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Agro Business.
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NotíciasTranscrição
00:00Música
00:09Produtores do Noroeste do Estado tentam se recuperar após chuva de granizo na região.
00:15Só em São Roque do Canaã, os prejuízos passam de 5 milhões de reais.
00:20Música
00:22Foi muito assustador. A gente quando pensou que não estava destruindo tudo.
00:27Produtores de Vila Velha se preparam para a colheita da manga, que já começa em novembro.
00:34Música
00:36Logo logo essas mangueiras vão estar carregadinhas, pesadas e prontas para a colheita e também para o consumo.
00:43Mulheres se juntam e criam água indústria em Santa Tereza, região serrana do Estado.
00:57Música
00:57A gente se tornou uma união.
01:00O mercado do café especial cresce no Espírito Santo.
01:04Em Santa Maria de Etibá tem cafeicultor produzindo café gourmet com aloe vera.
01:11Música
01:11A aloe vera trouxe uma inovação para nós.
01:16É um produto limpo.
01:17É o que eu digo, cheiroso, maravilhoso de se trabalhar.
01:21Resina de árvore popular em Afonso Cláudio ajuda a acelerar a cicatrização.
01:27Música
01:29Existe uma resposta de cicatrização superior aos produtos convencionais utilizados em feridas por pacientes internados em hospitais.
01:40Música
01:43O tempo vem mudando no Estado.
01:46As chuvas voltaram a cair.
01:48Mas em Aracruz, região norte, já são oito meses sem chuva significativa.
01:54A estiagem prolongada tem castigado as plantações.
01:58Nesta semana, a prefeitura decretou situação de emergência.
02:02Seu Paulo é produtor e presidente do Sindicato Rural do município.
02:06Ele estima que 60% do café produzido na região já está perdido.
02:12As últimas chuvas significantes aqui foram em fevereiro.
02:16Realmente choveram aqui, choveu.
02:19Aí, para frente, nós estamos sem uma chuva significante.
02:23A perda da lavoura de café é aproximadamente 60%.
02:30Então, hoje, quem colheu sem saco de café pilado já colheu 40% no ano que vem.
02:35Quem não tinha a lavoura mesmo irrigada, mesmo protegida, o vento e a seca já...
02:41A seca já prolificou muito.
02:43Mas o vento frio e intenso desfolhou o café.
02:49Então, o café hoje só tem a copinha em cima.
02:53E o café está bem folhado para poder dar flor.
02:57E não deu a flor.
03:00O gado também é uma preocupação.
03:04Segundo a prefeitura, cerca de 400 animais morreram e a produção de leite foi afetada.
03:11A queda, além da morte, quem produzia leite, produz leite, caiu também em torno de 60% para frente.
03:23Então, quem tirava 200 mil de leite, não está tirando mais, nem 70 mil de leite não está tirando.
03:31Dos insumos, subiu 300%.
03:37O que custava 200 e poucos reais uma tonelada de silagem, passou para 650.
03:44E tudo, tudo subiu sinuosamente.
03:48E o produtor realmente ficou sem condições de comprar comida para os animais.
03:55A prefeitura de Aracruz afirma que tem ajudado os produtores com o transporte de alimentos para os animais
04:02e disponibilização de máquinas para abertura de poços.
04:05Os prejuízos no município giram em torno de 50 milhões de reais.
04:11Nós não temos mais condições de pagar combustível, essas máquinas que estão sendo utilizadas.
04:17Porque independente de que começou a chuva no momento, a morte de matriz está sendo muito grande.
04:23O animal está fraco, está debilitado.
04:25E com o broto do capim, ele acaba morrendo também.
04:29E o número foi muito alto.
04:30As lavouras de café, algumas vão ter que ser suprimidas.
04:34E a gente precisaria de recursos para dar o mínimo de condição para o produtor e o pecuarista.
04:42A prefeitura disse ainda que vai adotar novas ações para minimizar os efeitos da seca.
04:48A gente vai desenvolver, voltar o projeto de barraginhas para facilitar também e evitar questões hídricas
04:57para manter a água na propriedade onde ela está caindo.
05:00Lá no morro, com a barraginha, com o coxinho, com caixa seca.
05:04Esse também vai ser um dos trabalhos que a gente vai desenvolver de agora para frente.
05:08Além de recuperar a pastagem com um trator de pneu para você arar e fazer as adubações necessárias.
05:16Em agosto, Marataízes decretou situação de emergência por conta da falta de chuvas.
05:21Em setembro, Itapemirim.
05:23Prejuízos, principalmente para os pequenos agricultores, que contam apenas com a água da chuva.
05:31Agora, resta esperar e torcer.
05:41O Espírito Santo é o segundo maior produtor de café do Brasil.
05:45E os produtores aqui têm se especializado na produção do café especial.
05:49Um deles é o café gourmet vegano com aloe vera.
05:53Nossa equipe foi conhecer de perto essa novidade que vem de Santa Maria de Etibá.
06:05Montanhas Capixabas.
06:07Região conhecida pela produção de cafés de qualidade e sabores únicos.
06:12Vindo de culturas familiares, o café faz parte da tradição do Estado
06:16e representa 38% do PIB agrícola capixaba e 30% da produção nacional.
06:26Que a gente tem um bom café, isso não dá para negar.
06:29Mas você já experimentou um café orgânico fermentado com aloe vera?
06:34Oi?
06:35Aloe vera?
06:36Isso mesmo.
06:37Nessa propriedade em Santa Maria de Etibá,
06:40os 4 mil pés de café arábica distribuídos em 2 hectares
06:44passam por um processo especial.
06:47Um trabalho que começou há dois anos.
06:49Nasceu então no ano de 2020.
06:54Dentro da pandemia, enquanto o mundo estava parando,
06:58a gente estava começando um novo projeto.
07:00Fermentando o café com aloe vera.
07:06nos mostrando que era viável produzir um café muito mais limpo,
07:14isento de fermentação indesejadas.
07:21Esse café orgânico é considerado gourmet e vegano,
07:25porque passa pelo processo de fermentação natural
07:28a partir do uso do gel de aloe vera.
07:31Isso mesmo, o aloe vera que vem da babosa.
07:34Um produto que já está patenteado e certificado
07:38pelo Ministério da Agricultura.
07:40Um café super especial que vem da produção familiar.
07:44A aloe vera trouxe uma inovação para nós,
07:47um ânimo, um novo ânimo.
07:50Até porque é um produto limpo.
07:53É o que eu digo, cheiroso, maravilhoso de se trabalhar.
07:56Bom de tomar?
07:58Demais da conta.
07:59Eu não consigo mais tomar outro café.
08:04A produção do grão se diferencia dos métodos tradicionais,
08:08tornando esse café da linha super premium.
