, de continuar trabalhando aqui na propriedade
32:08devido a dificuldade que tinham com água, né, a falta d'água e de recursos pra iniciar os trabalhos, né?
32:15Pra desenvolver aqui algum tipo de cultura.
32:17Orientamos para que eles procurassem, né, e buscassem o crédito, né, o financiamento rural.
32:23Uma parceria entre o Incapé e o Banco Nordeste, né?
32:26Então foi feito o financiamento tanto pra construção dessa barragem, né, quanto pro início aqui do cultivo do café.
32:34João Marcos, pra quem tá assistindo a gente, é produtor rural e também tem vontade de ter um financiamento como
32:39esse,
32:39que orientação você dá?
32:41Eu sugiro que procure, né, os escritórios locais do Incapé para mais informações sobre o crédito rural, né,
32:48sobre as parcerias com as instituições, com os bancos, né, sobre financiamento rural.
32:53E com certeza um técnico vai dar um direcionamento, né, pra essa pessoa procurar ou fazer um financiamento conosco, né,
33:01nos escritórios locais que realizam, que elaboram os projetos, ou procurar as consultorias, né,
33:06que também estão aí realizando projetos de crédito rural.
33:11Então quem tá assistindo a gente, produtor rural ou outra pessoa que tem um sonho, o que você fala pra
33:16eles?
33:16Que lute pelo seu sonho, porque tudo é possível, é só acreditar e lutar, com fé em Deus a gente
33:24vence.
33:25E deu certo!
33:26Deu certo! Parabéns!
33:27Obrigada!
33:29Viu aí? Hoje o nosso programa foi de norte a sul do Espírito Santo para te mostrar as potencialidades e
33:36riquezas do nosso estado.
33:38E você, tem alguma história bacana pra me contar?
33:41Ah, conhece alguma família que faça algo diferente e que a gente possa contar aqui no programa pra todo o
33:47estado?
33:47Manda sugestão pra mim no meu Instagram pessoal, arroba stephanie.agro.
33:52Aguardo sua sugestão e que você também possa me ajudar a divulgar o Espírito Santo de norte a sul.
33:58Muito obrigada pela sua companhia mais um domingo, tenha um excelente dia e até semana que vem!
34:07Transcrição e Legendas por Quintena Coelho

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