08:11Depois de colhido, os grãos passam por uma máquina
08:14onde são selecionados e ficam em uma solução com aloe vera.
08:18Depois, secam ao sol e são pulverizados novamente com aloe vera.
08:23A gente colhe durante o dia.
08:26À noite, a gente faz a lavagem, separação de grãos.
08:32E os grãos bons estão selecionados.
08:36Vão para um tanque e aonde fica durante a noite armazenado dentro da água
08:43e adicionado a aloe vera, que é em forma em gel e pó também.
08:51E são produtos muito gostosos de trabalhar.
08:54São cheirosos.
08:57Então, é uma maravilha.
09:01Esse produto é usado como método de conservação natural e fermentação,
09:07que contém, assim, as mesmas enzimas produzidas no processo digestivo de alguns animais.
09:14Que ela é uma planta medicinal, que ela é cicatrizante, né?
09:21Isso ajuda muito no café.
09:23O sistema de proteção dela, as enzimas, né?
09:27A principal função dela, que é não deixar o café mofar.
09:31Isso acho que é a principal função.
09:34O café de qualidade tem que ser um café perfeito.
09:38Ele não pode ter fungos, não pode ter fermentações indesejadas.
09:44O que é um café ruim?
09:45É um café mofado.
09:49E a aloe vera não vai deixar ele mofar.
09:53A técnica usada na propriedade dos Rosmans
09:56é resultado da parceria com o Incaper
09:58e de uma empresa que patenteou a quantidade técnica do ciclo de fermentação do café.
10:04Exemplo que deu certo e que traz resultados para a localidade e para o município.
10:09Esse trabalho é acompanhado por uma certificadora.
10:12Então, não é somente dizer eu produzo um café diferenciado.
10:17Ele também é atestado e é testado.
10:20Então, temos uma certificadora que valida esse trabalho
10:23e nós temos aí uma série de análises que são feitas para comprovar
10:27que esse produto é de fato orgânico.
10:29Essa é uma das fases do processamento do café orgânico com aloe vera.
10:33A aceitação do público e a qualidade do produto tem sido tão grande
10:37que, olha, daqui de Santa Maria, de Getibá, no interior do Espírito Santo,
10:42o café está ganhando diversos mercados.
10:44Espírito Santo, Rio de Janeiro, os três estados do sul do Brasil.
10:48Mas, olha, não é só no mercado nacional que esse café está chegando, não.
10:51Nos próximos meses, Alemanha e Portugal também vão experimentar essa bebida.
10:59De acordo com a Associação Brasileira de Cafés Especiais,
11:02uma das características do café capixaba
11:05é que ele é bem encorpado, com acidez média a alta,
11:09doçura e boa complexidade de aromas.
11:11No caso do café fermentado com aloe vera,
11:14ele pontua em qualidade do produto, com 84,5 pontos,
11:19e o sabor lembra a cana-de-açúcar, a maçã verde e frutas amarelas,
11:24com acidez média e boa doçura.
11:29Olha, a gente fez toda essa matéria
11:31e a propaganda foi muito grande,
11:33isso admiro, desse café orgânico de aloe vera.
11:36Propaganda e qualidade tem.
11:38Agora, eu quero saber se é gostoso.
11:39É ou não é?
11:40É gostoso.
11:41É gostoso?
11:42Porque, olha, eu senti aqui o cheiro e, ó,
11:45é muito cheiroso isso aqui.
11:47Será que é tão gostoso quanto o cheiro?
11:49Com certeza.
11:50Então, eu quero experimentar.
11:50Se o maldo diz lá que tem sabor, lembrando,
11:54caldo de cana mais frutas amarelas,
11:57é só apurar a língua que você vai achar isso.
12:01Então, vamos experimentar agora, tá certo?
12:03Eu faço questão de servir o senhor.
12:05Sei que o senhor já é experiente nisso,
12:09mas a gente vai tomar junto.
12:10Porque, assim, café à mesa tem muitos significados.
12:15Ele é mais claro, né?
12:16Ele é um pouquinho mais claro.
12:17Uma torra média.
12:19Uma torra média.
12:20Justamente para apurar as delícias que ele tem.
12:25Vamos experimentar, então?
12:27Vamos lá.
12:28Vai fazer o tintim?
12:29Mas é claro.
12:30Então pronto.
12:30Salve para nós e...
12:38Ele é leve.
12:39Isso.
12:40Ele é muito bom.
12:41Ele é muito bom.
12:43Digestivo.
12:44Sim.
12:47E, de fato, lembra flores mais amarelas e um pouquinho mais do doce da cana mesmo.
12:55Exatamente isso.
12:57O café é tudo de bom.
12:58Está servido?
12:59Está servido.
13:15As produtoras rurais se unem criam a Associação em Santa Tereza, região serrana do estado.
13:22Eu vim de perto conferir como são produzidas essas delícias.
13:29Desde os 15 anos, Luciana é produtora rural.
13:33Cresceu no campo e sempre tirou daqui o sustento da família.
13:38Minha vida foi mexer com essas coisinhas aqui, ó.
13:42Meus pezinhos de café.
13:44Com eles, a gente começa desde pequenininho, né?
13:47Mudinha, a gente planta, cuida, né?
13:51Aduba, rega direitinho e vão crescendo, né?
13:55Aí, para nos dar o nosso alimento, né?
13:59Para nos dar a nossa produção.
14:01Da plantação até a panha, poda, desbrota, tudo a gente trabalha.
14:08Eu, né?
14:08Trabalho na lavoura.
14:11Além do café, a produtora viu que era necessário ter outras fontes de renda na comunidade.
14:17Junto com outras famílias, resolveu criar uma associação de produtores.
14:23E a união acabou crescendo.
14:25Se tornou também uma agroindústria só de mulheres.
14:29Foi uma das primeiras associações que nasceu, que cresceu com tantas mulheres, né?
14:36Por que que não montamos uma agroindústria para ajudar na renda da família?
14:43Outro produtor da região nos cedeu a casa e é onde montamos a nossa agroindústria.
14:54Luciana e outras mulheres da comunidade perceberam que dava para conciliar a lida na lavoura
15:00e colocar a mão, literalmente, na massa.
15:03Há sete anos, passaram a fazer produtos caseiros.
15:07Olá, meninas!
15:09Olá!
15:11Inicialmente, as receitas eram para o consumo familiar.
15:14Mas, com o passar dos anos, os produtos começaram a ter finalidade comercial.
15:20Foi necessário estruturar e virar, de fato, um negócio.
15:25Atualmente, a agroindústria produtos caseiros mulheres do campo é composta por sete mulheres.
15:31Uma vem mais cedo, uma vem um pouquinho mais tarde.
15:34Aquela que chega mais cedo, começa a arrumar tudo, limpa tudo.
15:38A outra chega, começa a fazer o que tem que fazer.
15:40E vai embora, vai vindo todo mundo, vai todo mundo comando a massa.
15:45Produz várias coisas.
15:46A gente produz salgados fritos, salgados assados, vários sabores, né?
15:52A gente produz a mini pizza, a gente produz o capelete, a gente produz a bolachinha,
15:58a gente faz os pões e a gente fabrica a mentira também.
16:03Então faz de tudo um pouquinho?
16:05Tudo um pouquinho a gente faz.
16:08São fabricados por semana 200 quilos de massa.
16:12Tudo é vendido de porta em porta pela comunidade ou entregue para merenda escolar.
16:18Resultado da determinação e ousadia das mulheres.
16:22A Maria mora a seis quilômetros da agroindústria.
16:25Apesar da longa caminhada, ela não desanima.
16:29Todos os dias, logo cedo, está pronta para o trabalho.
16:33E o que não falta por aqui é serviço.
16:36A gente produz até na sexta-feira.
16:39Aí deu na quinta-feira, eu e a Luciana a gente sai para trabalhar, fazer as entregas de porta em
16:44porta.
16:45Na sexta-feira também eu venho cedo.
16:48Chego aqui, já vou adiantando o serviço para a Luciana, embalando os fritos.
16:53Ela chega, a gente enche o carro até onde deve.
16:57A gente começa a sair entregando de porta em porta de novo.
17:01Vamos até em São Roque, às vezes até em Vagia Alegre.
17:06Firme e forte.
17:10Exemplo que mostra a força e garra das mulheres do campo.
17:15Na última semana se comemorou o Dia Internacional das Mulheres Rurais.
17:20De acordo com o IBGE, mais de 4 milhões de brasileiras ocupavam estabelecimentos agropecuários do país em 2017.
17:29Quase metade da população rural cabixaba é de mulheres.
17:34Ao mesmo tempo, o censo agropecuário traz a informação de que o IBGE reconhece que apenas 14% dos estabelecimentos
17:44rurais no Espírito Santo
17:46são chefiados, são geridos por mulheres.
17:50Como 14% se as mulheres estão no campo trabalhando igualmente como os homens?
17:56Sabe como é o trabalho das mulheres?
17:58Elas levantam cedo, elas cuidam da família.
18:02Mas para além disso, além de cuidar do trabalho doméstico, da família e do entorno,
18:07as mulheres também vão para a lavoura e fazem praticamente o mesmo que os homens fazem.
18:14Carregam peso, capinam, podam, desbrotam, colhem, trabalham muito.
18:22Porém, quem vai para o meio público, para a cidade, para vender os produtos,
18:29quem vai negociar nos bancos, quem vai participar dos espaços de decisão,
18:34normalmente são os homens.
18:36E nisso, a sociedade acaba reconhecendo o homem como chefe da família,
18:42sendo que tudo na família é partilhado em termos de trabalho na lavoura.
18:51Desafios enfrentados no dia a dia.
18:54As mulheres vêm se unindo e conquistando espaço,
18:57desde o plantio no campo à liderança de agroindústrias.
19:01As mulheres passaram a se empoderar coletivamente.
19:05É quando uma traz a outra para participar,
19:09vão se organizando na sociedade, vão formando essas associações,
19:14dando apoio umas às outras.
19:17Então, tudo isso aí trabalha a questão do empoderamento coletivo,
19:21o que é muito importante também.
19:26O trabalho dessas mulheres vai muito além de uma renda extra para as famílias.
19:31A associação promove também a união da comunidade.
19:36Hoje, além da renda que ela se tornou para a gente,
19:40um custo a mais que a gente tem dentro de casa,
19:45ela é importantíssima porque a gente se tornou uma união.
19:50A gente tem uma parceria entre as mulheres e os homens
19:58que eu acho que não tem preço.
20:02Não tem preço essa união, essa parceria que a gente juntou ali
20:08com o propósito de trazer emendas, de trazer benefícios para nós.
20:14Mas a gente ganhou além disso.
20:20Um trabalho que não pode parar.
20:22Não pode não.
20:24Se parar, nossas coisas vão embora.
20:40Pesquisadores do IFES de Vila Velha e técnicos da Prefeitura de Viana,
20:44Grande Vitória, estão em uma parceria para ampliar a produção de Oropronobis
20:49em solo capixaba.
20:52O cultivo da planta Oropronobis já é uma realidade em nosso estado.
20:57No viveiro municipal de Viana, na Grande Vitória,
21:00cem mudas estão sendo cuidadas para que a planta possa crescer,
21:03se desenvolver e se multiplicar nas propriedades rurais.
21:07Isso aqui é um viveiro experimental, né?
21:09A gente traz as oportunidades e aqui vai sendo estudada
21:12oportunidade para a gente levar depois para os produtores rurais,
21:16pequenos produtores da nossa cidade.
21:20O projeto da Prefeitura de Viana já plantou cem mudas também
21:24no Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo, o IASIS,
21:28que atua com adolescentes em conflito com a lei.
21:31A proposta do projeto é fazer de Viana um polo de Oropronobis.
21:36É um projeto que a gente já está com cem mudas plantadas lá no IASIS
21:39e vamos chegar a 500.
21:41Então é um projeto que está em andamento, em análise, em parceria com o IFES,
21:46para futuramente trazer também para os produtores rurais,
21:49pequenos produtores também, incentivar ele a produzir o Oropronobis.
21:58Por ser uma planta que apresenta altos teores de proteínas essenciais,
22:02é muito utilizada no combate à desnutrição e é popularmente conhecida como a carne de pobre.
22:08Segundo estudos científicos, a matéria seca da planta contém 17,40% de proteína,
22:15enquanto as folhas in natura apresentam 28,59%.
22:20Ela também é rica em ferro, cálcio, vitaminas do complexo B, vitamina D, vitamina C,
22:29dentre outros minerais e vitaminas.
22:31Essas mudas que são cultivadas aqui no viveiro municipal de Viana
22:35recebem uma atenção especial de um laboratório do IFES em Vila Velha.
22:39É uma parceria que tem dado certo.
22:40As folhas do Oropronobis até podem ser consumidas em natura,
22:44mas é por meio da pesquisa científica que a gente descobre todo o seu potencial e também o seu uso.
22:52No laboratório, o grupo de alunos acompanhado do professor
22:56pesquisa e faz a extração de óleos essenciais e de extratos das variedades da Oropronobis.
23:01A pesquisa começou no ano passado pela ideia de um aluno.
23:05Buscamos um produto educacional que fomente a ressocialização,
23:13o combate ao risco alimentar e também a inclusão social.
23:20A Oropronobis é uma planta que nutre, previne e combate doenças como do coração,
23:27neurológicas, osteoporose, entre outras.
23:29Aqui no IFES, o objetivo é identificar a capacidade de nutrientes e também farmacêuticas da planta
23:36e assim fazer experimentos de como ela pode ser usada.
23:39Com a Oropronobis, nós conseguimos já fazer 20 receitas diferentes de baixo custo
23:47justamente para trabalhar com a questão do risco alimentar
23:52e também nós já produzimos antepastos, nós já produzimos geleias com a fruta.
23:57Muitas pessoas não sabem que a Oropronobis também dá frutas, ela dá flores.
24:02Então nós já produzimos geleias, farinhas e temos em vista também uma série de outros produtos
24:11com cunho vegano e com esse cunho nutracêutico.
24:17Nicole é aluna desta pesquisa há seis meses e já aprendeu muito sobre a planta,
24:22que é considerada rara aqui em nossa região.
24:25Aprendi que a Oropronobis é uma planta muito versátil,
24:29ela tem grande potencial de nutrir, de tratar doenças.
24:32Eu ainda estou na área inicial da pesquisa, mas eu quero continuar a pesquisar
24:36porque eu acredito que a Oropronobis tem muito a me oferecer ainda.
24:42Já o Rondinelli decidiu entrar para a pesquisa
24:44porque achou interessante descobrir de que maneira iria ser usada a Oropronobis.
24:49Essa planta, a Oropronobis, tem bastante proteína
24:53e isso ajuda facilmente para que possa substituir a carne.
25:01E ultimamente, nos tempos que estamos vivendo, a carne está muito cara
25:05e nem todo mundo tem condições de comprar.
25:08Então, pesquisar uma planta que pode substituir a carne em questão de proteína
25:17é muito interessante, além de ajudar a sociedade como um todo.
25:24Da Oropronobis, se aproveitam as flores, a fruta e o broto.
25:28Uma planta que ainda não é popular no Espírito Santo,
25:30mas que com a ajuda da pesquisa científica e do homem do campo,
25:34logo vai ganhar a mesa e o gosto de muita gente.
25:37Nós temos o interesse de produzir uma bebida proteica
25:44e chegar também a um whey vegano.
25:48E também nós temos o laboratório aqui no campus,
25:51que é o Lassemp, que nós trabalhamos com o desenvolvimento de cerveja e proteica
25:56a partir da Oropronobis.
25:58Nós temos a intenção também de fazer cosméticos com a utilização da Oropronobis,
26:04dado também o seu potencial, o seu alto potencial biológico,
26:09de atividade biológica, seja era antioxidante para combater o envelhecimento,
26:16anticancerígena, antifúngica, antimicótica.
26:19Então, todos esses estudos estão sendo realizados por esse grupo.
26:37Confira agora o Giro de Notícias da Semana.
26:46Alerta aos pecuaristas!
26:48A última etapa de vacinação contra a febre afetosa será em novembro.
26:52No ano que vem, as doses não serão mais obrigatórias no Distrito Federal
26:57e em seis estados, inclusive no Espírito Santo.
27:00Mesmo com a suspensão, pecuaristas devem estar atentos.
27:05O momento é de transição e todos devem redobrar os esforços
27:10para que o Estado se torne livre da doença sem a vacinação.
27:14Será necessário manter os cadastros de nascimento e morte de animais atualizados,
27:20emitir a guia de trânsito animal e comunicar qualquer suspeita da doença.
27:25O pecuarista deverá seguir todos os protocolos de antes.
27:29Só não haverá mais vacinação dos animais.
27:33A exportação de café solúvel pelo Espírito Santo superou a marca de 52 mil sacas.
27:40É o segundo melhor resultado do ano.
27:43O volume registrado é 30% superior ao de agosto.
27:47Em relação a setembro do ano passado, o aumento é de 103%,
27:53quando foram exportadas cerca de 25 mil sacas.
27:57A receita obtida com a exportação do café solúvel passou de 8 milhões de dólares.
28:03Apesar dos bons indicadores, a exportação total de café pelo Estado neste ano
28:08acumula queda de 54% em comparação com o mesmo período de 2021.
28:14O panorama com os dados sobre o café colilon, arábica e o solúvel
28:20foi divulgado nesta semana pelo Centro do Comércio do Café de Vitória.
28:25O Ministério da Agricultura publicou na última quinta-feira
28:29a portaria que estabelece as normas para a inscrição de cultivares
28:34e de espécies no Registro Nacional de Cultivares.
28:38A medida busca organizar os procedimentos de registro
28:41e as alterações a serem adotadas dentro do Sistema Nacional de Sementes e Mudas.
28:47Entre as normas específicas, destaca-se a dispensa da inscrição dos materiais
28:52utilizados para cruzamentos.
28:54O registro também passa a ter um prazo de validade de 15 anos
28:58que pode ser prorrogado enquanto a cultivares estiver em uso.
29:03A Associação dos Agricultores do Estado e a Cooperativa Agropecuária Centro Serrana Copiave
29:10se uniram para promover o sexto concurso de qualidade de ovos capixabas
29:15no município de Santa Maria de Itibá, região serrana do Espírito Santo.
29:20Pelo terceiro ano consecutivo com transmissão ao vivo,
29:23o concurso destacou a tradicional qualidade dos ovos capixabas,
29:27além de estimular a busca por melhorias do sistema produtivo do Estado.
29:32No total, foram 27 produtores participando do evento.
29:40Produtores do Noroeste do Estado tentam se recuperar
29:43após danos causados pela chuva de granizo no início do mês.
29:47Só em São Roque do Canaã, os prejuízos passam de 5 milhões de reais.
29:53Ela durou pouco, mas fez muito estrago.
29:58A chuva com granizo e ventania que aconteceu na primeira semana do mês
30:02em cidades do interior do Estado deixou um rastro de destruição.
30:07Telhados foram totalmente quebrados.
30:09Plantios danificados.
30:15Seu José vive na roça desde menino.
30:17Hoje, com 63 anos, disse que nunca viu uma chuva tão forte
30:22quanto a do último dia 4 de outubro.
30:24Foi muito assustador.
30:26A gente, quando pensou que não estava destruindo tudo, né?
30:30Vento, granizo, chuva.
30:32Foi uma coisa tensa.
30:37Na propriedade da família Guizolfi, o prejuízo foi grande.
30:41Dos 160 mil pés de café,
30:44os produtores estimam que 60% da safra de 2023 foi perdida.
30:49A cada novo dia de trabalho, Franciano percebe mais perdas.
30:54Pode-se bem dizer que é incalculável ainda, né?
30:56Porque o estrago foi grande, né?
30:58As lavouras, praticamente, que estariam em uma safra boa para 2023, né?
31:05Foram bem destruídas, né?
31:07E aí, agora, praticamente, é dois anos para se recuperar para frente, né?
31:11Ainda mais, né?
31:12Então, é uma safra que a gente estava contando até boa para 2023.
31:162023, eu acredito que deve quebrar mais de 60%.
31:20Além das plantas que foram furadas e o caule do cafeiro que foi raspado,
31:25Franciano agora vai ter que usar em suma agrícola
31:27para que os pés de café não peguem fungos.
31:30Onde que a pedrinha caiu,
31:34fica aberta para entrar muito fungo, né?
31:36Machucou a planta, né?
31:37E aí, normalmente, sempre vem.
31:39Então, vai ter que fazer um fungicídio em tudo aí, acredito eu.
31:43Era um gasto que não estava no orçamento, né?
31:46Estava no orçamento, não.
31:47Infelizmente, fazer o quê, né?
31:49Agora, correr atrás do prejuízo, né?
31:51Infelizmente, tem que ir batalhando de novo para poder fazer dar certo, né?
31:58As perdas vão permanecer por muito tempo.
32:0130% da economia local vem da agricultura,
32:04da banana e do café.
32:06De acordo com a prefeitura, 5 milhões de reais.
32:09Esse é o prejuízo que os produtores tomaram aqui na cidade.
32:13O secretário de meio ambiente de São Roque do Canaã
32:16diz que chuva de granizo é muito raro de acontecer na região
32:19e pegou todo mundo de surpresa.
32:21Nós tivemos uma chuva anormal no dia 4.
32:24Aí, o dia 5, nossa equipe da Defesa Civil,
32:26junto à prefeitura e junto ao Icaper,
32:28passamos rodando o município
32:29para poder averiguar todo o prejuízo
32:31que essas comunidades rurais sofreram.
32:33Um dos maiores prejuízos foi os pés de banana
32:36e as plantinhas de café.
32:37O problema da chuva foi o vento e o granizo,
32:40que acarretou uma destruição em massa da zona rural.
32:43Aí, os produtores ligaram para a prefeitura,
32:45principalmente junto à Defesa Civil.
32:47Nós fomos até os locais atingidos,
32:48observamos uma grande destruição,
32:50inclusive dos telhados,
32:51quem tem telha de eternite.
32:52As bananas que não caíram com o vendaval
32:55foram afetadas pelo granizo, pelo gelo,
32:58onde acabou com as folhas dessas plantas
33:00e, inclusive, machucou os frutos,
33:02isso inviabilizando a venda.
33:03E o café foi praticamente todo desfolhado.
33:06Então, tem propriedades que você vai ter uma perda
33:07de cerca de 80% daqui a um ano, dois anos.
33:12O secretário explica que não existe
33:14um fundo municipal específico
33:16para atender os produtores nessa situação
33:18e que, neste primeiro momento,
33:20o objetivo é ajudar as pessoas
33:22com a reparação dos telhados.
33:24O secretário orienta os agricultores
33:26quanto a futuros problemas provocados pelo clima.
33:29Quando envolve clima,
33:30é uma coisa muito difícil de se prever.
33:32Então, a gente busca, né,
33:34tentar falar com, conversar com o produtor
33:37para que ele venha junto ao banco,
33:38junto ao Incaper,
33:39buscar um custeio,
33:40fazer um seguro dessa lavoura.
33:42Hoje, o município não dispõe de um fundo desse.
33:44Mas a nossa ideia é o quê?
33:45Buscar junto à defesa civil
33:47e ao banco tentar um restracimento dessa dívida.
33:50Porque a maior parte dos produtores
33:52fizeram o seu investimento agrícola,
33:54principalmente na área de banana,
33:55com dinheiro próprio.
33:56Então, ele não foi ao banco,
33:57ele não fez o custeio,
33:58ele não fez um financiamento em si.
34:00Então, isso dificulta muito mais
34:01ele poder ser ressarcido e ajuda.
34:05Para recuperar o plantio e a colheita do café,
34:08agora só em 2024,
34:10José olha para a sua única fonte de renda
34:13e busca nas plantas
34:14a força para se refazer.
34:16A gente está tentando se reanimar, né,
34:18e conseguir correr atrás,
34:20consertando um pouco aqui, um pouco ali.
34:22Enfim, a gente está na luta de sempre.
34:24O produtor nunca desanima, né,
34:26sempre pensa para amanhã, dia de amanhã.
34:38Você conhece essa árvore?
34:41É a Bicuíba.
34:42Cientistas afirmam que a sua resina
34:44ajuda a acelerar a cicatrização.
34:47A espécie é encontrada em Afonso Cláudio,
34:49região serrana do estado.
34:50E nossa equipe veio até aqui
34:52para te mostrar.
34:54Tem aí a semente,
34:55eu usei também para que não ia, né?
34:58Fazia o chá dessa manchinha
34:59e tomava e curava.
35:01Na comunidade São Roque,
35:04interior de Afonso Cláudio,
35:05ela é famosa.
35:07Chamada na região de Bicuíba,
35:10a árvore faz parte da história dos moradores.
35:13E eles têm sempre um caos para contar.
35:16Eu tenho um filho que vai completar agora
35:1850 anos, né?
35:20E olha quanto tempo tem essa árvore plantada,
35:22que nasceu nativa, né?
35:24Então, através da fruta dessa árvore,
35:27foi onde curou a ursa que ele tinha.
35:29E ontem, eu perguntando ele
35:31se o estômago dele doí,
35:32falou que não sente mais dor de estômago.
35:34São muitas as histórias de pessoas
35:36que aprenderam com os pais e avós
35:38que a resina da Bicuíba
35:39tem benefícios para cicatrização
35:41e ações anti-inflamatórias.
35:43Quando minhas crianças eram pequenas, né?
35:46Então, que ela dava com esses probleminhas
35:48na boquinha, né?
35:49Na gengibre, né?
35:50Porque era tudo muito pequeno, né?
35:52Aí, meu marido socorria lá nessa árvore, né?
35:55Para tirar o sangue dela, né?
35:57Aí, tirava o sangue, trazia para casa.
35:59Eu ia com um pedacinho de pano,
36:01fazia aquela esponjinha,
36:03ia passando, né?
36:04Assim, uns dois dias, três,
36:05que eu passava,
36:06aquilo sumia tudo da boca.
36:07Tomava remédio e usarava.
36:09Aí, me ensinaram o chá da Bicuíba.
36:11Aí, eu arrumei e fiz o chá,
36:14peguei usar,
36:15aí a dor sarou.
36:18E é claro que,
36:19depois de ouvir tanto falar sobre ela,
36:22fomos conhecer a famosa árvore.
36:25O percurso é longo.
36:27Trinta minutos de caminhada
36:29numa trilha em meio à Mata Atlântica.
36:35Ao chegarmos,
36:36não tem como não ficar encantada
36:39com a sua exuberância.
36:45A Bicuíba pode atingir
36:47até 30 metros de altura
36:49e 2 metros de diâmetro.
36:52O seu tronco carrega
36:53um poderoso medicamento.
36:55Para retirar o material,
36:57os produtores utilizam um facão
36:59que descasca o tronco,
37:01como acontece na extração das seringas.
37:04Tudo com cuidado,
37:06para não danificar a árvore.
37:09O que sai da árvore é um líquido vermelho,
37:12a resina da Bicuíba.
37:14A pessoa que não tem conhecimento,
37:17não deve vir fazer essa coletagem,
37:20porque se a pessoa fizer essa coletagem
37:23de uma forma errada,
37:24pode matar uma árvore dessa,
37:26que tem tantos anos que ela está aqui,
37:30mas mata fácil, fácil demais.
37:32Não tem como recuperar, não.
37:33A gente vai fazer bem natural,
37:36como era antigamente a coletagem.
37:39E vai começar a gotejar.
37:45A palavra, na verdade,
37:47ela é a junção de dois vocábulos
37:48da língua tupi,
37:50que oku significa óleo,
37:53sebo,
37:54e abá, árvore,
37:56que forma a palavra Bicuíba.
37:58Então, provavelmente,
38:00os europeus que chegaram aqui,
38:01os colonizadores,
38:03eles aprenderam isso com os indígenas,
38:05os tupis que aqui moravam.
38:08Essa Bicuíba fica nas terras do seu Antônio.
38:12Desde a infância,
38:13o produtor rural viu a família
38:15utilizar a resina para diferentes fins.
38:18A crença popular do município de Afonso Cláudio,
38:21região serrana do estado,
38:23virou objeto de pesquisa científica.
38:26Meu filho,
38:27quando ele estava estudando
38:28lá na Universidade de Vila Velha,
38:30ouvindo essas histórias,
38:31ele falou assim,
38:32não, vamos ver se realmente isso é,
38:34vamos fazer um estudo científico,
38:37para ver se vai ser verdade
38:40o que vocês estão falando.
38:41E levou,
38:42e aí ele já ficou todo entusiasmado
38:44com os resultados
38:46que foram acontecendo lá no laboratório.
38:48E aí, pronto,
38:49a pesquisa já não parou mais.
38:50E aí foi embora.
38:51E hoje ela já está bem relevante,
38:54graças a Deus.
38:55Muitos resultados positivos.
38:57Os resultados foram comprovados
39:00por pesquisadores aqui do Espírito Santo
39:02e da Espanha.
39:04Existe uma resposta de cicatrização
39:05superior aos produtos convencionais
39:08utilizados em feridas
39:09de pacientes internados em hospitais
39:11ou, inclusive, em casa,
39:13acamados,
39:14com uma difícil resposta cicatrizante.
39:16A resposta foi superior
39:17ao produto convencional,
39:18em torno de 30%.
39:20Te surpreendeu?
39:21Muito, muito.
39:22Quer dizer,
39:22pelos mecanismos que ela apresentava
39:24de ação antioxidante,
39:25não seria uma grande surpresa.
39:26Mas o que nos impressionou
39:28foi ser superior, inclusive,
39:29aos produtos convencionais.
39:33A pesquisa foi publicada
39:35em uma revista suíça
39:36e mais de 15 cientistas
39:38de uma universidade particular
39:39de Vila Velha,
39:41da UFIS,
39:41do IFES
39:42e de uma universidade
39:43em Santiago de Compostela,
39:45na Espanha,
39:46participaram da análise
39:47das amostras.
39:48A publicação coroa
39:50o momento principal
39:51do cientista
39:52que é divulgar
39:52para a comunidade científica
39:54de fato que o produto funciona.
39:55Não é apenas mostrar
39:56que reduz o tamanho da ferida,
39:59mas por quais mecanismos
40:00isso acontece.
40:01Então, nós também mostramos
40:02alguns papéis,
40:03principalmente relacionados
40:05à ação antioxidante.
40:06O próximo passo
40:07são os testes em humanos,
40:08através de pacientes
40:10que sofrem de feridas
40:11que não se cicatrizam muito bem,
40:13na intenção de diminuir
40:13o uso de antibióticos,
40:15tempo de internação,
40:17chance de amputação,
40:18através de uma estratégia
40:20simples e barata.
40:23A pesquisa comprova
40:25que por aqui
40:26os moradores
40:27já sabiam há muito tempo.
40:29O sangue da Bicuíba,
40:31como é chamada
40:32a substância vermelhada,
40:34tem poder.
40:36Várias propriedades da região
40:38têm as árvores da Bicuíba.
40:40A maior preocupação
40:42dos moradores
40:42é que a espécie
40:44seja preservada
40:45e continue por aqui
40:46por muito tempo.
40:48A Secretaria
40:49de Meio Ambiente
40:50do município
40:51desenvolve projetos
40:52para a preservação
40:53da Bicuíba.
40:55A gente vem trabalhando
40:56incessantemente
40:57para conservar,
41:00preservar
41:00os nossos fragmentos
41:01florestais.
41:02Assim como
41:03os demais municípios,
41:05a gente enfrenta
41:06dificuldade
41:06com o desmatamento.
41:09Então,
41:10dentro da prefeitura,
41:11a gente trabalha
41:12em parceria
41:13com a Secretaria
41:13de Agricultura,
41:14a Secretaria
41:15de Educação,
41:16Fomentando
41:17a Educação Ambiental
41:18e a Polícia Militar
41:20Ambiental,
41:20tentando fazer
41:22o possível
41:23para levar
41:24a informação
41:24e conseguir
41:25preservar
41:26esses fragmentos.
41:28O nosso município
41:29é intitulado
41:29por lei
41:30como capital
41:31estadual
41:32da biodiversidade.
41:35Com a consciência
41:37de que apenas
41:38unindo
41:38o poder público,
41:40comunidade
41:41e sociedade
41:41científica,
41:42é possível
41:43que pesquisas
41:44sejam feitas
41:45e mais pessoas
41:46ajudadas.
41:48Aqui nós temos
41:49nesse momento
41:50uma parceria,
41:51meio ambiente
41:51e agricultura.
41:52A gente sabe
41:53que cada vez mais
41:55a gente vê
41:57a destruição,
41:58principalmente,
41:59da Mata Atlântica
42:01aqui da nossa localidade.
42:03e isso aqui,
42:04esse estudo,
42:05essa pesquisa,
42:06isso só vem
42:07a fortalecer
42:08para que a gente
42:09mantém
42:10a biodiversidade
42:11cada vez mais
42:12no nosso município,
42:13porque todo mundo
42:14sai ganhando.
42:15O agricultor
42:16lá na sua produção,
42:17gerando economia,
42:19mais o meio ambiente
42:20sendo,
42:21trabalhando os princípios
42:22da sustentabilidade.
42:26A expectativa
42:27é que a micro região
42:28pesquisada
42:29e outras vizinhas
42:30contribuam
42:32com a matéria-prima
42:33para a indústria
42:33farmacêutica,
42:35gerando renda
42:36futuramente
42:37para os agricultores
42:38de Afonso Cláudio
42:39e municípios
42:40cobertos
42:41pela Mata Atlântica.
42:43A gente tem
42:43um projeto
42:44de um viveiro
42:45municipal
42:45de mudas
42:46de espécies florestais
42:47e, assim,
42:48a Bicuíba,
42:49a gente pode
42:50estabelecer
42:51uma rede
42:51de coletores
42:52de sementes,
42:53porque tem
42:53outros distritos
42:54que já tem conhecimento
42:56que ela também
42:56é utilizada.
42:58Através desses
42:59coletores,
43:00a gente pode
43:01fomentar
43:02essa produção
43:02de mudas
43:03e dispersar
43:04a espécie
43:05no município
43:06porque ela está
43:08ameaçada
43:08de extinção.
43:10Uma árvore
43:11que simboliza
43:12preservação,
43:14história
43:14e, principalmente,
43:15saúde
43:16para a população.
43:17Para mim,
43:18eu já estou com 73 anos.
43:19Para mim,
43:19é uma história.
43:20É uma história
43:21que está realizando
43:22a minha vida.
43:23Isso vai servir
43:24para mim.
43:24Para mim,
43:25vai servir
43:26para os troncos
43:27que estão chegando aí.
43:27Não é isso?
43:40Confira agora
43:41as cotações
43:42da semana.
43:43O café
43:43Conilon
43:44tipo 7
43:45abriu a segunda-feira
43:46na Coadriel,
43:47sendo negociado
43:48a 635 reais.
43:50Foi caindo
43:51ao longo
43:52da semana
43:53e na sexta
43:54a saca
43:54ficou em
43:55595 reais.
43:57Uma queda
43:58de 6,3%
44:00na semana.
44:01O Conilon
44:01tipo 7
44:028
44:03abriu a segunda-feira
44:04em 630 reais
44:05e fechou em queda
44:07590 reais
44:09a saca.
44:10Redução
44:10de 6,34%
44:12na semana.
44:13O Conilon
44:14tipo 8
44:15na Coadriel
44:16abriu a segunda-feira
44:17sendo negociado
44:18a 625 reais.
44:21Na sexta,
44:21também caiu.
44:22foi para
44:23585 reais.
44:25Uma baixa
44:26de 6,4%
44:28na semana.
44:30Está chegando
44:31a época
44:31da manga
44:32aqui em nosso
44:33estado.
44:34Agricultores
44:34de Vila Velha
44:35estão com
44:36boas expectativas
44:37para a colheita
44:38desse ano.
44:39No próximo bloco
44:40eu te mostro.
44:41O Agrobusiness
44:42volta já.
44:59Está chegando
45:00a época
45:01da manga
45:01aqui em nosso
45:02estado.
45:03A fruta
45:03que arrica
45:04em nutrientes
45:05tem ganhado
45:05terreno
45:06e coração
45:06de muitos
45:07agricultores.
45:08Nossa equipe
45:09foi conhecer
45:10a produção
45:10da fruta
45:11em Vila Velha
45:12na Grande Vitória.
45:17Mesmo
45:18em menor
45:18quantidade
45:18ela está
45:19aqui o ano
45:20todo
45:20dando um sabor
45:21e uma cor
45:22especial
45:23às barracas
45:24de feiras livres.
45:25A manga
45:26é uma fruta
45:26de origem
45:27asiática
45:28que ganhou
45:28a agricultura
45:29brasileira
45:29pela sua
45:30adaptação
45:31ao clima
45:31tropical.
45:32A fruta
45:33ganhou também
45:33o paladar
45:34de muita
45:34gente
45:35que não
45:36deixa de
45:36comprá-la
45:37em qualquer
45:37época do ano.
45:38Ela é boa
45:39para tudo.
45:40Ela é boa
45:41para suco,
45:42ela é boa
45:42para geleia,
45:43ela é boa
45:44para decoração
45:46de saladas.
45:48A senhora come
45:48manga sempre?
45:49Sempre.
45:52Na banca do
45:53seu José Nilson
45:54em Vila Velha
45:55as mangas expostas
45:56vêm de Sergipe
45:57e Pernambuco.
45:58Isso porque a temporada
46:00de colheita
46:00no Espírito Santo
46:01ainda não começou.
46:03Por aqui
46:03na barraca dele
46:04o que mais sai
46:05é a manga
46:06Palmer.
46:06Ele vende
46:07600 quilos
46:08de manga
46:09toda semana.
46:10Hoje está
46:11fora da safra
46:12a manga ainda.
46:12Essa manga
46:13que eu vendo
46:13está fora da safra.
46:14Vai começar
46:15da região
46:15só para dezembro
46:17que começa.
46:18Essa manga
46:18vem de Pernambuco.
46:19É uma manga
46:20que tem que chegar
46:21um pouco mais caro
46:21aqui mesmo,
46:22não tem jeito.
46:22Mas o preço dela
46:23não está ruim.
46:24O preço está ótimo,
46:24o preço está bom.
46:25O pessoal compra
46:26mais que tipo de manga?
46:27A Palmer.
46:29que é boa,
46:30não tem fiapo,
46:30não tem nada, né?
46:31A melhor manga
46:32que tem é a manga Palmer.
46:36O pratinho
46:37com três mangas
46:38Tome ou Palmer
46:39custa cinco reais.
46:40Tem gente
46:41que acha caro
46:42e prefere
46:42pechinchar
46:43ou mesmo
46:44levar outras frutas
46:45no lugar
46:45e esperar o final
46:46do ano
46:47quando começa a safra
46:48e o preço
46:49fica mais baixo.
46:50Geralmente
46:50eu comprei quatro,
46:51cinco mangas
46:52às vezes
46:53por esse preço
46:54de cinco reais.
46:55Mas hoje
46:55só tem três
46:56na bacia ali.
46:57A fruta é boa
46:58mas o preço
46:59está salgado.
47:01Para quem trabalha
47:02com manga
47:02há 40 anos
47:03ter jogo de cintura
47:05na hora de comprar
47:06e vender a fruta
47:07faz a diferença
47:08para ter sucesso
47:09em uma feira livre.
47:11Manga doce
47:11especial.
47:13Ela não tem linha
47:14é uma manga
47:14que não tem linha
47:15é uma manga
47:15que amassa
47:16purinha,
47:16purinha,
47:17purinha,
47:17purinha.
47:18Uma manga geladinha
47:19é boa, né?
47:20Boa demais
47:21o chiquinho de manga
47:21o mousse de manga
47:22é delícia.
47:24No estado
47:25os municípios
47:26que lideram
47:26a produção
47:27de manga
47:27para o mercado
47:28consumidor
47:29são
47:29Laranja da Terra
47:31Afonso Cláudio
47:32Santa Tereza
47:33Mantemópolis
47:34Itaguaçu
47:35e Jaguaré
47:36Os meses de novembro
47:37a janeiro
47:38marcam a colheita
47:39da manga
47:40no Espírito Santo
47:41A nossa manga
47:42capixaba
47:42tradicional
47:43são aquelas mangas
47:45do nosso tempo
47:46de infância
47:47que seria
47:47a carlotinha
47:48a coquinho
47:49a famosa
47:50espada pintada
47:51mas hoje
47:53a gente já está
47:54trabalhando
47:54com outras variedades
47:55que são variedades
47:57mais produtivas
47:58e de melhor manejo
48:00e de menor fibra
48:01e que então
48:02na hora que você
48:03vai comer
48:03não dá fiapo
48:04na boca
48:05então
48:05essa manga
48:06que a gente está
48:08levando para o mercado
48:09hoje
48:09é uma manga
48:10que tem mais tempo
48:11de prateleira
48:12e está mais
48:13trabalhada
48:14no comércio
48:18Renate
48:19tem uma propriedade
48:20com 700 mangueiras
48:21em Vila Velha
48:22na Grande Vitória
48:23dentre elas
48:24a maioria
48:25é Palmer
48:26temos a Adem
48:27temos a Tome
48:29a Mangue Espada
48:31o ano passado
48:32a gente não conseguiu
48:33ter uma colheita
48:34grande
48:35grande
48:35porque
48:35era o primeiro ano
48:36nosso
48:37trabalhando com isso
48:38a gente
48:41conseguiu
48:41duas toneladas
48:42de manga
48:43muita coisa
48:44se perdeu
48:45nossa expectativa
48:46agora é para esse ano
48:47de conseguir
48:4810 toneladas
48:49para esse ano
48:51então nesse período
48:53de novembro
48:54até final de fevereiro
48:56início de março
48:57a gente colher
48:58essas mangas
49:02ela produz
49:03mangas orgânicas
49:04e vende tanto
49:05para supermercados
49:06da região
49:06quanto na porta
49:07de casa
49:08ou mesmo
49:09pela internet
49:09a gente consegue vender
49:11na Seasa
49:11a gente consegue vender
49:13num supermercado
49:14pequeno
49:15que tem no Ibis
49:17tem um produtor
49:19aqui de limão
49:20que também dá apoio
49:21para a gente
49:21que ele sai
49:22entregando
49:24em alguns
49:25algumas lanchonetes
49:26restaurantes
49:28e tudo
49:28e tem a venda direta
49:29também
49:30pelo Instagram
49:31pelo Whatsapp
49:33que eu já tenho
49:34clientes
49:35de outras
49:37atividades
49:38que a gente desenvolve
49:39aqui
49:42Renate
49:42está tendo
49:43o apoio
49:43do Incaper
49:44na sua propriedade
49:45o olhar
49:46atento
49:46em todas
49:46as fases
49:47da planta
49:48é para ficar
49:48longe
49:49da antraquinose
49:49considerada
49:50a doença
49:50mais famosa
49:51da mangueira
49:52esse fungo
49:53afeta
49:53folhas
49:54flores
49:55frutos
49:56e ponteiros
49:57além de
49:57derrubar
49:58o fruto
49:58e atacar
50:00o estômago
50:02da planta
50:03que é a folha
50:04ela faz
50:06o abortamento
50:07dos frutos
50:09novos
50:09e também
50:10nós temos
50:11a broca
50:12que fura
50:13a mangueira
50:14e mata
50:14a mangueira
50:15nós temos
50:16também
50:16aqui na nossa
50:17região
50:17as algas
50:18que atacam
50:21as folhas
50:21e já faz
50:22a redução
50:23do estômago
50:23da planta
50:24fazendo com que
50:25ela produza
50:26não produza
50:28reserva suficiente
50:29para frutificar
50:33a colheita
50:34de manga
50:35no Espírito Santo
50:36vai começar
50:36em breve
50:37de meados
50:38de outubro
50:38a março
50:39do próximo
50:39ano
50:40é tempo
50:40de manga
50:41por aqui
50:41olha
50:42logo logo
50:43essas mangueiras
50:43vão estar
50:44carregadinhas
50:45pesadas
50:45e prontas
50:46para a colheita
50:47e também
50:47para o consumo
50:48é bom
50:49para o bolso
50:50bom para a saúde
50:50humana
50:51e bom
50:51para o meio
50:52ambiente
50:52o cenário
50:53todo se
50:53transforma
50:56da manga
50:57se faz
50:57suco
50:58doce
50:59polpa
50:59geleia
51:00se come
51:01como lanche
51:02ou sobremesa
51:02uma manga
51:03geladinha
51:04é uma ótima
51:05pedida
51:05nos dias
51:06mais quentes
51:06a manga
51:07é muito
51:08boa
51:08para quem
51:09compra
51:09e para quem
51:10planta
51:10principalmente
51:11quando ela
51:11está no ponto
51:12de colheita
51:13fica bem bonito
51:14muito bonito
51:15mesmo
51:15você olha
51:16assim
51:16aquele monte
51:17de frutas
51:18avermelhadas
51:19amareladas
51:20porque tem
51:22a diferença
51:22da tonalidade
51:23dos diferentes
51:24tipos de manga
51:25o cenário
51:26fica colorido
51:27e cheiroso
51:28isso
51:28fica
51:29fica bem cheiroso
51:36o agrobusiness
51:37de hoje
51:38fica por aqui
51:39e eu queria te agradecer
51:40pela parceria
51:41em mais um domingo
51:42eu te espero
51:43semana que vem
51:44tenha um ótimo dia
51:45e uma boa semana
51:46para saber mais
51:48sobre o mundo agro
51:49confira a coluna
51:50agrobusiness
51:51no folhavitoria.com.br
51:53e no nosso canal
51:55no youtube
51:55instagram
51:56arroba
51:57folhabusiness
51:58e também
51:59no meu instagram
51:59pessoal
52:00stefani.agronomia
52:02eu espero
52:03vocês
52:03nas redes sociais